sábado, 28 de setembro de 2019

Coeficientes Técnicos da Banana Irrigada



Os coeficientes técnicos e os custos de produção variam conforme o sistema de produção e a região de exploração. Os coeficientes técnicos apresentados nas Tabelas 1 e 2 mostram a necessidade de insumos para um hectare de bananeiras ‘Prata Anã’ e ‘Pacovan’, em condições de irrigação.
A produtividade média esperada, pela utilização das recomendações técnicas apresentadas nesse sistema de produção, situa-se entre 25 a 30 toneladas de ‘Prata Anã’ e 40 a 45 toneladas de ‘Pacovan’.
Dando-se valores aos coeficientes técnicos apresentados, será obtido o custo de produção e, de posse da estimativa de produção, pode-se fazer uma análise da rentabilidade do cultivo.

O conhecimento dos custos de produção e rentabilidade da cultura é importante para auxiliar o agricultor na tomada de decisão do que plantar.
A produção econômica da cultura depende e uma série de fatores que afetam o eu desempenho e o seu retorno financeiro.
A variedade plantada, o espaçamento, o lima, o solo, os tratos culturais, o grau de ncidência de pragas e doenças, o rendimento,  preço do produto e os preços dos atores de produção merecem especial atenção no planejamento da produção.
Nesta seção apresenta-se a estimativa e custos de produção e rentabilidade de um hectare  de 
banana Grand Naine irrigada..
A estimativa de consumo de água de irrigação considera uma precipitação mínima anual de 400 mm, que é a condição prevalecente na região do vale do São Francisco.
No cálculo dos gastos com a irrigação foram  considerados os custos de aquisição do equipamento, da energia elétrica e da água e da mão-de-obra. A vida útil do equipamento foi considerada de 10 anos, o valor de resgate de 10% e a taxa de juros de 16% ao ano.
efetivo, sendo seguidos dos gastos com irrigação, tratos culturais e fitossanitários, preparo do solo e plantio, com participações de 16,06%, 10,57% e 6,10%, respectivamente.
Em decorrência do ciclo da bananeira, no primeiro ano não há produção, não existindo, portanto, custos com colheita.
No segundo ano, a participação percentual nos custos de produção é assim distribuída: insumos (45,11%); irrigação (28,97%); tratos culturais e fitossanitários (15,15%); e, colheita (10,78%). No terceiro ano, embora os valores percentuais se modifiquem, a importância relativa das atividades na composição do custo se mantém.
Em função da implantação da cultura, o maior custo anual total ocorre no primeiro ano, quando é necessário investir US$ 4.608,35. Do segundo ano em diante os custos são menores, situando-se entre US$ 2.555,55 (no segundo ano) e US$ 2.434,25 (do terceiro ao sexto ano, quando ocorre a estabilização da produção).
Tabela 1. Coeficientes técnicos de produção de um hectare de bananeira `Prata Anã` irrigada, no espaçamento 4,0 x 2,0 x 2,0 m, com 1.666 plantas por hectare, no Submédio São Francisco.
Especificação
Unidade
Quantidade
Ano 1
Quantidade
Ano 2
Quantidade
Ano 3
1. Insumos
Mudas (+ 10 %)
Unid.
1.833
0
0
Esterco de curral curtido / composto
m3
21
0
0
Calcário*
t
3
0
0
ureia
kg
170
211
211
Sulfato de amônio
kg
375
475
475
Superfosfato simples*
kg
600
500
500
Cloreto de potássio*
kg
800
776
776
FTE BR 12
kg
92
84
84
Sulfato de magnésio
kg
250
250
250
Inseticida / nematicida
kg
4
12
12
Detergente concentrado neutro
L
0
8
8
2. Preparo do solo e plantio
Roçagem inicial
H/T
1,5
0
0
Calagem
H/T
1,0
0
0
Preparo do solo (escarificador / grade)
H/T
3,0
0
0
Sulcamento
H/T
1,5
0
0
Coveamento e adubação de fundação
D/H
20
0
0
Plantio
D/H
5
0
0
3. Tratos culturais e fitossanitários
Capinas
D/H
25
15
15
Análise de nematoides
Unid.
1
1
1
Análise foliar
Unid.
1
1
1
Análise de solo
Unid.
1
1
1
Adubação via solo
D/H
7
7
7
Desbaste
D/H
15
15
15
Desfolha
D/H
5
5
5
Retirada do coração
D/H
5
5
5
Tratamento fitossanitário
D/H
0
8
8
Irrigação localizada (microaspersão)
D/H
15
15
15
4. Irrigação/Fertirrigação
Irrigação 
ano
1**
0
0
5. Colheita
Colheita
D/H
0
25
30
H/T = hora de trator; D/H = dia homem. *Refere-se à recomendação máxima, podendo ser reduzida conforme os resultados da análise do solo. **Os custos de irrigação/fertirrigação são constituídos por R$ 600,00 de amortização de equipamentos e R$ 1.500,00 de manutenção dos mesmos, incluindo água e energia.

