sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Manejo de plantas daninhas na Ameixeira

Manejo de plantas daninhas

Entre os fatores que influenciam a quantidade e a qualidade dos frutos, o manejo do solo e o controle das plantas invasoras merecem atenção especial. No manejo do solo dos pomares é necessário que se mantenha um grau de controle das plantas daninhas que permita as frutíferas expressarem toda a capacidade produtiva. Principalmente nos períodos de brotação, floração, raleio e a fase compreendida entre o endurecimento do caroço e a maturação do fruto, a competição exercida pelas plantas invasoras deve ser mínima ou nula.
É recomendável que o solo dos pomares, na linha de plantas, ou seja, na área efetivamente explorada pelo sistema radicular das frutíferas, seja mantido livre de qualquer tipo de vegetação que possa competir com a ameixeira, principalmente, no período compreendido entre a floração e a maturação dos frutos, estendendo-se até a queda das folhas (Figura 25).
Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 25. Sintomas provocados por Xylella fastidiosa em folhas de ameixeira.

Controle mecânico e químico de invasoras

O controle das plantas invasoras pode ser feito de diferentes maneiras, devendo ser considerados alguns parâmetros tais como: espécies infestantes, período de infestação, fenologia das espécies infestantes e fenologia da frutífera. Com relação a este último item, na fase de formação dos frutos é muito importante que não haja concorrência por água e nutrientes, principalmente em solos com baixa fertilidade natural e pouco profundos.

Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 24. Aspecto na linha de plantas de um pomar de ameixeira sem competição de invasoras.
Em pomares localizados em áreas com declive acentuado (sujeitos aos processos erosivos) é aconselhável manter as entrelinhas relvadas para evitar o arraste de solo durante os períodos chuvosos. A vegetação nas entrelinhas deverá ser de porte baixo, ou mantida roçada durante a fase vegetativa da ameixeira.
A utilização de enxada rotativa também deve ser evitada, principalmente em solos com textura fina. Nestas condições este implemento desestrutura o solo, pulverizando-o. Após uma chuva, forma-se uma crosta na superfície do terreno, diminuindo a permeabilidade à água e ao ar, comprometendo o bom desenvolvimento da ameixeira e facilitando os processos erosivos.
Grades tipo off set podem ser usadas, desde que o solo esteja em condições de friabilidade.
Quando as entrelinhas são mantidas relvadas, a passagem das máquinas para a execução dos tratamentos fitossanitários e demais tratos culturais motomecanizados é facilitada.
Nas linhas de plantas, deve-se proceder o revolvimento de uma fina camada na superfície do solo. Esta prática, sempre que possível, deve suceder a adubação nitrogenada, promovendo a incorporação do adubo, evitando-se, assim, perdas por volatização e aumentando-se a eficiência do fertilizante, principalmente se for usada a uréia como fonte de nitrogênio. Convém salientar que o cultivo do solo não elimina a necessidade de adubação nitrogenada.
A eliminação das espécies invasoras deve se restringir à área explorada pelo sistema radicular das frutíferas. Em muito casos, dependendo das espécies invasoras, do regime de chuvas e da disponibilidade de mão-de-obra, a capina manual torna-se impraticável ou ineficiente. Uma capina eficiente seguida da aplicação de um herbicida pré-emergente (Tabela 4), permite, em certas situações, que a área tratada fique livre das plantas invasoras por um período superior a cinco meses.
Tabela 4. Herbicidas pré-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira.
Herbicidas as pré-emergentes
Princípio ativo
Dosagem do produto comercial
DIURON (ou similar)
2,0 a 3,0 kgh a-1
SIMAZINA (ou similar)
1,5 a 3,0 kgh a-1
ORIZALINA
2,0 a 3,0 kgh a-1
Podem também ser utilizados herbicidas com ação pós-emergente (Tabela 5); neste caso, entretanto, as invasoras devem ter altura máxima de 25 cm. Geralmente, herbicidas pós-emergentes não têm ação sobre as sementes e são inativados pelos coloides do solo.
Tabela 5. Herbicidas pós-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira.
Herbicidas as pós-emergentes
Princípio ativo
Dosagem do produto comercial
GLIFOSATE (ou similar)
1,5 a 4,0 Lh a-1
PARAQUAT (ou similar)
2,0 a 3,0 Lh a-1

Controle biológico de invasoras

O cultivo de leguminosas de inverno nas linhas de plantas dos pomares de ameixeira é uma prática que vem sendo adotada, por muitos fruticultores, nas últimas décadas. A ervilhaca (Vicia sp.) pode ser cultivada sob a copa das ameixeiras durante a fase de repouso hibernal da frutífera. Dependendo das condições locais e da cultivar de ameixeira, poderá haver competição entre a leguminosa e a frutífera na fase final de formação do fruto, com interferência negativa sobre a produção. Quando isto ocorre faz-se necessária a adoção de alguma prática de cultivo (capina, ceifa ou herbicida) para que seja interrompido o ciclo vegetativo da leguminosa.
Nas entrelinhas, o cultivo pode ser iniciado no outono. Deve-se evitar o cultivo com arado, particularmente de discos, devido aos danos causados no sistema radicular das plantas, o que reduz a produtividade e a longevidade do pomar.



