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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Babaco é fruta


Babaco

B / W sketch

Carica pentagona Heilborn Carica pentagona Heilborn

Caricaceae

Nomes comuns: Babaco, Mountain Papaya.

Relatorio da Espécie: Papayuelo (goudotiana Carica) Laranja Mamão (monoica C.), mamão (C. papaya), Toronchi pubescens (C.), Chamburro (stipulata C.). Híbridos de Babaco Carica spp e outros. also exist. também existem.

Afinidade Distante: Papaya Orejona (mexicana Jacartia), Mamao (J. spinosa).

Origem: A Babaco se presume ter origem no planalto central ao sul do Equador e é acreditado para ser um híbrido natural de Carica stipulata e C. pubescens. Tem sido cultivado no Equador desde antes da chegada dos europeus. In more recent times the babaco was introduced into New Zealand where it is grown commercially. Em tempos mais recentes, o Babaco foi introduzida na Nova Zelândia, onde é cultivada comercialmente. Em Israel e em outras partes do Oriente Médio, a planta está sendo cultivada em estufas. Steve Spangler é creditado com a introdução do Babaco ao sul da Califórnia na década de 1970.

Adaptação: Os Babaco prospera em um clima frio subtropical, livre de geada. Na Califórnia, que cresce em zonas costeiras do sul do estado e com alguma proteção para o norte até a área da baía de San Francisco. Com alguma sombra que vai crescer nas regiões mais quentes do interior, mas temperatues alta e baixa umidade pode resultar em frutos queimados e queda de frutos imaturos. O Babaco é muito mais tolerante com invernos amenos e úmidos do que o mamão. Ele irá suportar temperaturas de cerca de 28 ° C, embora possa perder a maioria de suas folhas. O Babaco é ideal para a cultura de contentores e também excelente para estufas.



DESCRIÇÃO

Hábitos de Crescimento: A Babaco é um arbusto pequeno, herbácea, que cresce para cerca de 6 metros de altura, com tronco ereto macia forrada com cicatrizes foliares típicos de outras caricas. A espessura do tronco, está associado ao vigor da planta.

Folha: O moderadamente folhas grandes, palmadas têm reforços e veias proeminentes e estão em pecíolos longos ocos que se irradiam a partir do tronco. A vida média de uma folha é de 4 a 6 meses. Durante os meses frios do inverno as folhas degeneram e caem gradualmente .

Flores: As flores formam-se no tronco recém-desenvolvidas durante a fase de crescimento da árvore.Normalmente, o tronco grosso, o mais prolífico a floração será. As flores, geralmente solitários no final de uma longa haste pendular, surgem cada axila foliar. As flores são todas do sexo feminino.

Fruto: frutos Babaco partenocarpicamente conjunto, já que não existem sementes presentes nos frutos. Os frutos jovens definir e crescer imediatamente após a floração, atingindo uma fase de expansão máxima durante Outubro e Novembro. Neste ponto, os frutos atingem um comprimento de cerca de 12 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura. Eles são claramente de cinco lados, arredondada na extremidade da haste e apontou para o ápice. O início da maturidade, é reconhecido pelo amarelecimento do fruto, primeiro em adesivos nas laterais do fruto e alargar progressivamente ao longo da superfície total do fruto, durante as semanas seguintes. Os frutos amadurecem na progressão das frutas mais baixas, geralmente os mais pesados, para os superiores do tronco. A carne do Babaco é muito suculenta, ligeiramente ácidos e com pouco açúcar. O sabor único que foi descrito como tendo implicações de morango, abacaxi e mamão. A pele lisa, fina também é comestível.

CULTURA

Localização: Babacos como um local quente protegidos de ventos. Eles vão crescer e frutas em locais sombreados, mas prefiro um local ensolarado. As plantas smallish encaixar muito bem em muitas partes do estaleiro e, com suas grandes folhas verdes e frutas, mantido verticalmente, adicionar um toque exótico à paisagem.

Solos: Babacos preferem uma luz, férteis, solos bem drenados. Embora não seja tão exigente com frio, solos úmidos como o mamão, as plantas apresentam melhor desempenho em condições de inverno moderadamente seco. Tal como mamão, o Babaco não tolera água salgada ou do solo.

Irrigação: chuva ou irrigação adequada é essencial durante a fase de crescimento do Babaco. Uma planta que tem sido prejudicada por geadas é suscetível à podridão radicular.

Adubação: Durante a época de crescimento da Babaco necessidades de aplicações regulares de fertilizantes nitrogenados. Feed mensal e acertar a resposta da planta. Composto de esterco de galinha faz uma boa cobertura morta.

Poda: Para obter a máxima qualidade e tamanho de fruto de um tronco único deve ser permitida a crescer. At this time of the year the shoot will grow rapidly, but will not initiate flower buds. Brotos que se formam ao redor da base da planta deve ser retirada, embora uma sessão de segunda é permitido desenvolver a partir de Setembro. Nessa época do ano, o tiro vai crescer rapidamente, mas não vai iniciar, botões florais. Para controlar a altura da árvore, não é recomendado para cortar um tronco de mais de um ou dois anos. O tronco que deu frutos temporada atual é reduzir ao coto, até ao ponto em que o segundo tiro foi deixada no ano anterior. Esta segunda parte aérea passará a ser a nova unidade.

Frost Protection: Babacos preferir frost-free condições, mas as plantas smallish pode ser facilmente dobrado em áreas protegidas, como ao lado de um edifício sob o beiral ou um ponto favorável no pátio. Caso contrário, podem ser protegidos por lonas de plástico, etc apoiada sobre uma moldura em volta das plantas. Amostras envasadas pode ser movido para uma geada na região do seguro.

Propagação: Desde babacos são sementes, elas devem ser propagadas de forma assexuada. A madeira é levada para a propagação da planta-mãe, cortando todo o tronco na diagonal de cerca de 1 pé do chão (ou de volta para o segundo tiro), e fazendo 1 pé comprimentos de corte ele. Isso deve ser feito após a frutificação, mas antes da próxima onda de crescimento. Os cortes são em seguida mergulhadas em um banho de fungicida para o final de enraizamento mergulhado em um hormônio de enraizamento. Os cortes são depois verticalmente em uma baixa média umidade, como areia ou areia franca para formar calos.. Com o primeiro sinal de raízes e os primórdios de folhas novas, que podem ser plantadas, cerca de 8 centímetros abaixo do nível do solo. No prazo de 15 meses, essas novas usinas estão produzindo frutos.

Pragas e doenças: É importante começar com o vírus da material gratuitamente. Durante períodos úmidos doenças fúngicas podem afetar as folhas, mas este é um problema raro, na Califórnia. Outras doenças incluem oídio e podridão radicular de Phytophthora. Os ácaros pragas que afetam a Babaco são o ácaro rajado, Tetranychus uraticae eo ácaro morango, atlanticus Tetranychus. O controle pode ser difícil, pois a maioria dos acaricidas são fitotóxicos para Babaco folhas. Predatory dão controle razoável.As lesmas e caracóis da Califórnia castanha, pode danificar o fruto e deve ser controlada.As plantas são atraentes para os cervos, que irão consumir a maior parte das frutas e folhas jovens.

Colheita: frutos Babaco Comercialmente cultivada é escolhido no primeiro sinal de coloração amarela.Frutos colhidos nesta fase irá amadurecer completamente fora da planta. Plantações Em casa a fruta pode ser deixada em até quase inteiramente amarelo, mas às vezes pode cair e ferir. Para a colheita, o caule de fruta pode ser cortada fora com um cortador, ou os frutos podem ser removidos pela elevação dos frutos e, em seguida, afastando-o da haste. Frutos maduros manipulação toma cuidado.

O fruto é consumido fresco melhor quando plenamente maduro. Sendo a fruta sem sementes inteiras podem ser comido, incluindo a pele. Um pouco de açúcar aumenta o seu sabor.. Pedaços da fruta também pode ser adicionada a saladas de frutas. Frutas Babaco fazer uma bebida rápida e interessante, quando processados no liquidificador com um pouco de mel ou açúcar. Com a adição de sorvete ou iogurte congelado, ele se torna um saboroso milk-shake. A fruta também faz um excelente preservar, e podem ser feitas em uma torta, quando misturado com outras frutas.

Uma das características mais atraentes da Babaco é manter a sua excelente qualidade. Mesmo sem o armazenamento refrigerado a fruta tem um prazo de validade de quatro semanas. Fruta que tenha sido danificado ainda irá manter um bom tempo, já que a parte prejudicada não vai se espalhar para o tecido saudável. armazenamento prolonga a vida útil da fruta. Temperatura ideal de armazenamento é de 20 ° C.

