terça-feira, 29 de setembro de 2015

O PODER DO AÇAÍ



Estudos bioquímicos e tecnólogos sobre o Açaí (Euterpe Oleracea) realizados pelo Centro Tecnológico da Universidade Federal do Pará em seu Departamento de Engenharia Química, e pela Unidade de Bioquímica de Nutrição da Universidade Católica de LOUVAIN (Bélgica) chegaram à seguinte conclusão:
1º) O Açaí é um alimento de base importante. A riqueza em LIPÍDIOS dá ao seu suco um valor energético duas vezes superior ao do leite.
2º) Contém elevada quantidade de VITAMINA E, sendo portanto um antioxidante natural, importante na eliminação dos radicais livres.
3º) Tem grande quantidade de fibras, o que favorece o trânsito intestinal.
4º) Tem um teor considerável de PROTEÍNAS.
5º) Os Teores de POTÁSSIO e CÁLCIO são elevados, o que faz do Açaí um alimento bastante completo.
6º) Contém ainda VITAMINA B1 e elevado teor de pigmentos ANTOCIANINAS (cor roxa violeta) que são também ANTIOXIDANTES, favorecendo a melhor circulação do sangue.


A Fruta





A fruta é pequenininha, arredondada e muito roxa, quase preta. Lembra uma jabuticaba em tamanho reduzido. Tem um caroço grande, e muito pouca polpa.

Para se obter um açaí saudável, o mais importante é a rapidez desde o "debuio" (que é como se diz lá, para o trabalho de tirar os frutos do cacho) até o processamento. Quem diz isso é o Prof. Hervé Rogez, engenheiro químico, cientista e pesquisador da Universidade Federal do Pará, o "Papa" do assunto e fanático tomador de açaí.

O açaí é muito rico em antocianina, uma substância anti-oxidante, que ajuda no combate ao colesterol e aos radicais livres. Você já ouviu que um copo de vinho tinto por dia faz bem ao coração? É devido à antocianina da uva. Não é por acaso que a cor do açaí é semelhante à do vinho tinto, porém o açaí tem 33 vezes mais antocianina que a uva. As antocianinas também são potentes corantes naturais.

Além de ser considerado um dos alimentos mais ricos em ferro, o açaí também é rico em fibras, sendo bastante indicado também para pessoas idosas e/ou com mal funcionamento do aparelho digestivo. Por suas características microbiológicas o açaí é considerado uma das mais nutritivas frutas da Amazônia, perdendo apenas pa ra a castanha-do-pará.

Nutrientes
Condição provável por 100% gramas
Lipidios
4,79 g
Carboidratos
2,28 g
Proteínas
0,86 g
Fibras
2,91 g
Vitamina B1
0,25 mg
Antocianina
196 mg
Valor enrgéico
57,91 Kcal

Por suas características microbiológicas o açaí é considerado uma das mais nutritivas frutas da Amazônia, perdendo apenas para a castanha-do-pará.

A Árvore




A palmeira do açaí nasce em touceiras com cerca de 6 troncos, que são ligeiramente curvos. Cada tronco apresenta até quatro cachos, onde nascem os frutos.
É uma planta que prefere os terrenos alagados e áreas úmidas. Por isso sua ocorrência é mais freqüente nas margens dos rios, como o Amazonas.

Como floresce e frutifica o ano todo, é possível encontrar na mesma árvore, diferentes estágios de maturação, desde flores até frutos maduros.
Dessa árvore, que chega a 30 m. de altura e tem nome e sobrenome (Euterpe oleracea Mart.) aproveita-se tudo. As folhas são usadas para cobertura de casas; a madeira é usada em construções rústicas; as fibras das folhas para tecer chapéus, esteiras e ''rasas'', cestas utilizadas como medida-padrão no transporte e comércio da fruta; os cachos secos são aproveitados como vassouras.

Carga Energética

Alimento básico das populações ribeirinhas da Amazônia, a fruta ganha mercado nas demais regiões brasileiras, em função de suas qualidades nutritivas Ribeirinhos expõem paneiros carregados de açaí no trapiche da Casa Cajubinha, em Muaná, Marajó Indivíduo não tem medo da boiúna, a senhora de todas as águas que, assumindo forma de cobra ou de embarcações, afunda barcos e engole os náufragos nos rios e igarapés da Amazônia, atemorizando as populações ribeirinhas.
Ele a respeita mais que as deidades da floresta, mas não teme um confronto com o monstro, cuja jurisdição assombrosa cobre mais de 3 milhões de quilômetros quadrados de área, correspondente à imensa malha líquida tecida pelos grandes rios do norte do país e seus afluentes.

O que tiver que ser, será", diz, fatalista, embora admita algumas precauções para evitá-lo. Pede, por exemplo, permissão para encostar seu barco, o Deus Proverá, de 78 cavalos de força e 3 toneladas de capacidade de carga, quando, vencido pelo cansaço, vê-se obrigado a pernoitar à margem de algum igarapé, igapó (mata de várzea coberta com água) ou furo (comunicação natural entre dois rios ou um rio e um lago, transitável em época de cheia) do sul da ilha de Marajó, PA, um dos maiores santuários do planeta, com 50 mil quilômetros quadrados, onde vive.

Batizado Orlando de Nazaré Pereira, Indivíduo afirma que só tem medo do sono que, às vezes, chega sorrateiro como a cobra, colocando sua vida em perigo. Caboclo ribeirinho de 27 anos, nascido no estirão da Bela Vista, em Muaná, município de 23 mil habitantes (70% dos quais vivem na zona rural), ele é um dos milhares de paraenses que, como seus irmãos Wilson, o Animal, e Raimundo, o Diquinho, ganham a vida coletando, transportando ou vendendo açaí, uma frutinha arredondada, de cor predominantemente roxa, quase preta, típica do estado.





Usos e Preparo do Açaí


De simples fruta a ingrediente de contraste em exames radiológicos. O açaí, típico do Norte brasileiro, passou a ser uma opção inédita de contraste natural para exames de ressonância de abdome graças a uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto.
Nos testes realizados no HC (Hospital das Clínicas) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, a ingestão de 200 ml (um copo) de polpa de açaí pelos pacientes submetidos a exames de ressonância melhorou sensivelmente a qualidade das imagens obtidas.
Desde o início do ano, 34 pacientes participaram do projeto, que tem a vantagem de ser natural e mais barato (uma dose comercial de contraste custa cerca de R$ 66, contra R$ 2 do açaí).
Segundo o professor do Departamento de Física e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto Dráulio Barros de Araújo, que coordena a pesquisa, na análise do intestino, por exemplo, as alças normalmente ficam sobrepostas, mas, com o uso do açaí como contraste, as alças desaparecem do campo visual e restam somente os dutos na imagem. Os órgãos que mais têm sido examinados são o pâncreas e o intestino, mas o estômago e as vias biliares também já foram analisados após a ingestão de açaí.
A pesquisa é feita pelo Departamento de Física e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, o Centro de Ciências da Imagem do HC e a Embrapa de São Carlos, com o pesquisador Luiz Alberto Colnago.


