Em um trabalho da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, experts viram o mirtilo atuando contra a hipertensão, que afeta três em cada dez brasileiros e também contribui para o coração pifar. Para a experiência, foram recrutadas 48 voluntárias pré-hipertensas ou com a doença em fase inicial. Só uma parte comeu 22 gramas de mirtilo congelado todos os dias (o equivalente a um copo da fruta fresca). Em apenas oito semanas, essas participantes vivenciaram uma queda de 5,1% na pressão sistólica e de 6,3% na diastólica. Segundo os autores do artigo, a façanha se deve a um estímulo à produção de óxido nítrico, molécula que relaxa os vasos e deixa o sangue fluir.
Para quem deseja prevenir lapsos de memória, o mirtilo também seria o alimento certo, como mostra uma pequena pesquisa da Universidade de Cincinnati, lá na terra do Tio Sam. Em 12 semanas, nove indivíduos mais velhos que tomaram o suco da fruta aprenderam e recordaram com mais facilidade uma lista de palavras. Isso provavelmente aconteceu porque o mirtilo ajuda a manter as taxas de açúcar no sangue sob controle. E quando os níveis glicêmicos estão equilibrados, a comunicação entre os neurônios é favorecida, o que contribui para que os processos cognitivos ocorram com maior eficiência.
A turma madura tem outro bom motivo para dar espaço ao mirtilo na geladeira: o alimento pode melhorar a mobilidade. Quem observou essa propriedade foram cientistas da Universidade Stetson, de novo nos Estados Unidos. Eles incentivaram pessoas com mais de 60 anos a consumirem dois copos da fruta congelada ou suco de cenoura diariamente por seis semanas. Ao final, o pessoal do mirtilo se deu melhor em testes que avaliavam o movimento das pernas durante as passadas e a velocidade de caminhada. Segundo o cinesiologista Matthew Schrager, autor da experiência, há boas chances de essa vantagem ser resultado da influência positiva dos compostos fenólicos no sistema nervoso.
Fruta relativamente desconhecida no país, o mirtilo (Vaccinium sp.) plantado na América do Sul vem ganhando cada vez mais espaço no mercado internacional, estimulado por suas características saudáveis. Produtores chilenos, argentinos e uruguaios são os que mais estão aproveitando a forte demanda na entressafra de países do Hemisfério Norte, principalmente dos Estados Unidos, e exportando para lá frutos frescos.
Os brasileiros ainda não exploram todo o potencial dessa fruta, que é menor que a uva e da cor da jabuticaba, mas com sabor único. Como as demais frutas vermelhas, o mirtilo é ótima matéria-prima para a elaboração caseira de geleias, sucos, doces em pasta ou cristalizados, tortas e bolos, além de ser utilizado na indústria de polpas, frutas congeladas, iogurtes e sorvetes.
De meados de outubro a metade de novembro é o período das melhores oportunidades de exportação de mirtilo, com valores que podem chegar a US$ 50 a embalagem de 2 quilos. Nos demais meses, o mercado internacional comprador paga de US$ 20 a US$ 24 pelo mesmo volume.
O interesse pelo mirtilo é promovido pelas grandes quantidades de vitaminas A e B que contém, substâncias que combatem os radicais livres, produzem ação anti-inflamatória, melhoram a circulação, reduzem o colesterol ruim e favorecem a saúde dos olhos. A fruta também é dotada de ácido elágico, substância que tem mostrado propriedades inibidoras contra a replicação do vírus HIV, transmissor da aids - síndrome da imunodeficiência adquirida, além de potente inibidor da indução química do câncer.
Falta de conhecimentos técnicos e pesquisas sobre adaptação das variedades restringem o cultivo de mirtilo a cerca de 150 hectares no país. Os gaúchos são os maiores produtores, com 150 toneladas obtidas em uma área de 40 hectares de plantio conduzida por 45 agricultores. As demais plantações encontram-se distribuídas pela região serrana de Santa Catarina, sul do Paraná e Serra da Mantiqueira, nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Pertencente à família Ericaceae, o mirtilo produzido no Brasil é originário da América do Norte. As variedades mais utilizadas por aqui são as pertencentes ao grupo highbush, de arbustos altos, com cerca de 1,5 metro de altura; e as do grupo rabitteye, arbustos ainda mais altos, medindo de 2 a 4 metros.