Tabela 2. Coeficientes técnicos de produção de um hectare de bananeira `Pacovan` irrigada, no espaçamento 4,0 x 2,0 x 3,0 m, com 1.111 plantas por hectare, no Submédio São Francisco.

Especificação
Unidade
Quantidade
Ano 1
Quantidade
Ano 2
Quantidade
Ano 3
1. Insumos
Mudas (+ 10 %)
Unid.
1.222
0
0
Esterco de curral curtido / composto
m3
21
0
0
Calcário*
t
3
0
0
Ureia
kg
170
255
255
Sulfato de amônio
kg
375
575
575
Superfosfato simples*
kg
600
600
600
Cloreto de potássio*
kg
800
1.000
1.000
FTE BR 12
kg
62
56
56
Sulfato de magnésio
kg
250
250
250
2. Preparo do solo e plantio
Roçagem inicial
H/T
1,5
0
0
Calagem
H/T
1,0
0
0
Preparo do solo (escarificador / grade)
H/T
3,0
0
0
Sulcamento
H/T
1,5
0
0
Coveamento e adubação de fundação
D/H
15
0
0
Plantio
D/H
3
0
0
3. Tratos culturais e fitossanitários
Capinas
D/H
25
15
15
Análise de nematoides
Unid.
1
1
1
Análise foliar
Unid.
1
1
1
Análise de solo
uma
1
1
1
Adubação via solo
D/H
7
7
7
Desbaste
D/H
12
12
12
Desfolha
D/H
4
4
4
Retirada do coração
D/H
4
4
4
Tratamento fitossanitário
D/H
0
8
8
Irrigação localizada (microaspersão)
D/H
15
15
15
Irrigação convencional (aspersão)
D/H
45
45
45
4. Irrigação/Fertirrigação
Irrigação 
ano
1**
0
0
5. Colheita
Colheita
D/H
0
40
45
HT – Hora trator; D/F = dia homem. *Refere-se à recomendação máxima, podendo ser reduzida conforme os resultados da análise do solo. **Investimento com equipamentos no valor de R$ 7.000,00. Os custos de irrigação/fertirrigação são constituídos por R$ 600,00 de amortização de equipamentos e R$ 1.500,00 de manutenção dos mesmos, incluindo água e energia.




Mercados e comercialização da Banana Irrigada



Comercialização no mercado interno

A falta de cuidados na fase de comercialização é responsável por aproximadamente 40% de perdas do total de banana produzida no Brasil. As perdas são maiores nas regiões Norte e Nordeste, onde a atividade comercial é menos organizada. Nas regiões Sul e Sudeste, perdem-se menos frutas na comercialização. As perdas estão assim distribuídas: na lavoura (em torno de 5%); no processo de embalagem (aproximadamente 2%); no atacado (6 a 10%); no varejo (10 a 15%); e, no consumidor (5 a 8%).

No processo de comercialização, a etapa do transporte destaca-se como uma das mais importantes. Para evitar perdas e o rebaixamento no padrão de qualidade, os frutos devem ser acondicionados em caixas apropriadas.

Em relação à forma de comercialização, os negócios com banana no Brasil são de três tipos: 1) transações com banana verde, em cachos a granel ou pencas em caixas; 2) comercialização com banana madura no atacado, em caixas ou em cachos e; 3) banana madura vendida no varejo, em dúzias ou no peso.

Entre as diversas categorias de comerciantes que operam no mercado atacadista doméstico de banana e plátano, destacam-se: caminhoneiros, barqueiros, atacadistas (inclusive cooperativas) e feirantes com estufas para maturação. Os caminhoneiros e barqueiros geralmente se relacionam diretamente com os produtores na operação de compra, para depois revender o produto, pois raramente possuem instalações para maturação. Esses atravessadores preferem cultivares de banana mais resistentes e rústicas, uma vez que não dispõem de estrutura adequada ao transporte e conservação. Com isso tendem a aceitar mais a ‘Pacovan’ em detrimento da ‘Prata Anã’, que requer mais cuidados no transporte. Os atacadistas localizam-se, geralmente, em mercados terminais ou em armazéns próprios.

O produto climatizado alcança melhores preços no comércio varejista. Em vista disto, agricultores e cooperativas têm construído câmaras de maturação e, em pequena escala, fornecem aos atacadistas a banana já climatizada. Também os feirantes, num processo de integração vertical, constroem câmaras onde realizam a maturação da fruta, em geral, nas próprias residências; desta forma, acabam por absorver as margens de lucro da comercialização que seriam dos atacadistas.

