Visão geral criada por IA
O abricó é uma fruta tropical, com destaque para o Abricó-do-Pará (Mammea americana), nativo da Amazônia, com casca marrom, polpa amarela/laranja, doce e aromática, rica em vitamina A e C. Também refere-se ao abricó-da-praia (Mimusops coriacea), de sabor doce e textura cremosa, e ao abricó-de-macaco, famoso pelo uso paisagístico e odor forte
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Características: é cultivado nos igapós e margens inundáveis de rios na região Amazônica, principalmente no estado do Pará. Árvore de porte médio, podendo atingir 20 m de altura, o abricó se propaga com facilidade por meio de sementes, que germinam entre 12 e 18 dias. A planta pode iniciar a floração a partir de seis/oito anos.
Uso culinário: o fruto é consumido in natura, em forma de salada, licores, compotas, geleias e sucos, ou processado.
Você sabia que: a árvore é empregada na arborização urbana e na medicina popular, no tratamento de afecções parasitárias, mordedura de insetos e dermatoses diversas. As partes utilizadas são o leite da casca da planta; as sementes, das quais se obtém um pó; e as folhas, que são usadas para fazer chá.
Tabela 1 – Análise nutricional em 100 g de abricó
Energia (Kcal) 64
Proteínas (g) 1
Lipídeos (g) 0,3
Carboidratos (g) 13,5
Fibra (g) 3,5
Introdução
o abricoteiro (Mammea americana L. ) é uma espécie nativa das Antilhas e Norte da América do Sul. Foi introduzido, na Amazônia Brasileira, há bastante tempo, sendo inicialmente cultivado em pomares domésticos. Os primeiros pomares comerciais foram estabelecidos em meados da década de 80. O fruto é muito popular no Estado do Pará, sendo conhecido em outras regiões do Brasil como abricódo- pará.
Clima e solo
Embora seja espécie tipicamente tropical, pode também ser cultivada em áreas com climasubtropical. Na Amazônia Brasileira, em particular nas áreas submetidas ao tipo climático Afi, encontra condições ideais para seu crescimento, com temperaturas médias mensais variando entre24 oC e 28 oC, umidade relativa do ar superior a 75% e com total anual médio de brilho solar 2.338,3 horas e 2.600 mm de precipitação de chuvas. Em áreas com tipos climáticos Ami e Awl, não existem restrições térmicas para seu cultivo, porém a ocorrência de estação seca de 3 e 6 meses, respectivamente, implica utilização de irrigação suplementar.
Variedades
Não existem variedades nem clones de abricoteiro definidos, devidamente avaliados e caracterizados. No entanto, é conveniente que, por ocasião da enxertia, os garfos sejam retirados de matrizes que apresentem frutos com as seguintes características: peso entre 600 g e 800 g, rendimento porcentual de polpa superior a 70%, sementes pouco rugosas e sem saliências aderidas à polpa e teor de sólidos solúveis totais acima de 10 °Brix.
Propagação
o abricoteiro pode ser propagado por sementes ou por enxertia. A propagação por sementes não é indicada pois a espécie é androdióica, ou seja, apresenta plantas masculinas e plantas hermafroditas. Assim sendo, quando propagado por sementes, pelo menos 50% das plantas obtidas são masculinas. A propagação por enxertia é o método indicado, pois, além de reproduzir integralmente as características da planta-mãe, garante a presença de 100% de plantas hermafroditas no pomar. Outra vantagem da enxertia é que as plantas entram em fase de produção 4 anos após o plantio no local definitivo, enquanto, em plantas propagadas por sementes, o início de produção só se verifica entre 6 e 8 anos após o plantio.
O porta-enxerto utilizado é o próprio abricoteiro, obtido por sementes. Para a obtenção dos porta-enxertos, as sementes devem ser extraídas de frutos em completo estádio de maturação e semeadas imediatamente após a extração, pois apresentam curto período de vida. A semeadura deve ser efetuada diretamente em sacos de plástico com dimensões de 18 cm de largura, 35 cm de altura e espessura de 0,02 mm, contendo como substrato a mistura solo, esterco curtido e pó de serragem, na proporção volumétrica de 3: 1: 1.
A germinação das sementes é bastante desuniforme, iniciando-se 40 dias após a semeadura, atingindo 80% de germinação aos 140 dias. Após a germinação, são requeridos cerca de 5 meses para que os porta-enxertos estejam aptos a receberem o enxerto. A enxertia é efetuada pelo método de garfagem r'lo topo em fenda cheia, obtendo-se porcentagem de enxertos pegos superior a 90%, desde que sejam utilizados garfos com diâmetro semelhante ao do porta-enxerto e que as folhas presentes no garfo estejam completamente maduras (estádio D). Devem ser retiradas todas as folhas do garfo, com exceção das duas situadas na extremidade apical, que são cortadas transversalmente, de tal forma que permaneçam com comprimento do limbo de apenas 5 cm. Também deve ser utilizada câmara úmida envolvendo o garfo, feita com saco de plástico transparente umedecido internamente com água, que deverá ser retirada por ocasião da brotação do enxerto, que ocorre entre 20 e 30 dias após a enxertia. As mudas estão aptas para o plantio 2 a 3 meses após a enxertia .
