terça-feira, 9 de maio de 2017

Solos para a Cultura do Coco

Em geral, o coqueiro apresenta melhores condições de adaptação a solos leves e bem drenados, mas que permitam bom suprimento de água para as plantas.
A adaptação do coqueiro aos Neossolos Quartzarênicos (Areias Quartzosas) do Litoral nordestino, seu habitat, está quase sempre associada à presença de lençol freático pouco profundo, compensando, assim, sua baixa capacidade de retenção de água, situação esta encontrada em solos da Baixada litorânea. Quando o lençol freático é profundo, caso dos solos dos Tabuleiros Costeiros do Nordeste, região em franca expansão da cocoicultura para água de coco, é necessário o suprimento de água para as plantas por meio da irrigação.
O deslocamento da cultura do coqueiro para regiões não convencionalmente cultivadas trouxe, como consequência, uma série de problemas tecnológicos, os quais, na sua grande maioria, ainda se encontram em fase de estudo. Nos Tabuleiros Costeiros, um dos problemas mais graves diz respeito à existência de camadas coesas subsuperficiais, comuns nos solos dessa unidade paisagem. Essas camadas interferem na forma com que a água é retida, na aeração e na resistência à penetração das raízes. Por apresentarem elevados níveis de adensamento, reduzem a profundidade efetiva do solo, dificultando a circulação normal de água e ar. Por outro lado, se estão muito superficiais, deixam as plantas vulneráveis ao tombamento. Em plantios de sequeiro, esse conjunto de características põe em risco a cocoicultura, promovendo danos ao crescimento e desenvolvimento das plantas, principalmente, quando se utiliza o coqueiro-anão-verde, mais exigente em água e nutrientes.
Os solos que predominam nos tabuleiros são, em geral, arenosos, favoráveis, portanto, ao coqueiro; porém apresentam baixos teores de matéria orgânica e de nutrientes, baixa capacidade de retenção de água e lençol freático muito profundo. Como agravante, as precipitações pluviais são concentradas em cinco a seis meses contínuos, gerando déficit hídrico para culturas de ciclo longo, perenes ou semiperenes, cultivadas em regime de sequeiro. A cultura do coqueiro se enquadra nessa categoria, necessitando, dessa forma, de cuidados especiais quanto ao fornecimento regular de água e nutrientes a fim de que seja possível sua exploração econômica nessa ecorregião.
Como os riscos para a exploração do coqueiro-anão nos Tabuleiros Costeiros estão relacionados quase sempre ao baixo suprimento de água para as plantas, o seu cultivo tem sido viável, predominantemente, em sistemas irrigados. Além de regular o suprimento de água, a irrigação reduz a expressão do adensamento da camada coesa, a qual, na presença de umidade, se torna friável, permitindo a penetração das raízes e o aprofundamento do sistema radicular. Essa condição permite a ampliação da área de solo a ser explorada pelas raízes, melhorando o suprimento de água e nutrientes, e reduzindo a vulnerabilidade das plantas a estresses hídricos.
Apesar dessas limitações, é possível o cultivo do coqueiro em outras regiões que não a Baixada Litorânea, devendo-se utilizar, no entanto, sistemas tecnificados, irrigados ou não, mas que garantam a manutenção de umidade e de nutrientes no solo por toda vida útil das plantas. É imprescindível a utilização de práticas culturais que impeçam a perda rápida de água após a estação chuvosa e o revolvimento excessivo do solo. Com esses cuidados, será possível a obtenção de produtividades compatíveis com os investimentos aplicados, boas relações custo/benefício e sustentabilidade da atividade agrícola.

Manejo do solo

O manejo do solo nas entrelinhas de culturas perenes é um pré-requisito importante para promover o arejamento da camada explorada pelas raízes e facilitar a absorção de água e nutrientes. Se feito de forma inadequada, no entanto, pode intensificar a erosão e promover compactação subsuperficial. Nos solos dos tabuleiros com camada coesa, esse efeito é muito grave, pois a combinação de horizonte coeso com camada compactada tende a acelerar o processo de degradação do solo podendo criar situações insustentáveis para exploração agrícola.
O produtor deverá ter sempre em mente que o melhor manejo é aquele em que se utiliza o mínimo possível de operações mecanizadas. O bom senso é que vai determinar quantas operações serão necessárias, devendo-se, sempre que possível, restringir a duas ou, no máximo, três operações ao ano. Deve-se optar pela manutenção da cobertura vegetal durante a época chuvosa, quando os teores de água no solo são elevados, e reduzi-la durante o período seco. Essa estratégia tem sido bastante utilizada em diversas fruteiras cultivadas no Nordeste.
No manejo do solo utilizando disco, o objetivo principal consiste em cortar o solo a determinada profundidade da superfície e fazer a inversão da área cortada, visando-se, com isso, proporcionar melhores condições físicas para o desenvolvimento da cultura. A vantagem desse preparo do solo é bastante discutível, principalmente para os Tabuleiros Costeiros. Em muitos solos dessa unidade de paisagem, a "camada arável" se reduz a poucos centímetros, fazendo com que essa prática acelere a degradação da matéria orgânica e deixe o solo mais vulnerável à erosão. Por esse motivo, acredita-se que a operação de preparo utilizando hastes (escarificador) seja mais recomendável, principalmente em pomares jovens, onde o sistema radicular ainda não ocupou toda a área das entrelinhas. Entre as vantagens desse sistema, pode-se citar o menor consumo de energia, a manutenção da cobertura vegetal sobre o solo e o rompimento de camadas adensadas e/ou compactadas superficiais, quando existentes.