Metais

De acordo com Araújo, a hipótese para essa propriedade contrastante do açaí está na presença de metais em sua estrutura, como o manganês e o ferro. "Não testamos outros vegetais, como o quiabo, por exemplo, que é rico em ferro. Nos EUA, foram feitos testes com blueberry [fruta típica do país]", afirmou.
Nos laboratórios da USP e da Embrapa, estão em curso estudos sobre a composição química do açaí, para confirmar as concentrações de ferro e manganês, além da presença de cálcio.
O trabalho de substituição do contraste teve início no ano passado, quando a equipe de Araújo começou a pesquisar os movimentos gastrointestinais e tirou da gaveta um projeto antigo de usar um produto natural.
"O professor Oswaldo Baffa usava iogurte com componentes de ferro, que era ingerido pelos pacientes para detectar sinais magnéticos no organismo, mas a idéia era utilizar algo natural. Surgiu, então, a idéia do açaí."
De acordo com Baffa, em 1988 teve início o desenvolvimento de métodos para o estudo do movimento gastrointestinal na USP de Ribeirão, que queria saber, por exemplo, qual era o tempo que o alimento ficava no estômago. Esse projeto pode ser considerado um embrião do estudo atual.
"Dávamos um alimento-teste com material magnético aos pacientes. Como o corpo humano é transparente ao campo magnético, sabíamos onde as partículas estavam", disse Baffa.
O problema, segundo ele, é que as partículas usadas eram inorgânicas, como magnetita ou ferrita. "Sabíamos das histórias de o açaí ser rico em ferro e decidimos testar. O resultado até agora é muito bom", disse o pesquisador.
A pesquisa, ainda não concluída, prevê agora apurar a receptividade da idéia pelas crianças e a comparação com os contrastes comercializados no mercado.
Nem sempre é necessário o uso de contrastes, mas, para algumas situações, o procedimento é considerado fundamental, de acordo com o médico do HC Jorge Elias Júnior, do Departamento de Clínica Médica da faculdade de medicina. "O açaí é uma alternativa interessante principalmente por ser natural e ter custo baixo."

Açaí

O açaí é uma palmeira do norte do País. É conhecido pelos indígenas como "içá-çai", a fruta que chora. Sendo típico da Amazônia, espalha-se por toda a região, chegando ao Maranhão, Guiana e à Venezuela. As utilidades da planta vão desde do tradicional "vinho do açaí", até cremes, sucos, sorvetes, picolés, licores, mingau (com farinha de tapioca,
peixes, banana etc). O caroço pode ser usado para produzir artesanato e adubo orgânico de excelente qualidade. O cacho serve para fazer vassoura e adubo orgânico, e quando queimado produz uma fumaça que é utilizada como repelente de insetos como o carapanã e maruim. O palmito é bastante empregado no preparo de saladas, recheios e cremes e serve também como alimento para os animais. As raízes combatem a hemorragia e verminoses.
O açaí foi objeto da tese de mestrado em Ciências Farmacêuticas, da Faculdade de Farmácia da UFRJ, de Gracilene Barros dos Santos, sob a orientação do professor Fábio de Sousa Menezes, do Departamento de Produtos Naturais e Alimentos da universidade. Os resultados alcançados pela dupla foram surpreendentes, para não dizer fantásticos. "Inicialmente, nosso objetivo era apenas conhecer mais profundamente a química e a farmacologia geral do açaí. Mas assim que começamos a trabalhar, percebemos a enorme riqueza química de suas folhas, cachos, flores e, em especial, frutos", diz o professor.
Ele conta que, num primeiro momento, surgiu a idéia de comparar o extrato da Euterpe oleracea com o da Saw Palmeto (nome científico Sabal serrulata), palmeira norte-americana pertencente à mesma família e que é utilizada para a fabricação de um comprimido para tratamento da hiperplasia prostática. Bastante comum, a doença se caracteriza pelo aumento da próstata. "Na época, não conseguimos encontrar parceiro para fazer o teste farmacológico; por isso, tivemos que nos contentar em comparar quimicamente o extrato do açaí com um preparado à base do comprimido extraído da palmeira norte-americana. O resultado evidenciou claramente que, como a composição química de ambas as plantas é praticamente a mesma, provavelmente a atividade farmacológica também será bastante semelhante", explica o professor. "Ou seja, em vez de gastar fortunas com a importação do comprimido feito da palmeira americana, o Brasil pode vir a desenvolver um produto similar genuinamente nacional do extrato do açaí que substitua ou, pelo menos, se torne uma alternativa a mais ao produto desenvolvido nos Estados Unidos", entusiasma-se Fábio Menezes.
Ele lembra que, como os estudos mostraram que o açaí possui baixíssima toxidez, há segurança mais do que suficiente para produzir medicamentos a partir do extrato do fruto. Segundo o professor, com a publicação da tese já foi encontrado um parceiro e, em breve, serão iniciados os estudos farmacológicos que comprovarão definitivamente a atividade do extrato do açaí no tratamento da hiperplasia prostática, doença que vem atingindo homens cada vez mais precocemente. "Hoje em dia, os urologistas já estão relatando casos de hiperplasia da próstata a partir de 40 anos de idade".
Outra conclusão de extrema relevância diz respeito à propriedade comprovada pela pesquisa de o extrato do açaí exterminar o caramujo Biomphalaria grablata, que é o hospedeiro intermediário na esquistossomose. Como possui um ciclo evolutivo bem definido, caso este ciclo seja interrompido _ no caso, com a morte do caramujo_ a doença deixa de existir. "A forma infectante da esquistossomose (a cercária) vem do caramujo; se o açaí mata esse caramujo, impede a disseminação da doença", explica Fábio Menezes. De acordo com o professor, os testes realizados comprovaram que os caramujos tiveram interrompida a sua capacidade de reprodução e, num prazo de três meses, 90% deles havia morrido. Passado esse período, os 10% que sobreviveram voltaram a se reproduzir.
"Em termos práticos, o que isso significa? "As terras alagadas, que são o mais perfeito habitat para o caramujo, são também áreas muito propensas à proliferação da Euterpe oleracea. Essas palmeiras crescem em terrenos alagadiços e, através da migração pelo solo e pelas raízes de suas substâncias químicas, os açudes próximos ficam protegidos da presença dos caramujos. Em outras palavras: em primeiro lugar, o açaí impede a reprodução do caramujo e, depois, vai exterminando-o aos poucos", explica Fábio Menezes. Ele faz questão de ressaltar que os testes realizados em laboratório foram feitos com uma quantidade mínima de extrato, numa concentração final de 10 ppm (partes por milhão) em solução aquosa. "Essa quantidade é tão pequena que se pode afirmar que é facilmente absorvida pelo solo e, conseqüentemente, pelo caramujo".
As propriedades antioxidantes e antimicrobianas do açaí também ficaram comprovadas graças ao estudo dos pesquisadores. "Constatamos que o açaí possui uma capacidade antioxidante cinco vezes maior pelo teste do DPPH do que a do Gingko biloba, produto fitoterapêutico que hoje é muito conhecido e utilizado no mundo inteiro", conta o professor. Por outro lado, a pesquisa provou a atuação antimicrobiana do extrato do fruto, principalmente frente ao Staphylococcus aureus, principal bactéria encontrada na pele humana. "A união das capacidades antioxidante e antimicrobiana pode levar à produção, por exemplo, de um creme ou gel contra o envelhecimento da pele que, paralelamente, previna infecções dermatológicas". Todos os testes farmacológicos realizados para o açaí foram fruto de convênios que Fábio Menezes mantém com outros professores da Universidade do Brasil/UFRJ. Esse fato mostra que a interdisciplinaridade parece ser o caminho atual da ciência", acredita o professor.
Por fim, uma má notícia para os consumidores fiéis de sucos e preparados à base da polpa congelada do açaí. O estudo feito na UFRJ comprovou que as polpas industrializadas possuem quase nenhuma similaridade química com a fruta. "Além de possuírem enormes quantidades de aditivos químicos, conservantes e estabilizantes, que dão as características de odor e sabor do açaí, esses produtos têm zero de atividade antioxidante. Ou seja, de açaí, mesmo, eles parecem só ter o gosto e o cheiro", finaliza o professor.
A potencialidade para os mercados no exterior é grande e já existem várias marcas para a comercialização do produto. Geralmente, estas marcas são conjuntos de palavras que, entre outras palavras, contem o nome da planta, como por exemplo "Amazon Açaí" ou "Açaí Power", Porem, desde março de 2001, o próprio nome da planta "Açaí" se tornou marca registrada na União Européia. Nos Estados Unidos, a marca "Acaí" (neste sistema, a letra "ç" não é valida) foi registrada em março 2001 e abandonada em março 2002. A marca está disponível.