Potencial de xploração e exportação da Nova Zelândia. Há produção limitada no sul da Califórnia, onde é por vezes é encontrado em mercados dos fazendeiros e dos mercados de especialidade. A fruta tem vários fatores a seu favor e com a promoção adequada, poderá encontrar um nicho de maior comercialização. O fruto é atraente quando foi vendido em um estágio maduro amarelo, e lojas bem, mesmo depois de ter sido cortada. Além disso, as plantas são altamente produtivas e não culturalmente exigentes. Podas são utilizados para produção de mudas, que se tornam as plantas de um ano. Compacidade e produtividade das plantas Babaco faz dele um bom candidato para a produção de efeito de estufa.

CULTIVARES

Não estão reconhecidas cultivares Babaco neste momento, apesar de variedades melhoradas são possíveis com a seleção adequada. Híbridos com Carica pubescens produzem frutos comestíveis, mas nada tão bom quanto o Babaco.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Cultura da Banana-Resumo

08

1 - INTRODUÇÃO

O Estado de São Paulo, considerando-se a safra de 1991, participa com quase 12,0% da produção total do país, com aproximadamente 65 milhões de famílias em produção, numa área de 43 mil hectares, com uma produtividade média de 22,5 t/ha, sendo que historicamente, a tradicional região produtora de bananas do Litoral Paulista é responsável por aproximadamente 95% da produção do Estado. No entanto, tem-se observado o crescente interesse por essa cultura por produtores do Planalto Paulista como forma de diversificação de atividades.

Adequar técnicas de cultivo às novas necessidades; aumentar produtividade (pois é possível atingirmos valores acima de 40 t/ha); diminuir perdas em todo o processo produtivo e de comercialização e, principalmente, melhorar a qualidade final do produto com consequente estímulo ao consumo, são objetivos a serem conquistados pela bananicultura, pois embora considerada como fruta de preferência popular e como a mais importante fruta tropical, o consumo em algumas regiões é irrisório, apesar, inclusive, de seu alto valor nutritivo, como alimento energético e como fonte de vitaminas (A e C) e minerais (Fe e K).

2 - CLIMA E SOLO

A banana, originária de clima tropical úmido, exige temperaturas que não estejam abaixo de 10 ºC e que não se elevem acima de 40ºC. Os melhores limites térmicos para o bom desenvolvimento desta cultura está entre 20 e 24ºC, podendo-se desenvolver satisfatoriamente em locais cujos limites de temperatura sejam 15 e 35ºC. As melhores condições para uma boa produção se encontram em regiões com temperaturas elevadas o ano todo e cujas médias mensais estejam entre 24 e 29ºC.

As baixas temperaturas podem ocasionar a "queima" da planta, ou dos frutos em crescimento ("chilling" ou "friagem", impedindo que o fruto atinja o seu máximo crescimento, tornando-o pequeno e de maturação incompleta), devendo-se pois evitar locais sujeitos a geadas e ventos frios.

Para o desenvolvimento da cultura de banana, as precipitações pluviométricas devem estar acima de 1200 mm/ano e bem distribuídas (100-180 mm/mês) para não haver períodos de déficit hídrico, principalmente quando a formação da inflorescência ou no início da frutificação.

Nota-se que sobre as condições ideais de clima para a banana, o desenvolvimento de doenças fúngicas, como por exemplo "Mal-de-Sigatoka", se vê favorecido, devendo-se também levar em conta este aspecto na escolha do local de instalação de um bananal.

Com relação a altitude e latitude, estas quando maiores, aumentam os ciclos de produção, principalmente para os cultivares Nanica e Nanicão.

Também a luminosidade é importante para o desenvolvimento da bananeira, sendo desejável que receba entre 1000-2000 horas de luz/ano, pois a luminosidade afeta o ciclo, o tamanho do cacho e a qualidade e conservação dos frutos.

Quanto ao vento, este pode causar o fendilhamento de folhas ou até o rompimento do sistema radicular, alongamento do ciclo e tombamento de plantas. Assim, para minimizar seu efeito, torna-se importante a implantação de quebra-ventos no bananal, associando o plantio de cultivares de porte mais baixo.

Isto posto, esclarecemos que, em condições de clima favorável, a bananeira apresenta hábito de crescimento contínuo e rápido, condição esta indispensável para a obtenção de cachos de alto valor comercial, enquanto que em condições adversas de clima (baixas temperaturas e déficit hídrico) a planta pode passar por um período de paralisação de desenvolvimento.

Nas bananeiras, a maior porcentagem (70%) das raízes se encontram nas primeiros 30 cm do solo, no entanto este deve permitir que as raízes consigam penetrar, no mínimo, 60 a 80 cm de profundidade. Assim, os solos preferidos são os ricos em matéria orgânica, bem drenados, argilosos ou mistos, que possuam boa disponibilidade de água e topografia favorável. Os solos arenosos, além da baixa fertilidade e da baixa retenção de umidade, favorecem a disseminação de nematóides, devendo pois receber maior atenção.

3 - CULTIVARES

‘Nanicão’: cultivar que por apresentar melhor conformação de cachos e de frutos substituiu em muitos casos a ‘Nanica’, sendo pois hoje o cultivar mais plantado no Estado de São Paulo, dominando o mercado interno e de exportação. O bom clone do cultivar nanicão deve ter:

a cultura máxima de 3 metros cacho com 11 a 13 pencas e polpa ligeiramente amarelo-dourada (melhor paladar e aroma).

‘Grande Naine’: possui grande semelhança com o cultivar Nanicão, porém o porte é um pouco mais baixo. tem sido o cultivar mais plantado no mercado externo. Possui alta capacidade de resposta em condição de alta tecnologia, porém não tem a mesma rusticidade do cultivar Nanicão.

‘Nanica’: semelhante à ‘Nanicão’, de porte mais baixo frutos menores e mais curvos, e apresenta problema de "engasgamento" no lançamento dos cachos no inverno.

‘Prata’: Com limitação de cultivo devido ao "Mal-do-Panamá", restrita a áreas reduzidas.

‘Prata Anã’: Enxerto ou Prata-de-Santa-Catarina: porte médio /baixo, planta vigorosa e frutos idênticos aos do cultivar ‘Prata’. É tolerante ao frio e mediamente tolerante a nematóides.

‘Terra’: plantio limitado e de difícil manejo, devido a altura e fácil tombamento, por ser muito suscetível ao ataque da broca-da-bananeira, necessitando de um adequado escoramento.

‘Maçã’: ótima qualidade e excelente aceitação no mercador consumidor, porém com séria limitação para seu cultivo devido ao "Mal-do-Panamá"

‘Mysore’: Pode substituir a ‘maçã’, devido a semelhança entre seus frutos e apresentar tolerância ao "Mal-do-Panamá".

Ouro: De cultivo restrito, altamente susceptível a "Sigatoka".

De forma geral, as recomendações técnicas aqui relatadas, referem-se basicamente à cultura do nanicão, diferindo para as demais em alguns pontos, como espaçamento, produtividade, mercado e tolerância a pragas e doenças. (consultar Quadro 1).

OBS.: 1- Espaçamentos maiores para solos com maior fertilidade.

2- Quando tolerantes, sem deficiência hídrica na estação vegetativa

4 - PREPARO DO TERRENO

O preparo do terreno segue o procedimento normal adotado para outras culturas: limpeza do terreno, aração, gradagem, subsolagem e abertura de sulcos ou de covas para o plantio.

Aconselha-se a realizar previamente uma análise de solo, e se houver necessidade realizar a calagem com antecedência, realizando-se uma gradeação para incorporação do corretivo, pois esta é a oportunidade de se fazer uma aplicação de calcário significativa.

Conforme as condições locais, do terreno ou da cobertura vegetal do mesmo, algumas variações podem ser adotadas no preparo do terreno, com o objetivo de melhorar o potencial de instalação do bananal.

5 - PLANTIO

5.1- Época

O plantio, deve ser iniciado com as primeiras chuvas, sempre que possível e, evitando-se começá-lo nos meses de baixa temperatura, e também em função do período em que se pretende colocar o produto no mercado.

5.2- Espaçamento

Um bananal "fechado" acarreta alongamento do ciclo de produção em até alguns meses e leva a formação de frutos menores, por isso a importância quanto ao espaçamento.

Também, é essencial um bom planejamento do bananal, com o perfeito dimensionamento dos talhões e carreadores, buscando possibilitar a melhor execução dos tratos culturais e controle de doenças, inclusive mecanicamente e, facilitar o escoamento da produção.

O espaçamento pode ser influenciado pela disponibilidade de mudas, pela fertilidade do solo e pelo manejo do bananal, mas de forma geral os espaçamentos para os diferentes cultivares estão colocados no Quadro 1.