Conservação do solo

Devido à preferência para o plantio do coqueiro em áreas com relevo plano a suavemente ondulado e em solos arenosos, bem drenados, as práticas conservacionistas devem ser direcionadas para melhorar a estrutura do solo por meio da adição de matéria orgânica e minimização de práticas mecanizadas. Entre as estratégias a serem adotadas, recomenda-se substituir, sempre que possível, a grade por escarificador, realizar alternância de capinas, reduzir a frequência de operações mecanizadas, utilizar coberturas vegetais (leguminosas) nas entrelinhas, cuidando-se para evitar competição por água e nutrientes, e promover a utilização dos resíduos da cultura como cobertura morta, entre outras práticas que propiciem a utilização dos recursos naturais disponíveis e que tenha o cunho de conservação ambiental


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Clima para a Cultura do Coco


Exigências climáticas do coqueiro

Edson Eduardo Melo Passos
Como as demais palmáceas, o coqueiro (Cocos nucifera L.) é uma planta essencialmente tropical, encontrando condições climáticas favoráveis entre as latitudes 20° N e 20° S.

Temperatura

O coqueiro requer um clima quente, sem grandes variações de temperatura, com média anual em torno de 27 °C e oscilações diárias de 5 ºC a 7 °C, consideradas ótimas para o crescimento e produção. Mínimas diárias inferiores a 15 °C modificam a morfologia do coqueiro e, mesmo que de pequena duração, provocam desordens fisiológicas, tais como a parada do crescimento e o abortamento de flores.
Temperaturas mais elevadas que a ótima são toleradas, tornando-se prejudiciais apenas quando coincidem com baixa umidade atmosférica, agravada pelo ventos quentes e secos, provocando alta taxa de transpiração foliar, que não pode ser compensada pela absorção de água através das raízes. A temperatura determina também, a altitude em que o coqueiro pode ser cultivado. No Sri Lanka, situado a 8° N de latitude, são encontrados coqueiros a 750 m acima do nível do mar, enquanto na Jamaica, a 18° N, coqueiros acima de 150 m não são comercialmente cultivados. À medida que se distancia da linha do equador, o limite máximo de altitude torna-se mais baixo.

Umidade atmosférica

Pela distribuição geográfica da cultura do coqueiro, pode-se concluir que os climas quentes e úmidos são os mais favoráveis ao desenvolvimento dessa planta. Umidade relativa do ar inferior a 60% é prejudicial ao crescimento dessa espécie. Em regiões onde o lençol freático é pouco profundo (1 a 4 m), o aumento da transpiração foliar, provocado pela redução da umidade atmosférica, induz um aumento na absorção de água e, consequentemente, de nutrientes pelas raízes. Por outro lado, quando a umidade é muito elevada, verifica-se uma redução da absorção de nutrientes, devido à redução da transpiração, com queda prematura dos frutos, favorecendo a propagação de doenças fúngicas.

Pluviosidade

A distribuição das chuvas é o fator que mais influi no desenvolvimento do coqueiro. Tem-se observado que o crescimento e produção não dependem apenas da pluviosidade total, mas também da distribuição anual das chuvas. O regime pluviométrico ideal é caracterizado por uma precipitação anual de 1.500 mm, com pluviosidades mensais nunca inferiores a 130 mm. Um período de três meses, com menos de 50 mm de precipitação por mês, é considerado prejudicial ao coqueiro. Essa situação é amenizada em ambiente onde o lençol freático é pouco profundo (1 m a 4 m), ou quando o fornecimento de água é possível através da irrigação.
Tem-se observado que o número de frutos por planta, o tamanho da noz e a quantidade de copra por noz são consideravelmente afetados 30 meses após um prolongado período de seca, sendo a produção recuperada somente dois anos após o fim desse período. Contudo, uma excessiva quantidade de chuva, por um longo período, pode ser prejudicial, causando as seguintes consequências: redução da insolação; possível falta de aeração do solo; lixiviação dos elementos minerais; e, ainda, dificuldade de ocorrer uma boa fecundação.

Intensidade luminosa – radiação solar

O coqueiro é uma planta altamente exigente em luz e não se desenvolve bem sob condições de baixa luminosidade. O aspecto estiolado de coqueiros que crescem sob o sombreamento de coqueiros adultos é bem conhecido. Uma insolação de 2.000 horas anuais, com no mínimo 120 horas por mês, é considerada ideal. No entanto, a insolação não é um bom método para avaliar a incidência de energia luminosa, devendo-se considerar principalmente a radiação solar.

