terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Tratos Culturais na cultura da Banana

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A realização das práticas culturais de forma correta e na época adequada é de fundamental importância para o bom desenvolvimento e produção da bananeira. As principais são

Capina
O controle de plantas daninhas em um cultivo de bananeira recém-estabelecido é de grande importância para assegurar um bom desenvolvimento e produção da primeira colheita. É recomendável eliminar as plantas daninhas antes da germinação dos rizomas. Os cinco primeiros meses de instalação do bananal é o período mais sensível à competição das plantas daninhas.
Os processos recomendados para a manutenção da cultura no limpo são: a) capinas com auxilio de enxada; b) aplicação de herbicidas; c) estabelecimento de cobertura de leguminosas; e d) roçagem e coroamento. O manejo correto das plantas daninhas pode ser observado no item 10.

Desbaste
Esta prática consiste em se selecionar um dos filhos na touceira, eliminando-se os demais. Os filhos podem começar a surgir a partir dos 45 a 60 dias após o plantio. Selecionar, preferencialmente, brotos profundos, vigorosos e separados 15 a 20 cm da planta mãe.
Em cada ciclo de produção do bananal estabelecido em espaçamentos convencionais deve-se conduzir a touceira com mãe e um filho. A seleção do neto deve ocorrer quando a planta-mãe está para ser colhida.
O desbaste é feito cortando-se, com penado ou facão, a parte aérea do filho ou neto rente ao solo. Em seguida extrai-se a gema apical ou ponto de crescimento com a lurdinha. Pode-se também optar pelo simples corte das brotações, que neste caso teriam que ser realizadas 3 a 4 vezes, para impedir o crescimento.

Desfolha
Consiste em eliminar as folhas secas que não mais exercem função para a bananeira, bem como todas aquelas que embora ainda verdes possam interferir no desenvolvimento normal do fruto. O número de operações dependerá da necessidade.

Eliminação da ráquis masculina (“coração”)
A eliminação do coração da bananeira proporciona aumento do peso do cacho, melhora a sua qualidade e acelera a maturação dos frutos; reduz os danos por tombamento das bananeiras, além de ser uma prática fitossanitária no controle do moko .
A eliminação da ráquis masculina deve ser feita duas semanas após a emissão da última penca, mediante a sua quebra ou corte efetuado 10 a 15 cm abaixo desta penca.

Ensacamento do cacho
Esta prática tem as seguintes vantagens: 1) Aumenta a velocidade de crescimento dos frutos, ao manter em sua volta uma temperatura mais alta e constante; 2) evita o ataque de pragas como a abelha arapuá e trips sp.; 3) melhora a aparência e qualidade da fruta, ao reduzir os danos provocados por arranhões e pelas queimaduras no pericarpo em conseqüência da fricção de folhas dobradas. Nos cultivos em que os cachos são ensacados, deve-se realizar esta prática juntamente com a da eliminação da ráquis masculina, a fim de auferir as vantagens do ensacamento por tempo mais longo.
Escoramento
Pode ser feito utilizando escora de madeira ou fios. A escora pode ser vara de bambu ou de outra madeira. Recomenda-se também o uso de fios de prolipropileno, que é amarrado preferencialmente no engaço junto à roseta foliar e na base de uma outra planta que, pela sua localização, confira maior sustentabilidade à planta com cacho. O fio de polipropileno apresenta boa durabilidade (até a colheita do cacho), baixo custo e fácil manejo.

Corte do pseudocaule após a colheita
Do ponto de vista prático e econômico o mais aconselhável é o corte do pseudocaule próximo ao solo, imediatamente após a colheita do cacho, pelas seguintes razões: a) evita que o pseudocaule, não cortado, promova a ocorrência de doenças; b) acelera a melhoria das propriedades físicas e químicas do solo, graças à rápida e eficiente incorporação e distribuição dos resíduos da colheita; e c) reduz custos com a realização de um único corte.


Tratos culturais são operações realizadas na cultura da bananeira com o objetivo de proporcionar o maior rendimento economicamente viável. Abaixo são descritos os principais tratos culturais adotados no cultivo da bananeira.

