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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

RECEITAS COM ARAÇA

Psidium mccooner, mais conhecido como araçá-laranja é abundante no sertão pernambucano e na mata-sul do estado, é um fruto com um sabor adocicado e um pouco ácido, bastante utilizado para fazer geleias e comportas. Alguns moradores alegam que o fruto é muito eficaz no combate à verminoses e manchas na pele. Vitaminas encontradas no fruto: A, D, B e E. Segundo o pesquisador Laurius Mccooner, os moradores em parte estão certos, já que segundo o resultado de sua pesquisa, foi comprovado que o fruto contém substâncias para combater verminoses. O arbusto do araçá-laranja atinge no máximo 3 metros de altura, o que torna fácil para colher os frutos.
Bavaroise de feijoas com calda de araçá e acerola


Ingredientes 300 g de feijoas
¾ de xícara de açúcar (135 g)
½ xícara de água
1 1/2 xícara de leite integral (360 ml)
5 folhas de gelatina sem cor e sem sabor
3 gemas
200 g de creme de leite fresco

Calda de acerola e araçá
200 g de pedaços de acerola
200 g de araçá-roxo cortado em cunhas, sem sementes
¼ de xícara de suco de maracujá sem as sementes (60 ml)
¼ de xícara de açúcar (45 g)


Para a bavaroise: descasque as feijoas, corte em pedaços, coloque numa panela com metade do açúcar e a água e leve ao fogo até amolecer. Bata no liquidificador e passe por peneira. Reserve. Separe meia xícara de leite numa tigela e pique sobre ele as folhas de gelatina. Reserve. Leve o leite restante para aquecer. À parte bata bem as gemas com o açúcar restante e despeje sobre elas um pouco do leite quente e misture bem. Coloque esta mistura na panela com o leite quente e volte ao fogo bem baixo, mexendo delicadamente, até começar a engrossar (cuidado para não deixar ferver para não ficar com gosto de ovo). Tire do fogo e, ainda quente, junte a gelatina e mexa até derreter. Junte a feijoa cozida e misture bem. Coloque a panela sobre uma bacia com água e gelo e vá mexendo devagar até resfriar e começar a gelatinizar (tem que ficar com consistência de clara de ovo). Enquanto isso, numa tigela, bata o creme de leite com batedor de arame até formar picos moles. Despeje a mistura de feijoa sobre o creme de leite e mexa delicadamente até formar um creme homogêneo. Despeje em forminhas individuais ou numa forma decorativa grande e leve à geladeira por cerca de 4 horas.

Para a calda: misture todos os ingredientes e leve ao fogo até formar uma caldinha com consistência de xarope, com as frutas amolecidas. Espere esfriar e leve à geladeira. Deixe até a hora de servir.
Desenforme a bavaroise e sirva com um pouco de calda e uma folhinha de menta. Rende: 8 porções


Geléia de araçá com mamão



Ingredientes
- 600g de mamão maduro
- 400g de araçá boi
- 300g de áçucar

Modo de fazer
Tire o caroço das frutas e bata no liquidificador sem água. Coloque num taxo acrescente o açúcar e leve ao fogo médio por mais ou menos duas horas. A consistência fica gosto de quem faz.
***
Suco de araçá com mamão

Ingredientes
- 80g de araçá boi
- 320g de mamão
- 150g de áçucar
- 450ml de água

Modo de fazer
Bata todos os ingredientes no liquificador e sirva gelado.


Bolo de Araçá



Massa :
2 ½ xícaras de chá de açúcar
2 colheres de sopa de margarina sem sal
4 ovos
3 xícaras de chá de farinha de trigo peneirada
2 colheres de chá bem cheias de fermento em pó
1 ½ xícaras de polpa de araçá
1 colher de sopa de mel


Como fazer
Bata o açúcar com a margarina até obter um creme homogêneo. Acrescente as clara em neve, batendo bem. Junte os ovos, um a um, sem parar de bater. Acrescente a farinha de trigo e o fermento aos poucos. Por último, junte a polpa.
Coloque em forma de bolo inglês.

Cobertura :
Molhar o bolo com suco ou refrigerante de guaraná.
Aquecer barra de chocolate para cobertura e cobri-lo.