Visão geral criada por IA
A cultura do mirtilo no Brasil é
uma atividade promissora, de alto valor agregado, concentrada nas regiões Sul e Sudeste.
Prefere solos ácidos (pH 4,0 a 5,5), bem drenados e ricos em matéria orgânica, sendo muito cultivado em vasos (sistema semi-hidropônico) com substratos como casca de pinus ou coco. Exige irrigação constante e luz solar direta.
Principais Aspectos da Cultura do Mirtilo:
Clima e Adaptação: Embora seja uma fruta de clima temperado que precisa de "horas de frio" (temperaturas abaixo de 7,2°C), novas variedades adaptadas permitem o cultivo em áreas de clima ameno e até mais quentes no Brasil
.
Plantio e Solo: O solo deve ser leve, poroso e com ótima drenagem, pois raízes de mirtilo são sensíveis a encharcamento.
Cultivo em Vasos: O uso de vasos ou sacolas (cultivo semi-hidropônico) é recomendado para facilitar o manejo do solo e a fertirrigação.
Poda: Essencial realizar poda drástica após a colheita para renovar a planta e garantir a produção do próximo ciclo.
Colheita: A colheita é manual, exigindo mão de obra, mas a cultura é rústica e com baixa incidência de pragas e doenças.
A produção de mirtilo é uma excelente opção para diversificação em pequenas propriedades, com destaque para a comercialização de frutos frescos e, cada vez mais, o turismo rural.
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Antes de iniciar o plantio, observe as condições de clima, solo e a qualidade da muda. Os coqueirais se desenvolvem bem em lugares com temperaturas elevadas. O ideal é por volta de uma média anual de 27 graus.
• Entre as variedades, o coqueiro-gigante é o mais rústico, florescendo entre seis e oito anos após o plantio. O longo tempo para começar a atividade é compensado pela produção de 40 a 60 frutos por planta ao ano. Sob condições favoráveis, o período de produção econômica é de 60 anos.
• Já o anão, mais exigente em água e nutrientes, se desenvolve mais cedo, depois de quatro anos do cultivo. Possui frutos pequenos e tem menor vida útil, ou 40 anos de produção. Mas é mais produtivo: 150 a 200 frutos por planta ao ano.
• Em terrenos pequenos, a indicação é cultivar o coqueiro híbrido - mistura das duas variedades -, que produz de 100 a 120 frutos. Em uma área de um hectare, dá para plantar 100 árvores, em espaçamentos de 10 x 10 metros.
exige solos arenosos e bem drenados, climas quentes (30-35°C) e alta demanda hídrica, idealmente acima de 1500 mm/ano. Covas de 60x60x60 cm com adubação orgânica (esterco) e mineral (NPK) são recomendadas, com espaçamento de 7m a 10m entre plantas. Produção inicia em 2-3 anos (anão).
Plantio da Muda: Utilizar mudas de 4 a 6 meses de idade. O coco da muda deve ser enterrado, deixando apenas a parte superior visível. Socar a terra ao redor para firmar.
Coqueiro Anão: Inicia a produção de frutos entre 2 a 3 anos após o plantio.
Coqueiro Híbrido: Inicia a produção entre 5 a 7 anos.
Colheita: Pode ser realizada o ano todo, sendo comum a produção de 45 a 50 cocos por cacho.
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O abricó é uma fruta tropical, com destaque para
o Abricó-do-Pará (Mammea
americana),
nativo da Amazônia, com casca marrom, polpa amarela/laranja, doce e
aromática, rica em vitamina A e C. Também refere-se
ao abricó-da-praia (Mimusops
coriacea),
de sabor doce e textura cremosa, e ao abricó-de-macaco, famoso pelo
uso paisagístico e odor forte
Características:é cultivado nos igapós e
margens inundáveis de rios na região Amazônica, principalmente no
estado do Pará. Árvore de porte médio, podendo atingir 20 m de
altura, o abricó se propaga com facilidade por meio de sementes, que
germinam entre 12 e 18 dias. A planta pode iniciar a floração a
partir de seis/oito anos.
Uso
culinário: o fruto é
consumido in natura, em forma de salada, licores, compotas, geleias e
sucos, ou processado.
Você
sabia que:a
árvore é empregada na arborização urbana e na medicina popular,
no tratamento de afecções parasitárias, mordedura de insetos e
dermatoses diversas. As partes utilizadas
são o leite da casca da planta; as sementes, das quais se obtém um
pó; e as folhas, que
são
usadas para fazer chá.