Capina
A eliminação das plantas daninhas é necessária tendo em vista que as bananeiras devem crescer e produzir sem a concorrência de plantas indesejáveis. O controle em cultivo de bananeira recém estabelecido assegura bom desenvolvimento e produção da primeira colheita. Os cinco primeiros meses após a instalação do bananal é o período mais sensível à competição com as plantas daninhas. Além da concorrência, algumas plantas daninhas são hospedeiras de pragas e moléstias (principalmente vírus), que podem causar prejuízos econômicos à cultura. A virose mosaico do pepino CMV, por exemplo, tem como plantas hospedeiras, já catalogadas, mais de 850 espécies. Essas plantas podem perfeitamente transmitir essa virose para as bananeiras. A presença de plantas daninhas atrasa o desenvolvimento do bananal, diminui o vigor das plantas, reduz o tamanho do cacho, dificulta os tratos fitossanitários, as adubações e o deslocamento de operários dentro da cultura. O controle pode ser feito por via mecânica (máquinas e ferramentas), química (herbicidas) ou “mulching” (cobertura morta).
Os herbicidas mais usados no controle de ervas daninhas são glifosato ou paraquat. O glifosato tem seu modo de ação sistêmica e o paraquat ação localizada. A dosagem recomendada do glifosato pode variar de 100 a 150 ml do produto comercial por bomba com tanque de 20 litros d´agua + espalhante adesivo + redutor de pH + 100 gramas de uréia. As dosagens de espalhante adesivo e redutor de pH devem ser de acordo com as recomendações dos fabricantes. É recomendável usar o redutor de pH nas caldas de pulverizações dos defensivos agrícolas na região do Submédio São Francisco. pois normalmente o pH da água na região varia de 7,3 a 8,0 e o pH da calda deve estar em torno de 5,5.

Desbaste
Esta prática consiste em manter a densidade ótima de plantas na área, impedindo a competição entre plantas numa mesma touceira e entre touceiras vizinhas. Existem diferentes maneiras de se fazer o desbaste do excesso de brotos na touceira. Em cada ciclo de produção do bananal estabelecido em espaçamentos convencionais deve-se conduzir a touceira com uma mãe, um filho e um neto. A seleção do neto deve ocorrer quando a planta-mãe estiver para ser colhida, selecionando, preferencialmente, brotos netos, profundos, vigorosos e diretamente ligadas à planta filha. O manejo correto da desbrota visa deixar na unidade de produção ou touceira três plantas dependentes entre si ligadas por seus rizomas na seqüência da mais velha para a mais nova ( Fig.1).
Fonte: Moreira (1999).
Fig. 1. Seqüência de desbaste na touceira.
Outro fator a ser observado na escolha do filho ou neto é o seu posicionamento. Em cultivos irrigados por aspersão convencional o posicionamento do filho ou neto não é importante, porque neste sistema a água espalha-se por toda área de cultivo. Já nos cultivos irrigados por microaspersão ou gotejamento deve-se observar a localização correta dos filhos e netos. Nesses casos, os filhos e netos devem estar posicionados na mesma direção da linha de plantio e paralelamente às linhas de gotejadores ou microaspersores. É importante destacar que se deve escolher o mesmo sentido de orientação dos filhos e netos para todas as touceiras da fileira. O objetivo da orientação do posicionamento dos brotos é impedir que o deslocamento da touceira se dê na direção das linhas de gotejadores ou microaspersores.
O desbaste é feito cortando-se, com penado ou facão, a parte aérea do broto a ser eliminado rente ao solo. Em seguida extrai-se a gema apical ou ponto de crescimento com a "lurdinha" – Figura 2. O desbaste também poderá ser realizado com uma cavadeira com lâmina de corte plana e afiada.
Fonte: Alves (1999).
Fig. 2.  - Ferramenta utilizada para o desbaste da bananeira "Lurdinha".

Desfolha
Consiste em eliminar as folhas velhas que não mais exercem função fotossintética para a bananeira, bem como todas aquelas que, embora, ainda verdes possam danificar o fruto pelo atrito provocado pelo vento. Também devem ser eliminadas folhas danificadas por doenças foliares e, principalmente, aquelas que estejam quebradas no pecíolo (folhas caídas).

Escoramento
O escoramento da bananeira na região do vale São Francisco, normalmente, é necessário para as cultivares do subgrupo cavendish (“banana d`água", "casca verde”) e "Prata-Ãnã". Nas cultivares de porte alto como da cultivar “Pacovan” o escoramento é oneroso e pouco eficiente.  O escoramento pode ser feito utilizando escora de madeira, bambu ou fita plástica. Na região é utilizada a estaca da inflorescência de sisal. O escoramento utilizando fita de polipropileno é utilizado nos bananais de Santa Catarina e São Paulo. A fita é amarrada preferencialmente na base do engaço junto à roseta foliar e na base de uma outra planta que, pela sua localização, confira maior sustentabilidade à planta que se quer escorar. O fio de polipropileno apresenta boa durabilidade (até a retirada do cacho), baixo custo e fácil manejo.