Quanto ao comércio varejista, o maior porcentual é realizado por feirantes, em quase todas as capitais dos estados e mesmo em muitas das maiores cidades do interior. Outros tipos de estabelecimentos que integram a cadeia de comercialização de banana no Brasil, com diferentes graus de participação em cada região, são: supermercados, ambulantes, mercearias, quitandas e armazéns ou empórios.

Em algumas regiões produtoras do Nordeste e do norte de Minas Gerais, o acesso ao conjunto dos agentes de comercialização denominados sacolões, supermercados, redes de supermercados e grandes varejistas é restrito aos grandes produtores. A venda do produto em feiras livres e pequenos varejistas (como por exemplo, quitandas) é praticada principalmente por pequenos e médios produtores.

Variação estacional de preços

Um aspecto de fundamental importância no processo de comercialização é o conhecimento do comportamento dos preços do produto ao longo do tempo. De posse dessa informação, os agricultores e os diversos agentes envolvidos na comercialização passam a conhecer melhor os sinais de oferta e demanda do produto no mercado, permitindo-lhes elaborar melhor suas estratégias de vendas (dadas as restrições climáticas e geográficas).

A seguir, são apresentadas as sazonalidades de preços para as cultivares de banana mais comercializadas no Nordeste: ‘Prata’ e ‘Pacovan’. A análise, no caso da banana ‘Prata’, é feita para as quatro maiores capitais do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte; no caso da ‘Pacovan’, a analise é feita para Recife. O tipo de banana escolhido é o que tem maior expressividade em volume comercializado nas respectivas localidades.

A época de melhores preços da banana ‘Prata’ em Salvador ocorre entre os meses de maio e setembro, em virtude da menor oferta do produto. Nesta época do ano (maio a setembro), ocorre a combinação entre os maiores índices pluviométricos e a forte redução da temperatura média regional. Em Belo Horizonte, os preços mais elevados ocorrem em dois períodos distintos: 1) janeiro a março e 2) junho a setembro. Preços inferiores à média ocorrem de outubro a dezembro. No Rio de Janeiro, o comportamento dos preços observados de maio a setembro é similar ao ocorrido em Salvador, quando os preços estão acima da média anual. De modo geral, nos demais períodos, os preços não são os mais atrativos por estarem abaixo da média. Em São Paulo, o comportamento dos preços apresenta um padrão mais estável, com suaves oscilações em torno da média. No caso da ‘Pacovan’, em Recife, de setembro a dezembro os preços são estáveis, mas no nível mais baixo do ano. Em janeiro os preços começam a subir e se mantêm estáveis até agosto, com ligeira alta em abril, maio e junho.



sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Processamento da Banana



A banana é uma fruta saborosa, de textura macia, de fácil consumo, além de apresentar grande disponibilidade. A baixa acidez da fruta, aliada ao sabor suave, permitem várias combinações no preparo de alimentos, o que possibilita estender o seu consumo para uma classe ampla de indivíduos. Em geral, qualquer pessoa pode consumir banana, com exceção daquelas com restrição médica. Do ponto de vista nutricional, a banana é rica em carboidratos que fornecem energia ao organismo e em potássio que é um mineral importante para o funcionamento dos músculos. A composição nutricional pode diferir entre as cultivares.

As cultivares de banana tradicionalmente utilizadas para industrialização são a Grande Naine, Nanica e Nanicão, tradicionalmente cultivadas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Entretanto, cultivares como Pacovan, Prata, Prata Anã e Thap Maeo, tradicionalmente plantadas nas regiões Norte e Nordeste, também podem ser utilizadas para processamento, resultando em produtos de excelente qualidade.

No Brasil, a banana utilizada para a industrialização não é especialmente produzida para este fim. Muitas vezes corresponde à banana não absorvida pelo mercado de frutas frescas, seja pelo excedente de oferta ou por não atender aos padrões de qualidade desse mercado. Frutas que apresentem defeitos que não comprometam a qualidade da polpa podem ser aproveitadas para processamento. As frutas que se encontrarem em estádio de maturação muito avançado (passadas) devem ser descartadas na seleção da matéria-prima, uma vez que apresentam a composição alterada e as qualidades organolépticas (aroma, sabor e textura) e microbiológica comprometidas.

Em termos tecnológicos, a baixa acidez da banana pode requerer a sua acidificação em determinados processos, nos quais são empregados métodos combinados de conservação. O aumento da acidez do sistema permite o uso de tratamentos térmicos menos intensos na conservação dos produtos. O escurecimento enzimático é outro fator a ser considerado no processamento da banana, já que é uma reação natural da fruta que ocorre porque a banana apresenta em sua composição uma enzima que se chama polifenoloxidase. Esta enzima, quando entra em contato com o ar, após o descascamento da banana, provoca uma série de reações químicas que levam ao aparecimento da coloração escura. Este escurecimento pode ser evitado “paralisando-se” a atividade destas enzimas pelo uso do calor por curto período de tempo ou por produtos antioxidantes como os ácidos ascórbico e cítrico ou ainda a combinação entre estes.

