quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Termos Técnicos Usados na Cultura da Banana


Alguns termos tecnicos usados na cultura da banana.

A
Ação sistêmica - que se movimenta internamente na planta.

Ácaros - artrópodes aracnídeos da ordem Acarina, de corpo não segmentado, abdome soldado ao cefalotórax, quatro pares de patas com seis a sete segmentos, cuja respiração se faz por traquéias ou através da pele, podendo ter vida livre ou parasitária.

Adesivo - adjuvante que auxilia o defensivo ou agrotóxico a aderir na superfície tratada.

Adjuvante - qualquer substância inerte adicionada a uma formulação de defensivo, para torná-lo mais eficiente. Como os adesivos, emulsificantes, penetrantes, espalhantes, umidificantes etc.

Aeração - ato ou efeito de arejar, renovar o ar; ventilação, circulação do ar.

Agressividade - capacidade de um microrganismo causar doença.

Agrotóxico - defensivo agrícola; substância utilizada na agricultura com a finalidade de controlar insetos, ácaros, fungos, bactérias e ervas daninhas.

Alvo (de pulverização) - parte da planta a ser protegida pelo defensivo, por ser preferencialmente atacada pela praga ou moléstia que se visa combater ou por ser o local preferido pela praga ou doença para se instalar. Ele pode se encontrar mais externa ou internamente na planta, conforme o hábito da praga ou a localização dos tecidos mais sujeitos ao ataque do fungo ou bactéria. Assim, em cada pulverização, é necessário definir com propriedade o alvo, para que ela possa ser corretamente executada.

Ambiente – aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas por todos os lados; o lugar, o meio.

Análise foliar - exame laboratorial das folhas com o fim de determinar o teor dos elementos fundamentais ao desenvolvimento da planta.

Análise de solo - exame laboratorial do solo, com a finalidade de determinar o teor dos elementos fundamentais ao desenvolvimento da cultura a ser plantada ou existente.

Anomalia - irregularidade, anormalidade.

Aração - lavrar, sulcar, revolver a terra.

Áreas cloróticas - sintomas que se revelam pela coloração amarela das partes normalmente verdes.

B
Bactérias - organismos microscópicos unicelulares que podem parasitar vegetais.

Benzimidazóis - grupo de fungicidas sistêmicos abrangendo os fungicidas Thiabendazol, Benomyl e Tiofanato metílico, entre outros.

Bico - parte final do circuito hidráulico de um pulverizador, que tem como funções transformar a calda em pequenas gotas, espalhando-as no alvo e controlar a saída de calda por unidade de tempo. No caso do combate às pragas e doenças de um pomar, só são utilizados bicos tipo cone aberto, ou seja bicos cujo jato tem formato de um cone vazio no seu centro.

Bráctea - folha da inflorescência quase sempre de forma modificada, de dimensões reduzidas e coloração viva.
Brácteas caducas – aquelas que caem.

Brotação - o mesmo que brotamento, isto é, saída de novos brotos, que darão origem a ramificações, folhas e flores.

C
Calagem - método que consiste em adicionar substâncias cálcicas (cal, calcário) à terra para corrigir a acidez.

Cálcio - elemento químico de número atômico 20, pertencente aos metais alcalino-terrosos.

Calda - solução composta por água e agrotóxico.

Casulos - invólucros filamentosos construídos pelas larvas de insetos.

Cochonilhas - nome vulgar e genérico usado para designar insetos da ordem Homoptera, pertencentes à família dos coccídeos.

Coleoptera - ordem de insetos formada pelos besouros.
Compatibilidade (de agrotóxicos) - propriedade que dois ou mais agrotóxicos apresentam ao serem misturados sem que a eficiência de cada um seja alterada ou diminuída.

Controle biológico - controle de uma praga, doença ou erva daninha pela utilização de organismos vivos.

Cúprico - grupo químico de agrotóxicos derivados de produtos à base de cobre.

D
Dano - estrago, deterioração, danificação, lesão.

De vez - no tempo adequado de ser colhido, entremaduro.

Deficiências nutricionais - carência de algum elemento químico fundamental ao desenvolvimento da planta.

Deriva - é o fenômeno de arrastamento de gotas de pulverização pelo vento.

Desinfetar - destruir os micróbios vivos.

Desintegração da polpa - amolecimento da polpa.

Despistilagem – remoção dos restos florais

Dispersão - ato ou efeito de fazer ir para diferentes partes.

Disseminar - espalhar por muitas partes; difundir, divulgar, propagar.

Distúrbio hormonal - perturbação ou anomalia causada pela variação indesejável das quantidades de hormônios na planta.

Distúrbios fisiológicos - problema ou anomalia na planta de causa abiótica.

Ditiocarbamato - grupo importante de fungicidas derivados do ácido ditiocarbônico; ex.: Mancozeb, Maneb, Zineb.

E
Eclosão - emergência do imago ou inseto perfeito da pupa; ato ou processo de nascimento do ovo; saída do ovo pela larva ou pela ninfa.

Encarquilhado - cheio de rugas ou pregas, rugoso, enrugado.

Entomopatogênico - capaz de produzir doenças ou parasitar insetos.

Epiderme – camada de células que reveste os órgãos vegetais novos ou macios.