Corte do pseudocaule após a colheita
Do ponto de vista prático e econômico o mais aconselhável é o corte do pseudocaule rente ao solo, após a colheita do cacho. Nas cultivares do subgrupo cavendish “casca verde", "nanica" ou "banana d`agua” recomenda-se deixar o pseudocaule por 60 dias após a colheita do cacho. Trabalhos conduzidos com corte do pseudocaule nas cultivares de cavendish resultaram na recomendação de manter o pseudocaule da planta colhida por dois meses e cortá-lo após este tempo. As translocações da seiva da “mãe” para “filho” ocorrem neste período (MANICA, 1999).
A retirada do pseudocaule após a colheita antecipa a sua decomposição e promove rápida cicatrização no rizoma diminuindo o abrigo e ataque do moleque-da-bananeira. Na execução desta operação, é boa prática abrir o pseudocaule no sentido do seu comprimento, em duas partes, de cima para baixo, com uma foice ou penado. Posteriormente, o pseudocaule será retalhado em pedaços de 40 a 50 cm de comprimento, até chegar ao rizoma. Fazendo-se este retalhamento no pseudacule, estando ele ainda em pé, evita-se ocasionais acidentes com operários e é uma maneira mais fácil realizar a operação.

Os pedaços de pseudocaule, quando no solo, devem ficar com sua parte interior voltada para cima. Isto acelera a sua decomposição e evita que, eventualmente, a broca e a traça-das-bananeiras venham aí se alimentar.
Os restos de pseudocaule, folhas e engaço formarão uma rica camada de matéria orgânica, com elevada porcentagem de nutrientes, que poderão ser rapidamente absorvidos pelas bananeiras. É uma forma de se reciclar os fertilizantes aplicados, principalmente os fosfatos naturais que, assim como os demais nutrientes que aí se encontram, já estão totalmente solúveis. Além disso, eles se transformarão em uma excelente cobertura morta -“mulching”- ajudando a manter o solo mais úmido.

Eliminação de pencas e da falsa penca
A última penca do cacho é, em geral, defeituosa e formada por frutos muito curtos e por isso são descartadas durante a embalagem em caixas. A sua eliminação é uma técnica de manejo do cacho que, para ser adotada necessita levar em conta as exigências dos mercados compradores. A comercialização é feita em cachos, uma prática que não justifica ser feita. Entretanto, nas comercializações feitas em caixas, onde os frutos devem ser melhor apresentadas, isto é válido  mais ainda, quando as pencas são separadas em buquês.
As múltiplas pesquisas feitas sobre este assunto indicam que ao se eliminar todas os frutos em flor, da última penca da inflorescência, exceto uma, faz-se com que as bananas das demais  pencas tenham aumento de tamanho e amadurecimento mais rápido.
O objetivo da conservação deste único fruto é manter a seiva circulando pelo engaço, que, ao alimentar este fruto, faz com que ele permaneça vivo até este ponto. Isto dificulta o desenvolvimento de fungos (Botryodiplodia theobromae,Ceratocystis paradoxaGloesporium musarumThielaviopsis paradoxa, e outros).
A retirada dos frutos em flor da penca é feita manualmente, torcendo-se uma a uma, de modo a romper o seu pedúnculo, junto à almofada. Pode-se ainda cortar o pedúnculo das flores  com uma lâmina afiada (faquinha) ou serrando-o com um cordão feito de fios de náilon trançados (com 1,5 mm de diâmetro e com mais ou menos 50 cm de comprimento).
Para se obter as vantagens que esta prática proporciona, ela deve ser realizada  simultaneamente com a eliminação do "coração" ou "mangará", ou seja, por volta do 15° ao 20° dia depois da abertura da última penca de flores. Recomenda-se a retirada só da última penca, porém, nos cachos pequenos e fracos, assim como naqueles com mais de 12 pencas, deve-se eliminar as duas últimas. Com esta prática espera-se que as pencas remanescentes tenham um melhor desenvolvimento e, conseqüentemente, uma melhor apresentação. Além disso, tem sido verificado que as perdas que se têm com a eliminação das pencas, são compensadas, em parte, com o aumento de peso que as demais passarão a ter.
Quando a eliminação das últimas pencas é realizada em cachos bem formados procura-se abreviar a colheita e também uniformizar a idade fisiológica dos frutos das primeiras e das últimas pencas, além de se obter os benefícios já citados acima.