sábado, 15 de agosto de 2015

Alternativas para a propagação do Araçá-Boi



A espécie Eugenia stipitata, conhecida popularmente como araçá-boi, é uma arbórea nativa da Amazônia, que está sendo introduzida na agricultura moderna, devido ao potencial de comercialização de seus frutos. Embora sua propagação convencional não apresente grandes problemas, os métodos biotecnológicos de produção de mudas podem incrementar sua produção, em termos quantitativos e qualitativos. Trata-se de uma fruteira da familia Myrtaceae originada da Amazônia Peruana, usualmente cultivada no Brasil, Peru e Bolívia. A planta é um arbusto de três a cinco metros de altura e ramificação densa. O fruto é uma baga globosa, com casca fina, cor amarelo-canário quando maduro, e aveludada, pesando de 50 a 800 g, diâmetro longitudinal de 5 a 10 cm e transversal de 5 a 12 cm. A polpa é suculenta, amarelo-clara, pouco fibrosa, ácida, porém com sabor e aroma agradáveis. As sementes, em número de 6 a 12 por fruto, são oblongas, com 2,5 cm de comprimento. O período entre a fecundação e a maturação dos frutos é de cerca de 34 dias.
A acidez do fruto do araçá-boi limita seu consumo in natura, mas sua polpa apresenta grande potencial na agroindústria para a fabricação de suco concentrado, sorvete, doces e geléias. Produz mais de 23 t/ha com manejo adequado em solos pobres, com uma razão polpa/descarte de 63-85%. Seu sabor e aparência são atraentes para os mercados internacionais e conferem-lhe grande potencial para o processamento. Algumas características tendem a facilitar o desenvolvimento deste cultivo na Amazônia: a existência de tecnologia agronômica e de industrialização, a precocidade da produção, a alta produtividade de frutos e a alta proporção de polpa nos frutos, bem como a adaptação das plantas a solos ácidos e pobres.
A propagação é geralmente feita através de sementes, as quais são abundantes nos frutos. Estas têm seu máximo poder germinativo aos dez dias após extraídas de frutos completamente maduros. Dada a precocidade do araçá-boi para iniciar a produção, não se justifica sua propagação por enxerto em termos de ganho de tempo. Porém, quando se deseja a propagação clonal, a partir de ecotipos selecionados por sua produtividade, o enxerto pode ser de grande utilidade.
Atualmente, a biotecnologia tem sido utilizada para viabilizar a propagação de mudas de espécies vegetais em larga escala e em curto espaço de tempo, sendo importante para as culturas de ciclo relativamente longo. O melhoramento de espécies cujo potencial genético ainda não foi explorado pode ser viabilizado ou acelerado através da utilização de técnicas da cultura de tecidos vegetais. Além disso, a cultura de tecidos pode clonar variedades melhoradas, que possuam pouco material e necessitem ser propagadas rápida e massivamente, com a finalidade de produção de mudas. A manutenção da qualidade genética, através da clonagem de indivíduos selecionados e a precocidade da produção são algumas das possibilidades apresentadas pela cultura de tecidos vegetais. A seguir, são apresentadas algumas alternativas com potencial para a propagação in vitro do araçá-boi:
- Cultura de anteras: o cultivo de anteras é uma ferramenta importante no melhoramento, pois possibilita a obtenção de linhas homozigotas em curto espaço de tempo. A obtenção de plantas puras em gerações segregantes acelera o processo de obtenção de novos cultivares em vários anos. As plantas haplóides, possuidoras da metade do número de cromossomos característico da espécie, ficam livres dos problemas de dominância e recessividade.
- Proliferação de gemas axilares: este método de micropropagação envolve o isolamento de órgãos meristemáticos pré-formados e a quebra da dominância apical com a aplicação de citocinina no meio de cultura. O explante pode ser uma brotação, contendo uma ou mais gemas (regiões meristemáticas) ou a própria gema, individualizada. Trata-se de um método relativamente simples e é indicado para espécies lenhosas.
- Indução de gemas adventícias: gemas adventícias podem ser formadas diretamente, a partir de tecidos que apresentam potencial morfogenético (como câmbio vascular, base de pecíolo em dicotiledôneas, base de folhas e escamas em bulbos de monocotiledôneas), ou indiretamente, a partir de calos. Neste caso, as multiplicações sucessivas podem dar-se pela subdivisão do calo e manutenção de um sistema adventício, ou pela alteração do processo para a proliferação axilar.
- Embriogênese somática: também pode ser direta ou indireta. A maioria dos sistemas de embriogênese somática ocorre pela via indireta, onde calos embriogênicos são induzidos e mantidos ao longo da multiplicação. A grande vantagem deste método é que grandes quantidades de embriões podem ser formados com um mínimo de manipulação e espaço físico de laboratório. A desvantagem é a possibilidade de se introduzir no processo uma variabilidade genética indesejável.
As possibilidades aqui apresentadas são especulações. O estabelecimento de um sistema de propagação efetivo depende de estudos laboratoriais que validem este sistema. A Embrapa Rondônia está implantando um Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, onde serão estudadas perspectivas alternativas para a propagação de espécies nativas, visando à valorização da biodiversidade regional.





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Cultivo do Araçá-boi



Descrição da planta
O araçá-boi (Eugenia stipitata) é uma fruteira da Amazônia Ocidental, usualmente cultivada no Brasil, Perú e Bolívia. Este fruto pertence a família das Mirtaceas, que é a mesma da goiaba e jabuticaba. A planta é um arbusto com cerca de três metros de altura, com ramos desde o solo. O fruto tem cor amarelada quando maduro, contém em média 11 sementes e chega a pesar 450 gramas.
Aspectos nutricionais
Vitamina A 7.75 µg. Cinzas 0,30 µg.
Vitamina B 9.84 µg. Lipídios 0,20 µg.
Vitamina C 23.30 µg. Carboidratos 8,90 µg.
Proteína 0.60 µg. Energia 39,80 kcal


