google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 FRUTAS BRASIL: julho 2015

terça-feira, 28 de julho de 2015

Colheita e pós-colheita da Ameixa



Colheita e pós-colheita

Maturação da ameixa


Durante a maturação da ameixa acontecem mudanças de cor, sabor, aroma e textura. Estas mudanças proporcionam as condições organolépticas ótimas, que asseguram a qualidade comestível do fruto. 

As principais alterações que ocorrem no fruto durante a maturação são: produção de etileno e outros voláteis; mudanças na cor, na taxa respiratória, na permeabilidade dos tecidos e na textura; e transformações químicas que atingem os carboidratos, ácidos orgânicos, proteínas, compostos fenólicos, pigmentos e pectinas, entre outras. É durante a fase de amadurecimento que os sabores e odores específicos, junto com o aumento de doçura e diminuição da acidez, tornam-se mais acentuados. É nesse período que ocorre o amaciamento do fruto em conjunto com mudanças de coloração. A ameixa é um fruto climatérico, durante o processo de amadurecimento apresenta um pico de produção de etileno, acompanhado pelo aumento da taxa respiratória. O etileno é um hormônio sintetizado naturalmente pelo fruto à medida que amadurece. Devido a essas características, a ameixa pode amadurecer após ter sido retirada da planta-mãe.




A determinação do ponto ótimo de colheita é um trabalho de extrema importância. Isto permite assegurar uma boa conservação, adequada resistência ao transporte e a manutenção das condições necessárias para que a fruta chegue até o consumidor com qualidade. 

Os índices de maturação servem para determinar o momento adequado de colher o fruto. 

A determinação do ponto de colheita em ameixas está baseado em métodos físicos, químicos, fisiológicos ou combinações entre eles, os quais permitem monitorar o avanço da maturação. Os mais usados em ameixas são:
Cor
Na epiderme ou casca da ameixa podemos distinguir a cor de superfície (vermelho, amarelo, rosa, preto e azul escuro segundo a variedade) e a cor de fundo (verde). Com o avanço da maturação a cor de fundo verde fica mascarada pela cor de superfície. Esta mudança de cor de fundo está associada à maturação em muitas espécies de frutas, entretanto em ameixas pode não refletir uma mudança de maturação. O seja, algumas variedades de ameixas podem apresentar a cor definitiva (ex. vermelho) sem estar totalmente maduras. Com a maturação também ocorrem mudanças na cor da polpa.
Firmeza da polpa
À medida que a ameixa amadurece, a firmeza da polpa diminui, tornando a fruta mais tenra e macia, o que é um indicativo da maturação. A variação da firmeza pode ser determinada com um instrumento chamado penetrômetro usando a ponteira de 5/16". Em ameixas, os valores de firmeza na colheita podem variar entre 6 lb (máximo) e 14 lb (mínimo), dependendo da variedade e do local de produção.
Sólidos solúveis
Com o avanço da maturação o teor de sólidos solúveis totais aumenta. Os açucares representam a maior parte dos sólidos solúveis totais. Podem variar de 12-15°brix, dependendo da variedade e local de produção.
Acidez total titulável

A acidez que diminui com o avanço da maturação, em conjunto com os sólidos solúveis são responsáveis em grande parte pelo sabor das ameixas. 

É importante considerar que cada um destes índices de forma isolada pode ser afetado pelos tratos culturais no pomar, clima, solo, irrigação etc. Para diminuir essa variabilidade, nos testes de maturação, sempre devem ser considerados os três índices de forma conjunta. Em ameixas, a cor de superfície, firmeza da polpa e teor de sólidos solúveis são os índices mais importantes.



A colheita é uma operação muito importante e delicada. Os dois aspectos mais importantes na colheita são realizar a colheita de forma cuidadosa e colher a fruta com a maturação adequada. Para cumprir estes objetivos, é necessária uma adequada coordenação entre os recursos humanos disponíveis, a maturação da fruta, as condições ambientais, os recursos técnicos e equipamentos.

A experiência local do agricultor é muito importante na forma de realizar a colheita. Como nem todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, a colheita é realizada em várias passadas, podendo ser de 2-3 com intervalo mais longo ou 4-5 com intervalo menor, em função da variedade e do mercado. 

Quinze dias antes da colheita devem ser selecionadas cinco árvores por setor e cultivar, identificando-se as plantas. Devem ser tomadas amostras de frutos, cada 2 o 3 dias, para determinar o ponto de colheita e verificar a evolução da maturação do pomar. Devem ser colhidos em torno de 4 frutos por cada árvore, variedade e setor, de cada ponto cardeal (N,S,L,O) da planta. Tanto as plantas quanto as frutas não devem apresentar problemas de doenças, pragas ou nutrição e devem representar o setor do pomar a que pertencem. 

É importante que a colheita seja uma operação muito bem programada com os chefes de equipe ou responsáveis pela colheita no campo. Deve ser enfatizado o manejo cuidadoso da fruta na colheita, evitando golpes, batidas e feridas que poderão resultar em perdas do produto por podridões.


Manejo Pós-Colheita
Seleção e Classificação


Logo após a colheita, as frutas devem ser selecionadas e classificadas. Chama-se seleção e classificação ao ato de separar as frutas segundo a sanidade, forma, coloração e tamanho. Este processo pode-se iniciar na colheita, quando devem ser separadas ou descartadas as frutas muito verdes, manchadas, podres ou muito pequenas, na chamada colheita seletiva. Entretanto é no galpão de classificação donde esta operação é realizada de forma adequada, sendo as ameixas classificadas em função das normas vigentes no mercado ao qual se destinam. 

Para o mercado interno, o Ministério da Agricultura ainda não tem estabelecido um padrão oficial para a ameixa. Para o mercado externo, as exigências do comprador e do país ao qual se destinam devem ser consideradas.


Embalagem

A Instrução Normativa ConjuntaSarc/Anvisa/Inmetro nº 009, de 12 de Dezembro de 2002, determina os requisitos que as embalagens devem preencher para o acondicionamento de produtos hortofrutícolas in natura para comercialização: as embalagens devem permitir o empilhamento preferencialmente em paletes, tendo como referência a medida de 1,00 m x 1,20 m; podem ser retornáveis ou descartáveis; estar de acordo com normas higiênico-sanitárias e conter informações obrigatórias de marcação e rotulagem, referentes às indicações quantitativas e qualitativas e outras; devem estar de acordo com as legislações específicas estabelecidas pelos órgãos oficiais envolvidos.
Resfriamento rápido ou pré-resfriamento

O resfriamento rápido é o procedimento utilizado para remover o calor de campo logo após a colheita dos frutos, fazendo com que a fruta atinja logo a temperatura definitiva de armazenamento. É muito importante que o calor de campo seja retirado o mais rapidamente possível. O tempo entre a colheita e o resfriamento não deve ser superior a 12 horas. 