Tabela
1 – Análise nutricional em 100 g de abricó
Energia
(Kcal) 64
Proteínas
(g) 1
Lipídeos
(g) 0,3
Carboidratos
(g) 13,5
Fibra
(g) 3,5
Introdução
o
abricoteiro (Mammea americana L. ) é uma espécie nativa das
Antilhas e Norte da América do Sul. Foi introduzido, na Amazônia
Brasileira, há bastante tempo, sendo inicialmente cultivado em
pomares domésticos. Os primeiros pomares comerciais foram
estabelecidos em meados da década de 80. O fruto é muito popular no
Estado do Pará, sendo conhecido em outras regiões do Brasil como
abricódo- pará.
Clima
e solo
Embora
seja espécie tipicamente tropical, pode também ser cultivada em
áreas com climasubtropical. Na Amazônia Brasileira, em particular
nas áreas submetidas ao tipo climático Afi, encontra condições
ideais para seu crescimento, com temperaturas médias mensais
variando entre24 oC e 28 oC, umidade relativa do ar superior a 75% e
com total anual médio de brilho solar 2.338,3 horas e 2.600 mm de
precipitação de chuvas. Em áreas com tipos climáticos Ami e Awl,
não existem restrições térmicas para seu cultivo, porém a
ocorrência de estação seca de 3 e 6 meses, respectivamente,
implica utilização de irrigação suplementar.
Variedades
Não
existem variedades nem clones de abricoteiro definidos, devidamente
avaliados e caracterizados. No entanto, é conveniente que, por
ocasião da enxertia, os garfos sejam retirados de matrizes que
apresentem frutos com as seguintes características: peso entre 600 g
e 800 g, rendimento porcentual de polpa superior a 70%, sementes
pouco rugosas e sem saliências aderidas à polpa e teor de sólidos
solúveis totais acima de 10 °Brix.
Propagação
o
abricoteiro pode ser propagado por sementes ou por enxertia. A
propagação por sementes não é indicada pois a espécie é
androdióica, ou seja, apresenta plantas masculinas e plantas
hermafroditas. Assim sendo, quando propagado por sementes, pelo menos
50% das plantas obtidas são masculinas. A propagação por enxertia
é o método indicado, pois, além de reproduzir integralmente as
características da planta-mãe, garante a presença de 100% de
plantas hermafroditas no pomar. Outra vantagem da enxertia é que as
plantas entram em fase de produção 4 anos após o plantio no local
definitivo, enquanto, em plantas propagadas por sementes, o início
de produção só se verifica entre 6 e 8 anos após o plantio.
O
porta-enxerto utilizado é o próprio abricoteiro, obtido por
sementes. Para a obtenção dos porta-enxertos, as sementes devem ser
extraídas de frutos em completo estádio de maturação e semeadas
imediatamente após a extração, pois apresentam curto período de
vida. A semeadura deve ser efetuada diretamente em sacos de plástico
com dimensões de 18 cm de largura, 35 cm de altura e espessura de
0,02 mm, contendo como substrato a mistura solo, esterco curtido e pó
de serragem, na proporção volumétrica de 3: 1: 1.
A
germinação das sementes é bastante desuniforme, iniciando-se 40
dias após a semeadura, atingindo 80% de germinação aos 140 dias.
Após a germinação, são requeridos cerca de 5 meses para que os
porta-enxertos estejam aptos a receberem o enxerto. A enxertia é
efetuada pelo método de garfagem r'lo topo em fenda cheia,
obtendo-se porcentagem de enxertos pegos superior a 90%, desde que
sejam utilizados garfos com diâmetro semelhante ao do porta-enxerto
e que as folhas presentes no garfo estejam completamente maduras
(estádio D). Devem ser retiradas todas as folhas do garfo, com
exceção das duas situadas na extremidade apical, que são cortadas
transversalmente, de tal forma que permaneçam com comprimento do
limbo de apenas 5 cm. Também deve ser utilizada câmara úmida
envolvendo o garfo, feita com saco de plástico transparente
umedecido internamente com água, que deverá ser retirada por
ocasião da brotação do enxerto, que ocorre entre 20 e 30 dias após
a enxertia. As mudas estão aptas para o plantio 2 a 3 meses após a
enxertia .
