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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Custos e Rentabilidade da Ameixeira



Custos e rentabilidade

A composição dos custos e a rentabilidade da produção de ameixas são variáveis de acordo com o custo dos insumos, o nível de tecnologia empregada, a produtividade obtida e o valor alcançado pelo produto no mercado. Como referência, foram estabelecidos os seguintes parâmetros:
  • Sistema de produção com alta tecnologia
  • Ameixas comercializadas "in natura" em atacados (CEASAs) ou diretamente nas feiras, fruteiras e supermercados da região
  • Uso de 556 mudas por hectare (espaçamento 6 x 3 m)
  • Produtividade estimada: Ano 3 - 8 t/ha; Ano 4 - 14 t/ha; Ano 5 ao ano 8 - 18 t/ha (Produtividade média - 16 t/ha)
Nas Tabela 1 a 3, estão apresentados os principais componentes de custo para a implantação e manutenção de um pomar de ameixas européias produzidos conforme o sistema de produção aqui descrito. É importante considerar, entretanto, que estes valores servem como referência, em função dos fatores antes mencionados.

Tabela 1. Coeficientes técnicos e custos de implantação de 1,0 hectare (1º ano - Implantação) de ameixas européias para mesa na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. Bento Gonçalves, 2004.
QuantidadeMão de obra (d/h)Trator + implemento (horas)Total
Serviços
Limpeza do terreno13,51,65,1
Aração1-44
Gradagem1-22
Calagem1-11
Transporte de adubos, mistura e aplicação12-2
Plantio-4-4
Capinas mecânicas28614
Capinas Manuais26,5-6,5
Tratamentos fitossanitários211
Controle de formigas-1,5-1,5
Desbrotas e poda verde-4,2-4,2
Total de dias ou horas-29,715,645,3
Custo diário ou horário (R$)-3024-
Subtotal serviços (R$)891374,41.265,40
UnidadeQuantidadeCusto unitário (R$)Total (R$)
Insumos
MudasUn.55621.112,00
Calcáriot845360
Adubos (P e K)kg1000,770
Uréiakg250,4511,25
Defensivoskg/l525125
Subtotal Insumos1.678,25
TOTAL 1º ANO2.943,65
Fonte: Madail (2004), Agrianual (2003)

Tabela 2. Coeficientes técnicos e custos de implantação de 1,0 hectare (2º ano - Implantação) de ameixas européias para mesa na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. Bento Gonçalves, 2004.
QuantidadeMão de obra (d/h)Trator + implemento (horas)Total
Serviços
Poda e retirada dos ramos14--
Adubação em cobertura11,5--
Capinas mecânicas2-7,5-
Capinas Manuais26,5--
Tratamentos fitossanitários4-4-
Desbrotas e poda verde-4,2--
Total de dias ou horas-16,211,5-
Custo diário ou horário-3024-
Subtotal serviços-486276762
UnidadeQuantidadeCusto unitárioTotal (R$)
Insumos
Adubos (P e K)kg200,714
Uréiakg500,4522,5
Defensivoskg/l1225300
Subtotal Insumos336,5
TOTAL 2º ANO1.098,50
Fonte: Madail (2004), Agrianual (2003)

Tabela 3. Coeficientes técnicos e custos de implantação de 1,0 hectare (3º ano e seguintes - Produção) de ameixas européias para mesa na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. Bento Gonçalves, 2004.
QuantidadeMão de obra (d/h)Trator + implemento (horas)Total
Serviços
Roçadas22,52-
Poda e retirada de ramos116--
Adubação em cobertura12--
Capinas mecânicas22,5-
Capinas manuais112--
Tratamentos fitossanitários3-4,5-
Controle de formigas2411,5-
Colheita, classificação e transporte1306-
Total de dias ou horas-66,526,5-
Custo diário ou horário-3024-
Subtotal serviços1.995,006362.631,00
UnidadeQuantidadeCusto unitárioTotal (R$)
Insumos
Adubos (P e K)kg1750,7122,5
Uréiakg500,4522,5
Defensivoskg/l2025500
Despesas com embalagens e materiais para colheitaUn.4201420
Subtotal Insumos1.065,00
TOTAL 3º ANO E SEGUINTES3.696,00
Fonte: Madail (2004), Agrianual (2003)
Estimativa de rentabilidade
Preço médio pago ao produtor: R$ 1,50/kg
Receita bruta: R$ 24.000,00
Custo de produção (soma dos anos 1, 2 e 3): R$ 7.738,15
Rentabilidade (no 3º ano): R$ 16.261,85




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Manejo de plantas daninhas na Ameixeira

Manejo de plantas daninhas

Entre os fatores que influenciam a quantidade e a qualidade dos frutos, o manejo do solo e o controle das plantas invasoras merecem atenção especial. No manejo do solo dos pomares é necessário que se mantenha um grau de controle das plantas daninhas que permita as frutíferas expressarem toda a capacidade produtiva. Principalmente nos períodos de brotação, floração, raleio e a fase compreendida entre o endurecimento do caroço e a maturação do fruto, a competição exercida pelas plantas invasoras deve ser mínima ou nula.
É recomendável que o solo dos pomares, na linha de plantas, ou seja, na área efetivamente explorada pelo sistema radicular das frutíferas, seja mantido livre de qualquer tipo de vegetação que possa competir com a ameixeira, principalmente, no período compreendido entre a floração e a maturação dos frutos, estendendo-se até a queda das folhas (Figura 25).
Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 25. Sintomas provocados por Xylella fastidiosa em folhas de ameixeira.

Controle mecânico e químico de invasoras

O controle das plantas invasoras pode ser feito de diferentes maneiras, devendo ser considerados alguns parâmetros tais como: espécies infestantes, período de infestação, fenologia das espécies infestantes e fenologia da frutífera. Com relação a este último item, na fase de formação dos frutos é muito importante que não haja concorrência por água e nutrientes, principalmente em solos com baixa fertilidade natural e pouco profundos.

Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 24. Aspecto na linha de plantas de um pomar de ameixeira sem competição de invasoras.
Em pomares localizados em áreas com declive acentuado (sujeitos aos processos erosivos) é aconselhável manter as entrelinhas relvadas para evitar o arraste de solo durante os períodos chuvosos. A vegetação nas entrelinhas deverá ser de porte baixo, ou mantida roçada durante a fase vegetativa da ameixeira.
A utilização de enxada rotativa também deve ser evitada, principalmente em solos com textura fina. Nestas condições este implemento desestrutura o solo, pulverizando-o. Após uma chuva, forma-se uma crosta na superfície do terreno, diminuindo a permeabilidade à água e ao ar, comprometendo o bom desenvolvimento da ameixeira e facilitando os processos erosivos.
Grades tipo off set podem ser usadas, desde que o solo esteja em condições de friabilidade.
Quando as entrelinhas são mantidas relvadas, a passagem das máquinas para a execução dos tratamentos fitossanitários e demais tratos culturais motomecanizados é facilitada.
Nas linhas de plantas, deve-se proceder o revolvimento de uma fina camada na superfície do solo. Esta prática, sempre que possível, deve suceder a adubação nitrogenada, promovendo a incorporação do adubo, evitando-se, assim, perdas por volatização e aumentando-se a eficiência do fertilizante, principalmente se for usada a uréia como fonte de nitrogênio. Convém salientar que o cultivo do solo não elimina a necessidade de adubação nitrogenada.
A eliminação das espécies invasoras deve se restringir à área explorada pelo sistema radicular das frutíferas. Em muito casos, dependendo das espécies invasoras, do regime de chuvas e da disponibilidade de mão-de-obra, a capina manual torna-se impraticável ou ineficiente. Uma capina eficiente seguida da aplicação de um herbicida pré-emergente (Tabela 4), permite, em certas situações, que a área tratada fique livre das plantas invasoras por um período superior a cinco meses.
Tabela 4. Herbicidas pré-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira.
Herbicidas as pré-emergentes
Princípio ativo
Dosagem do produto comercial
DIURON (ou similar)
2,0 a 3,0 kgh a-1
SIMAZINA (ou similar)
1,5 a 3,0 kgh a-1
ORIZALINA
2,0 a 3,0 kgh a-1
Podem também ser utilizados herbicidas com ação pós-emergente (Tabela 5); neste caso, entretanto, as invasoras devem ter altura máxima de 25 cm. Geralmente, herbicidas pós-emergentes não têm ação sobre as sementes e são inativados pelos coloides do solo.
Tabela 5. Herbicidas pós-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira.
Herbicidas as pós-emergentes
Princípio ativo
Dosagem do produto comercial
GLIFOSATE (ou similar)
1,5 a 4,0 Lh a-1
PARAQUAT (ou similar)
2,0 a 3,0 Lh a-1

Controle biológico de invasoras

O cultivo de leguminosas de inverno nas linhas de plantas dos pomares de ameixeira é uma prática que vem sendo adotada, por muitos fruticultores, nas últimas décadas. A ervilhaca (Vicia sp.) pode ser cultivada sob a copa das ameixeiras durante a fase de repouso hibernal da frutífera. Dependendo das condições locais e da cultivar de ameixeira, poderá haver competição entre a leguminosa e a frutífera na fase final de formação do fruto, com interferência negativa sobre a produção. Quando isto ocorre faz-se necessária a adoção de alguma prática de cultivo (capina, ceifa ou herbicida) para que seja interrompido o ciclo vegetativo da leguminosa.
Nas entrelinhas, o cultivo pode ser iniciado no outono. Deve-se evitar o cultivo com arado, particularmente de discos, devido aos danos causados no sistema radicular das plantas, o que reduz a produtividade e a longevidade do pomar.



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CURIOSIDADES SOBRE AMEIXAS

Os primeiros escritos sobre a ameixeira datam dos anos 23 a 79 da era cristã. A teoria mais racional é a que supõe que o centro-oeste da Ásia foi o local de origem das plantas de ameixeira que desenvolveram-se nas primeiras variedades cultivadas, principalmente, porque ainda hoje, existem abundância de ameixeiras e seus moradores nativos comercializam ameixas secas, as quais são muito apreciadas.
Muitos botânicos indicam ser a ameixeira o núcleo central de divergência do gênero Prunus, que por sucessivas variações originou as diferentes frutas da família das Rosáceas.
Duas espécies principais abrangem a maiorias das cultivares atualmente existentes. Uma dessas é denominada Prunus doméstica (L.) e a outra é Prunus salicina Lindl.
Vários botânicos acreditam que Prunus doméstica L., vulgarmente conhecida como ameixeira européia, teve origem em uma região compreendida entre o sul do Cáucaso e o norte da Pérsia. Por ser cultivada há mais de 2.000 anos, é difícil determinar o local exato onde originou-se esta espécie. São árvores de forma piramidal que podem atingir até 12 metros de altura. Apresentam raízes compridas e pouco profundas. O tronco pode apresentar até 40 cm de diâmetro. Apresenta uma ou duas flores em cada gema, com pedicelo de 1 cm de comprimento, pétalas brancas ou branco-esverdeadas, ovaladas. As frutas têm forma, tamanho, cor e sabor variáveis segundo a variedade e a película é coberta por pruina azulada.
Acredita-se que a espécie Prunus salicina Lindl seja originária da China, embora conhecida como ameixeira japonesa. São árvores que podem atingir de 6 a 10 metros de altura, com troncos medianamente grossos. Os ramos são abertos e compridos. Apresenta três ou mais gemas pequenas por nó. Os brotos são glabros. As folhas têm de 6 a 15 cm de comprimento, com forma oblongo-ovalada ou oblongo-elíptica, glabras. O pecíolo pode ter de 1 a 2 cm de comprimento. Apresentam, normalmente, três flores por gema, podendo chegar a 4 ou 5. As pétalas são brancas, ovaladas e os estames em número de aproximadamente 25. Produzem frutas de diversos tamanhos e formas, com película fina, adstringente e com pouca pruina, apresentando várias colorações entre amarelo e vermelho, mas nunca azulada. A polpa é firme, de cor amarela, vermelha ou roxa, fibrosa, doce e aromática.
A ameixeira é uma das plantas frutíferas que mais se difundiu pelo mundo, sendo cultivada em várias condições climáticas devido às varias espécies existentes e ao resultado de hibridações ocorridas ao longo do desenvolvimento da cultura. Pode-se dizer que a ameixeira espalha-se por todo o Hemisfério Norte, com exceção de zonas onde o elevado calor dos trópicos ou extremo frio da zona polar são obstáculos ao seu desenvolvimento.

