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terça-feira, 26 de outubro de 2021

Cultura da Jabuticaba

 

Histórico, origem e importância 

. “Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, dando formação a extensas capoeiras e matas repletas pela árvore, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo. Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante freqüente - e seria bom que continuasse a sê-lo - o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por diferentes variedades de jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabais que, sem qualquer pretensão comercial, proviam de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados” (Jabuticaba in Bibvirt, on line...). 

Planta frutífera de origem sul-americana (brasileira), conhecida há mais de 400 anos, também existente no Paraguai, Uruguai e Argentina. A jabuticabeira, mirtácea, espontânea em grande parte do Brasil, mais comum em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, encontradiça noutras, como Bahia, Pernambuco, Paraíba, Pará, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso (Jabuticaba in Catálogo Rural, on lin...). 

O nome jabuticaba tem origem indígena, e foi assim denominado pelos tupis , que saboreavam seu fruto, tanto na forma natural como fermentada e a chamavam jaboticaba: jaboti (cágado), caba (lugar onde) (Jabuticaba... in Coopercampus, on line...), ou iapoti'kaba, cujo significado é "frutas em botão" (Sales, 2002) “Foi o primeiro [fruto indígena] a ser introduzido em pomares” (Dicionário... in Sociedade Brasileira..., on line...). 

Pode também ser conhecida como jaboticaba-assu, jaboticaba-de-campinas, jaboticabeira, jabuticatuba (Jabuticaba in Plantas Medicinais, on .line...), jabuticaba-paulista, jabuticaba-açu, jabuticaba-do-mato, jabuticaba-panhema. (Bela Ishia, on line...), entre outros. 

De acordo com Mattos apud Donadio (2000) as jabuticabeiras, ou jaboticabeiras (nome mais comum) pertencem à família Myrtaceae, uma das mais importantes famílias frutíferas de ocorrência no Brasil. Dela também fazem parte, frutíferas como: guabiroba, Cambuí, cambucí, araçá, goiaba, grumixama, cambucá, pitanga e pêssego-do-mato. 

Dentre as várias espécies de jabuticabeira que são citadas, Myrciaria jaboticaba, comhecida como Sabará, é a principal de cinco espécies cuja distribuição geográfica é descrita por Mattos, citado por Donadio (2000), e ocorre principalmente entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Donadio (2000) menciona, ainda, várias espécies como Myrciaria trunciflora Ber citando Lorenzi (1992), a qual ocorre de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, nas matas pluviais atlânticas e nas submatas; M. ibarrae Lundell, da Guatemala, M baporeti Legrand, da Argentina e Uruguai, M. floribunda Berg, das Antilhas e Sul do México ao Brasil e M. vismeifolia Berg, das Guianas, citando Fouqué (1974). Segundo Donadio (2000), não foram mencionadas espécies nativas de Myrciaria na África e Ásia em citação feita por Martin et al (1987). Donadio (2000) ressalta, ainda, que existem outras espécies de Myrciaria que não são do grupo das jabuticabas, dentre elas, M. dubia Macvaug L., o camu-camu. Também menciona outras espécies que são ornamentais. Ressalta ainda, que a jabuticaba brava do Pantanal não é uma Myciaria, mas pertence a espécie Myrcia tomentosa. 

2 – Aspectos botânicos 

2.1 – Principais espécies 

De acordo com Mattos, citado por Donadio (2000) algumas espécies podem ser descritas com algumas características, das quais mencionamos algumas: 

a) Myrciaria coronata Mattos: árvore de pequeno porte, medindo aproximadamente 3m de altura, possui ramos terminais achatados, folhas com pecíolos curtos, frutos globosos com aproximadamente 2,7cm de diâmetro. Comumente conhecida como jabuticaba coroada, ou jaboticaba de coroa, ocorre principalmente em São Paulo. 

b) Myrciaria oblongata Mattos: árvore de aproximadamente 5m de altura; ramos terminais sub achatados,;folhas de pecíolo curto, avermelhadas, muito glandulosas; frutos ovado-elípticos a elípticos auto purpúreos de 2 a 3,2 cm de 

comprimento por 2 a 2,7 cm de diâmetro; 1 a 4 sementes. Conhecida como jaboticaba azeda, ocorre principalmente em São Paulo. 

c) Myrciaria spirito-santensis Mattos: porte de aproximadamente 4m de altura, ramos castanhos, com raminhos terminais e novos pilosos; folhas opostas ou subopostas de pecíolos curtos. Ocorre principalmente no Espírito Santo. 

d) Myrciaria grandifolia Mattos: árvore de aproximadamente 5m de altura, ramos cilíndricos, com extremidade sub achatada, acinzentados e ramos terminais seríceos. Folhas com pecíolos de 5 a 6mm de comprimento; frutos com 2,2 cm de diâmetro, globosos, lisos, atropurpúreos. Conhecida como jabuticaba graúda, ou jaboticatuba, ocorre principalmente em Minas Gerais. 

e) Myrciaria peruviana (Poir) var. trunciflora (Berg) Mattos: árvores com cerca de 8m de altura; ramos cilíndricos, e raminhos novos achatados; folhas escuras com pecíolos de aproximadamente 3mm de comprimento; bagas globosas, com cerca de 2cm de diâmetro, negras; 1 a 4 sementes. Conhecida como jabuticaba de cabinho, ocorre nos Estados de MG e ES, no Brasil, e também no Paraguai e Argentina. 

f) Myrciaria aureana Mattos– árvore de aproximadamente 3 m de altura; casca amarelada; ramos cilíndricos, com desprendimento de casca sendo os ramos terminais e novos cinza-amarelados possuindo pilosidade seriácea; folhas opostas, com pecíolos de 3mm de comprimento, cactáceas, possuem glândulas escuras, numerosas e pouco visíveis; frutos subgloboso-oblíquos, de 15 a 18mm de comprimento por 19 a 21mm de diâmetro, verde-claros; 1 a 4 sementes lisas, amarelo-claras. Conhecida como branca, ocorre em São Paulo. 

g) Myrciaria phitrantha (Kiaersk) Mattos – porte de aproximadamente 7m de altura; ramos cilíndricos; folhas com pecíolos de 5 a 10mm de comprimento, possuem pontuações semi-translúcidas; bagas com cerca de 2,4 cm de diâmetro, subglobosas. Conhecida como costada. Ocorre em São Paulo. 

h) Myrciaria jaboticaba (Vell) Berg– árvore de 6 a 9m de altura; ramos finos e cilíndricos, sendo os ramos terminais e novos, achatados; folhas com pecíolo de 1,5 a 2mm de comprimento, ciliadas quando novas; frutos de 1,6 a 2,2 cm de diâmetro, subglobosos ou globosos, negros e lisos; 1 a 4 sementes. Conhecida como sabará, ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina. 

i) Myrciaria cauliflora (DC) Berg – possui ramos terminais glabros e achatados; folhas com pecíolos de 3mm de comprimento, membranáceas; frutos globosos, de cor negra, 2,2 a 2,8 cm de comprimento por 2,2 a 2,9 cm de diâmetro; 1 a 4 sementes. Conhecida como paulista, assu (ou açu), e ponhema. Ocorre no Brasil, de forma geral. 

