terça-feira, 22 de junho de 2021

Fatores que influenciam o desenvolvimento da Pitaya

A maioria das cactáceas apresenta o metabolismo ácido das crassuláceas (MAC), o qual é benéfico para plantas que crescem em locais com pouca água, como desertos e copa das árvores. Neste metabolismo, o carbono é fixado durante a noite, quando a temperatura é menor e com umidade relativa maior que durante o dia ocorre menor perda de água com a abertura dos estômatos. Assim, pode-se dizer que as plantas MAC apresentam maior eficiência no uso de água que plantas C3 e C4. Para a pitaya vermelha, H. undatus, a maior eficiência na absorção de CO2ocorre quando a temperatura média da noite é de 20ºC (NOBEL et al., 2002).

Quando cultivadas em ambiente com alta concentração de CO2, plantas de H. undatus e H. megalanthus respondem positivamente, com aumento da biomassa e alongamento de ramos, além de haver incremento na produção de gemas reprodutivas nessas condições, com taxas de 175% e 233% de aumento, para H. undatus e H. megalanthus, respectivamente (WEISS, MIZHARI E RAVEH, 2010).

Por serem plantas oriundas de habitats sombreados, as pitayas necessitam de sombreamento para seu cultivo. Quando cultivadas em locais com grande intensidade luminosa as plantas apresentam amarelecimento dos ramos, podendo chegar à morte. Assim, indica-se que sejam cultivadas sombreadas, em telas com variação entre 30 e 60% de sombra, de acordo com a espécie. 

O sombreamento excessivo também causa danos à cultura, pois reduz severamente seu crescimento,principalmente em H. polyrhizus. O excesso de sombra também influencia o número de flores, que está relacionada com a biomassa das plantas. Em trabalho realizado por Raveh et al. (1998) verificou-se que em plantas de H. polyrhizus cultivadas sob sombreamento de 30%, a quantidade de flores produzidas mais que dobrou em comparação às plantas conduzidas sob sombreamento de 60%.

Quando mantida em condições de seca por seis semanas H. undatus é capaz de reverter condições de firmeza dos ramos e comprimento de células, reduzidos durante a seca, em apenas sete dias após a reumidificação. Esta rápida reidratação, cinco vezes mais rápida que a desidratação dos cladódios, aparentemente reflete em uma maior habilidade na capacidade de absorção de água pelas raízes, uma vez que cada segmento de cladódio pode desenvolver raízes adventícias, atuando como unidades individuais de absorção (NOBEL, 2006).

Para H. undatus, temperaturas abaixo de -2,5ºC e acima de 45ºC são limitantes, causando a morte das plantas (NOBEL et al., 2002). O desenvolvimento da espécie é melhor quando cultivadas em condições de temperaturas médias diurnas de 30ºC e noturnas de 20ºC (NOBEL e DE LA BARRERA, 2002). Altas temperaturas também afetam a produção de flores. Nerd et al. (2002a) observaram que a temperatura média de 39ºC reduziu de 15 a 20% a quantidade de flores de H. undatus.

A pitaya é considerada plantas de dias longos, sendo que o fotoperíodo influencia na formação de gemas floríferas (JIANG et al., 2012). No hemisfério Sul, o florescimento se dá de Novembro a Abril enquanto, no hemisfério Norte, ocorre de Maio a Outubro. Jiang et al. (2012) afirmam ser possível a produção fora de época da pitaya vermelha (Hylocereus sp.) utilizando-se a interrupção do período de escuro com iluminação complementar, sendo que a duração da iluminação complementar varia com a época de indução, juntamente com a temperatura. O fotoperíodo crítico para a cultura parece ser de doze horas. A temperatura parece estar diretamente relacionada ao fotoperíodo uma vez que resultados de indução de florescimento com extensão do fotoperíodo não mostraram resultados positivos em Israel (KHAIMOV e MIZRAHI, 2006), onde as temperaturas durante o período indutório de florescimento são menores.