Vento

Os ventos fracos e moderados favorecem o desenvolvimento do coqueiro por aumentarem sua transpiração e, consequentemente, a absorção de água e nutrientes pelas raízes. Todavia, sob condições de deficiência de água no solo, principalmente na zona de maior atuação das raízes, os ventos tornam-se prejudiciais por agravarem os efeitos da seca. Apesar do sistema radicular do coqueiro ser muito resistente, os ventos fortes podem derrubar coqueiros muito altos, principalmente quando seu estipe está danificado pela ação das coleobrocas, como acontece na região litorânea do Nordeste do Brasil. O vento tem papel importante na disseminação do pólen e na fecundação das flores femininas. Essa importância é maior na variedade Gigante por ser alógama, sendo menos importante nas variedades Anãs por serem predominantemente autógamas.

sábado, 22 de abril de 2017

Cultura da Fruta Pão (Artocarpus altílis)




Aspectos gerais:

Originária da Indomalásia (Java ou Sumatra) ou da Malásia; o fruto é base alimentar para povos ilhéus da Polinésia (Oceano Pacifico). Além de fruteira é tida como ornamental.
Seu nome cientifico é Artocarpus altílis (Parks) Fosberg, Moraceae, Dicotyledonae; duas variedades destacam-se: Apyrena - cujo fruto não tem sementes, é chamada fruta-pão de massa e Seminifera - cujo fruto possui sementes, é chamada fruta-pão de caroço.

  • A fruta-pão é árvore que vive 80 anos; alcança 25-30m. de altura tem copa relativamente frondosa com folhas grandes e recortadas de cor verde escura, flores amareladas e frutos globosos com 20-25 cm. de diâmetro e 1-3 Kg de peso.
  • Desenvolve-se bem em clima tropical úmido - preferencialmente em regiões baixas e chuvosas. No Brasil pode ser cultivado desde São Paulo ao Pará sendo muito encontrado em pomares de quintais do litoral dos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.


Usos:
A polpa do fruta-pão de massa é rica em calorias, carboidratos, água, vit. B1, B2, C, cálcio, fósforo, ferro e tem baixo teor de gorduras. Industrialmente a polpa foi aproveitada como fruta seca e farinha panificável além de fonte para extração do amido e de farinha granulada semelhante ao "sagu". Em uso caseiro a polpa - quase madura - pode ser cozida, assada, transformada em purê ou cortada em fatias consumidas fritas (como a batatinha) com manteiga, mel ou melaço. Cortada em fatias (de 50-10 mm de espessura) secas ao sol ou em fornos a polpa é usada para o preparo de raspas ou crueiras ou aparas e de farinhas que, misturadas à farinha de trigo, podem compor o pão caseiro. Madura a polpa é aproveitada na fabricação de doces.
Sementes - As sementes do fruta-pão de caroço podem ser consumidas assadas, torradas, ou fervidas em água e sal; outrossim possibilitam a extração de farinha alimentícia bastante nutritiva. Em alguns estados brasileiros usa-se as sementes - em substituição ao feijão - para preparar guisados e ensopados. As sementes são consumidas, facilmente, pelo gado em geral.
Árvore - O gado consome facilmente as folhas e muitas vezes casca do tronco de plantas jovens. Ramos novos macerados liberam fibras empregadas na fabricação de cordas e esteiras.
A madeira, de cerne amarelado que passa a castanho após cortada, é resistente a insetos, é fácil de trabalhar, é utilizada na fabricação de forros, portas, instrumentos musicais e marcenaria; também produz carvão utilizável no preparo da pólvora.
O látex - do fruto e do tronco - por sua viscosidade, é utilizado para capturar pássaros, para fabricação de colas e em associação com fibras, usado para calefetar barcos.
Raiz: como antidiarréica; seu cozimento torna-a útil contra reumatismo, beribéri e entorpecimento de pernas dos humanos
Flores novas (frescas) são emolientes e base de conserva acídula e comestível.
Polpa do fruto reduzida a pasta quente é supurativo para tumores e furúnculos.
Sementes são tônico para estômago e rins. Látex usado como cicatrizante de feridas,


Necessidades da planta:
A fruta-pão gosta de sol, requer clima tropical úmido, temperatura média anual em 25ºC, chuvas anuais ao redor de 1.500 mm - bem distribuídos - umidade relativa do ar entre 75% e 80%. A planta é sensível a longos períodos de seca, portanto, em locais sujeitos à seca deve-se plantar o fruta-pão próximo a aguadas ou rios. Solos devem ser férteis, com bom teor de matéria orgânica, profundos, bem drenados, não sujeitos a encharcamentos.

Variedade com sementes: logo após retiradas dos frutos as sementes devem ser lançadas em canteiros de 1 m de largura e 20 cm de altura cujo leito contenha mistura bem peneirada de terra vegetal e cinza de madeira - proporção 2:1 são necessários 4 Kg de sementes - 560 unidades - para semeio de 1 m2 de sementeira em filas contínuas de 4 cm de profundidade e 5 cm de espaçamento entre elas. Quando as plantinhas alcançarem 5-10 cm de altura são colocadas em sacolas - 18 x 30 - de polietileno cheias com mistura de terra vegetal, esterco de curral curtido, areia e cinza - proporção 4:2:1:1 - e mantidas sob meia sombra.
Variedades sem sementes: reproduzida por brotações ou rebentos das raízes ou por pedaços (estacas) de raízes. Estes materiais só devem ser retirados da planta em dias de chuvosos.
Brotações: retiradas das raízes devem ser "encanteiradas" - sob sombra - no solo em embalagens - sacos de polietileno 20 x 30 - previamente cheias com mistura recomendada para sementeira.
Estacas: estaquia de raízes (método de Wester, Filipinas).
Em local a meia sombra preparar canteiro com mistura de areia grossa e terriço - 1:1 -; retirar a estaca - com 20 cm de comprimento e 1,2 a 6 cm de diâmetro - de planta vigorosa e sadia. Abrir sulcos nos canteiros, colocar estaca - com parte mais grossa para cima - inclinada deixando 4-6 cm para fora da terra; já bem enraizada a estaca é transferida para sacola de polietileno - 20 x 30 - cheia com mistura para sementeira. Após bom desenvolvimento de raízes e folhas a muda estará pronta e apta ao plantio em local definitivo.