2.2 – Aspectos morfológicos 

a) Folhas: de acordo com Moura, citado por Donadio (2000), a jabuticabeira apresenta folhas com epiderme glabra, a folha é hipostomática, com estômatos paracíticos, com glândulas; colênquima com parênquima paliçádico e lacunoso; idioblastos incolores, desenvolvidos; tecido formado por esclerênquima e pouco colênquima; possuem transpiração cuticular baixa, sem restrição o dia todo, sendo do tipo heterobárica; possui células de contorno irregular com paredes espessas e pontuações simples na epiderme abaxial, e células maiores, com paredes pouco espessas e pontuações simples e estômatos numerosos na epiderme adaxial; os idioblastos são freqüentes, e estão em contato com a epiderme adaxial; as glândulas são esparsas e estão no nível do parênquima paliçádico, em contato com a epiderme adaxial, e são compostas de duas células; o sistema fibrovascular é bem desenvolvido, formado da nervura central, floema, xilema e nervuras laterais; o bordo da folha possui células epidérmicas com paredes espessas, e com células  do parênquima lacunoso irregulares e de tamanhos variáveis, o que permite diferencia-la de outras Mirtáceas. 

b) Inflorescência: conforme Handro (1953) e Mattos (1983) em citação de Donadio (2000), a inflorescência de M. cauliflora, é assim descrita: “pedúnculos com cerca de 1mm e comprimento, aglomerados sobre o tronco e ramos mais ou menos velhos protegidos por 4 séries de brácteas ciliadas. Botão floral glabro. Cálice com lobos ovado-oblongos, agudos ou obtusos, ciliolados, mais ou menos separados entre si, com 1,5 mm de comprimento. Pétalas largamente oblongas de 2,5 –3mm de comprimento. Ovário glabro; estilete com cerca de 6mm de comprimento; estigma peltado”. 

c) Fruto: “Pequenas, redondas, nas cores roxa ou preta... com polpa suculenta, mole e esbranquiçada, a pequena frutinha...” (Sales, 2002) “...negros, quando maduros e se fixam em toda a superfície da planta, em suas raízes aéreas, no tronco e em todos os galhos e [...] de ótimo sabor...”. (Bela Ishia, on line...) 

De acordo com Duarte citado por Donadio (2000), o fruto de M. cauliflora apresenta crescimento lento até os 12 dias. Após esse período a o crescimento é mais rápido, fazendo com que a fruta passe de 2g para 4g em 20 em 8 dias, continuando crescendo até os 28 dias, quando há um período de estabilidade até os 30 dias do florescimento. O fruto final (avaliado) pesa em torno de 5g. M. jaboticaba, estudada por Magalhães citado por Donadio (2000), também apresenta crescimento lento durante cerca de 20 dias para comprimento e volume e 35 dias para volume, sendo que o volume máximo é alcançado entre o 40o. e 44o. dia, estabilizando-se após 50 dias. De acordo com Duarte et al citados por Donadio (2000), o comportamento reprodutivo da jabuticabeira mostra que ramos mais grossos possuem maior ocorrência de flores e frutos. A quantidade de frutos varia de 30 a 400 por metro de ramo. 

De acordo com estudos realizados por Gurgel & Soubihe Sº- citados por Donadio (2000), as jabuticaba geralmente são poliembrionias, a exceção da jabuticaba branca, e produzem mais de um embrião em cada semente. Conforme estudos de Soubihe Sº e Gurgel citados por Donadio (2000), as jabuticabeiras apresentam em média, de 1,2 a 2,6 sementes por fruto, sendo que a Sabará apresenta o menor número, e a paulista, o maior. O número de sementes pode variar de 1 a 5 por fruto. 

2.3 – Aspectos fenológicos 

A vegetação ocorre de forma intensa no fim do inverno, e início da primavera, antecedendo a época principal de floração, que ocorre nos troncos e ramos, após a ruptura da casca. Em relação ao processo de reprodução, cada flor produz grande quantidade de pólem que fica disponível para polinização e fecundação, ao passo que o estigma está disponível desde o momento de abertura da flor. Isso permite auto-polinização e polinização cruzada. O índice de pegamento varia de 7 a 30%, podendo subir para 60-70% em cultivo protegido, conforme Duarte, citado por Donadio (2000). Ainda segundo Duarte, sementes de frutos imaturos, com 15 a 17 dias já podem germinar. 

Em condições ideais de clima e cultivo, até 5 floradas podem ocorrer no ano. Em relação à época de frutificação, de acordo com Matos, citado por Donadio (2000), pode variar conforme as diferentes espécies e locais. Por exemplo, M. cauliflora, de setembro a janeiro, em Campinas e São Paulo; M. grandiflora e M. peruviana var trunciflora, de março a setembro, em Curitiba, no Paraná. 




quarta-feira, 14 de julho de 2021

Cultivo da Uvaia

 

Nome científico: Eugenia pyriformis Cambess

Nome popular: uvaia, uvalha, ubaia, uvaia-do-cerrado, ubaia.

Família botânica: Myrtaceae

Distribuição Geográfica e Habitat: Encontrada no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil, ocorre na Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila Mista, no Cerrado e na Mata Ciliar.

Características gerais: E. puriformis é a espécie mais comum de uvaia, embora existam outras espécies. Das frutas nativas dessa família, é uma das mais reputadas e conhecidas, embora pouco cultivada. Recente publicação da Sociedade Brasileira de Fruticultura dá informações sobre essa fruta (SARTORI E OUTROS, 2010). Esses autores citam a existência de vários tipos e variedades de uvaia (ver INFORMAÇÕES ADICIONAIS, ao final deste artigo). No geral, a fruta é de tamanho pequeno, com peso médio entre 20 e 25 g, casca lisa e fina, amarela a alaranjada, contendo uma a três sementes por fruto. O rendimento de polpa é bom, com até 80% do peso do fruto, e as cascas são comestíveis também. Como o fruto é mole, é fácil separar a polpa e a casca das sementes.

Clima e Solo: Pode ser encontrada em temperaturas entre 9,4 a 26,4 °C, com chuvas uniformemente distribuídas na Região Sul e periódicas, nas demais regiões. O regime de precipitação pluvial média anual pode ocorrer desde 1.100 mm no Estado de São Paulo, a 2.300 mm no Paraná. Suporta geada. Requer solos de alta fertilidade, bem drenados, úmidos, com textura areno-argilosa. Pode ocorrer em solos graníticos até eruptivos, sedimentares e aluvionais.

Usos: O fruto é muito perecível, devendo ser colhido com cuidado e transportado em caixas, em pequenas camadas, para utilização imediata, ou congelamento. Os usos mais comuns são para suco, geleia, doces, licores, sorvetes e outros produtos. A polpa do fruto pode ser conservada a -18 oC, em sacos plásticos ou câmaras frias, ou freezer comum, podendo ser utilizada para se fazer os produtos usuais. O uso medicinal da uvaia ainda não é conhecido. Como não há produção comercial importante, mas apenas de plantas esparsas em pequenos pomares, a uvaia não aparece regularmente nos mercados, apesar de ser bem reputada nas regiões onde há produção, principalmente para se fazer sorvetes.

