sábado, 1 de julho de 2017

Pragas do Coqueiro (coco)



Pragas e métodos de controle

O coqueiro é uma rica fonte de alimento para diversas espécies de insetos e ácaros. Esses organismos se alojam e se desenvolvem em regiões específicas da planta (folhas, flores, frutos, estipe ou raízes) causando danos que variam de intensidade de acordo com a densidade populacional da espécie e dos inimigos naturais, bem como, dos fatores abióticos determinantes da região. Na fase jovem, o dano causado às folhas provoca atraso no desenvolvimento da planta retardando a precocidade e na fase adulta atraso e perda na produção. Insetos e ácaros que atacam a folha central e as novas do coqueiro, jovem e do adulto, podem ocasionar a morte da planta. Há espécies que têm preferência pela planta jovem por seus tecidos mais tenros, enquanto outras preferem as mais velhas e em produção. Os surtos de pragas em palmeiras, como o coqueiro, são favorecidos por diversos fatores, dentre os quais: a produção contínua e mensal de folhas e a permanência prolongada dessas estruturas vegetais na planta fazendo com que nessa cultura a planta tenha sempre sua copa formada por folhas jovens, folhas em estágio de maturação (intermediárias) e folhas em senescência (mais velhas); a emissão contínua e mensal de inflorescências que dão origem aos cachos encontrados na planta em diferentes graus de maturação; e ao não sincronismo das emissões florais dentro da plantação, o que torna o coqueiro bastante suscetível à ação de diversas espécies-praga. Associados a esses fatores, naturais da planta, os surtos são também favorecidos pelos desequilíbrios ocorridos em relação aos fatores ambientais, pela utilização de tratos culturais inadequados, e pela utilização indiscriminada de defensivos agrícolas no combate às pragas.

Broca-do-olho-do-coqueiro ou bicudo Rhynchophorus palmarum Linnaeus, 1764 (Coleoptera:Curculionidae)

O besouro apresenta cor preta (Figura 1), com 3,5 cm a 6,0 cm de comprimento; possui bico recurvado (rostro) e forte, que mede aproximadamente 1,0 cm; as asas externas (élitros) são curtas, deixando exposta a parte terminal do abdome e possuem oito estrias longitudinais. Os machos diferem das fêmeas por apresentarem pelos rígidos em forma de escova na parte superior do rostro. Possui hébito gregário e uma maior atividade de voo durante o dia. Os adultos são atraídos pelos voláteis liberados pelas palmeiras com ferimentos, doentes ou em senescência, bem como por outros tecidos de plantas com poder de fermentação.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 1. Adulto de Rhynchophorus palmarum.
O dano dessa espécie é causado tanto pela larva quanto pelo adulto. A larva se alimenta no meristema da planta destruindo os tecidos tenros do broto terminal (palmito), ponto de crescimento da planta. A planta atacada apresenta, inicialmente, a folha central mal formada e esfacelada em decorrência da entrada do adulto, posteriormente, as folhas mais novas mostram sinais de amarelecimento, murchamento, e finalmente se curvam, indicando a morte da planta. O coqueiro torna-se suscetível ao ataque desta praga a partir do terceiro ano de plantio. O adulto é considerado o principal vetor, tanto do nematóide causador da doença anel vermelho, como do fungo causador da resinose.
Medidas de controle
  • Eliminar plantas mortas pela ação de pragas ou de doenças.
  • Retirar a plantação e destruir as plantas erradicadas.
  • Evitar ferimentos nas plantas sadias durante os tratos culturais e a colheita.
  • Pincelar os ferimentos da planta com piche ou inseticida de contato.
  • Coleta e destruição de larvas, pupas e adultos encontrados nas plantas mortas, e dos adultos capturados nas armadilhas atrativas.
  • Uso de armadilhas atrativas modelo Pet ou Balde para monitorar a população da praga. No interior da armadilha “Balde” são colocados cerca de 16 a 20 pedaços de cana “caiana” com 25 cm de comprimento cortados ao meio no sentido longitudinal e o feromônio de agregação pendurado na tampa. Na armadilha “Pet”, sete a oito pedaços de cana de 10 cm e o feromônio pendurado no gargalo da garrafa. Para permitir a liberação do feromônio, acondicionado em cápsula, deve-se ter o cuidado de fazer um pequeno furo central com a ponta de uma agulha na tampa da cápsula. As armadilhas deverão ser distribuídas na periferia do plantio, espaçadas 100 m entre si e localizadas, de preferência, sob os arbustos; as de “Balde” colocadas na superfície do solo ou um pouco enterradas e inspecionadas a cada 15 dias e as “Pet” penduradas a 0,80 cm do chão e inspecionadas a cada oito dias, para a troca da cana e a coleta dos adultos. A troca do feromônio deve ser feita a cada 45 a 90 dias conforme recomendação do fabricante. Durante a vistoria das armadilhas, os adultos capturados devem ser manualmente eliminados. As armadilhas devem ser mantidas à sombra e distribuídas no entorno da plantação e com uma distância mínima de 100 m entre armadilhas.
  • O uso de iscas vegetais contaminadas com esporos do fungo Beauveria bassiana é uma alternativa que pode auxiliar no controle de R. palmarum.Essa prática permite aumentar a infecção do agente microbiano na área. Após imersão na suspensão de esporos do fungo, as iscas são acondicionadas em armadilhas de disseminação, que consiste em baldes plásticos contendo o feromônio da praga e com orifícios laterais que permitem a entrada e a saída dos besouros. Esses recipientes são distribuídos em pontos estratégicos fora da plantação e de preferência debaixo de arbustos. Seis armadilhas de disseminação mantidas em uma área de 10 ha e com liberação quinzenal do fungo durante dois anos consecutivos ocasionou redução de 72% e 73% na população da praga nos anos em que o fungo foi liberado.

