quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Como Processar Banana



A banana é uma boa fonte energética, de minerais (potássio) e vitaminas. Características como baixa acidez e textura macia a indicam para o consumo por crianças e idosos.
Em termos tecnológicos, a baixa acidez da banana pode requerer a sua acidificação em determinados processos, nos quais são empregados métodos combinados de conservação. O aumento da acidez do sistema permite o uso de tratamentos térmicos menos intensos na conservação dos produtos. O escurecimento enzimático é outro fator a ser considerado no processamento da banana. Uma vez retirada a casca da banana, devem ser aplicados tratamentos antioxidantes (por exemplo, por imersão em solução diluída de ácidos orgânicos) e/ou branqueamento (tratamento térmico brando), com o objetivo de se evitar reações enzimáticas de escurecimento.
Os principais produtos derivados da banana são: purê ou polpa - Figura 27(usado como ingrediente para a elaboração de uma série de outros produtos, como bebidas e produtos açucarados, como doce em massa ou bananada – Figura 28) e produtos desidratados (como banana passa – Figura 29, farinha de banana – Figura 30, e banana chips – Figura 31).

Processamento

A banana é uma fruta saborosa, de textura macia, de fácil consumo, além de apresentar baixo custo. A baixa acidez da fruta, aliada ao sabor suave, permitem várias combinações no preparo de alimentos, o que possibilita estender o seu consumo para uma classe ampla de indivíduos. Em geral, qualquer pessoa pode consumir banana, com exceção daquelas com restrição médica. Do ponto de vista nutricional, a banana é rica em carboidratos, que fornecem energia ao organismo, e em potássio, que é um mineral importante para o funcionamento dos músculos. A composição nutricional pode diferir entre as variedades.
As variedades de banana tradicionalmente utilizadas para industrialização são a Grande Naine, Nanica e Nanicão, tradicionalmente cultivadas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Entretanto, variedades como Pacovan, Prata, Prata Anã e Thap Maeo, tradicionalmente cultivadas nas regiões Norte e Nordeste, também podem ser utilizadas para processamento, resultando em produtos de excelente qualidade.
No Brasil, a banana utilizada para a industrialização não é especialmente produzida para este fim. Muitas vezes, corresponde à banana não absorvida pelo mercado de frutas frescas, seja pelo excedente de oferta, seja por não atender aos padrões de qualidade desse mercado. Frutas que apresentem defeitos que não comprometam a qualidade da polpa podem ser aproveitadas para processamento. As frutas que se encontrarem em estádio de maturação muito avançado (passadas) devem ser descartadas na seleção da matéria-prima, uma vez que apresentam a composição alterada e as qualidades organolépticas (aroma, sabor e textura) e microbiológica comprometidas.
Em termos tecnológicos, a baixa acidez da banana pode requerer a sua acidificação em determinados processos, nos quais são empregados métodos combinados de conservação. O aumento da acidez do sistema permite o uso de tratamentos térmicos menos intensos na conservação dos produtos. O escurecimento enzimático é outro fator a ser considerado no processamento da banana, já que é uma reação natural da fruta que ocorre porque a banana apresenta em sua composição uma enzima que se chama polifenoloxidase. Esta enzima, quando entra em contato com o ar, após o descascamento da banana, provoca uma série de reações químicas que levam ao aparecimento da coloração escura. Este escurecimento pode ser evitado “paralisando-se” a atividade destas enzimas pelo uso do calor por curto período de tempo ou por produtos antioxidantes como os ácidos ascórbico e cítrico, ou ainda a combinação entre estes.
A banana pode ser processada na forma verde e madura. A banana verde pode ser utilizada na linha de produtos panificáveis, na produção de farinha, amido e chips. Da banana madura, podem ser obtidos a banana em calda, banana desidratada, chips, doces em massa, essências, farinhas, flocos, granulados, geleias, néctares, purês, sucos, vinagre e vinhos.
Produtos como purê e flocos de banana, geralmente, são produzidos por empresas de grande porte devido ao alto custo da infraestrutura requerida para seu processamento e armazenamento, e também à logística exigida para sua distribuição. Já a produção de banana passa, doces e chips é viável em pequena escala, uma vez que requer um baixo investimento inicial e apresenta um baixo custo operacional. Os equipamentos são de menor custo, de fácil operação e são necessários poucos insumos. Além disso, esses produtos podem ser conservados em temperatura ambiente e apresentam vida de prateleira prolongada, o que facilita o seu armazenamento e sua comercialização.
Para o processamento da maior parte dos produtos derivados da banana, são utilizadas frutas maduras, com aroma e sabor intensos. Entretanto, alguns produtos, como farinha e os chips de banana, requerem que a matéria-prima contenha maior teor de amido. Neste caso, utilizam-se frutas verdes ou semimaduras. Para os produtos processados que utilizam frutas inteiras ou pedaços, como banana passa ou banana em calda, o tamanho, o formato da fruta e a textura da polpa são muito importantes para a padronização do produto final. Portanto, esses aspectos devem ser considerados na seleção da matéria-prima. A textura excessivamente mole também dificulta o processamento.
Dentre os produtos mencionados, receberão enfoque o purê ou polpa (Figura 1), por ser usado como ingrediente para a elaboração de uma série de outros produtos; o doce em massa ou bananada (Figura 2) e os produtos desidratados banana passa (Figura 3), farinha de banana (Figura 4) e banana chips (Figura 5), cujos fluxogramas de produção estão descritos a seguir:




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Colheita e Pós Colheita da Banana



Quando colher

Critérios como desaparecimento das quinas ou angulosidades da superfície dos frutos ainda são utilizados.
Nas cultivares de porte médio-alto (Nanicão) e alto (Prata, Pacovan, Terra), a colheita deve ser efetuada por dois operários. Enquanto um corta parcialmente o pseudocaule à meia altura entre o solo e o cacho, o outro evita que o cacho atinja o solo, segurando-o pela ráquis ou aparando-o sobre o ombro. O primeiro operário corta então o engaço e o cacho é transportado até o carreador ou cabo aéreo, sobre travesseiro de espuma, colocado no ombro do segundo operário. Nas cultivares de porte baixo a médio (Figo Anão, Prata Anã, D’Angola), a colheita pode ser feita por apenas um operário.
Para as cultivares Prata e Maçã, recomenda-se a colheita quando do desaparecimento das quinas ou angulosidades da superfície dos frutos. No caso da cultivar Terra, este critério não é utilizado pois as quinas permanecem até a maturação do fruto. Assim, recomenda-se a colheita quando os frutos do meio do cacho apresentarem diâmetro máximo. Outro critério é cortar longitudinalmente um dedo da primeira penca. Se a coloração da penca estiver rósea, o cacho pode ser colhido.
    Um critério que pode ser usado para todos os grupos é a idade do cacho a partir da emissão do coração. Nesta ocasião marca-se a planta com fita plástica, usando-se diferentes cores para as várias datas de emissão. Quando da colheita, a qual pode variar de 100 a 120 dias após a emissão do coração, um gerente de campo, de posse da planilha de controle, orienta os operários para a colheita do cacho das plantas marcadas com uma determinada cor da fita.