Curiosidades: É polinizada principalmente por abelhas. A dispersão é por gravidade ou zoocórica realizada por aves e mamíferos.  Eugenia é dedicado a Francisco Eugenio de Saboya – Carignan, chamado príncipe de Saboya, generalíssimo imperial de notável talento militar e propetor das artes; o epíteto pyriformis significa fruto em forma de pêra. O seu nome deriva do tupi iwa, ubaia ou ybá-ai, e quer dizer fruto azedo.

Típica da Mata Atlântica, a uvaia é conhecida como uma fruta do mato. Seu sabor é intenso, assim como seu perfume. O sabor, apesar de intenso, pode não agradar a todos por ser azedo, e desse fato que surgiu seu nome ubaia, que em tupi significa fruto azedo.

 A fruta é amarela, arredondada e possui duas sementes de aproximadamente quatro centímetros de diâmetro. De flor branca, a árvore é comumente plantada para uso doméstico, uma vez que seus frutos amassam, oxidam e ressecam com facilidade, tornando pouco viável a sua comercialização.

 Você pode até encontrar a uvaia in natura fora de época, mas como os frutos da uvaieira amassam, oxidam e ressecam muito facilmente, é mais viável preferir a época da frutificação, que ocorre entre setembro e janeiro. Fora de época, melhor optar por produtos derivados da fruta, como sucos, compotas, geleias e outros.

 Chega a ter de seis a treze metros de altura, mas existem variações da espécie que crescem em pequenos arbustos de até um metro de altura. A uvaia, por ser nativa da Mata Atlântica, é muito usada em diversos projetos de reflorestamento, servindo de alimento para aves e pequenos animais, os atraindo novamente para seu habitat.

 Primeiramente, a uvaia tem um alto benefício ecológico. Como é uma planta nativa da mata atlântica e pelo seu fruto saboroso até para os pássaros, a uvaieira é muito utilizada em projetos de reflorestamento em áreas degradadas, de preservação permanente e plantios mistos. Sua madeira não é comercialmente utilizada, sendo apenas usada por locais para utilidades domésticas (lenha, moirões etc).

 Seus frutos são ricos em vitamina A e C (quatro vezes mais que a laranja), combatendo desta forma os radicais livres e, consequentemente o envelhecimento celular.

 É eficaz na prevenção de alguns males que afetam nossa saúde como doenças cardiovasculares, câncer, doenças derivadas do envelhecimento, além de serem muito indicados para acompanhamento no tratamento de HIV, no tratamento de tumores, malária, processos inflamatórios e para diminuir o nível de ácido úrico.

 Nome e Significado: Uvaia vem do Tupi, e significa ”Fruta ácida”. Também é conhecida como Orvalha e Uvalha.

 Origem: Originaria da floresta atlântica desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, Brasil.

 Características: Árvore pequena de 4 a 12 metros de altura com copa arredondada ou em forma de taça de 2 a 4 metros de diâmetro com tronco reto e na maioria das vezes é dividido em varas eretas de 10 a 50 cm de diâmetro, com casca castanha esverdeada, fissuras longitudinais que se descamam em placas finas no inicio da primavera. As folhas são opostas, simples, glabras (sem pelos) de textura subcoriácea (pouco rija). O limbo ou tecido foliar tem forma lanceolada com base obtusa ou arredondada e ápice agudo ou acuminado (que termina em ponta fina) medindo 2,5 a 5,5 cm de comprimento por 0,6 a 1,4 cm de largura sob pecíolo de 0,2 a 0,4 cm de comprimento. As flores são hermafroditas, axilares (nasce na junção da folha e ramos da brotação do mesmo ano) sob pedúnculo ou haste de 1,4 a 2,2 cm de comprimento, cíclicas (com vários ciclos), diclamídeas (com dois envoltórios).  O botão é protegido por com 2 brácteas (tipo de folha modificada) e o cálice (invólucro externo) é composto de 4 sépalas livres, desiguais e pubescentes (coberta de pelos curtos). A corola (invólucro interno) é formada de 4 pétalas obovadas (com forma de ovo, só que a parte mais larga voltada para o ápice), brancas e livres.

 Dicas para cultivo: É planta extremamente adaptável podendo ser cultivada em climas com temperaturas anuais entre 18 a 26 graus, resistindo bem a geadas de até menos 4 graus negativos, frutifica em altitudes desde o nível do mar no Rio de Janeiro até 1,200 na zona da mata Mineira. Em seu lugar de origem as chuvas vão de 1.200 a 1.800 milímetros anuais; vegetando bem nos mais variados tipos de solos, ácidos ou alcalinos, argilosos ou arenosos, mais que de preferência tenham fertilidade e umidade natural. Começa a frutificar com 2 a 4 anos de idade a depender da variedade.

 Mudas: As sementes são redondas e de coloração creme, recalcitrantes (perdem o poder germinativo em 20 dias). Por isso recomendo que semeia 2 sementes diretamente em saquinhos individuais com substrato de 50% de terra e 50% de matéria orgânica bem curtida. A germinação se dá em 40 a 60 dias, e as mudas atingem 35 cm com 11 a 12 meses após a germinação.

 Plantando: Recomendo que seja plantada a pleno sol num espaçamento 4 x 4 m para uvaia pêra e uvaia doce e 6 x 6 m para Uvaia acida do mato. As  covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e convém misturar 30% de areia saibro + 30% de matéria orgânica aos 30 cm de terra da superfície da cova. Deixar curtir por 2 meses, e depois já se pode plantar na melhor época que vai de setembro a novembro, convém irrigar 10 l de água após o plantio e a cada 15 dias se não chover.

 Cultivando: A planta cresce rápido e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com pó de cerra e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Adubar com 2 kg de composto orgânico feito de esterco de galinha curtido e 30 gramas de NPK 10-10-10. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de outubro.

 Usos: Frutifica nos meses de Setembro a novembro. Os frutos são consumidos in-natura e na forma de sucos. A fruta tem grande potencial para fabricação de bebida fermentada como vinho e ótimo vinagre. A polpa também produz um delicioso sorvete.

Uvaia uma fruta da Mata Atlântica

uvaia fruta



Então, confira os benefícios da Uvaia para saúde.

  Para Ácido Úrico: A uvaia contem ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo. Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina, uma proteína contida em muitos alimentos.

  Para Malária: Há uma poderosa substância encontrada na uvaia que a faz estar entre os Remédios Naturais para Malária, semelhante ao quinino, que tem sido diretamente associada a neutralização desses parasitas da malária de indução.

 Você pode extrair essa substância para uma dose concentrada ou simplesmente adicionar algumas deliciosas uvaia a sua dieta diária. As uvaia estão amplamente disponíveis em áreas tropicais e pode fazer maravilhas para a promoção da saúde em geral e na rápida recuperação.