Dicas de Preparo

O tradicional açaí na tigela:

1. Polpa de açaí tem que ser mantida congelada para sua boa conservação, em freezers, à temperatura de –18ºC.

2. Cerca de uma hora antes do preparo, deve-se retirar do freezer a quantidade que se deseja preparar e deixar "perder o gelo" à temperatura ambiente, em uma vasilha.

3. Assim que a polpa começar a "sangrar", deve-se envolvê-la por um pano limpo e, com um martelo (de carne por exemplo), dar sucessivas e leves batidas para quebrar a pedra. Deve-se cuidar para não rasgar a embalagem plástica nessa etapa.

4. Após a polpa ter se esfarelado coloca-se em um liqüidificador e bate-se, adicionando o xarope de guaraná aos poucos até a proporção de 20%. Adiciona-se a fruta, se for o caso.

5. Banana é a mais comum das frutas misturadas no açaí, seguida por morango, mamão e maracujá. Cada um pode usar a sua imaginação e gosto para fazer suas receitas personalizadas.
Açaí
Recentemente descoberto pela mídia, o suco de açaí, como é conhecido nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, tornou-se febre entre os adeptos da saúde e frequentadores de academias. Já na região amazônica, o fruto do açaizeiro, importante na alimentação diária das populações locais por seus altos valores nutricionais, é também unânime preferência do povo do norte por seu singular paladar.

Aplicações

A polpa pode ser utilizada na preparação de sucos, sorvetes, vinhos, licores ou doces.

Colheita

Durante o ano todo e em maior quantidade de julho a dezembro.

Nutrientes
Condição em 100% gramas
Calorias
247
Proteínas
3,80 g
Fibra
16,90 g
Cálcio
118,00
Ferro
58,00
Vit.B1
11,80
Vit.B2
0,36
Vit.C
0,01
Comparando a composição química de polpa do açaí com leite bovino cru, o Açaí contêm:

• Valor energético 04 vezes maior;
• Lipídios 03 vezes mais;
• Carboidratos 07 vezes mais;
• Ferro 118 vezes mais;
• Vitamina B1 09 vezes mais;
• Vitamina C 08 vezes mais;
• Teor de proteína e cálcio equivalente;
• Possuindo ainda a metade de fósforo;




Açaí - potencial energético da Amazônia

Açaí (Euterpe precatoria) é uma palmeira que ocorre em várias regiões da Amazônia. A procura pela polpa dos frutos para fabricação de sucos, sorvetes,etc. vem sendo alavancada devido ao seu delicioso sabor e altíssimo potencial energético cientificamente comprovado. Estas características já conhecidas pela população local, também vêm ganhando espaço nos grandes centros nacionais, causando um aumento significativo na procura pelo produto.

Uso tradicional múltiplo

As utilidades da planta vão desde do tradicional "vinho do açaí", até cremes, sucos, sorvetes, picolés, licores, mingau (com farinha de tapioca, peixes, banana etc). O caroço pode ser usado para produzir artesanato e adubo orgânico de excelente qualidade. O cacho serve para fazer vassoura e adubo orgânico, e quando queimado produz uma fumaça que é utilizada como repelente de insetos como o carapanã e maruim. O palmito é bastante empregado no preparo de saladas, recheios e cremes e serve também como alimento para os animais. As raízes combatem a hemorragia e verminoses.

Disputas nos mercados internacionais - apropriação do nome

A potencialidade para os mercados no exterior é grande e já existem várias marcas para a comercialização do produto. Geralmente, estas marcas são conjuntos de palavras que, entre outras palavras, contem o nome da planta, como por exemplo "Amazon Açaí" ou "Açaí Power", Porem, desde março de 2001, o próprio nome da planta "Açaí" se tornou marca registrada na União Européia. Nos Estados Unidos, a marca "Acaí" (neste sistema, a letra "ç" não é valida) foi registrada em março 2001 e abandonada em março 2002. A marca está disponível. Quem será o próximo dono desta palavra ?

Até música ! ! !
Açaí Djavan
Composição: Desconhecido
Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã

A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si

Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã

A fruta do norte do Brasil que virou mania entre malhadores vale por uma refeição. Rica em minerais e vitaminas, é também muito calórica e deve ser evitada pelos sedentários. Como é um ótimo repositor de perdas energéticas, o açaí é mais indicado para consumo depois de atividades físicas.
Por Vilma Homero, da equipe de jornalistas do PlanetaVida

RIO DE JANEIRO - Um ditado bastante popular no norte diz que “quem foi ao Pará parou, tomou açaí, ficou”. Em língua tupi, açaí quer dizer fruta ácida. Ácida, sim, mas também altamente calórica. Muito antes que a turma da malhação viesse a conhecer o valor nutritivo deste fruto pequenininho e escuro, os primeiros habitantes das terras brasileiras já apreciavam suas propriedades. E sabiam que o açaí praticamente vale uma refeição.
A palmeira, que chega a alcançar 30 metros de altura, faz parte da paisagem amazônica e dos hábitos nortistas. Frutifica praticamente o ano inteiro e dela tudo se aproveita. Os troncos dão palmitos, as palhas servem para cobertura de casas e dos frutinhos, do tamanho de cerejas, se extrai um caldo arroxeado, que chegou a despertar a curiosidade de botânicos e especialistas que andaram pela região.
De tanto observar os costumes das populações ribeirinhas, que têm no açaí a base de sua alimentação diária, o botânico inglês A R. Wallace descobriu que a polpa escura do fruto tem valor calórico superior ao do leite e duas vezes seu teor de gordura. Estudiosos como Chaves e Pechnik atestaram ainda seus teores de cálcio, fósforo e ferro, enquanto Dante Costa, em 1959, somava a vitamina A a estes minerais. Como se vê, não foi por acaso que a moda das tigelas de creme de açaí com tapioca acabou sendo incorporada aos hábitos de nove entre dez malhadores.

