domingo, 19 de abril de 2009

Histórico

frutas brasil

A cultura de atemóia surgiu de um sonho do produtor Dr.Leon Bonaventure de cultivar em território brasileiro, frutas que pudessem servir as exigências dos mais exigentes mercados, com qualidade, beleza, sabor e aroma, além do respeito a natureza e as normas ambientais e sociais. 
Em 1983 o produtor inicou suas plantações no Sítio Maitacas em Campos do Jordão (região montanhosa do estado de São Paulo) onde hoje é produzido um Kiwi muito saboroso e outras frutas como a framboesa, amora e morangos. Em 1996 iniciou-se a Fazenda Viveiro Bona em Minas Gerais, Paraisópolis onde são cultivadas as plantas de atemóia. Em 1999 o Sr.Leon escreveu um belíssimo livro sobre o cultivo da Cherimóia e da Atemóia, intitulado: "A cultura da cherimoia e de seu híbrido, a atemóia", pela editora Nobel.

“Bahia e São Paulo são os maiores produtores das anonáceas, entre elas a atemóia, que apresenta maior crescimento devido à incorporação de tecnologia com melhor remuneração para o produtor.”
A fruta-do-conde (também chamada ata ou pinha), a mais conhecida das anonáceas brasileiras, foi introduzida no País em 1626 na Bahia, pelo conde Miranda, e no Rio de Janeiro em 1811, a pedido do rei D. João VI. Atualmente, cinco espécies da família destacam-se no mercado nacional: graviola, fruta-do-conde, cherimóia, fruta-da-condessa e atemóia. Do cruzamento da ata com a cherimóia surgiu o recente híbrido atemóia, cultura que está restrita a alguns países tropicais e subtropicais, por se adaptar melhor às condições intermediárias entre a cherimóia, fruta de clima temperado, e a ata, natural de clima tropical. No Brasil, somente a atemóia apresenta cultivares adaptadas ao clima subtropical, como Gefner, African Pride, Pink‘s Mamooth, por exemplo. Pomares comerciais de atemóia começaram a produzir nos anos 90, fruto de pesquisa do Estado de São Paulo a partir da década de 1950.
A produção nacional de anonáceas concentra-se nas regiões Nordeste e Sudeste, com predomínio na Bahia, seguida de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, com a pinha e a graviola, e São Paulo e Minas Gerais, com a atemóia.
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TECNOLOGIA PARA PRODUZIR
Atualmente, o mercado, desfavorável para algumas frutas mais convencionais, tem estimulado a procura dos fruticultores paulistas por mudas selecionadas para o plantio de atemóia, aquecendo, inclusive, a produção dos viveiros de mudas. Embora o preço recebido pelo produtor de atemóia tenha se reduzido nos últimos tempos, a receita por ele auferida ainda é estimulante. Para o consumidor, essa retração do preço é bastante positiva, principalmente por ser uma fruta ainda cara para a renda da população, em geral.
Em São Paulo, maior produtor, são nas regiões mais frias que ocorrem a expansão mais acentuada do seu plantio, como as de Botucatu, Itapetininga e Sorocaba. Já, nas regiões de Jales e Lins – mais quentes e tradicionais no plantio de anonáceas, principalmente da pinha – não tendo tecnologia tão bem adaptada para a atemóia, a produção ainda é incipiente. Os técnicos, especialistas nesta fruta, têm insistido num manejo que atenda às especificidades regionais. Segundo eles, o uso correto da tecnologia é ponto fundamental para a obtenção de qualidade, aumento de produção e sustentabilidade da atividade local. Tem-se observado que o cultivo da atemóia ainda está restrito a poucos produtores, os quais vêm adotando, a contento, as recomendações técnicas de produção.
Essa preocupação levou à formação, em 2003, da Associação Brasileira dos Produtores de Anonáceas (Anonas Brasil). A finalidade maior é orientar os fruticultores atuais e potenciais para a conquista do mercado com qualidade. A organização desse setor também depende da sistematização de informações técnicas e de mercado. Nesse sentido, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola – IEA - e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – Cati -, tem colaborado no levantamento de dados de produção, área e produtividade.
ESTATÍSTICAS DO SETOR
As estatísticas sobre anonáceas para o Estado de São Paulo, obtidas pelo levantamento de previsão de safra agrícola (IEA/ Cati), mostram que o número de plantas aumentou quase dez vezes no período de 1986 a 2005, passando de 37,4 mil para 361,3 mil pés, com a pinha perdendo espaço para a atemóia nos últimos anos.