5.3- Mudas

5.3.1- Tipos

A bananeira é propagada vegetativamente, a partir de seu rizoma, quer brotado ou não brotado:

a) rizoma não brotado:

-inteiro; subdividido ao meio ou em 4 partes (com peso nunca inferior a 500g cada);

b) rizoma brotado ou inteiro:

- chifrinho: rebento recém brotado, com 20 cm de altura, com 2 a 3 meses de idade e com aproximadamente 1 kg;

-chifre rebentos: em estágio médio de desenvolvimento,medindo de 50-60 cm de altura, pesando entre 1-2 kg;.

-chifrão: rebento apresentado a primeira folha normal, pesando entre 2-3 kg;

-muda alta (muda replante): rebento bem desenvolvido, com mais de 1 metro de altura e pesando entre 3-5 kg. Usado como replante das falhas em bananais formadas ou em formação.

As mudas de rizoma não brotado apresentam desenvolvimento mais lento e conseqüentemente o primeiro ciclo de produção é mais longo. Observa-se ainda, na prática, que o desenvolvimento das mudas do mesmo tipo é tão mais rápido quanto maior for o seu peso.

É possível ainda, obter-se mudas a partir do desenvolvimento de meristemas (gemas laterais e apical) por meio de multiplicação de tecidos em laboratórios de biotecnologia.

5.3.2- Preparo e tratamento das mudas

A princípio é imprescindível que o bananal fornecedor de mudas não tenha sintomas de vírus, Mal-do-Panamá e se possível, não apresentar sinais de nematóides e da broca-da-bananeira.

Tão logo possível após a extração, o material de plantio deve ser submetido a uma limpeza (toalete ou escalpelamento) retirando-se todas as raízes, limpando-se as partes necrosadas, secas e a terra aderente, tomando-se cuidado para evitar qualquer lesão às gemas.

Esse material pode ser então submetido a um tratamento químico específico, a base de carbofuran líquido à 0,4% por um período de 15 minutos, devendo-se para este tratamento utilizar-se dos equipamentos de proteção individual (EPIs) pois o produto é altamente tóxico. Pode-se ainda como opção submeter o material a um tratamento com 2 litros de água mais um litro de hipoclorito de sódio por 10 minutos.

5.4- Plantio

Para o tipo de muda, pedaço de rizoma, colocá-la no fundo da cova, no caso do Planalto Paulista, cobertura com 15-20 cm de terra.

Em terrenos pesados e mais úmidos, como nas condições do Litoral, plantar mais raso, e cobrir com 5cm de terra.

6 - TRATOS CULTURAIS

6.1- Controle de Plantas daninhas

O bananal deve ser mantido no limpo através de roçadas mecânicas ou capina manual superficial, visto que a concorrência com o mato resulta em atraso no desenvolvimento, diminuição no vigor e queda na produção, não se devendo gradear ou passar rotativa, dada a superficialidade das raízes.

No controle químico, podemos utilizar herbicidas de pós ou pré-emergência nas dosagens especificadas para cada produto, em função do tipo de solo e das espécies infestantes.

O número de capinas fica a critério das condições climáticas, fertilidade do solo e do espaçamento utilizado, sendo que num bananal bem formado, as plantas daninhas são problemas nos primeiros meses, quando então o controle deve ser realizado.

6.2- Desbaste

É uma das operações mais importantes no manejo do bananal, e consiste em favorecer o maior e mais rápido desenvolvimento do único rebento (filho ou guia) deixado junto a planta mãe, e que será responsável pela próxima safra. Esse desbaste pode ser feito utilizando-se a ferramenta "lurdinha" (vazador), ou apenas com cortes dos rebentos.

O primeiro desbaste, que irá eleger a planta mãe, deve ser realizado quando os brotos atinjam 60cm. O desbaste deverá ser realizado periodicamente, visando manter mãe e filho, até o lançamento da inflorescência pela planta-mãe, nesta fase escolhe-se um novo broto junto ao filho que passará a ser o "neto". O número de desbastes varia de 3 a 5 vezes/ano.

O desbaste também poderá ser conduzido de forma a se controlar a época de produção, objetivando-se a colheita de cachos na época de melhores preços.

6.3- Corte de Pseudocaule após a colheita.

Após o corte do cacho por ocasião da colheita, permanece o pseudocaule que deverá ser cortado o mais alto possível, permitindo a translocação dos seus nutrientes e hormônios para o rizoma, o pseudocaule pode ser eliminado totalmente 40-60 dias após a colheita.

6.4- Limpeza do Bananal (retirada de folhas secas)

Periodicamente, aconselha-se a retirada das folhas secas, já sem função na planta, cortando-as junto ao pecíolo, de baixo para cima e enleiradas nas entrelinhas do bananal.

Em regiões sujeitas ao frio, esta operação deverá ser efetuada antes do inverno, visando permitir um maior escoamento da massa de ar frio do bananal.

6.5- Poda

Pode ser realizada com o objetivo de deslocar a produção, concentrando-a numa época de preços mais favoráveis, o que ocorre normalmente no final do ano.

Também pode ser utilizada para recuperar uma lavoura atingida por geada, inundação, granizo, vento, que tenha comprometido as plantas mais velhas e a produção pendente.

6.6- Outros tratamentos

- Eliminação do coração: quebra-se a ráquis masculina ("rabo-do-cacho") junto ao botão floral, quando houver entre ele e a última penca, cerca de 10-12 cm. Este procedimento visa acelerar o desenvolvimento ("engordamento") das bananas, aumentar o comprimento dos últimos frutos, aumentar o peso do cacho e provocar a diminuição de trips e traça-da-bananeira.

- Retirada dos pistilos (despistilagem): faz com que a proximidade distal do dedo fique mais cheia, melhorando seu aspecto visual, além de ser um eficiente método de controle da traça-da-bananeira. Na prática, este procedimento não vem sendo realizado a nível de campo, pelo seu alto custo de realização, necessitando entretanto ser realizado no tratamento pós-colheita.

-Ensacamento do cacho com plástico polietileno

7 - ADUBAÇÃO

A adubação, calagem e fosfatagem devem ser feitas baseadas nos resultados da análise do solo e foliar e de acordo com os períodos de maior demanda pelos nutrientes, como por exemplo na fase de crescimento vegetativo e de "lançamento" do cacho onde ocorrem maiores demandas de Nitrogênio (N), enquanto que por ocasião da "engorda" dos frutos é maior a demanda de potássio(K).

A retirada de nutrientes por tonelada de cacho é de aproximadamente: N=2,0 kg; P2O5: 0,6 kg; K2O=6,4 kg; CaO= 0,4 kg: e MgO: 0,9 kg.

Todos os restos da cultura devem permanecer dentro do bananal como fonte de matéria orgânica (salvo aquelas de plantas doentes), podendo-se inclusive em solos arenosos acrescentar outros materiais de baixo custo com a finalidade de melhorar a qualidade física do solo.

Na calagem, antes do plantio, recomenda-se utilizar calcário dolomítico com um mínimo de 16% de MgO, com o objetivo de evitar o desequilíbrio em Ca, Mg, e K que pode provocar um problema fisiológico ("azul da bananeira") que pode anular por completo a produção. Aplicar antes do plantio, 10 litros por cova de esterco de curral ou 2 litros de esterco de aves ou 1 litro de torta de mamona, especialmente em solos arenosos, recomendando-se ainda, como prática importante, a fosfatagem na dosagem de 100 a 200 kg/ha de P2O5 ou de 40-50g de P2O5/cova.

As adubações dos bananais em formação e em produção seguem as recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo do Instituto Agronômico de Campinas (Boletim Técnico nº 100).

As adubações deverão ser parceladas, realizando-as nos meses de setembro-dezembro-abril, com solo úmido, procurando-se distribuir os adubos na "parte da frente" da bananeira, no sentido do caminhamento do bananal, onde estão os brotos que ficarão para a próxima produção, a uma distância de 20-40 cm, formando um semicírculo.

Quanto aos micronutrientes, torna-se interessante a aplicação de fertilizantes fornecedores de zinco, cobre, boro, ferro e outros .

8 - PRAGAS E DOENÇAS

8.1- Pragas

8.1.1- "Moleque" ou Broca-da-Bananeira" (Cosmopolites sordidus)

Praga bastante disseminada, atingindo praticamente todos os bananais. O inseto adulto é um besouro preto, de hábito noturno, suas larvas são responsáveis pelas perfurações que aparecem no rizoma, destruindo internamente o tecido da planta, prejudicando o seu desenvolvimento. As folhas amarelecem, os cachos ficam pequenos e as plantas sujeitas ao tombamento.