A banana pode ser processada na forma verde e madura. A banana verde pode ser utilizada na linha de produtos panificáveis, na produção de farinha, amido e chips. Da banana madura, podem ser obtidos a banana em calda, banana desidratada, doces em massa, essências, farinhas, flocos, granulados, geleias, néctares, purês, sucos, vinagre e vinhos.

Produtos como purê e flocos de banana, geralmente, são produzidos por empresas de grande porte devido ao alto custo da infraestrutura requerida para seu processamento e armazenamento e também à logística exigida para sua distribuição. Já a produção de banana passa, doces e chips é viável em pequena escala, uma vez que requer um baixo investimento inicial e apresenta um baixo custo operacional. Os equipamentos são de menor custo, de fácil operação e são necessários poucos insumos. Além disso, esses produtos podem ser conservados em temperatura ambiente e apresentam vida de prateleira prolongada, o que facilita o seu armazenamento e comercialização.

Para o processamento da maior parte dos produtos derivados da banana são utilizadas frutas maduras, com aroma e sabor intensos. Entretanto, alguns produtos, como farinha e os chips de banana, requerem que a matéria-prima contenha maior teor de amido. Neste caso, utilizam-se frutas verdes ou semi-maduras. Para os produtos processados que utilizam frutas inteiras ou pedaços, como banana passa ou banana em calda, o tamanho, o formato da fruta e a textura da polpa são muito importantes para a padronização do produto final; portanto esses aspectos devem ser considerados na seleção da matéria prima. A textura excessivamente mole também dificulta o processamento.

Dentre os produtos mencionados, receberão enfoque o purê ou polpa (Figura 1), por ser usado como ingrediente para a elaboração de uma série de outros produtos; o doce em massa ou bananada (Figura 2) e os produtos desidratados banana-passa (Figura 3), farinha de banana (Figura 4) e banana chips (Figura 5), cujos fluxogramas de produção estão descritos a seguir:

Imagem do fluxograma geral do processamento de purê de banana.
Figura 1. Fluxograma geral do processamento de purê de banana. 

Imagem do fluxograma geral do processamento de doce em massa de banana.
Figura 2. Fluxograma geral do processamento de doce em massa de banana.


Imagem do fluxograma geral do processamento de banana passa.

Figura 3. Fluxograma geral do processamento de banana-passa.


Imagem do fluxograma geral do processamento de farinha de banana.
Figura 4. Fluxograma geral do processamento de farinha de banana.


Imagem do fluxograma geral do processamento de banana chips.
Figura 5. Fluxograma geral do processamento de banana chips.



quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Conservação pós-colheita da Banana



Conservação pós-colheita
Após a colheita, é importante conduzir os cachos até o local de despencamento de forma a evitar danos e atrito entre os frutos. Em seguida, deve-se inspecionar os cachos para retirar aqueles que porventura estejam fora do padrão. Quando presentes, restos florais dos frutos devem ser eliminados para melhorar sua aparência.

A conservação dos frutos é facilitada pelo uso de práticas que melhoram sua aparência e padronização e que reduzem seu metabolismo. É muito importante evitar danos aos frutos em todas as etapas.

Quando embalados no campo, os frutos não recebem muitos tratamentos de melhoria em sua aparência. No entanto, recomenda-se não empilhar cachos nem arremessar pencas. Se possível, fazer o despencamento depositando as pencas em um tanque para depois embalá-las. A colocação das pencas nas caixas deve ser cuidadosa, sem forçar a entrada dos frutos nas caixas e evitando o excesso de carga. Estas práticas apenas depreciam a aparência dos frutos e podem levar ao amadurecimento precoce e desenvolvimento de doenças.

Em casas de embalagem, os cuidados com os frutos são mais adequados e rigorosos. Após a despenca, as pencas são depositadas em um tanque de lavagem com água potável, cujas dimensões devem ser adequadas ao volume de frutos beneficiados, de forma que não haja sobreposição de pencas no tanque. Esta lavagem é importante pois auxilia na redução do metabolismo do fruto e melhora a aparência pela retirada de sujidades. Podem ser utilizados um detergente líquido neutro, para facilitar a limpeza, e o sulfato de alumínio, para facilitar a cicatrização dos cortes nas almofadas e precipitar resíduos orgânicos.

Quando o mercado consumidor aceita receber frutos em buquês (subdivisões da penca), recomenda-se a confecção destes, visto que facilitam a embalagem e comercialização. Neste caso, a confecção dos buquês é realizada com pequenas facas ou canivetes, aproveitando para retirar frutos defeituosos, cuidando para fazer o acabamento de remoção dos excessos de almofada e depositando os buquês em um segundo tanque de água potável, no qual é utilizado apenas o sulfato de alumínio.