Recomendações agronômicas
Cresce bem em solos de baixa fertilidade, com pH aproximado de 4,0 a 4,5 e em regiões com chuvas desde 1.700 mm até 3.150 mm anuais, e temperatura média ao redor de 25ºC.
Para a produção de mudas podem ser utilizados viveiros rústicos, feitos com estacas de madeiras e cobertos de palha.
O leito da sementeira pode ser feito com serragem de madeira, se possível semi-curtida. A semeadura deve ser feita a 1,0 cm de profundidade, com 2,0 cm entre sementes e 4,0 cm entre linhas.
A germinação é demorada, iniciando após 3 meses da semeadura, podendo levar até 1 ano para ser concluída. Para abreviar este período, as sementes podem ser descascadas com muito cuidado, com o auxílio de uma lâmina de barbear (ou outra maneira de escarificar), o que reduz o tempo de germinação) para entre 30 a 180 dias. As plântulas podem ser repicadas quando tiverem cerca de 6 a 10 folhas (ou mais ou menos 10 cm de altura), para sacos plásticos e levadas ao viveiro. A irrigação deve ser diária e não excessiva.
O plantio definitivo deve ser feito com mudas selecionadas pelo vigor e sanidade. As covas devem ter dimensões de 40 x 40 x 40 cm, utilizando-se 10 kg de esterco de curral ou 3 kg de esterco de galinha já curtido. O espaçamento no campo deve ser de 4m x 4m, o que dará 625 plantas/hectare. Nos 2 primeiros anos não mais será necessário fazer-se adubação. Após este período, indica-se 10 litros de esterco/planta/ano.
Quanto ao aspecto fitossanitário, a espécie é muito rústica. Como praga verificou-se a ocorrência de moscas de frutas (Anastrepha spp.), atacando os frutos. O controle deste inseto pode ser feito com o uso de iscas coletoras de moscas e coleta de todos os frutos caídos. Aqueles atacados, que não foi possível utilizar, enterrar a um metro de profundidade. No caso de doenças foi constatada a Antracnose em frutos, causada por Puccinia psidii. Ambos os patógenos podem ser controlados com maior aeração das plantas e puverizadas com fungicidas à base de cobre.
Colheita
O araçá-boi começa a florar e frutificar normalmente após 2 anos do plantio no campo. Com a planta bem nutrida e adequado suprimento de água, floresce e frutifica continuamente o ano inteiro. Quando da máxima produção, devem ser feitas três colheitas por semana, apanhando os frutos ainda na planta, evitando os que caíram no chão, de modo a não depreciá-los.
Os frutos de araçá-boi quando maduros são muito delicados, amassando-se com facilidade e portanto, são difíceis de serem transportados por longas distâncias. De preferência, quando se dispõe de uma grande quantidade de frutos, recomenda-se que seja feito o beneficiamento da polpa e que esta seja comercializada congelada.
Usos e perspectivas
A polpa do fruto é mole e sucosa, de cheiro agradável e de sabor ácido, podendo ser usada para refresco, sorvete, creme e outros. O aroma se perde facilmente com o calor, assim as geléias não mantêm o aroma original da fruta. A espécie apresenta potencial para conquistar um lugar de destaque no mercado nacional e internacional, principalmente como refresco natural, podendo ainda ser comercializada como polpa congelada ou suco engarrafado.






ARAÇÁ (Psidium cattleianum Sabine)


ARAÇÁ

Nome Científico: Psidium cattleianum Sabine

Família Botânica: Myrtaceae

Características Gerais: Fruto do araçazeiro, o araçá tem o seu sabor lembrando um pouco o da goiaba, embora seja um pouco mais ácido e de perfume mais acentuado. É uma fruta pequena, arredondada, com sementes, cuja polpa varia de cor segundo a espécie, predominando o alaranjado e o amarelo-claro. É usado no preparo de sorvestes e refrescos e também de um doce muito parecido com a goiaba.
Existem vários tipos de araçá, sendo o mais comum o araçá-vermelho, o araçá-de-coroa, o araçá-de-praia, o araçá-do-campo, o araçá-do-mato, o araçá-pêra, o araçá-rosa e o araçá-pitanga.


  • Nome Científico: Psidium cattleyanum
  • Nomes Populares: Araçá, Araçá-amarelo, Araçá-comum, Araçá-da-praia, Araçá-de-comer, Araçá-de-coroa, Araçá-do-campo, Araçá-rosa, Araçá-vermelho
  • Família: Myrtaceae
  • Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Árvores,Árvores Frutíferas
  • Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical
  • Origem: América do Sul, Brasil
  • Altura: 1.2 a 1.8 metros, 1.8 a 2.4 metros, 2.4 a 3.0 metros, 3.0 a 3.6 metros, 3.6 a 4.7 metros, 4.7 a 6.0 metros, 6.0 a 9.0 metros
  • Luminosidade: Sol Pleno
  • Ciclo de Vida: Perene
O araçazeiro, cujo fruto é o araçá, é uma árvore ou arvoreta, de copa esparsa, muitas vezes com porte arbustivo, alcançando de 1 a 9 metros de altura. Ocorre naturalmente da Bahia ao Rio Grande do Sul, na Mata Altlântica. Seu tronco é tortuoso e apresenta casca lisa, escamosa, na cor cinza a marrom avermelhada, com ramos pubescentes quando jovens. As folhas são opostas, coriáceas, glabras, simples, inteiras, com forma elíptica a oblonga, e 5 a 10 cm de comprimento. As flores são solitárias, axilares e brancas, com longos estames. O período de florescimento é longo, estendendo-se de junho a dezembro.
A frutificação do araçazeiro também se estende por um longo tempo, ocorrendo durante a primavera e verão. Os frutos são do tipo baga, pequenos, globosos, de casca vermelha ou amarela, com polpa de cor creme a esbranquiçada, suculenta, doce e ácida, de sabor e aspecto semelhantes à goiaba, e com numerosas sementes. Os frutos, ricos em vitamina C, podem ser consumidos in natura ou na forma de sucos, sorvetes, doces, compotas, licores ou marmeladas. Eles também são muito apreciados pela fauna silvestre, que se encarrega de espalhar as sementes.
O araçazeiro é uma árvore ideal para pomares domésticos. Por ser de pequeno porte, não exige muito espaço para crescer e dar os frutos que toda família poderá apreciar. Também possui o poder de atrair uma infinidade de passarinhos silvestres, que vem degustar seus deliciosos frutos. Por este entre outros motivos, ele não deve faltar em programas de recuperação de áreas degradadas da mata atlântica.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. O araçazeiro aprecia o clima tropical, com o calor e a umidade, no entanto, é capaz de tolerar as geadas do clima subtropical. Apesar de preferir sol pleno, tolera sombreamento parcial. Como outras mirtáceas, o araçá é sensível à galhas e moscas-das-frutas. Multiplica-se por sementes.
Araçá-rosa, araçá-amarelo, araçá-vermelho, araçá-de-comer, araçá-comum, araçá-de-coroa, araçá-da-praia, araçá-do-campo, araçazeiro, araçaeiro ou simplesmente araçá é uma árvore da espécie Psidium cattleianum, da família Myrtaceae.
Está na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo, no Brasil
O tronco tortuoso tem casca lisa que descama em placas finas. As folhas são coriáceas e glabras, com até 10 cm de comprimento. As flores são axilares, solitárias, brancas. Floresce de junho a dezembro. Os frutos amadurecem de setembro a março.
Os frutos são bagas arredondadas, verdes ou amarelados (há variedades vermelhas), coroados pelo cálice persistente, de polpa suculenta esbranquiçada, semelhante a uma goiaba pequena e de sabor mais azedo.