Métodos de resfriamento rápido utilizados em ameixas:

  • Resfriamento com água gelada: consiste em resfriar os frutos com água fria, entre 0,5 e 1°C, seja mediante imersão, duchas ou túneis com duchas. É um sistema de resfriamento muito rápido, sendo que a temperatura da fruta pode baixar de 25-30°C para 2°C em 20-30 minutos. O fator limitante é seu custo.
  • Resfriamento em câmaras: as ameixas são resfriadas na mesma câmara frigorífica, onde o ar circula à temperatura de 0°C. É um sistema lento, pois a temperatura de polpa da fruta pode demorar 48 a 72 horas para baixar de 25-30°C para 3 a 4°C. Sua vantagem é que a movimentação do produto é mínima e o custo é baixo pois as câmaras posteriormente são utilizadas para estocagem definitiva dos frutos.
  • Resfriamento por ar forçado: consiste produzir diferenças de pressões, que originam uma corrente de ar que circula através das caixas de pallets. A velocidade do ar e o empilhamento são aspectos críticos neste sistema. O sistema mais simples consiste em fazer 2 fileiras de caixas ou pallets de determinada altura, deixando um espaço livre entre elas, cobertas por uma lona para formar um túnel. Em um extremo se coloca um exaustor que retira o ar quente do interior do túnel, provocando uma diferença de pressão. O ar frio que é obrigado a passar em alta velocidade entre as frutas provoca seu resfriamento. Neste sistema é possível baixar a temperatura da fruta de 25-30°C para 3 a 4°C em 2 a 6 horas. Sua vantagem é ter um menor custo que o resfriamento com água gelada ou fria.
Armazenamento refrigerado


O principal objetivo do armazenamento refrigerado em ameixas é estender sua vida útil ampliando seu período de comercialização. A ameixa deve ser armazenada com temperatura de polpa entre -0,5 e 0°C. Variações de temperatura de 0,5 a 1°C abaixo do nível mínimo devem ser evitadas pois aumentam os riscos de congelamento, que provocam danos nos frutos. Temperaturas mais elevadas que o máximo recomendado proporcionam a rápida aceleração do processo de maturação, diminuindo o período de conservação. Isso implica na necessidade de um correto controle da temperatura, principalmente da polpa do fruto. A faixa de temperatura entre 2 e 5°C deve ser evitada, pois nessa faixa aumentam os problemas fisiológicos como escurecimento interno e desintegração gelatinosa ou vitrescente. 

A umidade relativa do ar deve estar entre 90-95%, pois abaixo dessa faixa aumenta a desidratação (murchamento) do fruto e se for mais alta, aumentam as podridões. Os psicrômetros registram a umidade relativa de forma mais precisa que os higrômetros. O dimensionamento adequado da superfície de evaporação nas câmaras, que resulta em um ?t pequeno, possibilita manter alta a umidade relativa. 

A circulação do ar deve ser adequada. Velocidades muito altas ocasionam o murchamento do produto e muito baixas não removem rapidamente o calor do fruto provocando falhas no resfriamento. 
Nestas condições de armazenamento as ameixas se conservam entre 2 a 6 semanas dependendo da variedade e condições de produção.

Armazenamento em atmosfera controlada e modificada

É um sistema de armazenamento no qual se modifica a concentração atmosférica sendo utilizado como complemento ao sistema refrigerado convencional. Com isto se pretende prolongar a vida útil do fruto por períodos maiores que os obtidos na refrigeração convencional. 

Na atmosfera controlada existe um controle preciso do O2 e/ou CO2 enquanto que na atmosfera modificada não existe um controle preciso desses gases. 

Em pêssegos e nectarinas são recomendadas concentrações de 1, 5-2% de O2 e 2,5-5% de CO2 a temperaturas de 0,6 a 2°C dependendo da variedade. Concentrações maiores podem ser utilizadas em tratamentos de pré-armazenamento, aplicando doses de 5%, 10% ou 15% de CO2 por curtos períodos para diminuir problemas fisiológicos.


Transporte


O transporte das ameixas pode ser realizado por via terrestre, aérea e marítima, ou combinações entre elas, em função da distância do mercado e preços. 

Existem requerimentos comuns e limitações, por isso é fundamental conhecer os fundamentos técnicos para otimizar o manejo da fruta. 

O transporte refrigerado tem como objetivo prolongar a vida útil do fruto em trânsito, reduzindo o metabolismo e retardando sua deterioração, mediante o uso da baixa temperatura. O sistema de refrigeração do veículo de transporte deve ser capaz de remover o calor residual do interior do veículo, calor exterior (chão, teto, portas), infiltração de calor exterior (deficiente vedação de portas), excesso de calor do produto no momento de ser transportado, calor de respiração do produto. 
A circulação uniforme do ar entre as caixas de frutas é importante para assegurar a uniformidade da temperatura. No método convencional de circulação do ar, este é liberado pela parte superior (usado principalmente em caminhões), ao passo que a liberação de ar pelo chão é usado em "containers" ou navios. 
A composição da atmosfera, principalmente oxigênio, dióxido de carbono, etileno, é outro fator importante pois ela muda com a respiração do fruto no transporte, especialmente no transporte de longa duração (marítimo). Os navios modernos tem sistemas eficientes de renovação de ar para evitar este problema. 
A maior parte das ameixas produzidas no Brasil é transportada por via terrestre, em muitos casos sem refrigeração, o transporte refrigerado ou caminhões com lona térmica está sendo usado por produtores com frutas de melhor qualidade ou por importadores de frutas de outros países. 
O transporte marítimo é indicado para o transporte do fruto a mercados distantes. Podem ser usados navios de linhas comerciais, percorrem um itinerário pré-estabelecido por vários portos ou navios charter (alugados) que levam a fruta diretamente até o porto de destino. A carga paletizada pode ir diretamente ao porão do navio ou em "containers" ou contenedores de 20 ou 40 pés capacidade. Não ha experiência deste tipo de transporte para ameixas no Brasil. 
O transporte aéreo é utilizado para o transporte a longas distâncias de produtos de alto valor. O produto pode ir paletizado no compartimento de carga da aeronave, ou em contenedores. Seu alto custo, problemas logísticos e técnicos são algumas das dificuldades deste sistema de transporte no Brasil.


Fisiopatias: Injúrias causadas por baixas temperaturas

A incidência de fisiopatias limita a conservação pós colheita de algumas cultivares de ameixas. As mais importantes são:
  1. Desintegração ou Escurecimento Interno: é uma alteração fisiológica de pós colheita que afeta muitas variedades de ameixas. O dano se manifesta como uma coloração marrom escura a preta da polpa (mesocarpo), às vezes até nas proximidades do caroço. Se apresenta após um determinado período de armazenamento refrigerado, estando associado a injúrias produzidas pelas baixas temperaturas, manifestando-se de forma mais severa na faixa de temperatura entre 2 a 5°C, e em menor grau a 0°C ou acima de 5°C. O problema se apresenta durante o armazenamento refrigerado, mas se agrava ao ficar a fruta a temperatura ambiente. A susceptibilidade varietal à desintegração interna condiciona a conservação de algumas variedades de ameixa.
  2. Desintegração vitrescente ou gelatinosa: é uma fisiopatia caracterizada pela desintegração transparente e gelatinosa da região entre o caroço até a metade do mesocarpo, afetando negativamente a qualidade e conservação das ameixas. As ameixas afetadas apresentam uma perda de suco, similar á lanosidade dos pêssegos. O estado de maturação avançado e o sistema de armazenamento em frio promovem este problema, ao alterar a integridade das membranas celulares. Pode-se apresentar de forma conjunta com o escurecimento interno, sendo às vezes mascarado por este.

Como ambos tipos de problemas são internos, o fruto pode ter uma boa apresentação, sem sintomas externos e ter uma má qualidade comestível. 

As alternativas de controle não são totalmente satisfatórias, provavelmente pelos numerosos fatores envolvidos como à variedade, condições climáticas durante o crescimento e maturação na planta. Entre os métodos de controle estão o acondicionamento de frutos a altas temperaturas, o aquecimento intermitente, o uso de temperaturas variadas, atmosfera controlada durante o armazenamento e tratamentos com altas doses de CO2 antes do armazenamento definitivo.

Ambos problemas afetam a parte interna do fruto, pelo que este pode parecer atrativo, sem danos externos mas pode ter uma pobre qualidade interna.