Como colher

Para as cultivares recomendadas para este sistema, é fundamental que a colheita envolva dois operários. Como são plantas de porte médio a alto é necessário que um operário corte parcialmente o pseudocaule à meia altura entre o solo e o cacho e o outro evite que o cacho atinja o solo, segurando-o pela ráquis ou aparando-o sobre o ombro, enquanto o outro operário corta o engaço.

Manejo pós-colheita

O transporte dos cachos para o local de despencamento e embalagem deve ser feito por carreadores, de forma manual (no ombro) e ou mecânica, em carrocerias de veículos automotivos ou carreta de trator, forradas com espuma sintética. Deve-se tomar cuidados especiais para evitar ferimentos nos frutos principalmente das cultivares Caipira e Thap Maeo, que têm casca fina. Os cachos devem se mantidos pendurados para proceder o despencamento. As pencas devem sair do cacho para um tanque com água e detergente, onde serão lavadas, subdivididas em buquês e, posteriormente, embaladas em caixas de papelão, madeira ou plástico fabricadas especificamente para frutos. Em todos os casos, as dimensões são de 52 x 39 x 24,5 cm (comprimento x largura x altura), com capacidade para aproximadamente 18 kg de frutos. As caixas devem ser revestidas com plástico de baixa densidade para proteção dos frutos contra escoriações.
O transporte dos cachos para o local de despencamento e embalagem deverá ser feito pelos carreadores. Deve-se colocar folhas de bananeira na base e nas laterais dos compartimentos mecanizados ou não, utilizados no transporte, para evitar escoriações nos frutos.

Conservação pós-colheita

Frigoconservação
As bananas podem ser conservadas sob refrigeração pelo período de uma a três semanas, findo o qual devem ser removidas para câmaras de maturação, onde são tratadas com etileno ou, previamente, com ethephon. A temperatura mínima de armazenagem depende da sensibilidade da banana a danos pelo frio, sensibilidade esta que é afetada pela cultivar, condições de cultivo e tempo de exposição a uma dada temperatura. Os danos pelo frio são causados pela exposição a temperaturas inferiores a 13,3ºC, os quais depreciam a qualidade do fruto, porém sem afetar a consistência e o paladar da polpa. A melhor indicação de danos pelo frio em banana verde é a presença de pintas marrom-avermelhadas sob a epiderme. Na banana madura, os danos são caracterizados por uma aparência cinza opaca esfumaçada, em vez da cor amarela brilhante da casca. Outro indicador de danos é a exsudação de látex ou translucidez do mesmo.
A intensidade dos danos pelo frio é fortemente influenciada pela umidade relativa do ar, de modo que, para uma dada temperatura, o aumento da umidade retarda o aparecimento de danos. A umidade também afeta a qualidade da banana, sendo recomendado o seu armazenamento na faixa de 85 a 95%. Embora esta faixa de umidade possa ser mantida em câmaras sem controle automático, regando-se o piso com água duas vezes por dia, a operação é tediosa e consome tempo. Por esta razão, é recomendável a frigoconservação em câmaras automatizadas, que controlam tanto a temperatura quanto a umidade relativa.


Conservação em atmosferas controlada e modificada

A conservação de bananas pode ser aumentada significativamente com o uso de atmosfera controlada ou modificada. Em atmosfera controlada com 7 a 10% de CO2 e 1,5 a 2,5% de O2, as bananas podem ser conservadas por mais de quatro meses a 20ºC, amadurecendo normalmente após transferência para câmara de maturação.
A modificação da atmosfera, selando as bananas em sacos de polietileno, também aumenta significativamente o tempo de conservação. A inclusão de permanganato de potássio, um absorvente do etileno, estende ainda mais o período de armazenagem. Uma vantagem adicional dos sacos de polietileno é que o seu uso é efetivo em uma larga faixa de temperatura, desde 13 até 37ºC.
O uso de emulsões de cera e produtos à base de éster de sacarose permitem estender o período pré-climatérico de bananas por uma a duas semanas, reduzir a perda de água e a ocorrência de escurecimento da casca. O enceramento causa modificações na atmosfera interna do fruto, aumentando a concentração de CO2 e reduzindo a de O2, daí o prolongamento do período pré-climatérico, como ocorre em câmaras com atmosfera controlada e nas embalagens plásticas.
Maturação controlada – climatização
Temperatura e umidade relativa na câmara

A faixa ótima de temperatura do ar para a climatização é de 13,9 a 23,9ºC, na qual não ocorrem alterações na qualidade dos frutos. O aumento da temperatura reduz o tempo para atingir-se um determinado estágio de cor da casca. 
A manutenção da umidade relativa entre 85 e 95% durante a maturação é vital para a obtenção de frutos de boa qualidade de cor e sabor. Alta umidade relativa com adequada temperatura contribui grandemente para melhorar a aparência, a palatabilidade e aumentar o período de comercialização.



Empilhamento das caixas na câmara


Uma adequada circulação de ar na câmara é essencial para uniformização da maturação. O sistema de ventilação da câmara e o tipo de empilhamento das caixas afetam sensivelmente a circulação do ar. 
Uma vez que a temperatura aumenta devido à respiração das bananas, a área exposta do topo das caixas é muito importante para prevenir aumento de temperatura na pilha e manter a temperatura da polpa estável durante a climatização. Para operação paletizada usando paletes de 1,00 x 1,20 m (40 x 48), o melhor padrão de empilhamento é o 4-bloco alternado. 
As pilhas devem ser distribuídas uniformemente na câmara, para propiciar um bom fluxo de ar, necessário ao controle da temperatura da polpa e progresso da coloração. Os paletes não devem ser colocados a menos de 45 cm das paredes frontal e traseira da câmara. Quando se usa o padrão 4-bloco alternado, as pilhas podem ser justapostas. No entanto, se for usado outro padrão de empilhamento, deve-se deixar 10 cm entre cada pilha.



Procedimentos para climatização


Bananas de diferentes variedades e origens não devem ser climatizadas numa mesma câmara. Dentro de um mesmo cacho existem pencas com distintos graus de maturidade, sendo que as pencas do ápice (extremidade do engaço) são mais imaturas do que as pencas da base. Por esta razão, os cachos devem ser separados em dois lotes: um contendo as seis ou oito pencas mais velhas e o outro as demais. Quando não for possível, deve-se colocar o lote mais jovem no fundo e o mais velho na frente da câmara, pois este amadurecerá mais cedo. 
Aproximadamente 12 horas antes de aplicar-se o etileno, a temperatura da câmara deve ser ajustada para 15,5ºC a 16,7ºC. A dosagem recomendada para climatização com etileno é 0,1% ou 28 L para cada 28 m3 da câmara. Se for usado produto comercial (Etil-S ou Azetil) a quantidade será de 280 L por 28m3. Durante as primeiras 24 horas após aplicação do gás, a câmara deve ser mantida hermeticamente fechada. Após este tempo procede-se a ventilação por 15 a 20 minutos, para suprir a câmara com o oxigênio essencial para a respiração normal das bananas. Como alternativa à utilização do gás etileno, pode-se usar o ethefon, conforme descrito a seguir.



