quarta-feira, 22 de junho de 2016

A Cultura do Achachairu


CARACTERISTICAS

Achachairu Rheedia laterifolia (L) Herzog, Clusiaceae (Guttiferae)
Sin. ou equiv. Tatairu, chachairu

Nome da fruta: Achachairu
Nome científico: Garcinia intermedia (Pittier) Hammel
Família botânica: Clusiaceae (Guttiferae)
Categoria:
Origem: México e América Central
Características da planta: Árvore geralmente de até 6 metros de altura, com látex amarelo. Flores alvas, reunidas na axila das folhas.
Fruto: Tipo baga, globoso, amarelo-alaranjado. Polpa adocicada, muito aromática, envolvendo uma a duas sementes.
Frutificação: Duas a três vezes ao ano
Propagação: Semente


O fruto é uma drupa com caca grossa, polpa branca e com cerca de 5 cm, com ponta na base, de cor amarela. A planta éperenifólia, tem látex, mede até 15 m de altura e tem folhas simples, verdes, coriaceás e glabras. As flores são masculinas ou completas, em fascículos axilares. Originada na Bolívia em clima subtropical. Consumida ao natural.





Nome da fruta: Achachairu
Nome científico: Garcinia intermedia (Pittier) Hammel
Família botânica: Clusiaceae (Guttiferae)
Categoria:
Origem: México e América Central
Características da planta: Árvore geralmente de até 6 metros de altura, com látex amarelo. Flores alvas, reunidas na axila das folhas.
Fruto: Tipo baga, globoso, amarelo-alaranjado. Polpa adocicada, muito aromática, envolvendo uma a duas sementes.
Frutificação: Duas a três vezes ao ano
Propagação: Semente
O achachairu é fruto humilde. Discreto em sua miudeza, permanece em pequenos grupos próximos à folhas verde-escuras da árvore de florzinhas brancas, mirradas, que quase não alcançam meio centímetro. O fruto, um pouco maior, chega no máximo a 2,5 cm de diâmetro. Ali, no meio da mata, o achachairu aguarda até que algum habitante da floresta, carente de alimento, o apanhe para se saciar com sua polpa esbranquiçada, de sabor agridoce e aroma agradável, mas de aspecto pouco atraente.
Mas, se o achachairu não for colhido por homem, mulher ou criança de passagem, não há problema, pois seus principais consumidores, na verdade, são outros. Talvez menos exigentes quanto à necessidade de atrativos e menos avessos ao líquido branco que a planta exsuda quando cortada ou partida, são os macacos e os pássaros que mais fazem uso do achachairu. Daí ser a planta conhecida também pelo nome de fruto-de-macaco.
Originário do México e da América Central, com maior frequência nas proximidades do Canal do Panamá, o achachairu espalha-se discretamente pelas florestas brasileiras de clima e vegetação semelhantes aos da região de origem da planta. Por aqui, o achachairu possui parentes bem mais conhecidos e aproveitados comercialmente, como o bacuri e o bacupari, também da família das Gutíferas.
Embora o achachairu não receba grandes atenções daqueles que o encontram pelo caminho, a fruta esforça-se para isso, revestindo-se das cores nacionais. O fruto, quando verde, é bem verde, verde-escuro. Quando amadurece, vai-se amarelando, até quase exatamente a cor de ouro predominante na nossa bandeira. Depois, o achachairu, ainda abandonado, vai desistindo dessa possível estratégia de atração, alaranjando-se até apodrecer.

DESCRIÇÃO

O achachairu é fruto humilde. Discreto em sua miudeza, permanece em pequenos grupos próximos à folhas verde-escuras da árvore de florzinhas brancas, mirradas, que quase não alcançam meio centímetro. O fruto, um pouco maior, chega no máximo a 2,5 cm de diâmetro. Ali, no meio da mata, o achachairu aguarda até que algum habitante da floresta, carente de alimento, o apanhe para se saciar com sua polpa esbranquiçada, de sabor agridoce e aroma agradável, mas de aspecto pouco atraente.
Mas, se o achachairu não for colhido por homem, mulher ou criança de passagem, não há problema, pois seus principais consumidores, na verdade, são outros. Talvez menos exigentes quanto à necessidade de atrativos e menos avessos ao líquido branco que a planta exsuda quando cortada ou partida, são os macacos e os pássaros que mais fazem uso do achachairu. Daí ser a planta conhecida também pelo nome de fruto-de-macaco.
Originário do México e da América Central, com maior frequência nas proximidades do Canal do Panamá, o achachairu espalha-se discretamente pelas florestas brasileiras de clima e vegetação semelhantes aos da região de origem da planta. Por aqui, o achachairu possui parentes bem mais conhecidos e aproveitados comercialmente, como o bacuri e o bacupari, também da família das Gutíferas.
Embora o achachairu não receba grandes atenções daqueles que o encontram pelo caminho, a fruta esforça-se para isso, revestindo-se das cores nacionais. O fruto, quando verde, é bem verde, verde-escuro. Quando amadurece, vai-se amarelando, até quase exatamente a cor de ouro predominante na nossa bandeira. Depois, o achachairu, ainda abandonado, vai desistindo dessa possível estratégia de atração, alaranjando-se até apodrecer.