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CURIOSIDADES SOBRE AMEIXAS

Os primeiros escritos sobre a ameixeira datam dos anos 23 a 79 da era cristã. A teoria mais racional é a que supõe que o centro-oeste da Ásia foi o local de origem das plantas de ameixeira que desenvolveram-se nas primeiras variedades cultivadas, principalmente, porque ainda hoje, existem abundância de ameixeiras e seus moradores nativos comercializam ameixas secas, as quais são muito apreciadas.
Muitos botânicos indicam ser a ameixeira o núcleo central de divergência do gênero Prunus, que por sucessivas variações originou as diferentes frutas da família das Rosáceas.
Duas espécies principais abrangem a maiorias das cultivares atualmente existentes. Uma dessas é denominada Prunus doméstica (L.) e a outra é Prunus salicina Lindl.
Vários botânicos acreditam que Prunus doméstica L., vulgarmente conhecida como ameixeira européia, teve origem em uma região compreendida entre o sul do Cáucaso e o norte da Pérsia. Por ser cultivada há mais de 2.000 anos, é difícil determinar o local exato onde originou-se esta espécie. São árvores de forma piramidal que podem atingir até 12 metros de altura. Apresentam raízes compridas e pouco profundas. O tronco pode apresentar até 40 cm de diâmetro. Apresenta uma ou duas flores em cada gema, com pedicelo de 1 cm de comprimento, pétalas brancas ou branco-esverdeadas, ovaladas. As frutas têm forma, tamanho, cor e sabor variáveis segundo a variedade e a película é coberta por pruina azulada.
Acredita-se que a espécie Prunus salicina Lindl seja originária da China, embora conhecida como ameixeira japonesa. São árvores que podem atingir de 6 a 10 metros de altura, com troncos medianamente grossos. Os ramos são abertos e compridos. Apresenta três ou mais gemas pequenas por nó. Os brotos são glabros. As folhas têm de 6 a 15 cm de comprimento, com forma oblongo-ovalada ou oblongo-elíptica, glabras. O pecíolo pode ter de 1 a 2 cm de comprimento. Apresentam, normalmente, três flores por gema, podendo chegar a 4 ou 5. As pétalas são brancas, ovaladas e os estames em número de aproximadamente 25. Produzem frutas de diversos tamanhos e formas, com película fina, adstringente e com pouca pruina, apresentando várias colorações entre amarelo e vermelho, mas nunca azulada. A polpa é firme, de cor amarela, vermelha ou roxa, fibrosa, doce e aromática.
A ameixeira é uma das plantas frutíferas que mais se difundiu pelo mundo, sendo cultivada em várias condições climáticas devido às varias espécies existentes e ao resultado de hibridações ocorridas ao longo do desenvolvimento da cultura. Pode-se dizer que a ameixeira espalha-se por todo o Hemisfério Norte, com exceção de zonas onde o elevado calor dos trópicos ou extremo frio da zona polar são obstáculos ao seu desenvolvimento.

Ameixa medicinal

A ameixa é recomendada contra a prisão de ventre por seu alto poder laxativo. Consumida em excesso, pode irritar os rins. É rica em vitaminas do Complexo B, que evitam problemas de pele e reumatismo.Além disso são essenciais ao crescimento e fortalecem o cabelo, evitando sua queda.
Por causa de sua alta taxa de Fósforo, a ameixa é indicada em casos de fraqueza geral, principalmente quando há debilidade cerebral.
A ameixa seca, e portanto concentrada, é indicada para pessoas que desenvolvem trabalhos musculares, porque é altamente energética, fornecendo grande quantidade de calorias. E a fruta fresca é ideal no combate a hemorróidas.
Para combater a prisão de ventre, coloca-se ameixas secas de molho em um copo de água à noite. Logo na manhã seguinte tanto as ameixas como essa água devem ser ingeridas em jejum. Esse tratamento deve ser repetido por vários dias.
Seu período de safra vai de dezembro a fevereiro.
A ameixa fresca fornece, em cada 100 gramas, 47 calorias, conservando-se na geladeira por uma semana.
Fonte: www.geocities.com

ameixa,quantas são

Vários frutos são conhecidos com o nome de ameixa.
São eles:
Eryobotrya japonica, a nêspera
Prunus domestica
Prunus salicilina, a ameixa-japonesa

Descrição
A ameixa considera-se oriunda das terras do baixo Danúbio, da Pérsia, da Arménia e do Cáucaso. As cultivações sírias, em volta de Damasco, alcançaram grande fama. Através dos gregos e dos romanos, também as ameixas chegaram até nós, embora os romanos só as cultivassem mais tarde. Diz-se que em 812, Carlos Magno, mandou plantar ameixeiras, de diversas espécies, nas suas propriedades imperiais. Hoje, as ameixas desfrutam de uma popularidade geral.
A ameixa autêntica (Prunus domestica) tem diversos nomes, nas várias regiões. Pertence à família das Rosáceas.
O abrunho (Prunus insititia), também chamado de abrunho grande, abrunho de enxertar, é diferente da ameixa autêntica. Difere sobretudo pelo fruto, esférico e de cor violeta escura, com o caroço chato, em vez de pontiagudo, como na verdadeira ameixa.
As ameixas devem ser comidas cruas, em grande quantidade; são também um alimento culinário, para conserva, geléia e doce em pasta. Além deste interesse como alimento, têm um significado muito mais justificado como remédio dietético médico.
Fonte: pt.wikipedia.org

ameixa,OTIMO ALIMENTO

A ameixa é um alimento nutritivo de baixo valor calórico, seja quando ingerida em saladas de frutas, assados, compotas, pudins ou pratos de carne. A ameixa fresca tem em média somente 36 calorias e é uma boa fonte fibras importantes para a dieta.
Fornece, além disso, boas quantidades de diversos nutrientes, entre eles vitamina C e potássio. As ameixas frescas não amadurecem depois de colhidas. Antes de comprá-las verifique o brilho da casca e se a fruta está levemente macia. A cor, varia muito de uma variedade para a outra e pode não ser um bom indicador de amadurecimento.
As ameixas passadas tendem a ficar moles, com a casca machucada ou descolorida. As ameixas firmes podem ser guardadas por um ou dois dias, à temperatura ambiente, para amolecerem.
Fonte: culinaria.terra.com.br

AMEIXA PECULIARIDADES

Fruto de ameixeira, família das rosáceas, a ameixa, de cor roxa-escura, vilácea, vermelha ou amarela, é carnosa e suculenta, e seu caroço é quase liso. A ameixa tem alto valor nutritivo. É rica em açúcar, sais minerais e algumas vitaminas.É um ótimo alimento, pois funciona como laxante natural
Curiosidade
No Japão é muito usado o "umeboshi", que é a ameixa salgada em conserva. A Califórnia é a principal região produtora de ameixa. Na América do Sul, os maiores produtores são a Argentina e o Chile. 100 gramas de ameixa fresca fornecem 47 calorias. Rica fonte de niacina, fibras, vitamina C e mineral potássio. A ameixa seca é muito utilizada na prevenção e tratamento de prisão de ventre.
Dica
A ameixa seca tem várias aplicações em caldas, sorvetes, pudins, musses bolos, tortas, refrescos e licores. Além disso, combina muito bem com pratos salgados. Para congelar ameixas, corte-as ao meio. Retire os caroços, armazene em sacolas plásticas, retirando o máximo de ar que conseguir. Elas podem ficar congeladas até 1 ano. As ameixas ficam moles quando congeladas.
Propriedades Nutricionais
A ameixa tem alto valor nutritivo. É rica em açúcar, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e algumas vitaminas. As frutas secas e sementes repõem nutrientes minerais como ferro, zinco, potássio e vitaminas.
Propriedades Medicinais
A ameixa é recomendada contra a prisão de ventre por seu alto poder laxativo. É rica em vitaminas do Complexo B, que evitam problemas de pele e reumatismo.Além disso são essenciais ao crescimento e fortalecem o cabelo, evitando sua queda.
Como Comprar
Procure frutos bem cheios, lustrosos e com a polpa que ceda ligeiramente à pressão delicada dos dedos. A coloração pode mudar, dependendo da variedade, do amarelo-esverdeado ao roxo. As ameixas passadas tendem a ficar moles, com casca machucada ou descolorida, e, às vezes, vazam sumo.
Como Armazenar
Para Conservar em bom estado por 3 a 5 dias, guarde em sacos plásticos na gaveta da geladeira sem lavar. Lave a ameixa apenas na hora em que for consumir. As ameixas firmes podem ser guardadas por um ou dois dias, à temperatura ambiente, para amolecerem.
Como Preparar
A ameixa pode ser consumida fresca, seca ou como geléias. Coma com a mão ou sirva cortada em fatias/pedaços, com ou sem casca, com ou sem açúcar. Use em saladas de frutas ou para preparar sobremesas, molhos, geléias ou bolos.
Fonte: www.hortifruti.com.br