Eriofídeos - ácaros alongados pertencentes à família Eriophyidae.

Erosão - movimentação do solo causada pela água das chuvas e pelo vento.

Escama - designação vulgar da secreção, em geral escamiforme, dos insetos homópteros da família dos coccídeos (cochonilhas), sob o qual estes permanecem durante toda a sua existência ou parte dela.

Espalhantes adesivos - produtos adicionados em pequena proporção à solução de agrotóxicos com o fim de melhorar a dispersão e adesão do produto sobre a planta.

Espécie - conjunto de indivíduos que guardam grande semelhança entre si e com seus ancestrais, e estão aptos a produzir descendência fértil; é a unidade biológica fundamental; várias espécies constituem um gênero.

Esporos - estrutura, geralmente unicelular, capaz de germinar sob determinadas condições, reproduzindo vegetativa ou assexuadamente o indivíduo que a formou; corpúsculo reprodutivo de fungos e algumas bactérias.

Esporulação - formação de esporos.

Estilete – parte do aparelho bucal de nematóides fitopatogênicos, que é introduzida na célula para captar alimento.

Estresse hídrico - conjunto de reações da planta à falta de água que pode perturbar-lhe a homeostase.

Evapotranspiração – perda combinada de água de uma dada área, e durante um período especificado, por evaporação da superfície do solo e por transpiração das plantas.

Explante – parte da planta utilizada para a produção de mudas no laboratório.

Exportação in natura - ao natural.

Exsudação - é a liberação de líquido da planta através de ferimento em aberturas naturais (estômato, aqüífero ou hidatódio).

F
FAO - Organização para Alimentação e Agricultura; agência das Nações Unidas, cujo objetivo é contribuir para a eliminação da fome e a melhoria da nutrição no mundo.

Fendilhamento - separação no sentido do comprimento.

Fertilização - aplicação de fertilizantes ou adubos.

Fitohormônio – hormônio presente nas plantas.

Fitotóxico - que é considerado tóxico, venenoso para as plantas.

Florescimento - ato de produzir flores.

Fluxo vegetativo - período de crescimento das plantas, excluída a reprodução.

Fonte de inóculo - local onde são produzidas as unidades reprodutivas ou propágulos de microrganismos patogênicos.

Forma anamórfica - de origem assexuada.

Forma assimétrica - que não se acha distribuída em volta de um centro ou eixo.

Forma imperfeita (de fungos) - fungos dos quais só conhecemos estruturas de reprodução assexuada, ou seja, a fase de produção de esporo assexuado ou conídio.

Formas aladas - com asas.

Fungicidas - produtos destinados à prevenção ou ao combate de fungos; agrotóxicos.

Fungos fitopatogênicos - fungos que causam doenças em plantas.

Fungos - grupo de organismos que se caracterizam por serem eucarióticos e aclorofilados; são considerados vegetais inferiores.

Fungos oportunistas - fungos que, para se desenvolverem, se aproveitam dos ferimentos causados à planta por outras causas.

G
Galhas - desenvolvimento anormal de um órgão ou parte dele devido à hiperplasia e hipertrofia simultâneas das células, por ação de um patógeno; as galhas se desenvolvem tanto em órgãos tenros e nas raízes e ramos de plantas herbáceas como em órgãos lenhosos; são comuns as produzidas por nematóides nas raízes de várias plantas e menos freqüentes as causadas por insetos, fungos e bactérias em vários órgãos.

Gemas - brotações que dão origem a ramos e folhas (gemas vegetativas) e flores (gemas florais).

Gênero - conjunto de espécies que apresentam certo número de caracteres comuns convencionalmente estabelecidos.

Germinação - nas sementes, consiste numa série de processos que culminam na emissão da raiz; o conceito de germinação se estendeu a todo tipo de planta e microrganismo; fala-se em germinação de esporos e até de gemas de estacas que reproduzem vegetativamente a planta de origem.

Gradagem - método que consiste em aplainar o solo por meio de grades puxadas por trator; também pode ser utilizada no combate às plantas daninhas.

Granizo - precipitação atmosférica na qual as gotas de água se congelam ao atravessar uma camada de ar frio, caindo sob a forma de pedras de gelo.

H
Hemisférica - que tem a forma da metade de uma esfera.

Himenoptera - ordem de insetos representados pelas abelhas, vespas, marimbondos e formigas.

Hipertrofia - crescimento exagerado de parte de uma planta ou de toda a planta pelo aumento do tamanho das células.

Hospedeiros - vegetal que hospeda insetos e microrganismos, patogênicos ou não.

I
Incidência - que ocorre, ataca, recai.

Incipiente – que está iniciando ou que tem pouco tempo.

Inflorescência - nome dado a um grupo ou conjunto de flores.

Ingrediente ativo - é a substância química ou biológica que dá eficiência aos defensivos agrícolas. É também referida como molécula ativa.

Inimigos naturais - são os predadores e parasitas de uma praga ou doença existente em um local.

Inoculação - ato de inserir, introduzir ou implantar um microrganismo ou um material infectado num ser vivo.

Insetos polinizadores - insetos que transportam grãos de pólen de uma flor para outra.