Açaí é calórico, logo engorda

“Trata-se realmente de alimento riquíssimo em gordura”, confirma a nutricionista Letícia de Oliveira Cardoso, professora de Nutrição Materno-Infantil da Universidade Federal Fluminense. O que o torna altamente calórico. Para se ter uma idéia, cada 100g de açaí equivalem a 247 calorias, das quais 12g se devem ao teor de lipídios. “É também uma boa fonte de cálcio e de ferro”, diz Letícia. O que quer dizer que em cada 100g que se consumir, 118mg são de cálcio — mais ou menos 10% das necessidades diárias de uma pessoa —, e 11,8mg de ferro.
“No caso do ferro, porém, o organismo só absorve 6% desta quantidade”, explica a nutricionista. O que quer dizer que carne e vísceras são melhores fontes para se obter um tipo de ferro mais facilmente metabolizado pelo corpo humano. O açaí também contém bons níveis de tiamina, 360mcg; e 10mcg de riboflavina — o que é considerado pouco expressivo.
Mas antes de querer aproveitar os valores nutritivos desta polpa escura de sabor terroso, é bom ter em mente os conselhos da nutricionista. Açaí é calórico, logo engorda. Pessoas sedentárias, que não praticam atividades físicas com regularidade, correm o risco de engrossar a silhueta. E mesmo os desportistas precisam tomar certos cuidados.

A fruta repõe energias

Tomar açaí antes de malhar, por exemplo, significa dar ao organismo dois trabalhos: gastar energia com o exercício e com a digestão. “Trata-se de um bom repositor de perdas energéticas. O que quer dizer que é melhor quando consumido após competições”, diz. Dependendo do tipo de esporte que se praticar, no entanto, é preciso cautela.
Halterofilistas, boxeadores e todo aquele que estiver submetido a uma dieta de baixos teores de gordura devem passar longe do açaí. Seus altos níveis de lipídios podem, inclusive, provocar reações de vômitos e náuseas em quem segue os rigores de uma alimentação rica em carboidratos e pobre em gorduras.
Ïdosos também têm tendência a perder a capacidade de produzir ácido gástrico. Ou seja, a digestão, com a idade, se torna mais difícil. E gorduras exigem um grande trabalho de digestão. Logo, para estômagos sensíveis, quanto mais ralo o açaí, melhor. Pode-se diluí-lo em suco de laranja ou mesmo água. E esquecer a granola, outra grande concentração de gorduras.







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Importancia Econômica do Açai



O açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) é nativo da Amazônia brasileira e o Estado do Pará é o principal centro de dispersão natural dessa palmácea. Populações espontâneas também são encontradas nos Estados do Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins; e em países da América do Sul (Venezuela, Colômbia, Equador, Suriname e Guiana) e da América Central (Panamá). No entanto, é na região do estuário do Rio Amazonas que se encontram as maiores e mais densas populações naturais dessa palmeira, adaptada às condições elevadas de temperatura, precipitação pluviométrica e umidade relativa do ar.
O açaizeiro se destaca, entre os diversos recursos vegetais, pela sua abundância e por produzir, importante alimento para as populações locais, além de ser a principal fonte de matéria-prima para a agroindústria de palmito no Brasil. As maiores concentrações ocorrem em solos de várzeas e igapós, compondo ecossistemas de floresta natural ou em forma de maciços conhecidos como açaizais, com área estimada em 1 milhão de hectares.
Também ocorre em áreas de terra firme, principalmente quando localizadas próximas às várzeas e igapós.
A produção de frutos, que provinha quase que exclusivamente do extrativismo, a partir da década de 1990, passou a ser obtida, também, de açaizais nativos manejados e de cultivos implantados em áreas de várzea e de terra firme, localizadas em regiões com maior precipitação pluviométrica, em sistemas solteiros e consorciados, com e sem irrigação. Dados estatísticos comprovam que cerca de 80% da produção de frutos têm origem no extrativismo, enquanto os 20% restantes são provenientes de açaizais manejados e cultivados em várzea e terra firme.
Dos frutos do açaizeiro é extraído o vinho, polpa ou simplesmente açaí, como é conhecido na região. O açaí é habitualmente consumido com farinha de mandioca, associado ao peixe, camarão ou carne, sendo o alimento básico para as populações de origem ribeirinha. Com o açaí são fabricados sorvetes, licores, doces, néctares e geléias, podendo ser aproveitado, também, para a extração de corantes e antocianina. As mais recentes pesquisas mostram o novo organograma do aproveitamento do fruto do açaizeiro. O caroço corresponde a 85% do peso total, do qual a borra é utilizada na produção de cosméticos; as fibras em móveis, placas acústicas, xaxim, compensados, indústria automobilística, entre outros; os caroços limpos na industrialização de produtos A4, como na torrefação de café, panificação, extração de óleo comestível, fitoterápicos e ração animal, além de uso na geração de vapor, carvão vegetal e adubo orgânico. A polpa representa 15% e é aproveitada, de forma tradicional, no consumo alimentar, sorvetes e outros produtos derivados (Tinoco, 2005).
O interesse pela implementação da produção de frutos tem se dado pelo fato do açaí, antes destinado totalmente ao consumo local, ter conquistado novos mercados e se tornado em importante fonte de renda e de emprego. A venda de polpa congelada, para outros Estados brasileiros, vem aumentando significativamente com taxas anuais superiores a 30%, podendo chegar à cerca de 12 mil toneladas. As exportações de polpa ou na forma de mix, para outros países, ultrapassam a mil toneladas por ano.
O incremento das exportações vem provocando a escassez do produto e a elevação dos preços ao consumidor local, principalmente no período da entressafra, de janeiro a junho. O reflexo imediato da valorização do produto resultou na expansão de açaizais manejados, em áreas de várzeas, e estimulou a implantação de cultivos racionais em terra firme. Os dados mais recentes estimam em mais de 15 mil hectares de áreas manejadas e financiadas no Estado do Pará, gerando aproximadamente 2 mil empregos diretos. No agronegócio do açaí, no Pará, é estimado o envolvimento de 25 mil pessoas.
Embora o açaizeiro ocorra naturalmente em grandes concentrações em toda a região do estuário amazônico, a produção econômica de frutos é creditada, basicamente, às microrregiões homogêneas de Cametá (MRH 041), Furos de Breves (MRH 035) e Arari (MRH 036) que, ao longo dos últimos 10 anos, contribuíram com mais de 90% da produção estadual. Em termos de oferta de frutos, têm destacadas participações os Municípios de Cametá, Limoeiro do Ajuru, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Ponta de Pedras e Mocajuba, responsáveis por cerca de 80% da produção paraense.
A produção anual de frutos se mantém por volta de 160 mil toneladas, mas é esperado sensível aumento quando as áreas de cultivo e de manejo apresentarem níveis satisfatórios de produtividade, estimados em 8 toneladas por hectare. Do total colhido, cerca de 20% é consumido pelas famílias no local de produção. O valor anual da produção de frutos de açaizeiro, no Estado do Pará, é de aproximadamente 66 milhões de reais.
Esta publicação reúne informações tecnológicas e socioeconômicas sobre os sistemas de cultivo, manejo, transporte, processamento e comercialização, com vistas ao incremento do desempenho do agronegócio, à melhoria da renda e da qualidade de vida dos agricultores e extrativistas envolvidos na exploração comercial do açaizeiro.