Um dos grandes problemas da cultura é a autoincompatibilidade polínica que ocorre entre muitos clones. Essa autoincompatibilidade pode ser parcial ou total (NERD e MIZRAHI,1997; LE BELLEC,2004; PUSHPAKUMARA et al., 2005; LONE et al., 2010, SILVA et al., 2011), havendo casos em que ocorre frutos com a autopolinização porém, na maioria dos casos, são de baixo valor econômico, por possuírem pouca massa, havendo a necessidade da utilização de pólen externo de outro clone ou espécie para que ocorra frutificação efetiva. Ainda, segundo Nerd et al. (2002b) condições climáticas também podem afetar diretamente a compatibilidade.

O ideal para se reduzir a baixa frutificação e a ocorrência de frutos pequenos, sem valor comercial, seria o plantio de diversos genótipos e a realização da polinização cruzada, manualmente. A polinização manual é realizada facilmente removendo-se as anteras de uma flor e tocando com ela o estigma de outra flor, ou então se coletando o pólen e utilizando-se um pincel para polinizar múltiplas flores. É reportado que em muitos países, onde esta cultura foi introduzida, a polinização é pobre devido à falta de polinizadores naturais, encontrados em seu ambiente nativo, sendo sugerida a polinização manual para se contornar esse problema, incrementando a frutificação e a massa dos frutos (PUSHPAKUMARA et al., 2005).

A fonte de pólen influencia nas características dos frutos, atuando em características físicas e químicas (WEISS et al., 1994; SILVA et al., 2011) e afetando o tempo requerido para seu desenvolvimento, um fenômeno descrito como metaxenia – efeitos da fonte de pólen em tecidos de origem materna (MIZRAHI et al., 2004). Lone et al. (2010) observaram que a utilização de pólen de H. costaricensis na polinização de H. undatus proporcionou a formação de frutos de melhor qualidade, referente a tamanho e massa (553,2 g) quando comparados com frutos polinizados com pólen de H. polyrhizus e H. undatus, enquanto Silva et al. (2011) relataram que a polinização de flores de H. undatus com pólen de H. polyrhizus proporcionaram frutos com maior massa (716,56g) e menor acidez que os polinizados com pólen de H. setaceus.

O pólen apresenta maior viabilidade na hora da abertura floral (WEISS et al.,1994), porém se mantém viável por no mínimo 9 meses quando armazenado seco em temperaturas abaixo de zero (METZ et al., 2000).

O florescimento da pitaya é assíncrono, havendo flores em diferentes estágios de diferenciação e desenvolvimento de frutos simultaneamente. Na região de Jaboticabal, ocorrem nove fluxos floríferos, com maior emissão de flores no mês de dezembro (SILVA, 2011), enquanto em Lavras, MG, são relatados entre 3 a 5 fluxos de flores (MARQUES et al., 2011a). O desenvolvimento dos frutos é relativamente curto, de 34 a 43 dias após a antese, ocorrendo antecipação da maturação em condições de temperaturas mais elevadas (SILVA, 2011). Os frutos são colhidos quando alcançam sua maturidade fisiológica, que ocorre quando adquirem uma coloração rosada, no caso da pitaya vermelha (ALVARADO et al., 2003). O ideal é que uma porção do cladódio acompanhe o fruto colhido, a fim de se aumentar a vida pós-colheita.

A fim de se aumentar a vida pós-colheita, recomenda-se que os frutos sejam armazenados em ambiente refrigerado. No armazenamento em temperatura ambiente, o maior problema observado é a perda de massa, que gera enrugamento e murcha da casca, levando à depreciação visual do produto, mesmo em muitos casos a polpa estando em condições para consumo. Armazenando-as a 8ºC consegue-se aumento da vida útil das frutas por 25 dias, cinco vezes superior ao armazenamento em temperatura ambiente (BUNINI e CARDOSO, 2011).