Intoxicação - ato de intoxicar, envenenamento.

Intumescido - inchado, saliente, proeminente.

Irrigação por gotejamento - tipo de irrigação localizada, feita por meio de gotejadores.

L
Lagartas - forma larval dos lepidópteros e de alguns himenópteros (falsa-lagarta).

Larvas - segundo estádio do desenvolvimento pós-embrionário dos insetos.

Lenho - o principal tecido vegetal de sustentação e condução da seiva bruta nos caules e raízes; o mesmo que xilema.

Lepidoptera - ordem de insetos representada pelas borboletas e mariposas.

Limbo foliar - a parte expandida da folha (lâmina).

Luminosidade - que indica o maior ou menor grau de luz.

M
Macronutrientes - nutrientes que a planta requer em maior quantidade (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio).

Materiais propagativos - partes das plantas utilizadas na sua multiplicação (sementes, mudas, bulbos, estacas).

Micélios - conjunto de filamentos ramificados ou em rede (hifas) que constitui a estrutura vegetativa de um fungo.

Microaspersão - tipo de irrigação localizada de plantas, feita por meio de pequenos aspersores.

Micro-himenóptero - pequeno inseto da ordem Himenoptera (vespinhas).

Micronutrientes - nutrientes que a planta requer em menor quantidade (boro, cobre, zinco, molibdênio, cloro, ferro), embora sejam também importantes para o seu desenvolvimento.

Microrganismos - forma de vida de dimensões microscópicas (fungos, bactérias, virus e micoplasmas).

N
Necrose - sintoma de doença de plantas caracterizado pela degeneração e morte dos tecidos vegetais.

Nematóides - vermes geralmente microscópicos, finos e alongados que podem parasitar as plantas.

Ninfas - forma intermediária entre a larva e o inseto adulto.

O
OMS - Organização Mundial de Saúde.

Organoclorados - inseticidas à base de carbono, hidrogênio e cloro, que às vezes contêm átomos de enxofre e oxigênio; são considerados agrotóxicos perigosos devido à sua longa permanência no meio ambiente.

Organofosforados - inseticidas à base de ácido orgânico (com carbono), ácido fosfórico ou outros derivados de fósforo; são agrotóxicos.

P
Parasita - organismo que vive às custas de outro.

Partenogênese - reprodução por meio de ovos que se desenvolvem sem serem fecundados.

Patógeno - organismo capaz de produzir doença.

Pecíolo - parte da folha que prende o limbo (lâmina) ao caule, diretamente ou por meio de uma bainha.

Pedúnculo - pequena haste que suporta uma flor ou um fruto.

Película - pele delgada, flexível ou rígida, lisa ou estriada.

Período de carência - tempo mínimo necessário a ser esperado entre a última aplicação e a colheita do produto

Pistola - barra de metal leve que tem uma das extremidades acoplada à mangueira por meio de uma válvula e na outra um dispositivo para a colocação de bicos para a produção da pulverização desejada. A válvula de fechamento pode ser do tipo gatilho ou, mais comumente, do tipo rosca, com 350º de giro, o que faz o jato variar continuamente de sólido ou com gotas grosseiras de grande alcance, a cônico fino, de pequeno alcance.

Plantas daninhas - o mesmo que ervas invasoras; mato que cresce no pomar e compete por água, luz e nutrientes com a cultura principal.

Platanos - palavra em espanhol que designa variedades de banana para ser consumida frita, cozida ou assada.

Poda sanitária - corte de folhas mortas ou afetados por alguma praga ou doença.

Pólen - pequenos grânulos produzidos nas flores, representando o elemento masculino da sexualidade da planta, cuja função na reprodução é fecundar os óvulos das flores.

Polífago - que se nutre de vários tipos de alimento; parasito que ataca vários hospedeiros.

Polpa - parte carnosa dos frutos.

População - conjunto de indivíduos da mesma espécie.

Pós-colheita - período que vai da colheita ao consumo do fruto.

Precipitação pluvial - fenômeno pelo qual a nebulosidade atmosférica se transforma em água formando a chuva.

Predador - organismo que ataca outros organismos, geralmente menores e mais fracos, e deles se alimenta.

Pulverização - aplicação de líquidos em pequenas gotas.

Pulverização de pistola - são equipamentos para aplicação de agrotóxicos sob a forma líquida, que possuem bombas capazes de comprimir a calda a grandes pressões e assim expeli-la através da pistola, onde é fracionada em numerosas gotas de tamanho variável em função da regulagem feita.

Pupa - estádio dos insetos com metamorfose completa; estágio normalmente inativo em que ele não se alimenta; e precede a fase adulta.

Q
Quadro sintomatológico - conjunto de sintomas que as pragas ou doenças causam nas plantas (murcha, seca, podridão).

Quebra-ventos - cortina protetora formada por árvores, arbustos de diversos tamanhos e telas, com a finalidade de diminuir os efeitos danosos do vento sobre um pomar.

R
Regiões semi-áridas - regiões semi-desérticas com um período mínimo de seis meses secos e com índices pluviométricos abaixo de 800 mm anuais.

Regiões subtropicais - regiões que apresentam um inverno pouco rigoroso e temperaturas médias em torno de 30°C.