Os tanques devem ser dotados de esguichos de água para o deslocamento dos frutos. Tanques de água corrente são mais indicados porque permitem a renovação contínua da água.

Na saída do segundo tanque, os buquês são retirados, selecionados de acordo com a classificação desejada, tratados com fungicida, se necessário, pesados e embalados. O embalamento deve seguir os mesmos cuidados citados anteriormente.

Os frutos amadurecem rapidamente em temperaturas acima de 25 °C. Se não for possível reduzir a temperatura com uso do frio, recomenda-se transportar os frutos durante a noite, armazenar ou expor os frutos em locais sombreados e ventilados, sem amontoá-los ou abafá-los.

Para que se prolongue a conservação dos frutos, é necessário o uso do frio. Neste caso, as frutas podem ser transportadas e armazenadas com segurança a 14 °C por pelo menos duas semanas até sua retirada para comercialização. Quanto menor a temperatura e maior o tempo de exposição dos frutos a esta condição, maiores as chances de ocorrência de ‘chilling’, que são danos causados pelo frio que depreciam a qualidade dos frutos. A temperatura mínima de armazenagem depende da sensibilidade da banana a danos pelo frio, sensibilidade esta que é afetada pela cultivar, condições de cultivo e tempo de exposição a uma dada temperatura. A melhor indicação de danos pelo frio em banana verde é a presença de pintas marrom-avermelhadas sob a epiderme. Na banana madura, os danos são caracterizados por uma aparência cinza opaca esfumaçada, em vez da cor amarela brilhante da casca.

Sendo armazenada ou não em ambiente refrigerado, recomenda-se realizar o processo de climatização, que uniformiza a maturação a partir da exposição dos frutos ao etileno. Esta etapa é importante para minimizar as variações que ocorrem naturalmente no amadurecimento dos frutos devido às suas diferentes idades. O processo é bastante facilitado pelos procedimentos pós-colheita anteriormente citados, cuidando-se para uma boa padronização dos frutos a serem tratados.

Para climatizar bananas, recomenda-se o gás etileno, comercializado em sua forma diluída (geralmente 5% etileno), por reduzir consideravelmente os riscos de explosão. Alternativamente existem geradores de etileno que podem ser utilizados com segurança. Este tratamento deve ser realizado em uma câmara refrigerada e hermeticamente fechada para evitar o escape do gás.

A quantidade a ser utilizada depende do tamanho da câmara, da cultivar de banana e da temperatura de climatização. Bananas do tipo Cavendish necessitam de mais etileno (maior concentração e por mais tempo) que bananas do tipo Prata. A temperatura deve ficar entre 14 °C e 20 °C, sendo recomendável 18 °C para o subgrupo Cavendish e 16 °C para o subgrupo Prata. Esta temperatura pode ser ajustada de acordo com a velocidade de maturação que se deseja, reduzindo-se a temperatura a cada dia para um amadurecimento mais lento, ou mantendo-a mais alta para maior rapidez no processo.

Não se recomenda o uso de carbureto de cálcio para induzir o amadurecimento das bananas, por ser um produto de baixa eficiência e prejudicial à saúde dos aplicadores, principalmente quando usado em condições mais precárias. Há também produtos elaborados com etefom, princípio ativo cuja eficiência é comprovada para uniformização da maturação de bananas, que não devem ser usados se não forem registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para este fim.





terça-feira, 14 de maio de 2019

Colheita da Banana Irrigada



A banana é a fruta fresca de maior consumo no mundo. Sua casca constitui-se numa embalagem individual, fácil de retirar e higiênica. Por outro lado, a banana é uma fruta frágil, que exige grandes cuidados na colheita e no manejo pós-colheita.

A colheita é uma operação que deve ser planejada e executada cuidadosamente. É neste momento que se define o potencial de qualidade do fruto a ser comercializado. No Brasil, os critérios para colheita do cacho são geralmente empíricos, especialmente quando o produto se destina ao mercado local.

Visando a determinação do ponto de colheita, muitos índices e critérios de colheita foram estudados e/ou usados, sendo os mais comuns baseados na avaliação visual da presença de quinas nos frutos, no diâmetro do fruto da segunda penca e na idade do cacho.

A avaliação visual do fruto para a colheita baseia-se em sua aparência morfológica, e é um método não destrutivo. Ela facilita a colheita em plantas altas, mas pode incorrer em graves erros de apreciação, com perdas importantes na colheita por corte antecipado ou retardado do cacho. Nas cultivares Maçã e Prata, um dos principais indicadores do completo desenvolvimento fisiológico dos frutos é o desaparecimento das quinas da superfície dos mesmos, podendo-se, então, colher o cacho.