As cidades ribeirinhas, em geral, possuem economias frágeis e fracas, devido à dependência elevada de subsídios federais, maiores disponibilidade de emprego no setor público, baixa competência em oferecer serviços básicos, tais como acesso à infra-estrutura, educação e segurança pública, e predominância das atividades rurais que funcionam como parte de um sistema econômico informal (Guedes, Costa e Brondizio, 2009; Costa e Brondizio, 2009). Nesse contexto, se sobressai a economia do açaí. Como produto da floresta e base da alimentação do caboclo, o açaizeiro (Euterpe oleracea Mart) é uma palmeira típica da Amazônia, que ocorre espontaneamente nos estados do Pará, Amapá, Maranhão e leste do Amazonas. A palmeira do açaí tornou-se à base da economia de mais de 20 municípios paraenses, dentre eles o município de Ponta de Pedras. Brondízio (2006) aponta que a fruta do açaí é a fonte de renda mais importante para a grande maioria das unidades domésticas ribeirinhas, além de ser a base econômica de inúmeros municípios, podendo ser constatado através de algumas comunidades rurais do município de Ponta de Pedras, para os quais o açaí representa 64% da renda das unidades domésticas de produtos agrícolas (arroz, feijão e coco). É nesse sentido que essa pesquisa se insere, tendo como objetivo entender e analisar o perfil socioeconômico dos moradores do município de Ponta de Pedras, localizado na Ilha de Marajó, estado do Pará, Brasil, tendo como foco a importância da economia do açaí na geração de renda para essa população urbana. Essa pesquisa nos propiciou identificar e compreender o perfil socioeconômico dessa população, que ainda permanece ligada às tradições das comunidades ribeirinhas, à cultura de raízes e à produção agrícola e extrativista. Entretanto, se insere na urbanidade, motivada pela comercialização de um produto que ganhou o mercado global.





segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Curiosidades Sobre o Açaí




Nome popular: açaizeiro; açaí-do-pará 

Nome científico: Euterpeoleracea Mart. 

Família botânica: Palmae 
Origem: Brasil - Várzeas e margens dos rios da região amazônica.




A Fruta

Originária de uma palmeira que cresce nas várzeas do Rio Amazonas, o açai é uma frutinha arredondada e muito roxa, quase preta, lembrando uma jaboticaba pequena. Tem uma caroço proporcionalmente grande e pouca polpa
Normalmente o açaí ao natural é servido em uma tigela, ou batido no liquidificador, com aparência de sorvete, com xarope de guaraná, suco de uma fruta, e acompanhado de granola. Quem já experimentou diz que a segunda tigela "vicia".

A Árvore

A palmeira do açaí nasce em touceiras com cerca de 6 troncos, que são ligeiramente curvos. Cada tronco dá até quatro cachos com frutos. É uma planta que prefere os terrenos alagados e áreas úmidas. Por isso sua ocorrência é mais freqüente nas margens dos rios, como o Amazonas.
Como floresce e frutifica o ano todo, é possível encontrar na mesma árvore, desde flores até frutos maduros.
Dessa árvore, que chega a 30 m. de altura e tem nome e sobrenome (Euterpe oleracea Mart.) aproveita-se tudo. As folhas são usadas para cobertura de casas; a madeira é usada em construções rústicas; as fibras das folhas para tecer chapéus, esteiras e ''rasas'', cestas utilizadas como medida-padrão no transporte e comércio da fruta; os cachos secos são aproveitados como vassouras.

A Lenda

Segundo a lenda, há muitos e muitos anos vivia uma tribo indígena, onde, hoje, está situada a cidade de Belém. Numa determinada época a escassez de alimentos se tornou um problema para seus habitantes, levando o cacique a decretar a proibição de nascimentos. Por ironia do destino, porém, a filha do cacique , que se chamava Iaça, ficou grávida. O cacique não voltou atrás em sua decisão e mandou matar seu próprio neto. Iaça chorava dia e noite a perda do filho, até que uma noite ouviu o choro do filho vindo da direção de uma árvore que tinha umas frutinhas cor de vinho. No dia seguinte a índia Iaça foi encontrada morta, abraçada ao tronco dessa árvore. O cacique pediu, então, que os cachos da fruta fossem apanhados, tirando daí o vinho para alimentar os índios da tribo. Às frutinhas ele chamou Açaí, em homenagem à sua filha Iaça (Açaí ao contrário), e acabou revogou o decreto que proibia o nascimento de crianças, pois o açaí bastava para alimentar a todos.

Os Benefícios do Açaí

O Açaí é uma palmeira típica da Região Amazônica. Além de ter um sabor delicioso e refrescante, é rico em lipídios e vitamina E, que ajuda a combater os radicais livres. A alta concentração de fibras melhora as funções intestinais, percebidas em duas semanas de consumo. A presença de vitamina B1 e o teor elevado de pigmentos anticianianos que são antioxidantes, favorece a circulação sanguínea. Mas, seu componente mais importante é o ferro, indicado no tratamento de anemias e fortalecimento muscular.
Por causa de seus valores nutricionais, o açaí vem despertando o interesse de pesquisadores de todo o mundo. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Pará e coordenada pelo químico belga, Herve Rogez, levantou a tabela nutricional do açaí, permitindo concluir que este é o ingrediente perfeito para um café da manhã reforçado e para praticantes de atividades esportivas, crianças e executivos.
Por ser rico em ferro, fibras, fósforo, minerais, gordura vegetal, cálcio, potássio e vitaminas, a fruta parece ter saído do laboratório dos nutricionistas de encomenda para geração saúde

As qualidades protéicas do Açaí começaram a ser disseminadas por praticantes de Jiu-jitsu, e hoje, a fruta é recomendada para praticamente todos, sobretudo para os idosos e para os que têm problemas digestivos. Quem está de dieta não deve eliminá-lo completamente, pois ele é indispensável no transporte de oxigênio para as células. Segundo Herve Roger "uma tigela da fruta contém o total de fibras diárias necessárias para o homem." 

Por suas características microbiológicas o açaí é considerado uma das mais nutritivas frutas da Amazônia, perdendo apenas para a castanha-do-pará. Colhe-se açaí abundantemente durante todo o ano, especialmente no outono. 
Seu consumo é feito in natura, em sucos, como doces e sorvetes, entre várias outras formas, que são muito apreciadas, sobretudo no Norte e Nordeste do Brasil, regiões de origem da fruta. A colheita de acaí é abundante durante o ano inteiro, especialmente no outono.







AÇAÍ, PLANTAS QUE CURAM



O Poder Medicinal do Açaí


É rico em minerais e altamente energético 


O jogador de futebol Marcelo Lobo, de Botucatu (SP), pratica esporte mais de cinco horas por dia. Depois de um exaustivo dia de treinamento, chega em casa cansado, toma um bom banho e, em seguida, prepara uma deliciosa vitamina de açaí. “Dez minutos depois, já me sinto outro, cheio de energia e com ótima disposição”, diz ele. Hoje, o açaí tornou-se coqueluche entre milhares de pessoas, principalmente nas academias e lanchonetes. É fácil saborear a nova vitamina em todo Brasil. 