Broca-do-estipe, broca-do-tronco ou rhina Rhinostomus barbirostris Fabricius, 1775 (Coleoptera:Curculionidae)

O besouro é preto e mede 1,5 cm a 5,0 cm de comprimento; o macho possui o rostro mais longo do que o da fêmea, e coberto por pelos avermelhados (Figura 2). Possui hábito noturno, permanecendo abrigado nas axilas das folhas mais baixas durante o dia.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 2. Adulto de Rhinostomus barbirostris.
Essa praga ataca, principalmente, o coqueiro adulto. A infestação é constatada pela presença de serragem no orifício de entrada da larva e no chão ao redor do estipe da planta. As larvas formam inúmeras galerias no interior do estipe interferindo no fluxo normal da seiva. Ataque severo no estipe provoca a quebra de folhas ainda verdes, que ficam penduradas ao redor do estipe, ou a morte da planta, quando a praga ataca o estipe na região próxima à copa da planta. As galerias presentes nessa região fazem com que o estipe fique enfraquecido, predispondo a planta à quebra na ocorrência de ventos fortes.
Medidas de controle
  • Erradicação das plantas quebradas pela ação do vento e de plantas severamente infestadas pela praga.
  • Destruição das plantas erradicadas, principalmente, a porção infestada do estipe, visando reduzir os focos de multiplicação da praga.
  • Destruição dos ovos, colocados no estipe do coqueiro, mediante raspagem do local de postura com o auxílio de um facão.
  • Coleta e destruição das larvas, pupas e insetos adultos encontrados nas plantas mortas.
  • Injetar diretamente nos orifícios de entrada das larvas ou de saída dos adultos uma solução concentrada de um inseticida de contato.
  • Para minimizar a ação dos insetos adultos, é recomendado pulverizar a copa do coqueiro infestado com inseticida de contato na proporção de 3 a 5 litros de solução/planta, dirigindo o jato da calda para a região dos cachos e das axilas foliares das folhas mais velhas.

Broca-do-pedúnculo-floral-do-coqueiro Homalinotus coriaceus Gyllenhal, 1836 (Coleoptera:Curculionidae)

O besouro tem hábito noturno, mede 2,5 cm a 3,0 cm de comprimento, tem coloração preta, o corpo recoberto por pequenas escamas pardacentas, e os élitros estriados longitudinalmente e granulados (Figura 3). O adulto passa o dia abrigado nas axilas foliares das folhas intermediárias da planta.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 3. Adulto de Homalinotus coriaceus.
A galeria aberta pela larva no pedúnculo floral impede o fluxo de seiva, provocando abortamento das flores femininas, queda dos frutos imaturos e até perda total do cacho. Os adultos ao se alimentarem de flores femininas e frutos novos, também provocam a queda destas estruturas. O coqueiro torna-se suscetível à ação dessa praga com a emissão de suas primeiras inflorescências.
Medidas de controle
  • Limpeza da copa do coqueiro por ocasião da colheita, removendo todos os materiais secos que se encontram presos na copa da planta (folhas, cachos, pedúnculos de cachos já colhidos, fibras que prendem as folhas).
  • Coleta e destruição das larvas, das pupas e dos adultos.
  • Quando possível, realizar coleta manual e eliminação dos besouros normalmente encontrados nas axilas das folhas intermediárias da planta (folha no8 a 12), e principalmente na folha da inflorescência aberta (folha no10).
  • Pulverizações trimestrais nas plantas atacadas com inseticidas de contato e ingestão utilizando 3 a 5 litros de solução/planta. O jato da calda deve ser dirigido para a inflorescência aberta e para a região das axilas foliares de todos os cachos da planta. A partir do segundo ano, reduzir o número de pulverizações para três, e no ano seguinte, somente pulverizar se persistirem o aparecimento dos sinais da praga (sulcos superficiais no estipe).

Broca-do-pecíolo ou broca-da-raque-foliar Amerrhinus ynca Sahlberg, 1823 (Coleoptera:Curculionidae)

O adulto tem hábito diurno, com 2 cm de comprimento e corpo de coloração amarelada com matiz acinzentada e inúmeros pontos pretos brilhantes e salientes, principalmente sobre as asas e no pronoto (Figura 4).
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 4. Adulto de Amerrhinus ynca.

