segunda-feira, 31 de maio de 2021

CARACTERÍSTICAS BOTÂNICAS DA PITAYA (PITAIA)

 

3. CACTACEAE 

A pitaia é uma planta da família da cactaceae, que se caracterizam pela “presença de aréolas com pêlos e espinhos, caule suculento (cladódio – órgão tipo caule) casca verde e ausência de folhas copadas” (BUXBAUM, 1955 apud MARQUES, 2008). 

Segundo Marques (2008), muitas espécies de cactáceas produzem frutos comestíveis. No entanto, as frutíferas conhecidas desta família pertencem ao grupo Platyopuntia (subgênero do gênero Opuntia),que apresentam segmentos planos de caule. 

Marques (2008) explicam, ainda, que cactaceae são plantas muito desenvolvidas fisiologicamente. Adaptaram sua forma de respirar para evitar a perda de água durante o dia. Possuem crescimento lento e, a maior parte do tempo, armazenam água nos seus tecidos. 

3.1 Espécies 

Quatro gêneros englobam os diversos tipos de pitaia: Stenocereus, Cereus, Selenicereus e Hylocereus. Esses gêneros diferem quanto ao fruto. Dentre os seus frutos mais conhecidos, estão a pitaia amarela (Selenicereus megalanthus), que tem casca amarela e polpa branca, e a pitaia vermelha (Hylocereus sp.), com a casca vermelha e a polpa branca ou vermelha, dependendo da espécie. A seguir, Moreira et al. (2012) explicam a grande variabilidade entre as espécies, tanto em termos de tamanho como com relação à coloração e ao sabor das frutas. 


4. CARACTERÍSTICAS BOTÂNICAS 

4.1 Fruto 

Doce e leve, a pitaia vermelha, de espécie Hylocereus costaricensis, apresenta coloração vermelha tanto na casca quanto na polpa. Seu sabor assemelha-se ao do kiwi, com uma mistura de beterraba (MOREIRA et al., 2012; RICARDO, 2010). 

A pitaia branca, ou Hylocereus undatus, apresenta coloração vermelha na casca e branca na polpa. Por fora é muito parecida com a pitaia vermelha, diferindo somente em termos de tonalidade de cor. No entanto, a diferença maior apresenta-se acerca da polpa (RICARDO, 2010). 

Com características semelhantes às da pitaia branca, a Selenicereus setaceus (pitaia-do-cerrado ou saborosa), é uma fruta de tamanho menor, com sabor mais adocicado e apresenta espinhos (MOREIRA et al., 2012). 

Outra variedade da fruta é a pitaia amarela, tecnicamente chamada de Selenicereus megalanthus, também conhecida como “pitaia colombiana”. Sua polpa é esbranquiçada e sua casca tem coloração amarela. É considerada a mais gostosa e a mais cara, dentre os tipos de pitaia. O gosto lembra uma mistura de kiwi com nona, só que mais doce e mais leve (MOREIRA; CRUZ, 2011; RICARDO, 2010). 

Figura 1 – Variedades de pitaia  Fonte: (MOREIRA; CRUZ, 2011

4.2 Flores 

Grande e de coloração branca, as flores apresentam numerosos estames com pólen abundante (figura 4). Caracterizam-se, também, serem completas, andróginas, solitárias e medirem cerca de 20 a 30 cm de largura. Exalam um cheiro forte, crescem diretamente dos cladódios e originam-se na primavera. A fim de evitar a autopolinização, possuem o estigma mais elevado que as anteras e abrem-se durante a noite, fechando-se nas primeiras horas do dia (MARQUES, 2008). 

4.3 Ramos 

Os ramos da pitaia são triangulares, suculentos, espinhosos e possuem flores brancas e grandes, quanto à planta, ela é perene, trepadeira, com raízes adventícias, que a permite se fixar em árvores ou pedras. O cultivo pode ser realizado em regiões situadas desde o nível do mar até 1.500 metros acima. (ESPIRITO SANTO, 2013). 