Conforme a distância do mercado, a fruta é colhida com quinas mais ou menos pronunciadas. Apesar de seus inconvenientes, este método ainda é o mais usado no Brasil, por ser de fácil aplicação por pessoas experientes. Este indicador não pode ser usado nas cultivares Terra, D’Angola, Figo Cinza, Figo Vermelho ou Marmelo, pois as quinas permanecem salientes mesmo em frutos maduros.

O diâmetro do dedo central da segunda penca do cacho, ou calibre do cacho, é muito usado em diferentes países para a determinação do ponto de colheita de bananas do subgrupo Cavendish. A sua determinação é feita por meio de um calibrador que dá a distância entre as duas faces laterais do fruto, em milímetros.

Frutos com calibre abaixo de 30 mm são considerados impróprios para o consumo. Entre 32 e 34 mm, são mais indicados para a exportação para os países platinos. Para o mercado interno, as frutas devem ter entre 36 e 38 mm, sendo as de 36 mm as que apresentam melhor qualidade após a maturação. De acordo com o tamanho do cacho (número de pencas), o ponto de colheita pode variar.

Para o mercado interno, as bananas Cavendish devem ser colhidas nos seguintes calibres: cachos de 8 pencas com 34 mm; cachos de 9 a 10 pencas com 34 e 36 mm; cachos de 11 e 12 pencas com 36 e 38 mm e cachos com mais de 12 pencas com 38 mm.

Além das condições climáticas, diversos outros fatores influenciam na decisão do ponto de colheita quando a idade do cacho é envolvida: idade e sombreamento do bananal; cultivar plantada e seu ciclo natural de produção; tecnologias e práticas de cultivo; época ou estação do ano; disponibilidade de água para a cultura; incidência de pragas e doenças; tipo de embalagem e transporte; distância do mercado e tempo de transporte; relação oferta/demanda e flutuações de preços; finalidade de uso dos frutos.

Programação de colheita
Nos climas tropicais, a programação de colheita é feita com três meses de antecedência. Quando do ensacamento de proteção do cacho lançado, usa-se uma fita colorida para amarrar a extremidade superior do saco plástico. Esta marcação facilita a operação de colheita e evita a perda de tempo, causada principalmente devido a algumas colorações de sacos, para a equipe avaliar o ponto de colheita dos cachos. A cada semana usam-se fitas de coloração diferente para identificar cachos emitidos na mesma época, permitindo a previsão de colheita pela contagem das fitas utilizadas a cada semana.

Técnicas de colheita
A colheita tradicional, realizada por apenas uma pessoa, é utilizada para as cultivares de porte baixo a médio e no primeiro ciclo de plantas de porte médio, quando o cacho é pequeno e a colheita é de mais fácil execução. No entanto, este método apresenta vários riscos à aparência e à integridade da fruta, devido ao manuseio do cacho que causa ferimentos na casca, cortes e esmagamentos nas frutas.

Para evitar danos na colheita é recomendável que a operação seja feita sempre em equipes, com um cortador, com aparadores/carregadores e com um arrumador. A mesma equipe de colheita deve atuar sempre no mesmo talhão do bananal. Nas cultivares de porte médio-alto, como a Nanicão e a Prata Anã, e de porte alto, como a Prata e a Pacovan, este procedimento é essencial para a preservação da qualidade da fruta.

Na colheita em equipe, o cortador verifica o ponto de colheita, dobra levemente a planta, cortando parcialmente o pseudocaule. Logo após, utilizando facões, penados, foices ou espátulas de colheita, corta o engaço para separar o cacho da planta. Em seguida, corta e deposita os restos da planta nas entrelinhas do bananal.

O aparador já deve estar posicionado próximo ao cortador para acomodar o cacho no ombro protegido por material macio, evitando que o cacho atinja o solo. Em seguida, deve conduzir o cacho para fora do bananal e depositá-lo no cabo aéreo ou numa carreta de transporte. A equipe de colheita conta ainda com um arrumador, que coloca material de proteção e acondiciona os cachos nas carretas de transporte. Quando é usado o transporte de cachos por cabos aéreos, o arrumador auxilia na formação das composições de cachos, coloca material de proteção entre as pencas e conduz as composições até a casa de embalagem.




quinta-feira, 18 de abril de 2019

Pragas da Bananeira Irrigada



Principais pragas e métodos de controle

Broca-do-rizoma - Cosmopolites sordidus (Germ.) (Coleoptera: Curculionidae)
O adulto é um besouro preto, conhecido também como moleque-da-bananeira, que mede cerca de 11 mm de comprimento e 5 mm de largura (Figura 1). Durante o dia, os adultos são encontrados em ambientes úmidos e sombreados junto às touceiras, entre as bainhas foliares e nos restos culturais. Os danos são causados pelas larvas, as quais constroem galerias no rizoma (Figura 2), debilitando as plantas e tornando-as mais sensíveis ao tombamento. Plantas infestadas normalmente apresentam desenvolvimento limitado, amarelecimento e posterior secamento das folhas, redução no peso do cacho e morte da gema apical.