Regiões superúmidas - regiões com umidade relativa nunca inferior a 70% e temperaturas superiores a 25°C.

Regiões tropicais - regiões onde não ocorre inverno e as temperaturas médias são sempre superiores a 20°C.

Regurgitar - expelir, vomitar, lançar.

Resistência varietal - é a reação de defesa de uma planta, resultante da soma dos fatores que tendem a diminuir a agressividade de uma praga ou doença; esta resistência é transmitida aos descendentes.

Rija - que não é flexível; dura, rígida, resistente.

S
Saprófita - organismo capaz de se desenvolver sobre matéria orgânica.

Seletividade (de agrotóxicos) - é a propriedade que um agrotóxico apresenta quando, na dosagem recomendada, é menos tóxico ao inimigo natural do que à praga ou doença contra a qual é empregado, apesar de atingi-los igualmente.

Solo supressivo – tipo de solo que suprime o desenvolvimento de alguma coisa, geralmente utilizado no caso de supressão a microrganismos.

Severidade - parâmetro que mede a intensidade de ocorrência de doença.

Subsolagem - operação de rompimento das camadas compactadas de solo abaixo de 30 cm, por meio de um implemento chamado subsolador, tracionado por um trator.

Substrato - o que serve como suporte e fonte de alimentação de uma planta.

Suscetibilidade - tendência de um organismo a ser atacado por insetos ou a contrair doenças.

T
Tecido corticoso - tecido da casca.

Tórax - segunda região do corpo dos insetos, caracterizada pela presença de pernas e em geral também de asas.

Transmissor - organismo (inseto, nematóide, ácaro) que passa uma doença de uma planta para outra.

Tratos culturais - conjunto de práticas executadas numa plantação com o fim de produzir condições mais favoráveis ao crescimento e à produção da cultura.

Tubo polínico - expansão tubulosa do pólen que possibilita a fecundação da oosfera por um de seus núcleos que funciona como gameta masculino.

Turbo-atomizador - equipamento de pulverização que produz gotas diminutas que são lançadas nas plantas por meio de um turbilhão, visando a atingir as partes superiores e inferiores da planta.

Turgidez - inchação, dilatação.

Tutoramento - colocação de uma vara ou estaca com a finalidade de amparar uma muda ou árvore flexível.

U
Urticantes - que queima ou irrita; que produz a sensação de queimadura; pêlos urticantes das taturanas.

V
Variedade - subdivisão de indivíduos da mesma espécie que ocorrem numa localidade, segundo suas formas típicas diferenciadas por um ou mais caracteres de menor importância.

Ventilação - circulação de ar.

Vetor - organismo capaz de transmitir uma doença de uma planta a outra.

Vírus - agente infectante de dimensões ultramicroscópicas que necessita de uma célula hospedeira para se reproduzir e cujo componente genético é DNA ou RNA.

Virulência (variabilidade) - capacidade de causar doença em uma variedade específica.

Volátil - diz-se de uma substância, geralmente um líquido, que evapora à temperatura ambiente normal se exposta ao ar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Importância Econômica da Banana



Embrapa Mandioca e Fruticultura, situada em Cruz das Almas, Bahia, em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental, situada em Manaus, tem o prazer de entregar aos produtores de banana do Estado do Amazonas, um sistema de produção para a cultura. O referido sistema traz todas as informações técnicas necessárias ao cultivo da banana nas fases de estabelecimento do plantio, tratos culturais, controle de pragas e doenças, manejo na colheita e pós-colheita, além de informações sobre o processamento da fruta. Espera-se que o sistema de produção ora disponibilizado, possa contribuir, significativamente, como instrumento para a melhoria do sistema de cultivo da banana no Estado, trazendo como conseqüência, um produto de melhor qualidade para o consumidor, e a melhoria da renda e da qualidade de vida do produtor rural.

A cultura da banana ocupa o segundo lugar em volume de frutas produzidas no Brasil e a terceira posição em área colhida. Esta entre as frutas mais consumidas nos domicílios das principais regiões metropolitanas do país, a banana só é superada pela laranja. Consumida pelas mais diversas camadas da população, a banana se faz presente na mesa dos brasileiros não apenas como sobremesa, mas como alimento, com um consumo per capita em torno de 25 kg/ano.
A produção brasileira de banana está distribuída por todo o território nacional, sendo a Região Nordeste a maior produtora (34%), seguida das Regiões Norte (26%), Sudeste (24%), Sul (10%) e Centro-Oeste (6%).
Na Região Norte, o Pará e o Amazonas concentram 88% da produção, sendo o Amazonas o segundo produtor. A bananicultura é uma das atividades de maior relevância para o agronegócio da região Norte do Brasil, principalmente para o Estado do Amazonas, onde o consumo “per capita” gira em torno de 60 kg/ano. A banana é, portanto, uma das principais bases alimentares para a população amazonense.
A elevada procura por bananas associada à baixa produtividade dos bananais amazonenses, principalmente após a introdução da Sigatoka-negra (Mycosphaerella fijiensis Morelet), doença que induz a perdas da ordem de até 100% em bananeiras dos tipos Prata e Maçã, tem obrigado o Estado a efetuar importações constantes para atender a demanda crescente por bananas. Embora essa região apresente excelentes condições de clima e solo para a produção de banana de alto padrão de qualidade, ainda é preciso superar, em grande parte, a baixa eficiência na produção e no manejo pós-colheita.
São vários os problemas que afetam a bananicultura dessa região, que se caracteriza pelo baixo nível de tecnificação empregado nos cultivos, resultando em baixa produtividade e qualidade dos frutos. Além disso, os problemas fitossanitários relacionados às doenças como Sigatoka-negra, mal-do-Panamá, moko, nematóides e viroses contribuem, em alguns casos, com grandes perdas na produção.
As cultivares mais produzidas e mais consumidas na Região Norte são a Maçã, Prata e Pacovan (D’Angola), todas altamente suscetíveis à Sigatoka-negra.
Com esse fato, a bananicultura tem passado por mudanças substanciais, envolvendo a substituição dos antigos plantios com essas cultivares suscetíveis, por outras resistentes à Sigatoka-negra, como Caipira, Thap Maeo, Prata Zulu, FHIA 18 e Prata Ken.