Preparo da Área e Plantio
Preferencialmente, devem ser utilizadas áreas que foram ocupadas com culturas anuais ou
semi-perenes em final de ciclo, como pimenteira-do-reino, maracujazeiro e mamoeiro, entre outras. Essas áreas, normalmente, já estão destocadas, o que diminui substancialmente o custo de implantação do pomar. A utilização de áreas com vegetação primária não é indicada pelo maior custo com a derrubada das árvores e pelos danos ambientais.
O plantio em áreas não-irrigadas deve ser efetuado no início da estação chuvosa. Em sistema irrigado, o plantio pode ser efetuado em qualquer época do ano. O espaçamento adotado deverá ser de tal forma que a distância entre duas plantas vizinhas seja, no mínimo, de 8 m, podendo-se optar pelas disposições quadrangular ou triangular, com lados do quadrado ou do triângulo de 8 m. A primeira disposição permite o estabelecimento de 156 plantas por hectare e a segunda, de 179 plantas por hectare.
O plantio é efetuado em covas com dimensões mínimas de 40 cm x 40 cm x 40 cm, adubadas com cinco litros de esterco curtido e 200 g de superfosfato triplo.
Tratos culturais
Tutoramento
A quase totalidade das plantas apresenta crescimento ereto. No entanto, eventualmente,surgem plantas com tronco ligeiramente inclinado, sendo necessário tutorá-las.
Coroamento
o controle do mato em volta das plantas deverá ser efetuado em periodicidade de 2 a 3 meses.
Essa prática pode ser realizada com capina manual ou química.
Roçagem
o mato das entrelinhas deve ser roçado na mesma ocasião em que se efetua a operação de Coroamento. A roçagem pode ser realizada com roçadeiras mecânicas ou manualmente, com o auxílio de foices ou terçados.
Cobertura morta
o uso de cobertura, na época de estiagem, que coincide com o período de frutificação, é importante para reduzir a incidência de frutos rachados, causado pelo estresse hídrico seguido de chuvas fortes e rápidas, características desse período. O mato, oriundo das roçagens efetuadas nas entrelinhas, pode ser usado como cobertura morta, assim como outros materiais como cachos vazios de dendê, resíduos da agroindústria de frutas e casca de arroz. A irrigação suplementar elimina a ocorrência de frutos rachados.
Adubação química
No primeiro ano, aplicar, a cada 2 meses, 50 g da formulação NPK 10-28-20. No segundo e terceiro ano, essa quantidade de adubo deve se duplicada e triplicada, respectivamente, mantendo a mesma periodicidade de aplicação. Do quarto ano em diante, cada planta deve receber 1.200 g da mesma formulação, aplicadas em três parcelas de 400 g. A primeira parcela deve ser ministrada no início do período de chuvas e as outras duas, no meio e no final desse período.
Adubação orgânica
Efetuada, anualmente, no início do período de chuvas. Cada planta deve receber, pelo menos, 20 litros de esterco, distribuídos em quatro covas equidistantes, abertas na projeção da copa.
Principais Pragas e Doenças
Bezouro creme (Costalimaita ferruginea): esse coleóptero provoca danos às folhas, reduzindo grandemente a área foliar e, consequentemente, o crescimento de plantas jovens e a produção de plantas adultas. O controle desse inseto é efetuado com inseticidas fosforados, carbamatos ou piretróides.
Mancha parda das folhas: doença causada pelo fungo Cylindroc/adium pteridis. Os sintomas da doença manifestam-se por manchas de coloração amarronzada nas folhas, que secam e caem prematuramente com a coalisão das manchas. O controle é efetuado com Benomyl, na concentração de 0,1%.
Mancha foliar: o agente dessa doença é o fungo Curvularia eragrostides cujos sintomas são semelhantes ao da mancha parda das folhas, Pulverizações com os fungicidas Benomyl, Captan ou, na concentração de O, 1 %, controlam eficientemente essa doença,
Podridão das raízes: doença de causa desconhecida, provoca a morte súbita das plantas,
(Observação: Os defensivos indicados para o controle das pragas e doenças ainda não estão registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para uso nessa cultura),
Floração e Frutificação
Na Amazônia Brasileira, a floração ocorre mais intensamente no primeiro semestre do ano e a frutificação, no segundo, A produção de frutos concentra-se mais intensamente nos meses de agosto e setembro,
Colheita e Pós-colheita
Como o abricó é um fruto climatérico, a colheita pode ser efetuada quando os mesmos estão no estádio “de vez”, Esse ponto pode ser identificado quando, atritando-se levemente a superfície da casca, esta apresenta-se com coloração amarelada ou quando comprimindo-se a casca com os dedos esta cede um pouco, em função da polpa já apresei1tar-se com consistência mais mole, Frutos colhidos nessa situação têm vida pós-colheita de 10 a 12 dias, Quando colhidos completamente maduros, a vida pós-colheita é reduzida em 50%,
Em plantas com mais de 8 anos de idade a produtividade se situa entre 100 e 150 frutos por
planta, que corresponde a 80 kg a 120 kg de frutos por planta.
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