domingo, 9 de outubro de 2016

Ameixa-da-caatinga (Ximenia americana L.)


Nome da fruta: Ameixa-da-caatinga
Nome científico: Ximenia americana L.
Família botânica: Olacaceae
Categoria:
Origem: América do Norte e Central.
Características da planta: Arbusto geralmente de 3 m de altura, ramos armados de espinhos, caule de casca lisa e coloração vináceo-avermelhada, principalmente nos ramos mais jovens. Flores pequenas e alvas.
Fruto: Tipo baga, globoso, de casca amarela. Polpa esbranquiçada, adocicada, envolvendo uma única semente.
Frutificação: Após as primeiras chuvas.
Propagação: Sementes

Foi-se o tempo em que a Caatinga era considerada um deserto ermo, infértil, isento de vida e de beleza. Qualquer pessoa que ouse bater os pés contra os seus solos secos, enfrentando com curiosidade e coragem o ar empoeirado do semi-árido nordestino, ali encontrará uma das regiões de maior diversidade de flora e fauna existentes.
Árvores interessantíssimas como o juazeiro e o umbuzeiro, além de inúmeras Cactáceas – como a palma, o xiquexique, o mandacaru, o jacheiro, entre tantas outras – são apenas alguns exemplos dessa diversidade. Armazenando a água em suas gordas folhas ou nas raízes tuberosas, essas plantas são responsáveis pela manutenção do verde e das poucas cores da paisagem do agreste.
Dentre as espécies típicas do bioma da Caatinga, distingui-se com graça a ameixa-da-caatinga, também conhecida como ameixa-de-espinho.
Apesar de estar presente em todo o sertão nordestino, não sendo restrita à zona delimitada pelo Raso da Catarina, ali ela é mais abundante do que em qualquer lugar em que costuma ser encontrada.
Abundante, entretanto, é modo de dizer, pois até no Raso a ameixa-da-caatinga já pode ser considerada à beira da extinção.
Em meio a espinhos grandes e fortes, espalhados pelos galhos finos do arbusto que chega a atingir os 3 m de altura, escondem-se as ameixas-da-caatinga, bem defendidas contra aqueles que as queiram consumir ou destruir. Têm o que defender, afinal! Trata-se de um fruto adocicado, amarelo, de sabor acidamente agradável, e polpa suculenta que encerra uma única amêndoa branca como semente. Um bom alimento para os sertanejos que ali vivem, sobrevivendo tenazmente à habitual falta de água.
Do vasto espaço originalmente classificado como Caatinga, hoje apenas 2% encontram-se protegidos legalmente. Uma das áreas de proteção ali existentes é a Reserva Ecológica do Raso da Catarina, criada em 1984, com 100 mil hectares preservados. Entretanto, apesar do controle e da fiscalização, boa parte da riqueza natural da região tem sido perdida pela ocorrência de queimadas e pela presença de caçadores ilegais.
Como vítima desse processo, não figuram apenas as plantas como a ameixa-da-caatinga. Sob sério risco de extinção, encontra-se um dos mais graciosos consumidores dessa frutinha: a arara azul de lear (Anodorhynchus leari), um pássaro altamente prezado, nativo e restrito daquela região, também conhecido como ararinha azul. Sua população, que já chegou à assustadoramente pequena quantidade de 60 indivíduos, hoje em dia, graças ao esforço de pesquisadores envolvidos em um importante projeto de preservação, já ultrapassa as 300 aves.
Da mesma maneira, resta-nos lutar pela preservação da ameixa-da-caatinga e de tantas outras plantas da Caatinga que sequer conhecemos, antes que se acabem. Estas, embora nunca tenham chegado a viver situação tão drástica quanto à da ararinha azul, certamente merecem receber proteção e cuidados semelhantes.

A Ameixa-do-mato, ababone, ababoni, ababuí, ameixeira-do-brasil, ameixa-do-brasil, ambuí (ou ambuy), ameixa-da-baía, ameixeira-da-baía, ameixa-da-terra,ameixa-de-espinho, ameixa-do-pará, ameixeira-do-pará, espinheiro-de-ameixa, limão-bravo-do-brejo, sândalo-do-brasil, umbu-bravo ou ximénia (Ximenia americana - podendo também ser referida por alguns botânicos como Amyris arborescensHeymassoli inermisHeymassoli spinosaPimecaria odorataXimenia aculeataXimenia arborescensXimenia fluminensisXimenia inermisXimenia montanaXimenia multifloraXimenia oblongaXimenia spinosa ou Ximenia verrucosa) é um arbusto ou árvore da família das olacáceas, nativo de regiões tropicais, como o Brasil (aparecendo de forma espontânea do Pará à Bahia, em Minas Gerais e Mato Grosso. Em Angola é ainda conhecida pelos nomes de ganzi, lumeque (ou lumeke), mepeque (ou mepeke), muinje, munjaque, omupeque (ou omupeke) eumpeque (ou umpeke).
Chega a atingir 4 metros de altura. As folhas estão armadas de espinhos axilares. As flores são amareladas, com um cheiro distinto, o que as torna úteis em perfumaria. Os frutos (drupas) são ameixas amarelo-alaranjadas e comestíveis. A semente pode ser utilizada em cosmética, já que se pode extrair óleo dela.

ÓLEO DE AMEIXA SILVESTRE (VERMELHA) 
Nome Científico: Ximenia Americana L. INCI Name: Ximenia Americana seed oil No CAS: 95193-67-2 Parte Utilizada: Fruto e Sementes Peso Molecular: 
N.A INTRODUÇÃO A ameixa silvestre pertence à família Olacaceae, popularmente conhecida por ameixa-do-mato ou ameixa-brava. No período seco, quando a maioria das espécies da Caatinga perde as folhas, essa planta destaca-se por apresentar-se com as folhas totalmente verdes, o que caracteriza uma planta resistente à seca. O período de frutificação é muito curto e concentra-se nos meses de dezembro a janeiro. 
PROPRIEDADES A Ximenia americana é rica e, saponinas, gilcosídeios cianogênicos, flavonoides, taninos, vitamina C, vitamina E e vitamina A. 
INDICAÇÕES A planta é utilizada na medicina tradicional para tratamento de infecções de pele. Pode ser usado como emoliente, hidratante e antioxidante da pele em loções, cremes para o corpo e rosto, óleos para banho, creme para massagem e outros produtos cosméticos. 
DOSAGEM / CONCENTRAÇÃO USUAL Em Shampoos, Condicionadores, Sabonetes Líquidos – 0,10 a 1,0% Em Gel p/ peles sensíveis – 0,5 a 2,0% Em Emulsões em geral – 0,5 a 2,0% Em Óleo de Banho – 1,0 a 15,0% 
ARMAZENAMENTO Acondicionar em recipiente hermético, ao abrigo da umidade, do calor e da luz solar direta.