 O achachairu ou Garcinia sp é azedo e doce na exata medida do equilíbrio, misto de jabuticaba, araçá, ciriguela e bacuri. É muito apreciado na Bolívia e na região amazônica de um modo geral. Mas parece já haver cultivo comercial há algum tempo nas regiões norte. E o Beto, na Bahia, deve ter um pomar inteiro, pelo jeito. Sorte de quem pode ir sempre ao Paraíso Tropical, seu restaurante em Salvador. A casca da frutinha é amarelo-alaranjado e falo da variedade maior, com casca dura, coriácea, como a da jabuticaba, que tem que ser estourada no dente. Como o bacuri e o mangostão, a polpa é solta da casca. Branquinha, suculenta, saborosa e pouca. Muito caroço pra pouca diversão, diria, mas a natureza tem lá seus porquês e seja como for é boa demais. A outra variedade, miúda, tem casca mais molinha e pode ser comida inteira, que não amarra a boca.
Que venha achachairu para sorvetes, sucos, geléias e recheios. E uma bacia cheia pra chupar à toa.


HISTÓRICO

Natural das florestas quente-úmidas da bacia amazônica, essa pequena árvore cresce facilmente a partir de sementes, em torno de  quatro anos em seu local de origem. É uma fruta bastante apreciada na Bolívia onde é largamente produzida e consumida. A planta tem o formato muito variavel, dependendo da região onde vegeta, e o fruto varia por região, com diferentes espécies cultivadas pelas populações locais.


O fruto do Achachairu é globoso-oblongo, de polpa branca, suculenta  e textura mucilaginosa com acentuado sabor doce-acidulado. Vem sendo cultivado no nordeste brasileiro e comercializada no Ceagesp, propagando-se por sementes.


Segundo o produtor Hélio Nogueira, a planta alcança no máximo oito metros de altura e produz cerca de três mil unidades. Leva seis anos para começar a produzir, se for plantada a partir da semente. Para não esperar todo esse período, ele começou experimentar enxertos e esse tempo caiu para três anos. "Este ano é o momento de divulgar a fruta, fazer as pessoas conhecerem", diz o produtor. Ele diz que a cultura do achachairu, nas condições climáticas do Cerrado, tem o período de florescimento entre os meses de julho a setembro. O amadurecimento dos frutos ocorre de novembro a janeiro.


O Achachairu é planta perene, de pequeno porte (6 a 9m), desenvolvendo-se bem em condições amenas de temperatura e solos ricos em matéria orgânica e bem drenados, com boa disponibilidade de água. Da familia das clusiaceae, "essa frutífera pertence ao gênero Garcinia  (ex-Rheedia), cujo parente mais famoso é o mangostão (Garcinia mangostana L.), originado no trópico asiático.


CLIMA

Fruta boliviana adaptada ao Cerrado
Você já experimentou uma achachairu? Não tem nem idéia do que é isso? Se depender de um produtor goiano, a fruta largamente consumida na Bolívia vai ser facilmente encontrada em sacolões de todo o Brasil. Hélio Nogueira começou a cultivar a frutífera há 10 anos. Após experimentar seu sabor exótico, Nogueira, que possui um viveiro de plantas ornamentais, decidiu fazer mudas e cultivar a planta em sua propriedade, localizada em Pirenópolis.

Hoje são mil pés plantados, destes, cem estão produzindo. Hélio já tem muito material para plantar o futuro do achachairú no Cerrado goiano: possui outras cinco mil mudas e prepara outra cinco mil. "Fui fazendo as mudas ao longo desses dez anos, sempre peço para amigos e familiares recolherem as sementes e me repassar", conta.

Segundo Hélio, a planta de achachairu demora seis anos para começar a produzir, se for plantada a partir da semente. Para não esperar todo esse período, ele começou experimentar enxertos. O tempo caiu para três anos. "Este ano é o momento de divulgar a fruta, fazer as pessoas conhecerem", diz. O produtor também já comercializa mudas.

Nogueira conta que cada pé da fruta alcança no máximo oito metros de altura e produz cerca de três mil unidades. Ele diz que a cultura do achachairu, nas condições climáticas do Cerrado, tem o período de florescimento entre os meses de julho a setembro. O amadurecimento dos frutos ocorre de novembro a janeiro.


Enxertia

Apesar de ter origem na Bolívia, há uma espécie semelhante ao achachairu no Cerrado, afirma Hélio. Ele mesmo encontrou a planta nas margens do Rio dos Patos, próximo a Goianésia. No entanto, segundo diz, os frutos da planta nativa não são comestíveis. "Não tem polpa, a fruta é seca e esponjosa".

O produtor não sabe qual o nome da planta nativa, mas devido a semelhança com o pé de achachairu decidiu usá-la como base para enxertia. Deu certo. O tempo para o surgimento dos primeiros frutos caiu para três anos.

Além disso, Hélio acredita que ao utilizar a base de uma planta nativa do Cerrado pode aumentar a resistência dos pés de achachairu, caso surjam pragas e doenças locais. "Por enquanto não tivemos esses problemas, todos os pés crescem sadios, mas queremos evitar algo desde já", afirma.

Nogueira tem a expectativa de que o achachairu deve cair no gosto do consumidor. "A fruta realmente tem potencial para isso. É saborosa e daquelas que não dá para provar apenas uma", garante.

Apaixonado pela descoberta, Hélio se prepara para participar de um festival sobre o achachairu em Porongo, na Bolívia, este ano. Lá, ele pretende trocar experiências e aprender mais sobre o fruto.
 