Figura 2 - (A) Planta de pitaia; (B) Cladódio; (C) Flor; (D) Fruto  Fonte: (MARQUES, 2008) 

4.4 Sementes 

As sementes da pitaia podem chegar a medir três milímetros de diâmetro, são muito numerosas, possuem uma coloração escura e podem ser encontradas distribuídas em toda a polpa. (MARQUES, 2008). 



quinta-feira, 27 de maio de 2021

Cultivo da Pitaya (Pitaia)

 

INTRODUÇÃO

A pitaia é uma planta que pertence à família das cactáceas e tem sua origem na América Central. Produz uma fruta conhecida popularmente como fruta do dragão por possuir uma casca escamosa que se assemelha as escamas de um dragão.

Trata-se de uma fruta pouco conhecida, que atualmente vêm sendo muito procurada pelo mercado de frutas exóticas por se tratar de uma fruta altamente nutritiva, com altos teores de água, minerais, açucares, compostos antioxidantes e baixo valor calórico.

O cultivo comercial da pitaia no Brasil se deu no início da década de 90 no estado de São Paulo, responsável por cerca de 92% da quantidade de fruta comercializada. Minas Gerais ocupa a segunda posição no cenário nacional responsável por cerca de 5,62% da comercialização, com destaque para os municípios de Contagem, Janaúba, Jaíba e Turvolândia.

A pitaia vermelha de polpa branca (Hylocereus undatus) é a mais cultivada no Brasil. Além do fruto, os cladódios e as flores também são consumidos por pratos especiais na região de origem da espécie, por apresentarem grande quantidade de compostos funcionais e propriedades medicinais.

O pomar de pitaia, apesar de apresentar um alto custo de implantação, tem-se um retorno econômico atrativo para os produtores brasileiros, devido a boa adaptabilidade as condições de clima e solo e elevado valor da fruta no mercado in natura. A produção da fruta pode ter início já no primeiro ano após o plantio, podendo chegar a 20 toneladas por hectare a partir do quarto e quinto ano após o plantio.

A planta que produz a fruta denominada pitaia (Figuras 1 e 2) é uma cactácea originada da América Tropical e Subtropical e pertence ao grupo de frutíferas consideradas promissoras para cultivo. Até há pouco tempo essas frutíferas eram desconhecidas e, recentemente, representam um crescente nicho no mercado de frutas exóticas. Atualmente, no Brasil, essas frutas vêm sendo procuradas, não só pelo exotismo da aparência e sabor, como também por suas características organolépticas.



Figura 1 – (A) Planta de pitaya (hábito de crescimento); (B) Cladódio; (C) Flor e (D) Fruto.

Existem no Brasil poucas áreas de cultivo de pitaia, situadas principalmente no Estado de São Paulo, com destaque para a região de Catanduva, onde a produção ocorre durante os meses de dezembro a maio, com uma produtividade média anual de 14 toneladas de frutas por hectare.

Os diversos tipos de pitaia são agrupados em quatro gêneros: Stenocereus, Cereus, Selenicereus e Hylocereus, sendo as mais conhecidas a pitaia amarela (Selenicereus megalanthus), que tem casca amarela e polpa branca, e a pitaia vermelha (Hylocereus sp.), com a casca vermelha e a polpa branca ou vermelha, dependendo da espécie.

Figura 2 – Partes do fruto de pitaia.


Existe grande variabilidade entre as espécies quanto ao tamanho e coloração das frutas. Em Hylocereus costaricensis, as frutas apresentam coloração vermelha tanto na casca quanto na polpa, e em Hylocereus undatus, apresentam coloração vermelha na casca e branca na polpa. Em Selenicereus megalanthus, conhecida como “pitaya colombiana”, a polpa é esbranquiçada, e externamente a fruta tem coloração amarela, enquanto em Selenicereus setaceus (pitaia-do-cerrado ou saborosa) a casca é vermelha e a polpa esbranquiçada, como a Hylocereus undatus, porém a fruta é de tamanho menor, com sabor mais adocicado e apresenta espinhos.