CULTURA DA AMEIXEIRA (resumo)



A ameixa Prunus salicina Lindl. é comumente referida como japonesa, lembrando a sua origem. Frutífera arbórea de clima temperado, de folhas caducas, da família Rosaceae, requer o uso de variedades pouco exigentes de frio, especialmente selecionadas às condições climáticas locais. Em São Paulo e nas regiões de ecologia similar dos Estados vizinhos, é uma das frutíferas de maior difusão nos últimos anos, graças, principalmente, ao plantio de variedades selecionadas no Instituto Agronômico. A produção de ameixas destina-se, na quase totalidade, ao consumo in natura, no mercado interno, porém com boas perspectivas de exportação. Os frutos prestam-se também ao aproveitamento industrial, em forma de passas, geléias, licores e destilados.

Mudas e épocas de plantio: utilizar mudas enxertadas sobre porta-enxertos de pessegueiro cv. Okinawa, resistente aos nematóides de galhas. Existem dois tipos de mudas: as mudas de raízes nuas, cujo plantio deve ser realizado em julho e agosto e as mudas em recipientes, cujo plantio dever ser realizado em qualquer época, de preferência na estação das águas.

Espaçamento e densidade de plantio: o espaçamento mais utilizado é o de 6 x 4m ou 5 x 3m. Geralmente, essas plantas são conduzidas em forma de vaso. No caso do primeiro caso, são requeridas cerca de 416 mudas por hectare. Já no adensado, segundo caso, são requeridas cerca de 666 mudas.

Correção do solo e adubações 

Calagem: de acordo com a análise de solo, aplicar o calcário para elevar a saturação por bases a 70%, distribuindo corretivo por todo o terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o mediante aração e/ou gradagem.

Adubação de plantio: aplicar, por cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, bem curtidos, 1 kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir de brotação das mudas, ao redor da planta, aplicar 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

Adubação de formação: no pomar convencional, de acordo com a análise de solo, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e k2O, por ano de idade, sendo o N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Adubação de produção: no pomar adulto convencional, a partir do 5º ano, dependendo da análise de solo e da produtividade, aplicar anualmente, 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtidos, e 100 a 200 kg/ha de N, 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 30 a 150 kg/ha de K2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo. Aplicar o nitrogênio em quatro parcelas, em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.
Obs.: Em todas as fases, a adubação foliar e/ou fertirrigação com micronutrientes são essenciais para o bom crescimento e desenvolvimento das mudas. A mesma deve ser realizada com base na análise foliar.

Manejo cultural
Para uma boa formação do pomar, é imprescindível a realização de podas nas plantas de acordo com cada estágio da planta. Desta forma, temos basicamente três tipos de podas:

Poda de Formação: realizada nos dois primeiros anos e vai depender do sistema de condução. O sistema mais utilizado é na forma de vaso ou taça aberta, a poda deve ser direcionada de forma a deixar quatro a seis ramos dispostos lateralmente ao redor da planta.

Poda de Produção: realizada de maio a junho, consiste na retirada de ramos quebrados, doentes, secos ou mal localizados. Em seguida, faz-se um desponte de, aproximadamente, um terço no surto de crescimento do ramo do ano e o desponte dos ramos de frutificação. Essa poda depende também da capacidade de frutificação efetiva que é peculiar de cada variedade e local. De forma geral, a ameixa não requer podas muito severas.

Poda de Limpeza: realizada durante todo o segundo semestre do ano visando à retirada do excesso de brotação e ramos mal localizados.

Irrigação: Indispensável nas estiagens. Pode ser realizada por gotejamento ou através de microaspersão 

Controle de pragas e doenças: no inverno – deverá ser realizada com a aplicação de calda sulfocálcica concentrada. na vegetação e frutificação – as pragas devem ser monitoradas e controladas com armadilhas e, em casos de necessidade aplicação de inseticidas. Já as doenças devem ser controladas de forma preventiva e curativa com a aplicação de fungicidas e bactericidas. A obtenção de mudas sadias e uma boa nutrição também são essenciais para amenizar alguns problemas como escaldadura da ameixeira.
Colheita e produtividade
A colheita é realizada de setembro até meados de janeiro, dependendo da região. Quando bem conduzida, a produtividade média alcançada é de 15 a 25 t/ha de frutos, em pomares adultos racionalmente conduzidos e conforme o espaçamento.
Variedades
Existem atualmente uma série de variedades que podem ser cultivadas no Estado de São Paulo, a exemplo da Roxo de Itaquera, Kelsey Paulista, Reubennel, Satsuma, Centenária, Januária, Gema de Ouro, entre outras.



Doenças da Ameixeira




Doenças
A ameixeira européia pertence à espécie Prunus domestica L., seus frutos são utilizados preferencialmente para secagem e são infectadas pela maioria dos patógenos que causam doenças nas outras fruteiras de caroço. As doenças mais freqüentes nas ameixeiras no país e outras que têm importância potencial serão apresentadas a seguir.

Doenças e métodos de controle

Várias enfermidades causam prejuízos e representam ameaça à produção de frutas no Brasil. Entre estas, encontram-se as causadas por bactérias, vírus, fungos, nematóides e outros microrganismos, cujos efeitos refletem-se diretamente sobre a produtividade, principalmente por ocasionar redução no desenvolvimento das plantas, depreciação da produção e, até mesmo morte da planta. Para a diagnose dessas doenças, existem vários processos que vão desde o exame microscópico de tecidos até o uso de técnicas como sorologia, imunofluorescência, hibridação e PCR.
Duas doenças bacterianas causam sérios problemas à cultura e têm com agente causal as bacterias Xylella fastidiosa Wells e Xanthomonas arboricola pv. pruni Smith. Com relação às viroses, a literatura internacional descreve aproximadamente 60 vírus infectando Prunus, sendo que alguns estão associados formando complexos. Cinco ou seis viroses destacam-se como problemas de importância econômica. Entretanto, apenas três viroses principais têm sido diagnosticadas em nossas regiões produtoras. Os fungos são microrganismos não-fotossintéticos, alimentando-se por absorção. Na ameixeira, incidem nas raízes, ramos, folhas, flores e frutos durante o desenvolvimento, pré-colheita e comercialização. No inverno, o inóculo pode permanecer nos frutos secos pendurados na planta ou caídos no chão, em cancros de ramos e/ou nas gemas. Podem ser destacadas três doenças fúngicas como principais: podridão parda (Monilinia fructicola (Wint.) Honey), ferrugem (Tranzchelia discolor (Funckel) Tranz & Livt) e podridão mole (Rhyzopus stolonifer (Ehr. Fr.) Vuill). Problemas causados por nematóides assumem grande importância devido aos sérios prejuízos causados às plantas e à lucratividade do pomar. Estes organismos afetam o desenvolvimento das espécies vegetais devido à sua ação direta e nociva sobre o sistema radicular, podendo, também, predispor a planta a outras doenças e a estresses ambientais.
Entretanto, de maneira geral, a severidade com que as doenças ocorrem varia em função de condições climáticas, cultivar, localização do pomar, fatores que interagem com o tipo de solo, tratos culturais, ataque de insetos e estado nutricional das plantas.

Doenças causadas por bactérias

Escaldadura das folhas da ameixeira - Xylella fastidiosa Wells
Entre as principais doenças causadas por bactérias limitadas ao xilema, destaca-se a escaldadura das folhas da ameixeira.
Materiais propagativos infectados se constituem no principal modo de transmissão. Estacas, borbulhas e garfos disseminam a doença a curtas distâncias, enquanto que mudas produzidas de matrizes infectadas disseminam a doença a longas distâncias. É de extrema importância o uso de mudas sadias, provenientes de matrizes indexadas.
O sintoma inicial da enfermidade é uma leve clorose irregular nos bordos das folhas. Posteriormente a clorose inicial se intensifica, produzindo, no final do ciclo vegetativo, um dessecamento dos bordos, que penetra de forma irregular no limbo, rodeada por uma clorose fraca que invade a lâmina foliar (Figura 25).
Foto: Luis Antônio Suita de Castro

Figura 25. Sintomas provocados porXylella fastidiosaem folhas de ameixeira.
Os sintomas são muito semelhantes aos ocasionados por deficiência de potássio e aparecem em qualquer lugar da copa, com exceção das folhas novas e ramos da última brotação. Nas plantas muito atacadas ocorre queda antecipada de folhas, o crescimento geral diminui, os ramos superiores se tornam quebradiços e seu ângulo de inserção é mais aberto (Figura 26), os frutos e a produção diminuem, e finalmente, ocorre a morte da planta.