O FRUTO



A CEAGESP vem comercializando há alguns anos o achachairú, fruta exótica produzida no nordeste brasileiro. Trata-se de frutífera nativa da Bolívia e muito apreciada em Ayacucho, Santa Cruz, onde se realizam festas anuais para promoção da fruta e de seus produtos industrializados, como sucos e doces.
Essa frutífera pertence ao gênero Garcinia (ex-Rheedia), cujo parente mais famoso é o mangostão (Garcinia mangostana L.), originado no trópico asiático. Com a recente mudança do gênero Rheedia para Garcinia, vem ocorrendo certa confusão na nomenclatura das espécies catalogadas. Muitos autores nacionais, ainda, empregam o termo Rheedia para algumas frutíferas nativas e exóticas, existentes em várias regiões tropicais mundiais.
         Os frutos têm massa média de 30g e são globoso-oblongos, semelhantes a uma nêspera, com diâmetros transversais e longitudinais de 35,8mm e 45,2mm respectivamente. A base peduncular do fruto é estreita e a calicinal mais larga. São amarelo-alaranjados, com casca grossa (3,53mm), lisa, firme e resistente; internamente a casca é creme-palha. A polpa, não aderente à casca, é branca, suculenta e de textura mucilaginosa, representando 1/3 da massa média do fruto, sendo que após retirada dos frutos se oxida rapidamente. O sabor, que lembra um pouco ao do araçá, é bem agradável e adocicado, com oBrix 15 e acidez pH próxima a 4,0.  As sementes desuniformes, de 1 a 3 por fruto, são esbranquiçadas, alongadas (2,6 x 1,2cm) e grandes. Normalmente, há apenas uma semente por fruto, com massa de 4,29g, sendo as demais chochas. Testes de germinação indicaram que as sementes iniciam a emissão da radícula após 30 dias sob ambiente controlado de estufa B.O.D. No nordeste brasileiro, a maturação dos frutos ocorre em fevereiro a abril, sendo esses bastante resistentes ao transporte e de boa conservação em geladeira comum. No Brasil, o achachairú é pouco conhecido e, ás vezes, confundido pelo público leigo com frutas de outras espécies, como o bacupari, bacuripari e bacurizinho.
         Em levantamento realizado no Lattes/CNPq, verificou-se que há menos de 30 artigos científicos brasileiros envolvendo as espécies Rheedia gardneriana, R. acuminata, Garcinia cambogia, G.  mangostanaG.  macrophyllaG. gardnerianaG. cochinchinensis  e G. multiflora. A grande maioria destes artigos relata pesquisas sobre caracterização química e efeitos terapêuticos das frutas; somente 10% deles dizem respeito à propagação.
          Segundo a literatura especializada, a família do achachairú (Clusiaceae) é composta por trinta e um gêneros e sessenta e duas espécies. São espécies de grande importância para a indústria farmacêutica, uma vez que dos frutos e folhas são extraídas algumas substâncias químicas como biflavanóides e benzofenonas. As substâncias químicas isoladas dos frutos ou folhas possuem atividades imunotóxicas e anti-inflamatórias e potencial antioxidante anticancerígeno. Na medicina popular, os frutos e folhas são utilizados como cicatrizantes, digestivos e laxantes e em tratamentos de reumatismo, úlcera gástrica, inflamação.
O IAC vem pesquisando a propagação seminífera do achachairú e formando mudas para plantios locais, visando obter maior conhecimento sobre o comportamento das plantas fora de seu habitat.

PLANTIO

Você deve coletar frutas maduros, pode consumir a polpa e separar as sementes, lavando bem p/ retirada da polpa. Deixe secando sobre uma folha de papel durante 2 dias e proceda a semeadura em saquinhos com terra ou substrato agrícola, ou em caixinhas de leite, fure o fundo , preencha com a terra e plante a semente cobrindo com um 1-2 cm de terra por cima. Irrigue sempre que precisar, para isso acompanhe a umidade da terra, pois varia de região, tipo de substrato e época do ano. A germinação ocorre após 20-30 dias, não deixe faltar água e mantenha as mudas a pleno sol. Quando tiver com uns 30 cm de altura, você pode transplantar para o campo e para isso retire da caixinha e plante uma cova de 30 x 30 cm misturando na terra da cova 250 g de calcário mais 250 g de super fosfato simples e 5 litros de esterco de curral curtido. Após plantio molhe bem e continue a irrigar sempre que precisar. 

ESPAÇAMENTO

USADO NA AUSTRALIA EM CULTIVOS COMERCIAIS: 8 X 5 M

ESTAMOS FAZENDO LEVANTAMENTOS DE ADUBAÇÃO E OUTROS TRATOS CULTURAIS, MAS EM NOSSAS PESQUISAS, SURPREENDEMOS COM O FATO, DE QUE A AUTRALIA E NÃO A BOLIVIA É O MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE ACHACHAIRU, COM CULTIVOS ALTAMENTE TECNIFICADOS E OUTRO DETALHE, A PLANTA É ORIGINARIA DA AMÉRICA DO SUL, INCLUSIVE O BRASIL, EMBORA O CONSUMO É MAIS RELEVANTE NA BOLIVIA, EMBORA A FRUTA TENHA UM ALTO POTENCIAL COMERCIAL, MAS JÁ ESTÁ HAVENDO PESQUISAS POR AQUI.

AGUARDE NOVAS PUBLICAÇÕES.