Ameixa medicinal

A ameixa é recomendada contra a prisão de ventre por seu alto poder laxativo. Consumida em excesso, pode irritar os rins. É rica em vitaminas do Complexo B, que evitam problemas de pele e reumatismo.Além disso são essenciais ao crescimento e fortalecem o cabelo, evitando sua queda.
Por causa de sua alta taxa de Fósforo, a ameixa é indicada em casos de fraqueza geral, principalmente quando há debilidade cerebral.
A ameixa seca, e portanto concentrada, é indicada para pessoas que desenvolvem trabalhos musculares, porque é altamente energética, fornecendo grande quantidade de calorias. E a fruta fresca é ideal no combate a hemorróidas.
Para combater a prisão de ventre, coloca-se ameixas secas de molho em um copo de água à noite. Logo na manhã seguinte tanto as ameixas como essa água devem ser ingeridas em jejum. Esse tratamento deve ser repetido por vários dias.
Seu período de safra vai de dezembro a fevereiro.
A ameixa fresca fornece, em cada 100 gramas, 47 calorias, conservando-se na geladeira por uma semana.
Fonte: www.geocities.com

ameixa,quantas são

Vários frutos são conhecidos com o nome de ameixa.
São eles:
Eryobotrya japonica, a nêspera
Prunus domestica
Prunus salicilina, a ameixa-japonesa

Descrição
A ameixa considera-se oriunda das terras do baixo Danúbio, da Pérsia, da Arménia e do Cáucaso. As cultivações sírias, em volta de Damasco, alcançaram grande fama. Através dos gregos e dos romanos, também as ameixas chegaram até nós, embora os romanos só as cultivassem mais tarde. Diz-se que em 812, Carlos Magno, mandou plantar ameixeiras, de diversas espécies, nas suas propriedades imperiais. Hoje, as ameixas desfrutam de uma popularidade geral.
A ameixa autêntica (Prunus domestica) tem diversos nomes, nas várias regiões. Pertence à família das Rosáceas.
O abrunho (Prunus insititia), também chamado de abrunho grande, abrunho de enxertar, é diferente da ameixa autêntica. Difere sobretudo pelo fruto, esférico e de cor violeta escura, com o caroço chato, em vez de pontiagudo, como na verdadeira ameixa.
As ameixas devem ser comidas cruas, em grande quantidade; são também um alimento culinário, para conserva, geléia e doce em pasta. Além deste interesse como alimento, têm um significado muito mais justificado como remédio dietético médico.
Fonte: pt.wikipedia.org

ameixa,OTIMO ALIMENTO

A ameixa é um alimento nutritivo de baixo valor calórico, seja quando ingerida em saladas de frutas, assados, compotas, pudins ou pratos de carne. A ameixa fresca tem em média somente 36 calorias e é uma boa fonte fibras importantes para a dieta.
Fornece, além disso, boas quantidades de diversos nutrientes, entre eles vitamina C e potássio. As ameixas frescas não amadurecem depois de colhidas. Antes de comprá-las verifique o brilho da casca e se a fruta está levemente macia. A cor, varia muito de uma variedade para a outra e pode não ser um bom indicador de amadurecimento.
As ameixas passadas tendem a ficar moles, com a casca machucada ou descolorida. As ameixas firmes podem ser guardadas por um ou dois dias, à temperatura ambiente, para amolecerem.
Fonte: culinaria.terra.com.br

AMEIXA PECULIARIDADES

Fruto de ameixeira, família das rosáceas, a ameixa, de cor roxa-escura, vilácea, vermelha ou amarela, é carnosa e suculenta, e seu caroço é quase liso. A ameixa tem alto valor nutritivo. É rica em açúcar, sais minerais e algumas vitaminas.É um ótimo alimento, pois funciona como laxante natural
Curiosidade
No Japão é muito usado o "umeboshi", que é a ameixa salgada em conserva. A Califórnia é a principal região produtora de ameixa. Na América do Sul, os maiores produtores são a Argentina e o Chile. 100 gramas de ameixa fresca fornecem 47 calorias. Rica fonte de niacina, fibras, vitamina C e mineral potássio. A ameixa seca é muito utilizada na prevenção e tratamento de prisão de ventre.
Dica
A ameixa seca tem várias aplicações em caldas, sorvetes, pudins, musses bolos, tortas, refrescos e licores. Além disso, combina muito bem com pratos salgados. Para congelar ameixas, corte-as ao meio. Retire os caroços, armazene em sacolas plásticas, retirando o máximo de ar que conseguir. Elas podem ficar congeladas até 1 ano. As ameixas ficam moles quando congeladas.
Propriedades Nutricionais
A ameixa tem alto valor nutritivo. É rica em açúcar, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e algumas vitaminas. As frutas secas e sementes repõem nutrientes minerais como ferro, zinco, potássio e vitaminas.
Propriedades Medicinais
A ameixa é recomendada contra a prisão de ventre por seu alto poder laxativo. É rica em vitaminas do Complexo B, que evitam problemas de pele e reumatismo.Além disso são essenciais ao crescimento e fortalecem o cabelo, evitando sua queda.
Como Comprar
Procure frutos bem cheios, lustrosos e com a polpa que ceda ligeiramente à pressão delicada dos dedos. A coloração pode mudar, dependendo da variedade, do amarelo-esverdeado ao roxo. As ameixas passadas tendem a ficar moles, com casca machucada ou descolorida, e, às vezes, vazam sumo.
Como Armazenar
Para Conservar em bom estado por 3 a 5 dias, guarde em sacos plásticos na gaveta da geladeira sem lavar. Lave a ameixa apenas na hora em que for consumir. As ameixas firmes podem ser guardadas por um ou dois dias, à temperatura ambiente, para amolecerem.
Como Preparar
A ameixa pode ser consumida fresca, seca ou como geléias. Coma com a mão ou sirva cortada em fatias/pedaços, com ou sem casca, com ou sem açúcar. Use em saladas de frutas ou para preparar sobremesas, molhos, geléias ou bolos.
Fonte: www.hortifruti.com.br

