sábado, 12 de setembro de 2015

CURIOSIDADES SOBRE ABIU

 
Abiu

Família: Sapotaceae 
Nome científico: Pouteria Calmito 
Nome comum: Abiu, Abiurana 
Origem e distribuição: É encontrado em estado silvestre por toda a Amazônia e cultivada em quase todo o Brasil. 
O abiu é uma fruta encontrada em árvore de porte médio a alto, de 3 a 10 metros de altura. Em estado silvestre pode atingir até 20 metros. Possui uma copa bem diversificada com ramificações amplas e diâmetro de até 17 metros. As folhas exsudam um látex branco quando cortadas. 
Os frutos são bagas, de forma e tamanho variado. O peso médio é de 150 a 250 gramas, mas já foram encontrados espécies com até 1000 gramas. 
A casca é lisa, de 2 mm a 5 mm de espessura, cor amarelada quando madura e às vezes com estrias verdes. A polpa, de cor branca, creme ou amarelada, é translúcida, mucilagionosa, doce ou insípida, contendo de 1 a 4 sementes, não-aderentes à polpa, oblongo-ovóides, lisas e negras, com cerca de 3,5 cm de altura e peso de 4 gramas. Floresce em abril e outubro, frutificando em julho e dezembro na Amazônia Ocidental. 
Propagação: O método mais utilizado é por sementes, que são recalcitrantes, podendo haver propgação também por mergulhia e enxertia. A produção inicia, normalmente, no segundo ou terceiro ano após o plantio. 
Composição: Proteínas, ácido cítrico, acúcares redutores e acúcares totais. 
Uso; A polpa é consumida in natura.

A história do abiu

Nome do fruto – Abiu
Nome científico – Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk
Família botânica – Sapotaceae
Categoria – 
Origem – Brasil – região amazônica
Características do abieiro – Árvore frequentemente com até 10 metros de altura, lactescente, tronco de casca áspera, copa densa e espalhada. O abieiro tem folhas lisas e brilhantes. Flores com pétalas de coloração amarelo-avermelhada.
Fruto do abieiro – O abiu é um fruto tipo baga, ovóide a globoso, apresentando látex leitoso que coagula com o ar, casca lisa e amarela. A polpa do abiu tem cor alva ou amarelada, mucilaginosa, comestível e adocicada.  O abiu contém de uma a quatro sementes lisas e pretas.
Frutificação do abieiro – Janeira a março
Propagação do abieiro – Semente
A história do abiu

O abieiro é uma planta considerada originária da região amazônica próxima às encostas andinas do Peru e do oeste da parte amazônica brasileira. A árvore e seu fruto – o abiu – são facilmente encontrados na forma silvestre por toda a Amazônia, assim como várias outras plantas da grande família das Sapotáceas, à qual pertence, assim como o sapoti, o caimito e o cutite.
Segundo Ivo Manica, o abiu já era muito conhecido nas civilizações pré-colombianas da América do Sul e Central, sendo até hoje apreciado e consumido nos aldeamentos indígenas amazônicos.
O abieiro é uma planta que produz uma grande quantidade de frutos, razão pela qual, na época da frutificação, é comum a presença de balaios de abius sendo comercializados nas feiras e mercados na região Norte do Brasil. Por ali, o abiu é muito popular, sendo raros os quintais ou pomares domésticos que não possuem pelo menos um exemplar da árvore de abiu. Os abieiros fazem até mesmo parte da arborização urbana da região, enfeitando praças de Manaus e também sendo encontrados nas cercanias de Belém.
Apesar de ser nativo da Amazônia, o abieiro cresce e frutifica em quase todo o Brasil litorâneo, por onde se espalhou sem pedir licença, sendo presença forte nas áreas litorâneas onde existem remanescentes da Mata Atlântica. Nessas regiões, ao contrário, em virtude do desmatamento generalizado, o abieiro tornou-se raro e o consumo do abiu, bissexto, assunto apenas para apreciadores que sabem onde encontrar uma ou outra árvore de abiu ainda produtiva.
A forma do abiu difere bastante de uma variedade para outra, podendo ocorrer frutas inteiramente redondas, ovais e mesmo alongadas, todas elas do tamanho aproximado de um ovo grande de galinha ou de pata. A superfície do abiu é lisa e contém uma polpa gelatinosa, branca ou amarelada, que pode ser tanto adocicada como sem sabor. Às vezes, no entanto, para o prazer de muitos, a polpa do abiu é dulcíssima: que o digam os pássaros e morcegos que se deliciam com o sumo dos abius.
Para Eurico Teixeira, o abiu pode ser considerado verdadeiro símbolo da pátria, por levar como bandeira suas cores principais: o verde e o amarelo.
A fruta é aproveitada quase sempre ao natural, podendo porém, ser conservada até uma semana quando refrigerada. Como fruta seca, deve ser consumida exclusivamente quando estiver bem madura e amarela, pois, do contrário, sua casca libera um leite branco e viscoso que adere aos lábios, provocando uma sensação desagradável.
Sendo o abiu fruta generosa, de árvore bonita e de abundante frutificação, basta um único abieiro num quintal caseiro para suprir toda a família da delicadeza dos sabores da fruta.
Apesar de todas as suas excelências e qualidades, o abieiro ainda permanece no Brasil apenas como árvore frutífera de quintal e de pomares não comerciais. Pesquisadores da Embrapa de Belém (PA), no entanto, já conseguem produzir abius pesando quase 1 kg, o que abre caminhos para o aproveitamento comercial da fruta.