Para o seu controle recomenda-se a limpeza das mudas, com uma toalete completa, onde se escalpela todo o seu rizoma, eliminando por completo os sinais de sua presença.

O controle, ainda, é realizado com o monitoramento da praga, utilizando-se de iscas tipo queijo ou telha, onde acrescenta-se um inseticida na dosagem de 2-3g/isca, fazendo-se 25 iscas/ha.

Recentemente tem-se realizado o controle biológico da broca utilizando-se o fungo Beuveria bassiana, no mesmo sistema de iscas, agora utilizando 20-25g do fungo/isca na proporção de 100 iscas/ha.

8.1.2- Nematóides

Os nematóides que ocorrem na cultura da banana são classificados segundo as lesões que provocam:

a) lesões profundas (Radophulos similis - nematóide "cavernícola" e Pratylenchus musicola

b) lesões superficiais (Helicotylenchus spp)

c) lesões tipo galha (Meloidogyne spp).

Os nematóides parasitam o sistema radicular e rizomas das bananeiras, são responsáveis por expressivas quedas de produção nos bananais em decorrência da existência de condições propícias para o desenvolvimento de altas populações, como terreno arenoso e períodos secos.

São encontrados em quase todas as plantações do Estado de São Paulo, podendo reduzir as raízes a apenas 10% do seu comprimento, levando ao tombamento de plantas, além disso abrem nas raízes e no rizoma, portas de entrada para outros parasitas.

O melhor método de controle é não permitir a entrada de nematóides em novas áreas, para isso necessita-se de mudas de origem sadia. Para complementar recomenda-se realizar uma boa "toalete" do rizoma das mudas, eliminando toda e qualquer mancha escura,e fazer tratamento das mudas.

Nos tratamentos rotineiros, podemos aplicar nematicida via solo (não realizando o tratamento em plantas com cachos) ou logo após a colheita dentro da planta-mãe com auxílio da lurdinha.

Outras formas de atenuar os problemas com a presença de nematóides são as de manter as plantas com nutrição correta e bem conduzidas.

8.1.3- Outras pragas

Outras pragas ocorrem ocasionalmente na cultura da banana como por exemplo:

  • -Trips: Pequenos insetos que causam danos na casca dos frutos. A eliminação dos "corações" exercem um certo controle na população.

  • -Traça-dos-frutos-da-bananeira (Opogona sacchari): a larva penetra no fruto, abrindo galerias, causando o apodrecimento e o amarelecimento deste, com o resto do cacho ainda verde. Seu controle pode ser feito com despestilagem ou pulverizando-se com produtos recomendados, com jato dirigido ao cacho recém-formado,

  • -Lagartas: provocam prejuízos na área foliar, com desfolhamento ou abertura de galerias no parênquima foliar. Seu controle quando necessário pode ser realizado quimicamente com resultados satisfatórios.

  • 8.2- Doenças

    8.2.1- "Mal-de-Sigatoka" (Mycosphaerella musicola - fase perfeita; Cercospora musae - fase imperfeita)

    Os sintomas ocorrem nas folhas, iniciando-se por pontuações com leve descoloração, passando por estrias cloróticas e manchas necróticas, elípticas, alongadas e dispostas paralelamente as nervuras secundárias, apresentado estas lesões á parte central acinzentada e as bordas amarelecidas, essas lesões podem coalescer comprometendo uma grande área foliar.

    É um problema fitossanitário limitante para os cultivares Nanicão, Nanica e Grande Naine sendo imprescindível um programa de controle fitossanitário. O cultivar Ouro é ainda mais susceptível, já os cultivares Maça e Prata são considerados medianamente resistentes e o ‘Terra’ ainda mais resistentes.

    Para o seu controle recomenda-se pulverização sobre as folhas, em baixo volume, atingindo as folhas novas, com óleo mineral "Spray oil" entre 12 e 18 litros/ha.

    O período de controle deverá ser de setembro a maio, pois o fungo necessita de temperatura e umidade alta para se desenvolver, num intervalo de aplicação de 20-22 dias, podendo este prazo ser dilatado quando utilizado óleo mais um fungicida sistêmico triazóis, benomyl e benzimidozóles.

    As aplicações são feitas por atomizador costal, atomização via trator e aplicações aéreas.

    8.2.2- "Mal-do-Panamá" (Fusarium oxysporum f. sp. cubense)

    Os cultivares de interesse comercial apresentam taxas variáveis de tolerância, assim apresentam alta tolerância os cultivares: ‘Ouro’, ‘Nanica’, ‘Nanicão’; mediana tolerância: ‘Terra’; baixa tolerância: ‘Prata’ e intolerante: ‘Maça’.

    Esta doença, sendo limitante para o cultivar Maça, fruta de grande preferência de consumo, motivou a migração de seu cultivo do Estado de São Paulo.

    Apesar da tolerância do cultivar Nanicão, desequilíbrios nutricionais (P, Ca, Mg e Zn), parasitismo de nematóides, ou períodos elevados de estiagem, podem levar ao aparecimento de sintomas da fusariose.

    Não existe controle para a doença, e no caso da escolha por variedades suscetíveis, buscar locais onde não ocorreram plantios anteriores e utilizar mudas sadias e de qualidade.

    8.2.3- "Moko" ou "Murcha Bacteriana" (Pseudomonas solanacearum)

    Doença bacteriana que se encontra no Brasil apenas na região Norte, onde já é bastante difundida, e no Nordeste. A planta infectada morre em poucas semanas, sua incidência se dá em reboleiras, com as folhas caídas e secas ("guarda-chuva fechado"), os frutos apresentam a polpa com manchas negras distribuídas no seu interior. Como único método de controle, preconiza-se um rigoroso programa de erradicação das plantas doentes.

    No Estado de São Paulo, não foi constatada a presença dessa doença, devendo-se pois atentar-se para não permitir a entrada desse patógeno nas nossas regiões produtoras.

    8.2.4- Viroses (vírus do mosaico do pepino)

    Embora já constatada em nossas condições de cultivo, até o momento não tem causado problemas de sérias proporções, devendo-se no entanto manter a atenção quanto a esta doença.

    8.2.5- Doenças de frutos

    São algumas as doenças fúngicas que normalmente não chegam a afetar a qualidade da polpa, no entanto, como são causados por fungos manchadores de frutos, leva a perda de valor comercial devido a defeitos e má aparência.

    Como exemplo citamos:

    - ponta-de-charuto: causado por uma associação de fungos

    - doença-das-pintas (Pyricularia grisea).

    De maneira geral, essas doenças não tem sido problema limitante, no entanto, em bananais limpos, bem arejados e com bom manejo, diminuem as possibilidades de ocorrência.

    8.2.6- Doenças Pós-colheita

    Podem ocorrer podridões, seja no engaço, na coroa ou almofada ou nos frutos. Para evitar tais problemas que resultam em diminuição no valor comercial do produto, deve-se atentar a uma colheita cuidadosa e no ponto correto, proceder a limpeza das pencas, a lavagem dos frutos com detergente e posterior imersão em solução fungicida (benomyl e thiabendazóle) e o acondicionamento nas embalagens adequadamente.

    9 - COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO

    Considera-se que a banana está apta para a comercialização quando os frutos se encontram fisiologicamente desenvolvidos, ou seja, que atingiram o estágio de desenvolvimento característico da variedade.

    No entanto, esta não pode ser colhida madura, pois como fruta muito sensível ao transporte e por não se conservar por muito tempo, seu amadurecimento pós-colheita deve se processar em câmaras de climatização, onde são submetidas à maturação sobre controle de temperatura, umidade e ventilação, conseguindo-se um produto final de melhor qualidade e uniformemente amadurecido, de maior valor comercial.

    Para determinar o ponto de colheita, deve-se levar em consideração a distância e a que mercado se destina a fruta. De modo geral como parâmetros que podemos adotar para determinar o ponto-de-colheita da banana, estão o grau fisiológico do fruto, que se baseia na sua aparência visual (magro; 3/4 magro; 3/4 normal; 3/4 gordo e gordo) ou no diâmetro da fruta, onde se mede o diâmetro do dedo central da segunda mão.(magro = 30mm; 3/4 magro=32mm;3/4 normal =34mm 3/4 gordo 36mm e gordo 38mm).

    De forma geral, os frutos devem ser colhidos ainda verdes, porém já desenvolvidos e as "quinas" longitudinais pouco salientes (3/4 gordo). Para o mercado externo, prefere-se colher frutos um pouco mais magros que para o mercado interno.

    Os cuidados na colheita devem ser os mais atendidos, no sentido de se evitar bater os frutos, não permitir sua exposição prolongada ao sol etc., desde a colheita do cacho, até seu transporte e o manuseio no "packing house".