A produtividade média da pitaya é variável, de acordo com as condições edafoclimáticas, técnicas de cultivo e idade do pomar, podendo variar de 10 a 30 t.ha-1 (Le BELLEC et al., 2006), sendo que na Nicarágua, cultivos bem conduzidos podem produzir até 26 t.ha-1 (VAILLANT et al., 2005). No estado de São Paulo, a produtividade média obtida, na região de Presidente Prudente, é de 15 toneladas/ha (SUZUKI, 2013*). * SUZUKI, W. (Narandiba, São Paulo). Comunicação pessoal, 2013






sexta-feira, 18 de junho de 2021

Solos e Calagem para a Pitaya (Pitaia)

 

Solo 

“Os solos que oferecem melhores condições para o desenvolvimento do cultivo da pitaia são os de pH entre 5.5 e 6.5 e não compactados, ricos em matéria orgânica, bem drenados e de textura bem solta” (PITAIA, [200-?]). 

Além disso, Guzman (1994 apud CAVALCANTE, 2008) explica que “o solo adequado para o cultivo comercial da pitaia deve apresentar um percentual de matéria orgânica considerado alto (7%) com a finalidade de manter a umidade, temperatura e características texturais e químicas do solo”. ,

Preparo do solo

No preparo do solo deve-se tomar cuidado para não se arrastar a camada fértil. Recomenda-se fazer duas arações profundas (geralmente são suficientes), seguidas de duas gradagens. Nesta ocasião, e de acordo com os resultados da análise de solo, devem ser feitas as aplicações parceladas de calcário e adubação fosfatada em área total.

Amostragem de solo

A coleta das amostras de solo pode ser feita com uma pá de corte ou com trados. O trado torna a operação mais fácil e rápida. Além disso, ele permite a retirada da amostra na profundidade correta e da mesma quantidade de terra de todos os pontos amostrados. Na Figura 3 estão representados os tipos de ferramentas que podem ser utilizadas na amostragem de solo.

Ferramentas que podem ser utilizadas na amostragem de solo.

Para a retirada das porções de terra a serem analisados, sugere-se seguir os seguintes passos (INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ, 1996): 

Devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter uma média da área amostrada. Para isso, deve-se percorrer a área escolhida em zigue-zague e coletar 20 subamostras (Figura 7). Em cada ponto, retirar os detritos na superfície do solo. Evitar pontos próximos a cupins, formigueiros, casas, estradas, currais, estrume de animais, depósitos de adubo, calcário ou manchas de solo. 

Quebrar os torrões de terra dentro de um balde, retirar pedras, gravetos ou outros resíduos e misturar bem. Se o solo estiver muito úmido, deixar a amostra secar ao ar. Essa mistura de subamostras retiradas de vários pontos é chamada de amostra composta. 

Todas as ferramentas e recipientes usados para a amostragem e embalagem da terra devem estar limpos e, principalmente, não devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes. 

Deve-se retirar cerca de 300g de solo do balde e transferir para uma caixinha de papelão apropriada ou saco de plástico limpo. Essa porção de solo (amostra composta) será enviada ao laboratório para a análise do solo (INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ, 1996). 

Uma vez determinados os talhões na planta baixa, delimita-se a profundidade da amostragem, que, por sua vez, está diretamente relacionada ao solo com maior densidade de raízes e características do perfil do solo natural ou modificado (INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ, 1996). 

As amostrar retiradas de cada parte do solo deve ter 500g e, cada uma, deve ser colocada em sacos plásticos, identificadas e enviadas a laboratórios (INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ, 1996). 

 Frequência de Amostragem 

Considerando aspectos como a intensidade do uso do solo e os tipos de cultivo adotados nestes, principalmente por conta dos critérios de correção de acidez e de adubação do solo, as amostragens do solo podem ser realizadas em intervalos de 3 a 5 anos (INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ, 1996). 

Adubação orgânica 

“Os fertilizantes orgânicos sólidos e líquidos são todos aqueles materiais de procedência mineral, vegetal ou animal que podem ser utilizados para fertilizar os solos como um todo e, assim, adubar as culturas” (COSTA, 2012). 

Como o sistema de raízes da pitaia é superficial, ela é capaz de absorver rapidamente pequenas quantidades de nutrientes no solo. Isso “ajuda a formação de cultivos orgânicos, já que a utilização de compostos orgânicos e estercos de origem animal têm sido usados na Califórnia com grande sucesso, inclusive sem suplementação mineral” (CAVALCANTE, 2008). 