VEJA OS VIDEOS E OBSERVE A CULTURA E DIVULGAÇÃO NA AUSTRALIA.

   

Achacha - The Food Coach from achacha on Vimeo.



  


Cultura da Banana (Resumo)




1 - INTRODUÇÃO

O Estado de São Paulo, considerando-se a safra de 1991, participa com quase 12,0% da produção total do país, com aproximadamente 65 milhões de famílias em produção, numa área de 43 mil hectares, com uma produtividade média de 22,5 t/ha, sendo que historicamente, a tradicional região produtora de bananas do Litoral Paulista é responsável por aproximadamente 95% da produção do Estado. No entanto, tem-se observado o crescente interesse por essa cultura por produtores do Planalto Paulista como forma de diversificação de atividades.
Adequar técnicas de cultivo às novas necessidades; aumentar produtividade (pois é possível atingirmos valores acima de 40 t/ha); diminuir perdas em todo o processo produtivo e de comercialização e, principalmente, melhorar a qualidade final do produto com consequente estímulo ao consumo, são objetivos a serem conquistados pela bananicultura, pois embora considerada como fruta de preferência popular e como a mais importante fruta tropical, o consumo em algumas regiões é irrisório, apesar, inclusive, de seu alto valor nutritivo, como alimento energético e como fonte de vitaminas (A e C) e minerais (Fe e K).

2 - CLIMA E SOLO

A banana, originária de clima tropical úmido, exige temperaturas que não estejam abaixo de 10 ºC e que não se elevem acima de 40ºC. Os melhores limites térmicos para o bom desenvolvimento desta cultura está entre 20 e 24ºC, podendo-se desenvolver satisfatoriamente em locais cujos limites de temperatura sejam 15 e 35ºC. As melhores condições para uma boa produção se encontram em regiões com temperaturas elevadas o ano todo e cujas médias mensais estejam entre 24 e 29ºC.
As baixas temperaturas podem ocasionar a "queima" da planta, ou dos frutos em crescimento ("chilling" ou "friagem", impedindo que o fruto atinja o seu máximo crescimento, tornando-o pequeno e de maturação incompleta), devendo-se pois evitar locais sujeitos a geadas e ventos frios.
Para o desenvolvimento da cultura de banana, as precipitações pluviométricas devem estar acima de 1200 mm/ano e bem distribuídas (100-180 mm/mês) para não haver períodos de déficit hídrico, principalmente quando a formação da inflorescência ou no início da frutificação.
Nota-se que sobre as condições ideais de clima para a banana, o desenvolvimento de doenças fúngicas, como por exemplo "Mal-de-Sigatoka", se vê favorecido, devendo-se também levar em conta este aspecto na escolha do local de instalação de um bananal.
Com relação a altitude e latitude, estas quando maiores, aumentam os ciclos de produção, principalmente para os cultivares Nanica e Nanicão.
Também a luminosidade é importante para o desenvolvimento da bananeira, sendo desejável que receba entre 1000-2000 horas de luz/ano, pois a luminosidade afeta o ciclo, o tamanho do cacho e a qualidade e conservação dos frutos.
Quanto ao vento, este pode causar o fendilhamento de folhas ou até o rompimento do sistema radicular, alongamento do ciclo e tombamento de plantas. Assim, para minimizar seu efeito, torna-se importante a implantação de quebra-ventos no bananal, associando o plantio de cultivares de porte mais baixo.
Isto posto, esclarecemos que, em condições de clima favorável, a bananeira apresenta hábito de crescimento contínuo e rápido, condição esta indispensável para a obtenção de cachos de alto valor comercial, enquanto que em condições adversas de clima (baixas temperaturas e déficit hídrico) a planta pode passar por um período de paralisação de desenvolvimento.
Nas bananeiras, a maior porcentagem (70%) das raízes se encontram nas primeiros 30 cm do solo, no entanto este deve permitir que as raízes consigam penetrar, no mínimo, 60 a 80 cm de profundidade. Assim, os solos preferidos são os ricos em matéria orgânica, bem drenados, argilosos ou mistos, que possuam boa disponibilidade de água e topografia favorável. Os solos arenosos, além da baixa fertilidade e da baixa retenção de umidade, favorecem a disseminação de nematóides, devendo pois receber maior atenção.

3 - CULTIVARES

‘Nanicão’: cultivar que por apresentar melhor conformação de cachos e de frutos substituiu em muitos casos a ‘Nanica’, sendo pois hoje o cultivar mais plantado no Estado de São Paulo, dominando o mercado interno e de exportação. O bom clone do cultivar nanicão deve ter:
a cultura máxima de 3 metros cacho com 11 a 13 pencas e polpa ligeiramente amarelo-dourada (melhor paladar e aroma).
‘Grande Naine’: possui grande semelhança com o cultivar Nanicão, porém o porte é um pouco mais baixo. tem sido o cultivar mais plantado no mercado externo. Possui alta capacidade de resposta em condição de alta tecnologia, porém não tem a mesma rusticidade do cultivar Nanicão.
‘Nanica’: semelhante à ‘Nanicão’, de porte mais baixo frutos menores e mais curvos, e apresenta problema de "engasgamento" no lançamento dos cachos no inverno.
‘Prata’: Com limitação de cultivo devido ao "Mal-do-Panamá", restrita a áreas reduzidas.
‘Prata Anã’: Enxerto ou Prata-de-Santa-Catarina: porte médio /baixo, planta vigorosa e frutos idênticos aos do cultivar ‘Prata’. É tolerante ao frio e mediamente tolerante a nematóides.
‘Terra’: plantio limitado e de difícil manejo, devido a altura e fácil tombamento, por ser muito suscetível ao ataque da broca-da-bananeira, necessitando de um adequado escoramento.
‘Maçã’: ótima qualidade e excelente aceitação no mercador consumidor, porém com séria limitação para seu cultivo devido ao "Mal-do-Panamá"
‘Mysore’: Pode substituir a ‘maçã’, devido a semelhança entre seus frutos e apresentar tolerância ao "Mal-do-Panamá".
Ouro: De cultivo restrito, altamente susceptível a "Sigatoka".
De forma geral, as recomendações técnicas aqui relatadas, referem-se basicamente à cultura do nanicão, diferindo para as demais em alguns pontos, como espaçamento, produtividade, mercado e tolerância a pragas e doenças. (consultar Quadro 1).
OBS.: 1- Espaçamentos maiores para solos com maior fertilidade.
2- Quando tolerantes, sem deficiência hídrica na estação vegetativa

