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domingo, 16 de setembro de 2018

Cultivares de Banana em Regime de Irrigação



Cultivares
A escolha da cultivar de bananeira depende da preferência do mercado consumidor e do destino da produção (indústria ou consumo in natura). Existem quatro padrões ou tipos principais de cultivares de bananeira: Prata, Maçã, Cavendish (Banana D’Água ou Caturra) e Terra. Dentro de cada tipo há uma ou mais cultivares.

Recentemente vem surgindo a necessidade de mudança nas cultivares tradicionalmente plantadas na região do Submédio do Vale do São Francisco devido aos prejuízos frequentes que muitos produtores têm tido com a cultivar ‘Pacovan’. Esta cultivar por ter porte alto fica extremamente vulnerável à queda provocada pelos fortes ventos que ocorrem normalmente na região entre os meses de novembro a março. Eventualmente, pode ocorrer queda fora desta época. As perdas ocorridas decorrentes do tombamento das plantas penalizam severamente os pequenos agricultores. Dessa forma, os produtores de banana vêm optando gradativamente por cultivares de porte baixo e médio. As cultivares do subgrupo Cavendish (Nanica, Nanicão e Grande Naine), Maçã e Prata-Anã e suas variações como Prata Rio e Prata Gorutuba vêm sendo plantadas em razão da maior segurança econômica de retorno de seus investimentos.

Recomenda-se introduzir cultivares novas com características de resistência a pragas e doenças como a ‘BRS Preciosa’, ‘BRS Princesa’, ‘BRS Platina’, ‘Fhia-Maravilha’ e a ‘Prata Graúda’, visando desenvolver novas opções de mercado.

cv. Pacovan
Resultante de uma mutação da Prata, pertence ao grupo AAB e é mais produtiva e vigorosa do que esta cultivar. Tem porte alto, superior ao da ‘Prata’. O pseudocaule é verde-claro, com poucas manchas escuras. O cacho é pouco cônico, as brácteas da ráquis floral masculina são limpas (sem restos florais), coração médio e frutos grandes, com quinas proeminentes mesmo quando maduros, ápices em forma de gargalo e sabor azedo-doce, mais ácido do que a ‘Prata’. A cultivar é suscetível às sigatokas amarela e negra e ao mal-do-panamá, todavia apresenta boa tolerância à broca-do-rizoma e aos nematoides. Tem boa aceitação pelos consumidores.


cv. Prata Anã
É uma cultivar do grupo AAB, com alta capacidade produtiva, pseudocaule muito vigoroso de cor verde-clara, brilhante, com poucas manchas escuras próximo à roseta foliar. O porte é médio a alto, cacho cônico, ráquis com brácteas persistentes, coração grande e frutos pequenos, com quinas, ápices em forma de gargalo e sabor acre-doce (azedo-doce). A cultivar é suscetível às sigatokas amarela e negra e ao mal-do-panamá, todavia apresenta boa tolerância à broca-do-rizoma e aos nematoides.


cv. BRS Preciosa
A banana ‘BRS Preciosa’, criada pela Embrapa e recomendada em 2003, é um híbrido tetraploide, do grupo AAAB, de porte alto, resultante do cruzamento da cultivar Pacovan com o híbrido diploide (AA) M53. A cultivar é rústica com frutos grandes que são mais doces e apresentam resistência ao despencamento semelhantes aos da Pacovan (Figura 1). Essa cultivar além de resistente à sigatoka-negra, apresenta também resistência à sigatoka-amarela e ao mal-do-panamá.

Em área de produção orgânica no Submédio São Francisco, no primeiro ciclo, a banana ‘ BRS Preciosa’ apresentou porte mais baixo e produtividade, número de frutos por cacho, peso e comprimento médio dos frutos iguais aos da ‘Pacovan’, podendo ser uma opção para o sistema orgânico na região.

Foto: Ana Lúcia Borges
Figura 1. Banana ‘BRS Preciosa’ (AAAB) cultivada em sistema orgânico.


cv. BRS Princesa
É um híbrido tetraploide do grupo AAAB, criado e lançado pela Embrapa em 2008, resultante do cruzamento da cultivar Yangambi nº 2 com o híbrido diploide (AA) M53. O porte é médio a alto, os frutos são parecidos externamente e têm sabor semelhante aos da cultivar Maçã (Figura 2). A ‘BRS Princesa’ além de resistente à sigatoka-amarela, é também tolerante ao mal-do-panamá. Todavia, não é resistente à sigatoka-negra.