Climatização com ethephon

O ethephon (Ethrel ou similar), é utilizado na maturação em concentrações inferiores a 1%, não oferecendo riscos durante o manuseio.
  • Concentração da solução de ethephon
Para cultivares do grupo AAB, como ‘Prata Anã’, recomenda-se 166 mL do produto comercial para 100 litros de solução. Para ‘Nanica’ e ‘Nanicão’ utiliza-se 833 mL para 100 litros de solução e banana tipo ‘Terra’ 208 mL para 100 litros de solução. Quando são cultivadas bananas de todos os grupos, visando facilitar o procedimento de climatização, utiliza-se apenas a concentração mais alta. A solução pode ser reutilizada por até 200 dias.

  • Tratamento de indução da maturação


O tratamento consiste em submergir as pencas ou subpencas de banana, contidas ou não em caixas de madeira ou de plástico, na solução de ethephon por dez minutos. Quando se utiliza caixas de papelão, as bananas devem ser embaladas após evaporação da solução. Pode-se utilizar tanques de cimento, amianto ou de alvenaria ou mesmo tonéis. Como regra geral, enche-se o tanque em torno de 2/3 da sua capacidade. 
Um tanque de 1.000 litros comporta cerca de 250 pencas de banana e um tonel de 200 litros, 50 pencas. Assumindo-se que o tempo de tratamento de cada lote pode durar 30 minutos, incluindo o despencamento e a lavagem prévia, num dia de trabalho é possível tratar 4.000 pencas no tanque e 800 no tonel. 
A solução destinada à reutilização deve ser armazenada no próprio recipiente de tratamento. Para evitar perda da solução por evaporação, o recipiente deve ser hermeticamente tampado. Apesar das bananas absorverem apenas pequena quantidade de solução, durante o tratamento sempre ocorre perda de solução quando as bananas são removidas do tanque. Quando o nível não mais cobrir todas as bananas, pode-se completar o volume com solução recém-preparada, na mesma concentração da anterior ou reduzir a quantidade de banana.

  • Instalações para climatização com ethephon


Para a obtenção de produto com qualidade ótima de cor e de consumo, as bananas tratadas com ethephon devem ser armazenadas nas mesmas condições de temperatura e umidade relativa utilizadas na climatização com etileno. Quando não se dispuser de câmaras com controle de temperatura e umidade, pode-se usar galpões já existentes na propriedade ou construí-lo. As dimensões dependerão da quantidade de banana a ser climatizada. Idealmente, o galpão deve ser construído em local sombreado, sob árvores dispostas nas laterais, para evitar temperaturas elevadas no seu interior. Na ausência de árvores, podem ser plantadas variedades de banana de porte alto (Prata, Pacovan ou Terra) em espaçamento denso (1,50m), nas laterais e no fundo do galpão. A temperatura no interior do galpão deve ficar entre 14 e 26ºC. 
Para as regiões e estações do ano com umidade do ar inferior a 80%, é imprescindível construir valas impermeabilizadas no piso, ao longo das paredes, para colocação de água; uso de forro sob o telhado e porta com boa vedação. Pode-se também, para garantia de elevada umidade, regar o piso com água diariamente.





segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Pragas da Bananeira e Seu Controle



Pragas e métodos de controle

O momento de controlar as pragas deve ser embasada em avaliações criteriosas, observando se os danos estão sendo muito prejudiciais a cultura e se tambem não existe metodos alternativos menos agressivos à natureza.



1. Broca-do-rizoma ou moleque-da-bananeira
A praga que mais ataca a cultura da bananeira em Pernambuco é a broca-do-rizoma (Cosmopolites  sordidus), conhecida popularmente como moleque-da-bananeira ou, simplesmente, besouro.
Essa praga, na forma adulta, é um besouro preto de hábitos noturnos, que mede 11 mm de comprimento e 5 mm de largura, possui “bico” longo e recurvado (Figura 1). As larvas são brancas, sem pernas, penetram no rizoma das plantas e passam a alimentar-se dos mesmos, sendo responsáveis pela formação de galerias nos tecidos das plantas (Figura 2). Como consequência, o desenvolvimento da planta é prejudicado, as folhas amarelecem, os cachos tornam-se pequenos e as plantas ficam sujeitas ao tombamento (Figura 3) e vulneráveis ao aparecimento de doenças. Quando não controlada, a praga pode ser responsável por perdas de até 80% na produção de banana na maioria das regiões produtoras. No caso das bananeiras do tipo Comprida, que são as mais atacadas, as perdas podem chegar a 100%.

Controle integrado

A utilização de métodos isolados para o controle da praga não tem sido eficiente. Desse modo, o ideal é a utilização do manejo integrado, abrangendo os seguintes procedimentos:
• Uso de mudas sadias.
• Limpeza e descorticamento das mudas.
• Tratamento químico das mudas: é uma alternativa para obtenção de material sadio. As mudas devem ser imersas em solução de inseticida registrado no Mapa, por 15 minutos, devendo ser plantadas em até 24 horas. Outra alternativa é fazer o tratamento com água quente a 54 °C, por 20 minutos.
• Manejo cultural: destruição de bananais velhos, juntamente com a eliminação de pseudocaules brocados previne e reduz sensivelmente futuras infestações da praga.
• Uso de iscas atrativas: são usadas iscas do tipo telha (com cerca de 50 cm) (Figura 4A) e do tipo queijo (30 cm a 50 cm a partir do solo) (Figura 4B). Elas devem ser feitas de plantas que já produziram (no máximo de 15 dias após a colheita). Para o monitoramento do inseto, são utilizadas, em média, 20 iscas/ha. Caso sejam detectados cerca de quatro besouros por isca, deve-se iniciar o controle. Recomenda-se o uso de 50 iscas/ha a 100 iscas/ha sempre em associação com inseticidas ou defensivos biológicos, principalmente com o fungo entomopatógeno Beauveria bassiana, que age sobre os besouros (Figura 5) e é facilmente produzido, relativamente barato e de grande eficiência. As iscas são pinceladas, imersas ou pulverizadas com a mistura do fungo e água, devendo ser renovadas quinzenalmente, repetindo-se o processo a cada seis meses ou quando necessário. A mistura de 300 g/10 L de água permite o tratamento de 35 iscas.
• Quando usar inseticida químico em vez de Beauveria, a aplicação pode ser feita em buracos efetuados com a ‘lurdinha’ na planta que foi desbastada.
• Manejo por armadilhas de comportamento: trata-se de armadilhas que trazem uma substância sintética similar ao feromônio dos insetos; os adultos são atraídos devido ao odor exalado, caindo no fundo da armadilha, que pode ser feita com garrafas do tipo “pet” (Figura 6) contendo solução de água e detergente a 3%, e acabam morrendo. A vantagem desse tipo de manejo é não agredir o ambiente e não deixar resíduos nos frutos, pois o feromônio sintético é específico para o inseto. Recomenda-se utilizar de 3 armadilhas/ha a 5 armadilhas/ha, sendo que o feromônio, que é comercializado em sachê, deve ser trocado mensalmente, tendo-se a preocupação de se manter uma distância mínima de 30 m a 35 m entre as armadilhas.