sábado, 17 de outubro de 2015

Valor Nutricional da Banana


Referências Nutricionais e Dietéticas:
  • A banana, principalmente a prata, dentro do contexto atual alimentar e nutricional, é uma fruta com características originais e peculiares.
  • Energética, fácil de consumir e rapidamente digerida - em menos de duas horas -, a banana é recomendada para todas as idades.
    • Para os bebês é um alimento privilegiado devido sua diversidade de nutrientes. É base de muitas formulações para crianças de primeira idade (baby foods).
    • As crianças, de uma maneira geral, aceitam as bananas voluntariamente, podendo-se reforçar as merendas escolares, por exemplo.
    • Para os esportistas são indicadas pela sua riqueza em glicídios (açúcares), vitaminas do grupo B, potássio e magnésio, elementos importantes para um bom desempenho muscular.
    • Para os adultos ela pode isoladamente constituir ou complementar uma refeição rápida e agradável.
    • Saudável, a banana pode auxiliar na manutenção das defesas imunológicas graças aos seus aportes de vitaminas C e B, em minerais e em oligo-elementos variados (zinco, cobre, manganês, selênio etc.)
    • Valor Nutritivo de 100 gramas de

      BANANA

      - PRATA
      Macro Componentes
      Água
      g
      74,26
      Energia
      kcal
      92
      Energia
      kj
      385
      Proteína
      g
      1,03
      Lipídeos (total)
      g
      0,48
      Carboidratos por diferença
      g
      23,43
      Fibra dietética (total)
      g
      2,4
      Cinzas
      g
      0,8
      Minerais
      Cálcio, Ca
      mg
      6
      Ferro, Fe
      mg
      0,31
      Magnésio, Mg
      mg
      29
      Fósforo, P
      mg
      20
      Potássio, K
      mg
      396
      Sódio, Na
      mg
      1
      Zinco, Zn
      mg
      0,16
      Cobre, Cu
      mg
      0,1
      Manganês, Mn
      mg
      0,15
      Selênio, Se
      mcg
      1,1
      Vitaminas
      Vitamina C, Ácido Ascórbico
      mg
      9,1
      Tiamina (B-1)
      mg
      0,04
      Riboflavina (B-2)
      mg
      0,1
      Niacina
      mg
      0,54
      Ácido Pantotênico (B-5)
      mg
      0,26
      Vitamina B-6
      mg
      0,57
      Folato (B-9)
      mcg
      19,1
      Vitamina (B-12)
      mcg
      0
      Vitamina A, IU
      IU
      81
      Vitamina A, RE
      mcg_RE
      8
      Vitamina E
      mg_ATE
      0,27
      USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 13 (November 1999)


Valor nutricional:
Fonte de carboidratos, a banana contém diversos minerais, entre eles o cálcio, essencial para a formação dos ossos e dentes; fósforo, que atua em diversos processos metabólicos; ferro, cuja deficiência acarreta a anemia nutricional; potássio, ótimo para quem sofre de hipertensão; e pequenos teores de magnésio, enxofre, cobre, zinco e iodo. Além das vitaminas A, do complexo B e C, esta última, em maior quantidade na banana são-tomé.
Calorias por 100g: 45 kcal
- Unidade média da banana-maça
- Uma banana-prata pequena
- Uma banana-ouro








terça-feira, 13 de outubro de 2015

Valor Medicinal da Banana


Banana - Originária da Ásia Meridional, de onde se difundiu para a África e América- É uma fruta deliciosa nutritiva medicinal.
Utilidades Medicinais
Anemia - A banana não é relativamente, muito rica em ferro, mas tendo em vista sua boa aceitação, que facilita um consumo liberal, 3 a 5 unidades podem contribuir aproximadamente com 20 a 30% da quantidade de ferro requerida para um dia.
Asma - Assar a muda pequena da bananeira maçã, com raiz e tudo, cortada em rodelas.Depois espremer para obter o caldo,misturar com mel de abelha e tomar diariamente um cálice.
Constipação Intestinal - Recomenda-se a banana-nanica( ou banana d'água ou banana caturra).Fazer, em jejum, uma refeição,com esta banana,crua,sem misturar com outros alimentos.Pode-se fazer a "cura de banana".
Desnutrição - A banana pode ser incluída no programa alimentar de convalescentes de desnutrição, haja visto que é alimento rico em calorias e vitaminas. Seria vantajoso incluí-la na merenda escolar.
Obesidade - Os obesos não devem abusar da banana. É preciso usá-la com regra. Algumas refeições esporádicas exclusivas de banana prata.( 1 ou 2 unidades pequenas são indicáveis).
Paralisia - As doenças neurológicas que levam a paralisias são às vezes tratáveis com vitaminas do complexo B. A banana, como fonte dessas vitaminas é adequada nesses casos como elemento dietético.