AMEIXA caracteristicas

Nome Científico: Prunus sp.
Família: Rosaceae
Nomes Comuns: Ameixeira japonesa (Prunus salicina Lindl.), ameixeira européia (Prunus domestica L.), “plum” e “ciruelo”.
Origem e Dispersão: As ameixeiras japonesas são originárias da China e as ameixeiras européias são, provavelmente, originárias do Sul do Cáucaso (Ásia Menor).
Clima e Solo: A temperatura é o fator climático mais importante para a ameixeira, afetando sua distribuição geográfica. As ameixeiras européias são mais exigentes em frio hibernal do que as japonesas; devido a isto, seu cultivo fica restrito às regiões mais frias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Propagação: Normalmente, a ameixeira é propagada por enxertia de borbulhia (T normal ou invertido) sobre porta-enxertos de pessegueiro oriundos de sementes, ou seja, da mesma forma que o pessegueiro e a nectarineira. Porém, também podem ser utilizados outros métodos como a estaquia, a mergulhia de cepa, etc., embora a capacidade de enraizamento seja bastante váriável com o cultivar.
Variedades: No Brasil, a maioria dos plantios com ameixeira é feita com ameixeiras japonesas por serem menos exigentes em frio. As ameixeiras européias, basicamente, são representadas pelos cultivares D’Agen e Stanley, que apresentam epiderme roxa-clara e azulada, respectivamente, com polpa amarela e firme.
Utilização: As ameixas japonesas são utilizadas, basicamente, para consumo “in natura”, embora também possam ser industrializadas sob diversas formas.
As ameixas européias são utilizadas para consumo “in natura” e, principalmente, industrializadas na forma de passas.
AMEIXA DE MADAGASCAR
Nome científico: Flacortia indica Merr.
Família: Flacourtiaceae
Origem e dispersão
Flacortia indica Merr. é a espécie desta frutífera asiática, anteriormente conhecida como Flacortia ramontchi. Sua origem possível é na Índia ou em Madagascar, que originou seu nome comum. Outras espécies como F. inermis, F. jangomas e F. rukan, também originadas da Ásia são confundidas com ela.
Clima e solo
Adaptada a condições tropicais e vários tipos de solo, suporta geadas fracas.
Propagação
A propagação vegetativa (estacas ou enxertia) pode ser feita e é recomendada, pois assim pode-se plantar mais mudas femininas para poucas masculinas. Da propagação por sementes, pode decorrer muita planta masculina, improdutiva.
Utilização
O fruto pode ser consumido fresco, mas também em geléias, doces e sucos. A planta é indicada como boa para quebra-vento.
Fonte: www.todafruta.com.br

Ameixa curiosidades

A ameixa é uma fruta redonda com caroço produzida por uma árvore da família das Rosáceas. Dentre as mais de 100 variedades existentes, as mais conhecidas você encontra nas cores vermelha, amarela e roxa. De sabor doce, ligeiramente mais ácida na parte da polpa proxima ao caroço, pode ser consumida fresca, seca ou utilizada na preparação de geléias e outros tipos de doce. A ameixa seca é usada para a preparaçãoi de caldas, sorvetes, pudins, musses, bolos, tortas, refrescos e licores. Além disso, combina muito bem com pratos salgados.
Embora a ameixa seja uma fruta macia, ela só é boa para o consumo enquanto está firme, com aparência fresca e cor viva, sem partes moles, manchadas ou machucadas. Para que a ameixa se conserve me bom estado por vários dias, guarde-a em saco plástico na gaveta da geladeira sem lavar. Lave apenas na hora em que for consumi-la.
Destaque Nutricional
Rica em açúcar, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e algumas vitaminas, é um ótimo alimento, pois funciona como laxante natural.
Porção : 100g
Kcal : 54.0
HC : 13.5
PTN : 3.8
LIP : 0
Colesterol : 0
Fibras : 1.95
Fonte: batuquenacozinha.oi.com.br
Nome popular: ameixa, ameixa-preta.
Família: rosáceas.
Parte usada: fruto maduro e parcialmente dessecado.
Composição química: açúcares (principalmente glicose), dextrinas, pectina. Ácidos málico e tartárico. Água.
Indicações: laxativo, para regular a circulação intestinal e o apetite. Utilizado como edulcorante para corrigir o paladar de certos medicamentos.


USO MEDICINAL
Graças ao seu conteúdo em fibra (especialmente pectina), carboidratos, magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomendando-se contra a prisão de ventre obstinada.
Médicos afirmam que a ameixa fresca é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos e associadas às hiperlipidemias, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota; a arteriosclerose, a nefrite etc; ácidos e/ou gorduras originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas, gorduras saturadas e colesterol.
A ameixa fresca é indicada contra as hemorróidas e a hipocondria.
Diurética como é, recomenda-se contra as afecções de caráter inflamatório das vias urinarias.
É, ainda, "desobstruente" do fígado, "depurativa" do sangue e "desintoxicante" do aparelho digestivo, pelo que se emprega com êxito nas afecções febris do estômago e do intestino.
No tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, catarros etc.)
Valor Alimentício
A ameixa, consumida ao natural, fresca, seca ou demolhada, é um alimento saboroso e saudável. É também muito apreciada em compotas, geléias, sopas, purês, ou em mistura com figos secos, passas de uvas ou nozes raladas. Por suas propriedades laxativas, convém aos intestinos preguiçosos. Mesmo crianças pequenas podem beneficiar-se da "água da ameixa" em caso de prisão de ventre.
A ameixa, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de valor nutricional. Por exemplo, a ameixa-vermelha é rica em provitamina A, ao passo que as outras variedades são relativamente pobres. A ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, além de conter um pouco mais de proteína. A ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa, sendo a mais apropriada para o tratamento das afecções urinárias.