AMEIXA caracteristicas

Nome Científico: Prunus sp.
Família: Rosaceae
Nomes Comuns: Ameixeira japonesa (Prunus salicina Lindl.), ameixeira européia (Prunus domestica L.), “plum” e “ciruelo”.
Origem e Dispersão: As ameixeiras japonesas são originárias da China e as ameixeiras européias são, provavelmente, originárias do Sul do Cáucaso (Ásia Menor).
Clima e Solo: A temperatura é o fator climático mais importante para a ameixeira, afetando sua distribuição geográfica. As ameixeiras européias são mais exigentes em frio hibernal do que as japonesas; devido a isto, seu cultivo fica restrito às regiões mais frias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Propagação: Normalmente, a ameixeira é propagada por enxertia de borbulhia (T normal ou invertido) sobre porta-enxertos de pessegueiro oriundos de sementes, ou seja, da mesma forma que o pessegueiro e a nectarineira. Porém, também podem ser utilizados outros métodos como a estaquia, a mergulhia de cepa, etc., embora a capacidade de enraizamento seja bastante váriável com o cultivar.
Variedades: No Brasil, a maioria dos plantios com ameixeira é feita com ameixeiras japonesas por serem menos exigentes em frio. As ameixeiras européias, basicamente, são representadas pelos cultivares D’Agen e Stanley, que apresentam epiderme roxa-clara e azulada, respectivamente, com polpa amarela e firme.
Utilização: As ameixas japonesas são utilizadas, basicamente, para consumo “in natura”, embora também possam ser industrializadas sob diversas formas.
As ameixas européias são utilizadas para consumo “in natura” e, principalmente, industrializadas na forma de passas.
AMEIXA DE MADAGASCAR
Nome científico: Flacortia indica Merr.
Família: Flacourtiaceae
Origem e dispersão
Flacortia indica Merr. é a espécie desta frutífera asiática, anteriormente conhecida como Flacortia ramontchi. Sua origem possível é na Índia ou em Madagascar, que originou seu nome comum. Outras espécies como F. inermis, F. jangomas e F. rukan, também originadas da Ásia são confundidas com ela.
Clima e solo
Adaptada a condições tropicais e vários tipos de solo, suporta geadas fracas.
Propagação
A propagação vegetativa (estacas ou enxertia) pode ser feita e é recomendada, pois assim pode-se plantar mais mudas femininas para poucas masculinas. Da propagação por sementes, pode decorrer muita planta masculina, improdutiva.
Utilização
O fruto pode ser consumido fresco, mas também em geléias, doces e sucos. A planta é indicada como boa para quebra-vento.
Fonte: www.todafruta.com.br

Ameixa curiosidades

A ameixa é uma fruta redonda com caroço produzida por uma árvore da família das Rosáceas. Dentre as mais de 100 variedades existentes, as mais conhecidas você encontra nas cores vermelha, amarela e roxa. De sabor doce, ligeiramente mais ácida na parte da polpa proxima ao caroço, pode ser consumida fresca, seca ou utilizada na preparação de geléias e outros tipos de doce. A ameixa seca é usada para a preparaçãoi de caldas, sorvetes, pudins, musses, bolos, tortas, refrescos e licores. Além disso, combina muito bem com pratos salgados.
Embora a ameixa seja uma fruta macia, ela só é boa para o consumo enquanto está firme, com aparência fresca e cor viva, sem partes moles, manchadas ou machucadas. Para que a ameixa se conserve me bom estado por vários dias, guarde-a em saco plástico na gaveta da geladeira sem lavar. Lave apenas na hora em que for consumi-la.
Destaque Nutricional
Rica em açúcar, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e algumas vitaminas, é um ótimo alimento, pois funciona como laxante natural.
Porção : 100g
Kcal : 54.0
HC : 13.5
PTN : 3.8
LIP : 0
Colesterol : 0
Fibras : 1.95
Fonte: batuquenacozinha.oi.com.br
Nome popular: ameixa, ameixa-preta.
Família: rosáceas.
Parte usada: fruto maduro e parcialmente dessecado.
Composição química: açúcares (principalmente glicose), dextrinas, pectina. Ácidos málico e tartárico. Água.
Indicações: laxativo, para regular a circulação intestinal e o apetite. Utilizado como edulcorante para corrigir o paladar de certos medicamentos.


USO MEDICINAL
Graças ao seu conteúdo em fibra (especialmente pectina), carboidratos, magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomendando-se contra a prisão de ventre obstinada.
Médicos afirmam que a ameixa fresca é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos e associadas às hiperlipidemias, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota; a arteriosclerose, a nefrite etc; ácidos e/ou gorduras originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas, gorduras saturadas e colesterol.
A ameixa fresca é indicada contra as hemorróidas e a hipocondria.
Diurética como é, recomenda-se contra as afecções de caráter inflamatório das vias urinarias.
É, ainda, "desobstruente" do fígado, "depurativa" do sangue e "desintoxicante" do aparelho digestivo, pelo que se emprega com êxito nas afecções febris do estômago e do intestino.
No tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, catarros etc.)
Valor Alimentício
A ameixa, consumida ao natural, fresca, seca ou demolhada, é um alimento saboroso e saudável. É também muito apreciada em compotas, geléias, sopas, purês, ou em mistura com figos secos, passas de uvas ou nozes raladas. Por suas propriedades laxativas, convém aos intestinos preguiçosos. Mesmo crianças pequenas podem beneficiar-se da "água da ameixa" em caso de prisão de ventre.
A ameixa, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de valor nutricional. Por exemplo, a ameixa-vermelha é rica em provitamina A, ao passo que as outras variedades são relativamente pobres. A ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, além de conter um pouco mais de proteína. A ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa, sendo a mais apropriada para o tratamento das afecções urinárias.



sábado, 17 de dezembro de 2016

Irrigação na Ameixeira (ameixa)


Irrigação

Na decisão do manejo de água, um dos fatores de maior influência é a característica do sistema radicular da planta, que determina o volume de solo a ser explorado para absorção de água e de nutrientes. O sistema radicular de espécies frutíferas, como macieira, pereira e prunóideas, de maneira geral, é bastante semelhante. Atinge profundidade máxima de um a dois metros, ocupa por planta, uma área de 10 a 20 m2 e apresenta a zona de maior concentração de raízes absorventes entre 0 e 50 cm de profundidade. Existem variações entre espécies e cultivares, acentuadas por diferenças de idade e condução das plantas, como poda e espaçamento, assim como, tipo e manejo do solo.
O efeito da irrigação no crescimento de raízes de frutíferas, apesar de variar de acordo com a espécie, com a cultivar e com as condições de solo, geralmente, resulta em maior concentração de raízes nos primeiros 15 cm de solo e redução de raízes em 15 cm a 30 cm de profundidade. Plantas formadas em solos bem irrigados ou com mulching têm menor capacidade de resistência às secas por causa da superficialidade do sistema radicular, quando não irrigadas.
O método de irrigação também exerce influência na distribuição das raízes: irrigação localizada em um só ponto tende a concentrar o desenvolvimento de raízes próximo a esse ponto, num raio de 30 cm a 40 cm.

