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terça-feira, 9 de novembro de 2021

Cultivo do Limão Caviar

 

Exótica fruta de origem australiana, o “limão-caviar”, também conhecido como “limão-dedo” (finger lime), é mais parecida com uma pimenta jalapeño do que com uma fruta cítrica. Ela produz pequenas pérolas parecidas com caviar que explodem de sabor quando você as morde.

Uma cultivar de limão com características peculiares e únicas, originária da Austrália, vêm conquistando diferentes paladares ao redor do mundo. Estamos falando do limão caviar, que atravessou oceanos e agora faz parte de uma variedade de pratos em restaurantes brasileiros.

O limão caviar é assim denominado porque as pequenas bolinhas que o compõem são semelhantes ao caviar. Outra curiosidade dessa fruta é que estes pequenos gomos dão a sensação de “estourar” entre os dentes quando consumidos; provocando uma explosão de sabor para o paladar.


Originária das florestas tropicais e subtropicais da costa da Austrália, a Citrus australasica ou lima australiana se tornou um dos ingredientes mais procurados por restaurantes em todo o mundo. Não é que ela tenha gosto radicalmente diferente do limão normal, mas a textura de sua polpa realmente faz toda a diferença.

Os limoeiros-caviar (Citrus australasica) são originários da Austrália, mais concretamente do leste da Austrália, de zonas subtropicais nas florestas húmidas que cobrem essa parte do país. Cada vez mais têm despertado o interesse para uso na culinária e na composição de diversos pratos.

Apesar disto, o seu cultivo ainda não é feito em larga escala, mas há planos para isso a curto prazo. Dada a grande variedade de cores que possuem, a maior de entre os citrinos, são chamativas para a vista, e o seu especto colorido também atrai a atenção para os pratos em que são usados. Cada vez mais populares, dado o seu fácil cultivo, encontram-se muitas vezes à venda em bons hortos e sites especializados.


Cultivo e colheita

Sendo originário de zonas subtropicais, o limoeiro-caviar dá-se melhor em zonas do nosso País que apresentem essas características ou similares. Além das ilhas, pode dar-se bem em zonas do continente nas quais os invernos não sejam muito pronunciados.

As geadas, tal como ventos fortes são prejudiciais, pelo que a plantação deve ser feita em locais sem geadas, abrigados dos ventos e soalheiros. É uma planta espinhosa de porte arbustivo, pelo que devemos escolher bem o local onde vamos cultivá-la.

A época ideal para fazer a plantação é na primavera, para a planta aproveitar o tempo mais quente para se estabelecer no solo. O solo deve ser sempre bem drenado, sendo de evitar os demasiado argilosos. Os limoeiros-caviar também podem ser cultivados em vasos grandes, mas neste caso, temos de ter em consideração que poderão necessitar de regas mais vezes. O cultivo em vasos pode facilitar a movimentação das plantas para um abrigo interior nas épocas de maior frio.

Estas plantas florescem habitualmente na primavera, embora possam surgir algumas flores noutras estações do ano, e a colheita efetua-se no outono e no inverno na Europa, época em que na Austrália é primavera e verão.

Manutenção

A manutenção do limoeiro-caviar é semelhante à dos outros citrinos. As podas devem ser ligeiras, para eliminar ramos secos ou doentes e para controlar um pouco o crescimento da árvore. As mondas servem para evitar a competição por nutrientes, algo a que os limoeiros-caviar são bastante sensíveis se as plantas competidoras tiverem raízes muito compactas, como o capim.

Tal como o limoeiro, apreciam regas regulares no verão; a seca afeta o desenvolvimento dos frutos e a saúde da planta.

Pragas e doenças

Os limoeiros-caviar são sensíveis a pragas e doenças que afetam outras plantas do género Citrus e aparentados. Como tal, são sensíveis a cochonilhas, lagartas e algumas vespas. Contudo, não são afetados pelas moscas-da-fruta e pelo greening, pelo que têm sido estudados como possível porta-enxerto para outras espécies de citrinos. A psila-africana-dos-citrinos poderá afetar esta espécie, pelo que devemos ter isso em conta.

Propriedades e usos

Os limões-caviar podem ser consumidos ao natural, mas também são usados para ornamentar pratos culinários ou dar-lhes o seu característico sabor cítrico. Os limões-caviar são ricos sobretudo em vitamina C, mas também possuem um certo teor de vitamina A e de potássio.

O seu interior não se apresenta em gomos, mas é constituído por pequenas bolinhas que fazem lembrar o caviar de origem animal, daí o nome que lhe foi dado. A sua popularidade tem vindo a crescer e cada vez mais pessoas querem experimentar ou cultivar este fruto australiano.

Os limões-caviar também são usados para elaborar uma espécie de marmelada cítrica e para fazer picles, e certamente novos usos estão a ser estudados.

PREÇO R$ 1000,00 O KILO


quarta-feira, 14 de julho de 2021

Cultivo da Uvaia

 

Nome científico: Eugenia pyriformis Cambess

Nome popular: uvaia, uvalha, ubaia, uvaia-do-cerrado, ubaia.

Família botânica: Myrtaceae

Distribuição Geográfica e Habitat: Encontrada no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil, ocorre na Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila Mista, no Cerrado e na Mata Ciliar.

Características gerais: E. puriformis é a espécie mais comum de uvaia, embora existam outras espécies. Das frutas nativas dessa família, é uma das mais reputadas e conhecidas, embora pouco cultivada. Recente publicação da Sociedade Brasileira de Fruticultura dá informações sobre essa fruta (SARTORI E OUTROS, 2010). Esses autores citam a existência de vários tipos e variedades de uvaia (ver INFORMAÇÕES ADICIONAIS, ao final deste artigo). No geral, a fruta é de tamanho pequeno, com peso médio entre 20 e 25 g, casca lisa e fina, amarela a alaranjada, contendo uma a três sementes por fruto. O rendimento de polpa é bom, com até 80% do peso do fruto, e as cascas são comestíveis também. Como o fruto é mole, é fácil separar a polpa e a casca das sementes.

Clima e Solo: Pode ser encontrada em temperaturas entre 9,4 a 26,4 °C, com chuvas uniformemente distribuídas na Região Sul e periódicas, nas demais regiões. O regime de precipitação pluvial média anual pode ocorrer desde 1.100 mm no Estado de São Paulo, a 2.300 mm no Paraná. Suporta geada. Requer solos de alta fertilidade, bem drenados, úmidos, com textura areno-argilosa. Pode ocorrer em solos graníticos até eruptivos, sedimentares e aluvionais.

Usos: O fruto é muito perecível, devendo ser colhido com cuidado e transportado em caixas, em pequenas camadas, para utilização imediata, ou congelamento. Os usos mais comuns são para suco, geleia, doces, licores, sorvetes e outros produtos. A polpa do fruto pode ser conservada a -18 oC, em sacos plásticos ou câmaras frias, ou freezer comum, podendo ser utilizada para se fazer os produtos usuais. O uso medicinal da uvaia ainda não é conhecido. Como não há produção comercial importante, mas apenas de plantas esparsas em pequenos pomares, a uvaia não aparece regularmente nos mercados, apesar de ser bem reputada nas regiões onde há produção, principalmente para se fazer sorvetes.