2. Tripes

Os tripes são pequenos insetos que causam danos aos frutos em desenvolvimento prejudicando a sua aparência (Figura 7). Dois tipos são mais comuns nos bananais: o tripes-da-erupção-dos-frutos (Frankliniella spp.) e o tripes-da-ferrugem (Chaetanaphothrips  spp., Caliothrips bicinctus e Tryphactothrips lineatus). Os frutos atacados adquirem aspecto ferruginoso (no caso do tripes-da-ferrugem-dos-frutos) ou com pontuações ásperas ao toque (tripes-da-erupção-dos-frutos), depreciando-os para comercialização. No manejo dessas pragas, recomenda-se a eliminação do coração e o ensacamento do cacho, logo após a sua emissão, com sacos impregnados com inseticidas registrados no Mapa. 
3. Outras pragas
Outras pragas têm sido citadas por agricultores e técnicos das regiões produtoras de banana da Zona da Mata de Pernambuco, provocando danos aos bananais e prejuízos aos bananicultores. A broca-rajada (Metamasius hemipterus) pode causar danos em bananais decadentes, alojando-se nos pseudocaules e provocando a queda da planta. O uso do fungo B. bassiana se constitui opção para o seu controle. É comum a ocorrência dessa praga em áreas contíguas às de plantio de cana-de-açúcar. Comumente, ocorrem surtos de lagartas desfolhadoras, causados por desequilíbrio com as populações de inimigos naturais.
A espécie Brassolis sophorae é a mais frequentemente observada. Ninhos dessa lagarta contendo elevado número de indivíduos podem ser encontrados nos bananais presos aos pseudocaules (Figura 8). O ataque das lagartas pode deixar as plantas totalmente desfolhadas (Figura 9), compromometendo a produção. A retirada manual dos ninhos e eliminação das lagartas nele existentes é uma boa opção de manejo para essa praga. A aplicação de inseticida deve ser feita com cautela. As abelhas do tipo arapuá (Trigona spinipes) são bastante frequentes nos bananais, causando lesões ao longo das quinas dos frutos (Figura 10), depreciando-os comercialmente. Como medida de controle, recomenda-se a eliminação do coração e dos ninhos. Os ácaros-de-teia formam colônias na face inferior da folha, apresentando uma teia característica (Figura 11). Ocorrem mais na época seca, causando um amarelecimento e seca na região atacada da folha.

pragas na plantação de bananeira









terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Doenças da Bananeira e seus Metodos de Controle



Doenças e métodos de controle

As bananeiras são afetadas, durante todo o seu ciclo vegetativo e produtivo, por um grande número de doenças, que podem ser causadas por fungos bactérias, vírus e nematóides.


Doenças fúngicas

As doenças fúngicas constituem-se nos principais problemas fitopatológicos da bananeira, que é afetada, por um grande número de espécies de fungos, que em alguns casos, constituem-se em fator limitante à produção.

Sigatoka-amarela
Esta é uma das mais importantes doenças da bananeira, sendo também conhecida como cercosporiose ou mal-de-Sigatoka.

Agente causal

A Sigatoka-amarela é causada por Mycosphaerella musicola, Leach (forma perfeita ou sexuada)/Pseudocercospora musae (Zimm) Deighton (forma imperfeita ou assexuada).

Sintomas

Os sintomas iniciais da doença aparecem como uma leve descoloração em forma de ponto entre as nervuras secundárias da segunda à quarta folha, a partir da vela. A contagem das folhas é feita de cima para baixo, onde a folha da vela é a zero e as subseqüentes recebem os números 1, 2, 3, 4, e assim por diante. Essa descoloração aumenta, formando uma estria de tonalidade amarela. Com o tempo as pequenas estrias amarelas passam para marrom e posteriormente para manchas pretas, necróticas, circundadas por um halo amarelo, adquirindo a forma elíptica-alongada, apresentando de 12-15 mm de comprimento por 2-5 mm de largura, dispondo-se paralelamente às nervuras secundárias da folha. As folhas mais suscetíveis à infecção, em ordem decrescente, vão da vela à folha 3, embora possa ocorrer infecção na folha 4. Nos estádios mais avançados da doença, e quando esta está ocorrendo em alta freqüência de lesões, dá-se o coalescimento das mesmas, com a reduçaão da área foliar fotossintetizante (Figura 1).
fig1
Figura 1. Sigatoka-amarela, mostrando coalescimento das lesões com necrose do tecido foliar.

Danos e distúrbios fisiológicos

Os prejuízos causadas pela Sigatoka–amarela são da ordem de 50% da produção mas, em microclimas muito favoráveis, esses prejuízos podem atingir 100%, uma vez que os frutos quando produzidos sem nenhum controle da doença, não apresentam valor comercial. Os prejuízos são resultantes da morte precoce das folhas e do conseqüente enfraquecimento da planta, com reflexos imediatos na produção (Figura 2). Entre os distúrbios observados em plantações afetadas podem ser listados: diminuição do número de pencas por cacho; redução do tamanho dos frutos; maturação precoce dos frutos no campo e/ou durante o transporte, podendo provocar a perda total da carga; enfraquecimento do rizoma e por conseqüência perfilhamento lento.
fig2

Figura 2. Bananal altamente afetado pela Sigatoka-amarela com perda acentuada de área foliar e elevadas perdas na produção.
Sigatoka-negra

A Sigatoka-negra foi constatada no Brasil em fevereiro de 1998, no Estado do Amazonas estando presente no Acre, Rondônia, Pará, Roraima, Amapá e Mato Grosso. O desenvolvimento de lesões de sigatoka e a sua disseminação são fortemente influenciados por fatores ambientais como umidade, temperatura e vento. No Brasil, as vias importantes na disseminação têm sido as folhas doentes utilizadas em barcos e/ou caminhões bananeiros, para proteção dos frutos durante o transporte, e as bananeiras infectadas levadas pelo rio durante o período de cheia nos rios amazônicos.
Agente Causal
O fungo causador da Sigatoka-negra é um ascomiceto conhecido como Mycosphaerella fijiensis Morelet (fase sexuada)/ Paracercospora fijiensis (Morelet) Deighton (forma imperfeita ou assexuada).

Sintomas

Os sintomas causados pela evolução das lesões produzidas pela Sigatoka-negra se assemelham aos decorrentes do ataque da Sigatoka-amarela, também ocorrendo a infecção nas folhas mais novas. Já os primeiros sintomas aparecem na face inferior da folha como estrias de cor marrom (Figura 3), evoluindo para estrias negras (Figura 4). Os reflexos da doença são sentidos pela rápida destruição da área foliar, reduzindo-se a capacidade fotossintética da planta e, consequentemente, a sua capacidade produtiva.
Figura 3. Estrias marrons causadas pela Sigatoka-negra, observadas na face inferior da folha.
fig4
Figura 4. Folha de uma planta afetada pela Sigatoka- negra exibindo alta densidade de lesões e necrose do tecido.
Danos e distúrbios fisiológicos
A Sigatoka-negra é a mais grave e temida doença da bananeira no mundo, implicando em aumento significativo de perdas, que podem chegar a 100% da produção, onde o controle não é realizado. Devido à sua agressividade, nas regiões onde a Sigatoka-negra é introduzida, a amarela desaparece em cerca de três anos. Outro fator agravante é o aumento do espectro de variedades atingidas pela doença, que ataca severamente a banana ‘Maçã´ (medianamente suscetível à Sigatoka amarela) e os platanos, do Subgrupo Terra.