Períodos críticos em relação ao déficit hídrico

As fases nas quais as plantas são sensíveis ao estresse hídrico são identificados basicamente por grande atividade fisiológica.
Após o período de dormência, a retirada de água do solo pela planta aumenta à medida que os ramos se desenvolvem e a área foliar é ampliada.
Posteriormente a floração, a multiplicação celular é muito grande porque é o número de células que determina o tamanho final dos frutos. A falta de água nesse período reduz o número de células, comprometendo o tamanho dos frutos. Terminada a divisão celular, nos frutos inicia-se a fase de aumento do volume das células. Nesse período, a etapa mais crítica ocorre duas a três semanas antes da colheita.
Outra fase crítica dá-se durante a diferenciação das gemas, que ocorre após a colheita. Nesse período, a atividade radicular é muito grande, uma vez que a planta armazena as reservas de nutrientes que irá utilizar no florescimento e na brotação, definindo a carga de frutos para a próxima estação. Essa é a fase mais importante no controle da umidade do solo, em razão de que, em condições de baixa umidade, há comprometimento da absorção de nutrientes pela planta, impedindo que ela entre, adequadamente nutrida, na fase de dormência.

Manejo da irrigação

O manejo da irrigação consiste em determinar a época e a quantidade de água a ser fornecida aos cultivos. Existem diferentes métodos, que variam quanto ao uso de instrumentos, custo de implementação, necessidade de dados meteorológicos e eficiência de aplicação, entre outros fatores.
Irrigação por aspersão: Apesar de não ser o método mais indicado para pomares já formados, é muito empregado na produção de mudas (Figura 20). Consiste na dispersão de água sobre a cultura, utilizando-se um conjunto de moto-bomba, tubulação, aspersores e acessórios.
As principais vantagens são: não necessitar de sistematização do terreno; pode ser utilizado em solos com quaisquer taxas de infiltração ou retenção de água; e não apresentar perdas na condução ou por escoamento superficial, quando bem manejado. Além disso, exige pouca mão-de-obra, apresenta facilidade de montagem, não dificulta o preparo de solo, pode ser instalado no pomar já implantado, ser automatizado, (operarando 24 horas por dia), e usado na prevenção de danos por geadas e possui grande variedade de opções de equipamentos.
 Irrigação de viveiro de produção de mudas de ameixeira utilizando o método de aspersão.
O método apresenta como principais desvantagens: altos volumes de aplicação; baixo rendimento; altas pressões para funcionamento e, conseqüentemente, o consumo de muita energia. Também molha toda a área e a folhagem das plantas; tem alto custo de implantação; utilização limitada pelo vento; e necessidade de água de boa qualidade.
Irrigação de superfície: Dos métodos utilizados, o de sulcos é o que apresenta maior aplicação em fruteiras. Apresenta como desvantagens a dificuldade de circulação de máquinas, a manutenção dos sulcos e a grande necessidade de mão de obra.
Irrigação localizada: Caracteriza-se por adicionar água ao solo com maior frequência e em volumes menores, oferecendo umidade adequada à região onde as raízes se distribuem.
As principais vantagens do sistema para fruteiras são: proporciona maior produtividade com menores volumes de água aplicados; utiliza baixa pressão na operação; não molha as folhas das plantas; opera em cultivos implantados em solos de baixa capacidade de infiltração (argilosos); pode-se aplicar fertilizantes junto com a água; não necessita de nivelamento do solo; não apresenta limitações de topografia; pode ser automatizado é de elevada eficiência de aplicação, (pois molha somente a área junto ao gotejador, o que reduz o aparecimento de ervas daninhas); possibilita o uso de água com teores de sais mais elevados do que nos métodos de aspersão; e necessita de pouca mão de obra para seu funcionamento.
Principais desvantagens: os custos de implementação, a ocorrência de entupimentos (por fatores biológicos, químicos e físicos) e o acúmulo de sais nas laterais do bulbo úmido; não pode ser utilizado no controle de geadas; e necessita de experimentação local para maximizar os resultados com o sistema.

Viabilidade econômica da irrigação

Todos os métodos, quando bem utilizados devem apresentar resultados semelhantes quanto à produtividade da cultura. A escolha do método deve ser acompanhada de análise que leve em conta os fatores técnicos relacionados aos fatores econômicos do investimento. Em regiões sujeitas a períodos de estiagem, o uso de irrigação suplementar na cultura da ameixeira pode proporcionar benefícios ao produtor.
No Sul do Brasil, a suplementação de água nos pomares, por meio da irrigação, tem sido feita de forma simples e com baixa tecnologia. Mesmo nesses casos, tem-se observado reação positiva das plantas, particularmente em relação ao aumento do diâmetro dos frutos.



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Receitas com Ameixas

 Ameixa


Receitas


A ameixa é um alimento nutritivo de baixo valor calórico, seja quando ingerida em saladas de frutas, assados, compotas, pudins ou pratos de carne. A ameixa fresca tem em média somente 36 calorias e é uma boa fonte fibras importantes para a dieta.
Fornece, além disso, boas quantidades de diversos nutrientes, entre eles vitamina C e potássio. As ameixas frescas não amadurecem depois de colhidas. Antes de comprá-las verifique o brilho da casca e se a fruta está levemente macia. A cor, varia muito de uma variedade para a outra e pode não ser um bom indicador de amadurecimento.
As ameixas passadas tendem a ficar moles, com a casca machucada ou descolorida. As ameixas firmes podem ser guardadas por um ou dois dias, à temperatura ambiente, para amolecerem.

Ameixas quentes mentoladas

Ingredientes:
10 ameixas frescas partidas ao meio (cerca de 900g)
1 xícara (chá) de suco de maçã pronto para beber
2 colheres (sopa) de açúcar
3 colheres (sopa) de menta picada
1 colher (sopa) de licor de menta
1 litro de sorvete de creme

Modo de Preparo: Misture bem em uma panela as ameixas, o suco de maçã, o açúcar, a menta e o licor. Leve ao fogo por 6 minutos, ou até ferver. Tampe a panela e cozinhe até as ameixas ficarem macias. Retire do fogo e sirva com a calda, ainda quente, acompanhada de sorvete de creme. Se preferir, decore com as folhas de menta.

Categoria:
Sobremesas: Doces
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
20 min
Rendimento:
10 porções

Arroz-doce com ameixas



Ingredientes:
1 xícara (chá) de arroz
1 litro de leite
1 pitada de sal
1 caixinha de leite condensado
casca de 1/2 limão
1 pedaço pequeno de canela em pau
4 cravos-da-índia
10 ameixas secas médias picadas

Modo de Preparo: Lave o arroz, coloque-o em uma peneira e reserve. Coloque 2 xícaras (chá) de leite em um refratário, próprio para microondas, e leve ao forno, na potência alta, por 5 minutos. Retire do forno, junte o arroz e o sal, tampe parcialmente o refratário e volte ao microondas, na potência alta, por mais 10 minutos. Retire e junte o leite restante, o leite condensado, a casca de limão, a canela e o cravo. Volte ao forno por mais 10 minutos. Junte as ameixas e deixe por mais 15 minutos, na potência alta. Deixe descansar, dentro do forno, por 5 minutos. Se preferir, decore com tiras de limão ou polvilhe canela em pó.
Dicas:
As ameixas secas podem ser substituídas por uvas passas sem sementes.