É encontrada na Mata Atlântica, em especial na floresta ombrófila densa e de restinga (como, por exemplo, no município de Ilha Comprida, no litoral de São Paulo), mas também pode ocorrer em cerrados, matas de tabuleiro litorâneos e no Planalto Meridional.
Ocorre desde o Piauí até o Rio Grande do Sul.



TIPOS DE ARAÇA




ARAÇÁ BOI



Nome Popular: Araçá-boi
Nome Científico: Eugenia stipitata Mc Vaugh.
Família Botânica: Myrtaceae

Características Gerais: O Araçá-boi é uma fruteira arbustiva nativa da Amazônia que está sendo introduzida na agricultura moderna. Estudou-se sua fenologia na Amazônia Central, latossolo amarelo, atiço textura média, durante os primeiros 15 meses de produção. Quando juvenil, floresce continuamente, durante o ano, com 4 períodos de alta produção; como muitas fruteiras, produz mais flores que frutos (somente 25% das flores produzem frutos que chegam à maturação). A taxa de autipolinização natural é reduzida, sugerindo que a espécie é alógama. Os polinizadores são as abelhas. O tempo entre floração e maturação dos frutos é de aproximadamente 34 dias.

ARAÇÁ PÊRA



ARAÇÁ PÊRA




Nome Popular: Araçá-pêra
Nome Científico: Psidium acutangulum DC
Família Botânica: Myrtaceae

Características Gerais: O araçá-pêra é uma fruteira encontrada em forma silvestre ou cultivada na Amazônia. Seus frutos, em geral ácidos, normalmente são consumidos na forma de refresco. Neste trabalho, são apresentados e discutidos dados referentes ao desenvolvimento e fenologia dessa espécie. Para tanto, foram utilizadas sete plantas, escolhidas ao acaso, que não haviam sido adubadas, e outras sete que receberam 25; 50 e 60 kg/ha de N. P2 O5 e K2O, respectivamente. Observou-se que, após três anos de estabelecimento da planta no campo, a mesma diminui sua taxa de crescimento, tendo a adubação exercido grande influência no seu desenvolvimento. A floração ocorreu praticamente durante o ano todo, com menores emissões florais nos meses de janeiro, fevereiro e março.
A frutificação concentrou-se no segundo semestre de cada ano, com maiores produções nos meses de outubro, novembro e dezembro. Os parâmetros vegetativos, a floração e a frutificação foram favorecidos pela adubação das plantas. As abelhas foram os insetos mais freqüentes durante a floração.





O araçá-boi (Eugenia stipitata) é uma fruteira da Amazônia Ocidental, usualmente cultivada no Brasil, Perú e Bolívia. Este fruto pertence a família das Mirtaceas, que é a mesma da goiaba e jabuticaba. A planta é um arbusto com cerca de três metros de altura, com ramos desde o solo. O fruto tem cor amarelada quando maduro, contém em média 11 sementes e chega a pesar 450 gramas. 

Aspectos nutricionais
Vitamina A7.75 µg.Cinzas0,30 µg.
Vitamina B9.84 µg.Lipídios0,20 µg.
Vitamina C23.30 µg.Carboidratos8,90 µg.
Proteína0.60 µg.Energia39,80 kcal


Recomendações agronômicas
Cresce bem em solos de baixa fertilidade, com pH aproximado de 4,0 a 4,5 e em regiões com chuvas desde 1.700 mm até 3.150 mm anuais, e temperatura média ao redor de 25ºC.
Para a produção de mudas podem ser utilizados viveiros rústicos, feitos com estacas de madeiras e cobertos de palha.
O leito da sementeira pode ser feito com serragem de madeira, se possível semi-curtida. A semeadura deve ser feita a 1,0 cm de profundidade, com 2,0 cm entre sementes e 4,0 cm entre linhas.