Considerando as frequentes consultas direcionadas ao Setor de Fruticultura e a existência de pouca informação na literatura a respeito do cultivo da pitaia no Brasil, o objetivo do presente boletim técnico é fornecer informações que possam orientar os interessados em iniciar o plantio dessa frutífera em suas propriedades.

ORIENTAÇÕES PRELIMINARES

a) Traçar seu objetivo com precisão, pois se trata de uma cultura nova e com poucos resultados de pesquisa.

b) Fazer o planejamento detalhado, focando principalmente o mercado consumidor e como adquirir mudas de qualidade.

c) Buscar e trocar informações com instituições e produtores que já comercializam suas frutas.

d) Visitar plantios comerciais visando diminuir suas chances de erro na implantação.

PLANEJAMENTO DO POMAR

Deve-se ter em mente que a pitaia é uma frutífera perene, com expectativa de produção para mais de 15 anos. Portanto, o seu planejamento deve ser muito bem feito, cercando de todos os cuidados para garantir o sucesso do empreendimento.

No planejamento atentar para os seguintes itens:

a) procurar informações na sua região sobre a comercialização das frutas;

b) dimensionar sua área, definindo número de plantas;

c) na sua propriedade selecionar o local de plantio, evitando solos rasos, sujeitos a encharcamento (excesso de umidade) e geadas;

d) retirar amostras de solos;

e) prever combate sistemático a formigas;

f) prever a correção da acidez do solo de acordo com os resultados da análise;

g) definir espaçamento e o tipo de espaldeira para a condução das plantas;

h) prever a marcação das covas;

i) adquirir mourões para montar a espaldeira (altura em torno de 1,80 m acima do solo);

j) adubação de fundação (covas) de acordo com o resultado da análise de solo (fazer essa adubação de preferência 60 dias antes do plantio);

k) marcação das covas com estacas;

l) fazer o plantio com todos os cuidados necessários, para maior sucesso, evitando replantios.




quinta-feira, 20 de maio de 2021

Comercialização e Mercados para a Goiaba

 

Comercialização e Mercados

Nos polos de irrigação do Nordeste, a goiabeira é cultivada principalmente em áreas de pequenos produtores que também exploram outras frutíferas. A produção do Agreste pernambucano, os cultivos irrigados do Submédio do Vale do São Francisco, juntamente com a produção paulista, destacam-se pelo volume comercializado. Considerando suas várias formas de aplicação (in natura e industrializada), a goiaba apresenta, para o mercado interno, boas possibilidades de aumento de consumo. Informações obtidas das principais Ceasas do País (São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro) indicam que, na última década, ocorreu um incremento na comercialização dessa fruta de mais de 500% (CEAGESP, 2008; CEASAMINAS, 2008; CEASARJ, 2008). Entretanto, é interessante ressaltar que, na maioria dos pomares brasileiros em produção, os frutos são destinados principalmente ao processamento. Essa é, aliás, uma das principais explicações para a qualidade limitada da goiaba brasileira, posto que a indústria sempre foi menos exigente quanto a padrões de qualidade.

O incremento de consumo da goiaba in natura, nos principais mercados consumidores do País, está, atualmente, condicionado à melhoria na qualidade do produto.

Esses mercados, localizados principalmente nas regiões Centro e Sul, são exigentes em uniformidade de tamanho, de forma e de coloração dos frutos.

Com relação ao dimensionamento do mercado doméstico, devido, principalmente, ao alto grau de perecibilidade do fruto, a goiaba é comercializada principalmente nos mercados locais e regionais. Essa característica de regionalidade do mercado de goiaba ocorre em todos os polos de produção do País, inclusive em São Paulo, onde se concentra a maior parte da produção brasileira, que praticamente é consumida no próprio Estado.

Em se tratando do mercado nacional, representado pelos grandes centros de consumo das macrorregiões geopolíticas, eles se situam fora dos polos de produção e são constituídos principalmente pelas metrópoles do Centro-Sul do País.