Categoria:
Sobremesas: Doces
Esta receita:
usa microondas
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Frio
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
53 minutos
Rendimento:
8 porções

Coquetel de ameixa

Ingredientes:
100 g de ameixas secas
15 gotas de adoçante
1 copo (requeijão) de leite desnatado
1 colher (chá) de essência de baunilha

Modo de Preparo:
Coloque as ameixas em um copo, cubra-as com água e deixe repousar por 12 horas. Desencaroce-as, junte a água do molho, o leite, a baunilha e o adoçante. Bata no liquidificador por alguns segundos.

Categoria:
Bebidas
Esta receita:
é light, especial para diabéticos
Temperatura:
Gelado
Dificuldade:
Fácil
Tempo de preparo:
20 min.
Rendimento:
2 porções
Calorias:
130,5 Cal por porção

Lombo ao caril com ameixas frescas

Ingredientes:
sal a gosto
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de caril ou curry
2 xícaras (chá) de alho-poró picado
200 g de lombo de porco em tiras finas
3 dentes de alho amassados

Modo de Preparo: Tempere o lombo com o caril e o sal e deixe tomar gosto por 30 minutos. A seguir, aqueça o azeite de oliva em uma panela de pressão, acrescente o alho, as tiras de lombo e refogue até o lombo ficar levemente dourado. Junte o alho-poró e 1 xícara (chá) de água. Tampe a panela e cozinhe por 10 minutos, ou até a carne ficar macia. Sirva o lombo com Ameixas Frescas Salteadas. Coloque em uma frigideira 4 ameixas frescas com 1/2 colher (sopa) de azeite de oliva e salteie-as.

Categoria:
Carnes
Esta receita:
é light
Temperatura:
Quente
Dificuldade:
Fácil
Rendimento:
4 porções
Calorias:
230 Cal por porção

Pudim de caramelo e ameixas


Ingredientes:
1 xícara (chá) de açúcar
1/2 xícara (chá) de leite condensado
1 ovo
5 colheres (sopa) de leite
Calda
3 ameixas secas picadas
1 colher (chá) de essência de baunilha
chantilly, ameixas secas e hortelã para decorar

Modo de Preparo: Coloque o açúcar em uma panela e cozinhe em fogo alto por 4 minutos, sem parar de mexer, até caramelar. Acrescente 1/2 xícara (chá) de água, reduza o fogo e deixe por mais 10 minutos, ou até a calda ficar homogênea. Retire do fogo e coloque metade da calda no liquidificador (reserve o restante na própria panela). Adicione o leite condensado, o ovo e o leite e bata por 2 minutos.

Calda:
Coloque as ameixas e a essência de baunilha na panela com a calda reservada e misture. Espalhe a calda no fundo e laterais de duas forminhas redondas, com cerca de 10 cm de diâmetro cada uma e despeje o creme batido. Coloque as forminhas em uma assadeira com água, cubra-as com papel-alumínio e leve para assar em forno médio, preaquecido, por 1 hora, ou até ficar consistente. Desenforme e sirva o pudim gelado decorado com ameixas, chantilly e folhas de hortelã.

Categoria:
Sobremesas: Doces
Temperatura:
Gelado
Dificuldade:
Média

Vitamina de ameixa seca com aveia



Ingredientes:
1 xícara (chá) de leite desnatado
4 ameixas secas sem caroço
2 colheres (sopa) aveia em flocos
1 colher (sopa) de mel

Modo de Preparo:
Bata no liquidificador 1 xícara (chá) de leite desnatado bem gelado, as ameixas secas sem caroço, a aveia em flocos e o mel. Bata tudo até ficar homogêneo. Sirva a seguir.

Categoria:
Bebidas
Esta receita:
é light
Cozinha:
Brasileira
Temperatura:
Frio
Dificuldade:
Fácil
Calorias:
265 por copo



OUTRAS RECEITAS COM FRUTAS



terça-feira, 28 de julho de 2015

Colheita e pós-colheita da Ameixa



Colheita e pós-colheita

Maturação da ameixa


Durante a maturação da ameixa acontecem mudanças de cor, sabor, aroma e textura. Estas mudanças proporcionam as condições organolépticas ótimas, que asseguram a qualidade comestível do fruto. 

As principais alterações que ocorrem no fruto durante a maturação são: produção de etileno e outros voláteis; mudanças na cor, na taxa respiratória, na permeabilidade dos tecidos e na textura; e transformações químicas que atingem os carboidratos, ácidos orgânicos, proteínas, compostos fenólicos, pigmentos e pectinas, entre outras. É durante a fase de amadurecimento que os sabores e odores específicos, junto com o aumento de doçura e diminuição da acidez, tornam-se mais acentuados. É nesse período que ocorre o amaciamento do fruto em conjunto com mudanças de coloração. A ameixa é um fruto climatérico, durante o processo de amadurecimento apresenta um pico de produção de etileno, acompanhado pelo aumento da taxa respiratória. O etileno é um hormônio sintetizado naturalmente pelo fruto à medida que amadurece. Devido a essas características, a ameixa pode amadurecer após ter sido retirada da planta-mãe.




A determinação do ponto ótimo de colheita é um trabalho de extrema importância. Isto permite assegurar uma boa conservação, adequada resistência ao transporte e a manutenção das condições necessárias para que a fruta chegue até o consumidor com qualidade. 

Os índices de maturação servem para determinar o momento adequado de colher o fruto. 