Preparo
da Área e Plantio
Preferencialmente,
devem ser utilizadas áreas que foram ocupadas com culturas anuais ou
semi-perenes
em final de ciclo, como pimenteira-do-reino, maracujazeiro e
mamoeiro, entre outras. Essas áreas, normalmente, já estão
destocadas, o que diminui substancialmente o custo de implantação
do pomar. A utilização de áreas com vegetação primária não é
indicada pelo maior custo com a derrubada das árvores e pelos danos
ambientais.
O
plantio em áreas não-irrigadas deve ser efetuado no início da
estação chuvosa. Em sistema irrigado, o plantio pode ser efetuado
em qualquer época do ano. O espaçamento adotado deverá ser de tal
forma que a distância entre duas plantas vizinhas seja, no mínimo,
de 8 m, podendo-se optar pelas disposições quadrangular ou
triangular, com lados do quadrado ou do triângulo de 8 m. A primeira
disposição permite o estabelecimento de 156 plantas por hectare e a
segunda, de 179 plantas por hectare.
O
plantio é efetuado em covas com dimensões mínimas de 40 cm x 40 cm
x 40 cm, adubadas com cinco litros de esterco curtido e 200 g de
superfosfato triplo.
Tratos
culturais
Tutoramento
A
quase totalidade das plantas apresenta crescimento ereto. No entanto,
eventualmente,surgem plantas com tronco ligeiramente inclinado, sendo
necessário tutorá-las.
Coroamento
o
controle do mato em volta das plantas deverá ser efetuado em
periodicidade de 2 a 3 meses.
Essa
prática pode ser realizada com capina manual ou química.
Roçagem
o
mato das entrelinhas deve ser roçado na mesma ocasião em que se
efetua a operação de Coroamento.
A roçagem pode ser realizada com roçadeiras mecânicas ou
manualmente, com o auxílio de foices ou terçados.
Cobertura
morta
o
uso de cobertura, na época de estiagem, que coincide com o período
de frutificação, é importante para reduzir a incidência de frutos
rachados, causado pelo estresse hídrico seguido de chuvas fortes e
rápidas, características desse período. O mato, oriundo das
roçagens efetuadas nas entrelinhas, pode ser usado como cobertura
morta, assim como outros materiais como cachos vazios de dendê,
resíduos da agroindústria de frutas e casca de arroz. A irrigação
suplementar elimina a ocorrência de frutos rachados.
Adubação
química
No
primeiro ano, aplicar, a cada 2 meses, 50 g da formulação NPK
10-28-20. No segundo e terceiro
ano, essa quantidade de adubo deve se duplicada e triplicada,
respectivamente, mantendo a mesma periodicidade de aplicação. Do
quarto ano em diante, cada planta deve receber 1.200 g da mesma
formulação, aplicadas em três parcelas de 400 g. A primeira
parcela deve ser ministrada no início do período de chuvas e as
outras duas, no meio e no final desse período.
Adubação
orgânica
Efetuada,
anualmente, no início do período de chuvas. Cada planta deve
receber, pelo menos, 20 litros de esterco, distribuídos em quatro
covas equidistantes, abertas na projeção da copa.
Principais
Pragas e Doenças
Bezouro
creme (Costalimaita ferruginea): esse coleóptero provoca danos às
folhas, reduzindo grandemente a área foliar e, consequentemente, o
crescimento de plantas jovens e a produção de plantas adultas. O
controle desse inseto é efetuado com inseticidas fosforados,
carbamatos ou piretróides.
Mancha
parda das folhas: doença causada pelo fungo Cylindroc/adium
pteridis. Os sintomas da doença manifestam-se por manchas de
coloração amarronzada nas folhas, que secam e caem prematuramente
com a coalisão das manchas. O controle é efetuado com Benomyl, na
concentração de 0,1%.