Com relação ao destino do fruto nas regiões produtoras, grande parte é destinada à indústria (polpa, doces, sucos, etc.) e a outra parte ao consumo in natura. Entretanto, por conta do incremento das áreas irrigadas, registra-se um aumento no percentual de frutos para consumo in natura. Um exemplo dessa situação é o Submédio do Vale do São Francisco, onde a exploração da goiabeira é toda irrigada e 75% do produto é comercializado na forma de fruta fresca.

Outro comportamento de mercado que está diretamente associado à ampliação das áreas de cultivos irrigados de goiaba no País é a redução da sazonalidade da oferta, já que o produto pode ser ofertado praticamente durante todo o ano, situação que traz como reflexos menor oscilação nos preços dos frutos frescos e redução significativa da capacidade ociosa das indústrias de processamento (CHOUDHURY, 2001).

Com relação à distribuição da goiaba no mercado doméstico, para consumo in natura e para a indústria, os intermediários são os principais agentes do processo, que compram e vendem o produto a granel ou em caixas. Geralmente, utilizam, como principais critérios para a classificação comercial, o tamanho, a aparência e o estado de maturação da fruta. Aquelas que estão em estado inicial de maturação são comercializadas como frutos in natura, enquanto as maduras são destinadas às agroindústrias processadoras.

Os tipos de intermediários que melhor representam a cadeia produtiva da goiaba são os regionais e os locais. Os regionais são representados principalmente pelos fornecedores dos atacadistas das Centrais de Abastecimento (Ceasas), situadas nas capitais e nas principais cidades da macrorregião geopolítica onde está localizado o polo de produção. Esses agentes adquirem a maior parte do produto dos intermediários locais, mas também obtêm a fruta nas áreas de produção. Os intermediários locais, por sua vez, compram o produto nas áreas de produção e o repassam para os intermediários regionais e para os varejistas locais (feirantes, proprietários de casas de frutas, pequenos mercados de bairros e redes de supermercados). É interessante notar que é inexpressiva a atuação dos intermediários nacionais que comercializam o produto dos polos de produção para os grandes mercados consumidores das demais regiões do País.

Isso se deve ao reduzido tempo de prateleira dos frutos (CHOUDHURY, 2001).

Com relação à goiaba destinada à indústria, o intermediário também é o elemento de maior expressão no processo de comercialização. Ele adquire o produto nas unidades produtivas e o transfere para as agroindústrias, que, por sua vez, também podem obter parte da matéria-prima diretamente nas propriedades agrícolas.

Para o mercado externo, principalmente a União Europeia e os Estados Unidos, que são os principais importadores da goiaba brasileira, essa fruta é considerada exótica, sendo comercializada em reduzida quantidade e a preços elevados. Na pauta de exportação brasileira de frutas frescas, a goiaba é considerada um produto inexpressivo (24ª posição), em virtude do seu alto grau de perecibilidade. Isso exige que o produto seja bem acondicionado em caixas e escoado para o mercado internacional por via aérea, o que onera demasiadamente os custos de comercialização.

Um fato que pode contribuir para o aumento do consumo da goiaba no mercado externo é a campanha que, atualmente, vem sendo realizada nos Estados Unidos, no Canadá e em diversos países da União Europeia, de incentivo à inclusão de frutas na dieta alimentar. Por meio dessa campanha, um espaço abriu-se para a inserção de frutas produzidas nos países do Hemisfério Sul, principalmente aquelas consideradas exóticas, como é o caso da goiaba. No mercado europeu, os consumidores estão motivados a consumir goiaba por causa da expressiva quantidade de vitamina C que a fruta contém, que é cerca de cinco vezes maior que a encontrada na laranja, uma das frutas mais consumidas naquele mercado.

Com a ampliação dos cultivos tecnificados em polos de produção no País, a tendência é aumentar a participação da goiaba na pauta das exportações brasileiras.