A banana é um fruto rico em carbono que se transformam à medida que amadurece. Primeiro sob forma de amido (29%) pouco digerível, convertem-se progressivamente em frutose, glucose e sacarose sendo rapidamente assimiláveis. 
A banana é um alimento energético à base de glucídios (substâncias hidrocarbonadas) com um índice glucídico médio (62) complementado por diversos minerias e oligo-elementos.
A banana é rica em potássio, vitaminas C e B6, muito digestiva, combate a diarréia, regula a hipertensão arterial, é calmante, favorece a formação corpórea, combate a anemia, a retenção urinária e é ótima para lactentes para aumento do leite, além de ser muito saborosa e nutritiva.
É Indicada principalmente para quem faz esportes e academia.
O consumo de uma banana permite cobrir (40%) das necessidades diária de manganês (Mn). Devido a esta riqueza de manganês, a banana previne o envelhecimento e as doenças cardiovasculares.
É uma excelente fonte de vitaminas B2 (riboflavina) B6 (piridoxina) B9 (ácido fólico). Ainda contém pectinas (anticancerígenas do cólon). Com seu teor em vitamina C confere-lhe em certo poder anti radicais livres.
A banana quando madura serve como laxativa. Mas quando verde tem o efeito contrário.
Os seus sais minerais são um bom fortificante dos ossos e também do sistema nervoso. Além disso é nutritiva, tónica e mesmo afrodisíaca.
É indicada aos artríticos. É amiga do estômago hiper-sensíveis. Pois tem um efeito antiácido e uma ação protectora da mucosa gástrica.
É benéfica para o metabolismo e boa assimilação proteica.
A banana representa uma fonte alimentar importante para mais 400 milhões dos habitantes nos países tropicais.
A banana pode ser indicada como um dos primeiros alimentos dos bebês.

Problemas de saúde que a banana pode beneficiar:

Fragilidade da mucosa estomacal (acidez).
Úlceras do estômago, colite.
Raquitismo.
Hipertensão.
Trombose coronária.
Diarreia dos bebés.
Arteriosclerose (muito bom para a prevenção).
Insuficiência renal.
Hemorragia hemorroidal.
Coagulação anormal do sangue.
Para o sistema nervoso (principalmente para as mulheres e das crianças).
Reumatismo, Gota, Ureia e Artritismo.
Mas atenção: a banana pode aumentar o muco. Então evitar comer crua as pessoas que sofrem de hepatite, dispepsia (dor ou um mal-estar na parte alta do abdómen) e icterícia (doenças do fígado, doenças das vias biliares).
A banana rica em hidratos e carbono não é recomendada para aos diabéticos.

Como usar a banana para a nossa saúde:

Cãibras: comer 2 bananas por dia.
Depressão: no café da manha inclui 1 banana, durante 7 dias.
Pneumonia e doenças do pulmão: descascar 3 bananas maduras, colocar na forma, acrescentar 4 colheres de mel e levar ao forno por 30 minutos, o importante comer ainda morno.
Anemia: fazer refeições exclusivas de banana tanto crua ou assada 4 vezes por semana.
Asma: seiva da bananeira. Cortar a bananeira e aparar com um copo da seiva que escorre. Ferver e adoçar com mel. Beber quando estiver fria, 3 colheres 4 vezes ao dia.
Diarreia: cozinhar 2 banana verdes num litro de água, tomar 1 xícara de 3 em 3 horas. 
Fazer refeições sempre com banana pelo menos 3 vezes por semana.
Vamos consumir Banana.



segunda-feira, 12 de outubro de 2015

CULTURA DO AÇAI (Resumo)




O açaí é um fruto consumido há muito tempo pelos indígenas e moradores da região amazônica, devido as suas qualidades nutritivas. É também largamente utilizado para a produção de um refresco (“vinho” de açaí). Nas regiões sul e sudeste vem sendo popularizado e consumido como complemento alimentar, principalmente pelas pessoas que buscam vigor físico.
O açaizeiro, Euterpe oleracea Mart., é palmeira tropical, perene, nativa da Amazônia oriental, predominante ao longo dos igarapés, terrenos de baixada e áreas com umidade permanente. Possuindo farto perfilhamento desde 2 a 3 anos de idade possibilita, teoricamente, uma exploração sustentada de suas populações nativas para palmito. A exploração do palmito açaizeiro no estuário amazônico teve início a partir dos anos 60 devido à escassez de palmito na Região Sudeste do País, gerada pela extração indiscriminada e predatória. Atualmente esta espécie é responsável por cerca de 90% da produção nacional. Possui palmito do tipo doce, mas de consistência e textura mais rígida do que o das espécies E. edulis, E. precatória e E. espiritosantensis.