Figura 26. Sintomas provocados por Xylella fastidiosa em ramos de ameixeira.
Sintomas típicos normalmente são visíveis em plantas com três anos ou mais: os primeiros sintomas foliares aparecem nos meses de janeiro e fevereiro. As plantas atacadas há vários anos apresentam seca de ponteiros e pouco enfolhamento. Dos sintomas aparecem inicialmente nas folhas da base, progredindo para as mais novas, podendo ocorrer ramos ladrões sem sintomas e haver casos de plantas sem sintomas entre plantas doentes.
Entre as medidas de controle deve-se levar em consideração a tolerância e resistência varietal, a erradicação dos focos iniciais, através de inspeções realizadas nos meses de janeiro e fevereiro, e, principalmente, a utilização de mudas comprovadamente sadias, que por se constituir no principal modo de disseminação do patógeno, constitui-se também no principal modo de controle. Mudas produzidas de matrizes infectadas disseminam a doença a longas distâncias. Plantas que apresentam sintomas da enfermidade já no primeiro ano de plantio provavelmente foram produzidas a partir de matrizes contaminadas.
Bacteriose da ameixeira - Xanthomonas arboricola Pv. pruni (Smith)
Também conhecida como "mancha bacteriana", essa doença pode afetar toda a parte aérea da planta, como folhas, ramos e frutos (Figura 27). Sobre as folhas, inicialmente, se desenvolvem pequenas manchas cloróticas (verde pálido) de formato irregular. Com a evolução do sintoma as manchas adquirem formato angular, circundadas por um halo amarelo e com a porção interna necrótica, podendo destacar-se e adquirir aparência rendilhada. Pode ocorrer desfolhamento e, conseqüentemente, enfraquecimento da planta, tornando-a predisposta a injúrias e ataque de outros patógenos. Nos ramos e nos frutos, o sintoma se caracteriza pela formação de cancros (aberturas longitudinais).

Figura 27. Sintomas de Bacteriose Xanthomonas arboricola Pv.pruni em ameixas.
As medidas de controle são de caráter preventivo como, a eliminação de ramos com cancros, frutos e folhas manchadas e pulverizacões com calda bordalesa após a poda de inverno. A pulverização deve ser com boa cobertura, isto é, todas as partes da planta devem receber o produto. Na formação de pomares, deve-se escolher o local adequado, utilizar cortina vegetal (quebra vento) e escolher cultivares menos suscetíveis à bacteriose.

Doenças causadas por fungos


Podridão parda = Monilinia fructicola (Wint.) Honey
É causada pelo mesmo fungo que ataca o pessegueiro, provocando sintomas semelhantes, tanto nos ramos como nas flores e frutos. É mais importante nas cultivares Reubennel, Harry Pickstone, Amarelinha e Rosa Mineira.
Ataca as flores, que ficam com pequenas manchas marrom-claro. Quando não controlada, a doença passa para os ramos causando cancros, onde poderá perpetuar-se na planta, se não forem eliminados na ocasião da poda. Nos frutos produzem manchas marrom que aumentam de tamanho e produzem abundante quantidade de esporos, que podem disseminar a doença pelo pomar, através dos insetos, chuvas e vento. Em estágios avançados, ocorre a mumificação dos frutos (Figura 28). Na pré-colheita, os frutos tornam-se mais suscetíveis, pelo aumento da sensibilidade a danos mecânicos ou por insetos. A doença pode causar grandes perdas na pós-colheita. O controle deve ser iniciado na floração (Tabela 6).
Cuidados durante a colheita, como limpeza das caixas de colheita com hipoclorito de sódio 0,5% e armazenamento em locais frescos, contribuem para
Ferrugem = Tranzchelia discolor (Funckel) Tranz & Livt
Está disseminada nas regiões produtoras de ameixeira, embora ocorra esporadicamente, e pode causar sérios problemas. Provoca o desfolhamento precoce da planta debilitando-a ao longo dos anos e tornando-a mais suscetível a outras doenças, podendo estimular a floração precoce. Em anos muito úmidos e quentes durante o período de desenvolvimento das plantas, pode incidir com grande intensidade. Este fungo provoca lesões nas folhas, que podem ser abundantes e visíveis, de coloração amarelo-ferruginoso. O tratamento deve iniciar com o aparecimento das primeiras manchas (Tabela 6).
Podridão mole - Rhyzopus stolonifer (Ehr. Fr.) Vuill
Produz uma podridão aquosa, durante o armazenamento e comercialização. O fungo, ao desenvolver-se sobre o fruto, produz um micélio, inicialmente esbranquiçado; depois, com a produção de esporos, fica escuro.
O fungo sobrevive no solo e em restos de culturas. Cuidados durante a colheita são muito importantes, tais como desinfestar as caixas de colheita e não colocar nas mesmas caixas frutos que, ao serem colhidos, caíram no chão. Tratamentos pré-colheita auxiliam no controle (Tabela 6).
Sarna = Cladosporium carpophilum Thum
Ataca frutos, ramos e folhas, produzindo manchas de cor verde-oliva. Causa os maiores problemas nos frutos. Neles as manchas geralmente se localizam em torno da inserção do pedúnculo, e passam da cor verde-oliva ao preto. O ataque inicia na queda das sépalas, podendo ocasionar a queda dos frutos ainda pequenos.
Elevada umidade do ar e temperatura entre 20 °C e 25 °C favorecem o desenvolvimento da doença. O fungo sobrevive, no inverno, em cancros nos ramos. O controle deve ser iniciado no estágio de queda das sépalas (Tabela 6)

Doenças causadas por vírus

Poucas viroses têm sido relatadas na ameixeira. Plantas infectadas por Prune Dwarf Virus desenvolvem folhas estreitas e mais espessas que as normais, os internós ficam dispostos em forma de roseta no início da primavera, adquirindo a forma normal no final desta estação, sendo que a disseminação ocorre através do pólen, da semente e, principalmente, através do uso de material vegetal contaminado, durante a produção de mudas. Alguns strains do Prunus Necrotic Ringspot Virus não induzem sintomas aparentes, entretanto, podem ser diagnosticados com o uso de plantas indicadoras, como por exemplo a cerejeira Shirofugen ou através de testes sorológicos, principalmente o teste ELISA. Outras variações desse vírus podem ocasionar lesões necróticas no primeiro ano, seguindo clorose crônica das folhas com necrose, deformações e maturação tardia de frutos. É transmitido através do pólen, podendo infectar sementes. O Plum Line Pattern Ilarvirus é transmitido mecanicamente entre cultivares de ameixeira através da enxertia de material de propagação infectado. Em algumas cultivares a sintomatologia inicia por linhas amarelas ou amarelo-esverdeado, na primavera, e evolui para o branco, durante o verão (Figura 29). Outras cultivares podem não apresentar sintomas aparentes.
Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 29. Sintomas de Plum Line Pattern Ilarvirus em plantas de ameixeira cultivar Golden Japan.