O açaí é uma frutinha roxa, semelhante à jabuticaba, retirada em cachos da palmeira conhecida como açaizeira. É natural do Norte do Brasil, principalmente de Belém do Pará, recebendo o nome científico de Euterpe oleracea , pertencente à família das Palmáceas. É uma fonte rica em minerais como ferro, que combate anemia em crianças, em fase de crescimento, em gestantes, que necessitam de minerais, e em convalescentes, para se fortalecerem. O cálcio, muito presente em sua composição, com cerca de 110mg para 100g de polpa, é necessário para o desenvolvimento e conservação dos ossos e dentes, combatendo a osteoporose. O fósforo, também presente, é um condutor energético para o cérebro. 
Além disso, contém muitas vitaminas como: A, necessária no funcionamento adequado do sistema imunológico, ajudando a diminuir o tempo de duração das doenças; B1 (tiamina) , que ajuda a manter normal o funcionamento do sistema nervoso, músculos e coração; B2 (riboflavina), que ajuda a cicatrizar feridas na boca, lábios e língua, além de beneficiar a visão; e C (ácido ascórbico), que ajuda na cicatrização de ferimentos e oferece proteção contra os agentes cancerígenos. 
Sua maior ocorrência é no estuário do rio Amazonas, em terrenos de várzea, de igapó e terra firme. Ocupa lugar de destaque na mesa das classes média e baixa. Atualmente, a classe alta está se familiarizando com o sabor desta fruta extraordinária, que tive o privilégio de conhecer e saborear em minhas pesquisas no Amazonas; em Manaus é oferecida ao público misturada com guaraná e mirantã (estimulante sexual). É realmente um energético sem similar. 
Na América são conhecidas 49 espécies do gênero. Açaí (Euterpe); ressalta–se, porém, que, nenhuma supera as qualidades nutricionais e energéticas do nosso açaí. 
Dos brotos da palmeira se extrai um excelente palmito; porém, em conseqüência da varagem incontrolada das indústrias de palmito, encontra-se seriamente ameaçada de extinção. Já existe policiamento extensivo no Amazonas para combater o corte ilegal do açaizero pelos palmiteiros, além de os próprios moradores estarem fiscalizando, pois ele gera lucros na comercialização em outros estados. 
A frutificação se dá o ano todo. A colheita dos cachos do açaí é feita pelos nativos, que sobem rapidamente nas palmeiras para cortar os cachos. É um trabalho arriscado, mas financeiramente compensador. Uma semente apenas, dá uma touceira em que podem nascer 25 pés de açaizero. Para cortar o palmito, não é necessário cortar a touceira, que aumenta muito rapidamente, produzindo vários novos cachos. 
As vendas em outros estados, fora do Norte do Brasil, têm aumentado progressivamente. No Rio de Janeiro o consumo de polpa, por lanchonetes e supermercados, atinge quase 20 toneladas ao mês; em São Paulo o consumo é ainda maior. 
É interessante notar que o consumo do suco de açaí pelo moradores de Belém é três vezes superior ao consumo do leite. As mães fazem mamadeiras do suco de açaí para seus bebês, que crescem sadios, pelo fato de o fruto ser rico em ferro, atuando como antianêmico. A cor da fruta é tão roxa, que modifica a coloração da urina e das fezes, porém é benéfica para a saúde dos consumidores. 
O açaizero é uma das palmeiras mais típicas da região Norte do Brasil. Encontra-se no Amazonas, sobretudo na bacia do rio Solimões, desde o Maranhão, Guianas e Venezuela. Em algumas regiões, recebe o nome de tuíra, que é o fruto no ponto de maturação ideal. Dela se faz o famoso, nutritivo e energético “vinho de açaí”. 
Para preparar um desjejum energético e afrodisíaco, pegue ½ xícara de granola, 1 colher de sopa de mel, 20ml de xarope de guaraná, 200g de polpa de açaí, 2 copos de água mineral. Bata no liquidificador com gelo ou duas bolas de sorvete. 
Não existe ninguém que possa resistir a tanta tentação... 
O valor calórico numa dose média de 100g é de 249 calorias!


Planta medicinal com efeito antioxidante, vasodilatador, antiinflamatório, tônico, energético, entre outros. Seu uso interno é indicado principalmente na prevenção de doenças cardíacas e derrames. Também é utilizado externamente, geralmente  em produtos 

Nomes: Açaí (açaí-do-pará, açaizeiro, assai, piná)
Família: Arecaceae
Constituintes: Ácido oléico, palmíticos, palmitoléicos e cianídrico, lignina, niacina, proteínas, gordura vegetal, frutose, glicose, sacarose, fibras brutas, sódio, potássio, cálcio, magnésio, ferro, cobre, zinco, fósforo, vitamina B1, α-Tocoferol (vitamina E), vitamina C, antocianinas.
Partes utilizadas: Frutos (geralmente em polpa após processado)
Efeitos - propriedades: A ação principal do açaí é de antioxidante, devido principalmente à presença das antocianinas. Este efeito antioxidante é responsável pela ação anti-inflamatória e da melhora do perfil lipídico (aumentar o colesterol bom e diminuir o ruim).
Outros efeitos do açaí são: saciedade, , fortalece o sistema imunológico, tônico natural, vasodilatador, reposição energética e fonte de ferro.
Apesar de agir diminuir a resistência insulínica, existem dúvidas sobre se a planta auxilia ou não no tratamento de diabetes, devido à alta quantidade de glicose presente em sua composição. Desta forma, ainda não existe um consenso sobre estes efeitos e uma possível indicação.
Indicações: 
- colesterol alto
- prevenção de arterosclerose, doenças cardiovasculares (com infarto do coração) e derrame cerebral (AVC)
- prevenção de alguns tipos de cânceres
- doenças do fígado, como esteatose (gordura no fígado) e icterícia (medidas complementares)
- artrite, obesidade (medida complementar que ajuda a prevenir danos causados por substâncias inflamatórias).
Devido ao seu alto valor nutritivo e calórico, acredita-se ser indicado em casos diarréia, anemia e falta de energia (fadiga).
Efeitos secundários: Devido a seu alto valor calórico pode ocasionar aumento de peso se ingerido rotineiramente em grandes quantidades. Recomenda-se o consumo de no máximo 300mL de suco ou uma tigela pequena por dia.
Contra-indicações: Contra indicado em casos de diabetes (especialmente se misturado a xaropes) e em grande quantidades para obesos. Por ser altamente cakórico, não é recomendado a adição de xaropes em excesso e outros produtos ricos em açúcar.
Interações: Desconhecemos
Preparações à base Açai:
Uso interno:
- Decocção das raízes
- Suco da polpa do fruto
- Vinho da polpa do fruto
- Polpa do fruto pura
- Sorvetes, doces, geléias ou com farinha
- Palmito cru
- Cápsulas
Uso externo:
- Palmito em forma de pasta
- Óleo das amêndoas do fruto
- Cosmético: Sabonetes, xampus, óleos para o corpo e cremes.


Glossario do Açaí



A
Açaizal nativo: conjunto de plantas desta palmeira que vegetam em seu habitat natural formando adensamentos populacionais de várias densidades.
Acondicionamento: embalagem em recipientes adequados para a preservação das boas qualidades dos frutos ou sementes.
Adesivo espalhante: produto usado em mistura com fungicidas, inseticidas, herbicidas e adubos líquidos, com vistas a minimizar as perdas dos mesmos pela ação de fatores externos (ex. chuvas).
Aerênquima: parênquima (tecido vegetal constituído por células de membranas finas e não-lignificadas, que têm função de armazenar produtos de reserva para a planta) com grandes espaços intercelulares aeríferos. Possuem aerênquima bem visível muitas plantas aquáticas submersas ou as palustres que desenvolvem alguns de seus órgãos em meio pobre em oxigênio.

Alógama: diz-se de plantas de fecundação cruzada, que consiste da união de gametas de dois indivíduos para a sua reprodução. 

Aminoácidos: moléculas orgânicas que contém pelo menos um grupamento amina (NH2) e um grupamento carboxila (COOH). Os aminoácidos são os componentes das proteínas.