    Após a colheita, o produto pode ter vários destinos e diferentes modalidades de comercialização, seja na comercialização direta dos cachos, seja em embalagens que devem obedecer a portaria específica do Ministério da Agricultura e Reforma Agrária, que padroniza de acordo com o mercado a que se destina (interno e externo) e com a cultivar, os diferentes tipos de embalagem para banana (torito, caixa "M", caixa de papelão).

    Quanto ao mercado, observa-se a disponibilidade de frutos durante todo o ano, entretanto com flutuações de preço em função da oferta/demanda em algumas épocas do ano.

    Para pensarmos seriamente em exportação, não apenas para nossos tradicionais importadores, Uruguai e Argentina, temos que estar dispostos a reverter a situação que nos separa de países como o Equador, que apesar da palatabilidade inferior de suas bananas e com preços equivalentes, quando comparamos com o Brasil, apresentam uma qualidade e uma apresentação extremamente superior, inclusive comercializando seus frutos em forma de "buquê" (5-7 frutos), prática esta que já vem sendo realizada pelos produtores nacionais.

    Hoje, tem-se incentivado a prática de tratamentos pós-colheita, com manuseio de frutos em casas de embalagem, nas áreas de bananicultura do Estado, como forma de melhorar a qualidade final do produto. Além disso temos que pensar num trabalho de marketing salientando as propriedades da banana como alimento com o objetivo de se estimular seu consumo

    Importancia econômica da Banana

    09

    A cultura da banana ocupa o segundo lugar em volume de frutas produzidas e consumidas no Brasil e a terceira posição em área colhida. As diversas camadas da população brasileira consomem banana não só como sobremesa mas como uma fonte alimentar. Todavia a parcela da renda gasta com na aquisição deste produto é de 0,87% do total das despezas com alimentação.

    A produção brasileira de banana está distribuída por todo o território nacional, sendo a região Nordeste a maior produtora, com 34%, dos quais a Bahia participa com cerca de 46 438 ha e o estado de Pernambuco 38.000 ha.

    Embora a região semi-árida do polo Petrolina-Juazeiro apresente excelentes condições de clima e solo para a produção de banana de alto padrão de qualidade, ainda é preciso superar, em grande parte, a baixa eficiência na produção e no manejo pós-colheita. São vários os problemas que afetam a bananicultura da região, principalmente no que se refere ao manejo e tratos culturais dispensados à cultura e ao tratamento pós-colheita.

    O Polo Petrolina Juazeiro envolve vários projetos de irrigação, tais como Nilo Coelho, Mandacaru, Salitre, Tourão, Curaçá, Pontal que mantêm uma produção de frutas que coloca este polo como destaque no cenário nacional. Nesta região a cultura da banana é explorada numa área de 4179 ha contribuindo para uma produção de 10.522.000 cachos por ano. Neste cenário a cultivar Pacovan domina mais de 90% da área. O Polo Petrolina Juazeiro situa-se numa região de ótimas condições climáticas para a prática da agricultura irrigada, apresentando alta luminosidade e temperatura, favorecendo o rápido crescimento vegetativo; clima semi-árido, propiciando condições menos favoráveis ao desenvolvimento de doenças fúngicas de parte aérea como o mal-de-Sigatoka.

    Clima para bananeira

    clima-brasil

    CLIMA

    A banana, originária de clima tropical úmido, exige temperaturas que não estejam abaixo de 10 ºC e que não se elevem acima de 40ºC. Os melhores limites térmicos para o bom desenvolvimento desta cultura está entre 20 e 24ºC, podendo-se desenvolver satisfatoriamente em locais cujos limites de temperatura sejam 15 e 35ºC. As melhores condições para uma boa produção se encontram em regiões com temperaturas elevadas o ano todo e cujas médias mensais estejam entre 24 e 29ºC.

    As baixas temperaturas podem ocasionar a "queima" da planta, ou dos frutos em crescimento ("chilling" ou "friagem", impedindo que o fruto atinja o seu máximo crescimento, tornando-o pequeno e de maturação incompleta), devendo-se pois evitar locais sujeitos a geadas e ventos frios.

    Para o desenvolvimento da cultura de banana, as precipitações pluviométricas devem estar acima de 1200 mm/ano e bem distribuídas (100-180 mm/mês) para não haver períodos de déficit hídrico, principalmente quando a formação da inflorescência ou no início da frutificação.

    Nota-se que sobre as condições ideais de clima para a banana, o desenvolvimento de doenças fúngicas, como por exemplo "Mal-de-Sigatoka", se vê favorecido, devendo-se também levar em conta este aspecto na escolha do local de instalação de um bananal.

    Com relação a altitude e latitude, estas quando maiores, aumentam os ciclos de produção, principalmente para os cultivares Nanica e Nanicão.

    Também a luminosidade é importante para o desenvolvimento da bananeira, sendo desejável que receba entre 1000-2000 horas de luz/ano, pois a luminosidade afeta o ciclo, o tamanho do cacho e a qualidade e conservação dos frutos.

    Quanto ao vento, este pode causar o fendilhamento de folhas ou até o rompimento do sistema radicular, alongamento do ciclo e tombamento de plantas. Assim, para minimizar seu efeito, torna-se importante a implantação de quebra-ventos no bananal, associando o plantio de cultivares de porte mais baixo.

    Isto posto, esclarecemos que, em condições de clima favorável, a bananeira apresenta hábito de crescimento contínuo e rápido, condição esta indispensável para a obtenção de cachos de alto valor comercial, enquanto que em condições adversas de clima (baixas temperaturas e déficit hídrico) a planta pode passar por um período de paralisação de desenvolvimento.

    Exigências climáticas
    A bananeira, planta tipicamente tropical, exige calor constante, precipitações bem distribuídas e elevada umidade para o seu bom desenvolvimento e produção.

    Temperatura

    A faixa de temperatura ótima para o desenvolvimento das bananeiras comerciais é de 26-28oC, com mínimas não inferiores a 15oC e máximas não superiores a 35oC. Abaixo de 15oC a atividade da planta é paralisada e, acima de 35oC, o desenvolvimento é inibido, principalmente devido à desidratação dos tecidos, especialmente das folhas. No Polo Petrolina – Juazeiro a temperatura média é de 26,3oC, estando, portanto dentro das faixas adequadas à cultura.

    Precipitação

    O regime pluviometrico da região do Polo Petrolina - Juazeiro apresenta um total anual médio de chuvas de 608 mm, concentrado no período de janeiro-março, insuficiente para atender às necessidades da bananeira que requer, pelo menos 1200 mm anuais ou em média 150 mm por mês.

    Luminosidade

    O efeito da luminosidade sobre o ciclo vegetativo da bananeira é bastante evidente. O fotoperíodo parece não influir no seu crescimento e frutificação.

    Vento

    O vento é um fator climático importante, podendo causar desde pequenos danos, até a destruição do bananal. Ventos inferiores a 30 km/h, normalmente, não prejudicam a planta, ou seja, não é limitante para o cultivo de banana. Na região do Polo Petrolina – Juazeiro o vento tem sido um dos fatores limitantes para a bananeira, principalmente cultivares de porte alto.

    Umidade relativa

    A umidade relativa média da região é inferior às médias anuais mais adequadas para a bananeira que apresenta melhor desenvolvimento em locais com médias anuais de umidade relativa superiores a 80%.

    Altitude

    A região do Polo Petrolina-Juazeiro apresenta-se numa altitude de 370 m, satisfatória para o cultivo da bananeira, que deve ser cultivada em altitudes que variam de 0 a 1.000 m acima do nível do mar. o acréscimo de 100 m de acréscimo na altitude implica em um aumento de 30 a 45 dias no ciclo de produção da bananeira.

    Solos para Banana

    solos5

    Escolha do solo

    As terras ideais para o cultivo da bananeira são as aluviais profundas, ricas em matéria orgânica, bem drenadas e com boa capacidade de retenção de água. Deve-se preferir aquelas planas ou com declividades abaixo de 8%, profundas, com mais de um metro sem qualquer impedimento.

    A granulometria do solo deve ser média a pouco argilosa, não devendo ser muito arenosa, que geralmente apresenta baixa quantidade de nutrientes e baixa capacidade de retenção de água, aumentando os custos de produção pela necessidade de adubações mais freqüentes e de práticas visando melhorar o suprimento de água; também não deve ser muito argilosa, pela maior dificuldade de preparo para o plantio, pelos riscos de encharcamento e pelo maior impedimento ao crescimento das raízes. Áreas pouco drenadas e sujeitas a encharcamentos devem ser evitadas, pois as raízes da bananeira apodrecem rapidamente e morrem após mais de três dias de excesso de umidade no solo.