Doenças causadas por nematoides

Diversas frutíferas sofrem prejuízos causados por nematoides fitoparasitas. Dentre as fruteiras de caroço, como a ameixeira, as espécies de nematóides mais importantes e associadas com o declínio das plantas são: Meloidogyne spp.,Mesocriconema spp., Xiphinema spp. e Pratylenchus spp. Estes nematoides podem reduzir o vigor e produção da planta e, ocasionalmente, em conjunto com outros fatores, causar sua morte.
Nos Estados Unidos da América, Europa e alguns países da América do Sul, algumas espécies ou híbridos de ameixeiras são utilizados como porta-enxerto, por apresentarem boa resistência ao ataque de nematoides e serem bastante tolerantes a solos encharcados. No Brasil, a ameixeira é enxertada principalmente sobre pessegueiro (Prunus persica) (Figura 30). Portanto, os estudos desenvolvidos na área de nematologia com a cultura da ameixeira estão intimamente relacionados com a cultura do pessegueiro

O plantio de mudas certificadas, isentas de nematóides, é a medida de controle mais importante. A produção delas ou desse material deve ser realizada em locais isentos de nematóides. Plantas contaminadas são importantes agentes de disseminação do patógeno e de outras doenças, comprometendo a sanidade futura do pomar. Antes da instalação do viveiro é importante o envio de amostra de raízes e do solo, para um laboratório especializado, visando a determinação da presença e identificação de possíveis nematóides fitoparasitas. Sendo detectados nematóides prejudiciais à ameixeira, é necessário proceder a rotação de culturas, no mínimo por dois anos consecutivos, ou realizar a desinfestação do solo com fumigante, antes do plantio.
A rotação de culturas, além de melhorar a estrutura do solo, é boa opção para áreas altamente infestadas com nematóides. O cultivo alternado de espécies antagônicas de inverno e de verão, por um período mínimo de dois anos, permite a reutilização da área onde foi detectada a presença do nematoide.
A utilizaçõ de porta-enxertos resistentes ou tolerantes é uma alternativa de baixo custo que pode ser adotada, quando detectada a presença do nematoide no local do plantio.




segunda-feira, 27 de julho de 2015

Cultura do Babaco




Babaco


Carica pentagona Heilborn Carica pentagona Heilborn

Caricaceae

Nomes comuns: Babaco, Mountain Papaya.
Relatorio da Espécie: Papayuelo (goudotiana Carica) Laranja Mamão (monoica C.), mamão (C. papaya), Toronchi pubescens (C.), Chamburro (stipulata C.). Híbridos de Babaco Carica spp e outros. also exist. também existem.
Afinidade Distante: Papaya Orejona (mexicana Jacartia), Mamao (J. spinosa).
Origem: A Babaco se presume ter origem no planalto central ao sul do Equador e é acreditado para ser um híbrido natural de Carica stipulata e C. pubescens. Tem sido cultivado no Equador desde antes da chegada dos europeus. In more recent times the babaco was introduced into New Zealand where it is grown commercially. Em tempos mais recentes, o Babaco foi introduzida na Nova Zelândia, onde é cultivada comercialmente. Em Israel e em outras partes do Oriente Médio, a planta está sendo cultivada em estufas. Steve Spangler é creditado com a introdução do Babaco ao sul da Califórnia na década de 1970.
Adaptação: Os Babaco prospera em um clima frio subtropical, livre de geada. Na Califórnia, que cresce em zonas costeiras do sul do estado e com alguma proteção para o norte até a área da baía de San Francisco. Com alguma sombra que vai crescer nas regiões mais quentes do interior, mas temperatues alta e baixa umidade pode resultar em frutos queimados e queda de frutos imaturos. O Babaco é muito mais tolerante com invernos amenos e úmidos do que o mamão. Ele irá suportar temperaturas de cerca de 28 ° C, embora possa perder a maioria de suas folhas. O Babaco é ideal para a cultura de contentores e também excelente para estufas.



DESCRIÇÃO

Hábitos de Crescimento: A Babaco é um arbusto pequeno, herbácea, que cresce para cerca de 6 metros de altura, com tronco ereto macia forrada com cicatrizes foliares típicos de outras caricas. A espessura do tronco, está associado ao vigor da planta.
Folha: O moderadamente folhas grandes, palmadas têm reforços e veias proeminentes e estão em pecíolos longos ocos que se irradiam a partir do tronco. A vida média de uma folha é de 4 a 6 meses. Durante os meses frios do inverno as folhas degeneram e caem gradualmente .
Flores: As flores formam-se no tronco recém-desenvolvidas durante a fase de crescimento da árvore.Normalmente, o tronco grosso, o mais prolífico a floração será. As flores, geralmente solitários no final de uma longa haste pendular, surgem cada axila foliar. As flores são todas do sexo feminino.
Fruto: frutos Babaco partenocarpicamente conjunto, já que não existem sementes presentes nos frutos. Os frutos jovens definir e crescer imediatamente após a floração, atingindo uma fase de expansão máxima durante Outubro e Novembro. Neste ponto, os frutos atingem um comprimento de cerca de 12 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura. Eles são claramente de cinco lados, arredondada na extremidade da haste e apontou para o ápice. O início da maturidade, é reconhecido pelo amarelecimento do fruto, primeiro em adesivos nas laterais do fruto e alargar progressivamente ao longo da superfície total do fruto, durante as semanas seguintes. Os frutos amadurecem na progressão das frutas mais baixas, geralmente os mais pesados, para os superiores do tronco. A carne do Babaco é muito suculenta, ligeiramente ácidos e com pouco açúcar. O sabor único que foi descrito como tendo implicações de morango, abacaxi e mamão. A pele lisa, fina também é comestível.