Plantio

Espaçamento 8 x 8 m a 10 x 10 m, cova com dimensões de 50 x 50 x 50 cm. Com antecipação de 25 dias ao plantio encher a cova com terra de superfície misturada a 15 litros de esterco mais 300 g de superfosfato simples e 500 g de calcário dolomitico (este no fundo da cova); retirar invólucro da embalagem da muda colocá-la na cova (nivelando superfície do torrão da muda com o solo), comprimir bem a terra em volta e irrigar com 20 litros de água. Colocar cobertura morta em torno da muda por dois anos.

Tratos culturais e fitossanitários:

Nos dois primeiros anos efetuar capinas em "coroamento" e roçar a área restante sem retirar as raízes da erva; na época seca do ano podar ramos secos e doentes. No período chuvoso adubar, em cobertura, dose anual dividida em três parcelas - planta/vez após a capina e no "coroamento" - do 1º, 2º 3º e 4º ano com fórmula 12:12:12 com 100 g, 150 g, 200 g e 300 g, respectivamente, adicionados de 15 litros de esterco/ano e 100 g de calcário/ano. A partir do 5º ano utilizar mistura 15:15:15 aplicando 300-600 g por planta/ano adicionadas de 200 g de calcário/ano e 15 l. de esterco/ano.
As pragas são representadas por cochonilhas, brocas e pulgões (sem danos econômicos); a doença que preocupa é a podridão das raízes que acontece em solos encharcados e pode matar a planta.


Colheita:
Início entre 3º e 5º ano de vida; para a fruta-pão de massa; o momento de colheita é indicado quando a casca torna-se amarelada e começa a exsudar seiva leitosa e o fruto produz som "fofo" quando nele se bate. Fruto com semente simplesmente cai ao chão. Os frutos conservam-se bem sob clima ambiente e podem ser transportados a longas distâncias.

MODO IA

fruta-pão (Artocarpus altilis) é um fruto tropical originário da Ásia e da Polinésia, pertencente à mesma família da jaca e da amora. Ela recebe esse nome porque sua polpa, quando cozida ou assada, possui uma textura densa e um aroma que lembram muito o pão recém-assado.

Principais Características

  • Sabor e Textura: Tem sabor neutro, similar ao da batata ou mandioca. É rica em amido e carboidratos complexos, sendo considerada um "superalimento" energético.

  • Tipos: Existem duas variedades principais: a fruta-pão-de-massa (sem sementes), que é a mais consumida, e a fruta-pão-de-caroço (com sementes comestíveis).

  • Cultivo no Brasil: É comum em regiões de clima tropical úmido, especialmente no Norte e Nordeste (como Bahia, Pernambuco e Pará). 

Como Consumir

Diferente da maioria das frutas, ela raramente é consumida crua. As formas mais comuns de preparo incluem: 

  • Cozida: Em água e sal, geralmente servida no café da manhã com manteiga.

  • Frita ou Assada: Pode ser preparada como batata frita ou assada diretamente na brasa.

  • Ingrediente: Utilizada em receitas de nhoque, purês, bolos e até transformada em farinha para panificação.

  • Sementes: Na variedade com caroço, as sementes podem ser assadas ou cozidas, lembrando o sabor de castanhas. 

Benefícios à Saúde

Segundo o portal Tua Saúde, a fruta-pão auxilia no funcionamento do intestino devido ao alto teor de fibras e ajuda a controlar o colesterol e a glicemia por possuir baixo índice glicêmico em comparação a outros carboidratos refinados.


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domingo, 9 de abril de 2017

Cultivo do Cajá ou Taperebá (Spondias lutea L. e Spondias mombin L)