A determinação do ponto de colheita em ameixas está baseado em métodos físicos, químicos, fisiológicos ou combinações entre eles, os quais permitem monitorar o avanço da maturação. Os mais usados em ameixas são:
Cor
Na epiderme ou casca da ameixa podemos distinguir a cor de superfície (vermelho, amarelo, rosa, preto e azul escuro segundo a variedade) e a cor de fundo (verde). Com o avanço da maturação a cor de fundo verde fica mascarada pela cor de superfície. Esta mudança de cor de fundo está associada à maturação em muitas espécies de frutas, entretanto em ameixas pode não refletir uma mudança de maturação. O seja, algumas variedades de ameixas podem apresentar a cor definitiva (ex. vermelho) sem estar totalmente maduras. Com a maturação também ocorrem mudanças na cor da polpa.
Firmeza da polpa
À medida que a ameixa amadurece, a firmeza da polpa diminui, tornando a fruta mais tenra e macia, o que é um indicativo da maturação. A variação da firmeza pode ser determinada com um instrumento chamado penetrômetro usando a ponteira de 5/16". Em ameixas, os valores de firmeza na colheita podem variar entre 6 lb (máximo) e 14 lb (mínimo), dependendo da variedade e do local de produção.
Sólidos solúveis
Com o avanço da maturação o teor de sólidos solúveis totais aumenta. Os açucares representam a maior parte dos sólidos solúveis totais. Podem variar de 12-15°brix, dependendo da variedade e local de produção.
Acidez total titulável

A acidez que diminui com o avanço da maturação, em conjunto com os sólidos solúveis são responsáveis em grande parte pelo sabor das ameixas. 

É importante considerar que cada um destes índices de forma isolada pode ser afetado pelos tratos culturais no pomar, clima, solo, irrigação etc. Para diminuir essa variabilidade, nos testes de maturação, sempre devem ser considerados os três índices de forma conjunta. Em ameixas, a cor de superfície, firmeza da polpa e teor de sólidos solúveis são os índices mais importantes.



A colheita é uma operação muito importante e delicada. Os dois aspectos mais importantes na colheita são realizar a colheita de forma cuidadosa e colher a fruta com a maturação adequada. Para cumprir estes objetivos, é necessária uma adequada coordenação entre os recursos humanos disponíveis, a maturação da fruta, as condições ambientais, os recursos técnicos e equipamentos.

A experiência local do agricultor é muito importante na forma de realizar a colheita. Como nem todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, a colheita é realizada em várias passadas, podendo ser de 2-3 com intervalo mais longo ou 4-5 com intervalo menor, em função da variedade e do mercado. 

Quinze dias antes da colheita devem ser selecionadas cinco árvores por setor e cultivar, identificando-se as plantas. Devem ser tomadas amostras de frutos, cada 2 o 3 dias, para determinar o ponto de colheita e verificar a evolução da maturação do pomar. Devem ser colhidos em torno de 4 frutos por cada árvore, variedade e setor, de cada ponto cardeal (N,S,L,O) da planta. Tanto as plantas quanto as frutas não devem apresentar problemas de doenças, pragas ou nutrição e devem representar o setor do pomar a que pertencem. 

É importante que a colheita seja uma operação muito bem programada com os chefes de equipe ou responsáveis pela colheita no campo. Deve ser enfatizado o manejo cuidadoso da fruta na colheita, evitando golpes, batidas e feridas que poderão resultar em perdas do produto por podridões.


Manejo Pós-Colheita
Seleção e Classificação


Logo após a colheita, as frutas devem ser selecionadas e classificadas. Chama-se seleção e classificação ao ato de separar as frutas segundo a sanidade, forma, coloração e tamanho. Este processo pode-se iniciar na colheita, quando devem ser separadas ou descartadas as frutas muito verdes, manchadas, podres ou muito pequenas, na chamada colheita seletiva. Entretanto é no galpão de classificação donde esta operação é realizada de forma adequada, sendo as ameixas classificadas em função das normas vigentes no mercado ao qual se destinam. 

Para o mercado interno, o Ministério da Agricultura ainda não tem estabelecido um padrão oficial para a ameixa. Para o mercado externo, as exigências do comprador e do país ao qual se destinam devem ser consideradas.


Embalagem

A Instrução Normativa ConjuntaSarc/Anvisa/Inmetro nº 009, de 12 de Dezembro de 2002, determina os requisitos que as embalagens devem preencher para o acondicionamento de produtos hortofrutícolas in natura para comercialização: as embalagens devem permitir o empilhamento preferencialmente em paletes, tendo como referência a medida de 1,00 m x 1,20 m; podem ser retornáveis ou descartáveis; estar de acordo com normas higiênico-sanitárias e conter informações obrigatórias de marcação e rotulagem, referentes às indicações quantitativas e qualitativas e outras; devem estar de acordo com as legislações específicas estabelecidas pelos órgãos oficiais envolvidos.
Resfriamento rápido ou pré-resfriamento

O resfriamento rápido é o procedimento utilizado para remover o calor de campo logo após a colheita dos frutos, fazendo com que a fruta atinja logo a temperatura definitiva de armazenamento. É muito importante que o calor de campo seja retirado o mais rapidamente possível. O tempo entre a colheita e o resfriamento não deve ser superior a 12 horas. 

Métodos de resfriamento rápido utilizados em ameixas:

  • Resfriamento com água gelada: consiste em resfriar os frutos com água fria, entre 0,5 e 1°C, seja mediante imersão, duchas ou túneis com duchas. É um sistema de resfriamento muito rápido, sendo que a temperatura da fruta pode baixar de 25-30°C para 2°C em 20-30 minutos. O fator limitante é seu custo.
  • Resfriamento em câmaras: as ameixas são resfriadas na mesma câmara frigorífica, onde o ar circula à temperatura de 0°C. É um sistema lento, pois a temperatura de polpa da fruta pode demorar 48 a 72 horas para baixar de 25-30°C para 3 a 4°C. Sua vantagem é que a movimentação do produto é mínima e o custo é baixo pois as câmaras posteriormente são utilizadas para estocagem definitiva dos frutos.
  • Resfriamento por ar forçado: consiste produzir diferenças de pressões, que originam uma corrente de ar que circula através das caixas de pallets. A velocidade do ar e o empilhamento são aspectos críticos neste sistema. O sistema mais simples consiste em fazer 2 fileiras de caixas ou pallets de determinada altura, deixando um espaço livre entre elas, cobertas por uma lona para formar um túnel. Em um extremo se coloca um exaustor que retira o ar quente do interior do túnel, provocando uma diferença de pressão. O ar frio que é obrigado a passar em alta velocidade entre as frutas provoca seu resfriamento. Neste sistema é possível baixar a temperatura da fruta de 25-30°C para 3 a 4°C em 2 a 6 horas. Sua vantagem é ter um menor custo que o resfriamento com água gelada ou fria.
Armazenamento refrigerado


O principal objetivo do armazenamento refrigerado em ameixas é estender sua vida útil ampliando seu período de comercialização. A ameixa deve ser armazenada com temperatura de polpa entre -0,5 e 0°C. Variações de temperatura de 0,5 a 1°C abaixo do nível mínimo devem ser evitadas pois aumentam os riscos de congelamento, que provocam danos nos frutos. Temperaturas mais elevadas que o máximo recomendado proporcionam a rápida aceleração do processo de maturação, diminuindo o período de conservação. Isso implica na necessidade de um correto controle da temperatura, principalmente da polpa do fruto. A faixa de temperatura entre 2 e 5°C deve ser evitada, pois nessa faixa aumentam os problemas fisiológicos como escurecimento interno e desintegração gelatinosa ou vitrescente. 