A germinação é demorada, iniciando após 3 meses da semeadura, podendo levar até 1 ano para ser concluída. Para abreviar este período, as sementes podem ser descascadas com muito cuidado, com o auxílio de uma lâmina de barbear (ou outra maneira de escarificar), o que reduz o tempo de germinação) para entre 30 a 180 dias. As plântulas podem ser repicadas quando tiverem cerca de 6 a 10 folhas (ou mais ou menos 10 cm de altura), para sacos plásticos e levadas ao viveiro. A irrigação deve ser diária e não excessiva.
O plantio definitivo deve ser feito com mudas selecionadas pelo vigor e sanidade. As covas devem ter dimensões de 40 x 40 x 40 cm, utilizando-se 10 kg de esterco de curral ou 3 kg de esterco de galinha já curtido. O espaçamento no campo deve ser de 4m x 4m, o que dará 625 plantas/hectare. Nos 2 primeiros anos não mais será necessário fazer-se adubação. Após este período, indica-se 10 litros de esterco/planta/ano.
Quanto ao aspecto fitossanitário, a espécie é muito rústica. Como praga verificou-se a ocorrência de moscas de frutas (Anastrepha spp.), atacando os frutos. O controle deste inseto pode ser feito com o uso de iscas coletoras de moscas e coleta de todos os frutos caídos. Aqueles atacados, que não foi possível utilizar, enterrar a um metro de profundidade. No caso de doenças foi constatada a Antracnose em frutos, causada porPuccinia psidii. Ambos os patógenos podem ser controlados com maior aeração das plantas e puverizadas com fungicidas à base de cobre.




Colheita
O araçá-boi começa a florar e frutificar normalmente após 2 anos do plantio no campo. Com a planta bem nutrida e adequado suprimento de água, floresce e frutifica continuamente o ano inteiro. Quando da máxima produção, devem ser feitas três colheitas por semana, apanhando os frutos ainda na planta, evitando os que caíram no chão, de modo a não depreciá-los.
Os frutos de araçá-boi quando maduros são muito delicados, amassando-se com facilidade e portanto, são difíceis de serem transportados por longas distâncias. De preferência, quando se dispõe de uma grande quantidade de frutos, recomenda-se que seja feito o beneficiamento da polpa e que esta seja comercializada congelada.

Usos e perspectivas
A polpa do fruto é mole e sucosa, de cheiro agradável e de sabor ácido, podendo ser usada para refresco, sorvete, creme e outros. O aroma se perde facilmente com o calor, assim as geléias não mantêm o aroma original da fruta. A espécie apresenta potencial para conquistar um lugar de destaque no mercado nacional e internacional, principalmente como refresco natural, podendo ainda ser comercializada como polpa congelada ou suco 



COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO ARAÇÁ



COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO ARAÇÁ

RESUMO


O experimento foi conduzido em condições de campo, sendo os frutos colhidos em araçazeiros de seis anos, crescidos no pomar da EMBRAPA- Clima Temperado. O objetivo foi determinar a composição química, a eficiência de conversão da glicose em novos compostos e a estimativa da respiração de crescimento de araçá ao longo da ontogenia do fruto. Os teores de macronutrientes decresceram ao longo do desenvolvimento do fruto. Os conteúdos de amido, carboidratos solúveis totais, açúcares redutores, lipídeos e ácidos orgânicos aumentaram, enquanto os teores de proteína e os componentes da parede celular diminuíram com a idade do fruto de araçá, principalmente na fase de maturação. Os carboidratos foram os maiores componentes orgânicos, fazendo com que o custo da respiração do fruto fosse baixo. O araçá foi eficiente na conversão de glicose em outros compostos orgânicos. O coeficiente de respiração de crescimento decresceu com a idade do fruto. A taxa de respiração de crescimento incrementou até a metade do período de crescimento acelerado do fruto.
Termos para indexação: Araçá, coeficientes de respiração de crescimento e eficiência de conversão de açúcares. 


INTRODUÇÃO
Atualmente, na produção vegetal, deve ser considerada tanto a quantidade quanto a qualidade do alimento. O conhecimento da composição química dos alimentos é fundamental para a nutrição humana. O fruto de araçá possui alto teor de vitamina C, em geral 3 a 4 vezes maior do que os frutos cítricos (Raseira & Raseira, 1996). Por outro lado, a determinação dos componentes orgânicos e inorgânicos da biomassa de órgãos ou da planta inteira, ao longo do desenvolvimento, é de suma importância para o entendimento de processos metabólicos e nutricionais do próprio vegetal.
Os frutos de todas as cultivares de P. cattleyanum e P. guajava são climatéricos no seu comportamento respiratório (Akamine & Goo, 1979). Fisiologicamente, a respiração é o processo pelo qual compostos altamente energéticos (ATP) e redutores (NADH22) são utilizados essencialmente em síntese de novas substâncias. Desse modo, a respiração pode ser vista como acoplada à síntese de novos tecidos (respiração de crescimento) e à manutenção estrutural (respiração de Manutenção) por meio do "turnover" de ATP e NADH2, necessária para o crescimento vegetal.
A eficiência de conversão (YG) pode ser definida como a quantidade de constituintes químicos produzidos por unidade de substrato, podendo ser estimada a partir de dados sobre eficiência de crescimento, conteúdo bioquímico ou calor de combustão. Desse modo, quando não há custo para a respiração de crescimento, YG é máximo (YG = 1), quanto menor for YG mais alto é o custo da respiração de crescimento. O cálculo da massa do novo material que pode ser formado desde uma massa unitária de substrato com a utilização de oxigênio, minerais, produção de água e gás carbônico, foi denominado de "Bioquímica Quantitativa" por Penning de Vries et al. (1974).
Este trabalho teve como objetivo determinar a composição química, a eficiência de conversão da glicose em novos materiais e a estimativa da respiração acoplada ao crescimento do fruto de araçá ao longo de sua ontogenia. 

MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi conduzido em condições de campo, entre outubro de 1996 a março de 1997, sendo utilizadas plantas de Psidium cattleyanum Sabine, clone Amarelo Rio Grande, com seis anos de idade, crescida no pomar da EMBRAPA - Clima Temperado, localizado em Pelotas-RS. O clima da região é Cfa pela classificação de Köppen. A topografia do terreno é levemente ondulada, sendo o solo classificado como Podzólico Vermelho- Amarelo - distrófico textura argilosa, com baixa fertilidade. O solo recebeu três adubações: agosto/setembro: 100-120g de superfosfato triplo e 150-200g de sulfato de amônia ou nitrato de cálcio; novembro/dezembro: 100 - 150g de nitrato de cálcio e em março/abril: 100g de nitrato de cálcio ou sulfato de amônia por planta. As temperaturas máximas, mínimas e médias, a umidade relativa do ar, bem como a precipitação pluvial enquadraram-se dentro das normais da região. Não foi necessário suplementação de água por irrigação (Galho et al.,2000).
O delineamento experimental foi inteiramente ao acaso, sendo os tratamentos constituídos por nove coletas sucessivas de 40 frutos por araçazeiro, colhidos dez em cada quadrante (norte, sul, leste e oeste), em cinco árvores (repetições). As coletas foram realizadas a intervalos regulares de 14 dias, a partir de 10 dias após a antese (DAA), durante a ontogenia dos frutos (Galho et al.,2000).
A massa fresca dos frutos foi determinada gravimetricamente. Posteriormente, a massa seca foi obtida em estufa de ventilação forçada, à temperatura de 75 +/- 2 ºC, até massa constante. A massa seca dos frutos, em cada época de colheita, foi moída em moinho tipo Willey, com peneira de 20 mesh acondicionada em vidros para posterior análise.
As determinações químicas foram efetuadas em cinco amostras por araçazeiro , perfazendo 25 análises para cada coleta, totalizando 225 quantificações por substância nas nove coletas. Para a determinação do nitrogênio, amostras foram submetidas à digestão sulfúrica (Lindner, 1944) e dosado pelo método de Nessler (Umbreit et al., 1972), e para as de fósforo, potássio, cálcio e magnésio, as amostras foram submetidas à digestão nitroperclórica, de acordo com Johnson & Ulrich (1959) e Jorgensen (1977). O teor de fósforo foi determinado colorimetricamente pela redução do complexo fosfomolíbdico, conforme o método proposto por Braga & Defelipo (1974); o de potássio, por fotometria de emissão de chama, e os de cálcio e magnésio, por espectrofotometria de absorção atômica recomendada pela AOAC (1975).