A ação da larva no interior da raque provoca amarelecimento, enfraquecimento e quebra das folhas atacadas, resultando em atraso no desenvolvimento da planta e redução da produção.
Medidas de controle
  • Poda das folhas atacadas e corte no sentido longitudinal da raque para retirada e eliminação das larvas. No caso de plantas com muitas folhas broqueadas, recomenda-se que a poda seja gradativa, ou seja, proporcional à emissão de folhas novas.
  • Para controle dos adultos - efetuar duas pulverizações na copa da planta, com produtos de contato a intervalos de 20 dias e dirigidas para a região onde se encontra o besouro (normalmente, inflorescências e base da raque foliar).
  • Para controle das larvas em plantas de porte baixo – fazer a aplicação do produto químico diretamente nos orifícios construídos pelas larvas, adotando-se os seguintes procedimentos: a) com o auxílio de um ferro de ponta fina fazer um furo na raque da folha, acima do local de oviposição, até encontrar o canal da larva; b) encontrando o canal, injetar um inseticida misturado com água, que tenha a propriedade de agir por contato e liberação de gases; e (c) em seguida fechar o orifício com sabão ou outro material vedante.

Broca-da-coroa-foliar; broca-do-dendezeiro Eupalamides cyparissias cyparissias (Fabr., 1776) (=Eupalamides dedalus (Cramer, 1775) e Castnia dedalus (Cramer, 1775(Lepidoptera:Castniidae)

A larva possui coloração branco-leitosa e cabeça castanho-brilhante, fortemente esclerificada (Figura 5), mede no final de seu desenvolvimento de 11 cm a 13 cm de comprimento, e tem hábito “minador”, ou seja, penetra no estipe na região da coroa foliar da planta, abrindo galerias para o interior da planta no sentido ascendente e em diagonal. O adulto é uma mariposa grande, com asas de coloração marrom escura e reflexos violeta, tendo faixa transversal e pontuações brancas nas asas anteriores e envergadura variando de 17,0 cm a 20,5 cm nas fêmeas e de 17,0 cm a 18,5 cm nos machos. Tem atividade de voo crepuscular (no início da manhã e no final da tarde).
As larvas formam galerias dentro da coroa foliar, resultando em perda de folhas, cicatrizes no estipe e morte da planta, e provocam quebra de folhas intermediárias que ficam penduradas na planta.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 5. Larva da broca-da-coroa-foliar Eupalamides cyparissias cyparissias.

Medidas de controle
  • Captura regular dos adultos, usando redes entomológicas, e destruição das larvas e das pupas que forem encontradas na base do pecíolo foliar.
  • Pulverização da coroa da planta com inseticidas de contato ou sistêmico, dirigindo o jato da solução para a região dos cachos e das axilas foliares, utilizando-se, em média, 7 litros da solução por planta, para aquelas com coroa foliar acima de 10m de altura.

Ácaro-da-necrose-do-coqueiro Aceria guerreronis Keifer, 1965 (sin. Eriophyes) (Acari:Eriophyidae) e Ácaro da mancha-anelar-do-coqueiro Amrineus cocofoliusFlechtmann, 1994 (Acari:Eriophyidae)

Na Tabela 1, são apresentadas as principais características dessas duas espécies de ácaros; aspecto morfológico; parte da planta atacada; local de maior atividade da colônia; período de ocorrência; bem como as injúrias capazes de provocar a depreciação do valor comercial dos frutos e/ou perdas (Figura 6).
Tabela 1. Características morfológicas e do comportamento dos ácaros do coqueiro A. guerreronis A. cocofolius.
Características
Ácaro-da-necrose
Ácaro-da-mancha-anelar
Aspecto
*ácaro microscópico, de forma alongada e vermiforme, coloração branco-leitosa a amarelada, com apenas quatro patas na parte anterior e garras plumosas
* ácaro microscópico, com a região anterior do corpo mais larga e a posterior mais afilada, coloração amarelada
Parte da planta atacada
*folhas centrais de mudas no viveiro e de plantas com até dois anos de plantio
*frutos novos e em desenvolvimento
*folhas mais velhas de mudas em viveiro, e
*frutos
Local de maior atividade da colônia na planta
*sob as brácteas dos cachos
das folhas No 9 a 14
*na superfície do fruto dos cachos das folhas No 13 a 16 que ficam opacos com aspecto de poeira esbranquiçada
Período de ocorrência
*todo o ano, com maiores infestações na época seca
*na época seca
Injúrias
*ocasionadas pela escarificação das células epidérmicas e sucção de seiva
*nas folhas centrais da muda provoca clorose, lesões castanho-escuras no sentido longitudinal das nervuras e necrose do broto ou gema terminal, causando deformação das folhas, atraso no desenvolvimento e/ou morte da planta jovem
*nos frutos surgem cloroses triangulares a partir das brácteas, que evoluem para necroses castanho-escuras, rachaduras superficiais longitudinais ou estrias, com exsudação de goma e aspecto áspero (Figura 10A)
*ataque severo nos frutos causa queda prematura, redução de tamanho, perda de peso e redução no volume de água, deformações e depreciação
*ocasionadas pela escarificação das células epidérmicas e sucção de seiva
*os frutos atacados perdem o brilho, se tornam opacos e acinzentados, em seguida surgem pequenas pontuações marrons, que evoluem para necroses que circundam o fruto no seu diâmetro equatorial, formando uma cinta ou anel (Figura 10B)
*as necroses dão má aparência ao fruto, reduzindo seu valor comercial.
*em áreas com alta infestação, a necrose chega a cobrir totalmente a superfície do fruto