sábado, 17 de dezembro de 2016

Irrigação na Ameixeira (ameixa)


Irrigação

Na decisão do manejo de água, um dos fatores de maior influência é a característica do sistema radicular da planta, que determina o volume de solo a ser explorado para absorção de água e de nutrientes. O sistema radicular de espécies frutíferas, como macieira, pereira e prunóideas, de maneira geral, é bastante semelhante. Atinge profundidade máxima de um a dois metros, ocupa por planta, uma área de 10 a 20 m2 e apresenta a zona de maior concentração de raízes absorventes entre 0 e 50 cm de profundidade. Existem variações entre espécies e cultivares, acentuadas por diferenças de idade e condução das plantas, como poda e espaçamento, assim como, tipo e manejo do solo.
O efeito da irrigação no crescimento de raízes de frutíferas, apesar de variar de acordo com a espécie, com a cultivar e com as condições de solo, geralmente, resulta em maior concentração de raízes nos primeiros 15 cm de solo e redução de raízes em 15 cm a 30 cm de profundidade. Plantas formadas em solos bem irrigados ou com mulching têm menor capacidade de resistência às secas por causa da superficialidade do sistema radicular, quando não irrigadas.
O método de irrigação também exerce influência na distribuição das raízes: irrigação localizada em um só ponto tende a concentrar o desenvolvimento de raízes próximo a esse ponto, num raio de 30 cm a 40 cm.

Períodos críticos em relação ao déficit hídrico

As fases nas quais as plantas são sensíveis ao estresse hídrico são identificados basicamente por grande atividade fisiológica.
Após o período de dormência, a retirada de água do solo pela planta aumenta à medida que os ramos se desenvolvem e a área foliar é ampliada.
Posteriormente a floração, a multiplicação celular é muito grande porque é o número de células que determina o tamanho final dos frutos. A falta de água nesse período reduz o número de células, comprometendo o tamanho dos frutos. Terminada a divisão celular, nos frutos inicia-se a fase de aumento do volume das células. Nesse período, a etapa mais crítica ocorre duas a três semanas antes da colheita.
Outra fase crítica dá-se durante a diferenciação das gemas, que ocorre após a colheita. Nesse período, a atividade radicular é muito grande, uma vez que a planta armazena as reservas de nutrientes que irá utilizar no florescimento e na brotação, definindo a carga de frutos para a próxima estação. Essa é a fase mais importante no controle da umidade do solo, em razão de que, em condições de baixa umidade, há comprometimento da absorção de nutrientes pela planta, impedindo que ela entre, adequadamente nutrida, na fase de dormência.

Manejo da irrigação

O manejo da irrigação consiste em determinar a época e a quantidade de água a ser fornecida aos cultivos. Existem diferentes métodos, que variam quanto ao uso de instrumentos, custo de implementação, necessidade de dados meteorológicos e eficiência de aplicação, entre outros fatores.
Irrigação por aspersão: Apesar de não ser o método mais indicado para pomares já formados, é muito empregado na produção de mudas (Figura 20). Consiste na dispersão de água sobre a cultura, utilizando-se um conjunto de moto-bomba, tubulação, aspersores e acessórios.
As principais vantagens são: não necessitar de sistematização do terreno; pode ser utilizado em solos com quaisquer taxas de infiltração ou retenção de água; e não apresentar perdas na condução ou por escoamento superficial, quando bem manejado. Além disso, exige pouca mão-de-obra, apresenta facilidade de montagem, não dificulta o preparo de solo, pode ser instalado no pomar já implantado, ser automatizado, (operarando 24 horas por dia), e usado na prevenção de danos por geadas e possui grande variedade de opções de equipamentos.
 Irrigação de viveiro de produção de mudas de ameixeira utilizando o método de aspersão.
O método apresenta como principais desvantagens: altos volumes de aplicação; baixo rendimento; altas pressões para funcionamento e, conseqüentemente, o consumo de muita energia. Também molha toda a área e a folhagem das plantas; tem alto custo de implantação; utilização limitada pelo vento; e necessidade de água de boa qualidade.
Irrigação de superfície: Dos métodos utilizados, o de sulcos é o que apresenta maior aplicação em fruteiras. Apresenta como desvantagens a dificuldade de circulação de máquinas, a manutenção dos sulcos e a grande necessidade de mão de obra.
Irrigação localizada: Caracteriza-se por adicionar água ao solo com maior frequência e em volumes menores, oferecendo umidade adequada à região onde as raízes se distribuem.
As principais vantagens do sistema para fruteiras são: proporciona maior produtividade com menores volumes de água aplicados; utiliza baixa pressão na operação; não molha as folhas das plantas; opera em cultivos implantados em solos de baixa capacidade de infiltração (argilosos); pode-se aplicar fertilizantes junto com a água; não necessita de nivelamento do solo; não apresenta limitações de topografia; pode ser automatizado é de elevada eficiência de aplicação, (pois molha somente a área junto ao gotejador, o que reduz o aparecimento de ervas daninhas); possibilita o uso de água com teores de sais mais elevados do que nos métodos de aspersão; e necessita de pouca mão de obra para seu funcionamento.
Principais desvantagens: os custos de implementação, a ocorrência de entupimentos (por fatores biológicos, químicos e físicos) e o acúmulo de sais nas laterais do bulbo úmido; não pode ser utilizado no controle de geadas; e necessita de experimentação local para maximizar os resultados com o sistema.

Viabilidade econômica da irrigação

Todos os métodos, quando bem utilizados devem apresentar resultados semelhantes quanto à produtividade da cultura. A escolha do método deve ser acompanhada de análise que leve em conta os fatores técnicos relacionados aos fatores econômicos do investimento. Em regiões sujeitas a períodos de estiagem, o uso de irrigação suplementar na cultura da ameixeira pode proporcionar benefícios ao produtor.
No Sul do Brasil, a suplementação de água nos pomares, por meio da irrigação, tem sido feita de forma simples e com baixa tecnologia. Mesmo nesses casos, tem-se observado reação positiva das plantas, particularmente em relação ao aumento do diâmetro dos frutos.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Clima e Solos para o Abacaxi


Clima

O abacaxi é uma cultura de regiões tropicais, embora seja cultivado também em muitas regiões subtropicais. A temperatura mais adequada para o crescimento da planta varia de 22 ºC a 32 ºC, com faixa ótima entre 29 ºC e 32 ºC. Uma amplitude térmica diurna de 8 ºC a 14 ºC favorece o crescimento da planta e a qualidade do fruto. Os limites extremos de temperatura, quando o crescimento é paralisado, são +5 ºC e + 40ºC. A pluviosidade ótima para cultivo do abacaxizeiro situa-se entre 1.000 mm e 1.500 mm, com distribuição uniforme ao longo do ano. Entretanto, existem plantios comerciais de abacaxi em regiões semiáridas, com apenas 500 mm ao ano, e também em regiões altamente úmidas, com mais de 5.000 mm anuais. Com referência à luminosidade, o abacaxizeiro requer um mínimo de 1.200 a 1.500 horas de luz por ano, com quantidade ótima entre 2.500 e 3.000 horas por ano, o que corresponde a 6,8 a 8,2 horas de luz por dia. Temperaturas baixas, insolação elevada e sombra muito intensa são prejudiciais ao desenvolvimento geral do abacaxizeiro.