4 - PREPARO DO TERRENO

O preparo do terreno segue o procedimento normal adotado para outras culturas: limpeza do terreno, aração, gradagem, subsolagem e abertura de sulcos ou de covas para o plantio.
Aconselha-se a realizar previamente uma análise de solo, e se houver necessidade realizar a calagem com antecedência, realizando-se uma gradeação para incorporação do corretivo, pois esta é a oportunidade de se fazer uma aplicação de calcário significativa.
Conforme as condições locais, do terreno ou da cobertura vegetal do mesmo, algumas variações podem ser adotadas no preparo do terreno, com o objetivo de melhorar o potencial de instalação do bananal.

5 - PLANTIO

5.1- Época
O plantio, deve ser iniciado com as primeiras chuvas, sempre que possível e, evitando-se começá-lo nos meses de baixa temperatura, e também em função do período em que se pretende colocar o produto no mercado.

5.2- Espaçamento
Um bananal "fechado" acarreta alongamento do ciclo de produção em até alguns meses e leva a formação de frutos menores, por isso a importância quanto ao espaçamento.
Também, é essencial um bom planejamento do bananal, com o perfeito dimensionamento dos talhões e carreadores, buscando possibilitar a melhor execução dos tratos culturais e controle de doenças, inclusive mecanicamente e, facilitar o escoamento da produção.
O espaçamento pode ser influenciado pela disponibilidade de mudas, pela fertilidade do solo e pelo manejo do bananal, mas de forma geral os espaçamentos para os diferentes cultivares estão colocados no Quadro 1.

5.3- Mudas
5.3.1- Tipos
A bananeira é propagada vegetativamente, a partir de seu rizoma, quer brotado ou não brotado:
a) rizoma não brotado:
-inteiro; subdividido ao meio ou em 4 partes (com peso nunca inferior a 500g cada);
b) rizoma brotado ou inteiro:
- chifrinho: rebento recém brotado, com 20 cm de altura, com 2 a 3 meses de idade e com aproximadamente 1 kg;
-chifre rebentos: em estágio médio de desenvolvimento,medindo de 50-60 cm de altura, pesando entre 1-2 kg;.
-chifrão: rebento apresentado a primeira folha normal, pesando entre 2-3 kg;
-muda alta (muda replante): rebento bem desenvolvido, com mais de 1 metro de altura e pesando entre 3-5 kg. Usado como replante das falhas em bananais formadas ou em formação.
As mudas de rizoma não brotado apresentam desenvolvimento mais lento e conseqüentemente o primeiro ciclo de produção é mais longo. Observa-se ainda, na prática, que o desenvolvimento das mudas do mesmo tipo é tão mais rápido quanto maior for o seu peso.
É possível ainda, obter-se mudas a partir do desenvolvimento de meristemas (gemas laterais e apical) por meio de multiplicação de tecidos em laboratórios de biotecnologia.
5.3.2- Preparo e tratamento das mudas
A princípio é imprescindível que o bananal fornecedor de mudas não tenha sintomas de vírus, Mal-do-Panamá e se possível, não apresentar sinais de nematóides e da broca-da-bananeira.
Tão logo possível após a extração, o material de plantio deve ser submetido a uma limpeza (toalete ou escalpelamento) retirando-se todas as raízes, limpando-se as partes necrosadas, secas e a terra aderente, tomando-se cuidado para evitar qualquer lesão às gemas.
Esse material pode ser então submetido a um tratamento químico específico, a base de carbofuran líquido à 0,4% por um período de 15 minutos, devendo-se para este tratamento utilizar-se dos equipamentos de proteção individual (EPIs) pois o produto é altamente tóxico. Pode-se ainda como opção submeter o material a um tratamento com 2 litros de água mais um litro de hipoclorito de sódio por 10 minutos.

5.4- Plantio
Para o tipo de muda, pedaço de rizoma, colocá-la no fundo da cova, no caso do Planalto Paulista, cobertura com 15-20 cm de terra.
Em terrenos pesados e mais úmidos, como nas condições do Litoral, plantar mais raso, e cobrir com 5cm de terra.