    Preparo do solo

    Na limpeza da área deve-se evitar remover a camada superficial do solo, rica em matéria orgânica. Em seguida faz-se a aração a uma profundidade mínima de 20 centímetros, seguida da gradagem e coveamento ou sulcamento para plantio. Áreas que vêm sendo cultivadas com pastagens ou que apresentam subsolos compactados ou endurecidos devem ser subsoladas a 50-70 centímetros de profundidade, para melhorar a infiltração de água, facilitar o aprofundamento das raízes e controlar as plantas daninhas, como também incorporar o calcário aplicado na superfície do terreno. Vale lembrar que o solo deve ser revolvido o mínimo possível, devendo ser preparado com umidade suficiente para não levantar poeira e nem aderir aos implementos; além disso, deve-se usar máquinas e implementos o menos pesados possíveis e acompanhar as curvas de nível do terreno.

    Conservação do solo

    Considerando que os solos são de baixa declividade, recomenda-se, como medida conservacionista, o cultivo de plantas melhoradoras (feijão-de-porco, crotalárias, leucena e outras) nas entrelinhas do bananal, semeadas no início do período das águas e ceifadas ao final deste, deixando-se os resíduos na superfície do solo, como cobertura morta. É uma forma de cobrir o solo e promover a incorporação de resíduos vegetais.

    Nutrição da Bananeira

    Nutrição

    Exigências nutricionais

    O potássio (K) e o nitrogênio (N) são os nutrientes mais absorvidos e necessários para o crescimento e produção da bananeira. Em ordem decrescente a bananeira absorve os seguintes nutrientes: macronutrientes: K > N > Ca > Mg > S > P; micronutrientes: Cl > Mn > Fe > Zn > B > Cu. Em média um bananal retira, por tonelada de frutos, 1,9 kg de N; 0,23 kg de P; 5,2 kg de K; 0,22 kg de Ca e 0,30 kg de Mg.

    As quantidades de nutrientes que retornam ao solo (pseudocaules, folhas e rizomas) após a colheita, em um plantio de banana são consideráveis, podendo chegar a valores máximos aproximados de 170 kg de N/ha/ciclo, 9,6 kg de P/ha/ciclo, 311 kg de K/ha/ciclo, 126 kg de Ca/ha/ciclo, 187 kg de Mg/ha/ciclo e 21 kg de S/ha/ciclo, na época da colheita.

    Sintomas de deficiências

    Assim, pode-se avaliar o estado nutricional da bananeira visualmente. Quando um nutriente está em deficiência, a planta expressa este desequilíbrio por sintomas visuais que se manifestam, principalmente, por meio de alterações nas folhas, como coloração, tamanho e outras (Tabela 1). Além das folhas, alguns sintomas podem ocorrer também nos cachos e frutos (Tabela 2).

    No entanto, a diagnose visual é apenas uma das ferramentas para estabelecer as deficiências nutricionais em bananeira, devendo ser complementada pelas análises químicas de solos e folhas, que confirmarão ou não a deficiência nutricional. Segundo a norma internacional, a folha amostrada para análise química é a terceira a contar do ápice, com a inflorescência no estádio de todas as pencas femininas descobertas (sem brácteas) e não mais de três pencas de flores masculinas. Coleta-se 10 a 25 cm da parte interna mediana do limbo, eliminando-se a nervura central. Este material deve ser acondicionado em saco de papel e encaminhado para análise o mais rápido possível.

    Recomendações de calagem e adubação

    Pela análise química do solo é possível determinar os teores de nutrientes nele existentes e assim recomendar as quantidades de calcário e de adubo que devem ser aplicadas. Com a aplicação adequada de fertilizantes, espera-se aumento mínimo de 50% na produtividade.



    Calagem
    Caso o laboratório não envie a recomendação de calagem, esta pode ser calculada baseando-se na elevação da saturação por bases para 70%, quando esta for inferior a 60%, segundo a fórmula:

    , onde:

    V1 = saturação por bases atual do solo
    CTC = capacidade de troca catiônica do solo (cmolc/dm3)
    PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário.

    A aplicação de calcário, quando recomendada, deve ser a primeira prática a ser realizada, com antecedência mínima de 30 dias do plantio. O calcário deve ser aplicado a lanço em toda a área, após a aração e incorporado por meio da gradagem. Caso não seja possível o uso da máquina, a incorporação pode ser efetuada na época da capina. Recomenda-se o uso do calcário dolomítico, que contém cálcio (Ca) e magnésio (Mg), evitando assim, o desequilíbrio entre potássio (K) e Mg e, consequentemente, o surgimento do distúrbio fisiológico “azul da bananeira” (deficiência de Mg induzida pelo excesso de K). Considera-se equilibrada a relação K:Ca:Mg nas proporções de 0,5:3,5:1 a 0,3:2:1.

    A presença de camadas subsuperficiais com baixos teores de Ca e/ou elevados teores de Al trocáveis leva ao menor aprofundamento do sistema radicular, refletindo em menor volume de solo explorado, ou seja, menos nutrientes e água disponíveis para a bananeira. O gesso agrícola (CaSO4.2H2O) pode ser


    recomendado para correção de camadas subsuperficiais, sugerindo-se aplicar a dose de 25% da necessidade de calagem (NC), para a melhoria do ambiente radicular das camadas abaixo da arável

    Adubação

    Adubação orgânica

    Deve ser usada na cova, na forma de esterco bovino de curral curtido (10 a 15 litros/cova) ou esterco de galinha curtido (3 a 5 litros/cova) ou torta de mamona (2 a 3 litros/cova) ou outros compostos disponíveis. A cobertura do solo com resíduos vegetais de bananeiras (folhas e pseudocaules) pode ser uma alternativa viável para os pequenos produtores sem condições de adubar quimicamente seus plantios, pois aumenta os teores de nutrientes do solo, principalmente potássio (K) e cálcio (Ca), além de melhorar suas características físicas, químicas e biológicas.

    Adubação fosfatada

    A bananeira necessita de pequenas quantidades de fósforo (P), mas se não aplicado, prejudica o desenvolvimento do sistema radicular da planta e, consequentemente, afeta a produção. A quantidade total recomendada após análise do solo (40 a 120 kg de P2O5/ha) deve ser colocada na cova, no plantio. Pode ser aplicado sob as formas de superfosfato simples (18% P2O5), superfosfato triplo (45% P2O5), fosfato diamônico (DAP) (45% P2O5) e fosfato monoamônico (MAP) (48% P2O5). Anualmente deve ser repetida a aplicação, após nova análise química do solo. Solos com teores de P acima de 30 mg/dm3 (extrator de Mehlich) dispensam a adubação fosfatada.

    Adubação nitrogenada

    O nitrogênio (N) é um nutriente muito importante para o crescimento vegetativo da planta, recomendando-se de 160 a 400 kg de N mineral/ha/ano, dependendo da produtividade esperada. A primeira aplicação deve ser feita em cobertura, em torno de 30 a 45 dias após o plantio. Recomendam-se como adubos nitrogenados: uréia (45%N), sulfato de amônio (20% N), nitrato de cálcio (14% N) e nitrato de amônio (34%).

    Adubação potássica

    O potássio (K) é considerado o nutriente mais importante para a produção de frutos de qualidade superior. A quantidade recomendada varia de 100 a 750 kg de K2O/ha dependendo do teor no solo. A primeira aplicação deve ser feita em cobertura, no 3o ou 4o mês após o plantio. Caso o teor de K no solo seja inferior a 59 mg/dm3, iniciar a aplicação aos 30 dias, juntamente com a primeira aplicação de N. Pode ser aplicado sob as formas de cloreto de potássio (60% K2O), sulfato de potássio (50% K2O) e nitrato de potássio (48% K2O). Solos com teores de K acima de 234 mg/dm3 dispensam a adubação potássica.

    Adubação com micronutrientes

    O boro (B) e o zinco (Zn) são os micronutrientes com maior freqüência de deficiência nas bananeiras. Como fonte, aplicar no plantio 50 g de FTE BR12 por cova. Para teores de B no solo inferiores a 0,2 mg/dm3 (extrator de água quente), deve-se aplicar 3,5 kg de B/ha e para teores de Zn no solo inferiores a 0,5 mg/dm3 (extrator de DTPA), recomenda-se 15 kg de Zn/ha.

    Parcelamento das adubações

    O parcelamento vai depender da textura e da CTC (capacidade de troca catiônica) do solo, bem como do regime de chuvas e do manejo adotado. Em solos arenosos e com baixa CTC deve-se parcelar semanalmente ou quinzenalmente. Em solos mais argilosos as adubações podem ser feitas mensalmente ou a cada dois meses, principalmente nas aplicações via solo.