 Para o Câncer: Por ser rica em antioxidantes , antocianinas, carotenoides e flavonoides, a uvaia livra o corpo de radicais livres que podem alterar o DNA das células e causar diversos tipos de cânceres.

  Para Doenças Cardiovasculares: A uvaia também exerce efeitos benéficos sobre a saúde cardiovascular. É rico em flavonoides, nomeadamente, procianidina, catequina e epicatequina, que possuem propriedades antioxidantes e ajudam a proteger as células dos danos enquanto fortalecem o coração.

 Também ajuda a melhorar a função endotelial e estimular o colesterol HDL benéfico. Isso ajuda na prevenção da formação de coágulos sanguíneos fatais, que podem levar ao acidente vascular cerebral ou à insuficiência cardíaca.

  Para o Envelhecimento: A uvaia contêm licopeno, um nutriente que é raramente encontrada em outros alimentos. O licopeno protege o corpo contra os raios ultravioletas nocivos, mantendo a pele com uma aparência mais jovem e saudável. A maioria das frutas e legumes possuem os melhores nutrientes quando comidos crus.

  Para Radicais Livres: A uvaia contém compostos, como flavonóis e antocianinas, que lhe conferem potentes propriedades antioxidantes e tornam útil para mantê-los saudáveis. Nossos corpos geram radicais livres durante o funcionamento normal.

 Estes radicais livres podem causar danos celulares e estão implicados em uma variedade de problemas, que vão desde doenças autoimunes, câncer e catarata até doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, artrite reumatoide e envelhecimento.

uvaia arvore



 Uvaia tem Alto teor de Vitamina C: Complementando a importância ecológica da Uvaia, a fruta tem aproximadamente quatro vezes mais vitamina C do que a laranja.

 Uvaia Contém Vitamina A: Além do alto teor de vitamina C, a uvaia contém uma considerável quantidade de vitamina A para contribuir às suas necessidades diárias deste nutriente.

 Seu consumo é mais comum na forma de sucos, compotas, mousses, doces, flans e sorvetes, assim como em geleias, vinagres, licores e outros. No entanto, é preciso cuidar com a quantidade de açúcar usado para que não se torne muito calórica. Seu consumo é pouco aceitado in natura devido ao seu sabor forte e azedo, mas se apreciar o sabor, não existem contraindicações nessa forma de consumo


Geleia de Uvaia

 Ingredientes

 ► 600g de polpa de uvaia (sem as sementes claro)

 ► 1 xícara (chá) de água mineral

 ► 400g de açúcar cristal

 Modo de Preparo

 Bata a polpa com a xícara de água no liquidificador, passe pela peneira e junte o açúcar cristal. Leve ao fogo numa panela grande de fundo grosso e cozinhe mexendo sempre até atingir o ponto de geleia (ao pingar num prato ela não escorre). Coloque em vidros esterilizados com água fervente e bem secos e guarde na geladeira.

 A geléia é saborosa e mantém todas as propriedades da fruta podendo ser consumida com pães, torradas e bolos. Quando bem armazenada, cada pote tem validade de até 2 meses guardada na geladeira, por isso, siga todas as instruções de armazenagem corretamente.




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domingo, 9 de setembro de 2018

Cultivo do Cambuci



Um bom motivo para se produzir o cambuci é que a vistosa planta na qual ele frutifica, com flores brancas e folhas pequenas e brilhantes, está sob constante ameaça de desaparecer – assim como a mata atlântica, de onde é nativa.
Cambuci é uma árvore frutífera e também pode ser usada como planta ornamental. A espécie é nativa da mata atlântica, mas infelizmente, ela corre o risco de extinção no nosso país.
O Cambuci chama muito a atenção porque ela se torna muito vistosa quando se frutifica, aparecem lindas folhas pequenas, porém, brilhantes e o que falar das flores, com um branco forte e textura que o valoriza ainda mais. Mas, como foi dito anteriormente, a sua beleza fez com que se tornasse uma espécie da mata atlântica que corre sérios riscos de sumir por completo. E então, seria uma ótima ideia plantar a Cambuci para não perdemos essa espécie de planta tão bonita.
Como nos falamos anteriormente, além dos seus frutos, a Cambuci tornou-se uma árvore muito usada para ornamentação. Ela tem o poder de deixar um quintal mais do que bonito, estando sozinha ou em meio a um jardim. E claro, depois o seu fruto pode ir para mesa do café da manhã  e também pode ganhar versão doce ou suco.
Mas seu atrativo não é unicamente ecológico, pois a árvore pode deixar mais bonitas as propriedades, e seus frutos suculentos rendem bom ingrediente para sucos e doces.
No Brasil, o lugar onde a árvore Cambuci pode ser mais encontrada é em São Paulo, na Serra do Mar, ou ainda, em Minas Gerais. Além de árvore Cambuci é chamada de Cambuizeiro e o nome científico dela é Camponesia Phaea. Essa árvore, antes de começar a correr o risco de extinção, podia ser encontrada em grande quantidade na capital de São Paulo. E por isso mesmo, um dos bairros da capital paulista leva o seu nome.
O consumo da fruta da árvore Cambuci vem sendo estimulado em algumas regiões do Brasil, como na região metropolitana de São Paulo e também em Paranapiacaba e Rio Grande da Serra. Nessas duas últimas cidades, a fruta ganhou uma festa dedicada totalmente a ela.
Arredondado, com cerca de oito centímetros de diâmetro, polpa carnosa, fibrosa e com poucas sementes, o fruto tem um perfume intenso e adocicado. A casca verde, com tons em amarelo, é adstringente. Apesar de o sabor ser um pouco ácido, quase como o limão, ele também pode ser consumido in natura. Os pássaros são os que mais apreciam a fruta fresca, além de ter a nobre função de disseminar a fruteira.
Para o consumo como alimento, o ideal é usar o fruto da Cambuci para fazer doces em calda, sucos e geleias. Também é muito usado para fazer a aromatização de sorvetes. Uma curiosidade, é que o Cambuci também é usado como parte de ingredientes de algumas bebidas alcoólicas, como na cachaça quando é feita uma infusão e também em licores. São práticas de uso que vem de longa data.
Falando sobre o desenvolvimento da árvore, as flores aparecem entre os meses de agosto e novembro e o seu crescimento é moderado. De altura, ela pode chegar entre 3 a 5 metros no máximo e o seu tronco fica com o diâmetro entre 20 e 30 centímetros. Já as frutas aparecem entre janeiro e fevereiro.
Falando das características do terreno e clima, a árvore Cambuci gosta de ficar em solo que tenha sido muito bem adubado, prefere a temperatura mais fria, mas não tem muita dificuldade de se adaptar a outros tipos de terreno.
A planta também pode ser usada para o reflorestamento, neste caso, tanto para arborizar praças, jardins e ruas, quanto para recuperar terrenos degradados
O cambuci é bom mesmo para o preparo de sucos, geléias, doces em calda e ainda serve para aromatizar sorvetes. Também pode entrar como componente de bebidas alcoólicas, como licores e em infusão em cachaça, um uso que já era adotado pelos colonizadores, séculos atrás.
A árvore tem crescimento moderado e começa a florescer entre agosto e novembro. Alcança de três a cinco metros de altura, e tronco com diâmetro de 20 a 30 centímetros. A frutificação desponta durante os meses de janeiro e fevereiro. O cambucizeiro gosta de um pouco de frio e de solo com boa adubado, mas se dá bem em qualquer tipo de terreno. É apropriado para áreas de reflorestamento, para recuperação de terrenos degradados e também para a arborização de ruas, praças e jardins.