Solos

Exigências edáficas

O abacaxizeiro se desenvolve bem na grande maioria dos tipos de solos, entretanto é uma planta que requer solos com boas condições de aeração e drenagem, o que favorece o desenvolvimento do sistema radicular, com reflexos positivos no crescimento e na produção. O abacaxizeiro é bastante sensível ao encharcamento do solo, condição que prejudica o desenvolvimento e, consequentemente, a produção. É recomendável que o lençol freático esteja a mais de 80 cm a 90 cm da superfície do solo.
Os solos mais indicados para o cultivo do abacaxizeiro são os de textura areno-argilosa, profundos, de boa drenagem, boa aeração, pH variando entre 4,5 e 5,5, e bom teor de matéria orgânica, condições estas importantes para que a planta possa estabelecer um amplo sistema radicular. Os solos de textura arenosa (até 15% de argila e mais de 70% de areia) também são utilizados para o cultivo do abacaxi, requerendo quase sempre a incorporação de resíduos vegetais e adubos orgânicos que melhorem as suas capacidades de retenção de água e de nutrientes.
Com referência aos aspectos físicos, os solos das diversas regiões produtoras de abacaxi do Tocantins atendem às principais exigências dessa cultura; porém, em relação aos atributos de fertilidade química, apresentam geralmente alguma deficiência em fósforo, magnésio e, menos frequentemente, em potássio. Predominam solos com acidez média, com o pH entre 4,5 e 5,5, faixa esta considerada ideal para o cultivo do abacaxi, e sem alumínio ou com baixa acidez trocável.

Escolha do terreno

Os abacaxizais devem ser instalados em regiões classificadas como preferenciais e toleradas pela cultura, observando-se as condições de aptidão edafo-climática em relação às exigências do abacaxizeiro. O plantio deve ser instalado em área plana ou levemente ondulada (declividade inferior a 5%), profundidade efetiva superior a 80 cm, textura média (areno-argilosa), boa drenagem, e pH de 4,5 a 5,5. A instalação de abacaxizais em áreas com declividade superior a 5% requer a adoção de práticas de conservação do solo e de preservação ambiental. É recomendável instalar o plantio próximo a uma fonte de água de maneira a facilitar o suprimento hídrico suplementar durante os períodos secos, assim como para a aplicação de agroquímicos. Os plantios devem ser instalados em regiões classificadas como preferenciais e toleradas pela cultura, observando-se as condições de aptidão edafoclimática e compatibilidade às exigências do abacaxizeiro.

Preparo do solo

Em áreas para primeiro plantio, o agricultor deve proceder de acordo com a legislação ambiental vigente, efetuar destoca, roçagem, aração e gradagens. Em áreas anteriormente cultivadas com abacaxi, o preparo do solo deve consistir de uma aração e de gradagens em número suficiente para possibilitar bom enraizamento e expansão do sistema radicular e, por conseguinte, bom desenvolvimento da planta. A depender do tipo do solo, a aração e a gradagem devem atingir em torno de 30 cm de profundidade. A aração não é recomendada para solos muito rasos, devendo-se efetuar apenas gradagens leves. É importante manter os restos do plantio anterior como cobertura morta ou proceder sua incorporação ao solo, contribuindo assim para aumentar o teor de matéria orgânica e promover a ciclagem de nutrientes (Figura 1).

Foto: Aristoteles Pires de Matos
Figura 1. Corte e manutenção dos restos do cultivo anterior como cobertura da superfície do solo
Estima-se que em um hectare de abacaxi pode-se obter de 60 a 150 toneladas de matéria verde. Esse material pode ser usado também para outras finalidades, a exemplo da sua utilização para a alimentação animal, especialmente para gado bovino leiteiro (Figura 2). Esta é uma prática bastante comum em regiões com longos períodos de estiagem e escassez de alimentos verdes para os animais.
Fotos: Aristoteles Pires de Matos

Figura 2. Utilização dos restos culturais do abacaxizeiro na alimentação animal

Coleta de amostras de solos para análises químicas

Com antecedência de dois a três meses ao plantio, deve-se efetuar a coleta de amostras do solo para análise laboratorial, de modo que, se necessária, a calagem possa ser feita em tempo hábil. A coleta das amostras de solo deve ser efetuada à profundidade de, pelo menos 0 – 20 cm, seguindo-se as recomendações da assistência técnica ou dos laboratórios referenciados. No entanto, é aconselhável coletar amostra de solo também na profundidade de 20 cm – 40 cm.

Coleta de amostras de solos para análise nematológica

Os sintomas de incidência de nematoides na cultura do abacaxizeiro são frequentemente mascarados por deficiências nutricionais, tratos culturais inadequados, bem como a presença de outras pragas, como cochonilhas, fungos, vírus e/ou bactérias. Caso haja suspeita da ocorrência de nematoides, recomenda-se primeiramente que se faça uma estratificação da área de acordo com o histórico dos cultivos anteriores, presença de plantas infestantes e estrutura do solo. Em cada área homogênea, de um a três hectares, deve-se coletar em torno de 10 subamostras de solo, na profundidade de 0 - 30 cm; juntar as subamostras em um recipiente, misturar bem para constituir uma amostra composta, representativa da área estratificada. As amostras devem ser coletadas, pelo menos, 60 a 90 dias antes do plantio, para que as medidas de controle, se necessárias, possam ser efetuadas antes deste. As amostras, devidamente identificadas, devem ser protegidas do calor, não conter umidade adicional, podendo ser acondicionadas em sacos plásticos, procedendo-se a retirada do ar e devem ser encaminhadas para laboratório credenciado. Independentemente dos resultados obtidos, recomenda-se considerar a necessidade de se repetir as amostragens, seguindo a metodologia acima descrita, pelo menos 30 dias após o plantio da cultura, pois os fitonematoides possuem mecanismos de sobrevivência quando as condições não são favoráveis, dificultando sua detecção na ausência do hospedeiro. Em área onde houver o plantio da cultura, recomenda-se que sejam feitas também amostras do sistema radicular em plantas sintomáticas e em plantas supostamente sadias, pois alguns fitonematoides possuem diferentes hábitos de parasitismo. Essa medida preventiva é importante, pois uma vez estabelecidos, sua eliminação na área de cultivo pode se tornar impraticável.