Análise de sensibilidade: simulações de situações que podem ocorrer no mercado.
Anatômicas: referem-se às formas e estruturas. A anatomia estuda a forma e a estrutura dos seres organizados.
Anelamento: consiste da retirada, em forma de anel, de parte do córtex do caule da planta, com a finalidade de provocar a sua morte.
Anóxico: relativo a ambiente com deficiência de oxigênio. Corresponde também à deficiência de oxigênio nos órgãos ou nos tecidos vegetais.
Antocianinas: pigmentos naturais de natureza glicosídica, pertencentes à família dos flavonóides, são as responsáveis pela cor do açaí. Nos animais têm a função antioxidante e asseguram melhor circulação sanguínea e protegem o organismo contra o acúmulo de placas de gorduras, que podem levar a arteriosclerose nos humanos.
Área do coroamento: área em torno da planta ou da touceira que, normalmente, abrange a dois terços da projeção da coroa foliar, onde são distribuídos os fertilizantes.
Arranquío: ação dentro do controle de invasoras que consiste da eliminação, manual, de plantas indesejáveis da área de cultivo, puxando-as pela parte área de modo a permitir, também, a retirada do sistema radicular.


Balanço hídrico: é a comparação entre a quantidade de água recebida pelo ambiente, através das chuvas, com a quantidade perdida pela evapotranspiração.

Batelada: quantidade de matéria-prima utilizada num ciclo de processamento.
Benefícios líquidos: diferença entre a receita e os custos de produção.
Biodiversidade: total de genes, espécies (plantas, animais e microrganismos) e ecossistemas de uma região.
Bolores: denominação vulgar aos fungos que proliferam sobre a matéria úmida susceptível à fermentação.
BPA: boas práticas agrícolas, constituídas de ações que promovem a melhoria das atividades de produção e a qualidade dos produtos agrícolas.
BPF: boas de fabricação, conjunto de ações que promovem a melhoria das atividades de processamento e a qualidade do produto final.
Branqueamento: Tratamento térmico aplicado em frutas e hortaliças, com objetivo de retirar ar dos tecidos, inativar enzimas, facilitar a limpeza e, no caso de frutos do açaizeiro, o despolpamento.


Calagem: operação de adubar ou corrigir a acidez do solo, para fins agrícolas, com a aplicação de cal.

Cama de aviário: composto orgânico constituído do substrato (serragem, maravalha ou casca de arroz) usado no piso dos aviários misturado com os dejetos das aves confinadas.
Ciperáceas: plantas monocotiledôneas da família Ciperaceae, que se assemelham às gramíneas, das quais diferem por possuírem o caule trígono (formato triangular).
Classificação de Köppen: estabelece os tipos climáticos tropicais chuvosos (Afi, Ami e Awi), com base nas temperaturas médias dos meses, que nunca são inferiores a 18 oC e as variações do clima não têm verão ou inverno estacional.
Clima Afi: as chuvas são relativamente abundantes durante todo o ano, e a altura das chuvas do mês mais pobre é superior a 60 mm.
Clima Ami: o regime pluviométrico anual define uma estação relativamente seca, mas o total de chuvas é suficiente para manter o período.
Clima Awi: o regime pluviométrico anual é relativamente elevado, mas com nítida estação seca.
Coleto: porção intermediária entre o caule e a raiz das plantas lenhosas ou, no caso das palmeiras, do estipe com a raiz.
Coliformes fecais: expressão pela qual são também conhecidas as bactérias do grupo da Escherichia coli.
Colmos: tipo de caule comum às gramíneas, com nítida diferenciação dos nós e dos entrenós, como no bambu (Bambusa vulgaris e B. arundinacea) e a na cana-de-açúcar (Saccharum officinarum).
Concentrado emulsionável: mistura líquida heterogênea constituída de duas ou mais fases, normalmente não miscíveis entre si, mas que são mantidas em suspensão uma na outra, graças a uma forte agitação ou por emulsionantes que modificam a tensão superficial.
Consistência moldável: a mistura dos componentes da massa permite moldar objetos de formas variadas.
Controle biológico: utilização de inimigos naturais no controle de organismos prejudiciais às plantas, com vistas à redução ou eliminação do uso de produtos químicos no combate a pragas e doenças.
Crisálidas: denominação técnica à pupa (fase nos insetos de metamorfose completa, que se inicia após o estádio de larva e é precedida da forma definitiva do inseto _ ex. borboletas).


Desidratado por atomização: desidratação em equipamento conhecido como "spray dryer".

Despolpamento: remoção da polpa ou mesocarpo do fruto do açaizeiro.
Draga: ferramenta agrícola que serve para abrir covas para o plantio.


Edáfico: relativo à constituição físico-química do solo.

Eluviação: remoção de material, em suspensão ou em solução, de qualquer horizonte ou camada do solo.
Emergência da plântula: exteriorização do processo de germinação da semente de açaizeiro.
Empupar: corresponde à fase em que os insetos de metamorfose completa iniciam o estádio de pupa.
Endocarpo: parte interna do fruto que, no caso do fruto do açaizeiro, corresponde à semente.
Epicarpo: parte externa dos frutos que corresponde, no caso de frutos do açaizeiro à casca.
Escalador: operário que realiza a colheita de cachos de frutos de açaizeiro.
Esclerificada: corresponde a tecidos resistentes que confere rigidez ou dureza, como no caso da cabeça do inseto conhecido como broca-do-estipe.
Espiral em forma de rodilha: enrolado com o formato de rosca.
Estipe: caule das palmeiras.
Estresse hídrico: reações das plantas a agressões provocadas pelo déficit de disponibilidade, em quantidade suficiente, de água no solo.
Evapotranspiração: perdas de água pela sua transformação em vapor, como a evaporação de água do solo ou transpiração, que corresponde à eliminação de água pelos seres vivos.
F
Fitossanitário: corresponde ao aspecto sanitário de um vegetal relativo à ocorrência de insetos-pragas e doenças.
Fitoterápicos: produtos extraídos de plantas que se prestam para o tratamento de doenças dos animais e do homem.
Fixação simbiótica: ato que resulta da relação harmônica entre seres diferentes para a fixação do nitrogênio atmosférico, realizada por microrganismos diazotróficos (ex. micorriza _ associação íntima da raiz de uma planta superior e o micélio de um fungo especializado).
Fluxo de caixa: demonstrativo das despesas e das receitas geradas com o plantio.
Folhas carcomidas: diz-se de folhas roídas ou corroídas.

FTE (Fritted Trace Elements): são silicatos moídos que contém misturas de micronutrientes (ferro, boro, cobre, zinco e manganês). 

Gases liquefeitos: gás que se reduz ao estado líquido em contato com o ar (ex. brometo de metila).

Germoplasma: são indivíduos que guardam as informações genéticas de diferentes ecotipos de açaizeiro, coletados nos centros de dispersão natural das espécies.


Horizontes genéticos: referem-se às camadas que dão origem ao solo, formando uma seqüência, chamada perfil.



i.a.: ingrediente ativo. 
Larva: estádio imaturo de inseto, que sucede ao embrião, após a saída do ovo, e antecede o estádio de pupa.

Lenticelas: certas protuberâncias visíveis a olho nu, com abertura no formato de uma lentilha, que se abrem e fecham e são utilizadas pelas plantas para realizar as trocas gasosas.
Leveduras: são fungos responsáveis pela fermentação, como a que ocorre nos frutos do açaizeiro.
Lipídeos: são compostos orgânicos constituídos por ésteres de ácidos graxos com álcoois.