Curiosidades: É polinizada principalmente por abelhas. A dispersão é por gravidade ou zoocórica realizada por aves e mamíferos.  Eugenia é dedicado a Francisco Eugenio de Saboya – Carignan, chamado príncipe de Saboya, generalíssimo imperial de notável talento militar e propetor das artes; o epíteto pyriformis significa fruto em forma de pêra. O seu nome deriva do tupi iwa, ubaia ou ybá-ai, e quer dizer fruto azedo.

Típica da Mata Atlântica, a uvaia é conhecida como uma fruta do mato. Seu sabor é intenso, assim como seu perfume. O sabor, apesar de intenso, pode não agradar a todos por ser azedo, e desse fato que surgiu seu nome ubaia, que em tupi significa fruto azedo.

 A fruta é amarela, arredondada e possui duas sementes de aproximadamente quatro centímetros de diâmetro. De flor branca, a árvore é comumente plantada para uso doméstico, uma vez que seus frutos amassam, oxidam e ressecam com facilidade, tornando pouco viável a sua comercialização.

 Você pode até encontrar a uvaia in natura fora de época, mas como os frutos da uvaieira amassam, oxidam e ressecam muito facilmente, é mais viável preferir a época da frutificação, que ocorre entre setembro e janeiro. Fora de época, melhor optar por produtos derivados da fruta, como sucos, compotas, geleias e outros.

 Chega a ter de seis a treze metros de altura, mas existem variações da espécie que crescem em pequenos arbustos de até um metro de altura. A uvaia, por ser nativa da Mata Atlântica, é muito usada em diversos projetos de reflorestamento, servindo de alimento para aves e pequenos animais, os atraindo novamente para seu habitat.

 Primeiramente, a uvaia tem um alto benefício ecológico. Como é uma planta nativa da mata atlântica e pelo seu fruto saboroso até para os pássaros, a uvaieira é muito utilizada em projetos de reflorestamento em áreas degradadas, de preservação permanente e plantios mistos. Sua madeira não é comercialmente utilizada, sendo apenas usada por locais para utilidades domésticas (lenha, moirões etc).

 Seus frutos são ricos em vitamina A e C (quatro vezes mais que a laranja), combatendo desta forma os radicais livres e, consequentemente o envelhecimento celular.

 É eficaz na prevenção de alguns males que afetam nossa saúde como doenças cardiovasculares, câncer, doenças derivadas do envelhecimento, além de serem muito indicados para acompanhamento no tratamento de HIV, no tratamento de tumores, malária, processos inflamatórios e para diminuir o nível de ácido úrico.

 Nome e Significado: Uvaia vem do Tupi, e significa ”Fruta ácida”. Também é conhecida como Orvalha e Uvalha.

 Origem: Originaria da floresta atlântica desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, Brasil.

 Características: Árvore pequena de 4 a 12 metros de altura com copa arredondada ou em forma de taça de 2 a 4 metros de diâmetro com tronco reto e na maioria das vezes é dividido em varas eretas de 10 a 50 cm de diâmetro, com casca castanha esverdeada, fissuras longitudinais que se descamam em placas finas no inicio da primavera. As folhas são opostas, simples, glabras (sem pelos) de textura subcoriácea (pouco rija). O limbo ou tecido foliar tem forma lanceolada com base obtusa ou arredondada e ápice agudo ou acuminado (que termina em ponta fina) medindo 2,5 a 5,5 cm de comprimento por 0,6 a 1,4 cm de largura sob pecíolo de 0,2 a 0,4 cm de comprimento. As flores são hermafroditas, axilares (nasce na junção da folha e ramos da brotação do mesmo ano) sob pedúnculo ou haste de 1,4 a 2,2 cm de comprimento, cíclicas (com vários ciclos), diclamídeas (com dois envoltórios).  O botão é protegido por com 2 brácteas (tipo de folha modificada) e o cálice (invólucro externo) é composto de 4 sépalas livres, desiguais e pubescentes (coberta de pelos curtos). A corola (invólucro interno) é formada de 4 pétalas obovadas (com forma de ovo, só que a parte mais larga voltada para o ápice), brancas e livres.

 Dicas para cultivo: É planta extremamente adaptável podendo ser cultivada em climas com temperaturas anuais entre 18 a 26 graus, resistindo bem a geadas de até menos 4 graus negativos, frutifica em altitudes desde o nível do mar no Rio de Janeiro até 1,200 na zona da mata Mineira. Em seu lugar de origem as chuvas vão de 1.200 a 1.800 milímetros anuais; vegetando bem nos mais variados tipos de solos, ácidos ou alcalinos, argilosos ou arenosos, mais que de preferência tenham fertilidade e umidade natural. Começa a frutificar com 2 a 4 anos de idade a depender da variedade.

 Mudas: As sementes são redondas e de coloração creme, recalcitrantes (perdem o poder germinativo em 20 dias). Por isso recomendo que semeia 2 sementes diretamente em saquinhos individuais com substrato de 50% de terra e 50% de matéria orgânica bem curtida. A germinação se dá em 40 a 60 dias, e as mudas atingem 35 cm com 11 a 12 meses após a germinação.

 Plantando: Recomendo que seja plantada a pleno sol num espaçamento 4 x 4 m para uvaia pêra e uvaia doce e 6 x 6 m para Uvaia acida do mato. As  covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e convém misturar 30% de areia saibro + 30% de matéria orgânica aos 30 cm de terra da superfície da cova. Deixar curtir por 2 meses, e depois já se pode plantar na melhor época que vai de setembro a novembro, convém irrigar 10 l de água após o plantio e a cada 15 dias se não chover.

 Cultivando: A planta cresce rápido e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com pó de cerra e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Adubar com 2 kg de composto orgânico feito de esterco de galinha curtido e 30 gramas de NPK 10-10-10. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de outubro.

 Usos: Frutifica nos meses de Setembro a novembro. Os frutos são consumidos in-natura e na forma de sucos. A fruta tem grande potencial para fabricação de bebida fermentada como vinho e ótimo vinagre. A polpa também produz um delicioso sorvete.

Uvaia uma fruta da Mata Atlântica

uvaia fruta



Então, confira os benefícios da Uvaia para saúde.

  Para Ácido Úrico: A uvaia contem ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo. Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina, uma proteína contida em muitos alimentos.

  Para Malária: Há uma poderosa substância encontrada na uvaia que a faz estar entre os Remédios Naturais para Malária, semelhante ao quinino, que tem sido diretamente associada a neutralização desses parasitas da malária de indução.

 Você pode extrair essa substância para uma dose concentrada ou simplesmente adicionar algumas deliciosas uvaia a sua dieta diária. As uvaia estão amplamente disponíveis em áreas tropicais e pode fazer maravilhas para a promoção da saúde em geral e na rápida recuperação.

 Para o Câncer: Por ser rica em antioxidantes , antocianinas, carotenoides e flavonoides, a uvaia livra o corpo de radicais livres que podem alterar o DNA das células e causar diversos tipos de cânceres.

  Para Doenças Cardiovasculares: A uvaia também exerce efeitos benéficos sobre a saúde cardiovascular. É rico em flavonoides, nomeadamente, procianidina, catequina e epicatequina, que possuem propriedades antioxidantes e ajudam a proteger as células dos danos enquanto fortalecem o coração.