No caso específico do polo de produção do Submédio do Vale do São Francisco, outra vantagem é o aproveitamento da logística dos atuais produtos-chave de exportação (manga e uva), considerando que essa região é uma das principais exportadoras de frutas frescas do País. Entretanto, para conquistar os importantes mercados internacionais, é necessário que as estratégias produtivas e comerciais sejam mais eficientes, para atender às exigências das grandes cadeias de supermercados que hoje controlam esses mercados.




segunda-feira, 10 de maio de 2021

Processamento da Goiaba

 

A goiaba para o processamento

As goiabas para o processamento devem apresentar cor atrativa, devendo ser utilizadas cultivares de polpa vermelha, com poucas sementes, de sabor agradável e maturação homogênea. Entretanto, não há exigência com relação ao tamanho da fruta e à presença de defeitos superficiais na casca.

Frutas com defeitos que afetam apenas parte da polpa podem ser aproveitadas para processamento, desde que a parte comprometida seja descartada. Um outro fator importante é o rendimento. As cultivares Paluma, Rica e IAC-4 possuem boas características para a industrialização. A cv. Paluma possui cor de polpa vermelho-intensa, sabor agradável e pequena porcentagem de sementes, apresentando rendimento de polpa em torno de 94%. As cvs. Rica e IAC-4 também possuem bom rendimento, podendo ser utilizadas principalmente na forma de compotas.

Operações básicas para o processamento de goiaba

Recepção/seleção – As frutas devem apresentar estádio de maturação uniforme,

descartando-se aquelas impróprias para o consumo, como as sobremaduras, com podridões

e verdes.

Lavagem – As frutas devem ser lavadas com água limpa, em abundância, para a

retirada de sujeiras grosseiras, como areia, folhas, etc.

Sanificação – As frutas devem ser imersas em solução de água clorada a 10 ppm (0,5 mL de solução de hipoclorito de sódio a 2% para 1.000 L de água) por 25 minutos. Em seguida, devem ser enxaguadas com água potável.

Corte e despolpamento – Com faca de aço inoxidável, deve-se retirar as partes superior e inferior da fruta e as partes impróprias para o consumo. Em seguida, as goiabas devem ser cortadas em quatro partes e conduzidas à despolpadeira para a elaboração de polpa congelada, doces, sucos, etc. Quando os produtos a serem gerados forem doces, do tipo frutas em calda ou em compotas, as goiabas devem ser descascadas e cortadas ao meio; e as sementes, retiradas com o auxílio de uma colher. Nesse caso, também se pode aproveitar aquela parte da fruta onde se encontram as sementes para a preparação de sucos, doces, néctares, etc.

As etapas posteriores variam de acordo com os produtos a serem elaborados, conforme descrito a seguir.

Polpa de fruta – Depois da extração, a polpa deve ser pasteurizada, para destruir os microrganismos patogênicos, ou seja, os causadores de doenças. Para a polpa da goiaba, utilizam-se 73 ºC por 15 segundos e, em seguida, realiza-se o resfriamento.

Para maior garantia da eficiência da pasteurização, o ideal é utilizar o pasteurizador.

Quando não for possível, pode ser feita no fogão (em panela ou tacho), controlando-se a temperatura com o termômetro. Depois de pasteurizada, a polpa é envasada e posteriormente congelada.

Doce cremoso – Depois do despolpamento, a polpa é colocada em tacho ou panela.

Para cada quilo de polpa, utilizar 600 g de açúcar cristal, que deve ser misturado em tacho ou panela antes de ir ao fogo.

O doce ficará pronto ao atingir pelo menos 55 ºBrix, quando, então, pode ser envasado ainda quente. O ideal é utilizar goiabas maduras, ou seja, com a cor da casca totalmente amarela, que têm sabor, cor e aroma ideais para a fabricação desse tipo de produto.

Doce em corte ou em massa – Para cada quilo de polpa, utilizar 600 g de açúcar cristal, que podem ser misturados antes de serem submetidos ao aquecimento.