Com a finalidade de manter a umidade, temperatura e características texturais e químicas do solo, é necessário que a terra adequada para o cultivo comercial da pitaia deve apresentar um percentual de matéria orgânica considerado alto (7%) o que justifica o fornecimento de produtos orgânicos ao solo. Dentre os benefícios que a adubação orgânica vem trazendo, estão (CAVALCANTE, 2008): 

(...) a melhoria das propriedades químicas, por meio do fornecimento de nutrientes, aumento da capacidade de troca catiônica (CTC), formação de complexos e aumento do poder tampão; nas propriedades físicas, o aumento na estabilidade de agregados e melhoria na estrutura do solo que se traduz em melhor aeração, permeabilidade, retenção de água e resistência à erosão; e ainda, a biologia do solo pelo aumento da atividade biológica (CAVALCANTE, 2008). 

A pitaia depende de alguns elementos que devem ser fornecidos via fertilização: o nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Estimulando a emissão de raízes e brotos mais vigorosos, o nitrogênio é mais requerido pela planta durante o crescimento vegetativo até o pré-florescimento da planta. Por sua vez, a função do potássio é promover o aumento no diâmetro do caule da pitaia, além de ser um dos elementos mais requeridos devido à sua função de translocação de carboidratos e regulação de abertura e fechamento de estômatos. O fósforo é mais demandado pela pitaia no inicio da formação de frutos. Além destes, o Boro possui importante função no pegamento tamanho e massa dos frutos (HERNANDEZ, 2000; LUDERS, 2004; INTA, 2002; MARSCHNER, 2005; INFANTE, 1996 apud CAVALCANTE, 2008). 

Devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter uma média da área amostrada. Para isso, deve-se percorrer a área escolhida em zigue-zague e coletar 20 subamostras (Figura 4). Em cada ponto, retirar os detritos na superfície do solo.

Evitar pontos próximos a cupins, formigueiros, casas, estradas, currais, estrume de animais, depósitos de adubo, calcário ou manchas de solo.

Esquema para amostragem de solo.

Identificação da área a ser amostrada 


Quebrar os torrões de terra dentro de um balde, retirar pedras, gravetos ou outros resíduos e misturar bem. Se o solo estiver muito úmido, deixar a amostra secar ao ar. Essa mistura de subamostras retiradas de vários pontos é chamada de amostra composta.

Todas as ferramentas e recipientes usados para a amostragem e embalagem da terra devem estar limpos e, principalmente, não devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes.

Deve-se retirar cerca de 300g de solo do balde e transferir para uma caixinha de papelão apropriada ou saco de plástico limpo. Essa porção de solo (amostra composta) será enviada ao laboratório para a análise do solo.


Calagem

É recomendado fazer a calagem, de acordo com a análise do solo. Essa é a única oportunidade de se corrigir o solo em profundidade sem danificar o pomar.

Quando a cultura já está implantada e houver necessidade de calagem, a profundidade máxima que se coloca o calcário atinge 10cm, com o agravante de danificação do sistema radicular das plantas. Para a realização da calagem em terrenos recém-desbravados, dar preferência ao calcário dolomítico e distribuí-lo em área total, com antecedência mínima de três meses. A incorporação deve ser feita em duas etapas, cinquenta por cento antes da aração e a outra metade na gradagem.

Máquina de Calagem 



segunda-feira, 7 de junho de 2021

Clima para a Pitaya (Pitaia)

 

CARACTERÍSTICAS AGROECOLÓGICAS 

 Clima e intensidade luminosa 

O principal elemento para todos os processos biológicos e físicos é a radiação solar que ocorre na biosfera. As plantas utilizam desse recurso, a depender da intensidade, qualidade, direção de incidência, duração. Essa radiação exerce efeitos biológicos classificados como fotoenergéticos e fotoestimulantes (PASCALE & DAMARIO, 2004 apud CAVALCANTE, 2008). 

Podendo ser cultivada em níveis de até 1000 metros acima do nível do mar a pitaia, adapta-se melhor em temperaturas entre 18 a 26 graus centígrados. A pitaia também se desenvolve em climas mais secos, porém períodos de chuvas de 1200 a 1500 mm ao ano são ideais para o desenvolvimento da cultura. (PITAIA, [200-?]). 