Os carboidratos solúveis totais foram determinados em cinco amostras de 200 mg de frutos por repetição, pelo método da antrona (Clegg, 1956). Do resíduo dos centrifugados, após a extração dos açúcares, foi determinado o amido pelo método de McCready et al. (1950). Os lipídios foram determinados em amostras de 3,0 g de frutos, colocada em papel-filtro, embrulhada em forma de cartucho e extraída num Sohxlet, com éter de petróleo, por seis horas (Instituto Adolfo Lutz, 1985). A proteína bruta total foi calculada multiplicando o teor de nitrogênio total por 6,25. Os componentes da parede celular (celulose, hemicelulose, lignina e sílica mais cinzas) foram determinados pelo método de Van Söest (1963, 1965 e 1967). Enquanto a determinação dos ácidos orgânicos, expressos em porcentagem de ácido oxaloacético (AOA), foi realizada em amostras de 1,0 g de matéria seca dos frutos em 100 mL de água e, após agitação e repouso por duas horas, foram filtrados e efetuadas titulações sob agitação com solução de NaOH a 0,1 N, até pH 8,0. Os cálculos foram efetuados pela equação: AOA% = (Vb. N. 66. 0,1)/ Va, sendo Va e Vb os volumes da amostra e da base (mL), N a normalidade da base (ef. g. L-1), 66 o equivalente grama do AOA e 0,1 fator de conversão correspondente a: 100 x 1mL /1000 mL) (Pruthi, 1938).
Tomando por base a bioquímica quantitativa de Penning de Vries (1975a, b), Penning de Vries et al. (1974) e Penning de Vries & Van Laar (1982), foi estimada a quantidade, em gramas de glicose (Gs) necessária para a formação de um grama de material vegetal, com o emprego da equação:
Gs = (1,25 CH + 1,67 PR + 2,85 EE + 1,10 AO + 2,08 LG + 0,93 AN)
sendo CH os carboidratos, PR as proteínas, EE o extrato etéreo, AO os ácidos orgânicos, LG a lignina e AN os ácidos nucléicos. Para estes cálculos, as quantidades de todos os componentes da biomassa foram expressos em g g-1 de matéria seca.
A quantidade total de glicose (GST) por fruto foi obtida por: GST = Gs .Wf , sendo GS a quantidade total de glicose utilizada para a formação do fruto (g fruto-1) e Wf a matéria seca do fruto (g fruto-1).
A eficiência global de conversão do processo construtivo de respiração (YG) foi calculada por YG = GS-1 . O substrato respiratório de crescimento (SRG), em termos de glicose respirada (g de glicose g-1 MS), foi estimado pela fórmula:
SRG = (0,25 CH + 0,67 PR + 1,85 EE + 0,10 AO + 1,08 LG - 0,O7AN).
A taxa de substrato respiratório de crescimento (S’RG) foi obtida: S’RG = SRG dW / dt , multiplicando o substrato respiratório de crescimento (SRG) pela taxa de crescimento do fruto. O coeficiente de respiração de crescimento (GR), expresso pela quantidade CO2 liberado, foi calculado pela equação: GR = 264 SRG /180, pois 1 mol de glicose (180g) libera 6 moles de CO2 (264g).
A taxa de respiração de crescimento (TRG), expressa pela quantidade de CO2 liberado por fruto por dia, foi estimada por: TRG = GR dW / dt. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os teores dos macronutrientes (cálcio, fósforo, potássio, magnésio e nitrogênio) dos frutos decresceram ao longo da ontogenia do fruto de araçá (Figura 1 – Ver figura em arquivos relacionados mais abaixo). Na fase inicial de crescimento do fruto, primeiros 38 DAA, ocorreu acúmulo maior de todos os elementos minerais determinados, seguido de uma queda nos teores durante a fase de crescimento acelerada do fruto (38 a 80 DAA); posteriormente, houve redução nos teores dos constituintes minerais na fase de maturação do fruto, em virtude, provavelmente, do efeito de diluição durante o ciclo de desenvolvimento do araçá. Dentre os macronutrientes, verificou-se maior teor do elemento nitrogênio, seguido de potássio, cálcio, magnésio e fósforo (Figura 1 – Ver figura em arquivos relacionados mais abaixo).
O teor de proteína decresceu com a idade do fruto (Tabela 1 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo), e esta tendência pode ser atribuída ao fato de que tecidos jovens, normalmente, possuem maiores proporções de protoplasma, em relação à matéria seca. O conteúdo protéico foi relativamente alto (93 mg g-1) na fase inicial do crescimento do fruto (primeiros 24 DAA), e após esse período houve diminuição nesse teor, permanecendo praticamente constante na fase de crescimento acelerado (38 aos 80 DAA), ocorrendo a seguir uma queda até a colheita final (39,8 mg g-1), fase de maturação do fruto. Enquanto o fruto de goiaba tem uma composição protéica média no fruto maduro de 1,06% (Wilson, 1980), variando numa faixa compreendida entre 0,8 a 1,5% de proteína crua (Rathore, 1976), foi encontrado no fruto de araçá 2,5 vezes mais de proteína crua.
O teor de lipídios do fruto de araçá é muito pequeno nos primeiros 80 DAA (Tabela 1 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo), fase inicial e fase acelerada do crescimento do fruto, aumentando expressivamente o acúmulo na fase de maturação (após 94 DAA). Os frutos de araçá na colheita final mostraram um conteúdo de gordura dentro da faixa de 0,4 a 0,7% apresentada por Rathore (1976) e semelhante a 0,36% para frutos de goiaba (WiIson, 1980).
O teor de amido em frutos de araçá aumentou levemente durante as fases inicial e de crescimento acelerado (de 10 aos 80 DAA), incrementando fortemente o acúmulo de amido na fase de maturação do fruto (de 94 aos 122 DAA) (Tabela 1 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo). Por outro lado, os teores de carboidratos solúveis totais em frutos de araçá (Tabela 1 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo) praticamente se mantiveram constantes na fase inicial de crescimento até os 52 DAA. Na fase de crescimento acelerado, o conteúdo de carboidratos solúveis totais aumentou em 2,26 vezes e duas vezes mais na fase de maturação do araçá. Da mesma forma, os teores de açúcares redutores em frutos de araçá (Tabela 1 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo) tiveram um comportamento semelhante aos dos carboidratos solúveis totais, aumentando paulatinamente até os 66 DAA e acelerando o acúmulo de açúcares redutores a partir de 80 DAA até a maturação final do fruto. Comparando os teores de açúcares redutores e carboidratos solúveis totais determinados em frutos de araçá com os encontrados em frutos de goiaba por WiIson (1980) e Paiva et al. (1997), constata-se que os araçás possuem menor teor de açúcares do que as goiabas.
Os componentes da parede celular ao longo da ontogenia do fruto de araçá são mostrados na Tabela 1 (Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo. O teor de celulose aumentou até os 52 DAA, mantendo-se constante de 52 a 80 DAA, reduzindo o seu conteúdo ao valor inicial e permanecendo constante durante a fase de maturação (de 94 a 122 DAA). A hemicelulose aumentou até os 24 DAA, mostrando uma queda gradativa até a fase final de maturação, sendo que o seu conteúdo foi reduzido à metade do valor inicial. O conteúdo de lignina caiu gradativamente da fase inicial de crescimento do fruto à colheita final, onde atingiu 25% do teor inicial. O teor de cinzas cresceu gradativamente até a fase final do crescimento acelerado, daí decrescendo e mantendo-se constante na fase de maturação do fruto (de 94 a 122 DAA).