Foto: Sebastião de Oliveira e Silva.
Figura 2. Cacho da bananeira ‘BRS Princesa’.

cv. BRS Platina
É um híbrido tetraploide (AAAB), criado e recomendado pela Embrapa em 2012, resultante do cruzamento entre ‘Prata Anã’ (AAB) e o diploide M53 (AA). Apresenta bom perfilhamento, porte médio, características, tanto de desenvolvimento quanto de rendimento, idênticas às da ‘Prata Anã’ (Figura 3). Os frutos também se assemelham aos dessa cultivar na forma, tamanho e sabor, porém, devem ser consumidos com a casca um pouco mais verde, à semelhança das cultivares do subgrupo Cavendish. Ela se diferencia da ‘Prata Anã’ por ser resistente à sigatoka-amarela e ao mal-do-panamá. Apresenta produtividade média de aproximadamente 20 t/ha/ano e sob condições de solo de boa fertilidade, apresenta rendimento médio de até 40 t/ha/ano.

Foto: Sergio Luiz Rodrigues Donato.
Figura 3. Planta e cacho da cultivar BRS Platina (AAAB).


cv. Fhia-Maravilha
A cultivar Fhia-Maravilha, também conhecida como Fhia-01, é um híbrido tetraploide (AAAB), resultante do cruzamento entre ‘Prata Anã’ (AAB) e o diploide SH3142 (AA). Introduzida de Honduras (América Central), foi avaliada em vários locais e recomendada pela Embrapa em 2003. Os frutos e a produção são maiores que os da ‘Prata Anã’. A polpa é mais ácida do que a dessa cultivar. Apresenta resistência às sigatokas negra e amarela e ao mal-do-panamá (Figura 4).

Foto: Sergio Luiz Rodrigues Donato.
Figura 4. Planta com cacho da cultivar Fhia-Maravilha (AAAB).


cv. Prata Graúda
A cultivar de bananeira Prata-Graúda é um híbrido tetraploide do grupo AAAB, de porte médio a alto, gerada em Honduras a partir do cruzamento da ‘Prata-Anã’ com o híbrido diploide SH 3393. A cultivar possui frutos e produção maiores que os da ‘Prata Anã’ e tem sido plantada comercialmente. No entanto, não apresenta resistência às sigatokas amarela e negra, mas é resistente ao mal-do-panamá (Figura 5).

Foto: Sergio Luiz Rodrigues Donato.

Figura 5. Planta com cacho da cultivar Prata Graúda (AAAB).




sábado, 28 de setembro de 2019

Coeficientes Técnicos da Banana Irrigada



Os coeficientes técnicos e os custos de produção variam conforme o sistema de produção e a região de exploração. Os coeficientes técnicos apresentados nas Tabelas 1 e 2 mostram a necessidade de insumos para um hectare de bananeiras ‘Prata Anã’ e ‘Pacovan’, em condições de irrigação.
A produtividade média esperada, pela utilização das recomendações técnicas apresentadas nesse sistema de produção, situa-se entre 25 a 30 toneladas de ‘Prata Anã’ e 40 a 45 toneladas de ‘Pacovan’.
Dando-se valores aos coeficientes técnicos apresentados, será obtido o custo de produção e, de posse da estimativa de produção, pode-se fazer uma análise da rentabilidade do cultivo.