O solo para receber essa planta deve ser muito bem adubado e é importante que tenha um bom equilíbrio de drenagem.
A árvore prefere o clima tropical fresco para se desenvolver melhor, apesar de suportar outras temperaturas.
Não existe uma área mínima para plantio de Cambuci. O seu quintal já teria o tamanho suficiente.
A colheita dos frutos deve ser feita nos meses de janeiro e fevereiro.
O preço médio de uma muda para o plantio de Cambuci é R$10. (o preço pode variar de acordo com região, tipo de comércio, entre outros fatores)

SOLO: necessita de equilíbrio hídrico e boa adubação
CLIMA: subtropical fresco
ÁREA MÍNIMA: pode ser plantada até no quintal
COLHEITA: no verão, entre janeiro e fevereiro
CUSTO: o preço médio da muda é de sete reais

INÍCIO – a propagação da árvore se dá por meio de sementes, que são germinadas em sementeiras. Quando atingem de 20 a 25 centímetros de altura, é hora de passálas para um saquinho. Transplante somente o torrão para o local definitivo, assim que as mudas chegarem a 50 centímetros.

PLANTIO – o cultivo do cambucizeiro é recomendado em solo com equilíbrio hídrico, ou seja, nem muito seco, nem muito úmido. Antes, porém, o terreno deve ser preparado com aradura e gradagem. Faça o plantio de exemplares isolados ou em blocos somente com a espécie. O sombreamento de outras árvores provocam danos no desenvolvimento e produtividade da planta.
Se você quer fazer o plantio de Cambuci o primeiro passo é adquirir as sementes, que deverão ser cultivadas em sementeiras.
Você deve esperar que as mudas cresçam e tenha com altura mínima entre 20 a 25 centímetros de altura, só então, elas poderão ser transplantadas. Mas, primeiro, coloque cada uma delas plantada em um saquinho, em seguida, faça o transplante do torrão para o lugar que você quer ter a sua árvore. Espere que atinja a altura de 50 centímetros.
É importante que o solo escolhido para o plantio definitivo seja com equilíbrio hídrico, o que significa que ele não pode ser seco e nem menos ser exageradamente úmido. E para preparar esse terreno perfeito, ainda é necessário fazer a gradagem.
Com a terra pronta faça o cultivo colocando a planta isolada e se for em blocos, todas as plantas que fazem parte dele devem ser da mesma espécie. Importante lembrar que o Cambuci não pode receber sombra de outras árvores.

Enquanto a sua planta está crescendo o trabalho no terreno deve continuar, ele deve ter as coroas capinadas e ele deve ser roçado. Além disso é importante fazer podas de limpeza e também de formação.  A poda serve para ter a estrutura da árvore intacta e que ele suporte o peso dos frutos.
A árvore não terá problema para suportar o frio e também deve ser regada, apesar de preferir o clima subtropical fresco.
Sobre a produção dos frutos, prepara para fazer a colheita no verão seguinte, de preferência nos meses de janeiro e fevereiro. O ideal é que a fruta seja colhida do pé quando apenas amadureceu. Pode ser que ela tenha algumas rachaduras na casa. Se ele estiver verde aperte levemente para ver se está macio, também mostra que é hora de colher.

ADUBAÇÃO – nas covas, a adubação inicial pode varias entre cinco e dez quilos de esterco curtido. Adicione também de 50 a 100 gramas de superfosfato. A cada ano, aplique por planta outros dez quilos de esterco curtido. Pode-se também juntar 250 gramas por cova de NPK 20-00-20, divididas em duas ou três aplicações, durante o período quente e chuvoso, nos três primeiros anos do pomar.

ESPAÇAMENTO – as medidas indicadas são de 5 x 5 metros, entre plantas e fileiras. Para as covas, deixe 50 x 50 x 50 centímetros.

TRATOS CULTURAIS – durante o crescimento da planta, o terreno deve ser roçado e as coroas, capinadas. Para o bom desenvolvimento da árvore, são necessárias as podas de formação e a de limpeza. Elas permitem o arejamento da copa, além de garantir a estrutura dos ramos para agüentar o peso dos frutos.

AMBIENTE – o clima subtropical fresco é o melhor para a adaptação do cambucizeiro. A árvore também aprecia um pouco de frio e regas.

PRODUÇÃO – o cambuci está pronto para ser colhido no verão, em especial durante os meses de janeiro e fevereiro. É bom apanhar a fruta logo que amadurece, pois cai facilmente do pé, sujeita a rachaduras na casca. Como o cambuci nem sempre torna-se amarelo, aperte-o levemente ainda verde; se estiver macio, é hora da colheita.



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domingo, 9 de abril de 2017

Cultivo do Cajá ou Taperebá (Spondias lutea L. e Spondias mombin L)