O teor de ácidos orgânicos (AO) aumentou lentamente nas fases iniciais de crescimento do fruto de araçá, ficando praticamente constante até os 52 DAA. Posteriormente, houve aceleração no acúmulo de ácidos orgânicos, atingindo o máximo de 12,95 mg g-1 aos 94 DAA, fase de crescimento acelerado do fruto. Na fase de maturação do araçá, o conteúdo de ácidos orgânicos diminuiu até atingir o valor de 9,53 mg g-1 na colheita final (Tabelas 1 e 2 – Ver tabelas em arquivos relacionados mais abaixo). Comparando o teor de ácidos orgânicos determinados em frutos de araçá com acidez da goiaba, fruto caracterizado como moderadamente ácido (Czyhrinciw, 1969), denota-se que os frutos de Psidium cattleyanum clone Amarelo Rio Grande são mais ácidos do que os de várias cultivares de Psidium guajava (Wilson, 1980; Pinheiro et al., 1984; Nascimento et al., 1991; Paiva et al., 1997)
Os açúcares solúveis totais (AST) mantiveram-se praticamente constantes até os 52 DAA, incrementando acentuadamente o seu teor até a colheita final (Tabelas 1 e 2 – Ver tabelas em arquivos relacionados mais abaixo). A razão AST/AO (Tabela 2 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo) ficou em um nível praticamente sem oscilação até 66 DAA, metade da fase de crescimento acelerado, baixando o valor na fase subseqüente de crescimento acelerado do fruto (de 80 a 94 DAA), voltando a aumentar na fase de maturação. Em goiaba, a razão açúcares/ácidos orgânicos é de 10,1 (Wilson, 1980). A razão açúcares/ácidos orgânicos, em goiaba, varia de 4 a 25, e a relação Brix/ácido, de 5 a 53, sendo muito variáveis (Ogata et al., 1972). A razão AST/AO determinada na maturação do fruto de araçá foi de 9,09 (108 DAA) e 11,09 (122 DAA), sendo similar à encontrada em frutos de goiaba por Wilson (1980).
Em termos absolutos, a quantidade de glicose para a produção da biomassa total do fruto (GST) aumentou durante o ciclo de desenvolvimento do araçá (Tabela 3 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo). Enquanto a quantidade de glicose utilizada para formar um grama de novo material (GS) foi mais alta na fase inicial do crescimento do araçá, usando de 1,34 e 1,30 g glicose g-1 MS, alcançados aos 10 e 24 DAA, nessa fase, o fruto apresentou teor protéico maior, justificando um gasto mais elevado. Durante a fase de crescimento acelerado (de 38 a 80 DAA), GS foi praticamente constante, com valores em torno de 1,22 g glicose g-1 MS. Houve incremento em GS (1,32 g glicose g-1 MS) aos 94 DAA, devido ao aumento no teor protéico, provavelmente ocasionado pelo crescimento das sementes, voltando ao patamar de 1,21 g de glicose g-1 MS, na fase final de maturação do fruto. Como a composição química do fruto mostrou que o araçá contém grande quantidade de carboidratos em relação a outros materiais orgânicos, em média, foi necessário 1,25 g de glicose consumida por g de massa seca produzida ao longo do ciclo de desenvolvimento do araçá.
A eficiência global de conversão do processo construtivo de respiração (YG) mostrou que o araçá é um fruto eficiente na conversão de glicose em outros compostos orgânicos, pois, ao longo do seu desenvolvimento, teve um YG médio de 0,80 (Tabela 3 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo). Na fase inicial de crescimento, onde o fruto era mais rico em proteína, o custo de conversão foi mais elevado, ou seja, 0,75 a 0,76 g g-1 . Na fase acelerada de crescimento (de 38 a 80 DAA), YG foi constante com valor de 0,82 g g-1. A eficiência de conversão caiu para 0,76 g g-1 (94 DAA), possivelmente em virtude da elevação no teor protéico, voltando ao valor de 0,83 g g-1 nos estádios finais do crescimento do fruto.
O substrato respiratório de crescimento (SRG) foi de 0,36 g glicose g-1 MS na fase inicial do crescimento do fruto e manteve-se praticamente constante (0,28 g glicose g-1 MS) nos estádios subseqüentes de crescimento do fruto, com valor médio de 0,30 g glicose g-1 MS para todo o ciclo de desenvolvimento do araçá (Tabela 3 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo). No entanto, a taxa de substrato respiratório de crescimento dos frutos (S’RG) aumentou durante as fases iniciais do crescimento até aproximadamente a metade da fase de crescimento acelerado, atingindo o valor máximo de 183 mg glicose g-1 MS dia-1, aos 66 DAA, decaindo gradativamente até a maturação final.
O coeficiente de respiração de crescimento dos frutos (GR) foi alto inicialmente (0,53 g CO2 g-1 MS), dos 10 aos 24 DAA, decrescendo e tornando-se praticamente constante da fase de crescimento acelerado até a maturação final do fruto (Tabela 3 – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo), com um GR médio de 0,44 g CO2 g-1 MS.
A taxa de respiração de crescimento dos frutos (TRG) foi estimada a partir da composição química do fruto ao longo do seu desenvolvimento (Figura 2 – Ver figura em arquivos relacionados mais abaixo). TRG aumentou da fase inicial de crescimento até a metade da fase de crescimento acelerado, alcançando o valor máximo de 256 mg CO2 fruto-1 dia-1 (75 DAA), decrescendo gradativamente até a completa maturação do fruto. A média de TRG foi de 194 mg CO2 fruto-1 dia-1 para o completo ciclo de desenvolvimento do araçá. 

CONCLUSÕES
1 - Os teores dos macronutrientes (cálcio, fósforo, potássio, magnésio e nitrogênio) dos frutos decrescem ao longo do desenvolvimento dos frutos de araçá, sendo o nitrogênio o de maior valor.
2 - O conteúdo protéico decresce ao longo da ontogenia do fruto de araçá, e o teor de lipídios aumenta na fase de maturação do fruto.
3 - Os conteúdos de amido, carboidratos solúveis totais, açúcares redutores, lipídeos e ácidos orgânicos aumentam, enquanto os teores de proteína e os componentes da parede celular diminuem ao longo da ontogenia do fruto de araçá, principalmente na fase de maturação.
4 - Os carboidratos são os maiores componentes orgânicos do araçá, fazendo com que o custo da respiração de crescimento dos frutos seja baixo. O fruto de araçá é eficiente na conversão de glicose em outros compostos orgânicos.
5 - O coeficiente de respiração de crescimento decresce com a idade do fruto de araçá. A taxa de respiração de crescimento incrementa até a metade do período de crescimento acelerado do fruto.