 Também ajuda a melhorar a função endotelial e estimular o colesterol HDL benéfico. Isso ajuda na prevenção da formação de coágulos sanguíneos fatais, que podem levar ao acidente vascular cerebral ou à insuficiência cardíaca.

  Para o Envelhecimento: A uvaia contêm licopeno, um nutriente que é raramente encontrada em outros alimentos. O licopeno protege o corpo contra os raios ultravioletas nocivos, mantendo a pele com uma aparência mais jovem e saudável. A maioria das frutas e legumes possuem os melhores nutrientes quando comidos crus.

  Para Radicais Livres: A uvaia contém compostos, como flavonóis e antocianinas, que lhe conferem potentes propriedades antioxidantes e tornam útil para mantê-los saudáveis. Nossos corpos geram radicais livres durante o funcionamento normal.

 Estes radicais livres podem causar danos celulares e estão implicados em uma variedade de problemas, que vão desde doenças autoimunes, câncer e catarata até doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, artrite reumatoide e envelhecimento.

uvaia arvore



 Uvaia tem Alto teor de Vitamina C: Complementando a importância ecológica da Uvaia, a fruta tem aproximadamente quatro vezes mais vitamina C do que a laranja.

 Uvaia Contém Vitamina A: Além do alto teor de vitamina C, a uvaia contém uma considerável quantidade de vitamina A para contribuir às suas necessidades diárias deste nutriente.

 Seu consumo é mais comum na forma de sucos, compotas, mousses, doces, flans e sorvetes, assim como em geleias, vinagres, licores e outros. No entanto, é preciso cuidar com a quantidade de açúcar usado para que não se torne muito calórica. Seu consumo é pouco aceitado in natura devido ao seu sabor forte e azedo, mas se apreciar o sabor, não existem contraindicações nessa forma de consumo


Geleia de Uvaia

 Ingredientes

 ► 600g de polpa de uvaia (sem as sementes claro)

 ► 1 xícara (chá) de água mineral

 ► 400g de açúcar cristal

 Modo de Preparo

 Bata a polpa com a xícara de água no liquidificador, passe pela peneira e junte o açúcar cristal. Leve ao fogo numa panela grande de fundo grosso e cozinhe mexendo sempre até atingir o ponto de geleia (ao pingar num prato ela não escorre). Coloque em vidros esterilizados com água fervente e bem secos e guarde na geladeira.

 A geléia é saborosa e mantém todas as propriedades da fruta podendo ser consumida com pães, torradas e bolos. Quando bem armazenada, cada pote tem validade de até 2 meses guardada na geladeira, por isso, siga todas as instruções de armazenagem corretamente.




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domingo, 14 de janeiro de 2018

Cultura do Langsat (Lansium domesticum)



Estas frutas pequenas, translúcidas, são encontradas mais frequentemente no Sudeste Asiático, India e Bhutan, e foram introduzidas recentemente mesmo em Havaí. Eles podem ser bastante azedo quando não maduros, mas são perfeitamente doce quando maduro com um sabor semelhante a uma grapefruit agridoce.

Langsat tem um sabor doce e azedo, mas os maduros são doces. A fruta não é apenas popular devido ao seu sabor, mas porque cada segmento dele é um deleite saudável e delicioso.

Nome científico: Lansium domesticum Jack

Família: Meliaceae
Origem e dispersão: É uma frutífera nativa da península Malaia, Filipinas e Java, onde é chamada “lanzón”, mas também comum na Tailândia, onde há três tipos. São consideradas como os melhores frutos da região. 

Clima e solo: É uma planta tipicamente tropical e de locais chuvosos. Prefere solos ricos e bem drenados.

Variedades: Para langsat na Tailândia as principais são Uttarodit e Paete. Para dukan há a DU-1, na Malásia.

Propagação: Pode ser propagada por semente ou enxertia. As folhas são pinadas, com 5 a 7 folíolos, de 10 a 15 cm. 

Utilização: São frutos para consumo ao natural.



O fruto não é grande e tem um diâmetro exterior entre 2 e 5 centímetros numa forma oval. Sua carne é coberta por uma pele amarelada e coriácea que geralmente é marcada por manchas marrons, é extremamente raro encontrar Langsat com pele impecável. Dentro dele tem 5-6 segmentos de carne translúcida e suculenta. Langsat tem um sabor doce e azedo, mas os maduros são doces. A fruta não é apenas popular devido ao seu sabor, mas porque cada segmento dele é um deleite saudável e delicioso.

Benefícios do Langsat Para Ajudar na Dieta: O Langsat tem um conteúdo muito diversificado de nutrientes. Uma delas é a fibra. Fibras contidas no fruto de langsat ajuda no sistema digestivo. Além disso, se você sofre de constipação, você também pode consumir a fruta.

Benefícios do Langsat Para o Câncer: O langsat, além da  sua carne que pode ser consumida, ela também pode ser usada como uma cura para o câncer. Do conteúdo contido muitos nutrientes, minerais, vitaminas e fibras é o que é dito ser útil para o tratamento de cancros associados com o nosso sistema digestivo.

Benefícios do Langsat Para a Febre: Outro benefício do langsat é que ele serve como um antipirético. Isso significa que ele pode baixar a temperatura corporal. Febrifuge é qualquer medicamento que diminui a temperatura do corpo ou alivia a febre.

Benefícios do Langsat Como um Poderoso Repelente: O Langsat pode ser usada como um repelente de mosquito. Alguns estudos mostram e provam que as substâncias contidas no Langsat do fruto, que os mosquitos não gostam.

Benefícios do Langsat Para Ossos Fortes: O Langsat contém fósforo. Como já sabemos, o fósforo é útil como um agente de formação de ossos e dentes. Consumindo alimentos como fruto de langsat que contém fósforo para ajudar a fortalecer os ossos e dentes. Além disso, a ingestão de fósforo irá prevenir a perda óssea.

Benefícios do Langsat Para a Malária: A casca do langsat é usada para tratar a malária, enquanto a sua forma em pó pode ser usada para tratar picadas de escorpião. A resina da casca pode ser prescrita para flatulência – onde o corpo contém excesso de gás no canal alimentar. Ele também serve como um antiespasmódico, que irá aliviar ou prevenir espasmos.

Benefícios do Langsat Para a Disenteria: Talvez você esteja se perguntando sobre  como a disenteria pode ser curada pela fruta Langsat. No entanto, eu lhe digo que muitos provaram isso e podem ser bastante poderosos. Parte do complexo usado para tratar a desinteira é a casca da árvore do langsat.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Cultivo do Rambutão (Rambutan)



O rambutão é uma fruta de origem asiática cultivada comercialmente nos estados da Bahia e Pará. Na Bahia existem plantios comerciais nos municípios de Una, Ilhéus, Camamu e Ituberá. É uma árvore tropical que atinge 12m de altura, muito ornamental por sua beleza de folhagem, floração e frutificação. Produz um fruto ovóide medindo em média 5 a 6cm de comprimento e 2 a 4cm de largura. A casca apresenta coloração variando de vermelho a amarelo, sendo coberto com espículas lembrando o fruto da mamona. A floração ocorre nas extremidades dos galhos, produzindo cachos com 12 frutos em média. A polpa branca e doce é consumida na forma inatura e o seu sabor lembra a lichia e a uva. A região Sul da Bahia apresenta boas condições de clima e de solos para o seu cultivo de forma econômica.