O cajá é o fruto da cajazeira (nome científico Spondias mombin L.), árvore da família das Anacardiáceas que está presente em vários estados brasileiros, especialmente nos das regiões Norte e Nordeste, como nos estados de Sergipe, Paraíba Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Dependendo da região, a planta recebe nomes diferentes. Na Amazônia, por exemplo, é chamada de taperebá. Já no Sul leva o nome de cajazeira ou cajá mirim. Se adapta bem aos climas úmido, sub-úmido e quente.
Nome da fruta: Cajá ou Taperebá
Nome científico: Spondias lutea L. e Spondias mombin L
Família botânica: Anacardiaceae
Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura. Folhas grandes, compostas, aromáticas quando maceradas. Flores de coloração esbranquiçada, reunidas em inflorescências terminais.
Fruto: Tipo drupa, oval,  casca fina e lisa, amarela quando madura. Polpa comestível de coloração alaranjada, mole e sabor agridoce.
Frutificação: Quase o ano todo
Propagação: Semente
Discute-se, com frequência, a origem exata desta planta. Na região Norte do Brasil, onde a chamam de taperebá, acredita-se que seja originária da floresta amazônica. Já os nordestinos, que a conhecem por cajá, não a reivindicam como nativa de suas terras, mas creem que seja proveniente de alguma ilha do Oceano Pacífico. Na verdade, o cajá tem suas raízes na África, provavelmente tendo aqui chegado nos navios que também traziam as populações africanas escravizadas.
A partir de um ponto ou de outro, o certo é que a árvore se disseminou com facilidade pelo continente, estando hoje bem adaptada por quase todo o território brasileiro, norte da América do Sul, América Central, até o Sul da Flórida, e em regiões quentes de outros continentes, como a África e a Ásia.
Também conhecido como cajá-mirim no sul do Brasil, parente do umbu e da seriguela, todos pertencentes à família das Anacardiáceas, o cajá é o fruto de uma árvore alta, que chega a ultrapassar os 20 metros de altura. Trata-se de uma árvore considerada de grande relevância na recuperação de áreas de vegetação degradada, por sua rusticidade, facilidade de disseminação e capacidade de atração da fauna.
A casca grossa de seu tronco, acinzentada e rugosa, permite-lhe aplicações em modelagem e xilogravuras.
Segundo Paloma Jorge Amado, outro nome da cajazeira é “ibametara”, nome indígena que significa “pau de fazer enfeite de beiço”. Isso porque ela era utlizada por certas tribos para fazer bodoques, aquelas rodelas usadas como adorno para o lábio inferior.
O fruto, de um amrelo que brilha a dourado – a verdadeira cor de oxum na definição de Zélia Gattai -, tem formato ovóide e varia bastante no tamanho. No sabor, talvez seja possível dizer que se aproxima ao da laranja, embora seja mais ácido.
São poucos, no Brasil, aqueles que nunca provaram o cajá em alguma de suas formas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Sua polpa ácida, saborosa e refrescante, costuma ser vendida já processada, ao natural ou congelada, sendo uma das mais procuradas para sucos em todo o país. O picolé de sabor cajá também é bastante prezado, sendo, inclusive, produzido e comercializado por grandes indústrias alimentícias.
Além de utilizada na aromatização da aguardente de cana, da fruta espremida e misturada com açúcar e cachaça e vodca, se obtém a caipirinha de cajá, bebida que tem alcançado cada dia mais apreciadores. Licores, geleias e compotas desfilam com igual valor em seu rol de derivados.
Diante dessa alta aprovação, surpreende que não haja no Brasil um produção comercial mais significativa de cajazeiras. Surpreende ainda mais se considerarmos que seu cultivo já é comum, desde tempos coloniais, e que a fruta é recebida com grande entusiasmo por consumidores estrangeiros, sobretudo europeus.

Introdução

O fruto da cajazeira é conhecido no Brasil com os seguintes nomes: cajá, cajá-mirim, taperebá e cajá verdadeiro.

Nas diversas regiões produtoras, os frutos são comercializados em feiras livres e beiras de estradas, juntamente com outras frutas regionais. Entretanto a maior parte da produção é vendida para as agroindústrias regionais. 

O chá de suas folhas vem sendo utilizado há bastante tempo, por suas propriedades anti-viróticas, notadamente contra o vírus da herpes simples e da herpes dolorosa, sem registros de efeitos colaterais. 

Estudos relatam que a planta é rica em polifenóis que apresentam atividades farmacológicas, destacando-se as atividades antiviróticas.
Sinonímia

- Spondias aurantiaca Schumach. & Thonn.;
- Spondias dubia A. Rich.;
- Spondias graveolens Macfad.;
- Spondias lutea L.;
- Spondias lutea var. glabra Engl.;
- Spondias lutea var. maxima Engl.;
- Spondias mombin var. mombin;
- Spondias oghigee G. Don;
- Spondias pseudomyrobalanus Tussac;
- Spondias purpurea var. venulosa Engl.;

Etimologia

"Cajá" vem do termo tupi aka?yá. 

"Cajá-mirim" vem do termo tupi para "cajá pequeno". 

"Taperebá" vem do tupi taperei?iwa. 

Lutea é o termo latino para "amarelo", numa referência à cor dos frutos de cajá.

ACAIBA vem do guarani que significa "Fruta com semente volumosa".

Porte

Até 30 m de altura.

Copa

Copa de forma capitata corimbiforme dominante.

Caule

A planta apresenta tronco ereto, casca acizentada ou brancacenta, rugosa, fendida e muito grossa, de até 2 m de circunferência.

Folhas

As folhas são compostas, alternas, imparipinadas, com 5 a 11 pares de folíolos, espiraladas 1/4, pecíoladas, peciólulo curto de 5 cm de comprimento; folíolos opostos ou alternos; lâmina oblonga cartácea, de 5 a 11 cm de comprimento por 2 a 5 cm de largura, margem inteira; ápice agudo, base arredondada, desigual, glabra nas duas faces; nervura mediana, promínula na face superior, glabra, no dorso proeminente, com muitos pêlos; nervação do tipo camptódromo-cladódromo, com 16a 18 pares de nervuras secundárias, promínulas na face ventral, proeminentes na face dorsal; raque de 20 a 30 cm de comprimento, tereto, pilosos, sem glândulas.

Flores

As flores são dispostas em inflorescências do tipo panículas terminais piramidais de 20 a 60 cm de comprimento, são unissexuais e hermafroditas na mesma planta, actinomorfas, apopétalas, diclamídeas, cálice de 0,5 cm de diâmetro; receptáculo arredondado, superfície pilosa, pedicelo cilíndrico, com 1 a 4 mm de comprimento; bractéola caduca; 5 sépalas, concrescentes com os lóbulos diminutos, verdes; 5 pétalas, livres valvares induplicatas amarelo-claros, 0,3 cm de comprimento; estames em número de 10 com dois vertícilos, os 5 primeiros inseridos num disco, alternos às pétalas, os outros 5 são epipétalos; anteras subglobosas, basifixas, rimosas; ovário súpero 4-carpelar, uniovulado, sobre um disco; óvulo anátropo de placentação axial; estigma fimbriado. 

