sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Utilização, Clima e Aspectos nutricionais da Jabuticaba

 

Utilização, Clima e Aspectos nutricionais da Jabuticaba


Uso

A madeira é resistente e pode ser destinada ao preparo de vigas, esteios, dormentes e outras obras internas.

Fruto: pode ser consumido ao natural ou usado no preparo de doces, geléias, licores, vinho, vinagre. Na indústria, o fruto é usado para o preparo de aguardente, geléias, jeropiga (vinho artificial), licor, suco, e xarope, sendo que o extrato do fruto é usado como corante, de vinhos e vinagres.

Na medicina caseira utiliza-se o chá-de-cascas para tratar anginas, e erisipelas; a entrecasca do fruto, em chá, destina-se ao tratamento de asma, usadas também para gargarejos, pois o caldo da jabuticaba é eficaz contra as inflamações agudas e crônicas da boca. 

A jabuticabeira possui ainda as seguintes indicações fitoterápicas: antiasmática, inflamação das amídalas, inflamação dos intestinos, hemoptise, erisipela, e esquinencia crônica (Jabuticaba in Plantas Medicinais, on line...)

Aspectos nutricionais

São boas fontes de vitaminas B2 e B3, proteína e cálcio. Disponíveis a partir da primavera. São usadas contra a asma. Cada 100g do fruto possui 44,9 cal; 11,2g de glicídios; 0,54g de proteínas; 9mg de cálcio; 60mg de fósforo; 1,26mg de ferro; 8,3mg de sódio e 13g de potássio.

Possuem ainda, par cada 100g, 60mg de vitamina B1; 160mg de vitamina B2, 12,80 mg de vitamina C, 2mg de Niacina.


Exigências edafoclimáticas

A jabuticabeira é considerada uma planta de origem subtropical, porém com boa adaptação ao clima tropical (Andersen & Andersen; Phillips & Goldweber, citados por Donadio (2000), suportando bem até –3 ºC, suportando, porém, curto período de falta de água, e requerendo boa umidade do solo (Ahsens apud Donadio, 2000). 

Necessita de temperaturas baixas para florescer (Simão apud Donadio, 2000).

Em relação à altitude, ocorre no Brasil, desde o nível do mar, até 1.400m de altitude (Wiltbank citado por Donadio, 2000). É classificado por Lorenzi (Donadio, 2000) como mesófita ou heliófita e seletiva higrófila.

Em relação ao solo, desenvolveu-se bem em vários tipos de solo, com preferência, os sílico-argilosos, ou argilo-silicosos, profundos, férteis e bem drenados.



Florescimento e polinização da Pitaia (Pitaya)


Florescimento e polinização

Segundo Moritz (2012), as flores iniciam sua abertura no início da noite, completando-a antes da meia-noite. No dia seguinte ocorre seu fechamento, durante as primeiras horas da manhã.

No hemisfério sul, a floração ocorre basicamente entre os meses de novembro e março, com o pico de florescimento entre a segunda quinzena de dezembro e meados de fevereiro. Em uma única planta pode-se encontrar botões florais emergindo e em desenvolvimento, frutos em desenvolvimento e frutos já maduros.

A polinização e fecundação são essenciais para a frutificação da pitaia, pela atração de agentes polinizadores como abelhas, pássaros, mamangavas e morcegos, por meio do perfume do néctar da flor. Por conta disso, um dos principais problemas no crescimento de novas regiões de cultivo de pitaia é a ausência de polinizadores.

A autora aponta que a polinização artificial é uma alternativa em regiões onde polinizadores naturais são escassos, principalmente pela antese das flores ocorrer durante a noite, período no qual é mais difícil de serem encontrados polinizadores em atividade. Agricultores do Rio Grande do Sul relatam que meliponídeos conseguem polinizar as flores pela manhã, mesmo após estarem fechadas. Porém, ainda são necessários estudos aprofundados sobre esse assunto.

Para se evitar a baixa frutificação e a ocorrência de frutos pequenos, é possível o plantio de diversos genótipos e a realização da polinização cruzada manualmente que é realizada removendo-se as anteras de uma flor e tocando com elas o estigma de outra flor, ou então coletando-se o pólen e utilizando um pincel para polinizar múltiplas flores.

Preferencialmente, o momento ideal para a polinização é quando as flores estão totalmente abertas, ou seja, no período noturno. Para facilitar o trabalho, esse procedimento pode ser realizado ao final da tarde, quando no início da abertura das flores, e no começo da manhã, quando os primeiros raios solares fazem com que as flores se fechem. 