Abiu, Plantas que Curam


 
abiu na medicina natural 
 
Descrição : Os frutos, ao natural, agem contra afecções pulmonares. A casca da planta é antidisentérica e baixa a febre. O azeite extraído das sementes abranda inflamações na pele. Árvore de até 10 m de altura. Tronco irregular, ramos novos com pilosidade ferrugínea. Folhas simples, obovadas ou elípticas, base aguda, glabras ou raramente com pêlos esparsos, nervuras proeminentes, de 5 a 20 cm de comprimento. Flores solitárias nas axilas das folhas ou em 2 a 5 fascículos, sésseis ou curtissimamente pediceladas, brancas ou branco-esverdeadas. Fruto baga, globosa ou oblonga, obtusa ou acumiada, amarela quando madura, com 1 a 4 sementes escuras com uma faixa mais clara num dos lados. É encontrado em estado silvestre por toda a Amazônia e cultivado em quase todo o Brasil 

Propriedades : adstringente, amarga, desinfetante, emoliente, nutriente, tônico. 
Indicações : afecção pulmonar, anemia, diarréia, disenteria, dor de ouvido, febre, inflamação, malária, malária, otite, sapinho da boca de criança, terçol. 
Modo de Usar : Além de ser um fruto comestível muito apreciado para sorvete, doces e ao natural.


Pouteria caimito ou Lucuma caimito.


Essa frutinha de nome esquisito vem ganhando notoriedade devido ao seu valor nutritivo e é um produto de exportação do Brasil, possui muitas indicações terapêuticas, como o tratamento da malária.
Descrição : Planta da família das Sapotaceae, também conhecida como abieiro, abi (agulha), abiiba, abio, abiu-grande, abiurana, caimito, caimito abiurana, guta, cauje, temare, caimo, madura verde.
Árvore que atinge até 10 metros de altura, com tronco irregular, ramos novos com pilosidade ferrugínea.
As folhas são simples, obovadas ou elípticas, de base aguda, glabras ou raramente com pêlos esparsos, nervuras proeminentes, de 5 à 20 centímetros de comprimento.
Possui flores solitárias nas axilas das folhas ou em 2 à 5 fascículos, sésseis ou curtissimamente pediceladas, brancas ou branco-esverdeadas.
A fruta do abiú é uma baga, globosa ou oblonga, obtusa ou acumiada, amarela quando madura, com 1 à 4 sementes escuras com uma faixa mais clara num dos lados.
Indicações : Anemia, diarréia, disenteria, dor de ouvido, malária, otite, sapinho da boca de criança, terçol.
A fruta, ao natural, agem contra afecções pulmonares. A casca da planta é antidisentérica e baixa a febre.
O azeite extraído das sementes abranda inflamações na pele.
Habitat : É encontrado em estado silvestre por toda a Amazônia e cultivado em quase todo o Brasil.
Plantio :
Multiplicação: reproduz-se por sementes;
Cultivo: Plantio em solos permeáveis e férteis, espaçamento de 6m X 6m, desenvolve-se em todo o Brasil, mas prefere as regiões litorâneas.
Colheita: Colheita dos frutos no outono, quando se retira as sementes para extração do óleo usado em otites e otalgias.
Propriedades : Adstrigente, amarga, desinfetante, emoliente, nutriente, tônico
Modo de Usar :
- Para terçol usar 1 a 2 gotas do chá em cada olho./p>
- Para otites e otalgia usar compressas mornas do chá.
- Os frutos são usados "in natura", quando bem maduros e na fabricação de sorvetes, doces, refrescos e geléias. Queda de cabelos e na alimentação de pessoas desnutridas, anêmicas, aliviar tosses, bronquites e afecções pulmonares;
- Decocção da casca: disenteria e febre.
- Látex do fruto: combater vermes, prisão de ventre, abscessos uso externo), herpes, verrugas.
- Óleo das sementes: inflamações em geral, principalmente da pele e otites (inflamação no ouvido).