A umidade relativa do ar deve estar entre 90-95%, pois abaixo dessa faixa aumenta a desidratação (murchamento) do fruto e se for mais alta, aumentam as podridões. Os psicrômetros registram a umidade relativa de forma mais precisa que os higrômetros. O dimensionamento adequado da superfície de evaporação nas câmaras, que resulta em um ?t pequeno, possibilita manter alta a umidade relativa. 

A circulação do ar deve ser adequada. Velocidades muito altas ocasionam o murchamento do produto e muito baixas não removem rapidamente o calor do fruto provocando falhas no resfriamento. 
Nestas condições de armazenamento as ameixas se conservam entre 2 a 6 semanas dependendo da variedade e condições de produção.

Armazenamento em atmosfera controlada e modificada

É um sistema de armazenamento no qual se modifica a concentração atmosférica sendo utilizado como complemento ao sistema refrigerado convencional. Com isto se pretende prolongar a vida útil do fruto por períodos maiores que os obtidos na refrigeração convencional. 

Na atmosfera controlada existe um controle preciso do O2 e/ou CO2 enquanto que na atmosfera modificada não existe um controle preciso desses gases. 

Em pêssegos e nectarinas são recomendadas concentrações de 1, 5-2% de O2 e 2,5-5% de CO2 a temperaturas de 0,6 a 2°C dependendo da variedade. Concentrações maiores podem ser utilizadas em tratamentos de pré-armazenamento, aplicando doses de 5%, 10% ou 15% de CO2 por curtos períodos para diminuir problemas fisiológicos.


Transporte


O transporte das ameixas pode ser realizado por via terrestre, aérea e marítima, ou combinações entre elas, em função da distância do mercado e preços. 

Existem requerimentos comuns e limitações, por isso é fundamental conhecer os fundamentos técnicos para otimizar o manejo da fruta. 

O transporte refrigerado tem como objetivo prolongar a vida útil do fruto em trânsito, reduzindo o metabolismo e retardando sua deterioração, mediante o uso da baixa temperatura. O sistema de refrigeração do veículo de transporte deve ser capaz de remover o calor residual do interior do veículo, calor exterior (chão, teto, portas), infiltração de calor exterior (deficiente vedação de portas), excesso de calor do produto no momento de ser transportado, calor de respiração do produto. 
A circulação uniforme do ar entre as caixas de frutas é importante para assegurar a uniformidade da temperatura. No método convencional de circulação do ar, este é liberado pela parte superior (usado principalmente em caminhões), ao passo que a liberação de ar pelo chão é usado em "containers" ou navios. 
A composição da atmosfera, principalmente oxigênio, dióxido de carbono, etileno, é outro fator importante pois ela muda com a respiração do fruto no transporte, especialmente no transporte de longa duração (marítimo). Os navios modernos tem sistemas eficientes de renovação de ar para evitar este problema. 
A maior parte das ameixas produzidas no Brasil é transportada por via terrestre, em muitos casos sem refrigeração, o transporte refrigerado ou caminhões com lona térmica está sendo usado por produtores com frutas de melhor qualidade ou por importadores de frutas de outros países. 
O transporte marítimo é indicado para o transporte do fruto a mercados distantes. Podem ser usados navios de linhas comerciais, percorrem um itinerário pré-estabelecido por vários portos ou navios charter (alugados) que levam a fruta diretamente até o porto de destino. A carga paletizada pode ir diretamente ao porão do navio ou em "containers" ou contenedores de 20 ou 40 pés capacidade. Não ha experiência deste tipo de transporte para ameixas no Brasil. 
O transporte aéreo é utilizado para o transporte a longas distâncias de produtos de alto valor. O produto pode ir paletizado no compartimento de carga da aeronave, ou em contenedores. Seu alto custo, problemas logísticos e técnicos são algumas das dificuldades deste sistema de transporte no Brasil.


Fisiopatias: Injúrias causadas por baixas temperaturas

A incidência de fisiopatias limita a conservação pós colheita de algumas cultivares de ameixas. As mais importantes são:
  1. Desintegração ou Escurecimento Interno: é uma alteração fisiológica de pós colheita que afeta muitas variedades de ameixas. O dano se manifesta como uma coloração marrom escura a preta da polpa (mesocarpo), às vezes até nas proximidades do caroço. Se apresenta após um determinado período de armazenamento refrigerado, estando associado a injúrias produzidas pelas baixas temperaturas, manifestando-se de forma mais severa na faixa de temperatura entre 2 a 5°C, e em menor grau a 0°C ou acima de 5°C. O problema se apresenta durante o armazenamento refrigerado, mas se agrava ao ficar a fruta a temperatura ambiente. A susceptibilidade varietal à desintegração interna condiciona a conservação de algumas variedades de ameixa.
  2. Desintegração vitrescente ou gelatinosa: é uma fisiopatia caracterizada pela desintegração transparente e gelatinosa da região entre o caroço até a metade do mesocarpo, afetando negativamente a qualidade e conservação das ameixas. As ameixas afetadas apresentam uma perda de suco, similar á lanosidade dos pêssegos. O estado de maturação avançado e o sistema de armazenamento em frio promovem este problema, ao alterar a integridade das membranas celulares. Pode-se apresentar de forma conjunta com o escurecimento interno, sendo às vezes mascarado por este.

Como ambos tipos de problemas são internos, o fruto pode ter uma boa apresentação, sem sintomas externos e ter uma má qualidade comestível. 

As alternativas de controle não são totalmente satisfatórias, provavelmente pelos numerosos fatores envolvidos como à variedade, condições climáticas durante o crescimento e maturação na planta. Entre os métodos de controle estão o acondicionamento de frutos a altas temperaturas, o aquecimento intermitente, o uso de temperaturas variadas, atmosfera controlada durante o armazenamento e tratamentos com altas doses de CO2 antes do armazenamento definitivo.

Ambos problemas afetam a parte interna do fruto, pelo que este pode parecer atrativo, sem danos externos mas pode ter uma pobre qualidade interna.