6 - TRATOS CULTURAIS

6.1- Controle de Plantas daninhas
O bananal deve ser mantido no limpo através de roçadas mecânicas ou capina manual superficial, visto que a concorrência com o mato resulta em atraso no desenvolvimento, diminuição no vigor e queda na produção, não se devendo gradear ou passar rotativa, dada a superficialidade das raízes.
No controle químico, podemos utilizar herbicidas de pós ou pré-emergência nas dosagens especificadas para cada produto, em função do tipo de solo e das espécies infestantes.
O número de capinas fica a critério das condições climáticas, fertilidade do solo e do espaçamento utilizado, sendo que num bananal bem formado, as plantas daninhas são problemas nos primeiros meses, quando então o controle deve ser realizado.

6.2- Desbaste
É uma das operações mais importantes no manejo do bananal, e consiste em favorecer o maior e mais rápido desenvolvimento do único rebento (filho ou guia) deixado junto a planta mãe, e que será responsável pela próxima safra. Esse desbaste pode ser feito utilizando-se a ferramenta "lurdinha" (vazador), ou apenas com cortes dos rebentos.
O primeiro desbaste, que irá eleger a planta mãe, deve ser realizado quando os brotos atinjam 60cm. O desbaste deverá ser realizado periodicamente, visando manter mãe e filho, até o lançamento da inflorescência pela planta-mãe, nesta fase escolhe-se um novo broto junto ao filho que passará a ser o "neto". O número de desbastes varia de 3 a 5 vezes/ano.
O desbaste também poderá ser conduzido de forma a se controlar a época de produção, objetivando-se a colheita de cachos na época de melhores preços.

6.3- Corte de Pseudocaule após a colheita.
Após o corte do cacho por ocasião da colheita, permanece o pseudocaule que deverá ser cortado o mais alto possível, permitindo a translocação dos seus nutrientes e hormônios para o rizoma, o pseudocaule pode ser eliminado totalmente 40-60 dias após a colheita.
6.4- Limpeza do Bananal (retirada de folhas secas)
Periodicamente, aconselha-se a retirada das folhas secas, já sem função na planta, cortando-as junto ao pecíolo, de baixo para cima e enleiradas nas entrelinhas do bananal.
Em regiões sujeitas ao frio, esta operação deverá ser efetuada antes do inverno, visando permitir um maior escoamento da massa de ar frio do bananal.

6.5- Poda
Pode ser realizada com o objetivo de deslocar a produção, concentrando-a numa época de preços mais favoráveis, o que ocorre normalmente no final do ano.
Também pode ser utilizada para recuperar uma lavoura atingida por geada, inundação, granizo, vento, que tenha comprometido as plantas mais velhas e a produção pendente.

6.6- Outros tratamentos
- Eliminação do coração: quebra-se a ráquis masculina ("rabo-do-cacho") junto ao botão floral, quando houver entre ele e a última penca, cerca de 10-12 cm. Este procedimento visa acelerar o desenvolvimento ("engordamento") das bananas, aumentar o comprimento dos últimos frutos, aumentar o peso do cacho e provocar a diminuição de trips e traça-da-bananeira.
- Retirada dos pistilos (despistilagem): faz com que a proximidade distal do dedo fique mais cheia, melhorando seu aspecto visual, além de ser um eficiente método de controle da traça-da-bananeira. Na prática, este procedimento não vem sendo realizado a nível de campo, pelo seu alto custo de realização, necessitando entretanto ser realizado no tratamento pós-colheita.
-Ensacamento do cacho com plástico polietileno

7 - ADUBAÇÃO

A adubação, calagem e fosfatagem devem ser feitas baseadas nos resultados da análise do solo e foliar e de acordo com os períodos de maior demanda pelos nutrientes, como por exemplo na fase de crescimento vegetativo e de "lançamento" do cacho onde ocorrem maiores demandas de Nitrogênio (N), enquanto que por ocasião da "engorda" dos frutos é maior a demanda de potássio(K).
A retirada de nutrientes por tonelada de cacho é de aproximadamente: N=2,0 kg; P2O5: 0,6 kg; K2O=6,4 kg; CaO= 0,4 kg: e MgO: 0,9 kg.
Todos os restos da cultura devem permanecer dentro do bananal como fonte de matéria orgânica (salvo aquelas de plantas doentes), podendo-se inclusive em solos arenosos acrescentar outros materiais de baixo custo com a finalidade de melhorar a qualidade física do solo.
Na calagem, antes do plantio, recomenda-se utilizar calcário dolomítico com um mínimo de 16% de MgO, com o objetivo de evitar o desequilíbrio em Ca, Mg, e K que pode provocar um problema fisiológico ("azul da bananeira") que pode anular por completo a produção. Aplicar antes do plantio, 10 litros por cova de esterco de curral ou 2 litros de esterco de aves ou 1 litro de torta de mamona, especialmente em solos arenosos, recomendando-se ainda, como prática importante, a fosfatagem na dosagem de 100 a 200 kg/ha de P2O5 ou de 40-50g de P2O5/cova.
As adubações dos bananais em formação e em produção seguem as recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo do Instituto Agronômico de Campinas (Boletim Técnico nº 100).
As adubações deverão ser parceladas, realizando-as nos meses de setembro-dezembro-abril, com solo úmido, procurando-se distribuir os adubos na "parte da frente" da bananeira, no sentido do caminhamento do bananal, onde estão os brotos que ficarão para a próxima produção, a uma distância de 20-40 cm, formando um semicírculo.
Quanto aos micronutrientes, torna-se interessante a aplicação de fertilizantes fornecedores de zinco, cobre, boro, ferro e outros .