O ideal é utilizar frutas em estádios de maturação diferentes, ou seja, algumas goiabas com casca totalmente amarela e outras verde-amareladas. Aquelas que apresentam cor de casca totalmente amarela dão uma coloração mais atrativa ao doce e apresentam sabor e odor característicos da fruta. Já as de casca verde-amarelada apresentam maior acidez e concentração de pectina, o que confere firmeza ao doce.

O doce estará pronto ao atingir pelo menos 65 ºBrix, quando, então, deverá ser despejado, ainda quente, em mesa de aço inoxidável, para, posteriormente, ser embalado.

Compota ou doce em calda – São conservas de frutas pré-cozidas em calda de açúcar antes de envasadas ou praticamente cruas, com posterior adição de calda. Na fabricação desse produto, devem ser utilizadas frutas de tamanho e cor uniformes. As frutas devem ser divididas ao meio, de modo a ocupar quase todo o espaço da embalagem, sem, porém, danificar a fruta; e a calda deve ser adicionada até chegar ao “pescoço” dos vidros, que estarão previamente esterilizados.

No preparo da calda, utilizam-se, geralmente, água e sacarose, na proporção de 2:1. Na fervura, as impurezas superficiais que se formam devem ser eliminadas.

A calda deve estar a 75 ºC no momento de serem embaladas. Depois do enchimento, os vidros devem ser colocados em banho-maria para a retirada do excesso de oxigênio. Em seguida, devem ser fechados, resfriados e rotulados.

Geleia – É obtida pela utilização de sucos clarificados de frutas, cozidos com açúcar e concentrados até alcançar uma consistência gelatinosa. Poderão ser adicionados acidulantes e pectina, porém, não deve ser colorida nem aromatizada artificialmente.

O suco da fruta deve ser extraído em suqueira, sem partículas em suspensão. Para cada quilo de suco, utilizam-se 1 kg de açúcar, 10 g de pectina e 2 g de ácido cítrico. Quando o suco começar a ferver, adicionar a metade do açúcar, a metade da pectina e a metade do ácido cítrico; e quando a mistura atingir 90 ºC, misturar as metades restantes. A geleia estará pronta ao atingir pH entre 3,0 e 3,2 e teor de sólidos solúveis 67,5 ºBrix, quando, então, deverá ser envasada e rotulada. Os vidros devem ser mantidos imóveis durante o envasamento, para não prejudicar a geleificação, que ocorre à medida que o produto esfria. Recomenda-se a utilização de embalagens de vidro com tampa metálica rosqueável.

Em frascos de vidro, previamente esterilizados, a geleia tem prazo de validade de até 1 ano, sem refrigeração. Depois de abertos, devem ser conservados em geladeira e consumidos em até 7 dias.

Informações adicionais

• Na elaboração de cada um dos produtos, é necessário consultar a legislação vigente.

• O rótulo deve conter informações sobre o produto, como: nome, ingredientes e composição nutricional, data de fabricação, prazo de validade antes e depois de abrir, e quantidade.

Deve conter também endereço, telefone e e-mail do fabricante, para facilitar o contato.

• A esterilização dos vidros e das tampas metálicas consiste em submergi-los em água limpa, em ebulição, por 20 minutos e 5 minutos, respectivamente, e em secá-los à temperatura ambiente. Para isso, o ambiente deve estar limpo e esterilizado.

• Na higienização de embalagens de plástico e utensílios em geral, deve ser utilizada solução de água clorada a 10 ppm, na qual devem ficar submersos por 25 minutos.

• Para a obtenção de produtos de qualidade, as etapas do processamento devem ser seguidas corretamente e mantida uma higiene rigorosa.

Além disso, os ingredientes e as matérias-primas devem ser de boa qualidade. É importante ressaltar que o processamento não aumenta a qualidade do alimento; apenas a mantém.

• Na elaboração da geleia, é necessário misturar bem a pectina ao açúcar antes de adicioná-los ao suco na panela, pois a pectina é insolúvel em água.