Controle

Várias são as medidas que podem e devem ser tomadas com o objetivo de controlar as sigatokas amarela e negra, principalmente visando a redução do uso dos agrotóxicos:
a) Variedades resistentes
Sempre que possível, deve-se substituir as variedades suscetíveis pelas resistentes, visando a redução e/ou eliminação do controle químico. As variedades que apresentam resistência são: Caipira, Thap Maeo, FHIA-18 e Pacovan Ken. As cultivares Terra, Terrinha e          D’ Angola são resistentes à Sigatoka-amarela, mas suscetíveis à negra.
b) Controle cultural
Recomenda-se a utilização das práticas culturais que reduzam a formação de microclimas favoráveis ao desenvolvimento das Sigatokas. Neste caso, os principais aspectos a serem levados em conta são os seguintes:
  • Drenagem
Além de melhorar o crescimento geral das plantas, a drenagem rápida de qualquer excesso de água no solo reduz as possibilidades de formação de microclimas adequados ao desenvolvimento da doença.
  • Combate às plantas daninhas
No bananal, a presença de altas populações de plantas daninhas não só incrementa a ação competitiva que estas exercem, como também favorece a formação de microclima adequado aos patógenos, devido ao aumento do nível de umidade no interior do bananal.
  • Desfolha
A eliminação racional das folhas atacadas ou de parte dessas folhas reduz a fonte de inóculo no bananal. É preciso, entretanto, que tal eliminação seja feita com bastante critério, para não provocar danos maiores que os causados pela própria doença. No caso de infecções concentradas, recomenda-se a eliminação apenas da parte afetada. Quando, porém, o grau de incidência for alto e a infecção tiver avançado extensamente sobre a folha, recomenda-se que esta seja totalmente eliminada. Não há necessidade de retirar as folhas do bananal, todavia é interessante enleirá-las entre as fileiras e pulverizar com solução de uréia para mais rápida decomposição.
  • Nutrição
Plantas adequadamente nutridas propiciam um ritmo mais acelerado de emissão de folhas. Isto implica no aparecimento das lesões de primeiro estádio e/ou manchas em folhas mais velhas da planta. Nesta situação, a emissão rápida compensará as perdas provocadas pela doença. Em plantas mal nutridas, o lançamento de folhas é lento e, consequentemente, as lesões serão visualizadas em folhas cada vez mais novas.
c) Controle químico
Os fungicidas ainda são a principal arma para o controle da Sigatoka, principalmente em se tratando de variedades suscetíveis. Entre as recomendações para a aplicação de fungicidas incluem o seguinte:
  • Horário
Os fungicidas devem ser aplicados nas horas mais frescas do dia, no início da manhã e/ou no final da tarde. Somente em dias frios ou nublados as aplicações podem ser feitas a qualquer hora do dia. Quando se aplicam fungicidas sob condições de temperatura elevada, além de haver maior risco para o aplicador, as pulverizações perdem em eficiência, em virtude principalmente da evaporação do produto.
  • Condições climáticas
Os dias ou períodos de vento forte devem ser evitados. A aplicação de fungicidas quando há ocorrência de ventos provocará grande deriva do produto e diminuirá, consequentemente, a eficácia do controle. A pulverização não deverá ser feita quando estiver chovendo, por pouco que seja. A chuva provoca a lavagem do produto, diminuindo a eficiência do controle. A queda de chuvas fortes imediatamente após uma aplicação de fungicida praticamente invalida o efeito deste. A eficiência da operação estará assegurada quando entre o momento da aplicação e o da ocorrência de chuva leve, transcorrer um intervalo de tempo superior a três horas.
  • Direcionamento do produto
A eficiência da pulverização dependerá em grande parte do local de deposição do produto na planta. Como o controle é essencialmente preventivo, é importante que as folhas mais novas sejam protegidas, considerando que é através delas que a infecção ocorre. Por conseguinte, em qualquer aplicação, o produto deverá ser elevado acima do nível das folhas, a fim de que seja depositado nas folhas vela, 1, 2 e 3, ficando assim, protegidas da infecção. Percebe-se que as pulverizações mais eficientes são as realizadas via aérea.
D) Épocas de controle
O controle deve ser priorizado no período chuvoso, ocasião em que o ambiente é mais propício ao desenvolvimento da doença. De modo geral, pode-se dizer que o controle da sigatoka deve começar tão logo se inicie o período de chuvas e prolongar-se até a sua interrupção.
A indicação do controle poderá ser feita por sistemas de pré-aviso, que poderão racionalizar o uso de defensivos.
  • Produtos, dosagens e intervalos de aplicação
Na Tabela 4 estão relacionados os principais produtos em uso ou com potencial de utilização no controle da Sigatoka-amarela
Tabela 4. Principais produtos comerciais, dosagens e intervalos de aplicação, recomendados para o controle do mal-de-Sigatoka.

Mal-do-Panamá

O mal-do-Panamá é uma doença endêmica por todas as regiões produtoras de banana do mundo. No Brasil, o problema é ainda mais grave em função das variedades cultivadas, que na maioria dos casos são suscetíveis.
Agente causal
O mal-do-Panamá é causado por Fusarium oxysporum f. sp. cubense (E.F. Smith) Sn e Hansen. As principais formas de disseminação da doença são o contato dos sistemas radiculares de plantas sadias com esporos liberados por plantas doentes e, em muitas áreas, o uso de material de plantio contaminado. O fungo também é disseminado por água de irrigação, de drenagem, de inundação, assim como pelo homem, por animais e equipamentos.

Sintomas

As plantas infectadas por F. oxysporum f.sp. cubense exibem externamente um amarelecimento progressivo das folhas mais velhas para as mais novas, começando pelos bordos do limbo foliar e evoluindo no sentido da nervura principal (Figura 5). Posteriormente, as folhas murcham, secam e se quebram junto ao pseudocaule, dando à planta a aparência de um guarda-chuva fechado. É comum constatar-se que as folhas centrais das bananeiras permanecem eretas mesmo após a morte das mais velhas. É possível notar, próximo ao solo, rachaduras do feixe de bainhas, cuja extensão varia com a área afetada no rizoma (Figura 6).
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Figura 5. Planta com mal-do-Panamá, exibindo amarelecimento progressivo das folhas mais velhas em direção às mais novas e posterior quebra junto ao pseudocaule.
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Figura 6. Ruptura das bainhas do pseudocaule, formando rachadura, em plantas afetadas pelo mal-do-Panamá,.
IInternamente, observa-se uma descoloração pardo-avermelhada na parte mais externa do pseudocaule provocada pela presença do patógeno nos vasos (Figura 7). A descoloração vascular é também observada no rizoma.
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Figura 7. Escurecimento dos vasos, observado por meio de corte realizado no pseudocaule de plantas afetadas pelo mal-do-Panamá

Danos e distúrbios fisiológicos

O mal-do-Panamá, quando ocorre em variedades altamente suscetíveis como a banana ‘Maçã’, provoca perdas de 100% na produção. Já nas variedades tipo Prata, que apresentam um grau de suscetibilidade bem menor do que a ‘Maçã’, a incidência do mal-do-Panamá, geralmente, situa-se num patamar dos 20% de perdas. Por outro lado, o nível de perdas é também influenciado por características de solo, que em alguns casos comporta-se como supressivo ao patógeno. Como se trata de uma doença letal, não há porque comentar sobre distúrbios fisiológicos.