Correção de acidez do solo

Caso seja necessária a correção da acidez, a mesma deverá ser realizada dois meses antes do plantio, mediante aplicação de calcário dolomítico, e a sua incorporação utilizando-se os meios disponíveis na propriedade (equipamentos de tração mecanizada ou animal, ou, ainda, manualmente).






quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cultivo do Caimito (Chrysophyllum cainito L.)



Origem: É originário dos bosques das florestas tropicais de altitude e das matas de galerias dos rios, distribuídos pelo oriente da Venezuela, Colômbia e Peru, aparecendo também na Amazônia Brasileira, tendo seu limite natural no estado de Minas Gerais


Características: A arvore atinge 10 a 20 metros na floresta, mais quanto cultivada cresce de 4 a 6 metros de altura, com copa arredondada, densa, que alcança o chão, o tronco é ereto, de 20 a 50 cm de diâmetro, com casca pardo-escura e sulcada. As folhas são persistentes, alternas, simples, glabras (sem pelos), onduladas, cartácea (consistência de cartolina) e adensadas nas extremidades dos ramos. A lamina foliar mede 10 a 20 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura, ligadas ao ramo por pecíolo (haste ou suporte) de 0,9 a 1,6 cm de comprimento, de coloração verde escuro e brilhante, com base cuneada (forma de cunha) e ápice acuminado (com ponta longa e aguda). As flores são hermafroditas e nascem nos ramos finos e desnudados, em fascículos (pequenos feixes ou grupos) com 3 a 7 flores de 1,4 cm de altura antes de desabrochar, sob pedúnculo (suporte) muito curto, de até 0,2 mm de comprimento. A flor é cíclica (tem vários seguimentos), diclamídea (com dois envoltórios), com simetria radiada e tem duas brácteas (tipo de folha protetora modificada) semelhantes a escamas. O cálice (invólucro externo) é formado de: 4 sépalas livres, apiculadas (com ponta aguda) de até 0,4 mm de comprimento e corola (invólucro interno) branco amarelada, de 6 a 7 mm de altura, com 4 pétalas soldadas e levemente tetralobada (com recorte apenas no ápice). Os frutos são bagas globosas ou alongadas, variando de 4 a 18 cm de comprimento por 3 a 11 cm de largura, pesando de 20 gramas a 1 kg.

Dicas para cultivo: Planta de crescimento moderado que adapta-se melhor em regiões tropicais onde produz grande safra de frutos, embora possa ser cultivado em regiões subtropicais, a produção regular é prejudicada, caso a temperatura no inverno caia abaixo de 5 graus, ou quando as geadas leves de até -1º queimam os ponteiros dos ramos. A temperatura ideal para a cultura, deve estar entre 22 a 30 graus, com chuvas bem distribuídas e em torno de 1,200 a 2.500 mm anuais. A altitude para melhor produtividade deve estar entre 650 a 1.900 m acima do nível do mar. Quanto ao solo deve ser profundo, permeável, bem drenado e com boa fertilidade natural, com pH entre 5,0 a 6,5.

Mudas: As sementes são oblongas (mais longa que larga) com casca castanha e lisa e com cicatriz no seu comprimento. São recalcitrantes (perdem o poder germinativo se forem secadas), por isso devem ser plantadas logo que despolpadas, em embalagens individuais de 17 cm de largura por 30 cm de altura, preenchidas com substrato organo-arenoso, coloca-se 2 sementes por embalagem que germinarão entre 20 a 45 dias, o desbaste é feito quando a planta estiver com 10 cm de altura, eliminando a planta mais fraca. O desenvolvimento das mudas é moderado, atingindo 30 a 40 cm de altura com cerca de 10 meses de vida, época em que podem ser plantadas em local definido ou usadas para enxerto de variedades selecionadas. As mudas formadas por sementes começam a produzir com 7 a 8 anos e as enxertadas frutificam em 2 a 3 anos após o plantio.

Plantando: Recomendo que seja plantada a pleno sol num espaçamento 6 x 6 (em climas subtropicais) ou 8 x 8 m (em climas tropicais) em covas abertas com no mínimo 2 meses antes do plantio, estas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e convém misturar 2 pás de areia de rio + 6 pás de matéria orgânica aos 30 cm de terra da superfície da cova; misturando junto + 500 g de calcário e 1 kg de cinzas de madeira. A melhor época de plantio é outubro a novembro, convém irrigar 10 l de água após o plantio e a cada 15 dias se não chover, tomando esse cuidado no primeiro ano após o plantio.

Cultivando: A planta cresce moderadamente e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com capim cortado e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Deve-se fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com 3 pás de composto orgânico feito de esterco de galinha curtido e 30 gramas de NPK 10-10-10, dobrando a quantidade a cada ano até o quinto ano. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de outubro.

Usos: Frutifica nos meses de fevereiro a abril. Os frutos são saborosos e consumidos in-natura, cortando-o em 5 partes e sugando a polpa com os lábios. Outra forma de consumi-los é passar manteiga nos lábios para que o látex não grude ou pegar a polpa com a ajuda de uma colher. A polpa do Abiu também pode ser transformada em geléias, refrescos e sorvetes. Na medicina popular a polpa mucilaginosa dos frutos é comida para aliviar tosses, bronquites e outras doenças pulmonares. A arvore é muito cultivada também em projetos de reflorestamento, visando fornecer alimento para a fauna.