O cajá é o fruto da cajazeira (nome científico Spondias mombin L.), árvore da família das Anacardiáceas que está presente em vários estados brasileiros, especialmente nos das regiões Norte e Nordeste, como nos estados de Sergipe, Paraíba Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Dependendo da região, a planta recebe nomes diferentes. Na Amazônia, por exemplo, é chamada de taperebá. Já no Sul leva o nome de cajazeira ou cajá mirim. Se adapta bem aos climas úmido, sub-úmido e quente.
Nome da fruta: Cajá ou Taperebá
Nome científico: Spondias lutea L. e Spondias mombin L
Família botânica: Anacardiaceae
Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura. Folhas grandes, compostas, aromáticas quando maceradas. Flores de coloração esbranquiçada, reunidas em inflorescências terminais.
Fruto: Tipo drupa, oval,  casca fina e lisa, amarela quando madura. Polpa comestível de coloração alaranjada, mole e sabor agridoce.
Frutificação: Quase o ano todo
Propagação: Semente
Discute-se, com frequência, a origem exata desta planta. Na região Norte do Brasil, onde a chamam de taperebá, acredita-se que seja originária da floresta amazônica. Já os nordestinos, que a conhecem por cajá, não a reivindicam como nativa de suas terras, mas creem que seja proveniente de alguma ilha do Oceano Pacífico. Na verdade, o cajá tem suas raízes na África, provavelmente tendo aqui chegado nos navios que também traziam as populações africanas escravizadas.
A partir de um ponto ou de outro, o certo é que a árvore se disseminou com facilidade pelo continente, estando hoje bem adaptada por quase todo o território brasileiro, norte da América do Sul, América Central, até o Sul da Flórida, e em regiões quentes de outros continentes, como a África e a Ásia.
Também conhecido como cajá-mirim no sul do Brasil, parente do umbu e da seriguela, todos pertencentes à família das Anacardiáceas, o cajá é o fruto de uma árvore alta, que chega a ultrapassar os 20 metros de altura. Trata-se de uma árvore considerada de grande relevância na recuperação de áreas de vegetação degradada, por sua rusticidade, facilidade de disseminação e capacidade de atração da fauna.
A casca grossa de seu tronco, acinzentada e rugosa, permite-lhe aplicações em modelagem e xilogravuras.
Segundo Paloma Jorge Amado, outro nome da cajazeira é “ibametara”, nome indígena que significa “pau de fazer enfeite de beiço”. Isso porque ela era utlizada por certas tribos para fazer bodoques, aquelas rodelas usadas como adorno para o lábio inferior.
O fruto, de um amrelo que brilha a dourado – a verdadeira cor de oxum na definição de Zélia Gattai -, tem formato ovóide e varia bastante no tamanho. No sabor, talvez seja possível dizer que se aproxima ao da laranja, embora seja mais ácido.
São poucos, no Brasil, aqueles que nunca provaram o cajá em alguma de suas formas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Sua polpa ácida, saborosa e refrescante, costuma ser vendida já processada, ao natural ou congelada, sendo uma das mais procuradas para sucos em todo o país. O picolé de sabor cajá também é bastante prezado, sendo, inclusive, produzido e comercializado por grandes indústrias alimentícias.
Além de utilizada na aromatização da aguardente de cana, da fruta espremida e misturada com açúcar e cachaça e vodca, se obtém a caipirinha de cajá, bebida que tem alcançado cada dia mais apreciadores. Licores, geleias e compotas desfilam com igual valor em seu rol de derivados.
Diante dessa alta aprovação, surpreende que não haja no Brasil um produção comercial mais significativa de cajazeiras. Surpreende ainda mais se considerarmos que seu cultivo já é comum, desde tempos coloniais, e que a fruta é recebida com grande entusiasmo por consumidores estrangeiros, sobretudo europeus.

Introdução

O fruto da cajazeira é conhecido no Brasil com os seguintes nomes: cajá, cajá-mirim, taperebá e cajá verdadeiro.

Nas diversas regiões produtoras, os frutos são comercializados em feiras livres e beiras de estradas, juntamente com outras frutas regionais. Entretanto a maior parte da produção é vendida para as agroindústrias regionais. 

O chá de suas folhas vem sendo utilizado há bastante tempo, por suas propriedades anti-viróticas, notadamente contra o vírus da herpes simples e da herpes dolorosa, sem registros de efeitos colaterais. 

Estudos relatam que a planta é rica em polifenóis que apresentam atividades farmacológicas, destacando-se as atividades antiviróticas.
Sinonímia

- Spondias aurantiaca Schumach. & Thonn.;
- Spondias dubia A. Rich.;
- Spondias graveolens Macfad.;
- Spondias lutea L.;
- Spondias lutea var. glabra Engl.;
- Spondias lutea var. maxima Engl.;
- Spondias mombin var. mombin;
- Spondias oghigee G. Don;
- Spondias pseudomyrobalanus Tussac;
- Spondias purpurea var. venulosa Engl.;

Etimologia

"Cajá" vem do termo tupi aka?yá. 

"Cajá-mirim" vem do termo tupi para "cajá pequeno". 

"Taperebá" vem do tupi taperei?iwa. 

Lutea é o termo latino para "amarelo", numa referência à cor dos frutos de cajá.

ACAIBA vem do guarani que significa "Fruta com semente volumosa".

Porte

Até 30 m de altura.

Copa

Copa de forma capitata corimbiforme dominante.

Caule

A planta apresenta tronco ereto, casca acizentada ou brancacenta, rugosa, fendida e muito grossa, de até 2 m de circunferência.

Folhas

As folhas são compostas, alternas, imparipinadas, com 5 a 11 pares de folíolos, espiraladas 1/4, pecíoladas, peciólulo curto de 5 cm de comprimento; folíolos opostos ou alternos; lâmina oblonga cartácea, de 5 a 11 cm de comprimento por 2 a 5 cm de largura, margem inteira; ápice agudo, base arredondada, desigual, glabra nas duas faces; nervura mediana, promínula na face superior, glabra, no dorso proeminente, com muitos pêlos; nervação do tipo camptódromo-cladódromo, com 16a 18 pares de nervuras secundárias, promínulas na face ventral, proeminentes na face dorsal; raque de 20 a 30 cm de comprimento, tereto, pilosos, sem glândulas.

Flores

As flores são dispostas em inflorescências do tipo panículas terminais piramidais de 20 a 60 cm de comprimento, são unissexuais e hermafroditas na mesma planta, actinomorfas, apopétalas, diclamídeas, cálice de 0,5 cm de diâmetro; receptáculo arredondado, superfície pilosa, pedicelo cilíndrico, com 1 a 4 mm de comprimento; bractéola caduca; 5 sépalas, concrescentes com os lóbulos diminutos, verdes; 5 pétalas, livres valvares induplicatas amarelo-claros, 0,3 cm de comprimento; estames em número de 10 com dois vertícilos, os 5 primeiros inseridos num disco, alternos às pétalas, os outros 5 são epipétalos; anteras subglobosas, basifixas, rimosas; ovário súpero 4-carpelar, uniovulado, sobre um disco; óvulo anátropo de placentação axial; estigma fimbriado. 

O número de flores por panícula é variável, podendo atingir mais de 2.000, porém somente cerca de 10 frutos em cada panícula alcançam a maturação.

Frutos

O fruto é caracterizado como drupa de 3 a 6 cm de comprimento, ovóide ou oblongo, achatado na base, cor variando do amarelo ao alaranjado, casca fina e lisa, polpa pouco espessa também variando do amarelo ao alaranjado, suculenta, de sabor ácido-adocicado.

Sementes

O endocarpo, comumente chamado de caroço, é grande, branco, súbero-lignificado e enrugado, contendo 2 a 5 lóculos, e a ocorrência de 0 a 5 sementes por endocarpo, sendo mais freqüente a ocorrência de uma semente. 

A semente é claviforme a reniforme, medindo 1,22 cm de comprimento e 0,22 cm de largura, com os dois tegumentos de consistência membranácea, coloração creme e com superfícies interna do tégmen. 

O embrião é axial, de formato semelhante à semente e de coloração creme-claro, possuindo cotilédones planos, carnosos.

Raízes

O sistema radicular do Cajá mirim é bem superficial.

Clima

Tropical

Forma de plantio

As mudas devem ser plantadas em covas com dimensão de 40x40x40 cm, previamente deve-se fazer adubação com esterco curtido. 

Sugere-se um espaçamento em sistema quadrangular de 9 m x 9 m ou retangular de 9 m x 8 m. 

Deve-se utilizar podas de formação, de condução e de limpeza.