MANEJO DOS AÇAIZAIS NATIVOS:

A melhor forma de exploração de palmito de açaizais nativos é o sistema de manejo sustentado, que exige atenção aos seguintes itens:

INVENTÁRIO:
Estimar o número de açaizeiros por área nas diferentes classes de desenvolvimento, definindo estoque imediato para corte, número de palmeiras para reposição das plantas cortadas, número e tipo de intervenções necessárias para aumentar ou regular o estoque.

COLHEITA SELETIVA:
Partindo de uma área não explorada, realizar a extração do palmito dos estipes (troncos) grandes (com diâmetro à altura do peito superior a 10cm), para estimular o perfilhamento e fornecer melhores condições de insolação e menor competitividade com os perfilhos intermediários. A prática de deixar um estipe grande por touceira aumenta a regeneração natural via sementes, permitindo ainda a colheita de frutos juntamente com a produção de palmito na mesma touceira. Deixar 50 ou mais plantas com um estipe adulto (em pleno florescimento e frutificação) por hectare para assegurar a preservação da espécie.

INTERVALO DE CORTE:
É estimado em 4 anos, na mesma área. No manejo sustentado, a produção, a curto prazo e por área, é menor do que no sistema predatório. Porém, garante, a longo prazo, a produção contínua das fábricas beneficiadoras de palmito e a qualidade do produto (apenas em relação a diâmetro e textura).

RECUPERAÇÃO DE AÇAIZAIS DEGRADADOS:
Dois procedimentos são indicados:
1) Raleamento da touceira deixando 2 a 3 perfilhos mais desenvolvidos por planta. Deixar a área em descanso (sem cortes) por 4 anos procedendo-se após, à colheita seletiva.
2) Para açaizais muito degradados fazer ainda semeaduras sucessivas, a cada dois anos, utilizando-se sementes de outras localidades. Plantio por mudas pode ser usado em áreas com má distribuição de plantas. Usar adubos orgânicos e minerais mediante análise de solo. Seguir os procedimentos indicados para o cultivo. 



  
CULTIVO DO AÇAIZEIRO


CULTIVARES:

A própria espécie botânica (com variações morfológicas e de desenvolvimento marcantes dependendo do local de coleta) ou híbridos entre essa espécie e o palmiteiro (Euterpe edulis). Esses híbridos são plantas rústicas, que perfilham, precoces e com boa qualidade de palmito.

CLIMA E SOLO:

Clima tropical úmido (temperatura média anual acima de 22ºC e precipitação acima de 1.600mm por ano). Não tolera geadas, especialmente quando jovem (até 60cm de altura). Não é exigente em solos, crescendo mesmo em solos pobres e ácidos. No entanto, desenvolve-se mais rapidamente em solos com maior fertilidade. A produção de palmito em áreas de baixa fertilidade deve-se basear na reposição de nutrientes através de adubações anuais parceladas.

PROPAGAÇÃO:

Por sementes colhidas de palmeiras selecionadas (diâmetro, número de folhas e sanidade), que devem estar em conjunto com outras da mesma espécie e no mesmo estádio de desenvolvimento, para evitar a autofecundação forçada. Marcá-las de modo permanente, porém sem afetá-las, para fácil reconhecimento.

COLHEITA DE SEMENTES:

Colher frutos pretos e opacos, quase cerosos, na estação seca (agosto a dezembro), em sua região de origem. Colher somente os frutos que estão no cacho, que possui de duas a cinco mil sementes. Colocar um plástico ou encerado embaixo da palmeira e derrubar os cachos maduros sobre ele, recolhendo apenas os frutos que caírem sobre o encerado.





ARMAZENAMENTO DAS SEMENTES:

As sementes do açaizeiro perdem rapidamente o poder germinativo, porém, é possível armazená-las por até cinco meses, desde que acondicionadas em sacos plásticos bem fechados e mantidos sob refrigeração (temperatura entre 5 a 10ºC).
GERMINAÇÃO:
Leva de 3 a 11 meses para se completar. Despolpar os frutos para acelerar o processo germinativo e permitir a obtenção de lotes homogêneos de mudas (germinação em 2 a 5 meses). Para isso, acondicionar os frutos recém-colhidos em sacos plásticos e umedecer. Fechar o saco, mantendo-o à sombra e à temperatura ambiente. Depois de 3 ou 4 dias, atritar os frutos sobre as malhas de peneiras grossas (de café ou de feijão), em água corrente, para separação da polpa, ou imergir totalmente os frutos em água, trocando-a diariamente, para não fermentar. Após três a quatro dias, despolpar.

SEMEADURA DIRETA:

É mais econômico do que o de plantio de mudas. Para evitar ataque de insetos, roedores e outros animais, enterrar as sementes entre 3 a 4cm. Semear de 2 a 3 sementes por cova, com o auxílio de um chuço, e cobrir com terra. Não desbastar as mudas. Efetuar semeaduras na mesma área a cada dois anos para manter um povoamento de plantas em diferentes idades ou estádios. Semear de agosto até dezembro.