Atividade antioxidante das frutas amazônicas abiu (Pouteria caimito), biribá (Rollinia mucosa) e cubiu (Solanum sessiliflorum) pelo método do seqüestro do DPPH.  

O interesse no estudo dos antioxidantes vem aumentando consideravelmente devido ao estudo do efeito das espécies reativas de oxigênio (ERO) e de nitrogênio (ERN) no organismo humano1 . Estudos tem demonstrado que populações com dietas a base de frutas e vegetais apresentam baixo índice de doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, mal de Alzheimer, entre outras. O efeito protetor desses alimentos tem sido atribuído à presença de compostos antioxidantes, tais como as vitaminas C e E e carotenóides β-caroteno e licopeno, além dos compostos fenólicos com destaque para as antocianinas presentes na maioria das frutas vermelhas e os ácidos fenólicos. Neste trabalho foi avaliada a atividade antioxidante dos extratos hidro-alcoólicos de três frutas da amazônia ocidental: abiu (Pouteria caimito), biribá (Rollinia mucosa) e cubiu (Solanum sessiflorum), pelo método do seqüestro do radical livre DPPH2 . 
Os frutos de abiu, biribá e cubiu foram adquiridos no estágio de maturação maduro, no mercado central de Manaus, Amazonas, em junho de 2010. Os frutos, após lavados e higienizados foram separados entre polpa, casca e semente e conservados sob congelamento até o momento das análises. 25 g de polpa de cada fruto foram homogeneizadas com 40 mL de metanol 50% por 1min em Mixer. Em seguida foram deixadas sob agitação por 2h a temperatura ambiente. Após isto foram centrifugadas a 15000 rpm por 15 min e o sobrenadante recolhido. O resíduo, após adição de 40 mL de acetona 70%, foi submetido a agitação por mais 2h a temperatura ambiente. O procedimento de centrifugação foi repetido e os sobrenadantes foram combinados e concentrados em rota-evaporador a 40 °C para a remoção dos solventes orgânicos. As fases aquosas obtidas de cada fruto foram utilizadas para as análises. O teste do seqüestro do DPPH (difenilpicrilhidrazil) foi efetuado com alíquotas de 50, 40, 30 e 20 µL dos extratos em 3,0 mL de solução de DPP
μg/mL em metanol para cada fruta e comparados ao antioxidante BHT. Neste ensaio foi utilizado pirogalol (0,5% em MeOH) como substância referência com poder de seqüestrar 100% dos radicais. As atividades antioxidantes das substâncias testadas foram calculadas em relação ao pirogalol, e o declínio da concentração do radical foi monitorado por espectrofotometria no visível em λ = 517 nm, após 30 min. 
De acordo com os valores de IC50 observados, o cubiu (IC50 9,90 mg/mL) e o abiu (IC50 13,93 mg/mL) apresentaram atividade de seqüestro do DPPH próximas, muito superiores ao biribá (IC50 802,75 mg/mL), mas inferiores ao antioxidante comercial BHT (IC50 3,82 mg/mL). Estes reasultados são significativos, levando-se em conta que o BHT é um antioxidante puro, sendo comparado a extrato de frutas, o que demonstra o potencial do uso destas como fonte dietética de antioxidantes naturais. 