O conhecimento dos custos de produção e rentabilidade da cultura é importante para auxiliar o agricultor na tomada de decisão do que plantar.
A produção econômica da cultura depende e uma série de fatores que afetam o eu desempenho e o seu retorno financeiro.
A variedade plantada, o espaçamento, o lima, o solo, os tratos culturais, o grau de ncidência de pragas e doenças, o rendimento,  preço do produto e os preços dos atores de produção merecem especial atenção no planejamento da produção.
Nesta seção apresenta-se a estimativa e custos de produção e rentabilidade de um hectare  de 
banana Grand Naine irrigada..
A estimativa de consumo de água de irrigação considera uma precipitação mínima anual de 400 mm, que é a condição prevalecente na região do vale do São Francisco.
No cálculo dos gastos com a irrigação foram  considerados os custos de aquisição do equipamento, da energia elétrica e da água e da mão-de-obra. A vida útil do equipamento foi considerada de 10 anos, o valor de resgate de 10% e a taxa de juros de 16% ao ano.
efetivo, sendo seguidos dos gastos com irrigação, tratos culturais e fitossanitários, preparo do solo e plantio, com participações de 16,06%, 10,57% e 6,10%, respectivamente.
Em decorrência do ciclo da bananeira, no primeiro ano não há produção, não existindo, portanto, custos com colheita.
No segundo ano, a participação percentual nos custos de produção é assim distribuída: insumos (45,11%); irrigação (28,97%); tratos culturais e fitossanitários (15,15%); e, colheita (10,78%). No terceiro ano, embora os valores percentuais se modifiquem, a importância relativa das atividades na composição do custo se mantém.
Em função da implantação da cultura, o maior custo anual total ocorre no primeiro ano, quando é necessário investir US$ 4.608,35. Do segundo ano em diante os custos são menores, situando-se entre US$ 2.555,55 (no segundo ano) e US$ 2.434,25 (do terceiro ao sexto ano, quando ocorre a estabilização da produção).
Tabela 1. Coeficientes técnicos de produção de um hectare de bananeira `Prata Anã` irrigada, no espaçamento 4,0 x 2,0 x 2,0 m, com 1.666 plantas por hectare, no Submédio São Francisco.
Especificação
Unidade
Quantidade
Ano 1
Quantidade
Ano 2
Quantidade
Ano 3
1. Insumos
Mudas (+ 10 %)
Unid.
1.833
0
0
Esterco de curral curtido / composto
m3
21
0
0
Calcário*
t
3
0
0
ureia
kg
170
211
211
Sulfato de amônio
kg
375
475
475
Superfosfato simples*
kg
600
500
500
Cloreto de potássio*
kg
800
776
776
FTE BR 12
kg
92
84
84
Sulfato de magnésio
kg
250
250
250
Inseticida / nematicida
kg
4
12
12
Detergente concentrado neutro
L
0
8
8
2. Preparo do solo e plantio
Roçagem inicial
H/T
1,5
0
0
Calagem
H/T
1,0
0
0
Preparo do solo (escarificador / grade)
H/T
3,0
0
0
Sulcamento
H/T
1,5
0
0
Coveamento e adubação de fundação
D/H
20
0
0
Plantio
D/H
5
0
0
3. Tratos culturais e fitossanitários
Capinas
D/H
25
15
15
Análise de nematoides
Unid.
1
1
1
Análise foliar
Unid.
1
1
1
Análise de solo
Unid.
1
1
1
Adubação via solo
D/H
7
7
7
Desbaste
D/H
15
15
15
Desfolha
D/H
5
5
5
Retirada do coração
D/H
5
5
5
Tratamento fitossanitário
D/H
0
8
8
Irrigação localizada (microaspersão)
D/H
15
15
15
4. Irrigação/Fertirrigação
Irrigação 
ano
1**
0
0
5. Colheita
Colheita
D/H
0
25
30
H/T = hora de trator; D/H = dia homem. *Refere-se à recomendação máxima, podendo ser reduzida conforme os resultados da análise do solo. **Os custos de irrigação/fertirrigação são constituídos por R$ 600,00 de amortização de equipamentos e R$ 1.500,00 de manutenção dos mesmos, incluindo água e energia.

Tabela 2. Coeficientes técnicos de produção de um hectare de bananeira `Pacovan` irrigada, no espaçamento 4,0 x 2,0 x 3,0 m, com 1.111 plantas por hectare, no Submédio São Francisco.

Especificação
Unidade
Quantidade
Ano 1
Quantidade
Ano 2
Quantidade
Ano 3
1. Insumos
Mudas (+ 10 %)
Unid.
1.222
0
0
Esterco de curral curtido / composto
m3
21
0
0
Calcário*
t
3
0
0
Ureia
kg
170
255
255
Sulfato de amônio
kg
375
575
575
Superfosfato simples*
kg
600
600
600
Cloreto de potássio*
kg
800
1.000
1.000
FTE BR 12
kg
62
56
56
Sulfato de magnésio
kg
250
250
250
2. Preparo do solo e plantio
Roçagem inicial
H/T
1,5
0
0
Calagem
H/T
1,0
0
0
Preparo do solo (escarificador / grade)
H/T
3,0
0
0
Sulcamento
H/T
1,5
0
0
Coveamento e adubação de fundação
D/H
15
0
0
Plantio
D/H
3
0
0
3. Tratos culturais e fitossanitários
Capinas
D/H
25
15
15
Análise de nematoides
Unid.
1
1
1
Análise foliar
Unid.
1
1
1
Análise de solo
uma
1
1
1
Adubação via solo
D/H
7
7
7
Desbaste
D/H
12
12
12
Desfolha
D/H
4
4
4
Retirada do coração
D/H
4
4
4
Tratamento fitossanitário
D/H
0
8
8
Irrigação localizada (microaspersão)
D/H
15
15
15
Irrigação convencional (aspersão)
D/H
45
45
45
4. Irrigação/Fertirrigação
Irrigação 
ano
1**
0
0
5. Colheita
Colheita
D/H
0
40
45
HT – Hora trator; D/F = dia homem. *Refere-se à recomendação máxima, podendo ser reduzida conforme os resultados da análise do solo. **Investimento com equipamentos no valor de R$ 7.000,00. Os custos de irrigação/fertirrigação são constituídos por R$ 600,00 de amortização de equipamentos e R$ 1.500,00 de manutenção dos mesmos, incluindo água e energia.