Controle

O melhor meio para o controle do mal-do-Panamá é a utilização de variedades resistentes, dentre as quais podem ser citadas as cultivares do subgrupo Cavendish e do subgrupo Terra, a ‘Caipira’, ‘Thap Maeo’ e ‘Pacovan Ken’.
Como medidas preventivas recomendam-se as seguintes práticas:
  • Evitar as áreas com histórico de alta incidência do mal-do-Panamá;Utilizar mudas comprovadamente sadias e livres de nematóides;
  • Corrigir o pH do solo, mantendo-o próximo à neutralidade e com níveis ótimos de cálcio e magnésio, que são condições menos favoráveis ao patógeno;
  • Dar preferência a solos com teores mais elevados de matéria orgânica, isto aumenta a concorrência entre as espécies, dificultando a ação e a sobrevivência de F. oxysporum cubense no solo;
  • Manter as populações de nematóides sob controle, eles podem ser responsáveis pela quebra da resistência ou facilitar a penetração do patógeno, através dos ferimentos;
  • Manter as plantas bem nutridas, guardando sempre uma boa relação entre potássio, cálcio e magnésio.
Nos bananais já estabelecidos e que a doença comece a se manifestar recomenda-se a erradicação das plantas doentes, utilizando herbicida. Isto evita a propagação do inóculo na área de cultivo. Na área erradicada aplicar calcário ou cal hidratada.

Doenças de frutos

A aparência dos frutos e a presença de manchas nos mesmos se deve em grande parte ao manejo adotado nas fases de crescimento vegetativo e de produção. Vários são os patógenos que atacam os frutos antes ou após à colheita, causando-lhes manchas ou podridões na pré e na pós-colheita.

Doenças de pré-colheita
Lesão-de-Johnston, causada pelo fungo Pyricularia grisea; Mancha-parda, causada por Cercospora hayi; Mancha-losango, cujo invasor primário é Cercospora hayi, seguido por Fusarium solani, F. roseum e possivelmente outros fungos; Pinta-de-deightoniella, causado pelo fungo Deightoniella torulosa, que é um habitante freqüente de folhas e flores mortas; Ponta-de-charuto cujos patógenos mais consistentemente isolados das lesões são Verticillium theobromae e Trachysphaera fructigena.
Controle
  • As medidas de controle visam basicamente a redução do potencial de inóculo pela eliminação de partes senescentes e redução do contato entre patógeno e hospedeiro;
  • Eliminação de folhas mortas ou em senescência;
  • Eliminação periódica de brácteas, principalmente durante o período chuvoso;
  • Ensacamento dos cachos com saco de polietileno perfurado, tão logo ocorra a formação dos frutos;
  • Implementação de práticas culturais adequadas, orientadas para a manutenção de boas condições de drenagem e de densidade populacional, bem como para o controle de plantas daninhas, a fim de evitar um ambiente muito úmido na plantação;
Doenças de pós-colheita
Podridão-da-coroa, os fungos mais freqüentemente associados ao problema são: Fusarium roseum (Link) Sny e Hans., Verticillium theobromae (Torc.) Hughes e Gloeosporium musarum Cooke e Massel (Colletotrichum musae Berk e Curt.). Uma série de outros fungos também têm sido isolados, porém com menor freqüência.Veja os sintomas na Figura 8.
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Figura 8. Penca de banana mostrando os sintomas de podridão-da-coroa, desenvolvidos a partir de infecção ocorrida, no ferimento criado após o despencamento.

Antracnose é considerada o mais grave problema na pós-colheita desta fruta, sendo causada por Colletotrichum musae.Os sintomas podem ser observados na Figura 9.
fig9
Figura 9. Frutos de banana mostrando as lesões necróticas típicas da antracnose.
Controle
O controle deve começar no campo, com boas práticas culturais, ainda na pré-colheita. Na fase de colheita e pós-colheita todos os cuidados devem ser tomados no sentido de evitar ferimentos nos frutos, que são a principal via de penetração dos patógenos. As práticas de despencamento, lavagem e embalagem devem ser executadas com manuseio extremamente cuidadoso dos frutos e medidas rigorosas de assepsia. Em último caso, o controle químico pode ser feito por imersão ou por atomização dos frutos. Os seguintes princípios ativos têm sido utilizados: Thiabendazol (Tecto 60, TBZ, Mertect, Termazol); Benomil (Benlate); Tiofanato metílico (Cercobin M-70, Cycosin, Topsin M). As dosagens recomendadas variam de 200 a 400 mg/L do ingrediente ativo, dependendo da distância do mercado consumidor. Vale salientar que esta recomendação é válida também para o controle da podridão-da-coroa.

Doenças bacterianas

Moko

No Brasil, o moko ou murcha bacteriana está presente em todos os Estados da região Norte com exceção do Acre. Surgiu também no Estado de Sergipe em 1987 e posteriormente em Alagoas, onde vem sendo mantida sob controle, mediante erradicação dos focos que têm surgido periodicamente.
Agente causal
A doença é causada pela bactéria Ralstonia solanacearum Smith (Pseudomonas solanacearum), raça 2.
A transmissão e disseminação da doença pode ocorrer de diferentes formas, dentre as quais se destaca o uso de ferramentas infectadas nas várias operações que fazem parte do trato dos pomares, bem como a contaminação de raiz para raiz ou do solo para a raiz. Outro veículo importante de transmissão são os insetos visitadores de inflorescências, tais como as abelhas (Trigona spp.), vespas (Polybia spp.), mosca-das-frutas (Drosophyla spp.) e muitos outros gêneros.
Sintomas
Nas plantas jovens e em rápido processo de crescimento, uma das três folhas mais novas adquire coloração verde-pálida ou amarela e se quebra próximo à junção do limbo com o pecíolo. No espaço de poucos dias a uma semana muitas folhas se quebram. O sintoma mais característico do moko, entretanto, se manifesta nas brotações novas que foram cortadas e voltaram a crescer. Estas escurecem, atrofiam e podem apresentar distorções. As folhas, quando afetadas, podem amarelecer ou necrosar.
A descoloração vascular do pseudocaule é mais intensa no centro (Figura 10) e é menos aparente na região periférica, ao contrário do que ocorre na planta atacada pelo mal-do-Panamá. Nos frutos das plantas atacadas pelo moko, os sintomas são muito característicos, apresentando podridão seca, firme, de coloração parda (Figura 11).
fig10