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CULTURA DO ABACAXI (resumo)





É fruta brasileira!, afirmam uns. Outros dizem-na de origem paraguaia. Ou indiana. Mas é fato que os tupis articulavam uma palavra - iuaka´ti, formada por iua = fruta e ka´ti = cheirosa, recendente.
Nem é regional, mas nacional, à disposição por toda parte. Além de agradar ao paladar, faz bem à saúde graças a seu recheio de vitaminas, sais minerais, calorias. Há os que consomem a fruta como se remédio fosse. A famacopéia aceitou os ditos da experiência popular e aproveitou a bromelina do abacaxi para o fabrico de xaropes. De seu lado, as cozinheiras e os chefes dos restaurantes famosos recorrem ao abacaxi para o amaciamento de carnes, transformando pescoço em valorizado filé.
E o folclore? Quem não entoou o alegre "O que é que tem coroa e não é rei, tem escama e não é peixe, tem espada e não é general...?" O bem querer do nosso povo pelo abacaxi vem de longes dias. Léry, falando com entusiasmo francês, anotou, quem sabe depois de muito lamber os dedos: "O fruto mais saboroso da América". E já que nos metemos com velhos cronistas, lembremos o bom Gândavo: "Não há fruta neste reino que no gosto lhe faça vantagem".



ESCOLHA DA ÁREA E PREPARO DO SOLO

Os solos para plantio do abacaxi devem ser de textura média (areno-argilosa) ou leve (arenosa), e bem drenados, de preferência planos, com boa profundidade e com pH em torno de 5.0 . Não devem ser sujeitos ao encharcamento. 
Os solos para plantio do abacaxi devem ser de textura média ou arenosa, bem drenados, de preferência planos ou com pouca declividade, profundidade do lençol freático superior a 90 cm e pH na faixa de 4,5 as 5,5. Os solos não podem estar sujeitos ao encharcamento. Solos argilosos também podem ser utilizados desde que apresentem boa aeração e drenagem.

Preparo do Solo


O preparo do solo deve ser no sistema convencional uma aração e duas gradagens. Deve-se evitar solos que tenham sido plantados com abacaxi na última safra. Não sendo possível, deve se fazer a incorporação do material ao solo, ou em áreas com histórico de alta incidência de pragas e doenças, faz-se a queima dos restos vegetais.
Correção da Acidez
Apesar do abacaxizeiro ser conhecido como planta resistente à acidez do solo, recomenda-se a calagem com o intuito de fornecer principalmente o magnésio, nutriente importante para o desenvolvimento da planta. A quantidade de calcário deve ser recomendada de acordo com a análise do solo, tomando-se o cuidado de não se elevar o pH do solo a valores superiores à faixa ideal da cultura (4,5 a 5,5), pois, isso acarretaria a redução da disponibilidade de certos nutrientes à cultura e favoreceria o desenvolvimento de fungos prejudiciais ao abacaxizeiro como os fungos do gêneroPhytophthora. Recomenda-se realizar a calagem com cerca de 30 a 90 dias de antecedência ao plantio.

Época do Plantio


Em culturas de sequeiro, recomenda-se realizar o plantio no final da estação seca e início da estação chuvosa. Em culturas irrigadas, o plantio pode ser realizado durante o ano todo.  


ÉPOCA DO PLANTIO


De preferência, no início da estação chuvosa, o que facilita o pegamento das mudas. Esta indicação não é rígida e o plantio pode ser efetuado durante todo o ano, a depender da umidade do solo, da disponibilidade de mudas e da época que deseja colher o fruto. 

CULTIVARES (VARIEDADES)

Na escolha da variedade deve-se levar em conta o destino da produção (consumo "in natura" ou indústria). As cultivares mais conhecidas no Brasil são: Pérola ou Branco de Pernambuco, Smooth Cayenne e Jupi. A Smooth Cayenne só tem espinhos nas extremidades das folhas. É a preferida para o mercado externo e para a industrialização, principalmente na fabricação de compotas (fatias em calda).


As variedades Perolera e Primavera são as mais resistentes à fusariose, possuem folhas sem espinhos e frutos de boa qualidade. 

MUDAS


Mudas sadias e com um comprimento maior do que um palmo (mais de 25cm) devem ser utilizadas. Devem ser escolhidas em plantios onde o número de frutos doentes (podres) tenha sido mínimo. Descartar as mudas que apresentarem o menor sinal de goma. Escolher somente mudas sadias e vigorosas. Os tipos de mudas comumente usados são: coroa, filhote, filhote-rebentão e rebentão. 


MÉTODO DE PLANTIO


O plantio pode ser feito em covas, sulcos e fendas (plantio inclinado). Não havendo sulcador, pode-se abrir as covas com enxada, pá de plantio tipo havaiano ou com coveadeira (mecanizada). 