Clima e Solo

O rambutão adapta-se bem ao clima quente e úmido com precipitações pluviométricas acima de 1.500 mm bem distribuídas durante a maioria dos meses do ano. Os solos mais adequados são os areno-argilosos, profundos, bem drenados, ricos em matéria orgânica e com pH entre 5,5 a 6,0.

Cultivares

A espécie apresenta grande variabilidade genética o que resulta numa grande variação na coloração dos frutos, tamanho e peso do fruto, número e tipo de flor, tamanho e forma da semente. Vários clones se encontram disponíveis no Brasil, entretanto há a necessidade de testar esses materiais nas diversas regiões de cultivo do rambutão, em função dos efeitos inevitáveis do ambiente. Os clones recomendados para plantios comerciais são R134, R156, R162, R167, R170, R191 e R193. As fotos abaixo revelam a grande variação na cor e tamanho dos frutos.

Propagação e Plantio

Em virtude da grande variabilidade genética apresentada pela espécie, não se recomenda a sua propagação através de semente. Tecnicamente é propagado de forma vegetativa através de enxertia, sendo o método de garfagem o mais utilizado. O espaçamento de 8 a 10m entre plantas e as covas devem ter as dimensões de 0.60 x 0.60 x 0.60m em todas as direções. Após a abertura das covas, utilizar matéria orgânica com fertilizante à base de fósforo antes do plantio. O rambutanzeiro não necessita de sombreamento inicial, portanto recomenda-se o consórcio com culturas de ciclo curto ou fruteiras perenes a fim de agregar valor econômico ao cultivo.

Tratos Culturais

A poda é imprescindível na obtenção de plantas baixas e copa compacta a fim de facilitar a colheita. A adubação deverá ser realizada mediante a análise do solo. Na região Sul da Bahia ainda não há registro da presença de pragas e doenças.

Colheita e Rendimento

Na região Sul da Bahia o período de floração tem duas épocas distintas: março a maio e agosto a outubro, razão pela qual a colheita ocorrer duas vezes, março a maio e agosto a outubro. As plantas propagadas de forma vegetativa entram em produção com três anos de plantio. Os frutos amadurecem com três a quatro meses após a floração. Normalmente da floração até a colheita dura em média de 15 a 18 semanas e a principal produção se concentra nos meses de julho a novembro. Uma variação de 4 a 6 semanas pode ocorrer nos períodos de colheita em virtude da localização do plantio e de circunstâncias climáticas. As frutas são colhidas quando a maioria apresenta o vermelho ou o amarelo. No primeiro ano de plantio o rendimento é em média de 1.200 kg, alcançando 15 toneladas com 10 anos de plantio.
A produtividade média dos plantios com mais de 10 anos de idade e tecnicamente bem conduzidos é em média de 15 toneladas por hectare.

Nativo do arquipélago malaio, o nome desta fruta é derivado da palavra malaio que significa “peludo”, e você pode ver porquê. Mas uma vez que o exterior peludo do rambutan é descascado, o fruto tenro, carnoso, delicioso é revelado. Seu sabor é descrito como doce e azedo, muito parecido com uma uva. Embora tenha sua origem no sudeste da Ásia, rambutan foi importado em todo o mundo, e agora é comumente cultivada tão perto de casa como o México e o Havaí.
Rambutans são geralmente comido cru, mas às vezes são cozidos com açúcar e cravo e comido como uma sobremesa.
O rambutan (Rambutão ou rambutã) é uma fruta exótica originaria do sudeste asiático também conhecida como Delícia do Pacífico. É semelhante à Lichia tanto na aparência como no paladar, pois pertencem a mesma família Sapindaceae.
Os frutos são maiores que os da Lichia, suas sementes são menores, possuem casca firme cobertas com pelúcia macia e coloração vermelho carmim. Sua polpa é doce, pouco ácida semelhante à uva podendo ser utilizada em conservas e sucos, aceita também congelamento mantendo as características originais.
O Rambutan é rico em vitamina C, carboidratos, proteínas, cálcio, fósforo, potássio, ferro e niacina. Sua polpa é doce e pouco ácida, semelhante a polpa da uva. O extrato da raiz é utilizado para tratar febre e das folhas para aliviar as dores de cabeça.
A fruta pode ser armazenada na geladeira por até duas semanas e pode ser encontrada no Sacolão Real.

sábado, 22 de abril de 2017

Cultura da Fruta Pão (Artocarpus altílis)




Aspectos gerais:

Originária da Indomalásia (Java ou Sumatra) ou da Malásia; o fruto é base alimentar para povos ilhéus da Polinésia (Oceano Pacifico). Além de fruteira é tida como ornamental.
Seu nome cientifico é Artocarpus altílis (Parks) Fosberg, Moraceae, Dicotyledonae; duas variedades destacam-se: Apyrena - cujo fruto não tem sementes, é chamada fruta-pão de massa e Seminifera - cujo fruto possui sementes, é chamada fruta-pão de caroço.

  • A fruta-pão é árvore que vive 80 anos; alcança 25-30m. de altura tem copa relativamente frondosa com folhas grandes e recortadas de cor verde escura, flores amareladas e frutos globosos com 20-25 cm. de diâmetro e 1-3 Kg de peso.
  • Desenvolve-se bem em clima tropical úmido - preferencialmente em regiões baixas e chuvosas. No Brasil pode ser cultivado desde São Paulo ao Pará sendo muito encontrado em pomares de quintais do litoral dos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.


Usos:
A polpa do fruta-pão de massa é rica em calorias, carboidratos, água, vit. B1, B2, C, cálcio, fósforo, ferro e tem baixo teor de gorduras. Industrialmente a polpa foi aproveitada como fruta seca e farinha panificável além de fonte para extração do amido e de farinha granulada semelhante ao "sagu". Em uso caseiro a polpa - quase madura - pode ser cozida, assada, transformada em purê ou cortada em fatias consumidas fritas (como a batatinha) com manteiga, mel ou melaço. Cortada em fatias (de 50-10 mm de espessura) secas ao sol ou em fornos a polpa é usada para o preparo de raspas ou crueiras ou aparas e de farinhas que, misturadas à farinha de trigo, podem compor o pão caseiro. Madura a polpa é aproveitada na fabricação de doces.
Sementes - As sementes do fruta-pão de caroço podem ser consumidas assadas, torradas, ou fervidas em água e sal; outrossim possibilitam a extração de farinha alimentícia bastante nutritiva. Em alguns estados brasileiros usa-se as sementes - em substituição ao feijão - para preparar guisados e ensopados. As sementes são consumidas, facilmente, pelo gado em geral.
Árvore - O gado consome facilmente as folhas e muitas vezes casca do tronco de plantas jovens. Ramos novos macerados liberam fibras empregadas na fabricação de cordas e esteiras.
A madeira, de cerne amarelado que passa a castanho após cortada, é resistente a insetos, é fácil de trabalhar, é utilizada na fabricação de forros, portas, instrumentos musicais e marcenaria; também produz carvão utilizável no preparo da pólvora.
O látex - do fruto e do tronco - por sua viscosidade, é utilizado para capturar pássaros, para fabricação de colas e em associação com fibras, usado para calefetar barcos.
Raiz: como antidiarréica; seu cozimento torna-a útil contra reumatismo, beribéri e entorpecimento de pernas dos humanos
Flores novas (frescas) são emolientes e base de conserva acídula e comestível.
Polpa do fruto reduzida a pasta quente é supurativo para tumores e furúnculos.
Sementes são tônico para estômago e rins. Látex usado como cicatrizante de feridas,


Necessidades da planta:
A fruta-pão gosta de sol, requer clima tropical úmido, temperatura média anual em 25ºC, chuvas anuais ao redor de 1.500 mm - bem distribuídos - umidade relativa do ar entre 75% e 80%. A planta é sensível a longos períodos de seca, portanto, em locais sujeitos à seca deve-se plantar o fruta-pão próximo a aguadas ou rios. Solos devem ser férteis, com bom teor de matéria orgânica, profundos, bem drenados, não sujeitos a encharcamentos.