Figura 10. Corte realizado em plantas afetadas pelo moko, mostrando a descoloração vascular concentrada no centro do pseudocaule.
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Figura 11. Frutos exibindo os sintomas de podridão seca, observada na polpa, típica dos casos de moko.
Danos e distúrbios fisiológicos
As perdas causadas pela doença podem atingir até 100% da produção, mas com vigilância permanente é possível conviver com a doença e mantê-la em baixa percentagem de incidência.
Controle
A base principal do controle do moko é a detecção precoce da doença e a rápida erradicação das plantas infectadas como das que lhes são adjacentes, as quais embora aparentemente sadias podem ter contraído a doença. Para tanto, é indispensável que um esquema de inspeção de cada planta seja cumprido por pessoas bem treinadas e repetido a intervalos regulares de duas a quatro semanas, dependendo do grau de incidência da doença.
A erradicação é feita mediante a aplicação de herbicida como o glifosato a 50%, injetado no pseudocaule ou introduzido por meio de palitos embebidos nessa suspensão. O produto deve ser aplicado em todas as brotações existentes na touceira (3 a 30 mL por planta, dependendo da altura desta).
É importante que a área erradicada permaneça limpa durante o pousio (seis a 12 meses). Nas áreas virgens onde houver infestação de espécies de Heliconia, estas deverão ser destruídas com herbicidas, mantendo-se a área em pousio durante 12 meses.
Outras medidas importantes para o controle do moko:
  • Desinfecção das ferramentas usadas nas operações de desbaste, corte de pseudocaule e colheita. Para tanto, procede-se à imersão desse material em solução de formaldeído 1:3, após seu uso em cada planta;
  • Eliminação do coração assim que as pencas tiverem emergido em variedades com brácteas caducas. Esta prática visa impedir a transmissão pelos insetos. A remoção deve ser feita quebrando-se a parte da ráquis com a mão.
  • Plantio de mudas comprovadamente sadias.
  • Na medida do possível, o uso de herbicidas ou a roçagem do mato deve substituir as capinas manuais ou mecânicas.
Podridão-mole

O número de casos de podridão-mole tem aumentado no Brasil nos últimos anos. Tem sido constatada na Região Norte do país, no perímetro irrigado Senador Nilo Coelho, no submédio São Francisco e no perímetro irrigado do Jaíba, norte de Minas Gerais e áreas irrigadas de Barreiras na Bahia. O problema pode ser observado em todas as regiões produtoras, mas aparece com maior freqüência nas áreas irrigadas, provavelmente por deficiência no manejo da irrigação, que tem possibilitado o excesso de umidade em pontos localizados dentro da plantação.
Agente causal
A podridão-mole é causada pela bactéria Erwinia carotovora subsp. Carotovora.
Sintomas
A doença inicia-se no rizoma, causando seu apodrecimento, progredindo posteriormente para o pseudocaule. Ao se cortar o rizoma ou pseudocaule de uma planta afetada, pode ocorrer a liberação de grande quantidade de material líquido fétido, daí o nome podridão aquosa. Na parte aérea, os sintomas podem ser confundidos com aqueles do moko ou mal-do-Panamá. A planta normalmente expressa sintomas de amarelecimento e murcha das folhas podendo ocorrer quebra da folha no meio do limbo ou junto ao pseudocaule. Os sintomas são mais típicos em plantas adultas, mas tendem a ocorrer com maior severidade em plantios jovens estabelecidos em solos infectados, devido à presença de ferimentos gerados pela limpeza das mudas.
Danos e distúrbios fisiológicos
Não existem dados a respeito das perdas. Geralmente as plantas afetadas entram em colapso devido à murcha seguida de podridão provocada pela bactéria.
Controle
As medidas de controle não incluem intervenções com agrotóxicos, mas sim algumas práticas que mantenham as condições menos favoráveis ao desenvolvimento da bactéria, tais como:
  • manejar corretamente a irrigação, de modo a evitar excesso de umidade no solo;
  • eliminar plantas doentes ou suspeitas, procedendo-se vistorias periódicas da área plantada;
  • utilizar, em lugares com histórico de ocorrência de doenças, mudas já enraizadas, para prevenir infecções precoces;
  • utilizar prática culturais que promovam a melhoria da estrutura e aeração do solo.
Viroses

No Brasil, assim como no mundo há poucos dados sobre as perdas ocasionadas por viroses em bananeira. Geralmente os danos causados por uma virose são pouco visíveis e passam desapercebidos.
Até o momento, já foram encontrados infectando bananeira no Brasil o vírus das estrias da bananeira (Banana streak virus, BSV) e o vírus do mosaico do pepino (Cucumber mosaic virus, CMV).

Estrias da bananeira

Esta doença é causada pelo vírus das estrias da bananeira (Banana streak virus, BSV). O vírus é transmitido de bananeira para bananeira pela cochonilha Planococcus citri, assim como através de mudas infectadas. É de grande importância para a cultura, uma vez que até o momento, não existe um método que permita eliminá-lo de plantas infectadas. A cultura de tecidos não permite obter mudas sadias a partir de matrizes infectadas.
O BSV produz inicialmente estrias amareladas nas folhas (Figura 12), que posteriormente ficam escurecidas ou necrosadas (Figura 13). Pode ocorrer a deformação dos frutos e a produção de cachos menores. As plantas apresentam menor vigor, podendo em alguns casos ocorrer a morte do topo da planta, assim como a necrose interna do pseudocaule. Geralmente os sintomas são percebidos apenas em alguns períodos do ano.
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Figura 12. Folha exibindo os sintomas de estrias amarelas, causadas pelo vírus das estrias (BSV).
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Figura 13. Folha infectada pelo virus das estrias (BSV), mostrando as estrias já em estágio necrótico.

Mosaico, clorose infecciosa ou "heart rot"

Esta virose é causada pelo vírus do mosaico do pepino (Cucumber mosaic virus, CMV), que é transmitido por várias espécies de afídeos. A fonte de inóculo para a infecção de novos plantios provém geralmente de outras culturas ou de plantas daninhas, especialmente trapoeraba ou maria-mole (Commelina diffusa).
Os sintomas variam de estrias amareladas, mosaico (Figura 14), redução de porte, distorção foliar até necrose do topo, podendo afetar os frutos, com o surgimento de estrias cloróticas ou necrose interna. Pode haver necrose da folha apical e do pseudocaule, quando ocorrem temperaturas abaixo de 24ºC.
fig10
Figura 14. Folha de planta doente, mostrando sintomas de estrias com aparecimento de mosaico, causado pelo virus do mosaico do pepino (CMV).
Esta virose está presente nas principais áreas produtoras de bananeira, podendo provocar perdas elevadas em plantios novos, especialmente quando eles são estabelecidos em áreas com elevada incidência de trapoeraba e alta população de pulgões.
Controle das viroses
  • Utilização de mudas livres de vírus;
  • Evitar a instalação de bananais próximos a plantios de hortaliças e cucurbitáceas (hospedeiras de CMV);
  • Controlar as plantas daninhas dentro e em volta do bananal;Nos plantios já estabelecidos, erradicar as plantas com sintomas;
  • Manter o bananal com suprimento adequado de água, adubação e controle de plantas daninhas e pragas, para evitar estresse.
Nematóides