DISPOSIÇÃO DAS COVAS OU SULCOS


O plantio das mudas pode ser feito em filas simples ou duplas; dar preferência ao sistema de fileiras duplas. Em terrenos com declive, dispor as covas ou sulcos em curva de nível. 

ESPAÇAMENTO E DENSIDADE

A distância entre as plantas pode variar de acordo com a variedade, o destino da produção, o nível de mecanização e outros fatores. Para produção de frutos in natura ou suco, o espaçamento deve ser mais fechado - frutos com peso variando de 1,1-1,5kg. Na produção para industrialização devem ser utilizados espaçamentos maiores (menos plantas por área) - frutos acima de 1,5kg.
Espaçamentos recomendados:



Tabela 2. Espaçamentos recomendados para a cultura do abacaxizeiro



Tipo de plantio

Distância entre filas e plantas (m)

Plantas/ha

Filas simples

0,90 x 0,30

37.000

0,80 x 0,30

41.600

Filas duplas

0,90 x 0,40 x 0,40

38.460

0,90 x 0,40 x 0,35

43.950

0,90 x 0,40 x 0,30

51.280

Usar os espaçamentos menores com as variedades sem espinhos nas folhas 


PLANTIO


Obtidas as mudas, efetuar uma seleção descartando todas aquelas que apresentarem o menor sinal de goma ou podridão. Expor ao sol (uma a duas semanas) para evitar o apodrecimento após o plantio. 


CUSTOS DE PRODUÇÃO E ANÁLISE DE RENTABILIDADE

- Espaçamento 0,80m x 0,30m (41.600 plantas/ha) (pdf)
- Espaçamento 0,90m x 0,30m (37.000 plantas/ha) (pdf)
- VIVEIRO - Espaçamento 0,10m x 0,10m (550.000 mudas/ha) (pdf) 

CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

A lavoura deve ser mantida livre de plantas daninhas. O controle do mato pode ser feito com capinas manuais (enxada), cultivos à tração animal, uso de cobertura morta e herbicidas recomendados para a cultura, à base de diuron (1,6 a 3,2kg/ha), simazina (2,4 a 3,21/ha), ametrina (2,4 a 3,21/ha) ou outros, aplicados em pré-emergência das plantas daninhas. O uso de herbicidas reduz a mão-de-obra e é o método mais eficiente. O pulverizador deve ser calibrado para garantir a dose correta.


Em áreas infestadas por plantas daninhas de difícil controle (tiririca, capim sapé, grama-seda etc) recomenda-se a aplicação de herbicidas à base de glifosate, na dosagem de cinco a sete litros do p.c./ha, sobre as plantas daninhas, uma a duas semanas antes da aração ou da gradagem 


CORREÇÃO DA ACIDEZ E ADUBAÇÃO

É conveniente fazer análise do solo das áreas onde os plantios serão implantados e adubados, encaminhando-as para laboratórios competentes. Os adubos devem ser aplicados no solo (junto às plantas) ou nas axilas das folhas basais. Não deixar cair adubo no olho da planta. 

A adubação deve ser realizada de acordo com a análise do solo (Tabela 2). Entretanto, para solos com baixa fertilidade, recomenda-se ainda a aplicação de 10 t/ha de esterco de gado curtido no sulco de plantio. Os adubos devem ser aplicados no solo (junto às plantas) ou nas axilas das folhas basais. Evitar que o adubo caia no olho da planta. Em solos pobres recomenda-se ainda aplicar na 1ª adubação 3 kg de sulfato de cobre, 3 kg de sulfato de zinco, e 5 kg de sulfato de ferro, repetir a mesma quantidade na 2ª adubação, aplicar na 3ª adubação 4 kg de bórax.

Tabela 3. Recomendação de adubação de cobertura do abacaxizeiro, com base no resultado da análise do solo

Nutriente

Tempo após o plantio

1º ao 2º mês

5º ao 6º mês

8º ao 9º mês

N (kg/ha)

Nitrogênio

80

110

130

P2O5 (kg/ha)

Fósforo no solo (mehlich) mg P/dm³

Até 5

80

6 a 10

60

11 a 15

40

K2O (kg/ha)

Potássio no solo (Mehlich) mg K/dm³

Até 30

120

160

200

31-60

80

110

130

61-90

60

80

100
  

IRRIGAÇÃO

Na maioria das regiões, as chuvas ocorrem em períodos definidos, com escassez em alguns meses, fazendo com que a irrigação se torne necessária para a cultura do abacaxizeiro.
A quantidade de água recomendada é de 60 a 120 mm/mês aplicada a depender das condições de solo e clima. A cultura deve ser irrigada por todo o ciclo. O abacaxizeiro é tão sensível à falta quanto ao excesso de água.