Mancha
foliar: o agente dessa doença é o fungo Curvularia eragrostides
cujos sintomas são semelhantes ao da mancha parda das folhas,
Pulverizações com os fungicidas Benomyl, Captan ou, na concentração
de O, 1 %, controlam eficientemente essa doença,
Podridão
das raízes: doença de causa desconhecida, provoca a morte súbita
das plantas,
(Observação:
Os defensivos indicados para o controle das pragas e doenças ainda
não estão registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento para uso nessa cultura),
Floração
e Frutificação
Na
Amazônia
Brasileira, a floração ocorre mais intensamente no primeiro
semestre do ano e a frutificação, no segundo, A produção de
frutos concentra-se mais intensamente nos meses de agosto e setembro,
Colheita
e Pós-colheita
Como
o abricó é um fruto climatérico, a colheita pode ser efetuada
quando os mesmos estão no estádio “de vez”, Esse ponto pode ser
identificado quando, atritando-se levemente a superfície da casca,
esta apresenta-se com coloração amarelada ou quando comprimindo-se
a casca com os dedos esta cede um pouco, em função da polpa já
apresei1tar-se com consistência mais mole, Frutos colhidos nessa
situação têm vida pós-colheita de 10 a 12 dias, Quando colhidos
completamente maduros, a vida pós-colheita
é reduzida em 50%,
Em
plantas com mais de 8 anos de idade a produtividade se situa entre
100 e 150 frutos por
planta,
que corresponde a 80 kg a 120 kg de frutos por planta.
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A
lichia (Litchi
chinensis Sonn.),
família Sapindaceae, é o fruto de uma árvore subtropical com porte
elevado, podendo chegar a até 30 metros de altura, e de grande
longevidade, originária da China onde é considerada a fruta
nacional .
Os
principais países produtores são: China, Índia, Tailândia,
Vietnã, Bangladesh, Madagascar, África do Sul, Nepal, Austrália,
Indonésia, Ilhas Maurício, Israel, Espanha, Estados Unidos da
América, México e Brasil , 2001, com produção que oscila
de 1,2 milhão a 2,5 milhões de toneladas, dependendo das condições
climáticas, ocupando área superior a 1 milhão de hectares; sendo a
China responsável por cerca de 60 % da produção e da área
plantada.
A
introdução da lichia no Brasil ocorreu por volta de 1810 no Jardim
Botânico do Rio de Janeiro (CARVALHO; SALOMÃO, 2000), mas os
plantios comerciais tiveram início somente na década de 1970 no
Estado de São Paulo onde, em 1997, foram registrados 347 ha
(YAMANISHI et al., 2001). Com o boom no plantio de lichia na década
de 1990 em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Distrito
Federal, estima-se que a área plantada no Brasil seja superior a 1,5
mil hectares, dos quais, cerca de 25 % estejam em produção plena,
35 % em produção inicial e 40 % em crescimento (GARCIA-PÉREZ,
2006). O volume de 1.856 t de lichia comercializado pela Ceagesp no
biênio 2004 2005 foi o maior de todos os tempos, sendo 7,7 vezes
superior ao do biênio 2000–2001.
Considerando
que a Ceagesp comercializa em torno de 70 % da produção nacional,
estima-se que a produção brasileira seja de aproximadamente 2,5 mil
toneladas em ano “bom” e em torno de 700 toneladas em ano “ruim”
de produção. A previsão é dobrar a produção em 5 anos e
ultrapassar 10 mil toneladas por ano em 2020; mas esse aumento ainda
é insignificante diante do potencial de consumo do mercado
brasileiro.
O
ciclo anual de produção inicia-se com a floração entre os meses
de junho e julho, seguido pelo desenvolvimento da fruta entre os
meses de agosto e setembro e finalizando com o amadurecimento e a
colheita entre novembro e dezembro. Pode ocorrer variação de 1 a 2
meses nesse ciclo, de acordo com as
condições climáticas da região.
A
produção de frutos começa a partir dos 3 anos de idade (quando
tecnicamente conduzida) e, por ser uma planta de grande longevidade,
pode ultrapassar os 100 anos produzindo; em várias regiões da China
existem lichieiras com mais de 1.000 anos. Os frutos são produzidos
em cachos, a casca é de cor vermelha e fácil de ser destacada. A
polpa é gelatinosa, translúcida, não aderente à semente,
suculenta e de excelente sabor. Presta-se para o consumo ao natural,
e para a fabricação de sucos, compotas e passa.
A
literatura chinesa indica a existência de mais de 200 cultivares de
lichia, porém se denota enorme dificuldade em
sua correta identificação, em virtude dos inúmeros nomes
atribuídos à mesma cultivar em diferentes regiões produtoras.