Fotos: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 6. Dano causado pelos ácaros Aceria guerreronis (A) e Amrineus cocofolius (B) em frutos do coqueiro.
Medidas de controle
Ácaro-da-necrose
  • Identificação das plantas severamente infestadas, retirando destas todos os cachos com frutos bastante danificados e/ou deformados.
  • Retirada da área e destruição de todos os frutos caídos que apresentarem sinais de ataque do ácaro, principalmente, dos frutos mais novos.
  • Efetuar adubação conforme análise de solo ou foliar, evitando-se excesso de nitrogênio.
  • Plantas no viveiro e plantas jovens no campo – pulverizar todas as plantas com acaricida quando forem detectados os primeiros sinais de ataque da praga dirigindo-se o jato para as folhas centrais da planta.
  • Coqueiros em produção – Pulverizar as inflorescências e os cachos mais novos (referentes às folhas no 10 a 16) com acaricidas de contato ou sistêmicos. Realizar três aplicações em intervalos de 15 dias e, de preferência, com alternância de produtos. Nova sequencia de pulverizações deve ser iniciada somente após três meses do último tratamento e quando forem detectados novos sinais de ataque da praga. Utilizar 3 litros de solução por planta. Os produtos abamectina, fenpiroximato, espirodiclofeno e hexitiazoxi são produtos de ação de contato registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para controle desse ácaro. No caso de serem utilizados acaricidas sistêmicos, a colheita dos frutos para consumo in natura deve ser realizada no mínimo 30 dias após a última aplicação do produto.
  • É obrigatório o uso do E.P.I. no preparo da calda química e durante as aplicações.
  • Um método de controle menos agressivo ao meio ambiente e ao homem é a pulverização das áreas infestadas com a mistura de óleo de algodão bruto (1,5%) + detergente neutro (1%). Recomenda-se realizar três a quatro pulverizações em intervalos quinzenais, a depender da severidade do ataque, seguidas de aplicações mensais de manutenção para obtenção de uma eficiência superior a 90%. A aplicação da calda deve ser realizada cedo pela manhã e à tarde somente após as 16:00h. Não foi registrado, até o momento, casos de resistência desse ácaro ao uso prolongado (8 a 10 anos ininterruptos) dessa mistura nas plantações. Um ponto importante no emprego da mistura de óleo de algodão + detergente neutro para controle do ácaro-da-necrose na cultura do coqueiro é a aplicação sequencial e ininterrupta da mistura. O princípio ativo Azadiractin, extraído do nim, também tem registro no MAPA para uso na cultura do coqueiro no combate a esse ácaro.
Ácaro da mancha anelar
Recomenda-se tratamento à base de enxofre na quantidade de 5 g do p.c./litro de água e duas aplicações em intervalos de 15 dias. Produtos recomendados para o ácaro-da-necrose também tem efeito no controle desse ácaro. Convém ressaltar que estes, apesar de eficientes, não são registrados no Mapa para controle dessa praga.

Lagarta-das-folhas, Brassolis sophorae (Linnaeus, 1758) (Lepidoptera: Nymphalidae)

A lagarta apresenta cabeça castanho-avermelhada, corpo com listras longitudinais marrom-escuras e claras, recoberto por fina pilosidade, podendo atingir de 6,0 cm a 8,0 cm de comprimento (Figura 7). As lagartas vivem em grupo na copa do coqueiro, abrigadas dentro de um ninho (saco) construído pela união de vários folíolos, onde permanecem abrigadas durante o dia. O desfolhamento e a presença de ninhos nas plantas e de excrementos no chão são indicativos da presença da praga na plantação. O adulto é uma borboleta grande, de 6,0 cm a 10,0 cm de envergadura; suas asas anteriores e posteriores são marrons, atravessadas por uma faixa laranja, que na fêmea se apresenta mais larga na asa anterior e em forma de Y; na face inferior das asas posteriores encontram-se três ocelos circundados de preto e marrom.
As lagartas provocam desfolhamento parcial ou total da planta. As plantas atacadas sofrem atraso no crescimento, redução/perda da produção e atraso na produção seguinte em, aproximadamente, 18 meses.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 7. Lagartas de Brassolis sophorae.
Medidas de controle
  • Coleta dos ninhos e destruição das lagartas abrigadas no seu interior.
  • Em caso de se encontrar ninhos com lagartas parasitadas pelo fungo Beauveria, durante o monitoramento da população de B. sophorae, estes devem ser mantidos no campo.
  • Pulverização das plantas com uma formulação comercial do Bacillus thuringiensis ou com uma suspensão de esporos do fungo B. bassiana.
  • Considerando a alta eficiência de controle conferida pelos entomopatógenos mencionados acima, recomenda-se que os inseticidas químicos sejam utilizados somente em casos de elevada infestação, dando-se preferência para produtos seletivos aos inimigos naturais da praga.