    Localização dos fertilizantes

    As adubações em cobertura devem ser feitas em círculo, numa faixa de 10 a 20 cm de largura e 20 a 40 cm distante da muda, aumentando-se a distância com a idade da planta. No bananal adulto os adubos são distribuídos em meia-lua em frente à planta filha e neta. Em terrenos inclinados, a adubação deve ser feita em meia-lua, do lado de cima da cova e ligeiramente incorporada ao solo. Em casos de plantios muito adensados e em terrenos planos, a adubação pode ser feita a lanço, nas ruas. Em plantios irrigados os fertilizantes devem ser preferencialmente aplicados via água de irrigação.

    Tabela 1. Sintomas visuais de deficiências de nutrientes em folhas da bananeira.

    Nutriente

    Idade da folha

    Sintomas no limbo

    Sintomas adicionais

    N

    Todas as idades

    Verde-claro uniforme.

    Pecíolos róseos.

    Cu

    Todas as idades

    -

    Nervura principal se dobra.

    Fe

    Jovens

    Folhas amarelas, quase brancas.

    -

    S

    Jovens

    Folhas, inclusive nervuras, tornam-se verde-pálidas a amarelas.

    Engrossamento das nervuras secundárias.

    B

    Jovens

    Listras perpendiculares às nervuras secundárias.

    Folhas deformadas (limbos incompletos).

    Zn

    Jovens

    Faixas amareladas ao longo das nervuras secundárias.

    Pigmentação avermelhada na face inferior das folhas jovens.

    Ca

    Jovens

    Clorose nos bordos.

    Engrossamento das nervuras secundárias; clorose marginal descontínua e em forma de “dentes de serra”; diminuição do tamanho da folha.

    Mn

    Medianas

    Limbo com clorose em forma de pente nos bordos.

    Ocorrência do fungo Deightoniella torulosa, que pode contaminar os frutos.

    P

    Velhas

    Clorose marginal em forma de “dentes de serra”.

    Pecíolo se quebra; folhas jovens com coloração verde-escura tendendo a azulada.

    Mg

    Velhas

    Clorose da parte interna do limbo; nervura central e bordos permanecem verdes.

    Descolamento das bainhas.

    K

    Velhas

    Clorose amarelo-alaranjada e necroses nos bordos.

    Limbo se dobra na ponta da folha, com aspecto encarquilhado e seco.

    Tabela 2. Sintomas de deficiências de nutrientes nos cachos e frutos da bananeira.

    Nutriente

    Sintomas

    N

    Cachos raquíticos, menor número de pencas.

    P

    Frutos com menor teor de açúcar.

    K

    Cachos raquíticos, frutos pequenos e finos, maturação irregular, polpa pouco saborosa.

    Ca

    Maturação irregular, frutos verdes junto com maduros, podridão dos frutos, pouco aroma e pouco açúcar. A sua falta pode ser uma das causas do empedramento da banana ‘Maçã’.

    Mg

    Cacho raquítico e deformado, maturação irregular, polpa mole, viscosa e de sabor desagradável, apodrecimento rápido do fruto.

    S

    Cachos pequenos.

    B

    Deformações do cacho, poucos frutos e atrofiados. A sua falta pode levar ao empedramento da banana ‘Maçã’.

    Fe

    Pencas anormais, frutos curtos.

    Zn

    Frutos tortos e pequenos, com ponta em forma de mamilo (Cavendish) e de cor verde-pálida.

    Variedades de Banana

    Banana-ouro: A menor de todas, é muito doce e tem casca bem amarela, cheia de pintinhas marrons. No Amazonas é chamada de inajá.
    banana-ouro

    Banana-nanica: A mais cultivada e comercializada. De nanica ela nada tem, mas as bananeiras que lhe dão origem são de pequeno porte, ao contrário da fruta que chega a medir de 15 a 24 centímetros.
    i-bananas

    Banana-da-terra: Com mais de 25 centrímetros de comprimento, tem casca amarela e polpa ligeiramente rosada. Depois de madura, sua casca fica quase preta e a polpa trava a mastigação. Por isso, é frita ou assada e degusta com açúcar e canela.
    Banana_terra

    Banana-são-tomé: Cada vez naus rara de ser encontrada, ela tem sabor delicioso e é ideal para ser cozida e depois amassada com garfo. O que iviabiliza sua comercialização é o fato de amadurecer e rachar.
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    Banana-maçã: Casca fina e amarela, sua principal característica está no sabor que lembra o da maçã. Uma das variedades mais cultivadas no país, é excelente para consumo ao natural ou em vitaminas. Uso culinário restrito.
    banana maça

    Banana-prata: É o tipo que tem a casca mais lisa e sem manchas. A polpa é bem clara e doce e entra no preparo de bananas e bolos.
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    Banana-Pacovã: Comprida, mais de 35 centímetros, tem polpa rosada, mais firme e pouco doce. É largamente cultivada na região amazônica. Ótima para assar ou cozer.

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    Principais Cultivares

    A escolha da variedade de bananeira depende da preferência do mercado consumidor e do destino da produção (indústria ou consumo in natura). Existem quatro padrões ou tipos principais de variedades de bananeira: Prata, Maçã, Cavendish (Banana D’Água ou Caturra) e Terra. Dentro de cada tipo há uma ou mais variedades. No Polo Petrolina - Juazeiro, as variedades dominantes tendem a ser a Pacovan e a 'Prata Anã'. Recomenda-se ainda, introduzir e cultivar variedades novas com características de resistência a pragas e doenças como Caipira, Fhia 18 e Fhia 01, visando desenvolver novas opções de mercado.

    Pacovan

    Resultante de uma mutação da Prata, pertence ao grupo AAB e é mais produtiva e vigorosa do que esta cultivar. Tem porte alto, superior ao da Prata. O pseudocaule é verde-claro, com poucas manchas escuras. O cacho é pouco cônico, rabo limpo, coração médio e frutos grandes, com quinas proeminentes mesmo quando maduros, ápices em forma de gargalo e sabor azedo-doce, mais ácido do que a Prata. A cultivar é suscetível às Sigatokas amarela e negra e ao mal-do-Panamá, todavia apresenta boa tolerância à broca-do-rizoma e aos nematóides. Também tem boa aceitação pelos consumidores.

    Prata Anã 

    É uma cultivar do grupo AAB, com baixa capacidade produtiva, com pseudocaule muito vigoroso de cor verde-clara, brilhante, com poucas manchas escuras próximo à roseta foliar. O porte é médio a alto, cacho cônico, rabo sujo (ráquis com brácteas persistentes), coração grande e frutos pequenos, com quinas, ápices em forma de gargalo e sabor acre-doce (azedo-doce). A cultivar é suscetível às sigatokas amarela e negra e ao mal-do-Panamá, todavia apresenta boa tolerância à broca-do-rizoma e aos nematóides.

    Produção e obtenção de mudas de Banana

    Produção e obtenção de mudas
    As mudas têm papel fundamental na qualidade fitossanitária do bananal, uma vez que, problemas como nematóides, broca-do-rizoma, mal-do-Panamá, moko, podridão-mole e vírus podem ser levados pelas mesmas. Serão utilizados basicamente mudas produzidas pelos seguintes métodos:

    Propagação convencional

    06

    As bananeiras são normalmente propagadas vegetativamente por meio de mudas desenvolvidas a partir de gemas do seu caule subterrâneo, o rizoma. O ideal é que as mudas sejam oriundas de viveiros, que são áreas estabelecidas com a finalidade exclusiva de produção de material propagativo de boa qualidade.

    No caso da inexistência de viveiros, as mudas devem ser obtidas de bananal com plantas bem vigorosas e em ótimas condições fitossanitárias, cuja idade não seja superior a quatro anos e que não apresente mistura de variedades e presença de plantas daninhas de difícil erradicação, a exemplo da tiririca ou dandá (Cyperus rotundus). Nesse caso as mudas obtidas são classificadas como:

    Chifrinho: apresenta de 20 a 30 cm de altura e têm unicamente folhas lanceoladas;

    Chifre: apresentam de 50 a 60 cm de altura e folhas lanceoladas;

    Chifrão: é o tipo ideal de muda, com 60 a 150 cm de altura, já apresentando uma mistura de folhas lanceoladas com folhas características de planta adulta;

    Adulta: são mudas com rizomas bem desenvolvidos, em fase de diferenciação floral, e que apresentam folhas largas, porém ainda jovens;

    Pedaço de rizoma: tipo de muda oriundo de frações de rizoma com no mínimo uma gema bem entumecida e peso de 800 g;

    Rizoma com filho aderido: muda de grande peso e que, devido ao filho aderido, exige cuidado em seu manuseio, de forma a evitar danos ao mesmo;

    Guarda-chuva: mudas pequenas, rizomas diminutos, mas com folhas típicas de plantas adultas. Devem ser evitadas, pois além de possuírem pouca reserva aumentam a duração do ciclo vegetativo.