Em lavouras comerciais, recomenda-se o uso de 30% das plantas da espécie H. polyrhizus e 70% da espécie H. undatus.



terça-feira, 9 de novembro de 2021

Cultivo do Limão Caviar

 

Exótica fruta de origem australiana, o “limão-caviar”, também conhecido como “limão-dedo” (finger lime), é mais parecida com uma pimenta jalapeño do que com uma fruta cítrica. Ela produz pequenas pérolas parecidas com caviar que explodem de sabor quando você as morde.

Uma cultivar de limão com características peculiares e únicas, originária da Austrália, vêm conquistando diferentes paladares ao redor do mundo. Estamos falando do limão caviar, que atravessou oceanos e agora faz parte de uma variedade de pratos em restaurantes brasileiros.

O limão caviar é assim denominado porque as pequenas bolinhas que o compõem são semelhantes ao caviar. Outra curiosidade dessa fruta é que estes pequenos gomos dão a sensação de “estourar” entre os dentes quando consumidos; provocando uma explosão de sabor para o paladar.


Originária das florestas tropicais e subtropicais da costa da Austrália, a Citrus australasica ou lima australiana se tornou um dos ingredientes mais procurados por restaurantes em todo o mundo. Não é que ela tenha gosto radicalmente diferente do limão normal, mas a textura de sua polpa realmente faz toda a diferença.

Os limoeiros-caviar (Citrus australasica) são originários da Austrália, mais concretamente do leste da Austrália, de zonas subtropicais nas florestas húmidas que cobrem essa parte do país. Cada vez mais têm despertado o interesse para uso na culinária e na composição de diversos pratos.

Apesar disto, o seu cultivo ainda não é feito em larga escala, mas há planos para isso a curto prazo. Dada a grande variedade de cores que possuem, a maior de entre os citrinos, são chamativas para a vista, e o seu especto colorido também atrai a atenção para os pratos em que são usados. Cada vez mais populares, dado o seu fácil cultivo, encontram-se muitas vezes à venda em bons hortos e sites especializados.


Cultivo e colheita

Sendo originário de zonas subtropicais, o limoeiro-caviar dá-se melhor em zonas do nosso País que apresentem essas características ou similares. Além das ilhas, pode dar-se bem em zonas do continente nas quais os invernos não sejam muito pronunciados.

As geadas, tal como ventos fortes são prejudiciais, pelo que a plantação deve ser feita em locais sem geadas, abrigados dos ventos e soalheiros. É uma planta espinhosa de porte arbustivo, pelo que devemos escolher bem o local onde vamos cultivá-la.

A época ideal para fazer a plantação é na primavera, para a planta aproveitar o tempo mais quente para se estabelecer no solo. O solo deve ser sempre bem drenado, sendo de evitar os demasiado argilosos. Os limoeiros-caviar também podem ser cultivados em vasos grandes, mas neste caso, temos de ter em consideração que poderão necessitar de regas mais vezes. O cultivo em vasos pode facilitar a movimentação das plantas para um abrigo interior nas épocas de maior frio.

Estas plantas florescem habitualmente na primavera, embora possam surgir algumas flores noutras estações do ano, e a colheita efetua-se no outono e no inverno na Europa, época em que na Austrália é primavera e verão.

Manutenção

A manutenção do limoeiro-caviar é semelhante à dos outros citrinos. As podas devem ser ligeiras, para eliminar ramos secos ou doentes e para controlar um pouco o crescimento da árvore. As mondas servem para evitar a competição por nutrientes, algo a que os limoeiros-caviar são bastante sensíveis se as plantas competidoras tiverem raízes muito compactas, como o capim.

Tal como o limoeiro, apreciam regas regulares no verão; a seca afeta o desenvolvimento dos frutos e a saúde da planta.

Pragas e doenças

Os limoeiros-caviar são sensíveis a pragas e doenças que afetam outras plantas do género Citrus e aparentados. Como tal, são sensíveis a cochonilhas, lagartas e algumas vespas. Contudo, não são afetados pelas moscas-da-fruta e pelo greening, pelo que têm sido estudados como possível porta-enxerto para outras espécies de citrinos. A psila-africana-dos-citrinos poderá afetar esta espécie, pelo que devemos ter isso em conta.

Propriedades e usos

Os limões-caviar podem ser consumidos ao natural, mas também são usados para ornamentar pratos culinários ou dar-lhes o seu característico sabor cítrico. Os limões-caviar são ricos sobretudo em vitamina C, mas também possuem um certo teor de vitamina A e de potássio.

O seu interior não se apresenta em gomos, mas é constituído por pequenas bolinhas que fazem lembrar o caviar de origem animal, daí o nome que lhe foi dado. A sua popularidade tem vindo a crescer e cada vez mais pessoas querem experimentar ou cultivar este fruto australiano.

Os limões-caviar também são usados para elaborar uma espécie de marmelada cítrica e para fazer picles, e certamente novos usos estão a ser estudados.

PREÇO R$ 1000,00 O KILO