Mosca branca, Aleurodicus pseudugesii Martin 2008 (Hemiptera: Sternorrhyncha:Aleyrodidae:Aleurodicinae)

O adulto tem corpo e pronoto de cor amarela-clara; asas alongadas e maiores que o corpo e de cor branca translúcida e com manchas brancas opacas distribuídas da base à extremidade (Figura 8). A parte inferior dos folíolos das folhas do coqueiro é o local de postura preferido das fêmeas, onde os ovos são colocados formando pequenas espirais. Espécies de mosca branca têm alta capacidade reprodutiva (100 a 300 ovos/fêmea) e rapidez de multiplicação chegando a produzir até 16 gerações por ano. Na lavoura sua movimentação acontece à noite e nas horas mais frescas do dia e o vento é considerado o principal fator de sua disseminação dentro e entre lavouras, mas convém não descartar seu transporte em roupas, equipamentos e veículos.
Secreta uma substância branca adocicada que forma uma camada branca e serosa na face ventral dos folíolos, e em algumas situações, fios brancos alongados e translúcidos que se dissolvem ao serem tocados. Essa substância favorece também o desenvolvimento de fumagina na face dorsal dos folíolos. Isso são barreiras físicas que interferem no processo de fotossíntese da planta afetando sua produção. O ataque da mosca branca pode atingir todas as folhas do coqueiro ficando a planta com uma coloração branco-prateada e com os folíolos endurecidos e quebradiços. Mudas provenientes de viveiros infestados são excelentes fontes de disseminação da praga.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 8. Adultos da mosca-branca Aleurodicus pseudugesii.
Medidas de controle
  • Inspeção, remoção ou tratamento de plantas daninhas hospedeiras da mosca; não cultivo nas proximidades do plantio de espécies hospedeiras da mosca-branca; e prevenção do trânsito de plantas ornamentais.
  • Em plantios ainda jovens e em mudas, a praga pode ser combatida com uma mistura de óleo de algodão bruto a 2% + detergente neutro a 1% ou utilizando óleos vegetais emulsionáveis disponível no mercado, na mesma concentração. Pulverizações quinzenais são requeridas para eliminação dos adultos e realizadas sempre nas horas mais amenas, com menos vento e dirigidas para a face ventral dos folíolos das folhas infestadas.
  • Em plantios adultos e de porte alto, ainda não foi constatada a eficiência do uso dos óleos vegetais. Por isso, os produtores têm lançando mão de produtos neonicotinoides, como piridil éter e tiadiazinona, os quais são registrados para controle de mosca-branca em outras culturas, mas não para o coqueiro. No preparo da calda, há necessidade da adição de um espalhante adjuvante siliconado (copolímero poliéter-polimetil siloxano) para auxiliar na absorção e penetração do produto. As aplicações devem ser realizadas em intervalos de aplicação mais frequentes (8 a 15 dias) e em número de três a quatro aplicações. Inspeções semanais na plantação são requeridas para direcionar o tratamento imediato dos focos da praga.

Cochonilha transparente, Aspidiotus destructor Signoret, 1869 (Hemiptera:Sternorrhyncha:Diaspididae)

Inseto sugador, de corpo pequeno e arredondado e com a coloração amarelo-alaranjada. A fêmea põe seus ovos e os distribui em volta de seu corpo, e os recobre com uma escama cerosa semitransparente; abriga-se na face inferior dos folíolos, iniciando o ataque pela extremidade das folhas mais velhas; macho alado.
Na planta jovem, a cochonilha causa clorose seguida de secamento, parcial ou total, dos folíolos das folhas, a partir das mais velhas (Figura 9), provocando a redução da área foliar, e, em consequência, atraso no desenvolvimento da planta e retardo no início da produção do coqueiral, afetando o rendimento da plantação. No coqueiro adulto, além das folhas, causa clorose também nas inflorescências e nos frutos, provocando abortamento de flores femininas, queda prematura e depreciação do valor dos frutos no mercado de coco verde.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 9. Dano de Aspidiotus destructor na folha do coqueiro.
Medidas de controle
  • Poda parcial ou total das folhas infestadas em plantas previamente marcadas durante o monitoramento da praga.
  • Várias espécies de joaninhas e vespas parasitoides contribuem para o controle natural da praga, sendo necessário adotar medidas que favoreçam a multiplicação e permanência destes agentes na plantação, como a manutenção da cobertura no solo com plantas que forneçam flores em abundância.
  • Pulverização localizada utilizando óleos vegetais ou minerais emulsionáveis a 2%, realizando três a quatro aplicações quinzenais nas folhas ou nos frutos infestados.
  • Utilização de produtos químicos com baixa toxicidade aos inimigos naturais, em altas infestações.