Foto: Nilton Fritzons Sanches.
Foto do adulto da broca-do-rizoma da bananeira.
Figura 1. Adulto da broca-do-rizoma da bananeira.

Foto: Zilton José Maciel Cordeiro.
Foto dos danos provocados pela larva da broca-do-rizoma da bananeira.
Figura 2. Danos provocados pela larva da broca-do-rizoma da bananeira.



Controle: a utilização de mudas sadias (convencionais ou micropropagadas) é o primeiro cuidado a ser tomado para o controle dessa praga, evitando que ela não seja levada pelo material propagativo para novas áreas de plantio.

O emprego de iscas atrativas tipo telha ou queijo é bastante útil no monitoramento/controle do moleque. Estas devem ser confeccionadas com plantas recém-colhidas (no máximo até 15 dias após a colheita). Recomenda-se o emprego de 20 iscas por hectare (monitoramento) e de 50 a 100 iscas por hectare (controle), com coletas semanais e renovação das iscas a cada quinze dias. Os insetos capturados podem ser coletados manualmente e, posteriormente, destruídos. As iscas também podem ser tratadas com inseticida biológico à base de um fungo entomopatogênico (Beauveria bassiana), dispensando-se, nesse caso, a coleta dos insetos. O modo de atuação do controle biológico é por contato, sendo que os insetos contaminados podem demorar cerca de sete a dez dias para morrer após a aplicação do produto e mais alguns dias até o aparecimento da massa branca externa ao corpo do inseto, responsável pela disseminação do fungo para insetos sadios.

O controle por comportamento preconiza o emprego de feromônio sintético para atração dos insetos. Utilizam-se armadilhas tipo poço ou rampa (Figuras 3 e 4), ou seja, recipientes plásticos nos quais o sachê contendo o produto deve ser colocado acima do nível do solo e livre para permitir a dispersão do odor. No fundo das armadilhas, recomenda-se que seja adicionada solução de água + detergente neutro a 3% para impedir que os insetos atraídos saiam das armadilhas. Recomenda-se o uso de quatro armadilhas por hectare para o monitoramento da broca, devendo-se renovar o sachê contendo o feromônio a cada 30 dias.

Foto: Marilene Fancelli.
Foto da armadilha de feromônio tipo poço.
Figura 3. Armadilha de feromônio tipo poço.

Foto: Ana Lúcia Borges.
Foto da armadilha de feromônio tipo rampa, com detalhe para o sachê contendo o produto.
Figura 4. Armadilha de feromônio tipo rampa, com detalhe para o sachê contendo o produto.



O uso de inseticidas deve ser realizado de acordo com os procedimentos de segurança recomendados pelo fabricante e órgãos estaduais e federais de defesa vegetal. Informações acerca dos produtos registrados para a cultura para o controle da broca-do-rizoma podem ser obtidas no site do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários – AGROFIT, na Secretaria de Defesa Agropecuária – DAS  (http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons).

Tripes
Tripes da erupção dos frutos - Frankliniella spp. (Thysanoptera: Aelothripidae)
Apesar do pequeno tamanho (cerca de 1 mm de comprimento) e da agilidade, são facilmente vistos por causa da coloração branca ou marrom-escura. Os adultos são encontrados geralmente em flores jovens abertas. Também podem ocorrer nas flores ainda protegidas pelas brácteas. Os danos provocados por esses tripes manifestam-se nos frutos em desenvolvimento, na forma de pontuações marrons e ásperas ao tato (Figura 5), o que reduz o seu valor comercial, mas não interfere na qualidade da fruta.

Foto: Aristoteles Pires de Matos.
Foto do dano provocado pelo tripes da erupção dos frutos.
Figura 5. Danos provocados pelo tripes da erupção dos frutos.



Controle: a despistilagem e a eliminação do coração podem reduzir a população desses insetos, contribuindo para diminuição dos prejuízos. Recomenda-se a utilização de sacos impregnados com inseticida (conforme procedimentos de segurança recomendados pelo fabricante e órgãos estaduais e federais de defesa vegetal), no momento da emissão do cacho, para reduzir os prejuízos causados pelo tripes da erupção dos frutos.