8 - PRAGAS E DOENÇAS

8.1- Pragas

8.1.1- "Moleque" ou Broca-da-Bananeira" (Cosmopolites sordidus)
Praga bastante disseminada, atingindo praticamente todos os bananais. O inseto adulto é um besouro preto, de hábito noturno, suas larvas são responsáveis pelas perfurações que aparecem no rizoma, destruindo internamente o tecido da planta, prejudicando o seu desenvolvimento. As folhas amarelecem, os cachos ficam pequenos e as plantas sujeitas ao tombamento.
Para o seu controle recomenda-se a limpeza das mudas, com uma toalete completa, onde se escalpela todo o seu rizoma, eliminando por completo os sinais de sua presença.
O controle, ainda, é realizado com o monitoramento da praga, utilizando-se de iscas tipo queijo ou telha, onde acrescenta-se um inseticida na dosagem de 2-3g/isca, fazendo-se 25 iscas/ha.
Recentemente tem-se realizado o controle biológico da broca utilizando-se o fungo Beuveria bassiana, no mesmo sistema de iscas, agora utilizando 20-25g do fungo/isca na proporção de 100 iscas/ha.
8.1.2- Nematóides
Os nematóides que ocorrem na cultura da banana são classificados segundo as lesões que provocam:
a) lesões profundas (Radophulos similis - nematóide "cavernícola" e Pratylenchus musicola
b) lesões superficiais (Helicotylenchus spp)
c) lesões tipo galha (Meloidogyne spp).
Os nematóides parasitam o sistema radicular e rizomas das bananeiras, são responsáveis por expressivas quedas de produção nos bananais em decorrência da existência de condições propícias para o desenvolvimento de altas populações, como terreno arenoso e períodos secos.
São encontrados em quase todas as plantações do Estado de São Paulo, podendo reduzir as raízes a apenas 10% do seu comprimento, levando ao tombamento de plantas, além disso abrem nas raízes e no rizoma, portas de entrada para outros parasitas.
O melhor método de controle é não permitir a entrada de nematóides em novas áreas, para isso necessita-se de mudas de origem sadia. Para complementar recomenda-se realizar uma boa "toalete" do rizoma das mudas, eliminando toda e qualquer mancha escura,e fazer tratamento das mudas.
Nos tratamentos rotineiros, podemos aplicar nematicida via solo (não realizando o tratamento em plantas com cachos) ou logo após a colheita dentro da planta-mãe com auxílio da lurdinha.
Outras formas de atenuar os problemas com a presença de nematóides são as de manter as plantas com nutrição correta e bem conduzidas.
8.1.3- Outras pragas
Outras pragas ocorrem ocasionalmente na cultura da banana como por exemplo:

  • -Trips: Pequenos insetos que causam danos na casca dos frutos. A eliminação dos "corações" exercem um certo controle na população.
  • -Traça-dos-frutos-da-bananeira (Opogona sacchari): a larva penetra no fruto, abrindo galerias, causando o apodrecimento e o amarelecimento deste, com o resto do cacho ainda verde. Seu controle pode ser feito com despestilagem ou pulverizando-se com produtos recomendados, com jato dirigido ao cacho recém-formado,
  • -Lagartas: provocam prejuízos na área foliar, com desfolhamento ou abertura de galerias no parênquima foliar. Seu controle quando necessário pode ser realizado quimicamente com resultados satisfatórios.