Pulgão-preto-do-coqueiro - Cerataphis lataniae Boisduval, 1867 (Hemiptera:Sternorrhyncha:Aphididae)

É um afídeo de formato circular, com diâmetro variando entre 1,5 mm e 2,0 mm, preto e circundado por uma franja de cera branca. De locomoção lenta, fixa-se em determinado ponto da planta para sugar a seiva. Coloniza a planta a partir da folha central (flecha). Há ocorrência de forma alada, que propicia a propagação da praga na plantação. Excreta uma substância doce que atrai vespas, moscas e formigas. As maiores populações são registradas na estação seca.
No coqueiro jovem, provoca atraso no desenvolvimento da planta e, consequentemente, retardo do início de produção, e em plantas adultas provoca o abortamento de flores femininas, queda de frutos pequenos e/ou frutos em desenvolvimento. Em ambos os casos, observa-se a ocorrência de fumagina na planta atacada. Os maiores danos do pulgão são decorrentes do ataque à inflorescência em formação, retardando a sua abertura. Esse tipo de ataque estimula a exploração das flores por pequenos curculionídeos e microlepidópteros. O ataque desse pulgão manifesta-se com mais severidade em coqueiro-anão.
Medidas de controle
  • Pulverização de plantas infestadas com produtos à base de óleos vegetais ou minerais emulsionáveis a 2%.
  • Utilização de calda de fumo preparada com 400g de fumo de corda, 500 mL de álcool e 10 litros de água. Deixada em infusão por oito dias, essa mistura, após esse período, é coada e diluída na proporção de um litro da infusão em 20 litros de água. A calda é pulverizada na folha flecha em intervalos quinzenais até a eliminação da praga. As pulverizações, tanto no coqueiro novo quanto em plantas adultas utilizando-se óleos, calda de fumo ou com produtos sistêmicos deverão atingir a folha flecha, local onde se encontra a colônia do pulgão.
  • Em casos de alta incidência, pulverizar as plantas infestadas com produtos sistêmicos, mediante três a quatro aplicações quinzenais, a depender da intensidade do ataque dirigindo o jato da calda para as folhas novas visando atingir sempre a folha flecha, e na planta adulta também as inflorescências recém-abertas e os cachos atacados.

Barata-do-coqueiro ou falsa-barata-do-coqueiro Coraliomela brunnea Thumberg, 1821 (Coleoptera:Chrysomelidae) e Mecistomela marginata Thumberg, 1821 (Coleoptera:Chrysomelidae)

O adulto da C. brunnea mede 2,5cm de comprimento, tem coloração vermelha com listra preta no meio do pronoto, élitros rugosos e antenas pretas e patas pretas e vermelhas (Figura 10A). O adulto da M. marginata mede cerca de 3,4 cm de comprimento, tem coloração preto-esverdeada, com as bordas dos élitros e o pronoto amarelo-castanho e as demais partes pretas (Figura 10B).
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 10. Adulto de Coraliomela brunea (A) e de Mecistomela marginata (B)
A larva é chata e convexa no dorso, tem coloração parda, três pares de patas curtas e o corpo formado por 11 segmentos, dos quais o primeiro e o último são os mais desenvolvidos. As larvas são encontradas entre os folíolos fechados da folha flecha, enquanto os adultos, de hábito diurno, ficam nas folhas abertas, onde se acasalam. Nos horários mais quentes do dia, os adultos se abrigam nas axilas das folhas.
Trata-se de uma praga importante do coqueiral jovem. As larvas alimentam-se no tecido tenro da folha central fazendo perfurações nos folíolos causando atraso do desenvolvimento da planta e consequente retardo na entrada da planta em produção. Infestações severas podem destruir completamente as folhas centrais da planta jovem e causar sua morte.
Medidas de controle
  • Catação manual e destruição de larvas, pupas e adultos encontrados na folha central (flecha) da planta.
  • Pulverizar a copa das plantas e a flecha com uma suspensão de esporos do fungo B. bassiana, visando o controle de insetos adultos e larvas.
  • Pulverizar somente as plantas infestadas, utilizando inseticidas de contato com o jato da calda dirigido para a folha central da planta.

Traça-das-flores ou traçao dos-frutos-novos, Atheloca subrufella Hulst, 1887(Lepidoptera:Phycitidae)

A lagarta é branca, com listras longitudinais pardacentas ou rosadas e com pontos pretos alinhados transversalmente; tem cabeça amarela e no primeiro segmento do tórax uma placa dorsal semicircular amarela, subdividida ao meio (Figura 11).
Desenvolvem-se nas inflorescências recém-abertas do coqueiro, perfurando as flores femininas e os frutos novos. Alimentam-se dos tecidos do mesocarpo, fazendo galerias que interrompem o fluxo de seiva. Grande parte dos frutos atacados não completa o amadurecimento, caindo ainda bem pequenos. Frutos que atingem a maturação se deformam, perdem peso e o valor comercial. A infestação é notada pelo acúmulo de dejeções com fios de seda na superfície da flor ou do fruto pequeno.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 11. Lagarta de Atheloca subrufella.
Medidas de controle
  • Limpeza da copa e do coroamento do solo ao redor da planta.
  • Coleta semanal e destruição, por enterrio, de todos os frutos imaturos caídos no chão e aqueles que abortam e ficam presos nas inflorescências ou nas axilas foliares.
  • Efetuado somente em caso de alta infestação e quando atingido o nível de controle comprovado pela presença da praga.
  • Pulverizar somente as plantas ou as áreas infestadas, utilizando inseticidas de contato e ingestão.
  • O jato da calda inseticida deve ser dirigido para as inflorescências recém-abertas e os cachos novos (referentes às folhas no10 a 16), molhando-se bem os cachos e a região das axilas foliares.