Devido ao interesse dos produtores e da crescente importância da atemóia no mercado paulista, a partir da safra 2002/03 as estatísticas sobre essa fruta passaram a ser levantadas separadamente das demais anonáceas. Verificou- se que em 2004/05 a produção de atemóia cresceu 39% em relação a 2002/03, passando de 455 mil caixas, de 3,7 kg, para 633,1 mil caixas. Segundo os especialistas, a maioria das informações sobre “demais anonáceas” representa a produção da fruta- do- conde (pinha), atingindo 11,8 milhões de frutos em 2004/05, inferior aos 13,4 milhões de frutos de 2002/03, em decorrência da queda, tanto do número de pés novos (63%) como dos pés em produção (15%). De acordo com técnicos de Jales, maior região produtora, as razões mais importantes para essa queda relacionam-se aos problemas fitossanitários, de manejo (principalmente a polinização cruzada), de desestímulo de mercado frente a outras frutas – em especial à uva niagara – e até pela substituição da exploração por atemóia.
Em termos da quantidade produzida de atemóia no Estado, é ainda bem menor do que a da pinha, porém com crescente participação no total das anonáceas. Em 2002/03 essa parcela correspondia a 16% e em apenas três anos chegou a 29%, principalmente devido à produtividade da atemóia, que cresceu 50% nesse período, enquanto que a das demais anonáceas manteve- se constante. Dados da última safra analisada (2004/05) também revelam que em São Paulo existem 8,1 mil pés novos e 247,6 mil pés em produção de fruta-do-conde. Para a atemóia, estima-se 34,7 mil pés novos (16% maior do que em 2002/03) e 71 mil pés em produção. Na comercialização das anonáceas na Ceagesp, São Paulo, Bahia e Minas Gerais aparecem como os principais fornecedores. Os dados apontaram em 2005 o predomínio da comercialização da pinha (57%) e da atemóia (36%), com oferta das frutas durante o ano todo. A maior concentração da fruta-do-conde (pinha) ocorreu nos meses de fevereiro a maio e da atemóia, de abril a agosto. O mercado da pinha é abastecido principalmente por Bahia (52%) e São Paulo (26%) e neste a maior entrada se dá no 1o semestre do ano. Já, para a atemóia, a Ceagesp recebe os maiores volumes de São Paulo e Minas Gerais, com 47% e 37%, respectivamente.
Segundo a Ceagesp, em 2001 foram comercializadas 2.494 toneladas de fruta-do-conde (pinha) e 1.070 toneladas de atemóia, no valor de R$ 6,7 milhões. Em 2005, o volume de entrada da pinha cresceu 9% (passando para 2.727 toneladas) e o da atemóia registrou aumento significativo (61%), atingindo 1.719 toneladas comparativamente a 2001. Isso mostra as alterações que vêm ocorrendo, tanto na oferta dessa fruta, antes considerada exótica, como na demanda, até pela mudança de hábitos de consumo por se tratar de uma fruta com menos sementes, mais polpa, menos açúcar e bastante saborosa. Em 2005, o preço médio da pinha foi R$ 14,00 por caixa de 3,7 kg, sendo que de janeiro a abril de 2006 apontaram média de R$11,40. No caso da atemóia, os preços por caixa oscilaram de R$12,50 a R$ 21,00, de julho a dezembro de 2005 (início da cotação de preços), atingindo uma média de R$16,50. Para os quatro primeiros meses de 2006, a média mensal foi de R$11,70. Embora a quantidade comercializada de atemóia tenha crescido significativamente entre 2001 e 2005, seus preços ainda continuam bastante atrativos para os produtores, por conta tanto do tamanho e da qualidade das frutas colocadas no mercado.
Graças aos avanços da pesquisa e ao uso adequado de tecnologias, a cultura de atemóia começa a se firmar no mercado interno com produção crescente e com frutas de melhor qualidade. Vislumbra-se um potencial de demanda, principalmente de frutas in natura e, também, por parte dos produtores, por mecanismos que permitam ampliar o período de safra para a colocação da fruta no mercado. No entanto, alguns desafios devem ser enfrentados: adaptação de espécies e variedades aos diversos climas; adoção de tecnologias de produção; planejamento das práticas culturais; aprimoramento do uso de tecnologias de pós-colheita e adoção de estratégias mercadológicas. Isso traz como resultados a sustentabilidade do cultivo de atemóia, frutas com padrão de qualidade comprova-damente superior e remuneração mais favorável, com perspectivas também para o mercado externo.