Tripes da ferrugem dos frutos - Chaetanaphothrips spp., Caliothrips bicinctus Bagnall,Tryphactothrips lineatus Hood, Bradinothrips musae (Thysanoptera: Thripidae)
São insetos pequenos (1 a 1,2 mm de comprimento), que vivem nas inflorescências, entre as brácteas do coração e os frutos. Seu ataque provoca o aparecimento de manchas de coloração marrom (semelhante à ferrugem) (Figura 6). O dano é causado pela oviposição e alimentação do inseto nos frutos jovens. Em casos de forte infestação, a epiderme pode apresentar pequenas rachaduras em função da perda de elasticidade. B. musae tem importância quarentenária para alguns países importadores de banana.

Foto: Ana Lúcia Borges.
Foto do dano provocado pelo tripes da ferrugem dos frutos.
Figura 6. Danos provocados pelo tripes da ferrugem dos frutos.



Controle: para o controle desses insetos, deve-se efetuar o ensacamento do cacho e a remoção das plantas infestantes, tais como Commelina sp. e Brachiaria purpurascens, hospedeiras alternativas dos insetos.

Lagartas desfolhadoras - Caligo spp., Opsiphanes spp. (Lepidoptera: Nymphalidae), Antichloris spp. (Lepidoptera: Arctiidae)
As principais espécies de Caligo que ocorrem no Brasil são brasiliensis, beltrao e illioneus. No estágio adulto, Caligo sp. é conhecida como borboleta-corujão. As lagartas, no máximo desenvolvimento, chegam a medir 12 cm de comprimento e apresentam coloração parda (Figura 7). No gênero Opsiphanes, registram-se no Brasil as espécies invirae e cassiae. Na fase adulta, são borboletas que apresentam asas de coloração marrom, com manchas amareladas. Na fase jovem, as lagartas possuem coloração verde, com estrias amareladas ao longo do corpo, alcançando cerca de 10 cm de comprimento (Figura 7). O terceiro grupo de lagartas que ataca a bananeira pertence às espécies Antichloris eriphia e A. viridis. Os adultos são mariposas de coloração escura, com brilho metálico. As lagartas apresentam fina e densa pilosidade de coloração creme, medindo 3 cm de comprimento (Figura 7). As lagartas pertencentes ao gênero Caligo e Opsiphanes provocam a destruição de grandes áreas, enquanto que as do gênero Antichloris apenas perfuram o limbo foliar (Figura 8).

Fotos: Antonio Lindemberg Martins Mesquita (a e b) e Aristoteles Pires de Matos (c).
Foto das lagartas de Caligo sp., Opsiphanes sp. e Antichloris sp. (da esquerda para direita). 
Figura 7. Lagartas de Caligo sp. (a), Opsiphanes sp. (b) e Antichloris sp. (c).

Foto: Antonio Lindemberg Martins Mesquita.
Foto dos danos causados por lagartas desfolhadoras.
Figura 8. Danos causados por lagartas desfolhadoras.



Controle: normalmente, não há necessidade de intervenção para controle desses insetos, em vista de que os inimigos naturais mantêm a população de lagartas sob controle. Dessa forma, recomenda-se que qualquer aplicação de inseticidas no bananal seja realizada com cautela, para evitar a destruição dos inimigos naturais.

Pulgão da bananeira - Pentalonia nigronervosa Coq. (Hemíptera: Aphididae)
As colônias desse inseto localizam-se na porção basal do pseudocaule, protegidas pelas bainhas foliares externas. Medem cerca de 1,2 a 1,6 mm de comprimento, sendo que as formas adultas apresentam coloração marrom, enquanto que as formas jovens são mais claras. Os danos diretos são devidos à sucção de seiva das bainhas foliares externas (próximo ao nível do solo), levando à clorose das plantas e deformação das folhas. Em altos níveis populacionais, podem ser encontrados no ápice do pseudocaule, provocando o enrugamento da folha terminal. Os danos indiretos são devidos à transmissão do mosaico da bananeira (CMV).

Controle: os inimigos naturais presentes no bananal são fundamentais para a manutenção das populações do pulgão da bananeira em níveis não prejudiciais à cultura.

Ácaros de teia - Tetranychus spp. (Acari: Tetranychidae)
Na forma adulta, medem cerca de 0,5 mm de comprimento. Apresentam coloração avermelhada, com pigmentação mais acentuada lateralmente. Os ácaros formam colônias na face inferior das folhas, tecendo teias no limbo foliar normalmente em torno da nervura principal (Figura 9). São favorecidos por umidade relativa baixa. O ataque dessa praga torna a região infestada inicialmente amarelada; posteriormente, torna-se necrosada, podendo secar a folha. Sob alta infestação, podem ocorrer danos aos frutos.

Foto: Nilton Fritzons Sanches.
Foto dos danos causados pelos ácaros tetraniquídeos (de teia).
Figura 9. Danos causados pelos ácaros tetraniquídeos (de teia).

Controle: Não há produtos registrados para o controle desta praga em bananeira.