CULTURA

Localização: Babacos como um local quente protegidos de ventos. Eles vão crescer e frutas em locais sombreados, mas prefiro um local ensolarado. As plantas smallish encaixar muito bem em muitas partes do estaleiro e, com suas grandes folhas verdes e frutas, mantido verticalmente, adicionar um toque exótico à paisagem.
Solos: Babacos preferem uma luz, férteis, solos bem drenados. Embora não seja tão exigente com frio, solos úmidos como o mamão, as plantas apresentam melhor desempenho em condições de inverno moderadamente seco. Tal como mamão, o Babaco não tolera água salgada ou do solo.
Irrigação: chuva ou irrigação adequada é essencial durante a fase de crescimento do Babaco. Uma planta que tem sido prejudicada por geadas é suscetível à podridão radicular.
Adubação: Durante a época de crescimento da Babaco necessidades de aplicações regulares de fertilizantes nitrogenados. Feed mensal e acertar a resposta da planta. Composto de esterco de galinha faz uma boa cobertura morta.
Poda: Para obter a máxima qualidade e tamanho de fruto de um tronco único deve ser permitida a crescer. At this time of the year the shoot will grow rapidly, but will not initiate flower buds. Brotos que se formam ao redor da base da planta deve ser retirada, embora uma sessão de segunda é permitido desenvolver a partir de Setembro. Nessa época do ano, o tiro vai crescer rapidamente, mas não vai iniciar, botões florais. Para controlar a altura da árvore, não é recomendado para cortar um tronco de mais de um ou dois anos. O tronco que deu frutos temporada atual é reduzir ao coto, até ao ponto em que o segundo tiro foi deixada no ano anterior. Esta segunda parte aérea passará a ser a nova unidade.
Frost Protection: Babacos preferir frost-free condições, mas as plantas smallish pode ser facilmente dobrado em áreas protegidas, como ao lado de um edifício sob o beiral ou um ponto favorável no pátio. Caso contrário, podem ser protegidos por lonas de plástico, etc apoiada sobre uma moldura em volta das plantas. Amostras envasadas pode ser movido para uma geada na região do seguro.
Propagação: Desde babacos são sementes, elas devem ser propagadas de forma assexuada. A madeira é levada para a propagação da planta-mãe, cortando todo o tronco na diagonal de cerca de 1 pé do chão (ou de volta para o segundo tiro), e fazendo 1 pé comprimentos de corte ele. Isso deve ser feito após a frutificação, mas antes da próxima onda de crescimento. Os cortes são em seguida mergulhadas em um banho de fungicida para o final de enraizamento mergulhado em um hormônio de enraizamento. Os cortes são depois verticalmente em uma baixa média umidade, como areia ou areia franca para formar calos.. Com o primeiro sinal de raízes e os primórdios de folhas novas, que podem ser plantadas, cerca de 8 centímetros abaixo do nível do solo. No prazo de 15 meses, essas novas usinas estão produzindo frutos.
Pragas e doenças: É importante começar com o vírus da material gratuitamente. Durante períodos úmidos doenças fúngicas podem afetar as folhas, mas este é um problema raro, na Califórnia. Outras doenças incluem oídio e podridão radicular de Phytophthora. Os ácaros pragas que afetam a Babaco são o ácaro rajado, Tetranychus uraticae eo ácaro morango, atlanticus Tetranychus. O controle pode ser difícil, pois a maioria dos acaricidas são fitotóxicos para Babaco folhas. Predatory dão controle razoável.As lesmas e caracóis da Califórnia castanha, pode danificar o fruto e deve ser controlada.As plantas são atraentes para os cervos, que irão consumir a maior parte das frutas e folhas jovens.
Colheita: frutos Babaco Comercialmente cultivada é escolhido no primeiro sinal de coloração amarela.Frutos colhidos nesta fase irá amadurecer completamente fora da planta. Plantações Em casa a fruta pode ser deixada em até quase inteiramente amarelo, mas às vezes pode cair e ferir. Para a colheita, o caule de fruta pode ser cortada fora com um cortador, ou os frutos podem ser removidos pela elevação dos frutos e, em seguida, afastando-o da haste. Frutos maduros manipulação toma cuidado.
O fruto é consumido fresco melhor quando plenamente maduro. Sendo a fruta sem sementes inteiras podem ser comido, incluindo a pele. Um pouco de açúcar aumenta o seu sabor.. Pedaços da fruta também pode ser adicionada a saladas de frutas. Frutas Babaco fazer uma bebida rápida e interessante, quando processados no liquidificador com um pouco de mel ou açúcar. Com a adição de sorvete ou iogurte congelado, ele se torna um saboroso milk-shake. A fruta também faz um excelente preservar, e podem ser feitas em uma torta, quando misturado com outras frutas.
Uma das características mais atraentes da Babaco é manter a sua excelente qualidade. Mesmo sem o armazenamento refrigerado a fruta tem um prazo de validade de quatro semanas. Fruta que tenha sido danificado ainda irá manter um bom tempo, já que a parte prejudicada não vai se espalhar para o tecido saudável. armazenamento prolonga a vida útil da fruta. Temperatura ideal de armazenamento é de 20 ° C.
Potencial de xploração e exportação da Nova Zelândia. Há produção limitada no sul da Califórnia, onde é por vezes é encontrado em mercados dos fazendeiros e dos mercados de especialidade. A fruta tem vários fatores a seu favor e com a promoção adequada, poderá encontrar um nicho de maior comercialização. O fruto é atraente quando foi vendido em um estágio maduro amarelo, e lojas bem, mesmo depois de ter sido cortada. Além disso, as plantas são altamente produtivas e não culturalmente exigentes. Podas são utilizados para produção de mudas, que se tornam as plantas de um ano. Compacidade e produtividade das plantas Babaco faz dele um bom candidato para a produção de efeito de estufa.

CULTIVARES

Não estão reconhecidas cultivares Babaco neste momento, apesar de variedades melhoradas são possíveis com a seleção adequada. Híbridos com Carica pubescens produzem frutos comestíveis, mas nada tão bom quanto o Babaco.

domingo, 26 de julho de 2015

Cultura da Bacaba



Caracteristica da Bacaba


BACABA
Família: Arecaceae 

  

Nome científico: Oenocarpus bacaba Mart. 

  

Nome comum: Bacaba, bacaba-açu, bacaba verdadeira (Brasil) A bacaba é uma palmeira nativa da Amazônia. Distribui-se por toda Bacia Amazônica, com maior freqüência no Amazonas e Pará. Possui como habitat a mata virgem alta de terra firme. É uma palmeira monocaule de porte alto, estirpe liso. Pode atingir até 20 metros de altura e 20 a 25 cm de diâmetro. O fruto é uma drupe subalongado quando jovem, subglobosa quando adulto podendo atingir até 3,0 gramas. A propagação é feita por sementes que germinam entre 60 e 120 dias, apresentando crescimento lento. A produção inicia após os seis anos de idade, quando a planta está com 3 m a 4 m de altura. Os cachos pesam normalmente 6 a 8 quilos, podendo ocorrer acima de 20 quilos. A polpa do fruto é utilizada no preparo do "vinho de bacaba". As amêndoas e os restos de macerado da polpa são utilizados na alimentação de suinos e aves. As folhas são usadas pela populaçao do interior como cobertura de moradias, enquanto o tronco serve como esteio,viga e cabo de ferramentas.

É provável ainda não haver registro dessa bebida, usada no médio Tocantins, municípios de Abaeté, Igarapé Miri, Cametá, em reuniões familiares e encontros amistosos.
A bacaba é uma palmeira nativa da Amazônia. Distribui-se por toda Bacia Amazônica, com maior freqüência no Amazonas e Pará. Possui como habitat a mata virgem alta de terra firme.É uma palmeira monocaule de porte alto, estirpe liso. Pode atingir até 20 metros de altura e 20 a 25 cm de diâmetro.

O fruto é uma drupe subalongado quando jovem, subglobosa quando adulto podendo atingir até 3,0 gramas. A propagação é feita por sementes que germinam entre 60 e 120 dias, apresentando crescimento lento.A produção inicia após os seis anos de idade, quando a planta está com 3 m a 4 m de altura. Os cachos pesam normalmente 6 a 8 quilos, podendo ocorrer acima de 20 quilos. 

No seu preparo, de origem não esclarecida, observa-se este processo: uma cuia pitinga (não pintada) é levada e secada no calor do fogo, e nela são batidas claras de ovos com açúcar, juntando-se as gemas, até ficar bem batidas; em seguida, aos poucos, vai-se derramando aguardente (cachaça especial), continuando a bater a gemada, agora com precisão, do contrário fica coalhada; verifica-se se a bacaba está em condições, tamborilando no fundo da cuia, que deve produzir um som oco, fofo, como dizem os abaeteuaras; para perder o cheiro de ovo, bota-se algumas cascas de limão e polvilho de canela.


O modo de bebê-la tem reminiscências indígenas, pois a cuia cheia corre de boca em boca entre os convivas. O seu poder alcoólico é evidente, porém fortificante, animador do sangue e do sistema nervoso, segundo declaram quantos apreciam a bacaba tocantina. 

Oenocarpus distichus 

Bacaba, bacaba-de-leque, bacaba-de-azeite, batiá 
Família das palmáceas 
Origem: América do Sul, Brasil. 
Porte: palmeira de até 10 metros. 
Flores: primavera. 
Frutos: verão 
Propagação: por sementes

A polpa do fruto é utilizada no preparo do “vinho de bacaba”. As amêndoas e os restos de macerado da polpa são utilizados na alimentação de suinos e aves,as folhas são usadas pela populaçao do interior como cobertura de moradias, enquanto o tronco serve como esteio,viga e cabo de ferramentas.
Nada melhor que um Vinho de Bacaba acompanhado Milho, Castanha, Pupunha, Macaxeira, Pé-de-Moleque e Tucumã são só alguns dos sabores que encantam todos que passam pela Amazônia. Conheça o Sabor da Amazônia! e o Norte do Brasil, você não vai se arrepender!




