quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cultivo do Caimito (Chrysophyllum cainito L.)



Origem: É originário dos bosques das florestas tropicais de altitude e das matas de galerias dos rios, distribuídos pelo oriente da Venezuela, Colômbia e Peru, aparecendo também na Amazônia Brasileira, tendo seu limite natural no estado de Minas Gerais


Características: A arvore atinge 10 a 20 metros na floresta, mais quanto cultivada cresce de 4 a 6 metros de altura, com copa arredondada, densa, que alcança o chão, o tronco é ereto, de 20 a 50 cm de diâmetro, com casca pardo-escura e sulcada. As folhas são persistentes, alternas, simples, glabras (sem pelos), onduladas, cartácea (consistência de cartolina) e adensadas nas extremidades dos ramos. A lamina foliar mede 10 a 20 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura, ligadas ao ramo por pecíolo (haste ou suporte) de 0,9 a 1,6 cm de comprimento, de coloração verde escuro e brilhante, com base cuneada (forma de cunha) e ápice acuminado (com ponta longa e aguda). As flores são hermafroditas e nascem nos ramos finos e desnudados, em fascículos (pequenos feixes ou grupos) com 3 a 7 flores de 1,4 cm de altura antes de desabrochar, sob pedúnculo (suporte) muito curto, de até 0,2 mm de comprimento. A flor é cíclica (tem vários seguimentos), diclamídea (com dois envoltórios), com simetria radiada e tem duas brácteas (tipo de folha protetora modificada) semelhantes a escamas. O cálice (invólucro externo) é formado de: 4 sépalas livres, apiculadas (com ponta aguda) de até 0,4 mm de comprimento e corola (invólucro interno) branco amarelada, de 6 a 7 mm de altura, com 4 pétalas soldadas e levemente tetralobada (com recorte apenas no ápice). Os frutos são bagas globosas ou alongadas, variando de 4 a 18 cm de comprimento por 3 a 11 cm de largura, pesando de 20 gramas a 1 kg.

Dicas para cultivo: Planta de crescimento moderado que adapta-se melhor em regiões tropicais onde produz grande safra de frutos, embora possa ser cultivado em regiões subtropicais, a produção regular é prejudicada, caso a temperatura no inverno caia abaixo de 5 graus, ou quando as geadas leves de até -1º queimam os ponteiros dos ramos. A temperatura ideal para a cultura, deve estar entre 22 a 30 graus, com chuvas bem distribuídas e em torno de 1,200 a 2.500 mm anuais. A altitude para melhor produtividade deve estar entre 650 a 1.900 m acima do nível do mar. Quanto ao solo deve ser profundo, permeável, bem drenado e com boa fertilidade natural, com pH entre 5,0 a 6,5.

Mudas: As sementes são oblongas (mais longa que larga) com casca castanha e lisa e com cicatriz no seu comprimento. São recalcitrantes (perdem o poder germinativo se forem secadas), por isso devem ser plantadas logo que despolpadas, em embalagens individuais de 17 cm de largura por 30 cm de altura, preenchidas com substrato organo-arenoso, coloca-se 2 sementes por embalagem que germinarão entre 20 a 45 dias, o desbaste é feito quando a planta estiver com 10 cm de altura, eliminando a planta mais fraca. O desenvolvimento das mudas é moderado, atingindo 30 a 40 cm de altura com cerca de 10 meses de vida, época em que podem ser plantadas em local definido ou usadas para enxerto de variedades selecionadas. As mudas formadas por sementes começam a produzir com 7 a 8 anos e as enxertadas frutificam em 2 a 3 anos após o plantio.

Plantando: Recomendo que seja plantada a pleno sol num espaçamento 6 x 6 (em climas subtropicais) ou 8 x 8 m (em climas tropicais) em covas abertas com no mínimo 2 meses antes do plantio, estas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e convém misturar 2 pás de areia de rio + 6 pás de matéria orgânica aos 30 cm de terra da superfície da cova; misturando junto + 500 g de calcário e 1 kg de cinzas de madeira. A melhor época de plantio é outubro a novembro, convém irrigar 10 l de água após o plantio e a cada 15 dias se não chover, tomando esse cuidado no primeiro ano após o plantio.

Cultivando: A planta cresce moderadamente e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com capim cortado e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Deve-se fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com 3 pás de composto orgânico feito de esterco de galinha curtido e 30 gramas de NPK 10-10-10, dobrando a quantidade a cada ano até o quinto ano. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de outubro.