Os métodos de irrigação mais usados são os de aspersão, pivô central e autopropelido. Micro aspersão e gotejamento podem também ser usados. 


CONTROLE DE PRAGAS

As pragas mais comuns são a broca do fruto (Thecla basalides) e a cochonilha (Dysmicoccus brevipes), esta última causadora da "murcha do abacaxi".
A broca do fruto é a larva de uma pequena borboleta que ataca a inflorescência do abacaxi, cavando galerias e provocando o aparecimento de uma substância com aspecto de goma. O tratamento pode ser feito com carbaril (260 gramas em 100 litros d’água); paration metílico, diazinon (90 ml/100 1 de água), na base de 30 a 50 ml da solução por planta.


A cochonilha é um inseto pequeno, sem asas, que se apresenta coberto por uma espécie de farinha branca. Seu combate pode ser feito com paration metílico (90 ml/100 1 de água) dimetoato (60 ml/100 1 água) e vamidotion (30 ml/100 1 de água). O tratamento de mudas só é recomendado nos casos de alta infestação de pragas. 


CONTROLE DE DOENÇAS

A fusariose do abacaxizeiro é a principal doença desta cultura. Para controlar a fusariose, utilizar mudas sadias, selecionar as mudas a fim de eliminar sintomas de fusariose e vistoriar o plantio periodicamente.


A podridão negra é uma doença de pós-colheita. Pode ser controlada das seguintes maneiras: colher os frutos com uma parte do pedúnculo (de aproximadamente 2 cm), evitar ferimentos na superfície dos frutos e, proteger o ferimento resultante do corte na colheita. 


COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO


A colheita pode ser feita com o auxílio de um facão. Corta-se a haste a uns cinco cm abaixo do fruto. Só colher os frutos quando a cor da casca estiver mudando de verde escuro para bronzeado-amarelado e os frutilhos se tornarem achatados. Frutos para a indústria podem ser colhidos maduros e sem as mudas. 


CONSORCIAÇÃO DE CULTURAS

O abacaxi pode ser consorciado com feijão, amendoim, quiabo, repolho, tomate e outras culturas de ciclo curto, que são plantadas nas entrelinhas e na mesma época da cultura do abacaxi. O consórcio deve restringir-se aos primeiros seis meses do ciclo do abacaxi.




A FLORAÇÃO NATURAL DO ABACAXIZEIRO



A floração natural precoce é um problema bastante comum. Dificulta o manejo da cultura e a colheita, encarecendo o custo de produção, inviabilizando a exploração da soca (segundo ciclo) e afetando a comercialização do produto.
Por tratar-se de problema intensamente afetado por condições climáticas, até o momento ainda não existem medidas de controle do fenômeno que possam dar a segurança desejada. Encontram-se em fase de pesquisa medidas que visem a evitar ou, pelo menos retardar a floração natural.
Alguns cuidados: evitar que as plantas atinjam porte elevado ou idade avançada; evitar plantios no período de outubro a dezembro, o que é muito comum em regiões com chuvas de verão (Cerrado); evitar a utilização de mudas velhas para os plantios, etc.












Solos Para Abacaxi

Solos
Os solos para plantio do abacaxi devem ser de textura média ou arenosa, bem drenados, de preferência planos ou com pouca declividade, profundidade do lençol freático superior a 90 cm e pH na faixa de 4,5 as 5,5. Os solos não podem estar sujeitos ao encharcamento. Solos argilosos também podem ser utilizados desde que apresentem boa aeração e drenagem.