Cultura do Baru



Baru

Planta do cerrado, do barueiro aproveita-se o fruto, amêndoa (castanha), óleo e madeira de boa qualidade


Nome popular da fruta: Baru (cumbaru, barujo, coco-feijão e cumarurana) 
Nome científico: Dypterix alata Vog
Origem: Brasil (Cerrado) 
Fruto: O barueiro produz de 500 a 3.000 frutos por planta, com tamanho variando de 5 a 7 cm de comprimento por 3 a 5 cm de diâmetro. A cor da casca, quando maduro, é amarronzada, assim como a polpa. O peso varia de 26 a 40 g. 
Cada fruto possui uma semente (amêndoa) de cor marrom-claro ou marrom-escuro. O peso de 100 amêndoas atinge cerca de 150 g. A amêndoa é rica em calorias e proteínas. A polpa é rica em proteína, aromática, muito consumida pelo gado e animais silvestres. 
Planta: O baru tem porte arbóreo, atingindo de 6 a 8 metros de altura por 6 a 8 metros de diâmetro de copa. A planta frutifica em um período muito curto do ano, nos meses de setembro e outubro. Ocorre nas formações de mata seca, cerradão ou cerrado. É exigente em fertilidade, ocorrendo em áreas de solos mais férteis. 
Cultivo: O plantio de fruteiras do cerrado reduz a pressão da coleta extrativa e predatória dos frutos. O barueiro pode ser utilizado na recomposição ambiental (recuperação de áreas desmatadas), em reflorestamento, para proteção de nascentes, margens de rios e lagos, no sombreamento de pastagens, etc. 
Como não há disponibilidade de sementes selecionadas comerciais, o produtor deverá iniciar o plantio a partir da coleta de frutos no campo. As plantas fornecedoras (matrizes) deverão ser selecionadas criteriosamente, observando seu vigor, produtividade, qualidade dos frutos e ausência de pragas. Essas plantas devem ser identificadas e preservadas, para futuras coletas. 
Extraída a polpa, as sementes são lavadas e postas para secar em local ventilado e seco. As sementes devem ser selecionadas, procurando-se uniformizar os lotes por tamanho, cor e forma, eliminando-se sementes deformadas, sem amêndoa ou com sintomas de ataque de pragas. 
O viveiro de mudas deverá ser preparado para semeadura o mais breve possível após a coleta das sementes. Essa área deve ser isolada e protegida da entrada de animais e pessoas que possam comprometer as mudas. Antes do plantio, as sementes do baru devem ser escarificadas (passadas em superfície áspera para promover sulcos em sua pele) e imersas em água por 24 horas. As mudas de baru devem ser produzidas em sacos de polietileno colocando-se 1 ou 2 sementes por saco, enterradas a profundidade de 1 cm. A percentagem de germinação alcança 95% e o período de germinação é de 15 a 25 dias. O plantio das mudas no campo pode ser feito com espaçamento de 8 x 8 metros. 
Para exploração comercial das plantas do cerrado, o produtor deve realizar previamente uma pesquisa de demanda no mercado, identificando potenciais compradores e sua real necessidade de produto. Pode realizar algum beneficiamento ou a industrialização, desde que identifique claramente canais de distribuição para seus produtos. 
Usos: A polpa do baru é consumida fresca ou em forma de doces, geléias e licores, podendo ser utilizada para sorvetes. A amêndoa é consumida torrada ou em forma de doces e paçoca. O óleo, obtido por meio do processamento das amêndoas, é utilizado na alimentação humana de maneira variada. Sua madeira apresenta alta durabilidade e pode ser utilizada para confecção de mourões. 
A castanha do baru possui grande riqueza energética, além de vitaminas, sais minerais e gordura vegetal. São ricas em fibras, potássio, proteína, lipídio, fósforo, magnésio, vitamina C e cálcio.


Nome Popular: cumbaru; cumaru; coco-feijão 
Nome Científico: Dipteryx alata Vog.
Família Botânica: Leguminosae – Papilionoideae 
Origem: Matas e Cerrados do Brasil Central. 
Características da Planta: Árvore de até 25 m de altura com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro. Copa densa e arredondada. Folhas compostas por 6 a 12 folíolos de coloração verde-intensa. Flores pequenas, de coloração esverdeada que surgem de outubro a janeiro. 
Fruto: Fruto castanho com amêndoa e polpa comestíveis que amadurecem de setembro a outubro. 
Cultivo: Planta característica de cerrados e matas em terrenos secos. De crescimento rápido, cultiva-se por sementes. Um quilograma de frutos contém cerca de 30 sementes. 
O baru, cumbaru ou cumaru, árvore fruteira nativa do planalto central do Brasil, na região dos cerrados do centro-oeste, está ameaçada de extinção.


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CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DE AMÊNDOAS DE BARUEIROS (DIPTERYX ALATA VOG.) DE OCORRÊNCIA NATURAL NO CERRADO DO ESTADO DE GOIÁS, BRASIL



Visando a ampliar os conhecimentos sobre os teores nutricionais de frutos de barueiro, planta nativa do Cerrado, com a finalidade de subsidiar o manejo econômico da cultura, determinaram-se as características químicas de amêndoas de barueiros provenientes de diferentes regiões geográficas do Cerrado goiano. Onze regiões do Estado de Goiás com elevada ocorrência natural de barueiro foram selecionadas e em cada região foram escolhidas, aleatoriamente, doze plantas em plena produção. Coletaram-se aproximadamente 60 frutos e, após seleção, amostraram-se 20 frutos por árvore. As amêndoas foram retiradas dos frutos e, trituradas, constituindo uma amostra composta. Determinaram-se: umidade, proteína, extrato etéreo, minerais e perfil de ácidos graxos. Os dados foram submetidos à análise de variância, e as médias foram comparadas pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Os teores médios de umidade das amêndoas de baru variaram nas regiões estudadas entre 2,93-5,07 g (100 g)-1, a proteína entre 25,16-27,69 g (100 g) -1 e o teor de extrato etéreo de 32,42-37,36 g (100 g) -1. Os teores médios de ácidos graxos saturados variaram de 19,93-25,74 g (100 g) -1 e deácidos graxos insaturados de 73,47-79,19 g (100 g) -1. Os ácidos graxos de maior ocorrência foram oleico e linoleico, seguidos pelos ácidos palmítico, lignocérico, esteárico, behênico, gadoleico e araquítico. Os macronutrientes minerais que apresentaram maiores teores, foram potássio, fósforo e enxofre. Com relação aos micronutrientes minerais, o ferro apresentou maior concentração. 
Termos para indexação: Frutíferas nativas, baru, composição química. 

INTRODUÇÃO 



Considerado um dos hotspots do mundo, o Cerrado apresenta rica biodiversidade com grande número de espécies animais e vegetais (Mitermeier et al., 1999). Nos últimos 30 anos, a pecuária extensiva, as monoculturas e a abertura de estradas destruíram boa parte do Cerrado (Queiroz, 2004). Segundo o IBAMA (2007), restam somente 20% da área do Cerrado sem grandes alterações. 
Estudos que ampliem o conhecimento das espécies do Cerrado podem ajudar na preservação do Bioma, tanto na disponibilização de alternativas de renda pela utilização dos recursos naturais disponíveis, através do manejo econômico sustentável das áreas de Cerrado, quanto na demonstração dos benefícios nutricionais do fruto, o que justificaria o melhoramento genético das espécies e posteriores cultivos econômicos. 
O barueiro (Dipteryx alata Vog.) é uma árvore nativa do Cerrado com intensa frutificação na fase adulta (Sano et al., 2006). Apresenta frutos do tipo drupa, ovoides, levemente achatados e de coloração marrom, com uma única semente (amêndoa) comestível e comercializada em empórios nos grandes centros, bastante apreciada pela população local. Este trabalho objetiva avaliar características químicas das amêndoas do baru, produzidas por árvores em diferentes regiões geográficas do Cerrado goiano, visando a ampliar os conhecimentos sobre os teores nutricionais das amêndoas dos frutos desta espécie, para subsidiar futuros programas de seleção, melhoramento genético, produção de mudas, bem como de processamento.