Embora pouco conhecidas dos consumidores, estas frutas já vinham sendo ofertadas, porém provenientes de outros estados, principalmente de São Paulo. A novidade agora é que estas frutas estão se tornando conhecidas também por serem uma nova alternativa na fruticultura regional. 
A atemóia e a cherimóia são frutas originárias da região andina da América do Sul. Conhecidas internacionalmente como “frutas nobres”, pela alta qualidade em sabor, são frutas de alta cotação no mercado internacional, principalmente nos países industrializados, que as importam da Espanha, América do Norte, Chile e Austrália. No município de Bento Gonçalves, o agricultor Deonelo Debiasi plantou as primeiras mudas na sua propriedade, na Linha Demari, nas encostas do Rio das Antas, adquiridas do viveirista León Bonaventure, de São Paulo. 
Debiasi interessou-se pelas frutas assistindo ao programa Globo Rural, que difunde as novidades do agronegócio. A seguir, adquiriu mudas também da CATI, serviço de extensão rural do Estado de São Paulo. As árvores começaram a produzir em 2004. Hoje, o produtor dispõe do produto que comercializa ao preço aproximado de R$4,00/kilo nos supermercados de Bento Gonçalves. 
Além da atemóia, o produtor também cultiva algumas variedades de cherimóia, que segundo ele, tem a vantagem de antecipar a frutificação para os meses de abril e maio. A atemóia, por sua vez, inicia sua maturação em maio, e a coleta se estende até o mês de setembro, caracterizando-se como uma fruta de inverno. Ambas são frutíferas sensíveis ao frio, exigindo seu cultivo, nesta região, em locais com pouca incidência de geadas, junto aos vales dos rios. 
A atemóia é uma árvore frutífera lenhosa híbrida entre a cherimóia (Annona cherimolia) e a fruta do conde (Annona squamosa), desenvolvida pelo fitomelhorador norte-americano Sr. P.J. Wester, do USDA-Florida, em 1907. Posteriormente, foi introduzida no Brasil na Região Central de Minas Gerais e São Paulo. Umas das diferenças entre a cherimóia e a atemóia, é que a primeira precisa de polinização manual, enquanto a segunda prescinde dessa mão-de-obra. Ao paladar, as duas frutas são igualmente deliciosas e rendem também outras delícias culinárias como sucos, compotas, doces e conservas. 
Entre as Anonas brasileiras, as mais conhecidas provavelmente sejam a graviola, a fruta do conde, a quaresma, a pinha e a marola que, ao olho leigo, são muito parecidas. Na polpa, no entanto, está a diferença.

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A CULTURA

Nome científico: Annona cherimola x Annona squamosa
Família: Annonaceae 
Origem e dispersão: A atemoya é intermediária às espécies que lhe deram origem. Produzida por hibridação, na África do Sul e Israel, a atemoya foi introduzida em vários países. Na Flórida, é plantada comercialmente no Sul do Estado. É exportada por Israel e África do Sul, é plantada na Austrália, mas ainda pouco divulgada em outros países. No Brasil, foi introduzida recentemente e já desperta o interesse de alguns produtores, pela sua qualidade, superior à fruta-do-conde. 
Clima e solo: A atemoya adapta-se a vários tipos de solo, mas prefere os bem drenados. 
Propagação: É indicada a propagação por enxertia, tanto por borbulhia como garfagem, usando como cavalo ela mesma, a fruta-do-conde ou a cherimoya. Annona reticulata (lisa), também pode ser usada. 
Variedades: Quanto aos cultivares, os mais conhecidos são Gefner e Page, mas, em São Paulo, o primeiro é mais utilizado junto com African Pride e PR-3. Por isso o seu cultivo exige rigorosos tratos fitossanitários, podas e outros tratos culturais, inclusive o desbaste de frutos. 
Utilização: É uma fruta típica de mesa, para consumo ao natural; portanto, a sua aparência é muito importante. Serve também para sorvetes, polpa e suco. Seu valor alimentar é principalmente alto para açúcares, mas o apelo e qualidade desta fruta deve-se ao seu aroma e sabor, dados pelos componentes ácidos orgânicos, lipídios, fenóis e constituintes voláteis, especialmente os ésteres.

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5 comentários:

Anônimo disse...

realmente, a temóia é deliciosa.Aproveitando este espaço.Estou precisando de gemas dessa planta.Gostaria de contactar fornecedores desse material.Contato;e-mail ruberitogsouza@yahoo.com.

carpen2 disse...

entre em contato com o viveiro bona.
www.atemoia.com.br

Anônimo disse...

Eu adoro esta fruta como toda semana, gostaria de saber quais as vitaminas que esta fruta tem, e se tem muitas calorias.

Cida

e-mail: aczoliveira@ig.com.br

Rivaldo disse...

Você pode encontrar as sementes comprando a fruta em supermercado.

Rivaldo de Azevedo
razevedo98@gmail.com

Anônimo disse...

Estou no ES. e gostaria de informações para plantar atempoias.
Temos um sitio em terra fria (+- 18º durante o ano.
Precisamos de informações e manejos, assim como mudas.
Favôr nos contactar.
nelio.comercial@gmail.com ou telef.
027-33396408 + 99892297
No aguardo
Nelio