O caimito, também designado por abio ou abio-do-pará ou ainda aguaí, é uma árvore sapotácea (Chrysophyllum cainito, L.).
Arbusto do país (Brasil), das Antilhas e de Caiena, onde recebe este nome; o fruto de seis centímetros de comprimento; de ordinário arredondado, oblongo, amarelo e pontiagudo; a casca fina, dura e viscosa, contem uma massa viscosa e branca, e caroços arredondados, que são escuros e lisos; come-se a fruta que de gosto agradável. Os abios cultivados são melhores o maiores do que os silvestres.
Em Portugal, é conhecido como cainito, ciniti, caninquié.
Nome da fruta: Caimito
Nome científico: Chrysophyllum cainito L.
Família botânica: Sapotaceae
Categoria:
Origem: Antilhas e América Central
Características da planta: Árvore geralmente com até 18 metros de altura, rica em látex. Folhas verde-escuras, lisas e brilhantes na face superior, pálido-esbranquiçadas na face inferior com muitos pêlos. Flores de coloração alva a creme, dispostas nas axilas das folhas.
Fruto: Tipo baga, globoso, roxo, azul ou esverdeado. Polpa esbranquiçada a vinácea, envolvendo quatro sementes de coloração castanhas a pretas.
Frutificação: Julho a dezembro.
Propagação: Semente e estaca
Quando se está diante de um caimiteiro, o que salta à vista imediatamente não é o seu fruto e sim o jogo de brilhos e cores que a árvore apresenta. Chegando a 18 metros de altura e abrigando uma elegante copa, são as folhas que regem o espetáculo: o verde muito escuro e brilhante, na parte superior, contrasta com o castanho-cobreado, quase dourado, na parte inferior. Observando-as em detalhes, percebe-se que as folhas são cobertas por finos pêlos, abundantes e sedosos, que exacerbam o brilho, conferindo deslumbre e encantamento àquele que se posta à sua frente, sobretudo em dias de sol forte.
Originário das Antilhas e muito frequente por toda a América central, o caimiteiro entrou no Brasil pela Amazônia, mas, perfeitamente adaptado, não se limitou a essa vasta região. A árvore não se deu por satisfeita enquanto não percorreu todo o litoral da costa atlântica, até alcançar a região sul do continente. E mesmo sobre o planalto conseguiu subir, ao menos nas regiões mais baixas.
Dessa forma, migrante insaciável, com a ajuda de pássaros e outros animais, a planta encontra-se hoje difundida por toda a América tropical. Em algumas partes, inclusive, é utilizada como árvore ornamental para sombreamento em áreas urbanas, o que não surpreende, dada sua beleza particular.
Seu fruto, conhecido como caimito ou camitié, é uma baga arredondada de coloração roxo-esverdeada do tamanho de uma laranja pequena. Parente do abiu e do sapoti, da família das Sapotáceas, muitos afirmam que o sabor da fruta é superior ao de suas parentes, ao menos para consumo ao natural.
A polpa da fruta, pegajosa e esbranquiçada, não é particularmente atraente, mas é doce. Quando o fruto é cortado pela metade, transversalmente, surge o desenho de uma estrela, o que lhe rendeu um simpático nome: em inglês o caimito é chamado de “star apple”.
Os frutos, maduros de julho a dezembro, não costumam ser encontrados nas feiras do país. Em compensação, têm a vantagem de poder ser transportados com tranquilidade, resistindo bem durante até 30 dias em geladeiras e frigoríficos.
Há quem defenda que a plantação de caimito deveria ser incentivada, nem que seja apenas para fins ornamentais e estéticos de apreciação da árvore. A Secretaria de Cultura da Paraíba, por exemplo, tomou uma excelente iniciativa a esse respeito, passando a vender e a distribuir mudas de caimiteiro a quem se dispuser a cultivá-lo.
A polpa dos frutos contém glicídeos, lipídeos, protídeos, além de sais minerais e pequenas quantidades de vitaminas A, B e C. As folhas são usadas como cicatrizantes de feridas. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo, pelo que se utilizam contra a bronquite e resfriados. É também adstringente.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cultura do Sapoti (Acharas zapota)



Cultivo de sapotizeiro

O Sapoti (Acharas zapota) nativo do sul do México e da América Central, onde pode ser encontrado em abundância, espalhou-se por toda América tropical, Caribe e América do Sul e nas áreas mais quentes da Flórida. Nas regiões de origem é muito apreciado e considerado um dos melhores frutos pelo sabor característico. 
O sapotizeiro é caracterizado no Brasil como espécie exótica, sendo cultivada no Nordeste, especialmente na Zona da Mata, onde as condições climáticas e de solo são bastante favoráveis ao seu desenvolvimento. Em virtude do sabor e aroma dos seus frutos, o sapoti tem sido comercializado nos mercados regionais a preços bastante elevados. Em análises feitas pela Embrapa Agroindústria Tropical foi encontrado um alto grau Brix ( 25,98), em frutos colhidos dos experimentos conduzidos no Campo Experimental do Curu, em Paraipaba,CE. No Brasil, o maior percentual de consumo do sapoti refere-se ao fruto "in natura". Nos Estados Unidos, além de ser consumido ao natural, seu latex é utilizado na fabricação de chicletes. No México é utilizado também na fabricação de geléias, refrescos e xaropes. 



Plantio - Em Pernambuco o plantio é feito geralmente nos meses de maio e junho, e a colheita é feita dois anos depois, de junho a agosto, período de colheita relativamente curto. No Ceará, quase toda a produção de sapoti concentra-se na região metropolitana de Fortaleza e é proveniente, quase sempre, de plantios domésticos antigos. Essa situação está sendo revertida com a divulgação de técnicas de irrigação e a produção de mudas. Esse novo cenário tem estimulado os produtores, sobretudo os pequenos, pois o plantio irrigado propicia uma renda constante, uma vez que as plantas passam a produzir o ano todo, ao contrário de antes quando a oferta era concentrada nos meses de outubro, novembro e dezembro. 

Clima - O sapotizeiro, por ser uma planta de origem tropical, adapta-se bem em quase todo território nacional. É encontrado produzindo desde o nível do mar até 2.500m de altitude, onde as precipitações estão sempre acima de 1.000mm anuais. Plantas novas perecem em temperaturas abaixo de 0°C, enquanto plantas adultas sobrevivem em torno de 2°C 

Solo e Adubação - O sapotizeiro desenvolve em quase todos os tipos de solos, inclusive os calcários, entretanto adapta-se melhor aos solos ricos e bem drenados. 
Como sugestão de adubação a Embrapa Agroindústria Tropical, localizada em Fortaleza, CE, indica os seguintes fertilizantes e quantidades: na época do plantio - 670g/planta de superfosfato simples e 50 de FTE; plantio com um ano - 230g/planta de uréia, 380g/planta de cloreto de potássio e 50 de FTE; do segundo ano em diante - 975g/planta de uréia; 700g/planta de superfosfato simples; 600g/planta de cloreto de potássio e 80 de FTE. De acordo com pesquisa da Embrapa, o sapotizeiro mostrou-se muito bem adaptado ao solo e ao clima da região do Vale do Curu e Paraipaba, no Estado do Ceará. Para suprir as necessidades hídricas da cultura sugere-se aplicar uma média de 50 a 60 litros de água por planta, em dias alternados, nos solos arenosos, típicos do litoral cearenses, a irrigação localizada é a mais recomendada. 