O número de flores por panícula é variável, podendo atingir mais de 2.000, porém somente cerca de 10 frutos em cada panícula alcançam a maturação.

Frutos

O fruto é caracterizado como drupa de 3 a 6 cm de comprimento, ovóide ou oblongo, achatado na base, cor variando do amarelo ao alaranjado, casca fina e lisa, polpa pouco espessa também variando do amarelo ao alaranjado, suculenta, de sabor ácido-adocicado.

Sementes

O endocarpo, comumente chamado de caroço, é grande, branco, súbero-lignificado e enrugado, contendo 2 a 5 lóculos, e a ocorrência de 0 a 5 sementes por endocarpo, sendo mais freqüente a ocorrência de uma semente. 

A semente é claviforme a reniforme, medindo 1,22 cm de comprimento e 0,22 cm de largura, com os dois tegumentos de consistência membranácea, coloração creme e com superfícies interna do tégmen. 

O embrião é axial, de formato semelhante à semente e de coloração creme-claro, possuindo cotilédones planos, carnosos.

Raízes

O sistema radicular do Cajá mirim é bem superficial.

Clima

Tropical

Forma de plantio

As mudas devem ser plantadas em covas com dimensão de 40x40x40 cm, previamente deve-se fazer adubação com esterco curtido. 

Sugere-se um espaçamento em sistema quadrangular de 9 m x 9 m ou retangular de 9 m x 8 m. 

Deve-se utilizar podas de formação, de condução e de limpeza.

Espaçamento

10 m x 10 m entre plantas, 12 x 12 entre linhas

Cultivo

A cajazeira é uma planta de polinização cruzada e não existem clones recomendados para cultivo comercial. Desse modo, recomenda-se seguir algumas orientações utilizadas no cultivo de outras fruteiras perenes. 

Recomenda-se o plantio de mudas clonadas de plantas de qualidade superior, ou seja, sadias, produtivas e de frutos com boas qualidades organolépticas.

Pragas / Doenças

PRAGAS 

Mosca-das-frutas (Anastrepha sp.) constituem um dos importantes grupos de pragas que danificam as fruteiras. É uma praga que causa dano direto ao produto final, sendo classificada como praga-chave nas fruteiras, e como tal atinge o nível de dano econômico em desindades populacionais baixas, merecendo cuidados especiais durante o período de frutificação da planta.

Outras pragas - Vários autores mencionam alguns insetos, como tripes, cochonilhas, lagartas, brocas e moscas, que atacam folhas, ramos e frutos de cajazeira. Em ensaios de avaliação de clones de Spondias, constatou-se o ataque de saúvas do gênero Atta, mané-magro ou bicho-pau (Stiphra robusta Leitão) e pulgão, todas com nível de dano econômico, sendo necessário o uso de controle químico. 

Nos endocarpos armazenados constatou-se o ataque de um gorgulho destruindo as sementes. 

No sul da Bahia, foram observadas larvas abrindo galerias e causando danos em ramos de plantas jovens, e em Caucaia, CE, as larvas danificaram os ramos terminais de plantas adultas em início de brotação. 

DOENÇAS

Antracnose (Glomerella cingulata (Ston.) Spauld & Schrenk é facilmente encontrada causando lesões em folhas, inflorescência e frutos. 

Verrugose (Sphaceloma spondiadis Bitancourt e Jenkins) é uma das mais importantes doenças das Spondias. Detectada inicialmente sobre frutos e folhas de cajarana, em 1937, no Rio de Janeiro, o fungo foi descrito somente 1942. 

Resinose (Botryosphaeria rhodina (Cooke) Ark) embora de progressão lenta, a enfermidade inevitavelmente leva a planta a morte, caso não seja controlada. Todas as espécies do gênero Spondias têm se apresentado suscetíveis à resinose. 

Cercosporiose (Mycosphaerella mombin Petr. et Cif) talvez a mais comum doença foliar das Spondias, a cercosporiose em algumas oportunidades chega a causar severa queda de folíolos. 

Mancha de alga (Cephaleuros virescens Kunze) de ocorrência generalizada sobre outras frutíferas tropicais a mancha de alga é também comum sobre as espécies do gênero Spondias, sempre afetando folhas mais velhas e sem causar aparente prejuízos. 

Fitonematóides - as Spondias são extremamente susceptíveis aos nematóides das galhas, e levantamentos conduzidos nos Estados do Ceará, Bahia, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte têm revelado uma ampla dispersão de espécies de nematóides das galhas em Spondias, tanto em plantas adultas quanto em mudas. 

No caso de viveiros, algumas infestações têm se mostrado tão severas que a formação de galhas têm ocorrido até mesmo nos caules das mudas, estendendo-se acima da linha do solo.

Colheita

A época de safra varia nos diversos Estados brasileiros, sendo de maio a julho na Paraíba, março a maio no sul da Bahia, em Belém ocorre pequena colheita em maio e a produção concentra-se no período de agosto a dezembro, em Manaus de dezembro a fevereiro e no Ceará de janeiro a maio. 