Variedade com sementes: logo após retiradas dos frutos as sementes devem ser lançadas em canteiros de 1 m de largura e 20 cm de altura cujo leito contenha mistura bem peneirada de terra vegetal e cinza de madeira - proporção 2:1 são necessários 4 Kg de sementes - 560 unidades - para semeio de 1 m2 de sementeira em filas contínuas de 4 cm de profundidade e 5 cm de espaçamento entre elas. Quando as plantinhas alcançarem 5-10 cm de altura são colocadas em sacolas - 18 x 30 - de polietileno cheias com mistura de terra vegetal, esterco de curral curtido, areia e cinza - proporção 4:2:1:1 - e mantidas sob meia sombra.
Variedades sem sementes: reproduzida por brotações ou rebentos das raízes ou por pedaços (estacas) de raízes. Estes materiais só devem ser retirados da planta em dias de chuvosos.
Brotações: retiradas das raízes devem ser "encanteiradas" - sob sombra - no solo em embalagens - sacos de polietileno 20 x 30 - previamente cheias com mistura recomendada para sementeira.
Estacas: estaquia de raízes (método de Wester, Filipinas).
Em local a meia sombra preparar canteiro com mistura de areia grossa e terriço - 1:1 -; retirar a estaca - com 20 cm de comprimento e 1,2 a 6 cm de diâmetro - de planta vigorosa e sadia. Abrir sulcos nos canteiros, colocar estaca - com parte mais grossa para cima - inclinada deixando 4-6 cm para fora da terra; já bem enraizada a estaca é transferida para sacola de polietileno - 20 x 30 - cheia com mistura para sementeira. Após bom desenvolvimento de raízes e folhas a muda estará pronta e apta ao plantio em local definitivo.

Plantio

Espaçamento 8 x 8 m a 10 x 10 m, cova com dimensões de 50 x 50 x 50 cm. Com antecipação de 25 dias ao plantio encher a cova com terra de superfície misturada a 15 litros de esterco mais 300 g de superfosfato simples e 500 g de calcário dolomitico (este no fundo da cova); retirar invólucro da embalagem da muda colocá-la na cova (nivelando superfície do torrão da muda com o solo), comprimir bem a terra em volta e irrigar com 20 litros de água. Colocar cobertura morta em torno da muda por dois anos.

Tratos culturais e fitossanitários:

Nos dois primeiros anos efetuar capinas em "coroamento" e roçar a área restante sem retirar as raízes da erva; na época seca do ano podar ramos secos e doentes. No período chuvoso adubar, em cobertura, dose anual dividida em três parcelas - planta/vez após a capina e no "coroamento" - do 1º, 2º 3º e 4º ano com fórmula 12:12:12 com 100 g, 150 g, 200 g e 300 g, respectivamente, adicionados de 15 litros de esterco/ano e 100 g de calcário/ano. A partir do 5º ano utilizar mistura 15:15:15 aplicando 300-600 g por planta/ano adicionadas de 200 g de calcário/ano e 15 l. de esterco/ano.
As pragas são representadas por cochonilhas, brocas e pulgões (sem danos econômicos); a doença que preocupa é a podridão das raízes que acontece em solos encharcados e pode matar a planta.


Colheita:
Início entre 3º e 5º ano de vida; para a fruta-pão de massa; o momento de colheita é indicado quando a casca torna-se amarelada e começa a exsudar seiva leitosa e o fruto produz som "fofo" quando nele se bate. Fruto com semente simplesmente cai ao chão. Os frutos conservam-se bem sob clima ambiente e podem ser transportados a longas distâncias.

MODO IA

fruta-pão (Artocarpus altilis) é um fruto tropical originário da Ásia e da Polinésia, pertencente à mesma família da jaca e da amora. Ela recebe esse nome porque sua polpa, quando cozida ou assada, possui uma textura densa e um aroma que lembram muito o pão recém-assado.

Principais Características

  • Sabor e Textura: Tem sabor neutro, similar ao da batata ou mandioca. É rica em amido e carboidratos complexos, sendo considerada um "superalimento" energético.

  • Tipos: Existem duas variedades principais: a fruta-pão-de-massa (sem sementes), que é a mais consumida, e a fruta-pão-de-caroço (com sementes comestíveis).

  • Cultivo no Brasil: É comum em regiões de clima tropical úmido, especialmente no Norte e Nordeste (como Bahia, Pernambuco e Pará). 

Como Consumir

Diferente da maioria das frutas, ela raramente é consumida crua. As formas mais comuns de preparo incluem: 

  • Cozida: Em água e sal, geralmente servida no café da manhã com manteiga.

  • Frita ou Assada: Pode ser preparada como batata frita ou assada diretamente na brasa.

  • Ingrediente: Utilizada em receitas de nhoque, purês, bolos e até transformada em farinha para panificação.

  • Sementes: Na variedade com caroço, as sementes podem ser assadas ou cozidas, lembrando o sabor de castanhas. 

Benefícios à Saúde

Segundo o portal Tua Saúde, a fruta-pão auxilia no funcionamento do intestino devido ao alto teor de fibras e ajuda a controlar o colesterol e a glicemia por possuir baixo índice glicêmico em comparação a outros carboidratos refinados.


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domingo, 9 de abril de 2017

Cultivo do Cajá ou Taperebá (Spondias lutea L. e Spondias mombin L)