Os nematóides são microrganismos tipicamente vermiformes que, em sua maioria, completam o ciclo de vida no solo. Sua disseminação é altamente dependente do homem, seja por meio de mudas contaminadas, deslocamento de equipamentos de áreas contaminadas para áreas sadias, ou por meio da irrigação e/ou água das chuvas.
O resultado desta infecção pode ser observado pela redução no porte da planta, amarelecimento das folhas, seca prematura, má formação de cachos, refletindo em baixa produção e reduzindo a longevidade dos plantios. Nas raízes, podem ser observados o engrossamento e nodulações, que correspondem às galhas e massa de ovos, devido à infecção por Meloidogyne spp. (nematóide-das-galhas) ou mesmo necrose profunda ou superficial provocada pela ação isolada ou combinada das espécies Radopholus similis (nematóide cavernícola), Helicotylenchus spp. (nematóide espiralado), Pratylenchus sp. (nematóide das lesões), ou Rotylenchulus reniformis (nematóide reniforme), que são os mais freqüentes na bananicultura brasileira e mundial. Esses nematóides contribuem para a formação de áreas necróticas extensas que podem também ser parasitadas por outros microrganismos.
Os danos causados pelos fitonematóides podem ser confundidos ou agravados com outros problemas de ordem fisiológica, como estresse hídrico, deficiência nutricional, ou pela ocorrência de pragas e doenças de origem virótica, bacteriana ou fúngica, devido à redução da capacidade de absorver água e nutrientes, pelo sistema radicular. A sustentação da planta é também bastante comprometida. A diagnose correta deve ser realizada por meio de amostragem de solo e raízes e do conhecimento da variedade utilizada.
Controle
Após o estabelecimento de fitonematóides no bananal, o seu controle é muito difícil. Portanto, a medida mais eficaz é a utilização de mudas sadias, micropropagadas, e o plantio em áreas livres de nematóides. O descorticamento do rizoma combinado com o tratamento térmico ou químico, pode reduzir sensivelmente a população de nematóides nas mudas infestadas. Neste caso, após limpeza, os rizomas devem ser imersos em água à temperatura de 55oC por 20 minutos.
Em solos infestados, a utilização de plantas antagônicas, como crotalária (Crotalaria spectabilis, C. paulinea), incorporadas ao solo antes do seu florescimento, pode reduzir a população dos nematóides e favorecer a longevidade da cultura. Em pomares já instalados, a eficiência desta estratégia está relacionada principalmente com o nível populacional, tipo de solo e idade da planta, sendo recomendado o plantio dessas espécies ao redor das bananeiras. A utilização de matéria orgânica junto ao rizoma é mais benéfica que a matéria orgânica depositada entre as linhas de cultivo. Dentre os produtos químicos, registrados para a cultura da banana, encontram-se o carbofuran, ethoprophos, aldicarb e terbufos. As formas de aplicação e dosagens são recomendadas na embalagem do produto comercial.
Para evitar a disseminação dos nematóides, por meio de equipamentos de desbrota ou capinas, recomenda-se a lavagem completa e a desinfestação superficial dos equipamentos com solução de formaldeído (20g/L). Esses tratos culturais devem, sempre que possível, serem iniciados em áreas de melhor condição nutricional e sanitária. Desta forma, evita-se a disseminação de pragas e doenças passíveis de serem encontradas em áreas menos vigorosas.

Controle da sigatoka-negra da bananeira









sábado, 19 de dezembro de 2015

Manejo de Plantas Daninhas na Cultura da Banana



Manejo de plantas daninhas

Apesar da necessidade de limpas constantes, os primeiros cinco meses da instalação são os mais limitantes para a cultura. Após esse período a cultura é menos sensível a competição do mato. Assim, as plantas daninhas podem ser manejadas permitindo que sejam utilizadas como fonte de alimento e abrigo de inimigos naturais de pragas e doenças, na ciclagem de nutrientes, favorecendo o manejo ambientalmente mais correto do bananal. Outro aspecto a ser considerado com a possibilidade de convivência do mato com a cultura da banana sem prejuízo na produção, é sobre o enfoque conservacionista, pela redução significativa, das perdas de solo e água por escoamento nas áreas declivosas. Contudo, não deve ser descartada a possibilidade de algumas plantas daninhas servirem, também, como hospedeiras de nematóides e de agentes causais de doenças como o moko, sendo necessário identificá-las e eliminá-las, evitando sua convivência com a cultura da banana.
O controle de plantas daninhas, com enxada, utilizado pelos pequenos produtores, deve ser realizado com critério para evitar danos ao sistema radicular superficial da bananeira, como também, a penetração de patógenos de solo nos ferimentos causados às raízes. O uso da grade de discos e da enxada rotativa para o controle de plantas daninhas nas ruas dos bananais deve ser restrito aos dois primeiros meses após o plantio.
Após os primeiros cinco meses da instalação, o uso da roçagem manual é um método viável, apresentando grande rendimento de trabalho, sem as limitações da capina manual. Outra vantagem dessa prática cultural é a manutenção da integridade do solo, pois evita sua manipulação e a propensão a doenças altamente destrutivas, como o mal-do-Panamá e o moko. O rendimento pode ser ainda maior com a utilização da roçadeira motomecanizada.
Quanto ao controle químico das plantas infestantes, a escolha do herbicida ou da mistura de herbicidas a ser utilizado vai depender da composição matoflorística presente na área e da seletividade à cultura. Em virtude da facilidade de manuseio, do menor impacto ambiental e pela formação de uma cobertura morta, que possibilita a conservação da umidade do solo por um período mais longo, existe atualmente uma forte tendência de se usar em área total, excetuando as folhas das brotações, os herbicidas pós-emergentes sistêmicos como o glifosate, em substituição aos pré-emergentes, além de apresentarem um custo de controle muito menor que as capinas manuais. Para o controle da maioria das plantas daninhas anuais e algumas perenes a dose do glifosate é de 1% v/v (volume/volume). Para algumas perenes de difícil controle a dose recomendada é de 1,5% v/v.
A utilização de coberturas mortas (mulching) como um método integrado de controle do mato, utilizando restos culturais de bananeira, capim picado, bagaço de cana, palha-de-arroz, café ou cacau, tem um custo elevado, seja na produção do material a ser usado como cobertura, seja para transportá-lo, não se caracterizando como prática viável em grandes bananais, ficando sua aplicação restrita a cultivos de pequena extensão, do tipo familiar.
Ressalta-se contudo, duas alternativas de controle integrado viáveis a qualquer extensão do cultivo, sendo a primeira a integração do método mecânico com o químico, pela aplicação de herbicidas pós-emergentes no espaço estreito (dentro das linhas da cultura) e no espaço largo (entre as linhas) o uso de roçadeira em determinadas épocas do ano, onde a concorrência por água é minimizada. Na época de deficiência de água no solo, recomenda-se o controle químico em área total para formação de uma cobertura morta, conservando a umidade, permitindo um suprimento mais adequado de água nesses meses. Uma segunda alternativa e recomendada para o primeiro ano de instalação do bananal sem irrigação, é o plantio de feijão-de-porco (Canavalia ensiformis) no espaço largo para melhorar as propriedades do solo, plantado no início das chuvas e ceifado (em qualquer fase de desenvolvimento) na estação seca (para evitar a competição por água com a bananeira) e deixado na superfície do solo. Nas linhas da cultura, o uso de herbicidas pós-emergentes para o controle do mato e formação de cobertura morta.