Espaçamento

10 m x 10 m entre plantas, 12 x 12 entre linhas

Cultivo

A cajazeira é uma planta de polinização cruzada e não existem clones recomendados para cultivo comercial. Desse modo, recomenda-se seguir algumas orientações utilizadas no cultivo de outras fruteiras perenes. 

Recomenda-se o plantio de mudas clonadas de plantas de qualidade superior, ou seja, sadias, produtivas e de frutos com boas qualidades organolépticas.

Pragas / Doenças

PRAGAS 

Mosca-das-frutas (Anastrepha sp.) constituem um dos importantes grupos de pragas que danificam as fruteiras. É uma praga que causa dano direto ao produto final, sendo classificada como praga-chave nas fruteiras, e como tal atinge o nível de dano econômico em desindades populacionais baixas, merecendo cuidados especiais durante o período de frutificação da planta.

Outras pragas - Vários autores mencionam alguns insetos, como tripes, cochonilhas, lagartas, brocas e moscas, que atacam folhas, ramos e frutos de cajazeira. Em ensaios de avaliação de clones de Spondias, constatou-se o ataque de saúvas do gênero Atta, mané-magro ou bicho-pau (Stiphra robusta Leitão) e pulgão, todas com nível de dano econômico, sendo necessário o uso de controle químico. 

Nos endocarpos armazenados constatou-se o ataque de um gorgulho destruindo as sementes. 

No sul da Bahia, foram observadas larvas abrindo galerias e causando danos em ramos de plantas jovens, e em Caucaia, CE, as larvas danificaram os ramos terminais de plantas adultas em início de brotação. 

DOENÇAS

Antracnose (Glomerella cingulata (Ston.) Spauld & Schrenk é facilmente encontrada causando lesões em folhas, inflorescência e frutos. 

Verrugose (Sphaceloma spondiadis Bitancourt e Jenkins) é uma das mais importantes doenças das Spondias. Detectada inicialmente sobre frutos e folhas de cajarana, em 1937, no Rio de Janeiro, o fungo foi descrito somente 1942. 

Resinose (Botryosphaeria rhodina (Cooke) Ark) embora de progressão lenta, a enfermidade inevitavelmente leva a planta a morte, caso não seja controlada. Todas as espécies do gênero Spondias têm se apresentado suscetíveis à resinose. 

Cercosporiose (Mycosphaerella mombin Petr. et Cif) talvez a mais comum doença foliar das Spondias, a cercosporiose em algumas oportunidades chega a causar severa queda de folíolos. 

Mancha de alga (Cephaleuros virescens Kunze) de ocorrência generalizada sobre outras frutíferas tropicais a mancha de alga é também comum sobre as espécies do gênero Spondias, sempre afetando folhas mais velhas e sem causar aparente prejuízos. 

Fitonematóides - as Spondias são extremamente susceptíveis aos nematóides das galhas, e levantamentos conduzidos nos Estados do Ceará, Bahia, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte têm revelado uma ampla dispersão de espécies de nematóides das galhas em Spondias, tanto em plantas adultas quanto em mudas. 

No caso de viveiros, algumas infestações têm se mostrado tão severas que a formação de galhas têm ocorrido até mesmo nos caules das mudas, estendendo-se acima da linha do solo.

Colheita

A época de safra varia nos diversos Estados brasileiros, sendo de maio a julho na Paraíba, março a maio no sul da Bahia, em Belém ocorre pequena colheita em maio e a produção concentra-se no período de agosto a dezembro, em Manaus de dezembro a fevereiro e no Ceará de janeiro a maio. 

A época de produção pode variar de acordo com as alterações pluvimétricas.

Após o processamento, a polpa e comercializada congelada, em embalagens de 0,1 a 10kg ou tambores de 200 litros. 

Produtividade

Os frutos da cajazeira apresentam boas características para a industrialização, em termos de rendimento e sabor. 

O percentual médio de rendimento da polpa é 40% e poderá ser compensado pelas pronunciadas características de odor e sabor apresentando amplas possibilidades industriais na fabricação de sucos, néctares e sorvetes, sendo que a avaliação química dos frutos "in natura" mostrou que o teor de acidez e o pH favorecem a sua conservação. 

Os frutos, quando destinados para a industrialização passam por processos de seleção, lavagem, despolpamento, refino, envasamento ou ensacamento, pasteurização (opcional) e congelamento.

Partes utilizadas

Frutos, folhas

Formas de Reprodução

[1] Estaquia

[2] Sementes

Reprodução

As sementes são grandes e ortodoxas (com casca fibrosa e que entra em dormência), por isso as sementes podem ser colhidas na safra, limpas e semeadas 3 a 4 meses depois no fim da primavera. 

O plantio é feito colocando as sementes lado a lado em jardineiras com 50 cm de comprimento e 20 cm de altura e largura, contendo substrato organo-arenoso, desse modo a germinação inicia com 35 a 70 dias. 

As plântulas podem ser transplantadas para sacos individuais quando estiverem com 12 cm de altura. As mudas atingem 30 a 40 cm em 6 meses após a germinação. 

A propagação vegetativa se dá com facilidade, basta selecionar estacas de ramos ou raízes com 1,5 cm de diâmetro e 20 cm de comprimento e enterrar 10 cm da base em substrato arenoso e deixá-las em estufa com micro-aspersão, pois, com 30 dias já apresentarão brotações. 

O desenvolvimento das mudas é rápido, iniciando a frutificação com 3 ano para as mudas propagadas por estacas e 8 a 10 anos para mudas propagadas por sementes.

Propagação sexual

Na propagação sexual da cajazeira, o endocarpo comumente chamado caroço é a parte mais característica do fruto das espécies do gênero Spondias. 

O endocarpo é lenhoso, rodeado por fibras esponjosas e duro, dificultando o corte para retirada de sementes. No seu interior encontram-se os lóculos que podem, ou não, conter sementes. Desse modo, o endocarpo é utilizado na propagação sexual do cajá e de outras Spondias como a cajarana o umbu, etc. 

O endocarpo do cajá possui de zero a cinco sementes, e estas apresentam dormência. Os resultados dos ensaios de germinação com sementes da cajazeira mostraram baixas percentagens e velocidade de germinação. 

Devido a problema de dormência, recomenda-se a semeadura dos endocarpos em canteiros ou em bandejas plásticas, usando-se como substrato areia quartzosa esterilizada. 

A semeadura deve ser efetuada a uma profundidade de 3cm, colocando-se o endocarpo na posição vertical, com a parte proximal (parte mais fina, que liga o fruto ao pendúnculo) voltado para baixo. 

Os canteiros ou as bandejas devem ficar em ambiente coberto com sombrite que retenha de 50% a 70% da radiação solar. 

Em um mesmo lote podem existir sementes que começam a germinar aos 30 dias e aos 406 dias, depois de semeadas. 

A germinação é epígea e a emergência dos cotilédones precede à radícula, que em sua fase inicial é bastante delgada. Posteriormente o sistema radicular se torna robusto, formando estruturas tuberosas na raiz principal. Pode ocorrer a germinação de 1 a 3 sementes por endocarpo.