TRANSPLANTE DE MUDAS:

A utilização de plântulas com raiz nua de 15 a 20cm, retiradas de açaizeiros nativos, deve ser recomendada apenas para plantio em área adjacente.

FORMAÇÃO DE MUDAS DE VIVEIRO:

Ganham-se 2 a 3 anos em desenvolvimento, no campo, comparado com a semeadura direta. Colocar uma semente despolpada por saco plástico de polietileno preto (20 a 25cm de altura x 20cm de boca x 8 a 12mm de espessura e com 6 a 8 frutos) cheio com 2 a 3,5kg de terra de boa qualidade, rica em matéria orgânica, retirada da superfície da própria mata. Na falta, utilizar mistura de 3 partes de solo e 1 de matéria orgânica bem curtida (vide adubação do substrato). Irrigar diariamente. O sombreamento do viveiro deve ser semelhante àquele que a muda receberá quando estiver no local definitivo. Plantar as mudas no campo, com 20 a 30cm de altura e com 3 a 4 folhas vivas (entre o décimo e o décimo quarto mês após a semeadura).

ADUBAÇÃO DO SUBSTRATO:

Usar solo de boa qualidade, acrescido de uma fonte de matéria orgânica curtida (esterco de curral, ou composto de lixo, ou composto de usina de beneficiamento de algodão, ou palha de café) na proporção de 3:1, em volume. Acrescentar calcário para elevar a saturação por bases a 60%, e mais 500g de P2O5 e 100g de K2O por m3 do substrato (terra + esterco).
PREPARO DA ÁREA PARA SEMEADURA OU PLANTIO:
Sob mata nativa, fazer antes uma roçada da vegetação mais baixa, poupando-se as essências nativas de valor econômico; em áreas sem cobertura vegetal fazer antes um sombreamento temporário com guandu, tefrósia ou leucena. Em consórcio com seringueiras ou outras plantas perenes, seguir o mesmo preparo de solo da cultura principal.

PLANTIO DE MUDAS:

Deve ser feito no período das águas, com cuidado para não danificar a palmeira. Cortar o saco plástico na altura de 2cm da base, podando as raízes e, em seguida, cortar e retirar o saco e colocar a muda na cova com o torrão inteiro, preenchendo os espaços vazios com terra de superfície, comprimento para manter a muda firme.

DENSIDADE DE PLANTIO OU SEMEADURA:

Para o cultivo solteiro: 2,5 x1,5m. Em áreas de mata nativa, efetuar a semeadura direta (três sementes novas por cova) a cada um ou dois passos, cada linha separada das outras por dois ou três passos. Repetir a operação a cada dois anos, sempre com o cuidado de não pisar as plântulas de açaizeiros, nativas ou não, já existentes. No cultivo consorciado, plantar duas a três linhas de açaizeiros na faixa central da entrelinha do cultivo principal, com o espaçamento entre as plantas de 2,5 ou 1,5m. É comum o consórcio com seringueiras (Hevea brasiliensis).

TRATOS CULTURAIS:

Roçadas periódicas para apressar o desenvolvimento, poupando as essências nativas de valor. Não capinar, devido ao sistema radicular superficial.

MANEJO DE PERFILHOS:

Para aumentar o desenvolvimento da touceira e permitir corte de palmito a curto prazo, manejar os perfilhos deixando 3 a 4 bem distribuídos por touceira, e um perfilho novo por ano, a partir do terceiro ano de plantio. Assim, é possível iniciar o corte para palmito entre o quarto e o quinto ano.





COLHEITA DO PALMITO:

Colher somente em palmeiras que apresentem DAP (diâmetro à altura do peito) acima de 10cm, poupando um estipe por planta para a produção de sementes, quando a densidade for baixa. Evitar queda brusca do palmito, pois isso causa escurecimento interno e rápida decomposição. Fazer o corte alto (50 a 80cm) para reciclar os nutrientes para os perfilhos na touceira.

INTERVALO OU CICLO DE CORTE: 

Em torno de 2 a 4 anos, na mesma touceira, para palmito de primeira qualidade.

ADUBAÇÃO:

Normalmente as áreas de distribuição natural do açaizeiro são ricas em nutrientes, não devido às condições de solo, mas sim à rápida decomposição da matéria orgânica (“litter”) em sua superfície. Em áreas muito degradadas (mata e açaizal) fazer adubação para recuperação após análise do solo.

DOENÇAS E PRAGAS:

A principal doença do açaizeiro é a antracnose. Ela só é limitante em condições de viveiro e em regiões frias e úmidas. Em condições de campo, não há nenhuma doença séria que mereça controle. Já com relação a insetos, temos os de viveiro (gafanhotos, cigarrinhas, cochonilhas, pulgões e ácaros) e os de campo (especialmente o coleóptero Rhyncophorus), que em culturas e explorações bem manejadas, não chegam a ser problema.

DURAÇÃO E PÓS-COLHEITA DO PALMITO:

Após colhido, dura no máximo 5 a 7 dias, quando mantido com 4 capas (bainhas externas). Escurece e apodroce devido à ação de fungos, comuns em matéria em decomposição. O tombo e o corte acidental de partes do palmito aceleram a decomposição.