Eliminação do “coração" ou "mangará"
A eliminação do botão floral de flores masculinas “coração" ou "mangará” tem o objetivo  de sinalizar para a planta que sua fase reprodutiva já acabou, deste modo, a planta passa a priorizar o desenvolvimento do cacho.
A retirada do "coração" acelera o processo de crescimento ou “enchimento” dos frutos, abreviando o tempo de colheita. Esta eliminação aumenta um pouco o comprimento dos frutos das últimas pencas e ainda se consegue um ganho no peso do cacho. Esse ganho é real, porém, o aumento de produção relatada por diversos autores é variável entre 3 a 5 %. Para que se obtenha esse ganho, a eliminação do "coração" tem que ser feita quando o cacho ainda estiver em processo de abertura de floral.
A eliminação do "coração" deve ser feita quebrando-se a ráquis -"ponta do engaço"- bem junto a ele, por volta do 15° ao 20° dia, após a abertura da última penca de flor feminina, ocasião em que ela se volta para o alto, indicando que estão se transformando em frutos. Nessa ocasião, a  ráquis estará com  comprimento de 20 a 25 cm.
O pedaço da ráquis remanescente ficará sem circulação de seiva e com isto poderá haver o desenvolvimento de um processo de infecção, causado pela entrada de fungos oportunistas (Botryodiplodia theobromaeCeratocystis paradoxaGloesporiummusarumThielaviopsis paradoxa, e outros) que penetram no tecido interno, por meio da superfície que ficou exposta. Esse pedaço da ráquis deixado juntamente com o fruto na última penca proporcionarão os benefícios esperados.
Em regiões muito úmidas, para evitar que essas infecções fúngicas ocorram na ráquis, torna-se necessário aspergir ou banhar essa parte com fungicida logo após a eliminação do "coração". O fungicida pode ser a base de cobre ou de ação sistêmica. Outra forma de se evitar esse problema é imergir a ponta da ráquis do cacho em um recipiente contendo uma solução de água clorada a 0,05%, por alguns segundos.
A retirada do "mangará" contribui ainda para a diminuição das populações do trips, em especial, do Chaetanaphothrips spp. e do Frankliniella spp. A eliminação deve ser feita manualmente, sempre que possível. Deve-se evitar o uso de ferramentas (fação ou foice bifurcada) para o corte da extremidade da ráquis, pois tem-se verificado que elas propiciam maior velocidade no desenvolvimento de doenças oportunistas.
Um método prático de se fazer esta operação é segurar a extremidade com uma mão de modo que ela fique entre a último fruto e o "coração" e com a outra mão movimentar o "coração" para provocar o rompimento. Entretanto, em bananeiras de porte alto, nem sempre é possível realizar esta operação. Na cultivar ‘Pacovan’. por exemplo, essa prática não é recomendada.