O cajá é o fruto da cajazeira (nome científico Spondias mombin L.), árvore da família das Anacardiáceas que está presente em vários estados brasileiros, especialmente nos das regiões Norte e Nordeste, como nos estados de Sergipe, Paraíba Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Dependendo da região, a planta recebe nomes diferentes. Na Amazônia, por exemplo, é chamada de taperebá. Já no Sul leva o nome de cajazeira ou cajá mirim. Se adapta bem aos climas úmido, sub-úmido e quente.
Nome da fruta: Cajá ou Taperebá
Nome científico: Spondias lutea L. e Spondias mombin L
Família botânica: Anacardiaceae
Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura. Folhas grandes, compostas, aromáticas quando maceradas. Flores de coloração esbranquiçada, reunidas em inflorescências terminais.
Fruto: Tipo drupa, oval,  casca fina e lisa, amarela quando madura. Polpa comestível de coloração alaranjada, mole e sabor agridoce.
Frutificação: Quase o ano todo
Propagação: Semente
Discute-se, com frequência, a origem exata desta planta. Na região Norte do Brasil, onde a chamam de taperebá, acredita-se que seja originária da floresta amazônica. Já os nordestinos, que a conhecem por cajá, não a reivindicam como nativa de suas terras, mas creem que seja proveniente de alguma ilha do Oceano Pacífico. Na verdade, o cajá tem suas raízes na África, provavelmente tendo aqui chegado nos navios que também traziam as populações africanas escravizadas.
A partir de um ponto ou de outro, o certo é que a árvore se disseminou com facilidade pelo continente, estando hoje bem adaptada por quase todo o território brasileiro, norte da América do Sul, América Central, até o Sul da Flórida, e em regiões quentes de outros continentes, como a África e a Ásia.
Também conhecido como cajá-mirim no sul do Brasil, parente do umbu e da seriguela, todos pertencentes à família das Anacardiáceas, o cajá é o fruto de uma árvore alta, que chega a ultrapassar os 20 metros de altura. Trata-se de uma árvore considerada de grande relevância na recuperação de áreas de vegetação degradada, por sua rusticidade, facilidade de disseminação e capacidade de atração da fauna.
A casca grossa de seu tronco, acinzentada e rugosa, permite-lhe aplicações em modelagem e xilogravuras.
Segundo Paloma Jorge Amado, outro nome da cajazeira é “ibametara”, nome indígena que significa “pau de fazer enfeite de beiço”. Isso porque ela era utlizada por certas tribos para fazer bodoques, aquelas rodelas usadas como adorno para o lábio inferior.
O fruto, de um amrelo que brilha a dourado – a verdadeira cor de oxum na definição de Zélia Gattai -, tem formato ovóide e varia bastante no tamanho. No sabor, talvez seja possível dizer que se aproxima ao da laranja, embora seja mais ácido.
São poucos, no Brasil, aqueles que nunca provaram o cajá em alguma de suas formas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Sua polpa ácida, saborosa e refrescante, costuma ser vendida já processada, ao natural ou congelada, sendo uma das mais procuradas para sucos em todo o país. O picolé de sabor cajá também é bastante prezado, sendo, inclusive, produzido e comercializado por grandes indústrias alimentícias.
Além de utilizada na aromatização da aguardente de cana, da fruta espremida e misturada com açúcar e cachaça e vodca, se obtém a caipirinha de cajá, bebida que tem alcançado cada dia mais apreciadores. Licores, geleias e compotas desfilam com igual valor em seu rol de derivados.
Diante dessa alta aprovação, surpreende que não haja no Brasil um produção comercial mais significativa de cajazeiras. Surpreende ainda mais se considerarmos que seu cultivo já é comum, desde tempos coloniais, e que a fruta é recebida com grande entusiasmo por consumidores estrangeiros, sobretudo europeus.

Introdução

O fruto da cajazeira é conhecido no Brasil com os seguintes nomes: cajá, cajá-mirim, taperebá e cajá verdadeiro.

Nas diversas regiões produtoras, os frutos são comercializados em feiras livres e beiras de estradas, juntamente com outras frutas regionais. Entretanto a maior parte da produção é vendida para as agroindústrias regionais. 

O chá de suas folhas vem sendo utilizado há bastante tempo, por suas propriedades anti-viróticas, notadamente contra o vírus da herpes simples e da herpes dolorosa, sem registros de efeitos colaterais. 

Estudos relatam que a planta é rica em polifenóis que apresentam atividades farmacológicas, destacando-se as atividades antiviróticas.
Sinonímia

- Spondias aurantiaca Schumach. & Thonn.;
- Spondias dubia A. Rich.;
- Spondias graveolens Macfad.;
- Spondias lutea L.;
- Spondias lutea var. glabra Engl.;
- Spondias lutea var. maxima Engl.;
- Spondias mombin var. mombin;
- Spondias oghigee G. Don;
- Spondias pseudomyrobalanus Tussac;
- Spondias purpurea var. venulosa Engl.;

Etimologia

"Cajá" vem do termo tupi aka?yá. 

"Cajá-mirim" vem do termo tupi para "cajá pequeno". 

"Taperebá" vem do tupi taperei?iwa. 

Lutea é o termo latino para "amarelo", numa referência à cor dos frutos de cajá.

ACAIBA vem do guarani que significa "Fruta com semente volumosa".

Porte

Até 30 m de altura.

Copa

Copa de forma capitata corimbiforme dominante.

Caule

A planta apresenta tronco ereto, casca acizentada ou brancacenta, rugosa, fendida e muito grossa, de até 2 m de circunferência.

Folhas

As folhas são compostas, alternas, imparipinadas, com 5 a 11 pares de folíolos, espiraladas 1/4, pecíoladas, peciólulo curto de 5 cm de comprimento; folíolos opostos ou alternos; lâmina oblonga cartácea, de 5 a 11 cm de comprimento por 2 a 5 cm de largura, margem inteira; ápice agudo, base arredondada, desigual, glabra nas duas faces; nervura mediana, promínula na face superior, glabra, no dorso proeminente, com muitos pêlos; nervação do tipo camptódromo-cladódromo, com 16a 18 pares de nervuras secundárias, promínulas na face ventral, proeminentes na face dorsal; raque de 20 a 30 cm de comprimento, tereto, pilosos, sem glândulas.

Flores

As flores são dispostas em inflorescências do tipo panículas terminais piramidais de 20 a 60 cm de comprimento, são unissexuais e hermafroditas na mesma planta, actinomorfas, apopétalas, diclamídeas, cálice de 0,5 cm de diâmetro; receptáculo arredondado, superfície pilosa, pedicelo cilíndrico, com 1 a 4 mm de comprimento; bractéola caduca; 5 sépalas, concrescentes com os lóbulos diminutos, verdes; 5 pétalas, livres valvares induplicatas amarelo-claros, 0,3 cm de comprimento; estames em número de 10 com dois vertícilos, os 5 primeiros inseridos num disco, alternos às pétalas, os outros 5 são epipétalos; anteras subglobosas, basifixas, rimosas; ovário súpero 4-carpelar, uniovulado, sobre um disco; óvulo anátropo de placentação axial; estigma fimbriado. 

O número de flores por panícula é variável, podendo atingir mais de 2.000, porém somente cerca de 10 frutos em cada panícula alcançam a maturação.

Frutos

O fruto é caracterizado como drupa de 3 a 6 cm de comprimento, ovóide ou oblongo, achatado na base, cor variando do amarelo ao alaranjado, casca fina e lisa, polpa pouco espessa também variando do amarelo ao alaranjado, suculenta, de sabor ácido-adocicado.

Sementes

O endocarpo, comumente chamado de caroço, é grande, branco, súbero-lignificado e enrugado, contendo 2 a 5 lóculos, e a ocorrência de 0 a 5 sementes por endocarpo, sendo mais freqüente a ocorrência de uma semente. 

A semente é claviforme a reniforme, medindo 1,22 cm de comprimento e 0,22 cm de largura, com os dois tegumentos de consistência membranácea, coloração creme e com superfícies interna do tégmen. 

O embrião é axial, de formato semelhante à semente e de coloração creme-claro, possuindo cotilédones planos, carnosos.

Raízes

O sistema radicular do Cajá mirim é bem superficial.