A época de produção pode variar de acordo com as alterações pluvimétricas.

Após o processamento, a polpa e comercializada congelada, em embalagens de 0,1 a 10kg ou tambores de 200 litros. 

Produtividade

Os frutos da cajazeira apresentam boas características para a industrialização, em termos de rendimento e sabor. 

O percentual médio de rendimento da polpa é 40% e poderá ser compensado pelas pronunciadas características de odor e sabor apresentando amplas possibilidades industriais na fabricação de sucos, néctares e sorvetes, sendo que a avaliação química dos frutos "in natura" mostrou que o teor de acidez e o pH favorecem a sua conservação. 

Os frutos, quando destinados para a industrialização passam por processos de seleção, lavagem, despolpamento, refino, envasamento ou ensacamento, pasteurização (opcional) e congelamento.

Partes utilizadas

Frutos, folhas

Formas de Reprodução

[1] Estaquia

[2] Sementes

Reprodução

As sementes são grandes e ortodoxas (com casca fibrosa e que entra em dormência), por isso as sementes podem ser colhidas na safra, limpas e semeadas 3 a 4 meses depois no fim da primavera. 

O plantio é feito colocando as sementes lado a lado em jardineiras com 50 cm de comprimento e 20 cm de altura e largura, contendo substrato organo-arenoso, desse modo a germinação inicia com 35 a 70 dias. 

As plântulas podem ser transplantadas para sacos individuais quando estiverem com 12 cm de altura. As mudas atingem 30 a 40 cm em 6 meses após a germinação. 

A propagação vegetativa se dá com facilidade, basta selecionar estacas de ramos ou raízes com 1,5 cm de diâmetro e 20 cm de comprimento e enterrar 10 cm da base em substrato arenoso e deixá-las em estufa com micro-aspersão, pois, com 30 dias já apresentarão brotações. 

O desenvolvimento das mudas é rápido, iniciando a frutificação com 3 ano para as mudas propagadas por estacas e 8 a 10 anos para mudas propagadas por sementes.

Propagação sexual

Na propagação sexual da cajazeira, o endocarpo comumente chamado caroço é a parte mais característica do fruto das espécies do gênero Spondias. 

O endocarpo é lenhoso, rodeado por fibras esponjosas e duro, dificultando o corte para retirada de sementes. No seu interior encontram-se os lóculos que podem, ou não, conter sementes. Desse modo, o endocarpo é utilizado na propagação sexual do cajá e de outras Spondias como a cajarana o umbu, etc. 

O endocarpo do cajá possui de zero a cinco sementes, e estas apresentam dormência. Os resultados dos ensaios de germinação com sementes da cajazeira mostraram baixas percentagens e velocidade de germinação. 

Devido a problema de dormência, recomenda-se a semeadura dos endocarpos em canteiros ou em bandejas plásticas, usando-se como substrato areia quartzosa esterilizada. 

A semeadura deve ser efetuada a uma profundidade de 3cm, colocando-se o endocarpo na posição vertical, com a parte proximal (parte mais fina, que liga o fruto ao pendúnculo) voltado para baixo. 

Os canteiros ou as bandejas devem ficar em ambiente coberto com sombrite que retenha de 50% a 70% da radiação solar. 

Em um mesmo lote podem existir sementes que começam a germinar aos 30 dias e aos 406 dias, depois de semeadas. 

A germinação é epígea e a emergência dos cotilédones precede à radícula, que em sua fase inicial é bastante delgada. Posteriormente o sistema radicular se torna robusto, formando estruturas tuberosas na raiz principal. Pode ocorrer a germinação de 1 a 3 sementes por endocarpo.

De cada endocarpo, pode germinar mais de uma semente ao mesmo tempo, porém apenas uma raiz principal se desenvolve.

Propagação assexual - A propagação vegetativa ou assexual é a multiplicação das plantas por meio de partes vegetais, seja por explantes. Alporquia, enxertia ou por estacas de caule ou de raízes. 

Tradicionalmente, o cajá é propagado por estacas de caule com cerca de 1,5 m de comprimento e diâmetro superior a 10 cm; estas, além de apresentarem lento e baixo enraizamento, demoram para formar a copa da nova planta. 

Contudo, o cajá pode também ser multiplicado por estacas de raiz, fato comprovado pela pesquisa em ensaios e observações em campo, onde se encontram plantas que surgem a partir de raízes de cajazeiras adultas.

Princípios Ativos

Em 1991, Pesquisadores da Universidade de Antuérpia na Bélgica, isolaram das folhas e talos desta espécie, substâncias que demonstraram atividade pronunciada contra os vírus Herpes simplex tipo 1 e Coxsackie B2.

Mais recentemente, os mesmos pesquisadores Belgas isolaram também das folhas e talos da mesma planta ésteres cafêicos, entre os quais se destacam o éster cafêico do ácido alohidróxicítrico e o éster butirico do ácido clorogênico. O primeiro mostrou atividade antivirótica contra Coxsackie B2 e a segunda atividade contra o vírus da Herpes simples 1.

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará e do PADETEC, estão desenvolvendo um fitoterápico à base de um extrato alcoólico obtido das folhas da cajazeira (Spondias mombin) que vem sendo usada devido às suas propriedades anti-viróticas, apresentando resultados muito significativos no combate ao vírus da herpes tipo I e II.