No
Brasil, as cultivares comerciais por ordem de importância são:
Bengal (Fig. 8), Americana (Fig. 9) e Brewster. Recentemente, foram
identificadas as cultivares Haak Yip, Yu Her Pau e Nuomici em
pequenas áreas no Estado de São Paulo, as quais foram introduzidas
nas décadas de 1980 e 1990 por imigrantes chineses de Taiwan. No
entanto, essas cultivares permanecem indisponíveis para os demais
produtores.
A
lichia ‘Bengal’, originária da cultivar Purbi da Índia, foi
introduzida no Brasil em 1960. Sua produção ocupa a árvore toda,
formando cachos
A
lichia ‘Americana’, originária da cultivar Nuomici, foi
selecionada no Brasil, na década de 1960. Sua produção
apresenta-se uniforme por toda a árvore, porém sem formação de
cachos.
O
grande gargalo da cultura da lichia no Brasil tem sido a falta de
variabilidade genética, pois 99 % da produção está concentrada na
cultivarBengal, que é propensa à alternância de produção. Como
conseqüência, verifica-se drástica oscilação na oferta da fruta
(500 t/ano a 2.500 t/ano), assim como no preço ao consumidor (R$
5,00 a R$ 20,001 por quilo de fruta) de um ano para o outro. Ademais,
tem causado grande oferta da fruta num curto período (dezembro),
resultando em baixos preços para o produtor.
Principais
cultivares de lichia comercializadas no Brasil:
Bengal
–
originária de plântulas da cultivar Purbi, da Índia, selecionadas
na Flórida, Estados Unidos da América, na década de 1940 e
introduzidas no Brasil na década de 1960 pelo viveiro Dierberger, de
Limeira, São Paulo.Sua
produção ocupa a árvore toda (Fig. 8), formando cachos que às
vezes superam 5 kg. Os frutos são grandes (23 g a 27 g) e na fase
adulta pode produzir até 300 kg/planta. Apesar de apresentar
produção alternante e baixa porcentagem de polpa (GALAN SAUCO;
MENINI, 1987; VIEIRA et al,1996;
MENZEL, 2002), a sua alta produtividade e o fruto grande de cor
vermelho intenso fez de Bengal a cultivar mais plantada, com mais de
95 % da
área cultivada no Brasil e cultivar predominante na Índia, onde é
conhecida como Rose Scented.
Americana
–
originária de plântulas da cultivar Nuomici trazidas da Flórida,
Estados Unidos da América, e selecionadas no Brasil na década de
1960 pelo viveiro Dierberger, de Limeira, São Paulo. Sua produção
apresenta-se uniforme por toda a árvore, porém sem formação de
cachos (Fig. 9), o que dificulta
a colheita e diminui a produção. Além disso, apresenta produção
alternante conforme as condições climáticas (MARTINS et al.,
2001). Esses motivos limitaram o seu plantio no Brasil.
Brewster
–
introduzida da Flórida em 1903 pelo reverendo Brewster da Província
de Fujian onde é conhecida como Chenzi. Por apresentar produção
fortemente alternante (GALAN SAUCO; MENINI, 1987; VIEIRA et al.,
1996; MENZEL, 2002), não houve expansão do seu cultivo no Brasil.
A ausência ausência de pesquisa, excetuando aquelas feitas por algumas
universidades, como a Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” (Unesp), Campus de Jaboticabal; Universidade de
Brasília (UnB) e Universidade Federal de Viçosa, e a inexistência
de produtos registrados para a cultura e a falta de tratamento –
livre de enxofre – para estender a vida de prateleira das frutas
são entraves para a exportação da fruta fresca.
A
grande inovação tecnológica da cultura da lichia no Brasil teve
início a partir de 2004 com a introdução das cultivares Kwai May
Pink, Kwai May Red, Feizixiao, Tai So, Souey Tung, Salathiel,
Emperor, Haak Yip, Kaimana, Casino e Leighton, oriundas da Austrália,
e que estão sendo avaliadas em 20 municípios de São Paulo, Minas
Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Objetiva-se com a inserção
das novas cultivares – precoces, meia estação e tardias –,
combinadas com as condições climáticas diversas, ampliar o período
de oferta da fruta no País de setembro a março, possibilitando
explorar janelas no mercado internacional e local, onde há pouca ou
nenhuma oferta da fruta fresca. Além disso, os plantios comerciais
da cultivar Bengal, localizados em áreas marginais, onde a
frutificação é
irregular por causa da ausência de frio, podem ser viabilizados com
a substituição de copas com as cultivares de menor exigência em
frio.
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