Clima

Tropical

Forma de plantio

As mudas devem ser plantadas em covas com dimensão de 40x40x40 cm, previamente deve-se fazer adubação com esterco curtido. 

Sugere-se um espaçamento em sistema quadrangular de 9 m x 9 m ou retangular de 9 m x 8 m. 

Deve-se utilizar podas de formação, de condução e de limpeza.

Espaçamento

10 m x 10 m entre plantas, 12 x 12 entre linhas

Cultivo

A cajazeira é uma planta de polinização cruzada e não existem clones recomendados para cultivo comercial. Desse modo, recomenda-se seguir algumas orientações utilizadas no cultivo de outras fruteiras perenes. 

Recomenda-se o plantio de mudas clonadas de plantas de qualidade superior, ou seja, sadias, produtivas e de frutos com boas qualidades organolépticas.

Pragas / Doenças

PRAGAS 

Mosca-das-frutas (Anastrepha sp.) constituem um dos importantes grupos de pragas que danificam as fruteiras. É uma praga que causa dano direto ao produto final, sendo classificada como praga-chave nas fruteiras, e como tal atinge o nível de dano econômico em desindades populacionais baixas, merecendo cuidados especiais durante o período de frutificação da planta.

Outras pragas - Vários autores mencionam alguns insetos, como tripes, cochonilhas, lagartas, brocas e moscas, que atacam folhas, ramos e frutos de cajazeira. Em ensaios de avaliação de clones de Spondias, constatou-se o ataque de saúvas do gênero Atta, mané-magro ou bicho-pau (Stiphra robusta Leitão) e pulgão, todas com nível de dano econômico, sendo necessário o uso de controle químico. 

Nos endocarpos armazenados constatou-se o ataque de um gorgulho destruindo as sementes. 

No sul da Bahia, foram observadas larvas abrindo galerias e causando danos em ramos de plantas jovens, e em Caucaia, CE, as larvas danificaram os ramos terminais de plantas adultas em início de brotação. 

DOENÇAS

Antracnose (Glomerella cingulata (Ston.) Spauld & Schrenk é facilmente encontrada causando lesões em folhas, inflorescência e frutos. 

Verrugose (Sphaceloma spondiadis Bitancourt e Jenkins) é uma das mais importantes doenças das Spondias. Detectada inicialmente sobre frutos e folhas de cajarana, em 1937, no Rio de Janeiro, o fungo foi descrito somente 1942. 

Resinose (Botryosphaeria rhodina (Cooke) Ark) embora de progressão lenta, a enfermidade inevitavelmente leva a planta a morte, caso não seja controlada. Todas as espécies do gênero Spondias têm se apresentado suscetíveis à resinose. 

Cercosporiose (Mycosphaerella mombin Petr. et Cif) talvez a mais comum doença foliar das Spondias, a cercosporiose em algumas oportunidades chega a causar severa queda de folíolos. 

Mancha de alga (Cephaleuros virescens Kunze) de ocorrência generalizada sobre outras frutíferas tropicais a mancha de alga é também comum sobre as espécies do gênero Spondias, sempre afetando folhas mais velhas e sem causar aparente prejuízos. 

Fitonematóides - as Spondias são extremamente susceptíveis aos nematóides das galhas, e levantamentos conduzidos nos Estados do Ceará, Bahia, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte têm revelado uma ampla dispersão de espécies de nematóides das galhas em Spondias, tanto em plantas adultas quanto em mudas. 

No caso de viveiros, algumas infestações têm se mostrado tão severas que a formação de galhas têm ocorrido até mesmo nos caules das mudas, estendendo-se acima da linha do solo.

Colheita

A época de safra varia nos diversos Estados brasileiros, sendo de maio a julho na Paraíba, março a maio no sul da Bahia, em Belém ocorre pequena colheita em maio e a produção concentra-se no período de agosto a dezembro, em Manaus de dezembro a fevereiro e no Ceará de janeiro a maio. 

A época de produção pode variar de acordo com as alterações pluvimétricas.

Após o processamento, a polpa e comercializada congelada, em embalagens de 0,1 a 10kg ou tambores de 200 litros. 

Produtividade

Os frutos da cajazeira apresentam boas características para a industrialização, em termos de rendimento e sabor. 

O percentual médio de rendimento da polpa é 40% e poderá ser compensado pelas pronunciadas características de odor e sabor apresentando amplas possibilidades industriais na fabricação de sucos, néctares e sorvetes, sendo que a avaliação química dos frutos "in natura" mostrou que o teor de acidez e o pH favorecem a sua conservação. 

Os frutos, quando destinados para a industrialização passam por processos de seleção, lavagem, despolpamento, refino, envasamento ou ensacamento, pasteurização (opcional) e congelamento.

Partes utilizadas

Frutos, folhas

Formas de Reprodução

[1] Estaquia

[2] Sementes

Reprodução

As sementes são grandes e ortodoxas (com casca fibrosa e que entra em dormência), por isso as sementes podem ser colhidas na safra, limpas e semeadas 3 a 4 meses depois no fim da primavera. 

O plantio é feito colocando as sementes lado a lado em jardineiras com 50 cm de comprimento e 20 cm de altura e largura, contendo substrato organo-arenoso, desse modo a germinação inicia com 35 a 70 dias. 

As plântulas podem ser transplantadas para sacos individuais quando estiverem com 12 cm de altura. As mudas atingem 30 a 40 cm em 6 meses após a germinação. 

A propagação vegetativa se dá com facilidade, basta selecionar estacas de ramos ou raízes com 1,5 cm de diâmetro e 20 cm de comprimento e enterrar 10 cm da base em substrato arenoso e deixá-las em estufa com micro-aspersão, pois, com 30 dias já apresentarão brotações. 

O desenvolvimento das mudas é rápido, iniciando a frutificação com 3 ano para as mudas propagadas por estacas e 8 a 10 anos para mudas propagadas por sementes.

Propagação sexual

Na propagação sexual da cajazeira, o endocarpo comumente chamado caroço é a parte mais característica do fruto das espécies do gênero Spondias. 

O endocarpo é lenhoso, rodeado por fibras esponjosas e duro, dificultando o corte para retirada de sementes. No seu interior encontram-se os lóculos que podem, ou não, conter sementes. Desse modo, o endocarpo é utilizado na propagação sexual do cajá e de outras Spondias como a cajarana o umbu, etc. 

O endocarpo do cajá possui de zero a cinco sementes, e estas apresentam dormência. Os resultados dos ensaios de germinação com sementes da cajazeira mostraram baixas percentagens e velocidade de germinação. 

Devido a problema de dormência, recomenda-se a semeadura dos endocarpos em canteiros ou em bandejas plásticas, usando-se como substrato areia quartzosa esterilizada. 

A semeadura deve ser efetuada a uma profundidade de 3cm, colocando-se o endocarpo na posição vertical, com a parte proximal (parte mais fina, que liga o fruto ao pendúnculo) voltado para baixo. 

Os canteiros ou as bandejas devem ficar em ambiente coberto com sombrite que retenha de 50% a 70% da radiação solar. 

Em um mesmo lote podem existir sementes que começam a germinar aos 30 dias e aos 406 dias, depois de semeadas. 