Raspador-do-folíoloDelocrania cossyphoides Guérin, 1844 (Coleoptera:Chrysomelidae)

O adulto é um besouro pequeno, de coloração vermelha-castanha, corpo achatado ventralmente, com bordos laterais prolongados cobrindo as patas (Figura 12).
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 12. Adultos de Delocrania cossyphoides.
As larvas e adultos alimentam-se raspando a epiderme da face inferior dos folíolos das folhas mais novas, as quais secam e adquirem coloração marrom-prateada. Ataques dessa praga são mais comuns em coqueiros jovens, muito embora, danos severos possam também ocorrer em plantas adultas. O secamento causado nos folíolos das folhas novas de uma planta jovem provoca redução da área foliar, e, em consequência, atraso no desenvolvimento da planta e retardo no início da produção do coqueiral. Na planta adulta, reduz a produção chegando a anula-la completamente, ao tempo que predispõe a planta a outros fatores que culminam em sua morte.
Medidas de controle
  • Aplicação com produtos de contato ou sistêmicos de forma localizada somente em plantas ou áreas altamente infestadas e antecedendo a colheita. Dirigir o jato da calda para a face inferior dos folíolos das folhas, principalmente das mais novas. Sempre que se utilizar produtos sistêmicos no controle das pragas do coqueiro, a colheita dos frutos para consumo in natura deve ser realizada no mínimo 30 dias após a última aplicação.
  • Em coqueirais adultos, localizados em áreas povoadas e de turismo, o uso de produtos químicos deve ser feito com muita cautela, sendo mais indicado o tratamento com sistêmicos, via “injeção caulinar” ou “raiz”. Nesse caso, a colheita dos frutos para consumo in natura deverá ser realizada somente 90 dias finalizado o tratamento da planta.

Broca-do-bulbo, Strategus aloeus (Linnaeus, 1758) (Coleoptera:Scarabaeidae)

O adulto é um besouro castanho-escuro, com 6,0 cm de comprimento; possui hábito noturno e é atraído por fontes luminosas; cava um buraco de aproximadamente 50 cm de profundidade na área do coroamento da planta, onde se abriga durante o dia. O macho possui na cabeça três chifres recurvados para trás (Figura 13). A fêmea faz sua postura em madeiras em decomposição.
O adulto perfura o coleto de plantas jovens, formando uma galeria ascendente em direção aos tecidos tenros da região do meristema apical, que ao ser destruído provoca murchamento das folhas novas e a morte da planta. Infestações severas ocorrem em áreas recém-desmatadas ou próximas a elas e no início do período chuvoso.
Foto: Joana Maria Santos Ferreira
Figura 13. Adultos de Strategus aloeus.
Medidas de controle
  • Remoção e destruição de todos os restos de madeira em processo de decomposição dentro ou próximo da plantação.
  • Para restos de madeira enleirados dentro do coqueiral, recomenda-se o plantio localizado de leguminosas para ocultá-los.
  • Erradicação imediata das plantas mortas pela praga e replantio.
  • Retirada dos insetos adultos do interior dos orifícios feitos na planta ou no solo, com auxílio de arame grosso e de ponta afiada e, em seguida eliminá-los manualmente.
  • Pulverização ou polvilhamento com inseticida de contato no interior dos orifícios feitos pelo inseto no solo ou no coleto da planta.