Usos: Frutifica nos meses de fevereiro a abril. Os frutos são saborosos e consumidos in-natura, cortando-o em 5 partes e sugando a polpa com os lábios. Outra forma de consumi-los é passar manteiga nos lábios para que o látex não grude ou pegar a polpa com a ajuda de uma colher. A polpa do Abiu também pode ser transformada em geléias, refrescos e sorvetes. Na medicina popular a polpa mucilaginosa dos frutos é comida para aliviar tosses, bronquites e outras doenças pulmonares. A arvore é muito cultivada também em projetos de reflorestamento, visando fornecer alimento para a fauna.

O caimito, também designado por abio ou abio-do-pará ou ainda aguaí, é uma árvore sapotácea (Chrysophyllum cainito, L.).
Arbusto do país (Brasil), das Antilhas e de Caiena, onde recebe este nome; o fruto de seis centímetros de comprimento; de ordinário arredondado, oblongo, amarelo e pontiagudo; a casca fina, dura e viscosa, contem uma massa viscosa e branca, e caroços arredondados, que são escuros e lisos; come-se a fruta que de gosto agradável. Os abios cultivados são melhores o maiores do que os silvestres.
Em Portugal, é conhecido como cainito, ciniti, caninquié.
Nome da fruta: Caimito
Nome científico: Chrysophyllum cainito L.
Família botânica: Sapotaceae
Categoria:
Origem: Antilhas e América Central
Características da planta: Árvore geralmente com até 18 metros de altura, rica em látex. Folhas verde-escuras, lisas e brilhantes na face superior, pálido-esbranquiçadas na face inferior com muitos pêlos. Flores de coloração alva a creme, dispostas nas axilas das folhas.
Fruto: Tipo baga, globoso, roxo, azul ou esverdeado. Polpa esbranquiçada a vinácea, envolvendo quatro sementes de coloração castanhas a pretas.
Frutificação: Julho a dezembro.
Propagação: Semente e estaca
Quando se está diante de um caimiteiro, o que salta à vista imediatamente não é o seu fruto e sim o jogo de brilhos e cores que a árvore apresenta. Chegando a 18 metros de altura e abrigando uma elegante copa, são as folhas que regem o espetáculo: o verde muito escuro e brilhante, na parte superior, contrasta com o castanho-cobreado, quase dourado, na parte inferior. Observando-as em detalhes, percebe-se que as folhas são cobertas por finos pêlos, abundantes e sedosos, que exacerbam o brilho, conferindo deslumbre e encantamento àquele que se posta à sua frente, sobretudo em dias de sol forte.
Originário das Antilhas e muito frequente por toda a América central, o caimiteiro entrou no Brasil pela Amazônia, mas, perfeitamente adaptado, não se limitou a essa vasta região. A árvore não se deu por satisfeita enquanto não percorreu todo o litoral da costa atlântica, até alcançar a região sul do continente. E mesmo sobre o planalto conseguiu subir, ao menos nas regiões mais baixas.
Dessa forma, migrante insaciável, com a ajuda de pássaros e outros animais, a planta encontra-se hoje difundida por toda a América tropical. Em algumas partes, inclusive, é utilizada como árvore ornamental para sombreamento em áreas urbanas, o que não surpreende, dada sua beleza particular.
Seu fruto, conhecido como caimito ou camitié, é uma baga arredondada de coloração roxo-esverdeada do tamanho de uma laranja pequena. Parente do abiu e do sapoti, da família das Sapotáceas, muitos afirmam que o sabor da fruta é superior ao de suas parentes, ao menos para consumo ao natural.
A polpa da fruta, pegajosa e esbranquiçada, não é particularmente atraente, mas é doce. Quando o fruto é cortado pela metade, transversalmente, surge o desenho de uma estrela, o que lhe rendeu um simpático nome: em inglês o caimito é chamado de “star apple”.
Os frutos, maduros de julho a dezembro, não costumam ser encontrados nas feiras do país. Em compensação, têm a vantagem de poder ser transportados com tranquilidade, resistindo bem durante até 30 dias em geladeiras e frigoríficos.
Há quem defenda que a plantação de caimito deveria ser incentivada, nem que seja apenas para fins ornamentais e estéticos de apreciação da árvore. A Secretaria de Cultura da Paraíba, por exemplo, tomou uma excelente iniciativa a esse respeito, passando a vender e a distribuir mudas de caimiteiro a quem se dispuser a cultivá-lo.
A polpa dos frutos contém glicídeos, lipídeos, protídeos, além de sais minerais e pequenas quantidades de vitaminas A, B e C. As folhas são usadas como cicatrizantes de feridas. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo, pelo que se utilizam contra a bronquite e resfriados. É também adstringente.