Preparo do Solo

O preparo do solo deve ser no sistema convencional uma aração e duas gradagens. Deve-se evitar solos que tenham sido plantados com abacaxi na última safra. Não sendo possível, deve se fazer a incorporação do material ao solo, ou em áreas com histórico de alta incidência de pragas e doenças, faz-se a queima dos restos vegetais.
Correção da Acidez
Apesar do abacaxizeiro ser conhecido como planta resistente à acidez do solo, recomenda-se a calagem com o intuito de fornecer principalmente o magnésio, nutriente importante para o desenvolvimento da planta. A quantidade de calcário deve ser recomendada de acordo com a análise do solo, tomando-se o cuidado de não se elevar o pH do solo a valores superiores à faixa ideal da cultura (4,5 a 5,5), pois, isso acarretaria a redução da disponibilidade de certos nutrientes à cultura e favoreceria o desenvolvimento de fungos prejudiciais ao abacaxizeiro como os fungos do gênero Phytophthora. Recomenda-se realizar a calagem com cerca de 30 a 90 dias de antecedência ao plantio.

Época do Plantio

Em culturas de sequeiro, recomenda-se realizar o plantio no final da estação seca e início da estação chuvosa. Em culturas irrigadas, o plantio pode ser realizado durante o ano todo.

Exigências edáficas

O abacaxizeiro é muito sensível ao encharcamento do solo, que pode prejudicar o seu crescimento e produção. Portanto, boas condições de aeração e de drenagem do solo são requisitos básicos para o seu cultivo, inclusive por favorecerem o desenvolvimento do sistema radicular da planta (normalmente frágil e concentrado nos primeiros 15 a 20 cm do solo). É conveniente que o lençol freático ou zonas de estagnação de água não se situem a menos de 80 a 90cm da superfície do solo.
Os solos de textura média (15 a 35% de argila e mais de 15% de areia), sem impedimentos a uma livre drenagem do excesso de água, são os mais indicados para esta cultura. Os solos de textura arenosa (até 15% de argila e mais de 70% de areia), que geralmente não apresentam problemas de encharcamento, são também recomendados para a abacaxicultura, requerendo quase sempre a incorporação de resíduos vegetais e adubos orgânicos, que melhorem as suas capacidades de retenção de água e de nutrientes.
Nos seus aspectos físicos, os solos da região de Itaberaba atendem às principais exigências do abacaxizeiro, mas em relação à fertilidade química apresentam geralmente deficiências em nitrogênio, fósforo, magnésio e, menos freqüentemente, em potássio. Predominam solos com acidez média, com o pH na faixa adequada para o cultivo do abacaxi. Os solos apresentam acidez média (pH de 5.0 a 5,5), sem alumínio ou com teores muito baixos deste elemento, correspondendo às preferências do abacaxizeiro.

Coleta de amostras de solos (solos)

Para análises químicas 

A coleta de amostras de solo deve ser efetuada, seguindo-se as recomendações da assistência técnica ou dos laboratórios credenciados, aos 60 a 90 dias antes do plantio, de modo que, se necessária, a calagem possa ser feita em tempo hábil.

Para análise nematológica

Caso haja suspeita de ocorrência de nematóides na área, pode-se realizar o diagnóstico do problema, recorrendo-se à analise do solo. Nesse caso, a coleta de amostras de solo deve ser efetuada da mesma forma que se faz para a análise química, estabelecendo-se uma prévia estratificação da área antes da amostragem, de acordo com o histórico sobre cultivos anteriores e estrutura do solo. Em cada área homogênea, em torno de um a três hectares, realiza-se a coleta de 10 sub-amostras para constituir uma amostra composta, representativa da área estratificada. As amostras devem ser encaminhadas a laboratórios credenciados de nematologia, pelo menos de 60 a 90 dias antes do plantio, para que se possa proceder, em tempo hábil, as medidas necessárias para redução da população de fitonematóides antes de se efetuar o plantio, principalmente porque não há registro de produtos nematicidas para a cultura. Essas amostras devem ser protegidas do calor e não conter umidade adicional, podendo ser embaladas em sacos plásticos, etiquetados e bem vedados, procedendo-se a retirada do ar. A identificação da amostra deve conter o local e a data da coleta do lado de fora da embalagem.

Preparo do solo

Em áreas virgens, efetuar roçagem, destoca parcial, encoivaramento e queima controlada. Em áreas já cultivadas, fazer a destoca, roçagem, aração e gradagem. A depender do tipo do solo, essas operações devem atingir em torno de 30 cm de profundidade, para facilitar o desenvolvimento das raízes. No caso de áreas anteriormente plantadas com abacaxi, deve-se proceder à incorporação de restos culturais, a fim de manter o teor de matéria orgânica do solo, ou então usá-los como cobertura morta. Há ainda a possibilidade de que sejam utilizados para a alimentação animal.