Propagação - A propagação do sapotizeiro é feita normalmente por meio de sementes, obtendo-se os chamados "pé franco". Esta prática cria inúmeras desvantagens quando se tem em mente o estabelecimento, em escala comercial, desta fruteira tropical. A propagação vegetativa poderá ser feita por enxertia (encostia e garfagem em bisel), com bastante êxito. Nessa ocasião os cavalos devem ter seguintes dimensões: comprimento de 90 -110 cm e espessura de 7-10 mm. 
O plantio das mudas devem ser no período em que as chuvas estejam regularizadas, utilizando-se um espaçamento de 8 m x 8 m e uma cova de dimensão de 0,40 m x 
0,40 m. 

Poda - Deve-se podar as plantas adultas pelo menos uma vez por ano, para manter o crescimento controlado. A copa nunca deve ultrapassar três metros de altura, isto para facilitar a colheita e todos os tratos culturais. 

Pragas - As principais pragas que atacam o sapotizeiro são: as brocas do caule e dos ramos, e a mosca das frutas. 

Colheita - A colheita é realizada quando os frutos se encontram no estágio "de vez". Os frutos após colhidos são lavados de preferência em água morna, ocasião em que também são retirados os resquícios do cálice, a fim de evitar o fluxo do latex, melhorando dessa maneira a aparência dos frutos. 





quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cultivo da Calabura (Muntingia calabura L.)



Nome da fruta: Calabura
Nome científico: Muntingia calabura L.
Família botânica: Tiliaceae
Categoria:
Origem: Brasil, na região amazônica; região andina
Características da planta: Árvore geralmente com até 13 metros de altura. Folhas grandes, alongadas, com bordas serradas ou dentadas. Flores alvas, reunidas em inflorescência.
Fruto: Tipo baga, arredondado, de coloração vermelha. Polpa comestível, adocicada, contendo muitas sementes.
Frutificação: Durante o ano todo
Propagação: Semente
Muntingia calabura
Calabura é o nome vulgar da espécie arbórea Muntingia calabura, da família Muntingiaceae. Seus frutos são pequenos, globosos e muito doces, sendo muito apreciados por aves e morcegos, peixes tornando 
Nome científico: Muntingia calabura
Classificação: Espécie
Classificação superior: Muntingia
Com uma copa organizada em diversas camadas horizontais, talvez seja a sombra o que mais se aprecia na calabura. As galhadas em patamares assemelham-se ao desenho dos galhos do chapéu-de-sol ou amendoeira-da-praia (Terminalia catappa). Por isso, o uso mais frequente da calabura é em arborização urbana, sendo encontrada com facilidade em cidades como São Paulo e em Brasília.
O crescimento rápido e a frutificação intensa e abundante também tornam a árvore uma ótima opção para plantios com espécies florestais, visando à proteção da fauna e a reconstituição de áreas degradadas.
Quanto ao fruto da calabura, sua principal peculiaridade é o fato de ser em tudo diminuto. Pequenina, a fruta chega a 1,6 centímetros de comprimento e, o que é mais surpreendente, pode conter muito mais de 4 mil sementes imersas na polpa. Segundo informações do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), para se chegar a 1 grama de semente de calabura, é preciso acumular sementes de dez frutas, ou seja, 44 mil minúsculas unidades, quando secas e limpas.
Originária das Antilhas e encontrada por quase toda a América Central, a calabura foi introduzida no Brasil na década de 1960, pelo Instituto Agronômico de Campinas, a partir de exemplares trazidos do Egito. Aqui, a árvore adaptou-se bem, mas seus frutos, embora contenham uma polpa suaveadocicada, aprazível de se comer ao natural, não conquistaram o púlblico geral.
Os maiores apreciadores do sabor da fruta, no entanto, são os pássaros, que a cercam em busca de seus frutos, presentes o ano inteiro. Reside aí outra bela surpresa da utilização da calabura na arborização de cidades: a atração de pássaros e de outras formas de vida
A Calabura (Muntingia calabura) é uma árvore da família Muntingiaceae, também conhecida como Pau-seda, cereja, bagas, cereja, bolaina, cacaniqua, capulín blanco, nigua, niguito, memizo ou memiso, aratilis e manzanitas.


Características

Esta árvore chega a medir de 7 a 12 metros de altura. Apresenta folhas grandes, alongadas, com bordas serradas ou dentadas. Suas flores são brancas e reunidas em inflorescências. O fruto é do tipo baga, arredondado, de coloração vermelha. Polpa comestível, adocicada, contendo muitas sementes. O fruto mede cerca de 1,6 centímetros de comprimento e, o que é mais surpreendente, pode conter mais de 4 mil sementes imersas na polpa.
A calabura apresenta-se como uma ótima opção para os plantios de enriquecimento ou mistos com as essências florestais, visando a proteção à fauna. Devido ao rápido crescimento e intensidade de frutificação, despertou grande interesse, ao setor de manejo de fauna e áreas silvestres, como uma espécie de enriquecimento da flora. Ela é muito utilizada em projetos de reflorestamento, por crescer em solos pobres e de sua eficaz propagação tanto por estaquia como por sementes são alternativas que permitem a produção de mudas e consequentemente plantio em maior escala. A propagação de suas semente por meio de aves e morcegos também é eficaz. A presença de diferentes espécies de pássaros como: cambacicas, sanhaçus, gaturamos, ferros-velhos… nutrindo-se dos frutos de calabura, reflete o potencial desta espécie nos programas de manejo de fauna e áreas silvestres. Na Índia, é usada em jardins urbanos por sua capacidade de crescer rapidamente e da produção de pequenos frutos que atraem muitos passarinhos.


Época de frutificação e florada

Floresce e frutifica várias vezes ao longo do ano. Apresenta frutificação intensa.

Cultivo

Trata-se de uma espécie pioneira que prospera em solos pobres, capaz de tolerar condições ácida, alcalina e seca. As suas sementes são dispersas por aves e morcegos frugívoros. Sua propagação se faz tanto por estaquia como por sementes que são dispersas por pássaros e morcegos.


Aves mais atraídas pela planta

Cambacicas, sanhaçus, gaturamos, ferros-velhos, fim-fins, e muitos outros…

Ocorrência natural

Nativas do sul do México, do Caribe, América Central, Ocidental, América do Sul, também no sul de Peru e Bolívia. Foi introduzida no Brasil pelo I.A.C. – Instituto Agronômico de Campinas, em 1962, e como é utilizada para recuperar áreas degradadas pode ser considerada nativa.