A germinação é epígea e a emergência dos cotilédones precede à radícula, que em sua fase inicial é bastante delgada. Posteriormente o sistema radicular se torna robusto, formando estruturas tuberosas na raiz principal. Pode ocorrer a germinação de 1 a 3 sementes por endocarpo.

De cada endocarpo, pode germinar mais de uma semente ao mesmo tempo, porém apenas uma raiz principal se desenvolve.

Propagação assexual - A propagação vegetativa ou assexual é a multiplicação das plantas por meio de partes vegetais, seja por explantes. Alporquia, enxertia ou por estacas de caule ou de raízes. 

Tradicionalmente, o cajá é propagado por estacas de caule com cerca de 1,5 m de comprimento e diâmetro superior a 10 cm; estas, além de apresentarem lento e baixo enraizamento, demoram para formar a copa da nova planta. 

Contudo, o cajá pode também ser multiplicado por estacas de raiz, fato comprovado pela pesquisa em ensaios e observações em campo, onde se encontram plantas que surgem a partir de raízes de cajazeiras adultas.

Princípios Ativos

Em 1991, Pesquisadores da Universidade de Antuérpia na Bélgica, isolaram das folhas e talos desta espécie, substâncias que demonstraram atividade pronunciada contra os vírus Herpes simplex tipo 1 e Coxsackie B2.

Mais recentemente, os mesmos pesquisadores Belgas isolaram também das folhas e talos da mesma planta ésteres cafêicos, entre os quais se destacam o éster cafêico do ácido alohidróxicítrico e o éster butirico do ácido clorogênico. O primeiro mostrou atividade antivirótica contra Coxsackie B2 e a segunda atividade contra o vírus da Herpes simples 1.

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará e do PADETEC, estão desenvolvendo um fitoterápico à base de um extrato alcoólico obtido das folhas da cajazeira (Spondias mombin) que vem sendo usada devido às suas propriedades anti-viróticas, apresentando resultados muito significativos no combate ao vírus da herpes tipo I e II.

Utilização

- Na indústria - os frutos possuem excelente sabor e aroma, além de rendimento acima de 60% em polpa, e por isso são amplamente utilizados na confecção de suco, néctar, sorvetes, geléias, vinhos, licores, etc.

Devido a sua acidez, normalmente, não é consumido ao natural. 

Apesar da polpa de cajá possuir grande demanda, em algumas regiões do país, a sua industrialização é totalmente dependente das variações das safras, considerando a forma de exploração extrativista do cajá e a grande perda de frutos devido a problemas de colheita e de transporte. 

Desse modo, a atual produção industrializada não é suficiente para atender nem o mercado interno consumidor do Norte e Nordeste.

- Na medicina popular e na indústria farmacêutica - é crescente a utilização do cajá. 

A casca é aromática, adstringente e emética, constituindo-se um bom vomitório nos casos de febres biliosas e palustres, tem reputação de antidiarréica, antidesintérica, antiblenorrágica e anti-hemorroidária, sendo a última propriedade também atribuída a raiz.

As folhas são úteis contra febres biliosas, constipação do ventre, dores do estômago etc. Nos últimos anos, descobriu-se que o extrato das folhas e dos ramos da cajazeira continham taninos elágicos com propriedades medicinais para o controle de bactérias gram negativas e positivas.

Na alimentação animal - As folhas são alimentos prediletos do bicho na época da seca.

Origem

Linnaeus estabeleceu em 1753 que o gênero era monotípico, baseado em Spondias mombin L., nativa da América Tropical. Conde De Ficalho (1947) relata que a cajazeira encontra-se extremamente espalhada pelos trópicos da América, da Ásia e também da África, recebendo o nome de ambaló em Goa e munguengue em Angola, e cita que na Flora of Tropical Africa esta espécie é dada como introduzida na África e indígena das Índias Ocidentais. 

Segundo Ponce & Silva (1975), a cajazeira é procedente da América do Sul e Antilhas, nativa da Amazônia, e encontrada desde o Sul do México até o Peru e Brasil.

Habitat

No Brasil, as cajazeiras são encontradas isoladas ou agrupadas, notadamente na Amazônia e na Mata Atlântica, prováveis zonas de dispersão da espécie, sendo encontrada na zonas mais úmidas dos Estados do Nordeste e na Amazônia, em matas de terra firme ou várzea.

É uma planta perenifólia ou semidecídua, heliófila e seletiva higrófila, característica da mata alta de várzea de terras firme, sendo encontrada também em formações secundárias, onde se regenera espontaneamente, tanto a partir de sementes como de estacas e raízes.

A cajazeira desenvolve-se bem nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, em clima úmido, subúmido, quente, temperado-quente, e resiste a longo período de seca. 

Na região sul da Bahia, a maior concentração ocorre em áreas de solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica e em consórcio com o cacau, onde a precipitação pluviométrica varia de 1.000 a 1.800 mm. 

No Ceará, ocorre com maior freqüência nas regiões de precipitação média anual superior a 1.100 mm, ou seja, nas zonas litorâneas próximas a Fortaleza e nas Serras. 

Apesar da alta resistência à seca e da ocorrência de algumas plantas na região semi-árida, a espécie não é considerada xerófita. 

A resistência à seca deve-se em parte, ao acúmulo de fotoassimilados e reservas nutritivas nas túberas formadas nas raízes.

Observações

A cajazeira possui flores hermafroditas, estaminadas e pistiladas, com aparente ocorrência de protandria, ou seja os estames amadurecem antes do estigma. Este fenômeno propicia a polinização cruzada e a segregação externada nos pomares de plantas oriundas de sementes, as quais apresentam alta variabilidade quanto ao porte, arquitetura, e formato da copa, características físico-químicas de folhas e frutos, além de longa fase juvenil, porte alto e variação das fases fenológicas, características indesejáveis em plantios comerciais.

Com trabalhos de seleção e utilização da propagação vegetativa tais problemas deverão ser reduzidos.

MODO IA

cajá (também conhecido como taperebá ou cajá-mirim) é o fruto da cajazeira (Spondias mombin), uma árvore nativa das regiões tropicais das Américas, muito comum no Norte e Nordeste do Brasil.

Características Principais

  • Sabor: Possui uma polpa amarela intensa, ácida e com um aroma marcante, sendo muito utilizada em sucos, polpas, sorvetes e doces.

  • Nutrientes: É uma excelente fonte de vitamina C, auxiliando na imunidade e na formação de colágeno. Também contém carotenoides (precursores da vitamina A) e minerais como fósforo e cálcio.

  • Variedades: Existem espécies próximas com nomes similares, como o cajá-manga (Spondias dulcis), que é maior e possui "espinhos" no caroço, e o umbu-cajá, um híbrido natural comum no semiárido nordestino. 

Usos e Consumo

A fruta é versátil e vai além do consumo natural: 

  • Industrial: Muito explorada para a produção de polpas congeladas e néctares.

  • Gastronomia: Usada em geleias, licores e até em cervejas artesanais premiadas.

  • Benefícios à Saúde: Contribui para o funcionamento do intestino e proteção celular devido aos seus antioxidantes. 

Atenção: O consumo excessivo deve ser evitado por pessoas com problemas renais devido ao alto teor de potássio. 

Gostaria de conhecer alguma receita específica com cajá ou dicas sobre como plantar a cajazeira?

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