  • 8.2- Doenças

    8.2.1- "Mal-de-Sigatoka" (Mycosphaerella musicola - fase perfeita; Cercospora musae - fase imperfeita)
    Os sintomas ocorrem nas folhas, iniciando-se por pontuações com leve descoloração, passando por estrias cloróticas e manchas necróticas, elípticas, alongadas e dispostas paralelamente as nervuras secundárias, apresentado estas lesões á parte central acinzentada e as bordas amarelecidas, essas lesões podem coalescer comprometendo uma grande área foliar.
    É um problema fitossanitário limitante para os cultivares Nanicão, Nanica e Grande Naine sendo imprescindível um programa de controle fitossanitário. O cultivar Ouro é ainda mais susceptível, já os cultivares Maça e Prata são considerados medianamente resistentes e o ‘Terra’ ainda mais resistentes.
    Para o seu controle recomenda-se pulverização sobre as folhas, em baixo volume, atingindo as folhas novas, com óleo mineral "Spray oil" entre 12 e 18 litros/ha.
    O período de controle deverá ser de setembro a maio, pois o fungo necessita de temperatura e umidade alta para se desenvolver, num intervalo de aplicação de 20-22 dias, podendo este prazo ser dilatado quando utilizado óleo mais um fungicida sistêmico triazóis, benomyl e benzimidozóles.
    As aplicações são feitas por atomizador costal, atomização via trator e aplicações aéreas.
    8.2.2- "Mal-do-Panamá" (Fusarium oxysporum f. sp. cubense)
    Os cultivares de interesse comercial apresentam taxas variáveis de tolerância, assim apresentam alta tolerância os cultivares: ‘Ouro’, ‘Nanica’, ‘Nanicão’; mediana tolerância: ‘Terra’; baixa tolerância: ‘Prata’ e intolerante: ‘Maça’.
    Esta doença, sendo limitante para o cultivar Maça, fruta de grande preferência de consumo, motivou a migração de seu cultivo do Estado de São Paulo.
    Apesar da tolerância do cultivar Nanicão, desequilíbrios nutricionais (P, Ca, Mg e Zn), parasitismo de nematóides, ou períodos elevados de estiagem, podem levar ao aparecimento de sintomas da fusariose.
    Não existe controle para a doença, e no caso da escolha por variedades suscetíveis, buscar locais onde não ocorreram plantios anteriores e utilizar mudas sadias e de qualidade.
    8.2.3- "Moko" ou "Murcha Bacteriana" (Pseudomonas solanacearum)
    Doença bacteriana que se encontra no Brasil apenas na região Norte, onde já é bastante difundida, e no Nordeste. A planta infectada morre em poucas semanas, sua incidência se dá em reboleiras, com as folhas caídas e secas ("guarda-chuva fechado"), os frutos apresentam a polpa com manchas negras distribuídas no seu interior. Como único método de controle, preconiza-se um rigoroso programa de erradicação das plantas doentes.
    No Estado de São Paulo, não foi constatada a presença dessa doença, devendo-se pois atentar-se para não permitir a entrada desse patógeno nas nossas regiões produtoras.
    8.2.4- Viroses (vírus do mosaico do pepino)
    Embora já constatada em nossas condições de cultivo, até o momento não tem causado problemas de sérias proporções, devendo-se no entanto manter a atenção quanto a esta doença.
    8.2.5- Doenças de frutos
    São algumas as doenças fúngicas que normalmente não chegam a afetar a qualidade da polpa, no entanto, como são causados por fungos manchadores de frutos, leva a perda de valor comercial devido a defeitos e má aparência.
    Como exemplo citamos:
    - ponta-de-charuto: causado por uma associação de fungos
    - doença-das-pintas (Pyricularia grisea).
    De maneira geral, essas doenças não tem sido problema limitante, no entanto, em bananais limpos, bem arejados e com bom manejo, diminuem as possibilidades de ocorrência.
    8.2.6- Doenças Pós-colheita
    Podem ocorrer podridões, seja no engaço, na coroa ou almofada ou nos frutos. Para evitar tais problemas que resultam em diminuição no valor comercial do produto, deve-se atentar a uma colheita cuidadosa e no ponto correto, proceder a limpeza das pencas, a lavagem dos frutos com detergente e posterior imersão em solução fungicida (benomyl e thiabendazóle) e o acondicionamento nas embalagens adequadamente.

    9 - COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO

    Considera-se que a banana está apta para a comercialização quando os frutos se encontram fisiologicamente desenvolvidos, ou seja, que atingiram o estágio de desenvolvimento característico da variedade.
    No entanto, esta não pode ser colhida madura, pois como fruta muito sensível ao transporte e por não se conservar por muito tempo, seu amadurecimento pós-colheita deve se processar em câmaras de climatização, onde são submetidas à maturação sobre controle de temperatura, umidade e ventilação, conseguindo-se um produto final de melhor qualidade e uniformemente amadurecido, de maior valor comercial.
    Para determinar o ponto de colheita, deve-se levar em consideração a distância e a que mercado se destina a fruta. De modo geral como parâmetros que podemos adotar para determinar o ponto-de-colheita da banana, estão o grau fisiológico do fruto, que se baseia na sua aparência visual (magro; 3/4 magro; 3/4 normal; 3/4 gordo e gordo) ou no diâmetro da fruta, onde se mede o diâmetro do dedo central da segunda mão.(magro = 30mm; 3/4 magro=32mm;3/4 normal =34mm 3/4 gordo 36mm e gordo 38mm).
    De forma geral, os frutos devem ser colhidos ainda verdes, porém já desenvolvidos e as "quinas" longitudinais pouco salientes (3/4 gordo). Para o mercado externo, prefere-se colher frutos um pouco mais magros que para o mercado interno.
    Os cuidados na colheita devem ser os mais atendidos, no sentido de se evitar bater os frutos, não permitir sua exposição prolongada ao sol etc., desde a colheita do cacho, até seu transporte e o manuseio no "packing house".
    Após a colheita, o produto pode ter vários destinos e diferentes modalidades de comercialização, seja na comercialização direta dos cachos, seja em embalagens que devem obedecer a portaria específica do Ministério da Agricultura e Reforma Agrária, que padroniza de acordo com o mercado a que se destina (interno e externo) e com a cultivar, os diferentes tipos de embalagem para banana (torito, caixa "M", caixa de papelão).
    Quanto ao mercado, observa-se a disponibilidade de frutos durante todo o ano, entretanto com flutuações de preço em função da oferta/demanda em algumas épocas do ano.
    Para pensarmos seriamente em exportação, não apenas para nossos tradicionais importadores, Uruguai e Argentina, temos que estar dispostos a reverter a situação que nos separa de países como o Equador, que apesar da palatabilidade inferior de suas bananas e com preços equivalentes, quando comparamos com o Brasil, apresentam uma qualidade e uma apresentação extremamente superior, inclusive comercializando seus frutos em forma de "buquê" (5-7 frutos), prática esta que já vem sendo realizada pelos produtores nacionais.
    Hoje, tem-se incentivado a prática de tratamentos pós-colheita, com manuseio de frutos em casas de embalagem, nas áreas de bananicultura do Estado, como forma de melhorar a qualidade final do produto. Além disso temos que pensar num trabalho de marketing salientando as propriedades da banana como alimento com o objetivo de se estimular seu consumo