De cada endocarpo, pode germinar mais de uma semente ao mesmo tempo, porém apenas uma raiz principal se desenvolve.

Propagação assexual - A propagação vegetativa ou assexual é a multiplicação das plantas por meio de partes vegetais, seja por explantes. Alporquia, enxertia ou por estacas de caule ou de raízes. 

Tradicionalmente, o cajá é propagado por estacas de caule com cerca de 1,5 m de comprimento e diâmetro superior a 10 cm; estas, além de apresentarem lento e baixo enraizamento, demoram para formar a copa da nova planta. 

Contudo, o cajá pode também ser multiplicado por estacas de raiz, fato comprovado pela pesquisa em ensaios e observações em campo, onde se encontram plantas que surgem a partir de raízes de cajazeiras adultas.

Princípios Ativos

Em 1991, Pesquisadores da Universidade de Antuérpia na Bélgica, isolaram das folhas e talos desta espécie, substâncias que demonstraram atividade pronunciada contra os vírus Herpes simplex tipo 1 e Coxsackie B2.

Mais recentemente, os mesmos pesquisadores Belgas isolaram também das folhas e talos da mesma planta ésteres cafêicos, entre os quais se destacam o éster cafêico do ácido alohidróxicítrico e o éster butirico do ácido clorogênico. O primeiro mostrou atividade antivirótica contra Coxsackie B2 e a segunda atividade contra o vírus da Herpes simples 1.

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará e do PADETEC, estão desenvolvendo um fitoterápico à base de um extrato alcoólico obtido das folhas da cajazeira (Spondias mombin) que vem sendo usada devido às suas propriedades anti-viróticas, apresentando resultados muito significativos no combate ao vírus da herpes tipo I e II.

Utilização

- Na indústria - os frutos possuem excelente sabor e aroma, além de rendimento acima de 60% em polpa, e por isso são amplamente utilizados na confecção de suco, néctar, sorvetes, geléias, vinhos, licores, etc.

Devido a sua acidez, normalmente, não é consumido ao natural. 

Apesar da polpa de cajá possuir grande demanda, em algumas regiões do país, a sua industrialização é totalmente dependente das variações das safras, considerando a forma de exploração extrativista do cajá e a grande perda de frutos devido a problemas de colheita e de transporte. 

Desse modo, a atual produção industrializada não é suficiente para atender nem o mercado interno consumidor do Norte e Nordeste.

- Na medicina popular e na indústria farmacêutica - é crescente a utilização do cajá. 

A casca é aromática, adstringente e emética, constituindo-se um bom vomitório nos casos de febres biliosas e palustres, tem reputação de antidiarréica, antidesintérica, antiblenorrágica e anti-hemorroidária, sendo a última propriedade também atribuída a raiz.

As folhas são úteis contra febres biliosas, constipação do ventre, dores do estômago etc. Nos últimos anos, descobriu-se que o extrato das folhas e dos ramos da cajazeira continham taninos elágicos com propriedades medicinais para o controle de bactérias gram negativas e positivas.

Na alimentação animal - As folhas são alimentos prediletos do bicho na época da seca.

Origem

Linnaeus estabeleceu em 1753 que o gênero era monotípico, baseado em Spondias mombin L., nativa da América Tropical. Conde De Ficalho (1947) relata que a cajazeira encontra-se extremamente espalhada pelos trópicos da América, da Ásia e também da África, recebendo o nome de ambaló em Goa e munguengue em Angola, e cita que na Flora of Tropical Africa esta espécie é dada como introduzida na África e indígena das Índias Ocidentais. 

Segundo Ponce & Silva (1975), a cajazeira é procedente da América do Sul e Antilhas, nativa da Amazônia, e encontrada desde o Sul do México até o Peru e Brasil.

Habitat

No Brasil, as cajazeiras são encontradas isoladas ou agrupadas, notadamente na Amazônia e na Mata Atlântica, prováveis zonas de dispersão da espécie, sendo encontrada na zonas mais úmidas dos Estados do Nordeste e na Amazônia, em matas de terra firme ou várzea.

É uma planta perenifólia ou semidecídua, heliófila e seletiva higrófila, característica da mata alta de várzea de terras firme, sendo encontrada também em formações secundárias, onde se regenera espontaneamente, tanto a partir de sementes como de estacas e raízes.

A cajazeira desenvolve-se bem nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, em clima úmido, subúmido, quente, temperado-quente, e resiste a longo período de seca. 

Na região sul da Bahia, a maior concentração ocorre em áreas de solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica e em consórcio com o cacau, onde a precipitação pluviométrica varia de 1.000 a 1.800 mm. 

No Ceará, ocorre com maior freqüência nas regiões de precipitação média anual superior a 1.100 mm, ou seja, nas zonas litorâneas próximas a Fortaleza e nas Serras. 

Apesar da alta resistência à seca e da ocorrência de algumas plantas na região semi-árida, a espécie não é considerada xerófita. 

A resistência à seca deve-se em parte, ao acúmulo de fotoassimilados e reservas nutritivas nas túberas formadas nas raízes.

Observações

A cajazeira possui flores hermafroditas, estaminadas e pistiladas, com aparente ocorrência de protandria, ou seja os estames amadurecem antes do estigma. Este fenômeno propicia a polinização cruzada e a segregação externada nos pomares de plantas oriundas de sementes, as quais apresentam alta variabilidade quanto ao porte, arquitetura, e formato da copa, características físico-químicas de folhas e frutos, além de longa fase juvenil, porte alto e variação das fases fenológicas, características indesejáveis em plantios comerciais.

Com trabalhos de seleção e utilização da propagação vegetativa tais problemas deverão ser reduzidos.

MODO IA

cajá (também conhecido como taperebá ou cajá-mirim) é o fruto da cajazeira (Spondias mombin), uma árvore nativa das regiões tropicais das Américas, muito comum no Norte e Nordeste do Brasil.

Características Principais

  • Sabor: Possui uma polpa amarela intensa, ácida e com um aroma marcante, sendo muito utilizada em sucos, polpas, sorvetes e doces.

  • Nutrientes: É uma excelente fonte de vitamina C, auxiliando na imunidade e na formação de colágeno. Também contém carotenoides (precursores da vitamina A) e minerais como fósforo e cálcio.

  • Variedades: Existem espécies próximas com nomes similares, como o cajá-manga (Spondias dulcis), que é maior e possui "espinhos" no caroço, e o umbu-cajá, um híbrido natural comum no semiárido nordestino. 

Usos e Consumo

A fruta é versátil e vai além do consumo natural: 

  • Industrial: Muito explorada para a produção de polpas congeladas e néctares.

  • Gastronomia: Usada em geleias, licores e até em cervejas artesanais premiadas.

  • Benefícios à Saúde: Contribui para o funcionamento do intestino e proteção celular devido aos seus antioxidantes. 

Atenção: O consumo excessivo deve ser evitado por pessoas com problemas renais devido ao alto teor de potássio. 

Gostaria de conhecer alguma receita específica com cajá ou dicas sobre como plantar a cajazeira?

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