Outras pragas do coqueiro

Na Tabela 2, registra-se a ocorrência de outras pragas encontradas na plantação causando menores prejuízos à cultura do coqueiro, muito embora também possam ocorrer, em algumas regiões de cultivo, em surtos capazes de causar prejuízos econômicos.
Tabela 2. Características e injúrias/sinais de algumas pragas associadas à cultura do coqueiro.
Praga
Características
Injúrias/sinais
Lagarta urticante
Automeris cinctistriga
mariposa marrom-clara, com duas máculas negras nas asas posteriores; lagartas verdes
lagartas causam desfolhamento e
atraso no desenvolvimento da planta
Lagarta desfolhadora
Opsiphanes invirae
borboleta marrom-avermelhada, com faixas alaranjadas nas asas; lagarta com cabeça rosada e final do abdome em forma de cauda bífida
lagartas causam desfolhamento e
atraso no desenvolvimento da planta
jovem
Lagarta verde do coqueiro
Synale hylaspes
borboleta preta, com manchas brancas nas asas;
lagarta verde coberta com pó branco e que fecha o folíolo para se proteger
lagartas causam desfolhamento nas
plantas jovens
Inseto rodilha
Hemisphaerota tristis
besouro pequeno, esférico, azulado; larva se cobre com espiral avermelhada de dejeções
adultos e larvas danificam as folhas intermediárias e mais velhas
Minador do folíolo
Taphrocerus cocois
besouro pequeno, preto e com pontuações prateadas nas asas; larva se desenvolve entre as duas faces do folíolo
Larvas danificam folhas mais velhas e intermediárias
Vaquinha do fruto
Himatidium neivai
Besouro pequeno, vermelho brilhante, corpo achatado; larva branca, com pernas escondidas
adulto e larva raspam a superfície de frutos grandes, que fica amarronzada
Cupins
Heterotermes sp.
Nasutitermes sp.
Insetos amarelados que vivem em colônias e se alimentam de madeira viva ou seca; formam ninhos no solo e depois no coqueiro broqueado
atacam mudas no viveiro e plantas jovens; penetram no coleto e causam secamento das folhas e da flecha
Formigas saúvas
Atta cephalotes
A. laevigatta
A. sexdens sexdens
Formigas avermelhadas, com três pares de espinhos no dorso; cortam plantas e carregam folhas para ninho para o cultivo do fungo que lhe serve de alimento; ninho com terra solta
provocam desfolhamento parcial ou total das plantas jovens, ocasionando atraso no seu desenvolvimento
Gafanhoto do coqueiro Eutropidacris cristata
Mede 11cm de comprimento, asas anteriores verde-pardacentas e asas posteriores azuladas
causa desfolhamento no coqueiro
Esperança
Cinza-amarronzada, com antenas muito longas, fêmeas com grande ovipositor, hábito noturno
perfuram as flores femininas e os frutos geralmente nas lesões causadas pelo ácaro da necrose
Tripes
Inseto muito pequeno, alongado, preto, com faixa longitudinal prateada no dorso
raspam a superfície dos frutos que adquirem uma coloração prateada
Ácaro vermelho Tetranychus mexicanus
Não visível a olho nu, vive em colônias sob teias de seda na epiderme inferior do folíolo
causa descoloração e bronzeamento nas folhas mais velhas do coqueiro
Ácaro da folha Retracrus johnstoni
Microscópico, região anterior do corpo mais larga e a posterior mais afilada, cor amarelada e com excrescências brancas; vive no folíolo
provoca manchas cloróticas visíveis em ambos lados do folíolo, evoluindo para manchas ferruginosas

Inseticidas e acaricidas usados para controle das pragas do coqueiro

A crescente demanda pela proteção ambiental tem sinalizado para a adoção de métodos alternativos de controle de pragas no que se refere a proteção das colheitas, sem contudo excluir a utilização dos produtos químicos, desde que utilizados de forma racional e, de preferência, orientado por técnicos do setor. Apenas os inseticidas e acaricidas oficialmente registrados no Brasil para uso em coqueiro são apresentados na Tabela 3, onde estão indicados os grupo químicos, as classes toxicológica e ambiental ao qual pertencem, a praga-alvo a que se destinam e a situação referente ao registro no MAPA, muito embora inúmeros trabalhos de pesquisa tenham demonstrado, ao longo dos anos, a eficiência de várias outras moléculas no controle de ácaros, brocas, raspadores, sugadores, entre outros.
Tabela 3. Inseticidas e acaricidas registrados no MAPA para controle de pragas da cultura do coqueiro.
Nome técnico
Grupo químico
Modo de ação
Quantidade
p.c./100 l água
Praga-alvo
Classes toxicológica
e ambiental 1
Situação de
Registro
Abamectin
Avermectina
de contato e ingestão
75mL
ácaro da necrose
III / I
sim
Azadiractin
Tetranortriterpenóide
de contato
100 a 300mL
ácaro-da-necrose
IV/IV
sim
Bacillus thuringiensis
Inseticida biológico
de ingestão
100 g
lagarta das folhas e outras
IV / I
sim
Espirodiclofeno
Cetoenol
de contato e ingestão
30mL
Ácaro-da-necrose
III/?
sim
Fenpyroximate
Pirazol
de contato e ingestão
200mL
ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar
II / I
sim
não
Hexitiazoxi
Tiazolidinacarboxamida
de contato e ingestão
3g
ácaro da necrose
III/?
sim
Óleo vegetal
Ésteres de ácidos graxos
de contato
200 mL
cochonilha transparente
pulgão
moscas brancas
IV / IV
sem restrição
Óleo mineral
Hidrocarbonetos alifáticos
de contato
200 mL
cochonilha transparente
pulgão
moscas brancas
IV / III
sem restrição
Tetradifon
Organofosforado
de contato
-
ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar
III / ?
não
Nota: 1Classe toxicológica: I – extremamente tóxico, faixa vermelha; II – altamente tóxico, faixa amarela; III – medianamente tóxico, faixa azul; IV – pouco tóxico, faixa verde. Classe ambiental: I – produto altamente perigoso; II – muito perigoso; III – produto perigoso; IV – produto pouco perigoso.
Fonte: Agrofit, 2014.