Ensacamento de cachos
O ensacamento do cacho não é uma prática realizada na região do Submédio São Franscisco. O uso do saco tem a finalidade de proteger a fruta dos ataques de predadores, trips, fungos e até mesmo das visitas de insetos como mariposa, traça-das-bananeiras ou irapuás (transmissores da bactéria do moko). Ele também reduz o ataque das lesmas, dos pássaros e dos morcegos, principalmente durante o inverno, quando há falta de alimentos para esses animais, que chegam a se alimentar de frutos ainda bem verdes. Além disso, o ensacamento também evita que as cobras venham a se aninhar nos cachos.
Além dessas proteções físicas contra danos de parasitos, animais, morcegos, e ainda os mecânicos, como as chuvas de pedras e o atrito causado pelo roçar das folhas, o ensacamento também pode ser usado, nas regiões onde há ocorrência de baixas temperaturas, com a finalidade de manter o cacho com melhor equilíbrio térmico.
O ensacamento feito com polietileno de cor mais escura, tendendo para preto dá ao cacho uma maior proteção contra o frio, porém provoca o aparecimento de frutos com uma coloração verde apagado.
Várias pesquisas evidenciaram que o uso de sacos de coloração azulada e semi-opacos são os mais indicados nos bananais com densidade de l.500 a 2.500 touceiras/ha, quando cultivados em regiões com insolação de l.000 a 2.000 lux (horas de luz/ano queimada no heliógrafo). Se a densidade é menor e ou a insolação é maior a tonalidade do saco deve ser mais escura para evitar queimamentos. Porém, se as condições são inversas, ela deve ser mais suave, podendo-se até mesmo ser usado sacos incolores.
Trabalhos realizados no Instituto Agronômico de Campinas, usando tubos não perfurados incolores, azulados, amarelados, verdes, vermelhos e preto evidenciaram que as únicas cores não interferiram na coloração dos frutos foram as duas primeiras. Verificou-se ainda um aumento da temperatura com a utilização de sacos preto (+1,8ºC) e vermelho (+1,2ºC), em comparação com os incolores. Esta temperatura foi medida próxima aos frutos da segunda penca do cacho. As demais cores exerceram pouca influência.
Os resultados de pesquisas feitas no sentido de se determinar os valores exatos dos dados citados, têm demonstrado que eles variam, dentro dos parâmetros apresentados a depender da região e a cultivar estudada.
Em bananais pouco adensados ou nas plantas localizadas ao longo dos carreadores, o ensacamento feito com polietileno opaco azulado evita que as frutas se queimem com os raios solares. Na falta deste material pode-se embrulhar o cacho com papel jornal e depois ensacar com bolsas incolores, mas é uma medida que tem algumas implicações. Se o ensacamento não for feito com a finalidade de evitar o frio, os sacos deverão ter a espessura de 0,05 a 0,08 mm e ter furos de 5 a 10 mm a cada 80 a 100 mm, em ambas as direções. Se o ensacamento for feito para proteger o cacho das baixas temperaturas, ele deverá ser mais espesso, até 0,13 ou 0,15 mm. Neste caso, o saco não deverá conter furos. Seu uso com essa finalidade depende em parte do custo de aquisição e da mão-de-obra.
Quanto às dimensões da bolsa, elas variam de 80 a 120 cm de largura por 150 a 160 cm de comprimento, dependendo, obviamente, da cultivar plantada. Em alguns países que utilizam o ensacamento como rotina, os sacos são comercializados em rolos, que são cortados no bananal, de acordo com o comprimento do cacho, ficando o mesmo maior que a extremidade final da ráquis masculina, após a eliminação do "coração" e das últimas pencas.
A época de se realizar o ensacamento depende dos objetivos. Se a finalidade é proteger a fruta contra ataques da traça-das-bananeiras por exemplo, o ensacamento deve ser feito quando o botão floral emerge e ainda não abriu a bráctea da primeira penca; se for apenas evitar atritos, ganhar aumento de peso ou mesmo melhorar sua aparência, pode ser feita logo depois da despistilagem; se é para proteger a fruta de baixas temperaturas deve ser feita apenas no período de abril a setembro, tão logo as primeiras brácteas comecem a se soltar; se antecipar a colheita, o ensacamento deve ser feito como se fora para proteger a fruta contra a traça-das-bananeiras; se já houve uma queda de granizo e a planta ficou com poucas folhas, deve-se cobrir o cacho com jornal para em seguida ensacá-lo.
As bolsas podem conter inseticidas ou fungicidas no seu interior, como medida preventiva, ou não.
O tubo deve ser amarrado no engaço (cabo) do cacho, em uma posição tal que seja, no mínimo, 10 a 15 cm mais alto que a extremidade distal dos frutos da primeira penca. Esta amarração pode ser feita dando-se um nó nas pontas do tubo. Este sistema apresenta o inconveniente de não se conseguir uma perfeita amarração, possibilitando que o tubo escorregue pelo engaço e se deposite no interior da primeira penca. Esta posição permite um acúmulo de água de chuva ou de irrigação, que pode causar manchas nessa penca, pela aderência do plástico no fruto. Além disso, em bananeiras com  poucas folhas, os raios solares, ao incidirem na água acumulada, podem provocar queimaduras nessas frutas. Para evitar esse problema, deve-se usar um fitilho de plástico para amarrar firmemente o tubo de polietileno no engaço. Esse fitilho de diversas cores identifica a época em que se fez a eliminação das pencas, a quebra do "coração" e o ensacamento.
Em bananais com cultivares de porte médio onde haja boa densidade de cachos, um operário faz, em média, 300 ensacamentos por dia e se há poucos cachos sua produção é, em média, de 170 cachos/dia, pois ele tem caminhar mais para realizar o mesmo trabalho de ensacamento.