    Para produção de mudas na fazenda, deve-se utilizar solos que ainda não tenham sido cultivados com bananas e estabelecer o viveiro com mudas comprovadamente isentas de pragas e doenças.

    Micropropagação

    04

    A micropropagação ou propagação in vitro, em laboratório, consiste no cultivo de segmentos muito pequenos de plantas, os chamados explantes.

    Atualmente a técnica mais empregada para a produção de mudas in vitro é a partir dos meristemas apicais retirados de mudas tipo chifrinho. O meristema apical e parte do próprio rizoma dessas mudas é levado para o laboratório onde passa por diversas etapas de cultivo até a obtenção das mudinhas que são aclimatadas, transferidas para um substrato especial e comercializadas.

    As mudas de laboratório são geneticamente uniformes, mais vigorosas, permitem tratos culturais e colheitas mais uniformes. São ainda mais produtivas e evitam a disseminação de pragas e doenças.

    Produzidas em laboratório pelo processo de clonagem (micropropagação) e aclimatadas em estufas. As mudas de bananeira da Multiplanta são fornecidas para todas as regiões produtoras do país.

    Por este processo obtem-se mudas de qualidade - livres de pragas e doenças. Plantios comerciais utilizam este tipo de muda devido à facilidade de transporte, manuseio, “pegamento”, uniformidade, vigor e produtividade. As mudas estão prontas para o plantio direto a campo, mas podem ser mantidas na bandeja de plástico por vários dias (ou semanas), mantendo-se úmido o torrão. A empresa é registrada junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA, o qual efetua acompanhamento sistemático da produção e o controle oficial (indexação) para o virus do mosaico do pepino - CMV.

    Cultivares
    Prata Anã, Grand Naine (grupo Nanicão), Maçã, FHIA-18

    Bandeja com 24 mudas
    Mudas prontas para o plantio direto a campo. A altura da parte aérea é de 20 a 30 cm e um torrão de 6 x 6 x 6 cm.

    Bandeja com 128 mudas
    Mudas com 10 a 15 cm de altura que necessitam ser transplantadas para um recipiente maior por um período de 30-40 dias.

    Mudas com raiz nua
    Pré-aclimatadas, com 5 a 10 cm de altura, também para serem terminadas no local de plantio. Especialmente indicadas para transporte a longas distâncias.

    Transporte das Mudas

    É feito pelo produtor ou providenciado pela Multiplanta , independente da quantidade, por Sedex, transportadora ou via aérea, para todo o Brasil

    Plantio do Bananal

    54766

    Planejamento do bananal
    Nesta etapa o produtor deve prever e analisar alguns aspectos relevantes à sua atividade como, o acesso à propriedade durante o ano todo, o rápido escoamento da produção, a topografia da área de produção, a eficiência dos sistemas de irrigação e/ou drenagem, a qualidade da água e, a escolha de variedades demandadas pelo mercado.

    A construção de estradas e carreadores interligando as sub-áreas de produção possibilitam o tráfego de veículos,  máquinas e implementos agrícolas que facilitam operações rotineiras como o escoamento da produção, a aplicação de defensivos, a distribuição de fertilizantes e a colheita.

    Época de plantio

    O plantio pode ser realizado em qualquer época do ano, uma vez que toda a região do Polo Petrolina – Juazeiro é irrigada. O plantio deve ser escalonado para que haja produção durante todo o ano.

    Espaçamento e densidade de plantio

    Os espaçamentos utilizados para o cultivo da banana estão relacionados com o clima, o porte da variedade, as condições de luminosidade, a fertilidade do solo, a topografia do terreno e o nível tecnológico dos cultivos. Para as condições do Polo Petrolina – Juazeiro são recomendadas os seguintes espaçamentos em função da cultivar:

    Prata Anã

    Densidades de 1333 a 1666 plantas por hectare, sendo indicados os seguintes espaçamentos: 4,0m x 2,0m x 2,5m e 4,0m x 2,0m x 2,0m.

    Pacovan

    Densidades de 1111 a 1333 plantas por hectare, sendo indicados os seguintes espaçamentos: 4,0m x 2,0m x 3,0m e 4,0m x 2,0m x 2,5m.

    Coveamento

    Em áreas não mecanizáveis as covas são abertas manualmente, com cavador e/ou enxadas, nas dimensões de 30 cm x 30 cm x 30 cm ou 40 cm x 40 cm x 40 cm, de acordo com o tamanho ou peso da muda e a classe do solo. As primeiras, destinam-se às mudas cujo peso varia entre 0,5 e 1,0 kg. As últimas, às mudas de 1,0 a 1,5 kg, respectivamente. É muito importante que as mudas ou rizomas sejam uniformes em tamanho e peso.

    Plantio e replantio

    As mudas micropropagadas, após climatizadas por um período de 45 a 60 dias, são levadas para o local de plantio, em época de alta umidade, afim de facilitar o seu estabelecimento. Devem ser retiradas cuidadosamente do recipiente que as contém, para não danificar as raízes, e distribuídas no centro das covas, sobre a terra misturada, com adubo orgânico e fertilizante fosfatado, fechando-se a cova.

    O plantio de mudas procedentes de viveiros ou de bananal sadio (convencionais) é feito de acordo com os tipos (chifrinho, chifre e chifrão), e devem ser plantados nesta ordem, colocando numa mesma área as do mesmo tamanho. Após o plantio, coloca-se 5 a 10 cm de terra solta sobre o pseudocaule, evitando-se que os tecidos sejam danificados pela exposição direta da luz solar.

    Irrigação na Bananeira


    Métodos

    Nas condições semi-áridas de Petrolina - Juazeiro os métodos pressurizados: aspersão, microaspersão, miniaspersão e gotejamento são os mais recomendados.

    O método da aspersão é o que molha completamente todo o solo (área molhada de 100%) e quando usado, os aspersores devem ficar a 1 m do solo, com ângulo de inclinação no máximo de 7 graus.

    No caso da microaspersão, usar um microaspersor de vazão superior a 45 L/h, para quatro plantas, preferencialmente dispostas em fileiras duplas.

    No caso do gotejamento, deve-se usar pelo menos dois gotejadores por planta, preferencialmente em faixa continua. É o sistema de menor área molhada, dificulta a mineralização da mateira orgânica por não molhar a superfície do solo e requer fertirrigação podendo portanto não ter o resultado dos sistemas anteriores.

    Quantidade de água necessária

    A demanda de água pela bananeira em seu primeiro ciclo inicia-se com 45% da evapotranspiração potencial nos primeiros 70 dias, elevando-se para 85% da evapotranspiração potencial aos 210 dias (fase de formação dos frutos) e atingindo um máximo de 110% da evapotranspiração potencial aos 300 dias.

    A Tabela 3 sugere volumes de água a serem aplicados conforme o estágio da planta e conforme o período do ano. Esses valores devem servir de base para irrigação, mas devem ser ajustados localmente conforme a necessidade.

    Tabela 3. Sugestões para aplicação de água em litros por planta por dia para condições semi-áridas.

    Meses após o plantio

    Periodo do ano

    1 a 2

    5 a 8

    9 a 12

    Janeiro - abril

    13

    25

    36

    Maio - julho

    10

    20

    28

    Agosto - setembro

    11

    22

    30

    Outubro-dezembro

    16

    30

    42


    Manejo da irrigação

    Os níveis de tensão de água do solo recomendados para a bananeira situam-se entre 0,25 atm a 0,45 atm, para camadas superficiais do solo (até 0,25 m) e entre 0,35 atm até 0,50 atm, para profundidade próxima de 0,40 m. Se optar pelo uso de tensiômetros para monitorar a disponibilidade de água no solo, recomenda-se instalá-los em quatro baterias por hectare, sendo cada bateria composta por dois tensiômetros à profundidades entre 0,20 m e 0,40 m e distância de 0,30 a 0,40 m da planta em direção ao microaspersor.

    Em se utilizando a evaporação do tanque classe A para estimar a demanda de água pela bananeira, deve-se multiplicar a leitura do tanque por por 0,85 a 1,0 para as condições do Polo Petrolina - Juazeiro.


    Freqüência de irrigação

    A irrigação por aspersão em solos franco-arenosos e arenosos pode ser feita em intervalos máximos de 5 dias em regiões semi-áridas podendo-se estender para 7 dias em caso de solos argilosos.

    A irrigação localizada, deve ser feita em intervalo de um dia e pelo menos duas vezes por dia em solos arenosos (areia franca e areia).