Utilização

- Na indústria - os frutos possuem excelente sabor e aroma, além de rendimento acima de 60% em polpa, e por isso são amplamente utilizados na confecção de suco, néctar, sorvetes, geléias, vinhos, licores, etc.

Devido a sua acidez, normalmente, não é consumido ao natural. 

Apesar da polpa de cajá possuir grande demanda, em algumas regiões do país, a sua industrialização é totalmente dependente das variações das safras, considerando a forma de exploração extrativista do cajá e a grande perda de frutos devido a problemas de colheita e de transporte. 

Desse modo, a atual produção industrializada não é suficiente para atender nem o mercado interno consumidor do Norte e Nordeste.

- Na medicina popular e na indústria farmacêutica - é crescente a utilização do cajá. 

A casca é aromática, adstringente e emética, constituindo-se um bom vomitório nos casos de febres biliosas e palustres, tem reputação de antidiarréica, antidesintérica, antiblenorrágica e anti-hemorroidária, sendo a última propriedade também atribuída a raiz.

As folhas são úteis contra febres biliosas, constipação do ventre, dores do estômago etc. Nos últimos anos, descobriu-se que o extrato das folhas e dos ramos da cajazeira continham taninos elágicos com propriedades medicinais para o controle de bactérias gram negativas e positivas.

Na alimentação animal - As folhas são alimentos prediletos do bicho na época da seca.

Origem

Linnaeus estabeleceu em 1753 que o gênero era monotípico, baseado em Spondias mombin L., nativa da América Tropical. Conde De Ficalho (1947) relata que a cajazeira encontra-se extremamente espalhada pelos trópicos da América, da Ásia e também da África, recebendo o nome de ambaló em Goa e munguengue em Angola, e cita que na Flora of Tropical Africa esta espécie é dada como introduzida na África e indígena das Índias Ocidentais. 

Segundo Ponce & Silva (1975), a cajazeira é procedente da América do Sul e Antilhas, nativa da Amazônia, e encontrada desde o Sul do México até o Peru e Brasil.

Habitat

No Brasil, as cajazeiras são encontradas isoladas ou agrupadas, notadamente na Amazônia e na Mata Atlântica, prováveis zonas de dispersão da espécie, sendo encontrada na zonas mais úmidas dos Estados do Nordeste e na Amazônia, em matas de terra firme ou várzea.

É uma planta perenifólia ou semidecídua, heliófila e seletiva higrófila, característica da mata alta de várzea de terras firme, sendo encontrada também em formações secundárias, onde se regenera espontaneamente, tanto a partir de sementes como de estacas e raízes.

A cajazeira desenvolve-se bem nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, em clima úmido, subúmido, quente, temperado-quente, e resiste a longo período de seca. 

Na região sul da Bahia, a maior concentração ocorre em áreas de solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica e em consórcio com o cacau, onde a precipitação pluviométrica varia de 1.000 a 1.800 mm. 

No Ceará, ocorre com maior freqüência nas regiões de precipitação média anual superior a 1.100 mm, ou seja, nas zonas litorâneas próximas a Fortaleza e nas Serras. 

Apesar da alta resistência à seca e da ocorrência de algumas plantas na região semi-árida, a espécie não é considerada xerófita. 

A resistência à seca deve-se em parte, ao acúmulo de fotoassimilados e reservas nutritivas nas túberas formadas nas raízes.

Observações

A cajazeira possui flores hermafroditas, estaminadas e pistiladas, com aparente ocorrência de protandria, ou seja os estames amadurecem antes do estigma. Este fenômeno propicia a polinização cruzada e a segregação externada nos pomares de plantas oriundas de sementes, as quais apresentam alta variabilidade quanto ao porte, arquitetura, e formato da copa, características físico-químicas de folhas e frutos, além de longa fase juvenil, porte alto e variação das fases fenológicas, características indesejáveis em plantios comerciais.

Com trabalhos de seleção e utilização da propagação vegetativa tais problemas deverão ser reduzidos.

MODO IA

cajá (também conhecido como taperebá ou cajá-mirim) é o fruto da cajazeira (Spondias mombin), uma árvore nativa das regiões tropicais das Américas, muito comum no Norte e Nordeste do Brasil.

Características Principais

  • Sabor: Possui uma polpa amarela intensa, ácida e com um aroma marcante, sendo muito utilizada em sucos, polpas, sorvetes e doces.

  • Nutrientes: É uma excelente fonte de vitamina C, auxiliando na imunidade e na formação de colágeno. Também contém carotenoides (precursores da vitamina A) e minerais como fósforo e cálcio.

  • Variedades: Existem espécies próximas com nomes similares, como o cajá-manga (Spondias dulcis), que é maior e possui "espinhos" no caroço, e o umbu-cajá, um híbrido natural comum no semiárido nordestino. 

Usos e Consumo

A fruta é versátil e vai além do consumo natural: 

  • Industrial: Muito explorada para a produção de polpas congeladas e néctares.

  • Gastronomia: Usada em geleias, licores e até em cervejas artesanais premiadas.

  • Benefícios à Saúde: Contribui para o funcionamento do intestino e proteção celular devido aos seus antioxidantes. 

Atenção: O consumo excessivo deve ser evitado por pessoas com problemas renais devido ao alto teor de potássio. 

Gostaria de conhecer alguma receita específica com cajá ou dicas sobre como plantar a cajazeira?

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