MATERIAL E MÉTODOS


Foram selecionadas onze áreas do Estado de Goiás. Os critérios adotados para a escolha das regiões de coleta de baru foram: a alta ocorrência natural da espécie, boa produção de frutos maduros, acessibilidade e maior distribuição no Estado. Em cada região, foram escolhidas ao acaso doze árvores para a coleta dos frutos, sendo determinadas coordenadas geográficas (latitude e longitude) e altitudes em relação ao nível do mar de cada planta, com auxílio de GPS (Global Positioning System) (Figura 1). 
As coletas foram realizadas entre os dias 16 e 25 do mês de agosto de 2005. Coletaram-se ao acaso 60 frutos de cada árvore selecionada. Estes foram pegos no chão, considerando-se o aspecto externo (inteiros, sem muita sujidade e sadios) para selecionar os frutos recém-caídos. Para a amostragem das amêndoas, foram selecionados vinte frutos de cada árvore, que foram abertos com auxílio de martelo e alicate, tomando-se cuidado para evitar danos às amêndoas. Vinte amêndoas de cada árvore foram utilizadas para a formação da amostra composta. As amêndoas foram trituradas em multiprocessador Wallita até a obtenção da farinha. 
Os teores de umidade, extrato etéreo, proteína bruta e minerais foram quantificados, seguindo-se metodologia descrita pelo Instituto Adolf Lutz (2005). Para a determinação do perfil de ácidos graxos, utilizou-se o procedimento analítico conhecido como Análise FAME (Fatty Acid Methyl Esters), conforme descrito por Oliveira (2003). 
O desenho corresponde a um esquema inteiramente casualizado, com onze tratamentos (regiões) e doze repetições (árvores). Os dados foram submetidos à análise de variância, e as médias, para cada variável nas onze regiões estudadas, foram comparadas entre si, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade.




RESULTADOS E DISCUSSÃO


Os teores médios de umidade das amêndoas de baru nas regiões estudadas apresentaram valores entre 2,93-5,07 g (100 g)-1 (Tabela 1). Vallilo et al. (1990) relataram teor médio de umidade nas amêndoas de baru provenientes de São Paulo de 5,80 g (100 g)-1; Filgueiras & Silva (1975) reportaram teor médio de umidade de 6,45 g (100 g)-1 para frutos oriundos dos municípios de Bela Vista de Goiás, Paraúna e Goiânia. Takemoto et al. (2001) encontraram teores de umidade variando de 5,9-6,3 g (100 g)-1 para frutos de baru da região de Pirenópolis, e Melhem (1972) observou teor médio de umidade para amêndoas da região do Estado de Minas Gerais de 10,7 g (100 g)-1, valores superiores aos obtidos neste trabalho, corroborando Botezelli et al. (2000), que observaram teores de umidade para amêndoas do Município de Curvelo de 7,74-8,72 g (100 g)-1 e do Município de Capinópolis de 5,54-6,74 g (100 g)-1. A diferença entre os valores encontrados pode ser devida a diversos fatores, tais como: variações genéticas e ambientais, merecendo maiores estudos para seu devido esclarecimento. 
Os teores médios de extrato etéreo nas amêndoas de baru, nas onze regiões estudadas, não diferiram entre si (Tabela 1), sendo bastante elevados em todas as regiões estudadas. Filgueiras & Silva (1975) relatam valor próximo, 31,97 g (100g)1, ao menor relatado neste trabalho, enquanto Vallilo et al. (1990), Togashi & Sgarbieri (1994) e Takemoto et al. (2001) relatam valores superiores ao máximo. Os teores médios de óleo das amêndoas do baru para as diferentes regiões estudadas neste trabalho foram inferiores aos observados para amendoim, nozes, amêndoa-doce, avelãs (Franco, 2002; Lima et al., 2004; Silva et al., 2005) e mais que pequi (Rodrigues et al., 2004). Menor teor de óleo torna o produto menos calórico. 
Para proteínas, os teores médios das amêndoas de baru variaram entre 25,16-27,69 g (100 g)-1. Filgueiras & Silva (1975), Vallilo et al. (1990) e Takemoto et al. (2001) encontraram teores menores, enquanto teores superiores de proteína foram encontrados por Togashi & Sgarbieri (1994, 1995). Uma porção de 20 g de amêndoas de baru pode suprir de 26,48 a 29,12% das necessidades diárias em proteínas de uma criança de 4 a 6 anos (Brasil, 1998). 
O baru apresenta teores médios de proteína da amêndoa semelhantes aos do amendoim, inferiores aos da castanha de caju, das amêndoas de pequi e da amêndoa-doce, e superiores aos da avelã (Fernandez & Rosolem, 1998; Melo et al., 1998; Rodrigues et al., 2004; Mendez et al., 1995; Silva et al., 2005). 
Os ácidos graxos de maior ocorrência foram o oleico (ômega 9) e o linoleico (ômega 6), seguidos pelo ácido palmítico (Tabela 2, 3 e 4). Takemoto et al. (2001) relatam teor superior de ácidos graxos insaturados de 81,20 g (100 g)-1 para amêndoas de baru. Tanto a castanha de caju como, especialmente, a de avelã possuem proporções maiores de insaturados (Lima et al., 2004; Silva et al., 2005). Isto é importante para a saúde humana, pois os ácidos graxos monoinsaturados (MUFAs - Monounsaturated Fatty Acids), como, por exemplo, o ácido oleico, não influem nos níveis de colesterol, mas, por sua vez, os poliinsaturados (PUFAs - Polyunsaturated Fatty Acids), como o ácido linoleico (C18:2), reduzem os níveis séricos de LDL colesterol (Fuentes, 1998). 
Os ácidos graxos saturados, que apresentaram maiores concentrações no óleo das amêndoas de baru neste estudo, foram o palmítico, o esteárico, o lignocérico e o behênico. 
Em linhas gerais (Tabelas 5 e 6), a ingestão de 20 g de óleo de baru pode suprir de 45,66 a 59,41% das necessidades diárias de ingestão de ácido linoleico de uma criança de 4 a 8 anos de idade. A ingestão de 20 g de óleo de baru pode suprir de 2,24 a 3,73% das necessidades diárias de ingestão de ácido linolênico de uma criança de 4 a 8 anos de idade (IOM, 2001c). 
Com base nos resultados obtidos, observase que a ingestão de 20 g de amêndoas de baru supre 24,28-35,20% das necessidades diárias de fósforo (IDR) de uma criança de 4 a 6 anos, 41,10-52,60% das necessidades diárias de magnésio e 53,07-79,11% da necessidade de ferro (IOM, 2001a; IOM, 2001b). 
Os sais minerais devem ser supridos aos seres humanos para o correto funcionamento de seu organismo, pois fazem parte de compostos como proteínas, lipídios, vitaminas, hormônios, que constituem os tecidos, regulam o equilíbrio hidrolítico e ácido-básico, entre outras funções essenciais (Madrid et al., 1995).


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CONCLUSÕES

Os resultados obtidos permitem concluir que:

1- As amêndoas de baru apresentam baixo teor de umidade. 
2- Os teores de proteínas e de lipídios das amêndoas de baru são elevados. 
3- Amêndoas de baru apresentam maior concentração de ácidos graxos insaturados. 
4- Os ácidos graxos de maior ocorrência nas amêndoas de baru são o oleico e o linoleico. 
5- Os macronutrientes minerais que apresentam maiores teores, são: potássio, fósforo e enxofre, e o micronutriente mineral de maior concentração é o ferro. 
6- A amêndoa de baru pode ser uma importante fonte alimentar. 
7- A amêndoa de baru possui mercado expressivo no Estado de Goiás, apresenta elevado valor nutritivo e grande potencial produtivo no Cerrado.


Baru - a castanha do Cerrado