Espontaneamente, a pitaia pode ser encontrada em diversos tipos de florestas tropicais da América em condições de sub-bosque – conjunto de vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo do dossel florestal – o que leva a crer que quando cultivada comercialmente faz se necessária a instalação de um sistema de proteção contra a incidência direta dos raios solares sobre a planta (CAVALCANTE, 2008; SUB-BOSQUE, 2013). 

Mizrahi e Nerd (1999 apud CAVALCANTE, 2008) confirmam essa particularidade da pitaia, informando que planta que não pode ser cultivada sem proteção em função da intensidade de radiação. Observaram, ainda, que o dossel da pitaia sofre queimaduras e pode chegar à morte. Robles et al. (2000 apud CAVALCANTE, 2008) completam afirmando que, no México, somente a espécie Stenocereus sp. se encontram sob total exposição direta à luz solar produzem frutos, o que também é reportado para a Guatemala 

Raveh et al. (1996) afirmaram que para ótimo desenvolvimento, a pitaia deve ser plantada protegida, recebendo de 30 a 60% da luminosidade total dependendo das condições locais. Adicionalmente, para Mizrahi e Nerd (1999) os níveis de sombreamento a serem empregados (expressos em percentual do total de luz solar emitida) são dependentes das temperaturas locais e variam de 20% em áreas com verões moderadamente quentes a 60% em áreas sob elevadas temperaturas (CAVALCANTE, 2008). 

O crescimento e o desenvolvimento das plantas, bem como a produção dos frutos, está intimamente ligada à intensidade luminosa. Segundo Mizrahi e Nerd (1999 apud CAVALCANTE, 2008), não é recomendado o cultivo da pitaia em regiões com temperatura inferior a 4ºC ou superior à 38ºC. 

Temperatura

As plantas apresentam capacidade de adaptação às diferentes condições ambientais, podendo ser encontradas tanto em regiões quentes e úmidas, com temperatura entre 18 e 27ºC, como em regiões com clima seco, porém, não suportam temperaturas acima de 38º C, e abaixo de 4º C, sendo sensível à geada.

Apesar de ser facilmente adaptada a diversas regiões, seu desenvolvimento é melhor quando cultivadas em condições de temperaturas médias diurnas de 30ºC e noturnas de 20ºC.

Umidade

A umidade não é um fator limitante ao desenvolvimento da pitaia, já que a mesma apresenta capacidade de adaptação ao clima tropical, subtropical ou árido. No entanto a alta umidade favorece o desenvolvimento de doenças bacterianas e fúngicas tanto no caule como no fruto, o que pode dificultar o seu cultivo.

Precipitação

Não é uma cultura muito exigente em água, devido a rusticidade observada pela espécie. Necessitam de pluviosidade variando de 650 a 1500 mm por ano bem distribuídos, sendo uma opção viável de cultivo em regiões que apresentam déficit hídrico.

Luminosidade e Fotoperíodo

As pitaias são oriundas de habitats sombreados, exigindo certo nível de sombreamento para seu cultivo. Quando cultivadas em locais com grande intensidade luminosa as plantas apresentam amarelecimento dos cladódios, podendo chegar à morte.

É recomendado que estas sejam cultivadas sombreadas, em telas com variação entre 30 e 60% de sombra, de acordo com a espécie. Porém, é importante que o sombreamento não seja excessivo, uma vez que o excesso também que pode provocar danos à cultura, pois reduz severamente seu crescimento, além de interferir na floração, levando a uma redução na produtividade.

A pitaia é considerada planta de dias longos, apresentando fotoperíodo crítico de doze horas, sendo que o fotoperíodo influencia na formação de gemas floríferas.

AMBIENTE Considerado mais adequado para o plantio da cultura é o de temperatura tropical, cuja faixa vai de 18 ºC a 26 ºC, com média de mais de 1.200 milímetros de chuva por ano. A pitaia, no entanto, é tolerante a clima quente e seco, com condições de ser cultivada em todo o país.