Mesocarpo ou polpa: parte interna comestível do fruto do açaizeiro, situada entre o epicarpo e o endocarpo.

Microrganismos: organismos visíveis com o auxílio de microscópios.
Microrganismos termófilos: microrganismos resistentes a temperaturas elevadas ou que se prolifera em ambientes muito quentes.
Mix: formulações em que o açaí é comercializado em mistura com xarope de guaraná, banana e outras frutas frescas, secas ou cristalizadas.
Mondas: eliminar as ervas invasoras com as mãos. É realizada, normalmente, em pequenas áreas, como em viveiros.
Monoinsaturado: dir-se do óleo que contém ácido graxo com uma dupla ligação (CH=CH).
Morfológica: refere-se às formas. Parte da Biologia que estuda a forma dos vegetais e animais.


Ninfas: estádio pré-adulto dos insetos que não empupam.

Nitrogênio atmosférico: nitrogênio que faz parte da constituição do ar ou da atmosfera terrestre.
NPK: símbolos químicos dos nutrientes Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K).


Oscilações: variações, alterações do mercado.



Peconha: adereço usado nos pés do escalador de algumas palmeiras, normalmente confeccionada com folhas do açaizeiro ou outra palmeira, que facilita a subida no estipe da planta.

Perecibilidade: está associada à fermentação do açaí, seja em prateleira ou sob refrigeração.
Perfilhos: emissão de novas plantas, por propagação vegetativa, na base da touceira de açaizeiro.
Peroxidase: enzima de ativação intracelular que decompõe a água oxigenada (H2O2) em água (H2O) e oxigênio (O2).
pH: é uma escala para medir o potencial de hidrogênio e serve para indicar o nível de acidez ou alcalinidade das substâncias. O pH é medido em uma escala que vai de 0 a 7 para indicar acidez e de 7 a 14 para indicar alcalinidade. Quanto menor o pH, mais ácido é o solo. Quanto mais próximo de 7 é o pH do solo, mais esse tende a ser neutro.
Plantas cloróticas: diz-se de plantas com folhas com tonalidade amarelada, pelas deficiências de nutrientes.
Pluviosidade: refere-se à intensidade de chuvas que ocorrem em determinada região.
Polifenoloxidase: enzima que pode estar associada à degradação ou fermentação do açaí.
Poliinsaturados: dir-se do óleo que contém ácido graxos com muitas insaturações.
Polinização aberta ou cruzada: quando o pólen produzido em uma flor é transportado para o estigma de uma flor de um outro indivíduo da mesma espécie (alogamia).
Pó-molhável: forma de apresentação de defensivos agrícolas, que se dissolve em água, solução ou outro solvente.
Propagação por via assexuada: tipo de propagação ou reprodução encontrada em vegetais, onde não há a participação dos órgãos sexuais (flores), como ocorre com os perfilhos do açaizeiro.
Propagação sexuada: tipo de propagação ou reprodução encontrada nos seres vivos onde há participação dos órgãos sexuais (ex. germinação de sementes).
Propriedades organolépticas: referem-se aos alimentos que estão em condições adequadas para serem ingeridos.


Qualidade sensorial: conjunto de características relativas ao uso dos órgãos dos sentidos que diferencia um produto. Importante na determinação do grau de aceitação do produto pelo consumidor.

Quincôncio: tipo de arranjo de plantas no campo, que espaçadas entre si formam triângulos com lados iguais (eqüilátero).


Ramos laterais ou plagiotrópicos: ramificações primárias ou secundárias do caule de uma planta.

Ráquilas: eixos primários das inflorescências. No caso específico do açaizeiro, são os ramos do cacho onde se fixam os frutos.
Rasa: espécie de paneiro muito usada no acondicionamento no transporte de frutos do açaizeiro.
Refino: submeter o produto obtido pelo processamento a tratamentos que melhorem a sua qualidade microbiológica (ex. pasteurização).
Ribeirinhos: moradores das margens dos rios que, normalmente, vivem de atividades extrativistas.


Salmonelas: são bactérias do gênero Salmonella, que depreciam a qualidade dos alimentos e são responsáveis pela ocorrência de doenças no homem (ex. febre tifóide, febres paratifóides dos tipos A, B, e C, e gastroenterites infecciosas).

Seleção fenotípica: seleção de plantas com base no seu fenótipo (aparência geral do indivíduo em face da sua constituição genética (genótipo) e das influências do meio).
Seleção massal: método de seleção dirigida, com coleta de sementes de indivíduos de uma determinada população, que expressam uma ou mais características desejáveis (ex. alto rendimento, resistência a doenças) para serem plantadas em safras subseqüentes, até a obtenção de indivíduos que obtiveram gradual deslocamento na freqüência relativa de uma ou mais características de uma população de plantas da mesma espécie.
Semente recalcitrante: diz-se daquelas que não suportam a secagem e nem o armazenamento a temperaturas abaixo de 15 oC.
Sépalas: peças constituintes das flores, originadas de folhas modificadas, normalmente de coloração verde.
Solos concrecionários: são solos lateríticos que possuem, no perfil, nodulações endurecidas, normalmente de coloração avermelhadas, amareladas e violáceas, denominadas de concreções lateríticas ou piçarra.
Solos hidromórficos: são solos de áreas planas, baixas, de formação sedimentar recente, que margeiam os rios.
Solos latossólicos: são solos formados pelo processo de lavagem e eluviação da sílica e bases, resultando em solo com elevada concentração de sesquióxidos de ferro e alumínio.
Sombrite: malha tecida com fios de polietileno usada para cobertura de pré-viveiros e viveiros e confecções de telados. Existem diferentes tipos de malhas que reduzem a passagem de luz e dos raios solares.
Substrato: material de constituição diversa (ex. vermiculita, terra preta, areia lavada, serragem curtida etc.) utilizado no preenchimento de sementeiras ou sacos usados na produção de mudas, que oferece as condições satisfatórias para a germinação, desenvolvimento, e fixação de plântulas e mudas.
Sujidades: são materiais indesejáveis encontrados na área de cultivo como no produto colhido, oriundos da própria cultura ou não.


Tecido endospermático: tecido que forma o endosperma ou albume, que envolve o embrião de algumas sementes.

Termorresistente: refere-se às enzimas que são capazes de sobreviver a tratamentos térmicos elevados, com perdas de suas atividades, mas sem inativação total. Têm como característica a capacidade de regeneração ao encontrar as condições térmicas favoráveis ao seu crescimento.
Toalete: consiste da eliminação de folhas secas e do amarrio das folhas em torno da flecha do açaizeiro.
Transformações antrópicas: transformações provocadas pela atividade humana.


Unidade pedogenética: denominação de unidade de solo de acordo com os processos de sua formação.



Vagoneta: espécie de caçamba usada na coleta de frutos do açaizeiro que se deslocam sobre trilhos.

Valor calórico: corresponde ao valor total de energia (kcal) fornecido pelos macronutrientes (carboidratos, lipídios e proteínas) que constituem o alimento.
Vermiculita: é um silicato composto predominantemente de ferro, alumínio e cálcio de larga, usada como substrato nas pesquisas de germinação de sementes.
Vetor: agente transmissor de um organismo para determinado hospedeiro vegetal ou animal.
Viveiro: lugar onde se semeiam os vegetais e no qual permanecem até as mudas alcançarem o estádio ideal para serem levadas para plantio no local definitivo.